" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A dura vida dos marinheiros das Grandes Navegações.

Apertados, com mantimentos escassos e mal conservados, os marinheiros enfrentam viagens longas e difíceis
Monstros povoavam as mentes dos marinheiros
das Grandes Navegações.
A vida nos navios que partem para alto-mar é muito dura. Oficiais e marinheiros espremem-se em espaços exíguos, enfrentam os perigos dos mares desconhecidos e padecem de doenças terríveis. A principal causa de mortalidade, além dos naufrágios, é o mal das gengivas, um flagelo das tripulações. Depois de algumas semanas no mar, as gengivas incham e começam a apodrecer, exalando um odor insuportável. Às vezes, é preciso cortar a carne apodrecida antes que o inchaço cubra os dentes e leve o doente à morte – sem conseguir mastigar, os infelizes definham de fome. A tripulação se ressente da falta de alimentos frescos. Os oficiais têm permissão para embarcar animais vivos, como galinhas, cabritos e porcos, mas essa carga geralmente é consumida nos primeiros dias de viagem. A partir daí, a principal comida a bordo são os biscoitos da regra, feitos de farinha de trigo e centeio. Cada tripulante tem direito geralmente a 400 gramas diários de biscoito, a ração básica de sobrevivência no mar.
A má conservação dos alimentos é um problema grave. Armazenada em paióis pouco arejados, quentes e úmidos, a comida apodrece rapidamente. Os navios vivem infestados de ratos, baratas e carunchos. Insetos e vermes disputam com os homens o alimento escasso e comprometem as já precárias condições de higiene. Os temperos fortes são usados para disfarçar o gosto dos alimentos deteriorados. Peixes frescos são uma raridade – além de difíceis de pescar em alto-mar, a tripulação prefere não gastar o pouco alimento disponível como isca de resultados incertos. As refeições são preparadas num fogão a lenha existente no convés e cuidadosamente vigiado para evitar incêndios. À noite e durante as borrascas, os fogões ficam apagados. A água, transportada em grandes tonéis, também apodrece pelo acúmulo de algas e parasitas. Quando ela escasseia, nas longas viagens, o racionamento aumenta e cozinha-se com água do mar. Talvez venham daí as febres e diarréias que atormentam a todos. Essas doenças não só minam o corpo como entorpecem a mente. Suspeita-se que uma diarréia intermitente tenha contribuído para os delírios do grande almirante Cristóvão Colombo, que ultimamente deu até para duvidar que o mundo é redondo, atribuindo-lhe, ao contrário, o formato de uma "teta de mulher", conforme escreveu em arrebatada carta enviada à piedosíssima rainha Isabel de Castela.

Os navios funcionam como organizações militares, com hierarquia e tarefas bem definidas, o que não tem impedido motins e rebeliões. Não é só a marujada ignara que se subleva nos momentos de desespero. Na viagem de volta das Índias, a tripulação da frota de Vasco da Gama estava tão devastada pelas doenças e pela exaustão que até os mestres e pilotos pediram ao almirante que retornasse à terra (numa reação típica de seu temperamento irascível, Gama prendeu os pilotos e assumiu ele mesmo o comando da navegação). A elite da tripulação é composta de representantes da nobreza e profissionais altamente especializados na arte de navegar. O posto mais alto é o do capitão-mor. Depois vêm o mestre e o contramestre, responsáveis pela contratação dos marujos e pela rotina de bordo. O piloto é o comandante das operações náuticas. Deve conhecer a posição do navio o tempo todo, definir seu curso, saber ir e retornar em segurança. O escrivão, representante direto da coroa, encarrega-se de fazer os relatos da viagem e os registros no livro de contabilidade. Agora, com a expansão da empresa das navegações, já começam a ser sistematicamente embarcados os representantes da Igreja. Eles prestam assistência espiritual à tripulação e viajam imbuídos da missão de propagar os ensinamentos cristãos entre os bárbaros e infiéis das novas terras, tarefa na qual até agora têm obtido pouco sucesso.
O restante da tripulação é dividido em três categorias. Os marinheiros são profissionais do mar com experiência em viagens anteriores. Nesse grupo estão os carpinteiros, calafates, tanoeiros, meirinhos, despenseiros, cozinheiros e bombardeiros. Os grumetes são aprendizes de marinheiros, novatos de primeira viagem. Aprendem a içar e recolher as velas, operar as bombas para drenar o navio e outras rotinas náuticas. Os que mostram aptidão são promovidos a marinheiros. Por fim, há os pajens, menores embarcados que servem os oficiais de bordo. Limpam as cabines, arrumam a mesa, servem as refeições e cantam hinos religiosos. Também cabe aos pajens virar a cada meia hora a ampulheta, o relógio de areia que marca as jornadas de trabalho a bordo e o progresso do navio durante a viagem. Os navios levam ainda a gente de guerra, os soldados equipados com os canhões que tanto efeito causam no além-mar.
Só os oficiais têm aposentos próprios. A maioria da tripulação vive esparramada pelo convés e dorme em lugares improvisados. Expostos ao sol, ao frio e à chuva, muitos marinheiros morrem de doenças pulmonares. Não há banheiros. As necessidades são feitas diretamente no mar, com a ajuda de pequenos assentos pendurados sobre a amurada. O uso de urinóis à noite e durante as tempestades aumenta a pestilência a bordo. O responsável pelos raros cuidados com a higiene da tripulação é o barbeiro. Seu estojo é composto de seis navalhas, duas pedras de limar, duas tesouras, dois espelhos, dois pentes, uma bacia de barbear e outra para se lavar. Também inclui apetrechos parar curar feridas e uma farmácia de bordo com ungüentos, óleos aromáticos, purgantes, água destilada e ervas medicinais. A função do barbeiro é tão importante que ele é dos poucos tripulantes com o privilégio de dividir a mesa de jantar com o capitão e o piloto.
 Na longa solidão dos mares, as viagens são intermináveis e tediosas. O jogo de cartas constitui uma das poucas atividades de lazer a bordo, mas é malvisto pelos padres. Embora seja muito pequeno o número dos tripulantes instruídos nas letras, os padres também se opõem à leitura de livros profanos. Em seu lugar, distribuem obras que contam histórias de santos. A atividade religiosa a bordo é intensa. Os padres promovem rezas, ladainhas e representações teatrais de episódios religiosos, como o Mistério da Paixão. A adesão da tripulação é entusiasmada. Desde tempos imemoriais, os marinheiros demonstram grande fervor religioso, quando não superstição pura e simples. Sua profissão de alto risco explica esse apego

