" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

quarta-feira, 13 de abril de 2011

De onde saíram mais presidentes do Brasil?

Até hoje, políticos nascidos em nove Estados chegaram ao posto mais alto da República
por Rodrigo Gallo

Faixa presidencial
Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Cada um deles levou para a presidência cinco chefes do Executivo de forma democrática, desde a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. O primeiro mineiro a assumir o poder foi Affonso Penna, de Santa Bárbara, que tomou posse em 15 de janeiro de 1906. Já o primeiro gaúcho foi Hermes da Fonseca, de São Gabriel, o sexto presidente eleito.

Os dois estados elegeram cinco representantes cada um. Isso levando em conta candidatos escolhidos em votação direta ou indireta que chegaram a ser proclamados para o cargo – não necessariamente empossados –, segundo a lista oficial do governo. Essa lista contém 28 “períodos presidenciais” (e inclui, por exemplo, Tancredo Neves, que nunca tomou posse).

Se levarmos em conta a lista dos que foram eleitos (mesmo os que não assumiram a vaga) e os que ocuparam a cadeira de presidente, inclusive governantes provisórios, juntas militares e ditadores autoproclamados, Minas Gerais e Rio de Janeiro empatam com oito nomes cada um.

As cidades dos presidentes

A lista inclui os eleitos ou indicados nos 28 períodos presidenciais -não necessariamente os chefes de Estado que tomaram posse
1891 - Marechal Manoel Deodoro da Fonseca - Marechal Deodoro – AL
1894 - Prudente José de Morais e Barros - Itu – SP
1898 - Manoel Ferraz de Campos Salles - Campinas – SP
1902, 1919 - Francisco de Paula Rodrigues Alves - Guaratinguetá – SP
1906 - Affonso Augusto Moreira Penna - Santa Bárbara – MG
1910- Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca - São Gabriel – RS
1914 - Venceslau Brás Pereira Gomes - São Caetano da Vargem Grande – MG
1922 - Arthur da Silva Bernardes - Viçosa – MG
1926 - Washington Luís Pereira de Sousa - Macaé – RJ
1930, 1934, 1951, 1937 - Getúlio Dornelles Vargas - São Borja – RS
1946 - Marechal Eurico Gaspar Dutra - Cuiabá – MT
1951 - Juscelino Kubitschek de Oliveira - Diamantina – MG
1961 - Jânio da Silva Quadros - Campo Grande – MS
1964 - Marechal Humberto de Alencar Castello Branco - Fortaleza – CE
1967 - Marechal Arthur da Costa e Silva - Taquari – RS
1969 - General Emílio Garrastazu Médici - Bagé – RS
1974 - General Ernesto Geisel - Bento Gonçalves – RS
1979 - General João Baptista de Oliveira Figueiredo - Rio de Janeiro – RJ
1985 - Tancredo de Almeida Neves - São João Del Rei – MG
1990 - Fernando Afonso Collor de Mello - Rio de Janeiro – RJ
1995, 1999 - Fernando Henrique Cardoso - Rio de Janeiro – RJ
2003, 2006 - Luiz Inácio Lula da Silva - Garanhuns – PE

