" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

domingo, 2 de janeiro de 2011

Xenofobia na prática


Jovens ofendem nordestinos e moradores de periferia pela internet

Em SP, os alvos são os imigrantes do Nordeste do país.
Já no Rio, população do subúrbio é discriminada na web.

Do G1 SP, com informações do Fantástico
Mais uma década do século 21 tem início e ainda assim um preconceito mais do que ultrapassado continua sendo notícia. Pela internet, jovens têm humilhado nordestinos que vivem em São Paulo e a população mais humilde do Rio de Janeiro.
Alguns casos vieram a público nesta semana e viraram assunto de polícia.
Em São Paulo, a homenagem da escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi com o tema “São Paulo, capital do Nordeste” virou motivo de ameaça.
E-mails ofensivos foram recebidos pela agremiação. Em uma das mensagens, repleta de palavrões, os nordestinos são chamados de “povinho de cabeça chata”.
No Rio de Janeiro, mais ofensas pela internet. Desta vez, o alvo são as pessoas que visitam a árvore de Natal na Lagoa Rodrigo de Freitas. “Chega a ser repugnante o que está escrito, dizendo que as pessoas que moram no subúrbio, que moram na Baixada, são menores, são piores, são gentinha”, diz o delegado Fernando Veloso.
No Rio e em São Paulo, os autores das mensagens podem até ser presos. O crime de racismo é punível com até cinco anos de prisão.
“A gente quando pensa em crime pensa em arma, pensa em violência, pensa em agressão. Não é um crime nesse sentido, mas ele é tão grave quanto um crime que é cometido com uma arma em punho, porque ele ofende a dignidade das pessoas”, afirma Veloso.
No Rio, o autor das ofensas é o estudante de direito João Marcos Crespo, que mora próximo à lagoa, em um bairro nobre. Na casa dele, foram encontrados objetos que fazem menção ao nazismo.
Uma das ideias valorizadas pelo estudante é a eugenia - tese de Adolf Hitler para justificar a perseguição aos judeus durante a 2ª Guerra Mundial.
Para a polícia, o estudante escreveu mensagens racistas. Elas dizem que os moradores de subúrbio têm genética inferior, cabelo ruim e estatura baixa. Nesta semana, ele foi interrogado pelo delegado. “Ele atribui essas mensagens a uma brincadeira. A gente percebe que pelo teor da mensagem a gente percebe que não é brincadeira”, diz Veloso.
Na casa do jovem, ninguém quer falar sobre o assunto.
São Paulo
Já o estudante responsável por parte das ofensas à escola de samba paulista se recusa a admitir que errou ao ofender os nordestinos. “Eu não me arrependo de criticar. Eu me arrependi de usar as palavras que eu usei. Se fosse qualquer outra escola, eu ia criticar do mesmo jeito”, diz Caio César.
Em fotos, o jovem aparece com uma bandeira do estado de São Paulo tatuada nas costas. No texto ofensivo aos nordestinos, ele se diz um paulista separatista. “Sim, sim, eu sou separatista”, admite.
Movimentos separatistas querem a independência de alguns estados, formando um novo país.
Essa ideia nunca vingou no brasil. “É uma qualidade do Brasil impedir tendências separatistas que sempre levam a discriminações e formas racistas”, diz o historiador Marco Antonio Villa.
“Você pregar o separatismo e também tendo como argumento que as outras pessoas são de uma raça inferior é crime”, diz a delegada Margarett Barreto.
A delegada e o defensor público Ricardo César Franco são especializados em crimes raciais. Eles acompanham o crescimento de comunidades na internet que pregam ideias preconceituosas.
Franco diz que há uma espécie de manifesto contra os nordestinos migrantes circulando pela web. As ofensas que chegaram na Acadêmicos do Tucuruvi seguem o mesmo pensamento deste texto.
Mas o autor não admite que suas afirmações foram criminosas. “Cara, se é crime isso, a gente vai ter muito criminoso solto por aí.”
A polícia paulista vai cobrar explicações. “A gente tem os rastros dos contatos dele que foram feitos na rede virtual. Então nós vamos localizá-lo com certeza”, diz Barreto.
No Rio de Janeiro, João Marcos Crespo deve responder por crime de racismo. E a busca agora é por quem trocou as mensagens preconceituosas com o estudante. “São pessoas que concordaram com essas mensagens e também estão fazendo divulgar, difundir, uma mensagem discriminatória, uma postura racista”, afirma Veloso.
“Nossa juventude pode manifestar seus pensamentos, suas ideias, mas sem denegrir ninguém, para que a gente possa viver em paz, em harmonia”, completa o delegado