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tratado de Tordesilhas

Representação da linha de demarcação do
Tratado de Tordesilhas de 1494.

A ambição expansionista de Portugal e Espanha no século XV trouxe a ameaça de uma guerra, que foi evitada pela assinatura do Tratado de Tordesilhas, primeiro acordo internacional definido por vias diplomáticas. Endossado pela Igreja Católica, o tratado foi rejeitado por outros países.
O Tratado de Tordesilhas estabeleceu que seriam de propriedade de Portugal as terras descobertas e a descobrir situadas a leste de um meridiano, traçado de pólo a pólo, a 370 léguas das ilhas de Cabo Verde, enquanto as terras situadas a oeste desse meridiano pertenceriam à Espanha. O mesmo se aplicava às terras conquistadas a povos não cristãos e àquelas ainda por conquistar. O acordo foi assinado em 7 de junho de 1494 na cidade espanhola de Arévalo, província de Tordesilhas, entre o rei de Portugal, D. João II, e os Reis Católicos, Isabel e Fernando de Castela e Aragão. Representou o fim oficial de uma longa série de disputas, negociações e bulas papais a respeito da posse das novas terras. O meridiano de Tordesilhas, no entanto, nunca foi de fato demarcado e motivou várias disputas de fronteira.
Antecedentes. Durante o século XV, impulsionados pela crescente necessidade de expansão comercial e pelo desenvolvimento tecnológico, navegadores portugueses e espanhóis lançaram-se à aventura de descobrir novas terras e caminhos marítimos.
Portugal recebeu de Roma várias concessões importantes relativas aos descobrimentos. Assim, em 1454, o papa Nicolau V, a instâncias da coroa portuguesa, concedeu ao rei e a seus sucessores a posse do litoral africano e ilhas dos mares adjacentes. O Tratado de Toledo, assinado em 1480 pelos reis de Castela e por Afonso V, rei de Portugal, e seu filho, D. João, determinava que pertenciam a Castela as ilhas Canárias e, a Portugal, a Guiné e as ilhas achadas ou por achar ao sul das Canárias. Baseado nesse acordo e nas bulas papais, D. João II reivindicou a posse das terras descobertas por Cristóvão Colombo em 1492.
Representação da linha de demarcação proposta
pela Bula Inter Coetera do Papa Alexandre VI.
Os Reis Católicos, inconformados com os privilégios de Portugal, recorreram ao papa para assegurar seus direitos sobre as terras recém-descobertas por navios espanhóis. Pela bula de 4 de maio de 1493, um mês após a chegada de Colombo a Barcelona, o papa Alexandre VI -- espanhol de Valência e inclinado a favorecer os soberanos de Castela -- outorgou à Espanha a posse das novas terras. A bula determinava que seriam de Castela as ilhas descobertas e a descobrir situadas a oeste de um meridiano "situado a cem léguas das ilhas de Açores e de Cabo Verde". Dessa forma, anulavam-se as concessões anteriores a Portugal.
Perdido o monopólio marítimo, D. João II tentou assegurar uma repartição territorial mais conveniente a seus interesses. Para estabelecer negociações diretas, enviou embaixadores aos reis de Castela. Iniciados na cidade de Tordesilhas, os entendimentos foram conduzidos pelo espanhol Ferrer de Blanes e pelo português Duarte Pacheco Pereira. Finalmente foi firmado o acordo, pelo qual os Reis Católicos renunciavam ao disposto pela bula de Alexandre VI e aceitavam uma nova proposta: o deslocamento para oeste da linha meridiana, que passaria a "370 léguas de Cabo Verde, entre os 48o e 49o a oeste de Greenwich". Ratificado em 1506 pelo papa Júlio II, por petição do rei de Portugal D. Manuel I, o Tratado de Tordesilhas vigorou até 1750, quando foi revogado pelo Tratado de Madri.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Museu Nacional de Belas Artes reabre após três anos


