" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Breve história do chocolate



Ele nasceu como a bebida preferida dos deuses maias. Virou moeda para os astecas e se tornou barra no século 19, na Europa. Alimentou o exército americano na Segunda Guerra e a ciência descobriu suas capacidades antidepressivas. Nos últimos 3.500 anos, o alimento feito à base de cacau já passou por quase todo tipo de forma, cor e sabor – bombom, oval, branco, amargo. É tanta polivalência que até uma versão inalável surgiu em 2009.
Entre 1.500 a.C e 200 d.C. 
Sementes de Cacau

Por meio de análises de DNA, cientistas apontam o norte da América do Sul como o berço do cacau. Viajantes das rotas comerciais carregam as sementes para a América Central. 

250-900 d.C. 
No México, os maias utilizam cacau como oferenda aos deuses. A semente começa a ser processada. Depois de fermentada, secada, tostada e moída, é obtida uma pasta, que é misturada a água, pimenta e farinha de milho. Surge a primeira forma do chocolate 

1400 
Astecas dominam a civilização maia. O cacau serve de alimento para o deus Tenochitlán. A bebida só circula entre nobres. Adoçada com mel e especiarias, ganha o nome de cacauhatl (água de cacau) ou xocoatl (água amarga) 

1513 
O cacau já funcionava como moeda entre maias e astecas e, com o domínio dos espanhois, a partir de 1502, o uso continua. O espanhol Fernando de Oviedo y Valdez comprou um escravo por cem sementes de cacau. Dez sementes pagavam uma prostituta e quatro davam direito a um coelho no jantar 

1521 
O primeiro navio espanhol carregado de sementes de cacau chega à Europa. Os espanhóis adicionam açúcar à bebida dos astecas. 

1600-1799 
O chocolate quente vira sensação na Europa. A rainha Anna, da Áustria, vira “chocólatra”. À base do trabalho braçal de escravos africanos, a Espanha e Portugal se tornam principais fornecedores 

1828 
O holandês Conrad Van Houten inventa uma máquina que extrai a manteiga do cacau. A parte restante é transformada em pó. A produção da bebida é industrializada. Surge o chocolate sólido, feito de manteiga, pó e massa de cacau 

1847 
A primeira barra comercializada em escala foi produzida pela companhia inglesa J. S. Fry & Sons, localizada em Bristol. Tinha sabor amargo e bruto. Anos depois, a empresa começa a vender a Fry’s Chocolate Cream Bar. Em 1873, inventa o ovo de Páscoa 

1891 
Surge a primeira fábrica de chocolates do Brasil, a Neugebauer, fundada por imigrantes alemães no Rio Grande do Sul 

1913 
Publicada pela Walter Baker & Company a primeira receita de “tabletes de baunilha”, um doce feito com manteiga de cacau, açúcar, leite e baunilha, depois batizada de “chocolate branco” (que de chocolate só tem o nome: a fórmula não leva cacau, apenas a gordura tirada da semente) 

1938 
Nasce o Diamante Negro. É batizado em homenagem ao artilheiro da Copa da França, o brasileiro Leônidas da Silva. Lançado o bombom Sonho de Valsa e, quatro anos depois, o Bis 

1937 
O poder energético e antidepressivo do chocolate é reconhecido pelo exército americano e começa a fazer parte da “ração D”, levada para a guerra pelos soldados 

1941 
Nos EUA, Forrest Mars lança o M&M’s, pastilhas de chocolate recobertas com uma camada de açúcar colorido. Ele tinha visto soldados espanhóis comerem algo parecido durante a Guerra Civil Espanhola. A Mars é a maior compradora de cacau do mundo 

1964 
O escritor britânico Roald Dahl cria o menino Charlie e os pequenos Oompa-Loompas com o livro A Fantástica Fábrica de Chocolate. A obra é levada às telas em 1971 por Mel Stuart, estrelada por Gene Wilder. Tim Burton apresentou a sua versão, com Johnny Depp como o doceiro Willie Wonka, em 2005 