Museu Municipal de Carangola na internet

 Museu Municipal de Carangola

O Museu Municipal de Carangola, dedica-se à valoração e difusão da nossa cultura (patrimônio material e imaterial). Apresenta uma forma expositiva setorizada expressando por diversos âmbitos as característicasais que compõem a cidade e região, trabalhando com meios interativos para a apresentação de seus conteúdos. Faz parte do seu acervo várias peças que reunem além de história, o trabalho de vários artistas e grandes personalidades que foram e são memória cidade e região. Abarca no seu interior peças que refletem não só aspecto mineiro, mas o aspecto também nacional, pois, juntos somos um povo. Nossa sede integra núcleos museológicos já existentes, antiguidades e biodiversidade além de fragmentos dos Sítios Arqueológicos tombados pelo IEPHA e Registrados no IPHAN. Mantém uma programação anual de exposições e promove outras importantes e tradicionais periódicas e itinerantes no munícipio, além de ainda uma intensa programação de atividades culturais e educativas, realizando cursos, oficinas e visitas monitoradas. Hierarquicamente, a instituição depende da Prefeitura Municipal e da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico de Carangola - MG.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Histórias Novas

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas aos colegas que acompanham o blog História Pensante, pois as postagens do blog andam a desejar. Nesses últimos tempos a minha rotina virou de pernas para o ar, afinal, o final de ano escolar altera a rotina e a cabeça de qualquer professor, além disso a minha casa passou por reformas, fiquei sem internet em casa por quase três meses e meu computador precisou ser formatado e perdi alguns dados valiosos, mas nem tudo foram espinhos neste final de ano, no dia 27 de dezembro nasceu o meu primeiro filho, Lucas, um garotão bonito igual ao pai (não podia deixar de falar), o qual vai requerer um bocado da atenção, carinho e amor de seu pai, agora começa uma nova fase da minha vida, uma nova História.
Quanto ao blog, tentarei repartir um pouco mais da minha atenção com  História Pensante, o qual também me trouxe muita alegria em tão pouco tempo de vida, além das novas amizades com os colegas e apreciadores da História da humanidade.

A todos que porventura estão lendo este post e também aqueles que já passaram os seus olhos por aqui.

Um Feliz Ano Novo, que 2011 seja repleto de realizações para todos nós e que novas e belas histórias possam ser escritas, mas sempre refletindo sobre o que passou. Abraços fraternos.

Professor Pedro Paulo Dias e família

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

História da África, enfim na íntegra


Em parceria com a Unesco, governo brasileiro lança a primeira edição completa em português da mais importante obra sobre o continente
 


Os estudantes brasileiros acabaram de ganhar uma versão traduzida de uma das mais importantes obras sobre a história do “continente negro”. Foi lançada em Brasília na última quinta feira a edição em português da coleção História geral da África, obra produzida a pedido da Unesco e publicada no país em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Principal obra de referência sobre o assunto, a coleção completa, com seus oito volumes e quase 10 mil páginas, foi lançada originalmente em 1981. Os títulos foram escritos ao longo de 30 anos por 350 pesquisadores, dois terços deles africanos, e é o mais completo estudo sobre o passado do continente já publicado.

A série já foi traduzida integralmente para o inglês, o francês, o árabe e o espanhol. Uma versão resumida foi lançada no Brasil entre 1982 e 1985, mas a edição está atualmente esgotada no país. Para suprir essa carência, os oito volumes da coleção foram traduzidos, reeditados e não estão sendo vendidos, mas distribuídos para bibliotecas, universidades públicas e outras intituições de ensino. Uma versão digital da obra em breve estará disponível na internet.

A coleção vai servir de fonte para a formação de educadores e para a difusão de conhecimentos sobre o assunto para estudantes brasileiros desde a educação básica até o ensino superior. “A obra é de grande importância e peculiaridade”, diz Marilza Regattieri, oficial de projetos em educação da Unesco. Ela lembra que a Lei 10.639, que tornou o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana obrigatório nas escolas, foi sancionada em 2003.

Para que esses conteúdos cheguem efetivamente às salas de aula brasileiras, a Unesco, em conjunto com a Universidade Federal de São Carlos, também está produzindo materiais pedagógicos de caráter interdisciplinar, para a formação de professores. De acordo com as instituições, o próximo passo será fazer o mesmo nas escolas de países africanos de língua portuguesa.

Fonte: www.historiaviva.com.br

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Heróis do Brasil

Reunimos mais de uma centena deles, mas esse número pode aumentar: deixe um comentário com um nome que você acha que merece figurar na lista
RHBN
Em um época em que capitão Nascimento é eleito "o" super-herói nacional, nada melhor que relembrar os quase incontáveis heróis brasileiros de carne e osso que fizeram de suas vidas um pedaço de nossa História. Nesta lista, reunimos mais de uma centena deles – que podem somar muito mais a partir da colaboração por meio dos comentários dessa matéria.

Alguns têm relevância nacional, outros tiveram suas ações valorizadas apenas em suas regiões. Uns são exaltados por determinadas corporações; outros, por grupos sociais. Há ainda aqueles que são mocinhos para uns e bandidos para outros. São mulheres e homens que pegaram em armas, defenderam ideias ousadas, ocuparam lugares importantes em épocas conturbadas ou simplesmente encarnaram anseios coletivos. Em um país com uma história tão rica, não faltaram personagens que ultrapassaram a barreira da própria vida para se tornar, nem sempre de forma unânime, referências. Resta saber se seus exemplos são suficientes – ou consistentes – para a constante obra de construção de um país.
Fonte: www.revistadehistoria.com.br

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Olimpíada de História consagra equipes finalistas



A 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil consagrou as 300 equipes convocadas para a fase presencial com medalhas de ouro, prata e bronze, e menções de honra. A cerimônia de premiação aconteceu no último domingo, 24, no Ginásio Multidisciplinar da Universidade Estadual de Campinas.

