" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Restos mortais de três inconfidentes são sepultados no dia 21 de abril


Restos mortais de três inconfidentes que também lutaram pela Independência foram enterrados em MG, depois de um minucioso trabalho de identificação.
Ismar Madeira - Jornal hojeOuro Preto, MG
 
Uma urna com centenas de pedaços de ossos misturados estava numa igreja de Ouro Preto. Os fragmentos foram analisados por uma equipe da Unicamp. O trabalho de pesquisa e identificação levou quase 20 anos.
Muito antes essas ossadas estavam em urnas enterradas por uma comunidade indígena na Guiné Bissau. Na década de 30, elas foram trazidas da África para o Brasil. Os pesquisadores acreditam que são restos mortais de três inconfidentes: Domingos Vidal Barbosa Lage, José de Resende Costa e João Dias da Mota. Condenados pela Coroa Portuguesa, eles morreram no exílio, no fim do século 18.
“Através de todas essas informações e depois exames técnicos que nós empregamos, estudando pecinha por pecinha, depois através das densitometria óssea e aquela verificação, eu posso dizer a você que 98% a 100% são eles”, explica o professor da Unicamp, Eduardo Daruge.
A equipe da Unicamp conseguiu reconstituir o crânio do inconfidente José de Resende Costa - a primeira e única face desses inconfidentes exilados. Depois de todo esse trabalho, as ossadas foram trazidas para Ouro Preto, em um dia especial. A transferência simbólica da capital de Minas Gerais para a cidade e as comemorações do dia de Tiradentes.
Os restos mortais foram sepultados ao lado das lápides de outros 13 companheiros. A solenidade foi acompanhada pela presidente Dilma Roussef. Ela é uma das 240 pessoas homenageadas durante a cerimônia.

Auto da Devassa


"Portanto condenam ao réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, alferes que foi da tropa paga da capitania de Minas Gerais, a que com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra de morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde em lugar público será pregada em poste alto até que o tempo a consuma; e o seu corpo será dividido em quatro quartos e pregado em postes, pelos caminhos de Minas, no sítio da Varginha e das cebolas, onde o réu teve suas infames práticas, e os mais nos sítios de maiores povoações até que o tempo também o consuma; declaram o réu infame, e seus filhos e netos, tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique e, não sendo própria, será avaliada e paga ao seu dono pelos bens confiscados e no mesmo chão se levantará um padrão, pelo qual se conserve também a memória desse abominável réu."

Leitura da sentença, do pintor Eduardo de Sá.
Trecho do "Auto da Devassa" da Conuração Mineira, a condenação de Tiradentes. 

domingo, 17 de abril de 2011

TODOS PELA EDUCAÇÃO LANÇA CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR

Um bom professor, um bom começo" mostra que o docente é peça chave para a melhoria da Educação

 
Todos Pela Educação lança campanha de valorização do professor
  
Reprodução
Da Redação do Todos Pela Educação
O Todos Pela Educação lançou, nesta terça-feira (12), uma nova campanha de mobilização. Desta vez, o foco é a valorização do magistério e o slogan é “Um bom professor, um bom começo”. “O objetivo é a valorização do bom professor, aquele que tem o foco no aprendizado de seus alunos e que, assim, contribui efetivamente para a melhoria da qualidade da Educação no Brasil”, afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.
Mas qual deve ser a maneira para valorizar os bons professores? Para Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento, essa valorização passa necessariamente por quatro eixos: “salário inicial atraente, plano de carreira, formação inicial e continuada e boas condições de trabalho”.

VEJA O VÍDEO ABAIXO
 

“Sem bons professores não teremos bons médicos, bons economistas, bons engenheiros e nem mesmo outros bons professores. Valorizar os bons professores é uma lição de casa que todos nós precisamos fazer”, diz Mozart.
Conceito da campanha
A campanha foi produzida pela DM9DDB, do grupo ABC e é composta por uma animação em stop motion para TV, anúncios para jornais e revistas, banners para internet e spots de rádio.
A animação e as peças da campanha seguem o mesmo conceito: em todas as conquistas, sejam elas grandes ou pequenas, existe a figura e o suporte de um bom professor em algum momento.
“Para traduzir a importância do ensino de uma forma lúdica, criamos anúncios que conversam com todos os públicos, passando por alunos, pais e professores, mostrando como o bom professor é essencial para formar um bom aluno”, comenta André Pedroso, diretor de criação da DM9DDB.
“A ideia é que as pessoas reflitam sobre a importância de um bom professor em suas vidas. Aquele que ajudou no aprendizado, que auxiliou na opção da carreira, que ensinou valores importantes. Todos esses profissionais contribuem efetivamente para a concretização do direito de aprender de todas as crianças e jovens”, aponta Priscila.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sete maravilhas do mundo antigo: O Colosso de Rodes


