O serviço de streaming Netflix disponibilizou em sua grade a série da televisão espanhola de gênero ficção histórica, sucesso de público e de crítica, a série El Ministério del Tiempo retrata as aventuras de um grupo de agentes que tem a responsabilidade de preservar a história da Espanha, tal como ela ocorreu.
No período em que a Rainha Isabel, a Católica, governava a Espanha, foi criada uma organização cujo objetivo é de evitar que empresas ou indivíduos alterem o passado para benefício próprio. A organização é formada por agentes representantes de diferentes períodos, que viajam a qualquer época onde a história foi alterada.
A série cota com um bom enredo e uma reprodução de vestuário e ambientes de época com excelente qualidades.
Em Portugal, a série ganhou uma adaptação pela mão da RTP1.
1. A estratégia da distracção. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, presa a temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
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2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-reacção-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reacção no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam que sejam aceites. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja quem pede leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4. A estratégia do diferimento. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacríficio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregue imediatamente. Logo, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adoptar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão de factores de sugestão, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeia entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e se culpabiliza, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de agir. E sem acção, não há revolução!
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
Ambientada no início do século 20, no Rio de Janeiro, Lado a Lado, nova novela das seis da Rede Globo vai falar sobre o começo da república, o surgimento do samba, o fim dos cortiços, o início das favelas e trazer como tema principal o nascimento da mulher moderna na sociedade brasileira.
No elenco da trama, escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, estão Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Marjorie Estiano, Thiago Fragoso, Patrícia Pillar, Werner Schunemann, Caio Blat, Cássio Gabus Mendes, Isabela Garcia, Bia Seidl, Rafael Cardoso, Klebber Toledo e Daniel Dalcin, entre outros. A direção de núcleo é de Dennis Carvalho.
Fonte: G1.com
É sempre necessário ressaltar que as obras de ficção (Novelas, Séries, Filmes, Livros, etc.), mesmo que baseadas em fatos reais ou em períodos históricos, não tem o compromisso de reproduzir a verdade histórica, ou melhor falando, os fatos como realmente ocorreram, motivada pela grande dificuldade em reproduzir diálogos que possam fazer a ligação entre os vários personagens de uma mesma história, assim, sempre são criados personagens ou versões para se elaborar um enredo que possa criar uma história mais romantizada, para ser vendida para o grande público, que na maioria das vezes está mais interessado na trama do que no fundo histórico. É necessário também destacar a importância dessas obras que tentam destacar fatos ou períodos históricos, pois, a disciplina histórica exige que o estudante se transporte mentalmente para o tempo histórico estudado, assim é necessário recriar mentalmente a sociedade que cerca tal período, então, assim novelas, filmes, séries, etc. que reproduzem figurinos, vocabulários, costumes, objetos e outras características de época, podem servir como ótimos exemplos para que os estudantes possam ilustrar mentalmente os textos históricos lidos ou mesmo as explicações dos professores, claro sempre sendo necessários guardar os devidos cuidados contra os ufanismos, simplismos ou anacronismo.
Foi apresentada nesta terça-feira (30) no Rio de Janeiro a série “Histórias do Brasil”, uma produção que tem o objetivo de recriar importantes capítulos da trajetória do país, sob a ótica de personagens comuns, que viveram os episódios. A série mistura encenação realista com depoimentos de pesquisadores que estudam os assuntos em questão. Assim, para falar sobre o período inicial da colonização portuguesa na terra que um dia receberia o nome de Brasil, foi convocado o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, professor da UFRJ.
O mesmo acontece com Álvaro da Costa e Silva, que esteve presente nesta terça no Instituto Moreira Salles, na Zona Sul do Rio, que fala em diversos episódios sobre a população africana que havia sido trazida à força para o Brasil. Outros membros do conselho editorial da Revista de História, como José Murilo de Carvalho, Lilia Moritz Schwarcz, Caio César Boschi, Marieta de Moraes Ferreira, também participam das entrevistas, que contou também com a supervisão de pesquisadores da própria revista e a direção do cineasta Arthur Fontes.
Os temas, os lugares e as datas abordadas são: “Antes do Brasil”, em Cabo Frio, 1530; “Escravos no engenho”, na Bahia, 1574; “Guerra pelo açúcar”, em Pernambuco, 1645; “Entradas e Bandeiras”, no sertão da Capitania de São Vicente, 1690; “Ouro e cobiça”, em Ouro Preto, 1719; “Leituras perigosas”, no Rio de Janeiro, 1794; “O sangrador e o doutor”, no Rio de Janeiro, 1820; “Vida e morte no Paraguai”, em Tuiuti, 1866; “Propaganda e repressão”, no Rio de Janeiro, 1942, “O sonho de Juscelino”, em Brasília, 1958.
Nesta terça foram apresentado os episódios “O sangrador e o doutor” e “O sonho de Juscelino”. O primeiro, que conta com o ator Antônio Pompêo no papel principal, mostra o escravo forro Benedito (Pompêo) que trabalha como curandeiro e sangrador, mas é denunciado por um nobre de quem ele tinha tratado por participar de calundus – que Benedito considera, curiosamente, uma doença. Na oportunidade, Alberto da Costa e Silva explica que o período entre 1808 e 1831 foi o de maior entrada de africanos no Rio, e que a cidade poderia ser confundida como um ponto no continente do outro lado do Atlântico.
O segundo, como o título sugere, mostra a construção de Brasília, sob o ponto-de-vista de dois ajudantes do então presidente Juscelino Kubistchek – um novo, entusiasta da mudança; outro pronto a se aposentar, que afirma que a capital deveria continuar no Rio. Nesse segundo, a professora Marieta de Moraes Ferreira faz um comentário que contextualiza a situação política da época. Segundo Marieta, o plano de metas de JK, que tinha como meta síntese a construção de Brasília, dava pouco destaque para assuntos como a educação. Também descobrimos que a construção afetou seriamente a situação financeira do país.
São dez episódios de cerca de 25 minutos, cada, que vão passar na TV Brasil, a partir do dia 5 de setembro, diariamente, às 22h. No dia seguinte à sua exibição, o capítulo estará na íntegra no site da Revista.