terça-feira, 12 de abril de 2011

Há 50 anos, homem chegava ao espaço pela primeira vez


Na manhã de 12 de abril de 1961, o soviético Alekseyevich fez um café-da-manhã inédito. Flutuando a 327 km acima da superfície terrestre, o homem de apenas 27 anos comeu e bebeu dentro de uma bola de apenas 2,3 m. Ficou conhecido para a posteridade como Yuri Gagarin e seu desjejum matinal foi apenas um feito dentro de outro maior: o primeiro voo de um humano no espaço.
Foi a segunda refeição do dia para o piloto da força aérea da extinta URSS. Horas antes, na companhia do seu substituto imediato German Titov, o cosmonauta já havia recebido “comida do espaço” para se acostumar à rotina durante a missão. Gagarin foi o escolhido entre mais de 3,5 mil aspirantes à missão, após intensos testes de resistência física e psicológica. Somente seis homens foram selecionados como possíveis candidatos à primeira aventura do homem no espaço. A decisão sobre quem iria estar a bordo da nave redonda Vostok 1 foi comunicada ao grupo apenas quatro dias antes da missão.Foi a segunda refeição do dia para o piloto da força aérea da extinta URSS. Horas antes, na companhia do seu substituto imediato German Titov, o cosmonauta já havia recebido “comida do espaço” para se acostumar à rotina durante a missão.
À época, a extinta União Soviética e os Estados Unidos travavam uma batalha silenciosa para saber qual nação levaria o primeiro ser humano à Lua. Os norte-americanos venceram a disputa em 1969, com o “pisão” inaugural de Neil Armstrong no satélite natural da Terra, mas nos oito anos anteriores, os soviéticos sempre estiveram à frente - inclusive no lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957.
Os Estados Unidos só levariam o primeiro homem ao espaço alguns meses mais tarde, durante a viagem de Alan Shepard no voo da Freedom 7, em 5 de maio de 1961. Porém somente em 7 de fevereiro de 1962, durante a missão Friendship, com John Glenn, o país teve seu primeiro astronauta completando uma volta inteira ao redor do planeta. Ambos os feitos fizeram parte do Projeto Mercury, da agência espacial norte-americana (Nasa).
‘Poyekhali’
O voo de Gagarin começou às 09h07 no horário de Moscou, com o lançamento da cápsula Vostok 1 com o foguete R-7.
Antes de decolar, o cosmonauta gritou “Poyekhali!” (“Vamos nessa!", em tradução livre).
A nave partiu das instalações do então secreto Cosmódromo de Baikonur, conhecido à época também como Tyuratam, localizado atualmente nas estepes do Cazaquistão – uma das ex-repúblicas soviéticas.
Onze minutos após a decolagem, o combustível do foguete acabou, a cápsula redonda Vostok foi liberada e a humanidade entrava em órbita pela primeira vez.
Gagarin 4 (Foto: Nasa)Yuri Gagarin ao ser transportado para o lançamento da Vostok 1, na manhã de 12 de abril de 1961. Ao fundo da imagem está German Titov, piloto reserva da missão, que foi ao espaço na missão Vostok 2. (Foto: Nasa)
Para girar ao redor do planeta, a Vostok precisou alcançar uma velocidade média de 28 mil km/h. Gagarin não chegou a controlar a nave, ainda que os controles para uma operação manual da Vostok 1 estivessem disponíveis ao piloto soviético.
Durante os 108 minutos de duração da missão, Gagarin deu uma volta inteira em torno da Terra. Os relatos do cosmonauta narram a sensação de estar sob o efeito de uma gravidade menor, além de uma preocupação constante sobre os dados do voo – ao solicitá-los à equipe responsável na Terra.
O cosmonauta retornou ao solo terrestre às 10h55 em uma área de plantação em Smelovka, na província de Saratov, a 300 km de onde deveria ter pousado. De volta ao planeta, Gagarin recebeu seu terceiro café-da-manhã naquele dia: leite e pão de Anna Takhtarova, uma avó espantada com a figura de um homem vestido em trajes laranjas e com um capacete, vindo do espaço.
Vostok 1a (Foto: ESA)A cápsula Vostok 1, com apenas 2,3 m de diâmetro,
após aterrissar de volta na Terra. (Foto: ESA)
Legado
Gagarin virou um herói soviético após retornar ao planeta que ele observou - pela primeira vez - de fora. Foi poupado de outras missões pelo medo de um acidente encerrar a vida de um dos principais ícones soviéticos durante a Guerra Fria.
Ironicamente, o temor se justificou em 28 de maio de 1968, quando em um acidente ainda envolto em mistério, Gagarin morreu durante testes em um avião MiG.
Após a tragédia, uma cratera na Lua e um asteroide foram nomeados em homenagem ao cosmonauta.
Depois de Gagarin, mais de 400 pessoas – de 30 países diferentes – já estiveram no espaço. A maior distância já percorrida por humanos foi pouco maior que 400 mil quilômetros, durante a quase fatal missão Apollo 13, da Nasa.
[ Fonte: G1

Novo plano federal para o setor de educação exclui lei que pune gestor por mau uso de recursos

Mecanismo que poderia ajudar a punir fraudes nos gastos dos governos com educação, a chamada Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) foi retirada do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai definir justamente as prioridades para o setor nos próximos dez anos. A LRE, que cria uma "ação civil pública de responsabilidade educacional" e fazia parte das discussões do plano, foi retirada para não atrapalhar o andamento do projeto de lei do PNE. Passou a integrar outro PL, de número 8.039/2010. Com tramitação separada, o texto já começa a enfrentar obstáculos no Congresso, como o pedido, na última semana, de apensamento de pelo menos outros sete projetos.
INFOGRÁFICO:As 20 metas do novo plano nacional de educação

Repasses do Fundeb a estados e municípios não têm órgão federal que centralize fiscalização