Fonte: site da Revista Aventuras na História 

Personalidades históricas: William Shakespeare

Poeta nacional da Inglaterra e maior dramaturgo da literatura universal, Shakespeare escreveu suas obras para um pequeno teatro de repertório, no final do século XVI e início do XVII. Quatrocentos anos mais tarde, suas peças ainda encantavam platéias em todo o mundo e eram mais freqüentemente encenadas do que as de qualquer outro autor teatral.
William Shakespeare
William Shakespeare nasceu em Stratford-upon-Avon, Warwickshire, onde foi batizado em 26 de abril de 1564. Seu aniversário era tradicionalmente comemorado em 23 de abril. Fez seus primeiros estudos provavelmente na cidade natal e, aos 18 anos, casou-se com Anne Hathaway, com quem teve três filhos. Suas atividades durante o decênio seguinte permanecem obscuras, pois a primeira referência a seu prestígio como dramaturgo data de 1592. Provavelmente escrevia para o teatro desde três anos antes.
Shakespeare publicou, no início da carreira, dois poemas narrativos em estilo renascentista -- Venus and Adonis (1593) e Lucrece (1594) -- e os Sonnets (1609), 154 sonetos que, escritos provavelmente entre 1593 e 1600, figuram entre as mais belas e importantes obras em língua inglesa. Há inúmeras evidências de que logo conquistou sucesso e fortuna com o teatro. Em 1594, era membro destacado da companhia de teatro de Lord Chamberlain, que atuava na melhor sala de espetáculos de Londres, o Globe Theatre. Supõe-se que, a partir de 1600 e durante 13 anos, Shakespeare devotou-se integralmente à dramaturgia e escreveu obras teatrais da mais alta qualidade.
Obra e identidade. A obra de Shakespeare constitui-se basicamente de textos dramáticas. Os dramaturgos da época invariavelmente vendiam suas peças a alguma companhia teatral que, como proprietária, esforçava-se por manter a exclusividade sobre as obras, garantindo a exploração de uma obra enquanto ela atraísse o público. Por isso, eram raras as publicações autorizadas dos textos e o que se podia encontrar eram cópias piratas, ditadas por ex-integrantes das companhias ou anotadas precária e dissimuladamente durante os espetáculos. Algumas poucas edições provêm de manuscritos originais, em geral confeccionadas para competir com versões de má qualidade do mesmo texto, já em circulação.
O desaparecimento dos originais manuscritos legou aos pesquisadores uma multiplicidade de versões discordantes das obras, que se tornaram objeto de inumeráveis estudos críticos e polêmicas. Cerca de metade dos textos foi publicada em vida do autor. A primeira coletânea surgiu somente em 1623, anos depois de sua morte, cercada de controvérsias quanto à cronologia das obras e, conseqüentemente, quanto à evolução literária e ideológica do autor.
Os escassos dados obtidos sobre a formação cultural de Shakespeare, sua origem relativamente modesta e a obscuridade em que viveu, levaram uma parte dos estudiosos a pôr em dúvida a autoria das peças. Segundo os defensores dessa idéia, a familiaridade manifesta na obra com os assuntos mais diversos -- línguas, literatura, leis, história, política, geografia, além dos hábitos e linguajar da corte -- seria incompatível com a história pessoal de Shakespeare. O fato de nenhum de seus manuscritos ter sobrevivido foi considerado uma evidência de que teriam sido propositalmente destruídos, para ocultar a identidade do verdadeiro autor.
Os textos foram atribuídos a nobres ingleses que, por questões familiares, não desejariam envolver-se publicamente com o teatro. Não foi possível, todavia, fundamentar tais suspeitas, já que pelo menos cinqüenta pessoas contemporâneas de Shakespeare referiram-se a ele como autor e não deixaram um único testemunho que levantasse dúvidas quanto a isso.
A partir do século XVIII, o conhecimento sobre os textos shakespearianos aumentou muito. Em 1871, foi publicado o primeiro volume das edições Variorum, que pretendia apresentar todas as versões e emendas conjecturais feitas até então. A série ficou incompleta, mas as pesquisas prosseguiram, não somente sobre o texto, mas também sobre as condições de produção das edições elisabetanas, a identificação dos funcionários responsáveis pela composição e revisão e seus erros mais freqüentes, a leitura comparativa de outros autores ingleses da época e outras investigações que pudessem elucidar as dúvidas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sete maravilhas do mundo antigo: Mausoléu de Halicarnasso.


Fonte: site da Revista Aventuras na História | 

Conheça a Organização das Nações Unidas - ONU


Conciliando os interesses particulares de cada estado, as Nações Unidas tentaram criar uma ordem mundial baseada no acordo e na cooperação. Embora seus objetivos pacificadores e humanitários nem sempre tenham sido atingidos, as conquistas da organização em diversos campos das relações internacionais têm contribuído para amenizar a desigual distribuição do poder e da riqueza entre os países.
A Organização das Nações Unidas (ONU) é a organização internacional fundada em 1945 com o objetivo de manter a paz e a segurança internacionais; estabelecer relações cordiais entre as nações do mundo, obedecendo aos princípios da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos; e incentivar a cooperação internacional na resolução de problemas econômicos, sociais, culturais e humanitários. Apesar do sentido democrático e universalista que orienta seus objetivos e princípios, o poder de veto atribuído aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança impediu muitas vezes uma ação eficaz nos conflitos bélicos ocorridos depois da segunda guerra mundial.
A evolução histórica das Nações Unidas foi determinada durante quase meio século pela "guerra fria" e pela rivalidade entre os dois grandes blocos econômico-políticos então existentes: o capitalista e o socialista. Essa situação perdurou durante aproximadamente meio século, ou seja, até a dissolução da União Soviética, no início da década de 1990.