1970 
Começa a fabricação brasileira de chocolate diet, para pessoas com diabetes. O sabor era muito ruim e só melhora a partir da década seguinte, com a combinação de novas substâncias para adoçar o cacau 

1985 
Chantal Fravre-Bismuth, toxicóloga do Hospital Fernand Vidal, em Paris, investigou as causas da chamada "chocolatemania". Ela estudou como os compostos químicos do produto que afetam o corpo humano. Segundo ela, a dopamina, a fenietilamina e 17 receptores de anfetaminas são responsáveis pelo desejo de comer chocolate

1997 
O artista brasileiro Vik Muniz, radicado em Nova York, lança quadros desenhados com chocolate derretido 

2005 
Pesquisadores da Universidade Di L' Aquila, na Itália, comprovam que o consumo de chocolate meio-amargo, com alto teor de flavonóides, tem o poder de reduzir a pressão sanguínea em pessoas com hipertensão 

2009 
Surge Le Whif, um tipo de chocolate inalável, que vem em uma embalagem parecida com uma carteira de cigarros. Vem em quatro sabores, livres de calorias


[ Fonte: Revista Galileu]

Brasil ?


Quando Pedro Álvares Cabral e seus homens chegaram à costa da atual Bahia, em 1500, não havia, claro nem Brasil nem brasileiros. Pode ser, como querem muitos historiadores, que outros tenham andado por ali antes, mas disso não ficou nenhum registro consistente. entre 1351 e 1500, os mapas europeus mostram o nome Brasil e variantes dele - Bracir, Bracil, Brazille, Bersil, Braxili, Bresilge - designando, em lugares diferentes, uma ilha ou até três, expressando um horizonte geográfico ainda mítico, como das ilhas afortunadas e tantas outras miragens que a prática navegadora e a experiência acabariam por dissipar. Assim, primeiro houve o nome, depois o lugar. Por curto tempo, ocorreu uma denominação que não vingou: Vera Cruz. Quando D. Manuel enviou os sogros, os reis católicos, uma carta narrando o achamento, em 1501, foi o nome Santa Cruz. Por fim, em 1512, começou a surgir o nome Brasil para designar em âmbito oficial a América portuguesa, tornando-se cada vez mais frequente daí em diante e consagrando-se oficialmente entre 1516 e 1530. 

Tudo indica ter sido João de Barros o fundador de uma tradição, perpetuada depois por outros autores, onde a luta entre Deus e o Diabo aparece identificada com o surgimento da colônia luso-brasileira. Conta o humanista que "Cabral chamou-a de Santa Cruz, homenageando o Lenho Sagrado e inscrevendo o sacrifício de Cristo na gênese da terra encontrada, que ficava assim toda ela dedicada a Deus, como a expressar as grandes esperanças na conversão dos gentios. Mas o demônio logo agiu para derrubá-la, pois não queria perder o domínio sobre a nova terra e trabalhou para que dominasse o nome da madeira comercial sobre o nome da madeira da cruz de Cristo".
No entanto, nas últimas décadas, vários historiadores mostram-se críticos ao uso do termo Brasil para referir-se a um período anterior ao século XIX. Argumento que seu uso remete à idéia de existência de uma unidade territorial e uma centralização política, ou seja, pressupõe a existência de um Estado propriamente dito,  algo que até então não existia, em seu lugar, recomendam o uso da expressão América portuguesa. 