O Ministério da Educação (MEC) repassou R$ 17,1 bilhões a governos estaduais e municipais desde a criação do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2007. Dinheiro que deveria ajudar os estados mais pobres, onde a arrecadação é insuficiente para garantir o mínimo de investimento no ensino público. Porém, ninguém no governo assume a responsabilidade do controle direto de tamanho volume de recursos. E a falta de fiscalização dá margem a inúmeras irregularidades, que vão desde licitações fraudulentas e apresentação de notas frias até o desvio de dinheiro que deveria pagar os salários dos professores.
Temos diversas denúncias de conselhos que não funcionam
Em 2011, serão mais R$ 7,8 bilhões. Sem que a lei designe um órgão específico para acompanhar o uso das verbas federais do Fundeb, o controle fica a cargo de conselhos locais, que funcionam precariamente e sofrem todo tipo de pressão política.
O vazio de fiscalização é criticado pelo Ministério Público e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que correm atrás do leite derramado. O pouco que vem à tona é revelado por denúncias ou sorteio: o programa de fiscalização da CGU, que seleciona municípios aleatoriamente, mostra que, entre 2007 e 2008, 41% das prefeituras investigadas tinham licitações fraudulentas e 58% gastavam dinheiro do Fundeb de maneira indevida.
Essa pequena amostragem revela casos emblemáticos do assalto à educação. Em Bequimão (MA), a CGU constatou que a prefeitura se especializou em fraudar folhas de pagamento de professores que nunca viram a cor do dinheiro. A suspeita é que tenham sumido R$ 2,6 milhões de abonos e gratificações para educadores. Documentos falsos foram usados para justificar saques de R$ 401.545,90 na conta do Fundeb. No exemplo mais extremo, um grupo de professores ainda espera pelo salário de dezembro de 2008, em desvio que somaria R$ 59.064,67.
De 25 irregularidades encontradas pela CGU no uso do dinheiro da educação em Cachoeira do Piriá (PA), seis envolvem diretamente o Fundeb. A prefeitura não comprovou a aplicação de R$ 7,6 milhões do fundo, entre 2009 e 2010. E alegou que os comprovantes dos gastos teriam sido consumidos por um incêndio.
Dos nove estados que recebem complementação federal via Fundeb, sete estão no Nordeste - os outros são Pará e Amazonas. À frente do Fórum de Combate à Corrupção em Pernambuco, o procurador regional da República Fábio George, da 5 Região, diz que a fiscalização "praticamente inexiste":
- O Fundeb é um dos programas mais fraudados na região Nordeste.

A Pedra de Roseta

Napoleão Bonaparte em campanha no Egito

Napoleão, em suas expedições de guerra e conquista, não levava somente soldados e armas. Faziam parte do expediente artistas e soldados. Talvez essa seja a principal razão pra que a Campanha do egito não tenha sido para o general francês uma total derrota. no verão de 1799, seus soldados acharam, perto da cidade egípcia de Roseta, um fragmento de basalto negro contendo textos. A Pedra de Roseta, como ficou conhecida, aparentava conter uma mesma mensagem em três escritas: em grego, em hieróglifos e em caracteres demóticos (escrita egípcia simplificada). Se decifrada, o enigma que era a civilização egípcia antiga poderia ser solucionado.
A Pedra de Roseta
Apenas em 1822, o francês Jean-François Champollion interpretou os hieróglifos e descobriu que eles mesclavam significados fonéticos e simbólicos, que se liam em diversas direções, e que podiam ter mais de um sentido. Com base em sua decifração, todos os hieróglifos puderam ser traduzidos, mostrando-nos que os egípcios tinham um sistema de governo organizado, além de profundos conhecimentos em medicina, astronomia, geometria, sabendo utilizar um sistema eficaz de pesos e medidas.
De qualquer forma, o Museu do Louvre até hoje está repleto de artefatos pilhados nas diversas campanhas de guerra que a França fez durante sua história.  A maior parte graças a Bonaparte. 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Haiti, uma revolução negra na América.

Colônia francesa nas Antilhas, a ilha de São Domingos, embora habituada a constantes rebeliões de escravos, presenciou uma revolta negra sem precedentes na História. Em agosto de 1791, liderados por um homem de estatura gigantesca chamado boukman, escravos rebeldes tentaram tomar a sede do governo, Cap-Français. A repressão resulta na morte do líder do movimento, porém a revolução já se espalhara por toda a ilha e mulatos livres aderiram à causa, pegando em armas e exigindo a promessa de igualdade entre brancos e negros feita pela  Revolução Francesa em setembro 1791.
Dois anos depois, a Convenção Nacional francesa cede à pressão de uma delegação eleita em São domingos e decreta a abolição definitiva da escravidão em todas as colônias francesas. Nessa época, o movimento insurrecional estava nitidamente separado: de um lado estavam os negros, liderados pelo ilustrado Toussaint L'Overture e, de outro, os mulatos, chefiados por André Rigaud. As duas facções iniciam, em 1801, uma guerra civil que culminaria com o domínio de Rigaud sobre a parte espanhola da ilha.
Toussaint governa o lado francês sob uma Constituição elaborada pelos revoltosos até a chegada de tropas napoleônicas. Preso, L'Ouvert é levado para Paris onde falece dois anos depois.
No entanto, o movimento não cessa e sob o comando de um ex-escravo chamado Dessalines, os insurretos declaram a ilha independente em 1804, rebatizando-a com seu antigo nome indígena: Haiti. O pavor que algo semelhante ocorresse por toda a América alertou a elite colonial e ficou conhecido por haitianismo. 

domingo, 10 de abril de 2011

Uma revolução nas comunicações.