Após restaurações, galeria conta com 230 obras, cem a mais do que antes do fechamento.


Obras de arte que há mais de um século ajudam a contar a história do Brasil estão expostas no Rio de Janeiro. A maioria das peças foi restaurada e algumas estão sendo vistas pela primeira vez.
Os amplos salões da galeria de arte mais antiga do país ficaram fechados nos últimos três anos. Enquanto o prédio centenário passava por reformas, a maior coleção de arte brasileira do século XIX recebeu os cuidados de uma equipe de restauradores.
Na reabertura do espaço, 230 obras, entre pinturas e esculturas, estão expostas no Museu Nacional de Belas Artes, cem a mais do que antes do fechamento, incluindo tesouros que não eram mostrados há mais de meio século, como o quadro “Remorso de Judas”, premiado em um concurso de 1880, em Paris.
O retrato do primeiro padroeiro do Brasil, São Pedro de Alcântara, é inédito. Estava preso a uma placa de madeira, cheia de cupins. Só agora, restaurado, pode ser visto. “A gente conseguiu salvar a obra e isso é muito gratificante”, conta o restaurador Eli Amaral Muniz.
Na galeria, encontram-se obras que estão nas páginas dos livros didáticos. São clássicos da arte brasileira, como “Batalha do Avaí”, de Pedro Américo, uma pintura monumental, que ocupa uma área de quase 70m².
A coleção tem várias obras que viraram símbolos de fatos históricos. De Victor Meirelles, “A Batalha de Guararapes” e “Primeira Missa”. De Debret, “Chegada de Dona Leopodina ao Brasil” e “Coroação de Dom Pedro I”.
Elas estão ao lado das senhoras e meninas do império, das paisagens perdidas nas hoje grandes cidades do país e também da índia Iracema e do último tamoio.
“Através da obras de arte, nós percebemos os fatos políticos, econômicos e históricos do nosso país. É uma grande alegria estarmos devolvendo estas obras tão bem cuidadas para as futuras gerações”, diz Mônica Xexéo, diretora do Museu Nacional de Belas Artes.
Fonte: www.globo.com/jn

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Missões artísticas e científicas no Brasil do século XIX.

Desenho de uma "Família de índios Botocudo".
Autor: príncipe Maximilian von Wied-Neuwied.
Muito do que se conhece hoje sobre o passado de nosso país deve-se ao trabalho dos artistas e cientistas que percorreram o Brasil registrando os costumes da população e desenhando animais, plantas e cenas do cotidiano nas chamadas expedições (ou missões) artísticas e científicas. 
Uma das primeiras missões foi liderada pelo príncipe alemão Maximiliano von Wied, entre 1815 e 1817. além de importante legado botânico e linguistico, essa expedição nos deixou um grande acervo etnográfico, tendo registrado diversos aspectos dos índios Puri, Botocudo e Pataxó.
Obra de Nicolas-Antoine Taunay
Já a vida dos escravos e o cotidiano foram retratados pelo artista francês Jean-Baptiste Debret, que chegou ao Rio de Janeiro em 186 integrando a Missão Artística Francesa. Juntamente com ele, vieram na Missão Francesa diversos outros artistas, como o pintor Nicolas-Antoine Taunay.
Obra de Debret
Outra missão importante foi a austríaca, que chegou em 1817, acompanhando a arquiduquesa da Áustria, Maria Leopoldina Habsburgo, casada por procuração com o príncipe dom Pedro (futuro dom Pedro I), filho de don João e dona Carlota Joaquina.
Entre os integrantes da expedição estavam o zoólogo Johann von Spix e o botânico Karl von Martius. Durante três anos eles percorreram mais de 20 mil quilômetros, registrando inúmeras informações sobre a fauna e a flora do Brasil.
A expedição de Langsdorff, por sua vez, foi organizada pelo cônsul da Rússia no Brasil, o barão Georg von Langsdorff. Ela saiu do Rio de Janeiro em 1824 com 34 pessoas e retornou três anos e meio depois. O trabalho desse grupo é considerado um dos tesouros científicos do Brasil. Entre seus artistas destacan-se Adrien Taunay (filho de Niolas-Antonie Taunay) e Hercule Florence. Também fez parte da expedição o pintor Johan Moritz Rugendas, que em 1827 publicou o livro Viagem pitoresca através do Brasil, com ilustrações que mostram a opressão sofrida pelos escravos.