Formação da ONU.
A antecessora imediata das Nações Unidas foi a Liga das Nações, constituída em 28 de abril de 1919 na Conferência de Versalhes. Seu objetivo era solucionar as disputas internacionais mediante o arbítrio de um organismo coletivo e não pelo equilíbrio militar entre as potências, como ocorrera na Europa desde a paz de Vestfália, em 1648, até a primeira guerra mundial.
Essa organização teve pouca eficácia no cumprimento de sua missão devido à ausência dos Estados Unidos, da União Soviética (até 1934) e de outras potências, e ao apogeu da exaltação nacionalista em estados como Itália, Alemanha e Japão, cujos atos de expansionismo provocaram a deflagração da segunda guerra mundial. A Liga das Nações dissolveu-se formalmente em 18 de abril de 1946, quando cedeu seus organismos à ONU.
Durante a segunda guerra mundial, usou-se o nome de Nações Unidas para designar os países aliados contra a Alemanha, Itália e Japão. Mais tarde, adotou-se como nome da organização mundial que surgiu do acordo entre os vencedores. O primeiro documento internacional para a cooperação pacífica foi a Carta do Atlântico, de agosto de 1941, pela qual os Estados Unidos e o Reino Unido se comprometiam, entre outras coisas, a renunciar a conquistas territoriais e a favorecer o comércio e a navegação mundiais.
A Declaração das Nações Unidas, assinada por 26 estados em 1º de janeiro de 1942, expressava a vontade das potências aliadas de não firmar nenhum armistício em separado. O primeiro passo para o estabelecimento de uma organização permanente foi a Conferência de Dumbarton Oaks, reunião de especialistas em diplomacia dos Estados Unidos, do Reino Unido, da União Soviética e da China, em que se trataram, de 21 de agosto a 7 de outubro de 1944, tanto dos objetivos fundamentais como dos procedimentos e do sistema de votações e vetos.
Na Conferência das Nações Unidas sobre a Organização Internacional, reunida em San Francisco, nos Estados Unidos, em 25 de abril de 1945, redigiu-se a Carta das Nações Unidas, que foi assinada em 26 de junho e entrou em vigor em 24 de outubro do mesmo ano, firmada por 51 estados: os 26 que haviam assinado a Declaração das Nações Unidas, outros vinte que haviam declarado guerra às potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) antes de março de 1945 e mais cinco que foram admitidos durante a conferência.
A conferência de San Francisco foi a primeira assembléia internacional da história moderna que não transcorreu sob o domínio de nações européias. Não só se realizou em lugar geograficamente distante da Europa, como contou somente com a participação de nove estados continentais europeus, além da União Soviética. Todas as regiões do mundo estiveram representadas: 22 nações americanas, sete estados do Oriente Médio, seis nações da Comunidade Britânica de Nações, três repúblicas soviéticas, duas nações do Extremo Oriente e duas nações africanas, além dos nove estados europeus já assinalados. Ao longo da segunda metade do século XX, a organização ampliou-se com numerosos estados da Ásia, África e Oceania, que nessa época se tornaram independentes.
Sede da ONU em Nova York - E.U.A.
A organização não se propôs constituir um "superestado" ou um governo mundial, mas sim pôr em ação um sistema de segurança coletiva, fundamentado na cooperação voluntária de seus membros. Cada um dos estados-membros continuou sendo plenamente soberano, sem que a organização, como tal, tivesse competência nos assuntos pertencentes à jurisdição interna dos estados.
Aos 51 estados fundadores da ONU, entre os quais o Brasil, outros aderiram ao longo dos anos, principalmente a partir da nova ordem mundial decorrente da descolonização. Em meados da década de 1990, o organismo contava com 185 estados-membros.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sete maravilhas do mundo antigo: Jardins suspensos da Babilônia.