[Fonte: Laura de Mello e Souza. "O nome do Brasil", In.: Revista Nossa História. Ano 1, nº 6,2004] 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Restos mortais de três inconfidentes são sepultados no dia 21 de abril


Restos mortais de três inconfidentes que também lutaram pela Independência foram enterrados em MG, depois de um minucioso trabalho de identificação.
Ismar Madeira - Jornal hojeOuro Preto, MG
 
Uma urna com centenas de pedaços de ossos misturados estava numa igreja de Ouro Preto. Os fragmentos foram analisados por uma equipe da Unicamp. O trabalho de pesquisa e identificação levou quase 20 anos.
Muito antes essas ossadas estavam em urnas enterradas por uma comunidade indígena na Guiné Bissau. Na década de 30, elas foram trazidas da África para o Brasil. Os pesquisadores acreditam que são restos mortais de três inconfidentes: Domingos Vidal Barbosa Lage, José de Resende Costa e João Dias da Mota. Condenados pela Coroa Portuguesa, eles morreram no exílio, no fim do século 18.
“Através de todas essas informações e depois exames técnicos que nós empregamos, estudando pecinha por pecinha, depois através das densitometria óssea e aquela verificação, eu posso dizer a você que 98% a 100% são eles”, explica o professor da Unicamp, Eduardo Daruge.
A equipe da Unicamp conseguiu reconstituir o crânio do inconfidente José de Resende Costa - a primeira e única face desses inconfidentes exilados. Depois de todo esse trabalho, as ossadas foram trazidas para Ouro Preto, em um dia especial. A transferência simbólica da capital de Minas Gerais para a cidade e as comemorações do dia de Tiradentes.
Os restos mortais foram sepultados ao lado das lápides de outros 13 companheiros. A solenidade foi acompanhada pela presidente Dilma Roussef. Ela é uma das 240 pessoas homenageadas durante a cerimônia.

Auto da Devassa


"Portanto condenam ao réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, alferes que foi da tropa paga da capitania de Minas Gerais, a que com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra de morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde em lugar público será pregada em poste alto até que o tempo a consuma; e o seu corpo será dividido em quatro quartos e pregado em postes, pelos caminhos de Minas, no sítio da Varginha e das cebolas, onde o réu teve suas infames práticas, e os mais nos sítios de maiores povoações até que o tempo também o consuma; declaram o réu infame, e seus filhos e netos, tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique e, não sendo própria, será avaliada e paga ao seu dono pelos bens confiscados e no mesmo chão se levantará um padrão, pelo qual se conserve também a memória desse abominável réu."

Leitura da sentença, do pintor Eduardo de Sá.
Trecho do "Auto da Devassa" da Conuração Mineira, a condenação de Tiradentes. 

domingo, 17 de abril de 2011

TODOS PELA EDUCAÇÃO LANÇA CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR

Um bom professor, um bom começo" mostra que o docente é peça chave para a melhoria da Educação

 
Todos Pela Educação lança campanha de valorização do professor
  
Reprodução
Da Redação do Todos Pela Educação
O Todos Pela Educação lançou, nesta terça-feira (12), uma nova campanha de mobilização. Desta vez, o foco é a valorização do magistério e o slogan é “Um bom professor, um bom começo”. “O objetivo é a valorização do bom professor, aquele que tem o foco no aprendizado de seus alunos e que, assim, contribui efetivamente para a melhoria da qualidade da Educação no Brasil”, afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.
Mas qual deve ser a maneira para valorizar os bons professores? Para Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento, essa valorização passa necessariamente por quatro eixos: “salário inicial atraente, plano de carreira, formação inicial e continuada e boas condições de trabalho”.