Em meados da década de 1830, o norte-americano Samuel Morse reduziu as distâncias do mundo ao inventar o telégrafo. Seu aparelho era capaz de transmitir dados, seja por terra ou por mar, a 25 mil quilômetros por segundo.
O funcionamento do telégrafo era simples: a corrente elétrica de um gerador passava por um eletroimã, fazendo um lápis mover-se sobre uma folha de papel, por sua vez, apoiado num cilindro que, ao avançar, permitia o registro de um traçado irregular, formando uma mensagem em código (o código morse) no qual pontos e traços eram combinados.
A transmissão dos sinais elétricos ocorre por meio de uma pequena alavanca de metal. Por ela, abria-se ou fechava-se o circuito, liberando a corrente para um receptor. Se a chave era baixada por um breve instante, o aparelho transmitia um impulso elétrico que o receptor traduzia sob a forma de um ponto; uma pressão mais demorada resultava num traço. Quando a chave não estava em uso, durante a transmissão, sua parte posterior tocava um contato que estabelecia uma ligação com o aparelho receptor, permitindo assim captar a mensagem enviada do outro lado da linha. 
Alexander Graham Bell
Outra grande revolução na comunicação foi a invenção do telefone. Em 1876, o escocês Alexander Graham Bell, professor da Universidade de Boston, tentava melhorar o tipógrafo, quando descobriu que as ondas sonoras podiam ser convertidas em ondas eletromagnéticas. Com a ajuda de seu assistente Thomas Watson, Bell conseguiu transmitir essas ondas num receptor e convertê-las em sons. Estava criado o telefone. O professor inscreveu-se na Exposição do Centenário da Filadélfia. D. Pedro II, que visitada a exposição, ficou extasiado com o invento, chamando a atenção para sua importância. Bell fundou, então, a Bell Telephone, hoje AT&T, uma das maiores empresas telefônicas do mundo. 

Outras versões: 
Em dezembro de 2002, o Congresso dos Estados Unidos reconheceu o italiano Antonio Meucci como o verdadeiro inventor do telefone. Nos Estados Unidos, para onde migrou, Meucci descobriu que a voz podia ser transportada por impulsos elétricos. Sem recursos para obter a patente, suas anotações e modelos ficaram guardados até caírem nas mãos de Graham Bell, que patenteou o invento em 1876. 

sábado, 9 de abril de 2011

PISO É PISO. E AGORA MINAS GERAIS?


O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou nessa quarta-feira (06/04), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) nº 4.167, que questionava a Lei 11.738/08 que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). Pela decisão do Supremo, o Piso Salarial é composto pelo vencimento básico da carreira, excluídas as vantagens e gratificações pessoais. O questionamento no Supremo foi feito pelos governadores do Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, sob argumentação de que os estados não teriam condições financeiras de instituir o Piso em seus respectivos Estados.
Embora os profissionais da educação figurem entre os mais importantes grupos pelo papel social, cultural e econômico, hoje há um profundo sentimento de ‘menos valia’. Não é uma profissão valorizada na estrutura social em que vivemos.
Com esta decisão ganha a sociedade e ganha a educação em nosso país. O reconhecimento de um piso salarial e de uma política de carreira constituem sinais de esperança a uma profissão tão desvalorizada e desrespeitada atualmente.
Agora, o Governo de Minas Gerais tem um desafio: o subsídio não é Piso Salarial, é total de remuneração que descaracteriza o que cada servidor conquistou ao longo da sua vida funcional. Minas Gerais não paga o Piso Salarial Profissional Nacional e tem uma política de carreira que congela a vida do servidor e não lhe dá perspectiva de futuro.
Uma das melhores economias do país, Minas Gerais paga o vencimento básico de R$369,00 a um professor com nível médio de escolaridade. O Plano de Carreira implementado em 2005 estabelece que um servidor terá a valorização da sua escolaridade em, no mínimo, oito anos após o ingresso no Estado. A cada nova política remuneratória, o Governo Estadual descaracteriza o que o servidor conquistou de carreira e o recoloca no início da carreira.
O Governo não enfrenta os problemas reais da escola pública estadual, mas inventa políticas que não atendem ao Sistema de Ensino e sim a algumas escolas como o recente “professor da família”. Qual o seu objetivo? Professores que visitarão periodicamente as famílias para realizar acompanhamento escolar? Esta não é uma atividade inerente ao professor e a equipe pedagógica da escola? Quem tem que fazer o acompanhamento escolar e a relação com a família é a escola e os seus professores. E isso precisa acontecer em todas as escolas públicas estaduais e não em apenas 22. Por fórmulas como esta é que não melhoramos a educação. O que o profissional da educação de Minas precisa é de valorização, política de carreira, respeito e Piso Salarial.
Beatriz Cerqueira
Coordenadora Geral do Sind-UTE/MG

Banco de questões de História.


Olá amigos professores e estudantes de História, no transcorrer do tempo como docente procurei criar um banco de dados que pudesse me auxiliar no cotidiano escolar, aos poucos fui organizando e arquivando uma série de atividades, como questões de vestibular, textos complementares, questões discursivas, charges, vídeos, etc., as quais pretendo disponibilizá-las aos poucos no blog História integrada, sei que não é nenhuma novidade para aqueles que navegam pela internet, mas sabemos também uma ajudinha na hora de preparar uma avaliação nunca é demais.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

STF decide que piso do professor se refere a salário base

Supremo julgou improcedente pedido de Estados para considerar gratificações e R$ 1.187 passa a ser o mínimo



Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram hoje a favor do piso nacional para professores como valor mínimo a ser recebido por educadores por 40 horas semanais. A lei 11.738 proposta pelo Ministério da Educação e aprovada no Congresso Nacional era questionada desde sua publicação em 2008 por ação conjunta dos governos do Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com o julgamento, o valor que na época era de R$ 950 e hoje está atualizado em R$1.187 está vigente.
A ação dos Estados pedia que fosse considerada a remuneração total dos professores, incluídas gratificações e bônus e alegava que poderia faltar dinheiro para o pagamento dos educadores. Os ministros consideraram que um piso mínimo para valorização do professor foi previsto na constituição e cabe à união agora complementar o orçamento dos governos que comprovadamente não possuírem recursos para pagá-lo. O Ministério da Educação já adota essa prática.
Hora de atividade pedagógica
Outro argumento da ação, o de que a lei feria o princípio de autonomia das unidades da federação ao estabelecer que das 40 horas semanais e que, destas, um terço deveria ser reservado a atividades extraclasse - como planejamento pedagógico, formação profissional e pesquisas para aulas - foi considerado procedente.
A votação final seguiu o parecer do relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa, que foi favorável à instituição do piso, mas manteve o pedido de inconstitucionalidade em relação ao estabelecimento de tempo fora da sala de aula. “A união não pode esgotar todas as particularidades locais”, disse.
ministro Luiz Fux, mais recente empossado no STF por indicação da presidenta Dilma Rousseff, votou pela aprovação da lei na íntegra, mantendo a imposição da carga horária reservada ao planejamento e formação de professores. “Não enxergo nenhuma ruptura do pacto federativo, não acho possível falar em piso nacional sem falar em carga horária”, afirmou durante o debate.
Gilmar Mendes e Marco Aurélio argumentaram que alguns Estados são dependentes de repasses da União e que a lei era “sucinta e superficial” em relação a complementação da união. "Não cabe ao governo federal legislar sobre funcionalismo estadual e municipal, depois eles não consiguirão pagar e cairão na lei de responsabilidade fiscal e, então, não poderão receber recurso da união. É preocupante", colocou Mendes. "A lei é justa, mas não é constitucional", complementou Aurélio.
Barbosa ponderou que em relação a verbas, os representantes dos Estados no Congresso tinham "plena consciência" quando votaram pelo piso.
Por último, o presidente do STF Ayres Brito destacou os dois pontos da constituição que falam em valorização do professor e que prevêem piso federal para professor. “Portanto, não há como dizer que não seja constitucional. A cláusula da reserva financeira não pode operar sobre a educação, tão importante para a legislação que é citada 96 vezes na constituição."


[Fonte:Último Segundo]

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Movimento de 1964 foi “reação contra baderna”, afirmam clubes militares

Em nota relativa aos 47 anos do golpe, comandantes dizem que objetivo era evitar regime ditatorial indesejado pela nação

Por Vitor Nuzzi*


São Paulo – Às vésperas do 47º aniversário do golpe militar brasileiro, os presidentes dos clubes militares (Aeronáutica, Exército e Marinha) divulgaram nota na qual reafirmam que o objetivo daquele movimento foi impedir “a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial” indesejado pela nação. Regime, a saber, “comunista, atrelado a ideologias antagônicas ao modo de ser do brasileiro”.

Os militares contestam a tentativa de se dar outras explicações para a motivação do movimento que, segundo eles, visava a defender a democracia. “Por maiores que sejam alguns esforços para ‘criar’ uma versão diferente da real, os acontecimentos registrados na memória dos cidadãos de bem e transmitidos aos seus sucessores são indeléveis, até porque são mera repetição de acontecimentos similares registrados em outros países”, diz o documento.

Datado de 24 de março, uma semana antes do aniversário do golpe – em 31 de março, segundo os militares, ou 1º de abril – o manifesto é assinado pelos presidentes do Clube Militar, general Renato César Tibau da Costa, do Clube Naval, vice-almirante Ricardo Antônio da Veiga Cabral, e do Clube de Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Carlos de Almeida Batista. Ainda segundo eles, a imprensa “escrita e falada” da época foi implacável no relato dos fatos, “todos inadmissíveis em um país democraticamente organizado”.

A crítica se dirige ao governo e mesmo a líderes militares. “À baderna, espraiada por todo o território nacional, associavam-se autoridades governamentais entre as quais Comandantes Militares que procuravam conduzir seus subordinados à indisciplina e ao desrespeito aos mínimos padrões da hierarquia”.

No texto, não há referências à Comissão da Verdade defendida pelo atual governo, para analisar o período da ditadura brasileira (1964-1985). No final do ano passado, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), condenou o Brasil por crimes cometidos pela ditadura na região do Araguaia, nos anos 70.