Johann-Moritz Rugendas. Viagem pitoresca através do Brasil. 

Fonte: Ana Maria de Moraes Beluzzo. O Brasil dos viajantes.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Personalidades históricas: Átila o huno

O "flagelo de Deus", considerado o mais bárbaro de todos os bárbaros, devastou durante anos os territórios do decadente Império Romano. Dotado de grande intuição militar, Átila se vangloriava: "A grama não volta a crescer onde pisa meu cavalo."
Retrato anônimo de Átila (provavelmente do século XIX).
Aparece representado como um europeu,
embora seus traços devessem ser de tipo mongólico
 ou centro-asiático.
Não se conhece a data exata do nascimento de Átila. Rei dos hunos desde 434, junto com o irmão Bleda, a primeira ação que se conhece dele foi a assinatura, em Margus, de um tratado de paz com o Império Romano do Oriente.
Em 441, Átila e Bleda assolaram com suas hostes a fronteira do Danúbio e tomaram Singidunum (Belgrado), porque Constantinopla se recusara a pagar os tributos combinados. Depois de um ano de guerra, os bizantinos conseguiram restabelecer a paz, mas os hunos romperam de novo o tratado e voltaram a ocupar e destruir as cidades do Danúbio. Dirigindo-se para Constantinopla, tomaram Filipópolis (Plovdiv), derrotaram as forças do império duas vezes e chegaram a sitiar a capital. Depois da derrota definitiva do exército imperial na península de Galípoli, Constantinopla foi obrigada a aceitar as leoninas condições impostas por Átila.
No ano de 445 Bleda foi assassinado pelo irmão, que assim tornou-se comandante único do exército mais temível da época. Dois anos mais tarde, Átila atacou novamente o império do Oriente, mas há poucas informações sobre essa campanha. As condições de paz estabelecidas em 449 com Teodósio II foram muito favoráveis aos hunos, que aumentaram seus domínios ao sul do Danúbio e continuaram recebendo vultosos tributos do império.
Átila modificou seus objetivos militares em 451, quando invadiu a Gália, com a intenção de ocupar Tolosa (hoje Toulouse), capital do reino visigodo. Ante a ameaça dos hunos, o general romano Aécio pediu ajuda ao rei visigodo Teodorico I. Os dois exércitos se defrontaram em 23 de fevereiro nos campos Catalâunicos. Na encarniçada batalha morreu o rei visigodo, mas os hunos foram derrotados e obrigados a abandonar a Gália.
O encontro de Leão I e Átila, de Rafael, no qual se pode ver São Pedro e São Paulo apoiando o papa do alto em seu encontro com o rei huno.
Desejoso de vingar a derrota, a primeira e única de sua vida, Átila invadiu a península itálica um ano mais tarde e saqueou Pádua, Verona e outras cidades; mas, antes de chegar a Roma, retrocedeu, por causa da epidemia de peste que se abatia sobre a Itália. Segundo a lenda, foram o papa Leão I e os emissários imperiais que o convenceram a desistir do ataque à capital do império do Ocidente. Depois de voltar para seu acampamento da Panônia, em 453, Átila casou-se e morreu na noite das bodas. Seus coveiros foram assassinados, para que nunca revelassem onde tinham sido sepultados seu corpo e seus tesouros.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Roger Fenton e a Guerra da Crimeia

 Estrada de terra coberta por balas de canhão. Uma das mais famosas fotos de Fenton que é conhecida como “O vale da sombra da morte” 


Um dos capítulos mais importantes da história da fotografia mundial é a Guerra da Crimeia (1853-1856). Para o fotojornalismo de guerra, é o primeiro capítulo. O conflito aconteceu na península da Crimeia, na atual Ucrânia, e contrapôs o Império Russo a uma aliança formada por França, Reino Unido, Itália e Turquia (na época, Império Turco-Otomano).