VEJA O VÍDEO ABAIXO
 

“Sem bons professores não teremos bons médicos, bons economistas, bons engenheiros e nem mesmo outros bons professores. Valorizar os bons professores é uma lição de casa que todos nós precisamos fazer”, diz Mozart.
Conceito da campanha
A campanha foi produzida pela DM9DDB, do grupo ABC e é composta por uma animação em stop motion para TV, anúncios para jornais e revistas, banners para internet e spots de rádio.
A animação e as peças da campanha seguem o mesmo conceito: em todas as conquistas, sejam elas grandes ou pequenas, existe a figura e o suporte de um bom professor em algum momento.
“Para traduzir a importância do ensino de uma forma lúdica, criamos anúncios que conversam com todos os públicos, passando por alunos, pais e professores, mostrando como o bom professor é essencial para formar um bom aluno”, comenta André Pedroso, diretor de criação da DM9DDB.
“A ideia é que as pessoas reflitam sobre a importância de um bom professor em suas vidas. Aquele que ajudou no aprendizado, que auxiliou na opção da carreira, que ensinou valores importantes. Todos esses profissionais contribuem efetivamente para a concretização do direito de aprender de todas as crianças e jovens”, aponta Priscila.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sete maravilhas do mundo antigo: O Colosso de Rodes


Fonte: site da Revista Aventuras na História 

Personalidades históricas: William Shakespeare

Poeta nacional da Inglaterra e maior dramaturgo da literatura universal, Shakespeare escreveu suas obras para um pequeno teatro de repertório, no final do século XVI e início do XVII. Quatrocentos anos mais tarde, suas peças ainda encantavam platéias em todo o mundo e eram mais freqüentemente encenadas do que as de qualquer outro autor teatral.
William Shakespeare
William Shakespeare nasceu em Stratford-upon-Avon, Warwickshire, onde foi batizado em 26 de abril de 1564. Seu aniversário era tradicionalmente comemorado em 23 de abril. Fez seus primeiros estudos provavelmente na cidade natal e, aos 18 anos, casou-se com Anne Hathaway, com quem teve três filhos. Suas atividades durante o decênio seguinte permanecem obscuras, pois a primeira referência a seu prestígio como dramaturgo data de 1592. Provavelmente escrevia para o teatro desde três anos antes.
Shakespeare publicou, no início da carreira, dois poemas narrativos em estilo renascentista -- Venus and Adonis (1593) e Lucrece (1594) -- e os Sonnets (1609), 154 sonetos que, escritos provavelmente entre 1593 e 1600, figuram entre as mais belas e importantes obras em língua inglesa. Há inúmeras evidências de que logo conquistou sucesso e fortuna com o teatro. Em 1594, era membro destacado da companhia de teatro de Lord Chamberlain, que atuava na melhor sala de espetáculos de Londres, o Globe Theatre. Supõe-se que, a partir de 1600 e durante 13 anos, Shakespeare devotou-se integralmente à dramaturgia e escreveu obras teatrais da mais alta qualidade.
Obra e identidade. A obra de Shakespeare constitui-se basicamente de textos dramáticas. Os dramaturgos da época invariavelmente vendiam suas peças a alguma companhia teatral que, como proprietária, esforçava-se por manter a exclusividade sobre as obras, garantindo a exploração de uma obra enquanto ela atraísse o público. Por isso, eram raras as publicações autorizadas dos textos e o que se podia encontrar eram cópias piratas, ditadas por ex-integrantes das companhias ou anotadas precária e dissimuladamente durante os espetáculos. Algumas poucas edições provêm de manuscritos originais, em geral confeccionadas para competir com versões de má qualidade do mesmo texto, já em circulação.
O desaparecimento dos originais manuscritos legou aos pesquisadores uma multiplicidade de versões discordantes das obras, que se tornaram objeto de inumeráveis estudos críticos e polêmicas. Cerca de metade dos textos foi publicada em vida do autor. A primeira coletânea surgiu somente em 1623, anos depois de sua morte, cercada de controvérsias quanto à cronologia das obras e, conseqüentemente, quanto à evolução literária e ideológica do autor.
Os escassos dados obtidos sobre a formação cultural de Shakespeare, sua origem relativamente modesta e a obscuridade em que viveu, levaram uma parte dos estudiosos a pôr em dúvida a autoria das peças. Segundo os defensores dessa idéia, a familiaridade manifesta na obra com os assuntos mais diversos -- línguas, literatura, leis, história, política, geografia, além dos hábitos e linguajar da corte -- seria incompatível com a história pessoal de Shakespeare. O fato de nenhum de seus manuscritos ter sobrevivido foi considerado uma evidência de que teriam sido propositalmente destruídos, para ocultar a identidade do verdadeiro autor.
Os textos foram atribuídos a nobres ingleses que, por questões familiares, não desejariam envolver-se publicamente com o teatro. Não foi possível, todavia, fundamentar tais suspeitas, já que pelo menos cinqüenta pessoas contemporâneas de Shakespeare referiram-se a ele como autor e não deixaram um único testemunho que levantasse dúvidas quanto a isso.
A partir do século XVIII, o conhecimento sobre os textos shakespearianos aumentou muito. Em 1871, foi publicado o primeiro volume das edições Variorum, que pretendia apresentar todas as versões e emendas conjecturais feitas até então. A série ficou incompleta, mas as pesquisas prosseguiram, não somente sobre o texto, mas também sobre as condições de produção das edições elisabetanas, a identificação dos funcionários responsáveis pela composição e revisão e seus erros mais freqüentes, a leitura comparativa de outros autores ingleses da época e outras investigações que pudessem elucidar as dúvidas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sete maravilhas do mundo antigo: Mausoléu de Halicarnasso.