Fonte: site da Revista Aventuras na História | 

Personalidades históricas: Luís de Camões

Expressão acabada das glórias de sua terra e do homem renovado pela Renascença, Camões consolidou a língua portuguesa e conferiu-lhe amplitude, aptidão e maleabilidade capazes de abarcar motivos de significado nacional e universal ao mesmo tempo.
Luís Vaz de Camões nasceu provavelmente em Lisboa em 1524 ou, para outros, 1525. Sua família era de pequenas posses, mas freqüentava a corte ou ocupava cargos importantes, como o do tio que era prior do mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, onde o poeta teria feito o curso de artes. Graças a esse começo se firmaram as bases de sua sólida formação cultural, que levou Wilhelm Storck a chamá-lo "filho legítimo do Renascimento, e humanista dos mais doutos e distintos de seu tempo".
De 1542 a 1545 parece ter morado em Lisboa, vivendo as primeiras paixões amorosas e dificuldades com o meio. Não se sabe com certeza por que foi forçado a trocar a capital pelo desterro no Ribatejo, mas por volta de 1547 se alistou no serviço militar e seguiu para o norte da África. Em combate perto de Ceuta, no Marrocos, perdeu o olho direito. De volta   a Lisboa em 1549, conviveu um tanto com a nobreza,  outro tanto com a noite das ruas e dos bordéis. Impetuoso, em 1552 feriu à espada um cavalariço do rei e foi condenado a um ano de prisão.
Após o indulto de D. João III, em março de 1553, Camões partiu para a Índia. Pouco parou em Goa: participou da expedição ao Malabar e talvez de um cruzeiro contra navios turcos no mar Vermelho. Sua estada em Macau, no cargo de provedor dos defuntos e ausentes, mais ou menos de 1556 a 1558, não é tida como certa. O que não se põe em dúvida é que, em viagem às costas da China, naufragou nas proximidades do atual Vietnam, salvando-se a nado com o manuscrito de Os lusíadas já bastante adiantado. Esteve ainda na Malásia e retornou a Goa, quando de novo teria sido preso, desta vez por dívidas. Mais tarde viveu em Moçambique, onde Diogo do Couto o encontrou "tão pobre que comia de amigos".
Com o favor desses amigos, o poeta em 1569 regressou a Lisboa. Bateu-se, então, pela publicação de Os lusíadas. Em 1571 a Inquisição lhe outorgou a licença requerida e a obra, depois de censurada, teve em 1572 sua primeira edição. No mesmo ano, o rei D. Sebastião lhe concedeu a tença de 15 mil réis, quantia sobre cujo valor há muita discussão mas que a maior parte dos estudiosos julga insignificante, ainda mais que lhe não foi paga com regularidade. Os últimos anos foram portanto de miséria e de "austera, apagada e vil tristeza".

De onde saíram mais presidentes do Brasil?

Até hoje, políticos nascidos em nove Estados chegaram ao posto mais alto da República
por Rodrigo Gallo

Faixa presidencial
Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Cada um deles levou para a presidência cinco chefes do Executivo de forma democrática, desde a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. O primeiro mineiro a assumir o poder foi Affonso Penna, de Santa Bárbara, que tomou posse em 15 de janeiro de 1906. Já o primeiro gaúcho foi Hermes da Fonseca, de São Gabriel, o sexto presidente eleito.

Os dois estados elegeram cinco representantes cada um. Isso levando em conta candidatos escolhidos em votação direta ou indireta que chegaram a ser proclamados para o cargo – não necessariamente empossados –, segundo a lista oficial do governo. Essa lista contém 28 “períodos presidenciais” (e inclui, por exemplo, Tancredo Neves, que nunca tomou posse).

Se levarmos em conta a lista dos que foram eleitos (mesmo os que não assumiram a vaga) e os que ocuparam a cadeira de presidente, inclusive governantes provisórios, juntas militares e ditadores autoproclamados, Minas Gerais e Rio de Janeiro empatam com oito nomes cada um.

As cidades dos presidentes

A lista inclui os eleitos ou indicados nos 28 períodos presidenciais -não necessariamente os chefes de Estado que tomaram posse
1891 - Marechal Manoel Deodoro da Fonseca - Marechal Deodoro – AL
1894 - Prudente José de Morais e Barros - Itu – SP
1898 - Manoel Ferraz de Campos Salles - Campinas – SP
1902, 1919 - Francisco de Paula Rodrigues Alves - Guaratinguetá – SP
1906 - Affonso Augusto Moreira Penna - Santa Bárbara – MG
1910- Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca - São Gabriel – RS
1914 - Venceslau Brás Pereira Gomes - São Caetano da Vargem Grande – MG
1922 - Arthur da Silva Bernardes - Viçosa – MG
1926 - Washington Luís Pereira de Sousa - Macaé – RJ
1930, 1934, 1951, 1937 - Getúlio Dornelles Vargas - São Borja – RS
1946 - Marechal Eurico Gaspar Dutra - Cuiabá – MT
1951 - Juscelino Kubitschek de Oliveira - Diamantina – MG
1961 - Jânio da Silva Quadros - Campo Grande – MS
1964 - Marechal Humberto de Alencar Castello Branco - Fortaleza – CE
1967 - Marechal Arthur da Costa e Silva - Taquari – RS
1969 - General Emílio Garrastazu Médici - Bagé – RS
1974 - General Ernesto Geisel - Bento Gonçalves – RS
1979 - General João Baptista de Oliveira Figueiredo - Rio de Janeiro – RJ
1985 - Tancredo de Almeida Neves - São João Del Rei – MG
1990 - Fernando Afonso Collor de Mello - Rio de Janeiro – RJ
1995, 1999 - Fernando Henrique Cardoso - Rio de Janeiro – RJ
2003, 2006 - Luiz Inácio Lula da Silva - Garanhuns – PE