Enviado pelo governo inglês para registrar os acontecimentos, o fotógrafo Roger Fenton (1819-1869) tornou-se autor da primeira cobertura de uma guerra com enfoque jornalístico.

Advogado com vocação artística, Fenton pulou da pintura para a fotografia e se tornou conhecido na Inglaterra vitoriana fotografando, inclusive, para a realeza. Com o agravamento da guerra, ele foi contratado pelo governo para registrar o conflito.

Em pouco mais de três meses no campo de batalha, Fenton pegou cólera, quebrou costelas e sofreu com o calor, que danificou muito o seu material fotográfico, extremamente sensível, transportado numa carroça que servia como laboratório. Ainda assim, produziu cerca de 350 imagens em grande formato.

A cobertura de Fenton não foi imparcial. Sua missão era fazer um registro ameno do conflito, sem sangue ou tragédia – e que obviamente exaltasse o exército britânico. Independentemente disso, suas fotos são um rico documento histórico sobre as circustâncias da guerra, seus personagens, vestimentas e costumes.

Na prática, mesmo se quisesse, Fenton teria problemas para registrar cenas dinâmicas. Tecnicamente, era inviável registrar imagens instantâneas. Os filmes pouco sensíveis e as lentes escuras só permitiam imagens estáticas e de paisagens. Isso explica a predominância de retratos posados, que exigiam que os personagens permanecessem parados por segundos intermináveis para o registro perfeito da fotografia.

As fotos que ilustram este post do Sobre Imagens fazem parte da coleção de 263 fotografias da Biblioteca do Congresso Americano que foram compradas em 1944 da sobrinha do fotógrafo, Francisca M. Fenton.

Alexandre Belém

Fonte: Revista Veja

 Acampamento da Cavalaria – 1855. (Roger Fenton/The Library of Congress)


Oficiais do 90º Regimento de Infantaria – 1855

Oficiais do 13º Regimento – 1855

Veja mais fotos clicando aqui.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fugindo da Rotina

Bertold Brecht
Perguntas de um Operário Letrado

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Sò tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Indias
Sózinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitòria.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas


Bertold Brecht

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cotidiano chinês em fotos antigas.

Fotografias antigas e restauradas digitalmente, retratam o cotidiano da antiga China, um país conhecido pelos enormes contrastes, com um crescimento econômico invejável mas com uma gigantesca parcela da população que ainda agoniza com a pobreza e com falta de todo tipo de liberdade.












Veja outras fotos clicando aqui!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Grandes Construções: Canal do Panamá