Fonte: site da Revista Aventuras na História | 

Conheça a Organização das Nações Unidas - ONU


Conciliando os interesses particulares de cada estado, as Nações Unidas tentaram criar uma ordem mundial baseada no acordo e na cooperação. Embora seus objetivos pacificadores e humanitários nem sempre tenham sido atingidos, as conquistas da organização em diversos campos das relações internacionais têm contribuído para amenizar a desigual distribuição do poder e da riqueza entre os países.
A Organização das Nações Unidas (ONU) é a organização internacional fundada em 1945 com o objetivo de manter a paz e a segurança internacionais; estabelecer relações cordiais entre as nações do mundo, obedecendo aos princípios da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos; e incentivar a cooperação internacional na resolução de problemas econômicos, sociais, culturais e humanitários. Apesar do sentido democrático e universalista que orienta seus objetivos e princípios, o poder de veto atribuído aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança impediu muitas vezes uma ação eficaz nos conflitos bélicos ocorridos depois da segunda guerra mundial.
A evolução histórica das Nações Unidas foi determinada durante quase meio século pela "guerra fria" e pela rivalidade entre os dois grandes blocos econômico-políticos então existentes: o capitalista e o socialista. Essa situação perdurou durante aproximadamente meio século, ou seja, até a dissolução da União Soviética, no início da década de 1990.