“Saber do seu esforço, mostrar que é capaz, e ganhar, é incrível”, disse com lágrimas nos olhos, a estudante Marília Gonzaga, de 17 anos, aluna do Colégio Militar do Recife que integrou a equipe CMR02. A felicidade da estudante define o clima de ansiedade e alegria presente no evento de premiação. Como em partidas de voleibol, os estudantes vibravam a cada equipe anunciada.

A euforia da comemoração tinha explicação. A cerimônia aconteceu um dia após a realização da última fase da Olimpíada, que aconteceu no sábado, no Ciclo Básico 2 da Unicamp. Diferente das cinco fases anteriores, virtuais, na última etapa os estudantes realizaram prova escrita, que incluiu questões relacionadas ao trecho do livro “Caminhos e Fronteiras”, do historiador Sérgio Buarque de Holanda. Da realização da prova até a entrega de medalhas foram mais de 20 horas aguardando o resultado.

Uma Olimpíada Diferente...

“O mais importante na Olimpíada foi o espírito de integração. As equipes se formaram, se prepararam e competiram, mas o congraçamento foi o valor maior”, disse o Coordenador Geral da Universidade, Edgar Salavadori de Decca, que abriu a cerimônia de premiação representando o Reitor da Unicamp. O Historiador, autor de livros consagrados como “O Silêncio do Vencidos”, teve seu pronunciamento aclamado pelo público presente.

Mais do que entregar medalhas, a premiação das equipes celebrou o aprendizado e a união de professores e estudantes em busca de um objetivo comum: estudar a história do Brasil. “Só tenho a agradecer aos meus alunos, que confiaram em mim e me motivaram o tempo todo. Estou com novo fôlego”, disse a professora Marisa Noda, de Santo Antonio da Platina/PR, do Colégio Estadual Rio Branco.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Exposição na Alemanha mostra a ascensão de Hitler ao poder

 O Museu Nacional da Alemanha, em Berlim, é sede da primeira exposição mundial focada em Adolf Hitler. Os visitantes saem impressionados.

Uma exposição inaugurada este mês na Alemanha toca num capítulo trágico da história do país: a ascensão de Adolf Hitler ao poder e a relação do líder nazista com o povo alemão.
Museu Nacional da Alemanha, em Berlim, sede da primeira exposição mundial focada em Adolf Hitler. Um acervo tão polêmico que nossa reportagem mal começa e já somos obrigados a parar.
“Isso não é parte da exposição. De fato o alarme está tocando, porque há uma ameaça de bomba aqui no museu e todo mundo deve sair'', explica o correspondente Marcos Losekann.
Minutos depois, a reforçada segurança do museu comprova que foi mais um alarme falso. Grupos neo e antinazistas estariam por trás das ameaças frequentes, indignados com o tema que expõe como Hitler manipulava a opinião pública alemã.
Os expositores se preocupam em evitar que ao exibir essas imagens acabem glorificando o ditador. Por isso, ele sempre aparece associado às consequências terríveis do poder sem limites, como os campos de concentração em que morreram seis milhões de judeus.
Para ligar as duas partes da exposição, foram deixadas frestas. O objetivo é mostrar que, mesmo nos tempos de Hitler, os cidadãos tinham condições de observar o que acontecia nos bastidores do poder. Segundo os expositores, querer enxergar era uma questão de oportunidade ou de vontade.
Os visitantes saem impressionados. ''O que mais me chamou a atenção é a capacidade que ele teve de iludir o povo alemão, trazendo a ideia de um futuro extremamente próspero e rico”.
Um alemão concorda em parte com a turista brasileira. “Hitler soube tirar proveito do caos alemão, mas muitos alemães se deixaram iludir”.
Polêmica forte, intrigante. A exposição é a cara de um ditador que continua sendo julgado pela História.

domingo, 24 de outubro de 2010

Revolução de 30 - O fim da participação de Carangola.


24.10.1930 - Através de um telegrama do Rio de Janeiro, chegava a esta cidade, a notícia da deposição do Presidente da República Washington Luiz por uma Junta Militar composta por oficiais generais. A notícia paralisou todas as atividades da cidade, passando para manifestações de júbilo. Contando  com 400 carangolenses em armas naquele movimento, a notícia da vitória da revolução foi comemorada como um feito local. Todas as atenções se voltaram a homenagear o Presidente da Câmara Municipal Dr. Waldemar Soares de Souza, que no momento se encontrava num posto avançado em Itaperuna-RJ, junto as tropas revolucionárias. Neste mesmo dia retornou pela ferrovia, sendo aguardado na estação por uma imensa multidão. Três Bandas de Músicas, de Divino, de São Francisco do Glória e a Lyra Mineira de Carangola, estavam presentes para abrilhantar a recepção.  Ao desembarque, vários oradores fizeram uso da palavra, exaltando o chefe do executivo municipal e o movimento revolucionário vitorioso.  