*Matéria publicada originalmente na Rede Brasil Atual

[Fonte: Carta Capital]



domingo, 27 de março de 2011

Religiões: Rastafari

O rastafarianismo, também conhecido como movimento rastafári ou Rastafar-I (rastafarai) é um movimento religioso que proclama Hailê Selassiê I, imperador da Etiópia, como a representação terrena de Jah (Deus). Este termo advém de uma forma contraída de Jeová encontrada no salmo 68:4 na versão da Bíblia do Rei James, e faz parte da trindade sagrada o messias prometido. O termo rastafári tem sua origem em Ras ("príncipe" ou "cabeça") Tafari ("da paz") Makonnen, o nome de Hailê Selassiê antes de sua coroação.
Haile Selassie,
em foto da década de 1930
O movimento surgiu na Jamaica entre a classe trabalhadora e camponeses negros em meados dos anos 20, iniciado por uma interpretação da profecia bíblica em parte baseada pelo status de Selassiê como o único monarca africano de um país totalmente independente e seus títulos de Rei dos Reis, Senhor dos Senhores e Leão Conquistador da Tribo de Judah, que foram dados pela Igreja Ortodoxa Etíope.
Alguns historiadores, afirmam que o movimento surgiu, e teve posteriormente adesão, por conta da exploração que sofria o povo jamaicano, o que favorece o surgimento de idéias religiosas e líderes messiânicos.
Outros fatores inerentes ao seu crescimento incluem o uso sacramentado da maconha ou "erva", aspirações políticas e afrocentristas, incluindo ensinamentos do publicista e organizador jamaicano Marcus Garvey (também freqüentemente considerado um profeta), o qual ajudou a inspirar a imagem de um novo mundo com sua visão política e cultural.
O movimento é algumas vezes chamado rastafarianismo, porém alguns rastas consideram este termo impróprio e ofensivo, já que "ismo" é uma classificação dada pelo sistema babilônico, o qual é combatido pelos rastas.
O movimento rastafári se espalhou muito pelo mundo, principalmente por causa da imigração e do interesse gerado pelo ritmo do reggae; mais notavelmente pelo cantor e compositor de reggae jamaicano Bob Marley. No ano 2.000 havia aproximadamente um milhão de seguidores do rastafarianismo pelo mundo, algo difícil de ser comprovado devido à sua escolha de viver longe da civilização. Por volta de 10% dos jamaicanos se identificam com os rastafáris. Muitos rastafáris são vegetarianos, ou comem apenas alguns tipos de carne, vivendo pelas leis alimentares do Levítico e do Deuteronômio no Velho Testamento.
Marcus Garvey 
O encorajamento de Marcus Garvey aos negros terem orgulho de si mesmos e de sua herança africana inspiraram Rastas a abraçar todas as coisas africanas. Eles eram ensinados que haviam sofrido lavagem cerebral para negar todas as coisas negras e da África, um exemplo é o porque que não te ensinam sobre a antiga nação etíope, que derrotou os italianos duas vezes e foi a única nação livre na África desde sempre. Eles mudaram sua própria imagem que era a que os brancos faziam deles, como primitivos e saídos das selvas para um desafiador movimento pela cultura africana que agora é considerada como roubada deles, quando foram retirados da África por navios negreiros. Estar próximo a natureza e da savana africana e seus leões, em espírito se não fisicamente, é primordial pelo conceito que eles tem da cultura africana. Viver próximo e fazer parte da natureza é visto como africano. Esta aproximação africana com a natureza é vista nos dreadlocks, ganja, e comida fresca, e em todos os aspectos da vida rasta. Eles desdenham a aproximação da sociedade moderna com o estilo de vida artificial e excessivamente objetivo, renegando a subjetividade a um papel sem qualquer importância.
Os rastas dizem que os cientistas tentam descobrir como o mundo é por uma visão de fora, enquanto eles olham a vida de dentro, olhando para fora; e todo rasta tem de encontrar sua própria verdade.
Outro importante identificador do seu afrocentrismo é a identificação com as cores verde, dourado, e vermelho, representantativas da bandeira da Etiópia. Elas são o símbolo do movimento rastafári, e da lealdade dos rastas a Hailê Selassiê, à Etiópia e a África acima de qualquer outra nação moderna onde eles possivelmente vivem. Estas cores são freqüentemente vistas em roupas e decorações; o vermelho representaria o sangue dos mártires, o verde representaria a vegetação da África enquanto o dourado representaria a riqueza e a prosperidade do continente africano.
Muitos rastafáris aprendem a língua amárica, que eles consideram ser sua língua original, uma vez que esta é a língua de Hailê Selassiê, e para identificá-los como etíopes; porém na prática eles continuam a falar sua língua nativa, geralmente a versão do inglês conhecida como patois jamaicano. Há músicas de reggae escritas em amárico

Costumes Rastafári

A dieta rastafári
Os rastafáris adotam 9 principios e o 2º principio é: "Coma apenas I-tal", um termo Rasta que significa puro, natural ou limpo. Uma série de leis de dieta e de higiene foram formuladas para acompanhar a doutrina religiosa Rastafari. Um verdadeiro Rasta não poderia ingerir álcool, tabaco, mas usa a Cannabis (maconha ou ganja) de forma ritual.
São basicamente vegetarianos, dando uso escasso a alguns alimentos de origem animal, ainda assim proibindo o uso de carnes suínas de qualquer forma, peixes de concha, peixes sem escamas, caracóis e outros.
A comida I-tal seria o que Jah ordenou que fosse: "tudo o que não tem barbatanas ou escamas, nas águas, será para vós abominação." "Melhor é a comida de ervas, onde há amor, do que o boi cevado, e com ele o ódio." É comida que nunca tocou em químicos e é natural e não vem em latas. Quanto menos cozinhados, melhor, sem sais, condimentos, pois assim possui maior quantidade de vitaminas, proteínas e força vital. As bebidas são, preferentemente, herbais, como os chás. A bebida alcóolica, o leite ou café são vistos como pouco saudáveis.
Bob Marley
e seus famosos dreadlocks

Dreadlocks
Outro costume comum proibido era o de cortar ou pentear os cabelos. Essa tradição religiosa Rasta também é fundamentada em diretrizes sagradas.