Formação da ONU.
A antecessora imediata das Nações Unidas foi a Liga das Nações, constituída em 28 de abril de 1919 na Conferência de Versalhes. Seu objetivo era solucionar as disputas internacionais mediante o arbítrio de um organismo coletivo e não pelo equilíbrio militar entre as potências, como ocorrera na Europa desde a paz de Vestfália, em 1648, até a primeira guerra mundial.
Essa organização teve pouca eficácia no cumprimento de sua missão devido à ausência dos Estados Unidos, da União Soviética (até 1934) e de outras potências, e ao apogeu da exaltação nacionalista em estados como Itália, Alemanha e Japão, cujos atos de expansionismo provocaram a deflagração da segunda guerra mundial. A Liga das Nações dissolveu-se formalmente em 18 de abril de 1946, quando cedeu seus organismos à ONU.
Durante a segunda guerra mundial, usou-se o nome de Nações Unidas para designar os países aliados contra a Alemanha, Itália e Japão. Mais tarde, adotou-se como nome da organização mundial que surgiu do acordo entre os vencedores. O primeiro documento internacional para a cooperação pacífica foi a Carta do Atlântico, de agosto de 1941, pela qual os Estados Unidos e o Reino Unido se comprometiam, entre outras coisas, a renunciar a conquistas territoriais e a favorecer o comércio e a navegação mundiais.
A Declaração das Nações Unidas, assinada por 26 estados em 1º de janeiro de 1942, expressava a vontade das potências aliadas de não firmar nenhum armistício em separado. O primeiro passo para o estabelecimento de uma organização permanente foi a Conferência de Dumbarton Oaks, reunião de especialistas em diplomacia dos Estados Unidos, do Reino Unido, da União Soviética e da China, em que se trataram, de 21 de agosto a 7 de outubro de 1944, tanto dos objetivos fundamentais como dos procedimentos e do sistema de votações e vetos.
Na Conferência das Nações Unidas sobre a Organização Internacional, reunida em San Francisco, nos Estados Unidos, em 25 de abril de 1945, redigiu-se a Carta das Nações Unidas, que foi assinada em 26 de junho e entrou em vigor em 24 de outubro do mesmo ano, firmada por 51 estados: os 26 que haviam assinado a Declaração das Nações Unidas, outros vinte que haviam declarado guerra às potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) antes de março de 1945 e mais cinco que foram admitidos durante a conferência.
A conferência de San Francisco foi a primeira assembléia internacional da história moderna que não transcorreu sob o domínio de nações européias. Não só se realizou em lugar geograficamente distante da Europa, como contou somente com a participação de nove estados continentais europeus, além da União Soviética. Todas as regiões do mundo estiveram representadas: 22 nações americanas, sete estados do Oriente Médio, seis nações da Comunidade Britânica de Nações, três repúblicas soviéticas, duas nações do Extremo Oriente e duas nações africanas, além dos nove estados europeus já assinalados. Ao longo da segunda metade do século XX, a organização ampliou-se com numerosos estados da Ásia, África e Oceania, que nessa época se tornaram independentes.
Sede da ONU em Nova York - E.U.A.
A organização não se propôs constituir um "superestado" ou um governo mundial, mas sim pôr em ação um sistema de segurança coletiva, fundamentado na cooperação voluntária de seus membros. Cada um dos estados-membros continuou sendo plenamente soberano, sem que a organização, como tal, tivesse competência nos assuntos pertencentes à jurisdição interna dos estados.
Aos 51 estados fundadores da ONU, entre os quais o Brasil, outros aderiram ao longo dos anos, principalmente a partir da nova ordem mundial decorrente da descolonização. Em meados da década de 1990, o organismo contava com 185 estados-membros.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sete maravilhas do mundo antigo: Jardins suspensos da Babilônia.