Fonte: Carelli, Rogério - Efemérides Carangolense (1827-1959)

sábado, 23 de outubro de 2010

Hino à Negritude

Imagem: Hino à Negritude (Cântico à Africanidade Brasileira) - Brasil escola

Criado pelo poeta e professor Eduardo Ferreira de Oliveira, o Hino à Negritude foi oficializado em todo o território nacional graças ao projeto de lei enviado pelo deputado federal Vicentinho, integrante do Partido dos Trabalhadores de São Paulo. Segundo o representante político, a consagração deste hino tem como objetivo maior reforçar a figura do negro enquanto contribuinte na formação da sociedade brasileira.

O processo de composição do hino percorreu uma longa trajetória, que teve seu início na década de 1940. Inicialmente, o professor Eduardo registrou a peça musical como “Hino 13 de maio”, fazendo uma clara referência à mesma data em que a princesa Isabel promoveu o fim da escravidão no Brasil. Contudo, ao longo de vários debates historiográficos, a canção mudou de nome mediante os vários dilemas ainda enfrentados pelos negros após a abolição.

Segundo o projeto de lei que formalizou o reconhecimento do Hino à Negritude, a canção será entoada em todo e qualquer tipo de evento em que a raça negra seja seu foco principal. Além das especificações do seu uso, várias entidades e secretarias envolvidas com a população negra vêm desenvolvendo projetos que facilitem o acesso e a divulgação do novo hino em bibliotecas, escolas, casas de cultura e outros estabelecimentos de ensino.

Além de seu valor simbólico e político, o Hino à Negritude consolida mais uma ação de luta contra a questão do preconceito racial. Sob o aspecto pedagógico, a divulgação do hino promove um resgate poético de toda a contribuição que os negros tiveram no desenvolver da nação brasileira. Logo abaixo, segue a letra da canção:





I
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil
É uma imagem de luz
Que em verdade traduz
A história do negro no Brasil
Este povo em passadas intrépidas
Entre os povos valentes se impôs
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)


II
Levantado no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival
Na trilha que o amor lh destinou
Belo e forte na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz
Brasileiro de escol
Luta de sol a solenidadesPara o bem de nosso país
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)






III
Dos Palmares os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que no solo Tupi
Nos legara Zumbi
Sonhando com a libertação
Sendo filho também da Mãe-África
Arunda dos deuses da paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)


IV
Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado de heroico labor
todos numa só voz
Bradam nossos avós
Viver é lutar com destemor
Para frente marchemos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir
Cidadãs, cidadãos
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor por vir
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São Galardões aos negros de altivez.




"DEZ MANDAMENTOS DO PROFESSOR"

Leandro Karnal

Primeiro
CORTAR O PROGRAMA!
Quase todas as disciplinas foram perdendo aulas ao longo das décadas anteriores. Não obstante, os programas nem sempre acompanharam estes cortes. Pergunte-se: isto é realmente importante? Este conteúdo é essencial? Não seria melhor aprofundar mais tais tópicos e menos outros? Se a justificativa é a pressão do vestibular, ela não pode ocupar 11 anos de Ensino Médio e Fundamental. Se a justificativa é uma regra da escola ou um coordenador obsessivo, lembre-se: o Diário de Classe sempre foi o documento por excelência do estelionato. A coragem da grande tesoura é essencial. Dar tudo equivale a dar nada. Ensinar a pensar não implica esgotar o conhecimento humano.

Segundo
SEMPRE PARTIR DO ALUNO!
Chega de lamentar o aluno que não temos! Chega de lamentar que eles não lêem, a partir de uma nebulosa memória do aluno perfeito que teríamos sido (nebulosa e duvidosa). Este é o meu aluno real. Se, para ele, Paulo Coelho é superior a Machado de Assis e baile Funk é superior a Mozart, eu preciso saber desta realidade para transformá-la. Se ele é analfabeto devo começar a alfabetizá-lo. Se ele está no Ensino Médio e ainda não domina soma de frações de denominadores diferentes devo estar atento: esta é minha realidade. A partir do zero eu posso sonhar com o cinco ou seis. A partir do imaginário da perfeição é difícil produzir algo. A Utopia, desde Platão e Thomas Morus, tem a finalidade de transformar o real, nunca de impossibilitá-lo.