Após a descoberta do continente americano, recorde-se que o objectivo foi atingir a Índia pelo Ocidente, vários foram os navegadores que procuraram a passagem que dava o acesso ao outro oceano. Apenas Fernão de Magalhães em 1520 logrou descobri-la, bem ao sul do continente americano, através de um estreito batizado com o seu nome.
Isso significava que para ligar por via marítima os dois lados desse continente tinha-se de rodear esse mesmo continente pelo sul. Essa penosa viagem significava meses de navegação. Não admira portanto que desde então se tenha pensado em abrir um canal que unisse os oceanos Atlântico e Pacífico
Tal idéia de abrir uma via de navegação marítima através do istmo do Panamá remonta ao século XVI, quando o conquistador espanhol Vasco Nunes de Balboa atravessou pela primeira vez a faixa de terra que separa os oceanos Atlântico e Pacífico e verificou que a sua largura não chegava a cem léguas. Em 1534, o Imperador Carlos V mandou investigar e encarou a possibilidade de abrir um canal que pouparia à armada castelhana meses de navegação para atingir o Peru. No entanto, a região era um caos geológico dificultando e muito a exploração do local.
Após quatro séculos de nenhuma tentativa de construção do canal, em 1848 reinicia-se a idéia de implementação de um projeto de edificação do canal. Com a descoberta de ouro na Califórnia, milhares de aventureiros de várias partes do mundo, para encurtar o caminho até o metal precioso, atravessaram o istmo do Panamá a pé ou pelo então recém construído caminho-de-ferro. Os Estados Unidos por sua vez também utilizaram esta via para mandar reforços militares para a Costa Oeste e ali consolidar uma soberania ainda pouco segura.
No entanto, o francês construtor do Canal de Suez apresentou em 1876 o seu projeto de construção de um canal no istmo do Panamá. Foram feitos os primeiros levantamentos e as primeiras negociações com o governo da Colômbia, a quem pertencia a província do Panamá, acerca da concessão da construção e exploração do futuro canal.
Em 1878 ocorre a assinatura de um tratado com o governo de Bogotá, repassando à sociedade francesa a exclusividade da construção do canal e da sua exploração posterior por um período de 99 anos. Iniciam-se assim os trabalhos e logo surgem os primeiros imprevistos, a malária,a febre amarela e outras doenças tinham dizimado 20.000 operários e a hostilidade ao empreendimento pelos Estados-Unidos não favorecia o bom andamento do projeto.
Em 1887, o projeto foi finalmente abandonado. A companhia francesa foi encarregada pelos credores de salvar o que ainda podia ser salvo do desastre financeiro. Uma nova companhia, a Compagnie Nouvelle du Canal de Panama, foi criada em 1894 pelos franceses para tentar acabar o canal, mas também não teve sucesso. Restava agora encontrar um comprador já que a concessão dos terrenos só terminava em 1903. O governo dos Estados Unidos encontrava-se atento e, em 1902, o Congresso norte-americano autoriza a compra da concessão dos franceses.
A influência dos EUA
O governo colombiano, apoiado pelas demais repúblicas latino-americanas, já inquietas com a ambição hegemônica dos Estados Unidos, não autorizou a transação. Em contrapartida, os Estados Unidos apoiaram a agitação separatista no Panamá. Quando, em 1 de novembro de 1903, o Parlamento de Bogotá veta a concessão do canal aos Estados Unidos, a frota norte-americana bloqueia todos os portos do Panamá e, três dias depois era proclamada a independência da República do Panamá.
Finalmente, um mês mais tarde, as novas autoridades panamenhas assinam um acordo com os Estados Unidos para a construção e exploração do canal. O tratado, ratificado em 1909, entregava aos Estados Unidos a posse da futura via navegável e de uma faixa de cinco milhas de terras de ambos os lados do canal, pelo preço de dez milhões de dólares.
A marinha norte-americana tinha sido encarregada de levar o projeto com sucesso, e as obras recomeçam em 1904, marcada por uma disciplina e estratégia militar que havia faltado aos europeus.
A construção do Canal do Panamá
A construção demorou 10 anos desta vez com mais recursos tanto financeiros (371 milhões de dólares),como tecnológicos. Trabalharam mais de 35 mil homens. Mesmo assim o projeto inicial foi várias vezes alterado e o responsável inicial John F.Wallace demitiu-se sendo substituído por John Stevens e este finalmente por George Goethals.
A solução de comportas mostrou-se a mais acertada. Um dique em Gatun criou um lago artificial cujas águas enchem as eclusas. As eclusas de Gatun elevam os navios a 26 metros até ao lago artificial. Como são duplas permitem a subida e descida simultânea de navios. Ao fim de 8/9 horas os navios atingem o oceano Pacífico depois de terem descido 9,5 m na eclusa de Pedro Miguel e 16,5 na de Miraflores.
Todas as eclusas têm 305 metros de comprimento por 33 metros de largo e nestas os barcos são puxados por pequenos comboios chamados de “mulas”. Em Agosto de 1914 terminaram as obras e o cargueiro SS Ancon foi oficialmente o primeiro navio a passar o canal.
Importância do Canal do Panamá
A importância deste canal, é de vital importância para o comércio mundial, justifica a presença de um forte continente militar norte-americano numa base sediada no Panamá.
Trabalhos de construção na falha de Gaillard, 1907.
Desde então se inicia o comércio marítimo na região do canal, intensificando os laços entre os Estados Unidos e o Panamá, que conviveram pacificamente até a década de 50, com a administração militar norte-americana na Zona do Canal.
No entanto, a partir dos anos 60, os nacionalistas panamenhos começaram a ver no canal e nas altas grades eletrificadas que o envolviam, um símbolo do imperialismo norte-americano, remetendo a idéia do Muro de Berlim. A situação se agrava em 1964, quando ocorre a morte de 21 estudantes panamenhos que tentavam içar a bandeira de seu país na Zona do Canal. Tal fato inicia uma mobilização popular.
Em 1968, o general Omar Torrijos assume o poder no Panamá e inicia árduas negociações com os Estados Unidos para fazer vingar os seus projetos de reforma agrária e de recuperação da soberania sobre o canal.
Por fim, inicia-se a década de 70 e as negociações precisam ser efetivadas, regulamentando a questão do canal o mais rápido possível. Algumas questões devem ser repensadas e profundamente analisadas. Os direitos de exploração da área do canal foram adquiridos pelos Estados Unidos, que construíram o Canal do Panamá. No entanto, tal intervenção ameaça a soberania panamenha sobre o seu território e sobre os seus recursos. A idéia da transferência do canal também fere o orgulho norte-americano, que possui objetivos de consolidar sua supremacia mundial, principalmente no cenário da Guerra Fria vigente, o que torna a área do canal ainda mais estratégica.
O impasse fica ainda maior pois a repercussão do caso se alastra em nível internacional, despertando a opinião pública para a importância desse problema nas Américas. A questão ameaça a segurança continental, principalmente levando-se em consideração a área de neutralidade no canal e o contexto da década de 70. Sendo assim, a Organização dos Estados Americanos coloca o assunto em pauta nas suas discussões como forma de alcançar a resolução definitiva do problema.
Em 1977, o tratado foi revisto passando o Panamá a controlar o canal desde de 31 de Dezembro de 1999