Fonte: site da Revista Aventuras na História | 

Personalidades históricas: Luís de Camões

Expressão acabada das glórias de sua terra e do homem renovado pela Renascença, Camões consolidou a língua portuguesa e conferiu-lhe amplitude, aptidão e maleabilidade capazes de abarcar motivos de significado nacional e universal ao mesmo tempo.
Luís Vaz de Camões nasceu provavelmente em Lisboa em 1524 ou, para outros, 1525. Sua família era de pequenas posses, mas freqüentava a corte ou ocupava cargos importantes, como o do tio que era prior do mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, onde o poeta teria feito o curso de artes. Graças a esse começo se firmaram as bases de sua sólida formação cultural, que levou Wilhelm Storck a chamá-lo "filho legítimo do Renascimento, e humanista dos mais doutos e distintos de seu tempo".
De 1542 a 1545 parece ter morado em Lisboa, vivendo as primeiras paixões amorosas e dificuldades com o meio. Não se sabe com certeza por que foi forçado a trocar a capital pelo desterro no Ribatejo, mas por volta de 1547 se alistou no serviço militar e seguiu para o norte da África. Em combate perto de Ceuta, no Marrocos, perdeu o olho direito. De volta   a Lisboa em 1549, conviveu um tanto com a nobreza,  outro tanto com a noite das ruas e dos bordéis. Impetuoso, em 1552 feriu à espada um cavalariço do rei e foi condenado a um ano de prisão.
Após o indulto de D. João III, em março de 1553, Camões partiu para a Índia. Pouco parou em Goa: participou da expedição ao Malabar e talvez de um cruzeiro contra navios turcos no mar Vermelho. Sua estada em Macau, no cargo de provedor dos defuntos e ausentes, mais ou menos de 1556 a 1558, não é tida como certa. O que não se põe em dúvida é que, em viagem às costas da China, naufragou nas proximidades do atual Vietnam, salvando-se a nado com o manuscrito de Os lusíadas já bastante adiantado. Esteve ainda na Malásia e retornou a Goa, quando de novo teria sido preso, desta vez por dívidas. Mais tarde viveu em Moçambique, onde Diogo do Couto o encontrou "tão pobre que comia de amigos".
Com o favor desses amigos, o poeta em 1569 regressou a Lisboa. Bateu-se, então, pela publicação de Os lusíadas. Em 1571 a Inquisição lhe outorgou a licença requerida e a obra, depois de censurada, teve em 1572 sua primeira edição. No mesmo ano, o rei D. Sebastião lhe concedeu a tença de 15 mil réis, quantia sobre cujo valor há muita discussão mas que a maior parte dos estudiosos julga insignificante, ainda mais que lhe não foi paga com regularidade. Os últimos anos foram portanto de miséria e de "austera, apagada e vil tristeza".

De onde saíram mais presidentes do Brasil?

Até hoje, políticos nascidos em nove Estados chegaram ao posto mais alto da República
por Rodrigo Gallo

Faixa presidencial
Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Cada um deles levou para a presidência cinco chefes do Executivo de forma democrática, desde a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. O primeiro mineiro a assumir o poder foi Affonso Penna, de Santa Bárbara, que tomou posse em 15 de janeiro de 1906. Já o primeiro gaúcho foi Hermes da Fonseca, de São Gabriel, o sexto presidente eleito.

Os dois estados elegeram cinco representantes cada um. Isso levando em conta candidatos escolhidos em votação direta ou indireta que chegaram a ser proclamados para o cargo – não necessariamente empossados –, segundo a lista oficial do governo. Essa lista contém 28 “períodos presidenciais” (e inclui, por exemplo, Tancredo Neves, que nunca tomou posse).

Se levarmos em conta a lista dos que foram eleitos (mesmo os que não assumiram a vaga) e os que ocuparam a cadeira de presidente, inclusive governantes provisórios, juntas militares e ditadores autoproclamados, Minas Gerais e Rio de Janeiro empatam com oito nomes cada um.

As cidades dos presidentes

A lista inclui os eleitos ou indicados nos 28 períodos presidenciais -não necessariamente os chefes de Estado que tomaram posse
1891 - Marechal Manoel Deodoro da Fonseca - Marechal Deodoro – AL
1894 - Prudente José de Morais e Barros - Itu – SP
1898 - Manoel Ferraz de Campos Salles - Campinas – SP
1902, 1919 - Francisco de Paula Rodrigues Alves - Guaratinguetá – SP
1906 - Affonso Augusto Moreira Penna - Santa Bárbara – MG
1910- Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca - São Gabriel – RS
1914 - Venceslau Brás Pereira Gomes - São Caetano da Vargem Grande – MG
1922 - Arthur da Silva Bernardes - Viçosa – MG
1926 - Washington Luís Pereira de Sousa - Macaé – RJ
1930, 1934, 1951, 1937 - Getúlio Dornelles Vargas - São Borja – RS
1946 - Marechal Eurico Gaspar Dutra - Cuiabá – MT
1951 - Juscelino Kubitschek de Oliveira - Diamantina – MG
1961 - Jânio da Silva Quadros - Campo Grande – MS
1964 - Marechal Humberto de Alencar Castello Branco - Fortaleza – CE
1967 - Marechal Arthur da Costa e Silva - Taquari – RS
1969 - General Emílio Garrastazu Médici - Bagé – RS
1974 - General Ernesto Geisel - Bento Gonçalves – RS
1979 - General João Baptista de Oliveira Figueiredo - Rio de Janeiro – RJ
1985 - Tancredo de Almeida Neves - São João Del Rei – MG
1990 - Fernando Afonso Collor de Mello - Rio de Janeiro – RJ
1995, 1999 - Fernando Henrique Cardoso - Rio de Janeiro – RJ
2003, 2006 - Luiz Inácio Lula da Silva - Garanhuns – PE