Terceiro
PERDER O FETICHE DO TEXTO!
Em todas as áreas, em especial nas humanas, os alunos são instigados quase que exclusivamente ao texto. Num mundo imerso na imagem e dominado por sons e cores, tornamos o texto central na sala de aula. Devemos estar atentos ao uso de imagens, música, sensorialidades variadas. O texto é muito importante, nunca deve ser abandonado. Porém, se o objetivo é fazer pensar, o texto é apenas um instrumento deste objetivo maior. Há pessoas que pensam e nunca leram Camões e há quem saiba Os Lusíadas de cor e não pense... Lembre-se de que há outros instrumentos. A sedução das imagens deve ser uma alavanca a nosso favor, nunca contra. Usar filmes, propagandas, caricaturas, desenhos, mapas: tudo pode servir ao único grande objetivo da escola: ajudar a ler o mundo, não apenas a ler letras.

Quarto
POSSIBILTAR O CAOS CRIATIVO!
Sala de aula na época Vitoriana
Fomos educados a um ideal de ordem com carteiras emparelhadas e, mesmo no fundo do nosso inconsciente, este ideal persiste. Qual professor já não teve o pesadelo de perder o controle total de uma sala, especialmente na noite mal dormida que antecede o primeiro dia de aula? Devemos estar preparados para o caos criador e para o lúdico. Alunos andando pela sala, trocando fragmentos de textos ou imagens dados pelo professor, discussões, encenações, o professor recitando uma poesia ou mandando realizar um desenho: tudo pode ser canal deste lúdico que detona o caos criativo. Surpreenda seus alunos com uma encenação, com um silêncio, com um grito, com uma máscara. Uma sala pode estar em ordem e ninguém aprendendo e pode estar com muitas vozes e criando ambiente de aprendizado. Lembre-se o silêncio absoluto é mais importante para nós do que para os alunos. É difícil vencer a resistência dos colegas e da própria escola a isto. Lógico que o silêncio também deve ser um espaço de reflexão, mas é possível pensar que há valor num solo gentil de flauta, numa pausa ou num toque retumbante de 200 instrumentos.

Quinto
INTERDISCIPLINAR!
Assim mesmo, entendido o princípio como um verbo, como uma ação deliberada. É fundamental fazer trabalhos com todas as áreas. Elaborar temas transversais como o MEC pede e, ao mesmo tempo, libertar o aluno da idéia didática das gavetas de conhecimento. Não apenas áreas afins (como História e Geografia) mas também Literatura e Educação Física, Matemática e Artes, Química e Filosofia. É preciso restaurar o sentido original de conhecimento, que nasceu único e foi sendo fragmentado até perder a noção de todo. O profissional do futuro é muito mais holístico do que nós temos sido até hoje.

Sexto
PROBLEMATIZAR O CONHECIMENTO!
Oferecer ao aluno o cerne da ciência e da arte: o problema. Não o problema artificial clássico na área de exatas, mas os problemas que geraram a inquietude que produziu este mesmo conhecimento A chama que vivou os cientistas e artistas é transmitida como um monumento inerte e petrificado. Mostrem as incoerências, as dúvidas, as questões estruturais de cada matéria. Mostrem textos opostos, visões distintas, críticas de um autor ao outro. Nunca fazer um trabalho como: "O Feudalismo" ou "O Relevo do Amapá"; mas problemas para serem resolvidos. Todo animal (e, por extensão, o aluno) é curioso. Porém, é difícil ser curioso com o que está pronto. Sejamos francos: se é tedioso ler um trabalho destes, qual terá sido o tédio em fazê-lo?

Sétimo
VARIAR AVALIAÇÕES!
Provas escritas são válidas, como a vitamina A é válida para o corpo humano. Porém, avaliações variadas ampliam a chance de explorar outros tipos de inteligência na sala. As outras avaliações não devem ser vistas como um trabalhinho para dar nota e ajudar na prova, mas como um processo orgânico de diminuir um pouco a eterna subjetividade da avaliação.

Oitavo
USAR O MUNDO NA SALA DE AULA!
O mundo está permeado pela televisão, pela Internet, pelos jornais, pelas revistas, pelas músicas de sucesso. A escola e a sala de aula precisam dialogar com este mundo. Os alunos em geral não gostam do espaço da sala porque ele tem muito de artificial, de deslocado, de fora do seu interesse. Usar o mundo da comunicação contemporânea não significa repetir o mundo da comunicação contemporânea; mas estabelecer um gancho com a percepção do meu aluno.

Nono
ANALISAR-SE PESSOALMENTE!
A primeira pessoa que deve responder aos questionamentos da educação é o professor. Somos nós que devemos saber qual o motivo de dar tal coisa, qual a relevância, qual a utilidade de tal leitura. O professor é o primeiro que deve saber como tal ciência transformou a sua vida. Isto implica fazer toda espécie de questão, mesmo as incômodas. Se eu não fico lendo tal autor por prazer e nem o levo aos meus passeios como posso exigir que um jovem ou uma criança o façam? Qual a coerência do meu trabalho? Minha irritação com a turma indisciplinada é uma espécie de raiva por saber que eles estão certos? Minha formação permanente me indica novos caminhos? Estou repetindo fórmulas que deram certo quando eu era aluno há 20 ou mais anos? É necessário um exercício analítico-crítico muito denso para que eu enfrente o mais duro olhar do planeta: o do meu aluno.