terça-feira, 12 de abril de 2011

Há 50 anos, homem chegava ao espaço pela primeira vez


Na manhã de 12 de abril de 1961, o soviético Alekseyevich fez um café-da-manhã inédito. Flutuando a 327 km acima da superfície terrestre, o homem de apenas 27 anos comeu e bebeu dentro de uma bola de apenas 2,3 m. Ficou conhecido para a posteridade como Yuri Gagarin e seu desjejum matinal foi apenas um feito dentro de outro maior: o primeiro voo de um humano no espaço.
Foi a segunda refeição do dia para o piloto da força aérea da extinta URSS. Horas antes, na companhia do seu substituto imediato German Titov, o cosmonauta já havia recebido “comida do espaço” para se acostumar à rotina durante a missão. Gagarin foi o escolhido entre mais de 3,5 mil aspirantes à missão, após intensos testes de resistência física e psicológica. Somente seis homens foram selecionados como possíveis candidatos à primeira aventura do homem no espaço. A decisão sobre quem iria estar a bordo da nave redonda Vostok 1 foi comunicada ao grupo apenas quatro dias antes da missão.Foi a segunda refeição do dia para o piloto da força aérea da extinta URSS. Horas antes, na companhia do seu substituto imediato German Titov, o cosmonauta já havia recebido “comida do espaço” para se acostumar à rotina durante a missão.
À época, a extinta União Soviética e os Estados Unidos travavam uma batalha silenciosa para saber qual nação levaria o primeiro ser humano à Lua. Os norte-americanos venceram a disputa em 1969, com o “pisão” inaugural de Neil Armstrong no satélite natural da Terra, mas nos oito anos anteriores, os soviéticos sempre estiveram à frente - inclusive no lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957.
Os Estados Unidos só levariam o primeiro homem ao espaço alguns meses mais tarde, durante a viagem de Alan Shepard no voo da Freedom 7, em 5 de maio de 1961. Porém somente em 7 de fevereiro de 1962, durante a missão Friendship, com John Glenn, o país teve seu primeiro astronauta completando uma volta inteira ao redor do planeta. Ambos os feitos fizeram parte do Projeto Mercury, da agência espacial norte-americana (Nasa).
‘Poyekhali’
O voo de Gagarin começou às 09h07 no horário de Moscou, com o lançamento da cápsula Vostok 1 com o foguete R-7.
Antes de decolar, o cosmonauta gritou “Poyekhali!” (“Vamos nessa!", em tradução livre).
A nave partiu das instalações do então secreto Cosmódromo de Baikonur, conhecido à época também como Tyuratam, localizado atualmente nas estepes do Cazaquistão – uma das ex-repúblicas soviéticas.
Onze minutos após a decolagem, o combustível do foguete acabou, a cápsula redonda Vostok foi liberada e a humanidade entrava em órbita pela primeira vez.
Gagarin 4 (Foto: Nasa)Yuri Gagarin ao ser transportado para o lançamento da Vostok 1, na manhã de 12 de abril de 1961. Ao fundo da imagem está German Titov, piloto reserva da missão, que foi ao espaço na missão Vostok 2. (Foto: Nasa)
Para girar ao redor do planeta, a Vostok precisou alcançar uma velocidade média de 28 mil km/h. Gagarin não chegou a controlar a nave, ainda que os controles para uma operação manual da Vostok 1 estivessem disponíveis ao piloto soviético.
Durante os 108 minutos de duração da missão, Gagarin deu uma volta inteira em torno da Terra. Os relatos do cosmonauta narram a sensação de estar sob o efeito de uma gravidade menor, além de uma preocupação constante sobre os dados do voo – ao solicitá-los à equipe responsável na Terra.
O cosmonauta retornou ao solo terrestre às 10h55 em uma área de plantação em Smelovka, na província de Saratov, a 300 km de onde deveria ter pousado. De volta ao planeta, Gagarin recebeu seu terceiro café-da-manhã naquele dia: leite e pão de Anna Takhtarova, uma avó espantada com a figura de um homem vestido em trajes laranjas e com um capacete, vindo do espaço.
Vostok 1a (Foto: ESA)A cápsula Vostok 1, com apenas 2,3 m de diâmetro,
após aterrissar de volta na Terra. (Foto: ESA)
Legado
Gagarin virou um herói soviético após retornar ao planeta que ele observou - pela primeira vez - de fora. Foi poupado de outras missões pelo medo de um acidente encerrar a vida de um dos principais ícones soviéticos durante a Guerra Fria.
Ironicamente, o temor se justificou em 28 de maio de 1968, quando em um acidente ainda envolto em mistério, Gagarin morreu durante testes em um avião MiG.
Após a tragédia, uma cratera na Lua e um asteroide foram nomeados em homenagem ao cosmonauta.
Depois de Gagarin, mais de 400 pessoas – de 30 países diferentes – já estiveram no espaço. A maior distância já percorrida por humanos foi pouco maior que 400 mil quilômetros, durante a quase fatal missão Apollo 13, da Nasa.
[ Fonte: G1

