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domingo, 4 de setembro de 2011

Catacumbas e túneis revelam Paris renascentista


Em uma garagem de carros em Paris, uma longa e íngreme escadaria leva a um labirinto subterrâneo. Com um total de 290 quilômetros, a complexa rede de túneis abaixo de Paris é uma espécie de "cidade abaixo da cidade".
Catacumbas de Paris
Túneis estão fechados para o público, mas catacumbas ainda atraem turistas
Os túneis foram feitos de calcário e gesso. Todas as câmaras foram mapeadas e batizadas com o nome da rua correspondente no andar de cima. Hoje a rede subterrânea é um espelho da Paris renascentista.
Desde 1955 os túneis estão fechados para visitação pública, mas as catacumbas continua abertas. Na época em que os túneis estavam sendo abertos, alguns cemitérios superlotados estavam sendo fechados, e muitos corpos foram transportados para cá.
Hoje em dia os turistas passeiam pelas catacumbas que foram descritas pelo escritor Victor Hugo como o luxo magnífico de Paris.
Fonte: BBC Brasil

sábado, 23 de abril de 2011

Personalidades históricas: Victor Hugo

A riqueza imagística e formal de sua lírica fez de Victor Hugo o maior poeta romântico francês, também principal mentor do romantismo em seu país e um de seus mais importantes prosadores. Como político, evoluiu da postura conservadora e monarquista para o liberalismo reformista e os ideais revolucionários.
Victor Hugo (1802 - 1885
Victor-Marie Hugo nasceu em Besançon em 26 de fevereiro de 1802. Filho do general napoleônico Joseph-Léopold-Sigisbert Hugo, passou na juventude temporadas na Itália e na Espanha. Estudou direito em Paris e, antes dos 18 anos, escreveu o romance Bug-Jargal, sobre uma revolta de negros em São Domingos. Fundou e dirigiu uma revista, Conservateur Littéraire (1819-1821). Estreou com Odes et poésies diverses (1822), obra que lhe valeu uma pensão de Luís XVIII. Pouco depois casou-se com Adèle Foucher.
Han d'Islande, de 1823, é tido como seu primeiro romance (já que Bug-Jargal só saiu em 1826) e a partir desse momento começou a se aproximar das idéias românticas. Cromwell (1827), sua primeira peça teatral, era longa e impossível de encenar. O prefácio da obra, contudo, projetou Hugo como líder do movimento romântico na França. Nele, opondo-se ao classicismo no teatro, o autor propunha o abandono das três unidades dramáticas e a mistura dos gêneros, com a coexistência do sublime e o grotesco. Seguiram-se as vaias ao drama Amy Robsart (1828) e o veto da censura à peça Marion Delorme (1829). Compensou tais frustrações o sucesso dos poemas de Les Orientales (1829; As orientais), do romance Le Dernier Jour d'un condamné (1829; O último dia de um condenado), apelo ao fim da pena de morte, e do drama Hernani (1830), exaltação do herói romântico, em luta contra a sociedade. Hernani suscitou pugilatos na platéia enquanto esteve em cartaz.
Victor Hugo apoiou a revolução de julho de 1830 e a ascensão da monarquia constitucional de Luís Filipe. Nesse período, muito fecundo apesar da vida conjugal infeliz, publicou Feuilles d'automne (1831; Folhas de outono), de poemas intimistas; Notre-Dame de Paris (1831; Nossa Senhora de Paris), romance medievalista centrado na tragédia do corcunda Quasímodo e da cigana Esmeralda; peças como Le Roi s'amuse (1832; O rei se diverte); as coletâneas poéticas Chants du crépuscule (1835; Cantos do crepúsculo) e Voix intérieures (1837; Vozes interiores); o drama Ruy Blas (1838) e nova coletânea de poemas, Les Rayons et les ombres (1840; Luzes e sombras). Em 1841, foi eleito para a Academia Francesa.
A esse tempo, Victor Hugo prosseguia sua ligação, iniciada em 1833, com a jovem atriz Juliette Drouet, que a ele se devotaria até morrer, dois anos antes do poeta. Em 1843 iniciou-se uma fase dolorosa na vida de Hugo: abandonou o teatro, ante o fracasso da peça Les Burgraves, e perdeu a filha mais velha, Léopoldine, afogada por acidente no Sena, junto com o marido. Após a revolução de 1848, Hugo tornou-se republicano e passou a combater Napoleão III. O golpe de 1851 levou-o ao exílio, definido por ele como "uma espécie de longa insônia" que duraria quase vinte anos, 15 dos quais na ilha inglesa de Guernsey.
Foi esse, no entanto, o período mais fértil de sua vida literária. Em poesia, destacam-se Les Châtiments (1853; Os castigos), de sarcásticos versos políticos; Les Contemplations (1856; As contemplações), com o melhor de sua lírica; a primeira série do ciclo épico La Légende des siècles (1859; A lenda dos séculos); e Chansons des rues et des bois (1865; Canções das ruas e dos bosques). Em prosa, são dessa época seus melhores romances, que constituem propostas de reforma social: Les Misérables (1862; Os miseráveis), Les Travailleurs de la mer (1866; Os trabalhadores do mar) e L'Homme qui rit (1869; O homem que ri).
Paris parou para o último adeus ao poeta e
 escritor Victor Hugo (1802-1885).
Anistiado por Napoleão III em 1859, Hugo não quis deixar Guernsey e só retornou à França em 1870. Recebido em triunfo, elegeu-se deputado, cargo ao qual renunciou depois. Não aderiu à Comuna de Paris mas, em 1876, como senador, fez vigorosa defesa da anistia aos communards. Vivia então a plenitude de sua glória nacional e internacional. Salientam-se, nessa época, os poemas de L'Année terrible (1872; O ano terrível), o romance Quatre-ving-treize (1874; Noventa e três), a segunda série de La Légende des siècles (1877-1883) e L'Art d'être grand-père (1877; A arte de ser avô).
Victor Hugo influenciou fortemente a literatura ocidental. Entre seus seguidores no Brasil, o mais célebre é Castro Alves. Morreu em Paris, em 22 de maio de 1885.

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