Décimo
SER PACIENTE!
Hoje eu acho que ser paciente é a maior virtude do professor. Não a clássica paciência de não esganar um adolescente numa última aula de sexta-feira, mas a paciência de saber que, como dizia Rubem Alves, plantamos carvalhos e não eucaliptos. Nossa tarefa é constante, difícil, com resultados pouco visíveis a médio prazo. Porém, se você está lendo este texto, lembre-se: houve uma professora ou um professor que o alfabetizou, que pegou na sua mão e ensinou, dezenas de vezes, a fazer a simples curva da letra O. Graças a estas paciências, somos o que somos. O modelo da paciência pedagógica é a recomendação materna para escovar os dentes: foi repetida quatro vezes ao dia, durante mais de uma década, com erros diários e recaídas diárias. As mães poderiam dizer: já que vocês não querem nada com o que é melhor para vocês, permaneçam do jeito que estão que eu não vou mais gritar sobre isto (típica frase de sala de aula...). Sem estas paciências, seríamos analfabetos e banguelas. Não devamos oferecer menos ao nosso aluno, especialmente ao aluno que não merece nem quer esta paciência - este é o que necessita urgentemente dela. O doente precisa do médico, não o sadio. O aluno-problema precisa de nós, não o brilhante e limpo discípulo da primeira carteira.
Fonte: www.ime.unicamp.br In. FARIA, Ricardo de Moura. Estudos de História, vol 1

Publicado no blog: Ateliê de História

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Teorias racistas: Eugenia



Veja também:  Eugenia 2/3            Eugenia 3/3

Eugenia é um termo cunhado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando "bem nascido". Galton definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente. Em outras palavras, melhoramento genético. O tema é bastante controverso, particularmente após o surgimento da eugenia nazista, que veio a ser parte fundamental da ideologia de pureza racial, a qual culminou no Holocausto. Mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existem questionamentos éticos quanto a seu uso com seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana.
Desde seu surgimento até os dias atuais, diversos filósofos e sociólogos declaram que existem diversos problemas éticos sérios na eugenia, como a discriminação de pessoas por categorias, pois ela acaba por rotular as pessoas como aptas ou não-aptas para a reprodução. Do ponto de vista do debate científico, a eugenia foi derrotada pelo argumento da genética mendeliana.

Já na Grécia antiga, Platão descrevia, em República, a sociedade humana se aperfeiçoando por processos seletivos (sem falar que em Esparta já se praticava a eugenia frente aos recém-nascidos, já que não existiam pré-natais, abortivos eficientes, eutanásia e afins), já conhecidos na época. Modernamente, uma das primeiras descrições sobre a eugenia foram feitas pelo cientista inglês Francis Galton.
Galton foi influenciado pela obra de seu primo Charles Darwin, A Origem das Espécies, onde aparece o conceito de seleção natural. Baseado nele Galton propôs a seleção artificial para o aprimoramento da população humana segundo os critérios considerados melhores à época.
Francis Galton
Foi também Galton quem lançou as bases da genética humana e cunhou o termo eugenia, para designar a melhoria de uma determinada espécie através da seleção artificial, em sua obra Inquiries into Human Faculty and Its Development (Pesquisas sobre as Faculdades Humanas e seu Desenvolvimento), de 1883. Esta obra foi largamente elogiada em matéria da revista americana "Nature", em 1870.
Ao escrever seu livro Hereditary Genius (O gênio herdado) em 1869, Galton observou, compilou dados e sistematizou a inteligência em vários membros de várias famílias inglesas durante sucessivas gerações. Sua conclusão foi de que a inteligência acima da média nos indivíduos de uma determinada família se transmite hereditariamente. Bulmer argumenta que Galton estava tão tendencioso a explicação pela hereditariedade que nem sequer tomou o cuidado de analisar os meios neuro-sociais de forma imparcial, isenta e proporcional. Por acreditar que a condição inata, e não o ambiente, determinava a inteligência, Galton propôs uma eugenia positiva através de casamentos seletivos.
Na época, a população inglesa crescia nas classes pobres e diminuía nas classes mais ricas e cultas, e se temia uma degeneração biológica. Portanto, a eugenia logo se transformou num movimento que angariou inúmeros adeptos entre a esmagadora maioria dos cientistas e principalmente entre a população em geral na sua época áurea (1870-1933). Trouxe, porém, em função do simplismo e arcaísmo de análise, o seu próprio declínio. No entanto, suas idéias sobrevivem, pois seus métodos estatísticos foram incorporados na teoria Darwiniana nos anos 30 e sintetizados com a genética Mendeliana.
Contrariamente a uma crença popular, a eugenia é inglesa (não alemã) em invenção e estadunidense (não alemã), em pioneirismo legislativo. Outra crença é que a eugenia fosse uma doutrina aplicada ou propagada pela direita política.