Novo plano federal para o setor de educação exclui lei que pune gestor por mau uso de recursos

Mecanismo que poderia ajudar a punir fraudes nos gastos dos governos com educação, a chamada Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) foi retirada do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai definir justamente as prioridades para o setor nos próximos dez anos. A LRE, que cria uma "ação civil pública de responsabilidade educacional" e fazia parte das discussões do plano, foi retirada para não atrapalhar o andamento do projeto de lei do PNE. Passou a integrar outro PL, de número 8.039/2010. Com tramitação separada, o texto já começa a enfrentar obstáculos no Congresso, como o pedido, na última semana, de apensamento de pelo menos outros sete projetos.
INFOGRÁFICO:As 20 metas do novo plano nacional de educação

Repasses do Fundeb a estados e municípios não têm órgão federal que centralize fiscalização

O Ministério da Educação (MEC) repassou R$ 17,1 bilhões a governos estaduais e municipais desde a criação do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2007. Dinheiro que deveria ajudar os estados mais pobres, onde a arrecadação é insuficiente para garantir o mínimo de investimento no ensino público. Porém, ninguém no governo assume a responsabilidade do controle direto de tamanho volume de recursos. E a falta de fiscalização dá margem a inúmeras irregularidades, que vão desde licitações fraudulentas e apresentação de notas frias até o desvio de dinheiro que deveria pagar os salários dos professores.
Temos diversas denúncias de conselhos que não funcionam
Em 2011, serão mais R$ 7,8 bilhões. Sem que a lei designe um órgão específico para acompanhar o uso das verbas federais do Fundeb, o controle fica a cargo de conselhos locais, que funcionam precariamente e sofrem todo tipo de pressão política.
O vazio de fiscalização é criticado pelo Ministério Público e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que correm atrás do leite derramado. O pouco que vem à tona é revelado por denúncias ou sorteio: o programa de fiscalização da CGU, que seleciona municípios aleatoriamente, mostra que, entre 2007 e 2008, 41% das prefeituras investigadas tinham licitações fraudulentas e 58% gastavam dinheiro do Fundeb de maneira indevida.
Essa pequena amostragem revela casos emblemáticos do assalto à educação. Em Bequimão (MA), a CGU constatou que a prefeitura se especializou em fraudar folhas de pagamento de professores que nunca viram a cor do dinheiro. A suspeita é que tenham sumido R$ 2,6 milhões de abonos e gratificações para educadores. Documentos falsos foram usados para justificar saques de R$ 401.545,90 na conta do Fundeb. No exemplo mais extremo, um grupo de professores ainda espera pelo salário de dezembro de 2008, em desvio que somaria R$ 59.064,67.
De 25 irregularidades encontradas pela CGU no uso do dinheiro da educação em Cachoeira do Piriá (PA), seis envolvem diretamente o Fundeb. A prefeitura não comprovou a aplicação de R$ 7,6 milhões do fundo, entre 2009 e 2010. E alegou que os comprovantes dos gastos teriam sido consumidos por um incêndio.
Dos nove estados que recebem complementação federal via Fundeb, sete estão no Nordeste - os outros são Pará e Amazonas. À frente do Fórum de Combate à Corrupção em Pernambuco, o procurador regional da República Fábio George, da 5 Região, diz que a fiscalização "praticamente inexiste":
- O Fundeb é um dos programas mais fraudados na região Nordeste.

A Pedra de Roseta

Napoleão Bonaparte em campanha no Egito

Napoleão, em suas expedições de guerra e conquista, não levava somente soldados e armas. Faziam parte do expediente artistas e soldados. Talvez essa seja a principal razão pra que a Campanha do egito não tenha sido para o general francês uma total derrota. no verão de 1799, seus soldados acharam, perto da cidade egípcia de Roseta, um fragmento de basalto negro contendo textos. A Pedra de Roseta, como ficou conhecida, aparentava conter uma mesma mensagem em três escritas: em grego, em hieróglifos e em caracteres demóticos (escrita egípcia simplificada). Se decifrada, o enigma que era a civilização egípcia antiga poderia ser solucionado.
A Pedra de Roseta
Apenas em 1822, o francês Jean-François Champollion interpretou os hieróglifos e descobriu que eles mesclavam significados fonéticos e simbólicos, que se liam em diversas direções, e que podiam ter mais de um sentido. Com base em sua decifração, todos os hieróglifos puderam ser traduzidos, mostrando-nos que os egípcios tinham um sistema de governo organizado, além de profundos conhecimentos em medicina, astronomia, geometria, sabendo utilizar um sistema eficaz de pesos e medidas.
De qualquer forma, o Museu do Louvre até hoje está repleto de artefatos pilhados nas diversas campanhas de guerra que a França fez durante sua história.  A maior parte graças a Bonaparte. 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Haiti, uma revolução negra na América.