Curiosidades:
• A obra custou 639 milhões de dólares, sendo 55% desse total gasto pelos Estados Unidos e 45% pela França
• Cerca de 80 mil pessoas estiveram envolvidas na realização das obras, sendo 75% na etapa americana e 25% na etapa francesa
• Mais de 25 mil homens morreram nos 35 anos de construção do canal, o que corresponde a quase duas mortes por dia
• Todo o cimento utilizado na construção da estrutura foi trazido em navios de Nova York
• A rota seguida pelo canal cruza a Cordilheira Continental, que tinha originalmente 100 metros de altura em seu ponto mais alto
• O canal possui aproximadamente 80 quilômetros de extensão e umnavio leva, em média, dez horas para cruzá-lo e mais 20 horas entre manobras de aproximação e outros serviços
• Um navio de grande porte viajando de Nova York a São Francisco economiza 14 580 quilômetros utilizando o Canal do Panamá em vezde circundar a América do Sul
• Como é cobrado por peso, o maior pedágio pago para atravessar o canal foi de 141 mil dólares, pelo cruzeiro turístico Crown Princess. Já o menor foi de 36 centavos de dólar, pago por Richard Halliburton, que atravessou o trecho a nado em 1928
• Para construir o canal foram removidas cerca de 300 milhões de metros cúbicos terra, quantidade suficiente para construir uma nova Muralha da China, só que 1 600 quilômetros mais extensa
• Cruzam o Canal do Panamá, em média, 42 navios por dia, quase 15 mil navios por ano. Por ali passa, atualmente, cerca de 4% do comércio mundial


Funcionamento: 

Água morro acima

Um caminho entre o Atlântico e o Pacífico

Eclusas Gatún
A entrada atlântica do canal se localiza na baía de Limón. Após passar pelas enormes rompeolas (“quebra-mar”, em espanhol), barreiras que impedem o avanço da maré alta e facilitam a navegação, os navios percorrem 10,5 quilômetros até a primeira comporta. Uma seqüência de três eclusas eleva os navios até a superfície do lago Gatún, 26 metros acima do nível do mar
Lago Gatún
Até 1935, Gatún foi o maior lago artificial do mundo. Possui 418 quilômetros quadrados e foi alagado em 1910 com a construção da barragem, que controla o curso das águas do rio Chagres
Eclusa Pedro Miguel
Construção das eclusas de Pedro Miguel,
 no início da década de 1910.
Está situada longe da costa por razões militares: pretendia-se evitar que o canal fosse inutilizado em caso de um ataque às bases americanas. Ao passar por Pedro Miguel, os navios descem a 10 metros de altitude e navegam pelo lago Miraflores até o próximo jogo de eclusas
Eclusas Miraflores
Ao contrário da entrada atlântica, o lado pacífico não possui rompeolas. Por isso, as eclusas Miraflores têm comportas maiores para sustentar o impacto e a alteração da maré do Pacífico, que pode variar em até 4 metros
Como é feita a travessia
Antes de o navio iniciar a travessia, o prático (piloto habilitado a navegar no canal, por conhecer a rota e os locais de passagem), sobe a bordo e assume o comando da embarcação. O navio é conectado ao rebocador que realiza as operações de manobra nas águas do canal. A travessia das eclusas é feita com a ajuda das mulas. Essas poderosas locomotivas se movem por trilhos paralelos às eclusas e se conectam aos navios por cabos, cuja regulagem mantém a estabilidade da embarcação e evita choques nas paredes laterais das câmaras. O número de mulas utilizado por travessia varia de quatro a oito, dependendo do tamanho do navio
Como funcionam as eclusas
Um sistema de eclusas é formado por câmaras, comportas e tubulações que levam a água de uma câmara à outra. No Canal do Panamá, todas as câmaras possuem as mesmas medidas (33,5 metros de largura e 306 metros de comprimento) e estão construídas em pares, lado a lado, para permitir que a navegação seja feita em dois sentidos. Cada câmara leva entre 8 e 15 minutos para encher de água. A água se move sem o auxílio de bombas, pela força da gravidade, através de uma tubulação central e duas laterais (com 5,5 metros de diâmetro cada). Para encher uma eclusa, fecham-se as válvulas das tubulações do extremo inferior da câmara, enquanto as que se encontram na ponta superior são abertas. O esvaziamento segue o processo inverso. A água utilizada nas eclusas é doce, proveniente dos lagos Gatún e Maidden, que é dispensada no mar sem reaproveitamento. Cada comporta possui um compartimento oco em seu interior, que provoca flutuação e conseqüente diminuição da força necessária para sua abertura ou fechamento.
Fonte: Aventuras na História