Maconha
Ganja e marijuana são algumas designações para a Cannabis, uma erva psicoativa milenar. Ela é usada pelos Rastas, não para diversão ou prazer, mas sim para limpeza e purificação em rituais controlados. Alguns Rastas escolhem não a usar. Muitos sustentam o seu uso através de Génesis 1:29:

“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.”

A Medicina
A tradição Rastafari rasta não permite o uso (especifico para a cura de alguma doença)de qualquer tipo de remedio que não seja natural(ervas medicinais, por exemplo). Outro costume rasta, voltado á medicina, é a não presença de hospitais, medicos, etc... A origem desses hábitos provem de Génesis 1:29 , pois 'Jah' refere o uso de todo tipo de erva ou planta proveniente da face de toda a terra. Além disso, possuem a crença de que apenas 'Jah'(ou tudo que provém de sua grandeza, 'naturais') pode 'curar' um enfermo, e nenhum outro ser(médicos e etc) possui essa capacidade.

[ Fonte: Wikipédia ]

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Constituição da mandioca.


A Constituição da mandioca

Por que a Constituição elaborada em 1823 ganhou esse apelido? Saiba como a mandioca, alimento básico de indígenas, trabalhadores livres e africanos escravizados, serviu para medir a riqueza dos brasileiros no tempo do Império.


       Os deputados e senadores que elaboraram a primeira Constituição eram todos proprietários de terra e escravos. Para manter seus privilégios, decidiram que o voto no Brasil seria censitário, ou seja, só poderia votar quem provasse no censo que era bastante rico.

      Como a maior parte da população vivia na zona rural e não havia uma moeda que circulasse por todo o país, os deputados e senadores estabeleceram que a mandioca seria a medida da riqueza dos eleitores. Pela quantidade de farinha de mandioca produzida numa propriedade rural era possível saber quantas pessoas aí viviam sob o mando do seu dono.
     Segundo a Constituição, para votar era necessário ser cidadão ativo e possuir uma renda anual equivalente a 150 alqueires de mandioca. Isso dava direito a votar só para deputado; votar para senador exigia renda anual equivalente a 250 alqueires de mandioca. Disputar um cargo político exigia mais riqueza: uma renda anual equivalente a 500 alqueires de mandioca para candidatar-se  a deputado e nada menos que o dobro para candidatar-se a senador.
    A Constituição da mandioca não chegou a ser concluída, pois a Assembléia Constituinte foi fechada pelas tropas de Pedro I. Mas a Constituição imposta em 1824 pelo imperador manteve o voto censitário. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

A contribuição do Vasco para a integração racial e social no futebol

[...] Se o Vasco não foi o primeiro clube brasileiro a contar com jogadores negros em seu elenco – alguns pesquisadores defendem que a primazia foi do Bangu; outros que a Ponte Preta foi a pioneira -, não há dúvida que o Clube de Regatas Vasco da Gama adotou uma inovadora política clara de inclusão de atletas negros, mulatos e/ou que não pertenciam à elite. E que lutou para que eles não fossem excluídos do esporte. Contribuindo decisivamente para que o futebol deixasse um esporte exclusivo de descendentes de ingleses e jovens da aristocracia. Brancos.

- O mulato e o preto eram, assim, aos olhos dos clubes finos, uma espécie de arma proibida – escreveu Mário Filho em seu livro “O negro no futebol brasileiro”. Escrito em 1947, a obra é uma referência sobre o assunto.
Coube ao Vasco, vindo da segunda divisão, desafiar o sistema vigente. O clube, fundado por portugueses, se distinguia de outros criados pela colônia lusitana por abrir suas portas também para brasileiros. De qualquer origem. O critério para ser convidado a defender o clube da Cruz de Malta não era a cor da pele ou a situação social. Era saber tratar bem a bola.
E o time passou a adotar um regime desconhecido dos demais. Os jogadores, na prática, viviam para o futebol. Acordavam em uma espécie de ‘concentração’ e treinavam. Exercícios físicos e com a bola. De manhã até de noite. Treinador pelo uruguaio Ramon Platero, e com o apoio de comerciantes portugueses, tinham boa alimentação e recebiam ‘bichos’ para dedicarem ao futebol. Um princípio de profissionalismo em uma época em que os comandantes do futebol orgulhavam-se de dizer que o esporte era amador.
Com atletas habilidosos e bem preparados, o time do Vasco geralmente dominava os adversários no segundo tempo dos jogos, quando os rivais não conseguiam mais acompanhar quem havia treinado forte durante toda a semana. E o clube vindo da segunda divisão foi campeão carioca em 1923, logo no ano de estreia na elite do futebol do Rio (na foto acima, o time campeão).
A reação dos clubes tradicionais não demorou. No ano seguinte, o grupo formado por América, Botafogo, Flamengo e Fluminense decidiu deixar a Liga Metropoliana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundar a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos). Pelas regras da nova entidade, os jogadores precisariam provar que estudavam ou trabalhavam. Não em um trabalho qualquer. “Um emprego decente (…). Empregados subalternos eram riscados”, segundo Mário Filho. E precisavam saber ler e escrever corretamente. Além disso, todos os clubes deveriam ter campos e sedes próprios. O Bangu, com um time formado em boa parte por operários da fábrica de tecidos instalada no bairro da Zona Oeste, foi convidado pelo quarteto a ingressar na entidade. Os cinco fundadores tinham peso maior nas votações, garantindo que as suas propostas fossem vitoriosas.