Colônia francesa nas Antilhas, a ilha de São Domingos, embora habituada a constantes rebeliões de escravos, presenciou uma revolta negra sem precedentes na História. Em agosto de 1791, liderados por um homem de estatura gigantesca chamado boukman, escravos rebeldes tentaram tomar a sede do governo, Cap-Français. A repressão resulta na morte do líder do movimento, porém a revolução já se espalhara por toda a ilha e mulatos livres aderiram à causa, pegando em armas e exigindo a promessa de igualdade entre brancos e negros feita pela  Revolução Francesa em setembro 1791.
Dois anos depois, a Convenção Nacional francesa cede à pressão de uma delegação eleita em São domingos e decreta a abolição definitiva da escravidão em todas as colônias francesas. Nessa época, o movimento insurrecional estava nitidamente separado: de um lado estavam os negros, liderados pelo ilustrado Toussaint L'Overture e, de outro, os mulatos, chefiados por André Rigaud. As duas facções iniciam, em 1801, uma guerra civil que culminaria com o domínio de Rigaud sobre a parte espanhola da ilha.
Toussaint governa o lado francês sob uma Constituição elaborada pelos revoltosos até a chegada de tropas napoleônicas. Preso, L'Ouvert é levado para Paris onde falece dois anos depois.
No entanto, o movimento não cessa e sob o comando de um ex-escravo chamado Dessalines, os insurretos declaram a ilha independente em 1804, rebatizando-a com seu antigo nome indígena: Haiti. O pavor que algo semelhante ocorresse por toda a América alertou a elite colonial e ficou conhecido por haitianismo. 

domingo, 10 de abril de 2011

Uma revolução nas comunicações.

Em meados da década de 1830, o norte-americano Samuel Morse reduziu as distâncias do mundo ao inventar o telégrafo. Seu aparelho era capaz de transmitir dados, seja por terra ou por mar, a 25 mil quilômetros por segundo.
O funcionamento do telégrafo era simples: a corrente elétrica de um gerador passava por um eletroimã, fazendo um lápis mover-se sobre uma folha de papel, por sua vez, apoiado num cilindro que, ao avançar, permitia o registro de um traçado irregular, formando uma mensagem em código (o código morse) no qual pontos e traços eram combinados.
A transmissão dos sinais elétricos ocorre por meio de uma pequena alavanca de metal. Por ela, abria-se ou fechava-se o circuito, liberando a corrente para um receptor. Se a chave era baixada por um breve instante, o aparelho transmitia um impulso elétrico que o receptor traduzia sob a forma de um ponto; uma pressão mais demorada resultava num traço. Quando a chave não estava em uso, durante a transmissão, sua parte posterior tocava um contato que estabelecia uma ligação com o aparelho receptor, permitindo assim captar a mensagem enviada do outro lado da linha. 
Alexander Graham Bell
Outra grande revolução na comunicação foi a invenção do telefone. Em 1876, o escocês Alexander Graham Bell, professor da Universidade de Boston, tentava melhorar o tipógrafo, quando descobriu que as ondas sonoras podiam ser convertidas em ondas eletromagnéticas. Com a ajuda de seu assistente Thomas Watson, Bell conseguiu transmitir essas ondas num receptor e convertê-las em sons. Estava criado o telefone. O professor inscreveu-se na Exposição do Centenário da Filadélfia. D. Pedro II, que visitada a exposição, ficou extasiado com o invento, chamando a atenção para sua importância. Bell fundou, então, a Bell Telephone, hoje AT&T, uma das maiores empresas telefônicas do mundo. 

Outras versões: 
Em dezembro de 2002, o Congresso dos Estados Unidos reconheceu o italiano Antonio Meucci como o verdadeiro inventor do telefone. Nos Estados Unidos, para onde migrou, Meucci descobriu que a voz podia ser transportada por impulsos elétricos. Sem recursos para obter a patente, suas anotações e modelos ficaram guardados até caírem nas mãos de Graham Bell, que patenteou o invento em 1876. 

sábado, 9 de abril de 2011

PISO É PISO. E AGORA MINAS GERAIS?