Fonte: Wikipedia (Veja mais clicando aqui)

Termos históricos: Racismo

Ao longo da história, a crença na existência de raças superiores e inferiores -- racismo -- foi utilizada para justificar a escravidão ou o domínio de determinados povos por outros.
A Punição do Escravo, obra de Jean-Baptiste Debret
Racismo é a convicção de que existe uma relação entre as características físicas hereditárias, como a cor da pele, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. A base, mal definida, do racismo é o conceito de raça pura aplicada aos homens, sendo praticamente impossível descobrir-lhe um objeto bem delimitado. Não se trata de uma teoria científica, mas de um conjunto de opiniões, além de tudo pouco coerentes, cuja principal função é alcançar a valorização, generalizada e definida, de diferenças biológicas entre os homens, reais ou imaginárias.
O racismo subentende ou afirma claramente que existem raças puras, que estas são superiores às demais e que tal superioridade autoriza uma hegemonia política e histórica, pontos de vista contra os quais se levantam objeções consideráveis. Em primeiro lugar, quase todos os grupos humanos atuais são produto de mestiçagens. A constante evolução da espécie humana e o caráter sempre provisório de tais grupos tornam ilusória qualquer definição fundada em dados étnicos estáveis. Quando se aplica ao homem o conceito de pureza biológica, confunde-se quase sempre grupo biológico com grupo lingüístico ou nacional.
O fenômeno, cujas origens são complexas, ocorre com maior ou menor intensidade em todas as etnias e em todos os países e suas origens são muito complexas. Quando o Japão, por exemplo, conseguiu, na primeira metade do século XX, um desenvolvimento econômico comparável ao da Europa, surgiu no seio do povo japonês uma ideologia racista muito semelhante à que justificava o colonialismo europeu.
Um primeiro estágio de racismo confunde-se com a xenofobia: determinado grupo social hostiliza um estranho por considerar nefasto todo contato fora do grupo social, o qual tira sua força da homogeneidade e da aceitação entre seus membros das mesmas regras e princípios, recusados ou desconhecidos pelo elemento exógeno. Em outro nível, tal repúdio é justificado pela diferença física, que se torna o suporte do componente racista.

Racismo nas sociedades modernas. A história da humanidade refere-se, desde os tempos mais antigos, a relações, decorrentes das migrações, entre povos racialmente distintos. No entanto, antes da época de expansão das nações européias, as relações raciais não apresentavam a feição que mais tarde as caracterizaria.
Entre egípcios, gregos e romanos, as relações eram de vencedor e cativo, e vigoravam indiferentemente, mesmo com povos a eles semelhantes. Durante toda a Idade Média, a base do antagonismo entre povos era, sobretudo, de índole religiosa. Graças à grande força política da igreja, justificava-se a conquista e submissão de povos para incorporá-los à cristandade. Ainda quando dos primeiros contatos entre portugueses e africanos, não havia nenhum atrito de ordem racial.


Francisco Pizarro dominando o Imperador Inca  Atahualpa
Quando, a partir do Renascimento, o progresso técnico permitiu à Europa dominar o mundo, surgiram diversas ideologias que pretenderam explicar e justificar a dominação dos demais continentes pelos países europeus, alegando existir na Europa uma raça superior, destinada por Deus ou pela história a dominar as raças não-européias, consideradas inferiores. A expansão espanhola na América buscou sustentação ideológica em crenças tais como as de que os ameríndios não eram verdadeiros seres humanos, o que justificaria sua exploração.
O moderno racismo europeu encontrou fundamento teórico na obra do conde de Gobineau, Essai sur l'inégalité des races humaines (Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas) publicada em meados do século XIX. Nela, o autor francês sustentou que a civilização européia fora criação da raça ariana, uma minoria seleta da qual descendiam as aristocracias de toda a Europa e cujos integrantes eram os senhores "naturais" do resto da população. Outro paladino do racismo foi Houston Stewart Chamberlain, que, embora inglês de nascimento, tornou-se conhecido como "antropólogo do kaiser". Publicou na Alemanha, em 1899, Die Grundlagen des neunzehnten Jahrhunderts (Os fundamentos do século XIX), obra em que retomou o mito da raça ariana e identificou-a com o povo alemão.
Outros autores, como Alfred Rosenberg, também contribuíram para criar a ideologia racista. Esta, convertida em programa político pelo nazismo, visava unificar os alemães, mas como a identificação dos traços raciais específicos do povo de senhores era impossível na prática, criou-se uma "raça inimiga" que unisse contra ela o povo alemão. A perseguição dos judeus ou a escravização de povos da Europa oriental em nome da superioridade da pretendida raça ariana resultou, por suas atrocidades, na adoção pela opinião pública mundial de critérios opostos ao racismo, a partir do final da segunda guerra mundial.
Conflitos "raciais" na África do Sul
Os trabalhos de antropólogos e sociólogos rejeitam globalmente as teorias racistas e a seu desprestígio científico une-se a adoção, por todos os estados, de princípios como os contidos na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Ao mesmo tempo, nos países em que tradicionalmente se praticavam formas de discriminação racial, os preconceitos passaram a ser suavizados e se impôs uma igualdade de oportunidades cada vez maior. Uma exceção à tendência geral, a partir de 1948, foi a África do Sul, onde se exacerbou a tendência à segregação dos grupos étnicos (apartheid) sob o domínio dos sul-africanos de origem européia. Tal sistema político racista chegou ao fim com a convocação das primeiras eleições para um governo multirracial de transição, em abril de 1994.

sábado, 16 de outubro de 2010

Origem do nome de alguns países sul-americanos.