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sociedades secretas: Skull and Bones

Logo da Skull and Bones

A Skull and Bones (Ossos e Caveira, em português) é uma sociedade secreta estudantil dos Estados Unidos da América, fundada em 1832. Foi introduzida na Universidade de Yale por William Huntington Russell e Alphonso Taft em 1833.
Entre 1831 e 1832, Russell estudou na Alemanha, onde supostamente teria sido iniciado em uma sociedade secreta alemã, a qual teria inspirado a criação da Skull and Bones. Tal hipótese foi confirmada durante obras realizadas no salão de convenções da Skull and Bones. Naquela ocasião foi encontrado material que se refere a Skull and Bones como o capítulo de Yale de sociedade alemã Illuminati. Essa sociedade foi tornada ilegal por efeito de um edito do governo da Bavária, em 1785, continuando entretanto a existir, como uma organização clandestina.
A sociedade foi incorporada pela Russell Trust Association, em 1856.
Em 1846, Russell tornou-se membro da assembléia do estado de Connecticut e, em 1862, foi nomeado general da guarda nacional.
Alphonso Taft tornou-se ministro da guerra em 1876, e depois Vice-general e embaixador dos Estados Unidos na Rússia, em 1884. Seu filho,William Howard Taft, tornou-se mais tarde, magistrado e depois presidente dos Estados Unidos.
Yale é a única universidade com sociedades secretas onde são admitidos somente seniores, quer dizer antigos alunos. As duas outras são Scroll and Key ("Chave e Pergaminho") e Wolf's Head ("Cabeça de lobo").
Os candidatos são exclusivamente homens brancos, protestantes, e são originários habitualmente de famílias muito ricas. Frequentemente, seus pais já eram membros da ordem. No último ano de estudo, são denominados cavaleiros.
Há hipóteses de conexões da Skull And Bones com a CIA, Illuminati, Bilderbergers e com a Maçonaria. Tais teorias foram a base do filme The Skulls (Sociedade Secreta) que aborda uma sociedade secreta altamente sofisticada, fazendo uma clara alusão a Skull and Bones. A sociedade também foi incluída, assim como o grupo Whiffenpoofs, no filme de 2006 The Good Shepherd (O bom Pastor), sobre as origens da CIA, no qual o personagem principal pertence à Skull and Bones.
Nas eleições presidenciais de 2004 nos Estados Unidos, tanto o candidato democrata quanto o republicano eram membros da sociedade.
George W. Bush assumiu publicamente ser um membro da Skull and Bones, assim como seu adversário na Eleição presidencial dos Estados Unidos da América (2004) John Kerry.

Fonte: Wikipedia 

Complemente:

O índio Geronimo em busca de paz
 
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O líder apache em 1887
O governo americano está sendo processado pelo bisneto de Geronimo (1829-1909), líder apache e símbolo da resistência à ocupação dos territórios indígenas dos Estados Unidos. Harlyn Geronimo suspeita que uma sociedade secreta tenha roubado os restos mortais de seu antepassado, em 1918. O herdeiro pede de volta os ossos e objetos funerários do bisavô, para enterrá-los perto do rio Gila, no Novo México, sua terra natal.

Depois de lutar contra as tropas americanas e mexicanas durante três décadas, o guerreiro apache se rendeu e foi preso em 1886. Morreu de pneumonia aos 90 anos, em 1909, na prisão de Forte Sill, no Oklahoma, onde foi enterrado. Uma antiga lenda diz que a ossada foi retirada do local por membros da sociedade secreta Skull and Bones (Crânio e Ossos), nascida no fim do século XIX na Universidade Yale. Entre os acusados está Prescott Bush, avô do ex-presidente americano George W. Bush, este também um integrante da sociedade.

A suspeita de Harlyn Geronimo ganhou força em 2005. Naquele ano, o historiador Marc Wortman encontrou, na biblioteca de Yale, uma carta datada de junho de 1918, assinada por Winter Mead, um dos integrantes da Skull and Bones, e endereçada a outro membro, F. Trubee Davison. A mensagem relata como os ossos de Geronimo teriam sido roubados do Forte Sill e seu crânio colocado em um pote de vidro, na sede da sociedade, em New Haven.

Veja também:

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