O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou nessa quarta-feira (06/04), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) nº 4.167, que questionava a Lei 11.738/08 que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). Pela decisão do Supremo, o Piso Salarial é composto pelo vencimento básico da carreira, excluídas as vantagens e gratificações pessoais. O questionamento no Supremo foi feito pelos governadores do Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, sob argumentação de que os estados não teriam condições financeiras de instituir o Piso em seus respectivos Estados.
Embora os profissionais da educação figurem entre os mais importantes grupos pelo papel social, cultural e econômico, hoje há um profundo sentimento de ‘menos valia’. Não é uma profissão valorizada na estrutura social em que vivemos.
Com esta decisão ganha a sociedade e ganha a educação em nosso país. O reconhecimento de um piso salarial e de uma política de carreira constituem sinais de esperança a uma profissão tão desvalorizada e desrespeitada atualmente.
Agora, o Governo de Minas Gerais tem um desafio: o subsídio não é Piso Salarial, é total de remuneração que descaracteriza o que cada servidor conquistou ao longo da sua vida funcional. Minas Gerais não paga o Piso Salarial Profissional Nacional e tem uma política de carreira que congela a vida do servidor e não lhe dá perspectiva de futuro.
Uma das melhores economias do país, Minas Gerais paga o vencimento básico de R$369,00 a um professor com nível médio de escolaridade. O Plano de Carreira implementado em 2005 estabelece que um servidor terá a valorização da sua escolaridade em, no mínimo, oito anos após o ingresso no Estado. A cada nova política remuneratória, o Governo Estadual descaracteriza o que o servidor conquistou de carreira e o recoloca no início da carreira.
O Governo não enfrenta os problemas reais da escola pública estadual, mas inventa políticas que não atendem ao Sistema de Ensino e sim a algumas escolas como o recente “professor da família”. Qual o seu objetivo? Professores que visitarão periodicamente as famílias para realizar acompanhamento escolar? Esta não é uma atividade inerente ao professor e a equipe pedagógica da escola? Quem tem que fazer o acompanhamento escolar e a relação com a família é a escola e os seus professores. E isso precisa acontecer em todas as escolas públicas estaduais e não em apenas 22. Por fórmulas como esta é que não melhoramos a educação. O que o profissional da educação de Minas precisa é de valorização, política de carreira, respeito e Piso Salarial.
Beatriz Cerqueira
Coordenadora Geral do Sind-UTE/MG

Banco de questões de História.


Olá amigos professores e estudantes de História, no transcorrer do tempo como docente procurei criar um banco de dados que pudesse me auxiliar no cotidiano escolar, aos poucos fui organizando e arquivando uma série de atividades, como questões de vestibular, textos complementares, questões discursivas, charges, vídeos, etc., as quais pretendo disponibilizá-las aos poucos no blog História integrada, sei que não é nenhuma novidade para aqueles que navegam pela internet, mas sabemos também uma ajudinha na hora de preparar uma avaliação nunca é demais.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

STF decide que piso do professor se refere a salário base

Supremo julgou improcedente pedido de Estados para considerar gratificações e R$ 1.187 passa a ser o mínimo



Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram hoje a favor do piso nacional para professores como valor mínimo a ser recebido por educadores por 40 horas semanais. A lei 11.738 proposta pelo Ministério da Educação e aprovada no Congresso Nacional era questionada desde sua publicação em 2008 por ação conjunta dos governos do Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com o julgamento, o valor que na época era de R$ 950 e hoje está atualizado em R$1.187 está vigente.
A ação dos Estados pedia que fosse considerada a remuneração total dos professores, incluídas gratificações e bônus e alegava que poderia faltar dinheiro para o pagamento dos educadores. Os ministros consideraram que um piso mínimo para valorização do professor foi previsto na constituição e cabe à união agora complementar o orçamento dos governos que comprovadamente não possuírem recursos para pagá-lo. O Ministério da Educação já adota essa prática.
Hora de atividade pedagógica
Outro argumento da ação, o de que a lei feria o princípio de autonomia das unidades da federação ao estabelecer que das 40 horas semanais e que, destas, um terço deveria ser reservado a atividades extraclasse - como planejamento pedagógico, formação profissional e pesquisas para aulas - foi considerado procedente.
A votação final seguiu o parecer do relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa, que foi favorável à instituição do piso, mas manteve o pedido de inconstitucionalidade em relação ao estabelecimento de tempo fora da sala de aula. “A união não pode esgotar todas as particularidades locais”, disse.
ministro Luiz Fux, mais recente empossado no STF por indicação da presidenta Dilma Rousseff, votou pela aprovação da lei na íntegra, mantendo a imposição da carga horária reservada ao planejamento e formação de professores. “Não enxergo nenhuma ruptura do pacto federativo, não acho possível falar em piso nacional sem falar em carga horária”, afirmou durante o debate.
Gilmar Mendes e Marco Aurélio argumentaram que alguns Estados são dependentes de repasses da União e que a lei era “sucinta e superficial” em relação a complementação da união. "Não cabe ao governo federal legislar sobre funcionalismo estadual e municipal, depois eles não consiguirão pagar e cairão na lei de responsabilidade fiscal e, então, não poderão receber recurso da união. É preocupante", colocou Mendes. "A lei é justa, mas não é constitucional", complementou Aurélio.
Barbosa ponderou que em relação a verbas, os representantes dos Estados no Congresso tinham "plena consciência" quando votaram pelo piso.
Por último, o presidente do STF Ayres Brito destacou os dois pontos da constituição que falam em valorização do professor e que prevêem piso federal para professor. “Portanto, não há como dizer que não seja constitucional. A cláusula da reserva financeira não pode operar sobre a educação, tão importante para a legislação que é citada 96 vezes na constituição."


[Fonte:Último Segundo]

Veja também:

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