Argentina: Seus descobridores encontraram lá muita prata, que em latim se chama argentum - uma das riquezas do solo, inspirou o nome do país.
Bolívia: Homenageia Simon Bolivar, herói sul-americano responsável pela independência de vários países inclusive a Bolívia.
Brasil: Nome da árvore que era abundante na região. Produto extremamente lucrativo do qual se extraia um corante vermelho-brasa, daí o nome.
Chile: A palavra Clilli, na língua de uma tribo chamada aimarás significa "onde acaba a terra" por sua localização era considerada final do continente. 
Colômbia: Homenageia o italiano Cristovão Colombo descobridor do continente americano em 1492. 
Equador: Alusão à linha imaginária que corta o país, a Linha do Equador, que divide a superfície da terra em dois hemisférios, Norte e Sul. 
Guiana e Guiana Francesa: Palavra indígena guyana que significa "terra de muitas águas"
Paraguai: Os índios que viviam nesta região eram os payaguaes, que viviam às margens do rio que tinha o mesmo nome da tribo.
Peru: Na língua inca quíchua, a palavra peru significa "terra de riquezas e esperanças". Outra versão aponta uma adaptação do nome de um cacique inca, Birú.
Suriname: Derivação da palavra surinen, nome da tribo que habitava originalmente a região.
Uruguai: O nome faz referência a um dos principais rios do continente, o Uruguai, que em tupi significa "rio dos pássaros", ou "rio dos caracóis".
Venezuela: Foi o navegador italiano Américo Vespúcio quem batizou a região de Venezuela - pequena Veneza - por associar a imagem das casas dos índios construídas em palafitas sobre as águas do lago Maracaibo, às casas de Veneza. 

A tomada de Cachoeiro

16.10.1930 - A população da cidade, recebia com grande entusiasmo, um telegrama transmitido de Alegre-ES, informando que a coluna revolucionária composta somente por caransolenses, sob o comando do Capitão Joaquim Barata, haviam ocupado a cidade de Cachoeiro do Itapemirim-ES, tendo esta ocorrido sem resistência sendo recebidas com entusiasmo pela população. O carro blindado prosseguiu até a vila de Marataízes e através de praias e estradas chegou a Niterói-RJ.

E. E. Mello Vianna - Dias atuais
16.10.1930 - Um grupo de senhoras e senhoritas, se dirigiram para diante do Grupo Escolar Mello Vianna, e ali fizeram uma manifestação, exigindo que o nome do estabelecimento fosse modificado para Grupo Escolar João pessoa, devido o Dr. Fernando de Mello Vianna então vice-presidente da República, fazer parte do governo que a revolução em marcha pretendia derrubar. Em seguida, se dirigiram para o início da Rua Mello Vianna (hoje Rua Antônio Marques) onde nova manifestação dirigida à Câmara Municipal, exigiu que a denominação daquela rua fosse modificada para Rua João Pessoa. Na fachada do Grupo Escolar, o nome de Mello Vianna foi imediatamente raspado por pedreiros da Câmara Municipal. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um pouco de mineiridade...

Feliz dia dos Professores

Educar é...

Educar é ouvir a voz que nasce do coração
Daquele que fala, que pensa, que cala, que sente,
Movido pelo sonho e pela emoção.
Educar é perceber no olhar daquele que olha
A vontade se ser, de cescer e poder...
É ouvir o canto da alma que busca uma nova forma
de olhar e entender.
Não se faz educadores em escolas de técnicas, sem sabores.
Educar é saber contemplar o desejo do outro
E ser discípulo da esperança presente em cada um, homem ou criança.
Educar a mente, o coração, movimentar as mãos na tarefa de construção
De um modo novo, de novo e sempre.
Somos todos convidados a educar e a educar-nos,
Renovar e renascer. Educar é tarefa universal!
Sentimento, pensamento, cerébro e coração,
Ferramentas sublimes da educação!
Educador é aquele que "educa a dor". A dor de não saber,
De não crescer para a luz do conhecimento que liberta, desperta.
Bendita educação!
Sentida comoção na arte de viver e conviver.
Bendita escola que mais faz quando ama e ensina
Que a vida é um canteiro do infinito presente no agora.
Educar é realizar "partos" de idéias e ideais.
É tirar de dentro a luz, e fazer brilhar
Para que dos caminhos da Terra sejam banidas as guerras,
Redimidas as feras...
Porque quando educadores semeiam felizes
sobre o terreno do hoje as sementes do amanhã,
um futuro mais risonho nos espera
como eternos aprendizes,
numa eterna primavera.

Autor: Rossano Sobrinho

Dia do Professor

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. 
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

Veja também:

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