Ao Vasco, foi exigido que 12 jogadores fossem afastados, por não atenderam aos requisitos impostos pela AMEA. Diante do ultimato, o presidente do clube, José Augusto Prestes, assinou um ofício em 7 de abril, que ficou famoso na história do futebol carioca. E brasileiro.

 Rio de Janeiro, 7 de abril de 1924

Ofício no. 261

Exmo. Sr. Arnaldo Guinle, M.D. presidente da Associação Metropolitana de Esportes Athleticos.

As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V. Exa. tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama em tal situação de inferioridade que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.

Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma como será exercido o direito de discussão e voto, e as futuras classificações, obriga-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.

Quanto a condição de eliminarmos doze (12) jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama, não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos con-sócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.

Estamos certos que V. Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se a AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923.

São esses doze jogadores jovens quase todos brasileiros no começo de sua carreira, e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu nem sob o pavilhão que eles com tanta galhardia cobriram de glórias.

Nestes termos, sentimos ter de comunicar a V. Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.

Queira V. Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever de V. Exa. Att. Obrigado.

Dr. José Augusto Prestes
Presidente

O Vasco permaneceu na LMDT, ao lado de clubes que não aceitaram as condições ou que não conseguiram cumpriram as exigências da AMEA (casos do Bonsucesso, Andarahy, Villa Isabel, Mackenzie). E foi campeão da Liga Metropolitana em 1924.
No ano seguinte, houve acordo entre o clube e a AMEA, costurado em boa parte por Carlito Rocha, futuro presidente do Botafogo. O Cruzmaltino manteve seus atletas. E o clube, com seus jogadores negros, mulatos e pobres, entrou para a história esportiva do país ao contribuir decisivamente para tornar o futebol um esporte realmente de todos os brasileiros.

[ Fonte: Memória E. C. ]

quarta-feira, 23 de março de 2011

Decisão do STF sobre piso de professor deve sair até semana que vem


Uma imagem que acredito representar a indignação dos Professores

A presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá votar até a quinta-feira da próxima semana (31) o mérito da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) que questiona a lei que estabelece o piso salarial dos professores (Lei 11.738/08). O valor atual, estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC), é de R$ 1.187 para os docentes da educação básica que cumprem jornada de, no máximo, 40 horas semanais.
A previsão de data para o julgamento foi confirmada, segundo Bezerra, pelo presidente do Supremo, Cezar Peluso, em reunião nesta tarde, da qual participaram outros 20 deputados que compõem a Frente Parlamentar em Defesa do Piso do Magistério. “Saímos de lá esperançosos de que os ministros serão sensíveis à questão e que deverão decidir em favor dos professores”, avaliou a deputada.
ADI
Em outubro de 2008, governadores de cinco estados (Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará) impetraram no STF a ADI 4167, que questiona alguns aspectos da Lei 11.738/08. Na ação, os governadores alegam que a lei do piso do magistério viola o princípio da autonomia das unidades da Federação, além de normas constitucionais que regulam a política orçamentária.

Em decisão liminar, o STF suspendeu dois dispositivos da lei. O primeiro determinava que o professor teria pelo menos 1/3 da carga horária para atividades extraclasse. O segundo previa que o piso corresponderia ao vencimento básico do professor, sem contar vantagens ou gratificações.
Segundo Fátima Bezerra, alguns estados e municípios têm usado essa suspensão como justificativa para descumprir o piso do magistério. “O julgamento definitivo é muito importante porque deve pôr fim a uma instabilidade jurídica que está se refletindo na não aplicação da lei em todo o País”, disse.
Falta de recursos
Além dos governadores que impetraram a ação, alguns prefeitos também questionam o piso do magistério e alegam dificuldade orçamentária para cumprir a lei. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) já divulgou nota em que afirma esperar que o Supremo mantenha a posição adotada nas liminares.

Mas, para Fátima Bezerra, a falta de recursos não justifica o descumprimento do piso. A deputada lembra que a Lei 11.738/08 prevê a possibilidade de complementação dos valores pela União nos casos em que os entes não contem com recursos orçamentários suficientes. “Existe essa alternativa e, portanto, não há motivo para o descumprimento da lei. A lei do piso foi aprovada por unanimidade na Câmara após um amplo debate entre todos os segmentos envolvidos. Devemos agora aplicá-la integralmente”, afirmou. (Agência Câmara)

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