terça-feira, 12 de abril de 2011

Há 50 anos, homem chegava ao espaço pela primeira vez


Na manhã de 12 de abril de 1961, o soviético Alekseyevich fez um café-da-manhã inédito. Flutuando a 327 km acima da superfície terrestre, o homem de apenas 27 anos comeu e bebeu dentro de uma bola de apenas 2,3 m. Ficou conhecido para a posteridade como Yuri Gagarin e seu desjejum matinal foi apenas um feito dentro de outro maior: o primeiro voo de um humano no espaço.
Foi a segunda refeição do dia para o piloto da força aérea da extinta URSS. Horas antes, na companhia do seu substituto imediato German Titov, o cosmonauta já havia recebido “comida do espaço” para se acostumar à rotina durante a missão. Gagarin foi o escolhido entre mais de 3,5 mil aspirantes à missão, após intensos testes de resistência física e psicológica. Somente seis homens foram selecionados como possíveis candidatos à primeira aventura do homem no espaço. A decisão sobre quem iria estar a bordo da nave redonda Vostok 1 foi comunicada ao grupo apenas quatro dias antes da missão.Foi a segunda refeição do dia para o piloto da força aérea da extinta URSS. Horas antes, na companhia do seu substituto imediato German Titov, o cosmonauta já havia recebido “comida do espaço” para se acostumar à rotina durante a missão.
À época, a extinta União Soviética e os Estados Unidos travavam uma batalha silenciosa para saber qual nação levaria o primeiro ser humano à Lua. Os norte-americanos venceram a disputa em 1969, com o “pisão” inaugural de Neil Armstrong no satélite natural da Terra, mas nos oito anos anteriores, os soviéticos sempre estiveram à frente - inclusive no lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957.
Os Estados Unidos só levariam o primeiro homem ao espaço alguns meses mais tarde, durante a viagem de Alan Shepard no voo da Freedom 7, em 5 de maio de 1961. Porém somente em 7 de fevereiro de 1962, durante a missão Friendship, com John Glenn, o país teve seu primeiro astronauta completando uma volta inteira ao redor do planeta. Ambos os feitos fizeram parte do Projeto Mercury, da agência espacial norte-americana (Nasa).
‘Poyekhali’
O voo de Gagarin começou às 09h07 no horário de Moscou, com o lançamento da cápsula Vostok 1 com o foguete R-7.
Antes de decolar, o cosmonauta gritou “Poyekhali!” (“Vamos nessa!", em tradução livre).
A nave partiu das instalações do então secreto Cosmódromo de Baikonur, conhecido à época também como Tyuratam, localizado atualmente nas estepes do Cazaquistão – uma das ex-repúblicas soviéticas.
Onze minutos após a decolagem, o combustível do foguete acabou, a cápsula redonda Vostok foi liberada e a humanidade entrava em órbita pela primeira vez.
Gagarin 4 (Foto: Nasa)Yuri Gagarin ao ser transportado para o lançamento da Vostok 1, na manhã de 12 de abril de 1961. Ao fundo da imagem está German Titov, piloto reserva da missão, que foi ao espaço na missão Vostok 2. (Foto: Nasa)
Para girar ao redor do planeta, a Vostok precisou alcançar uma velocidade média de 28 mil km/h. Gagarin não chegou a controlar a nave, ainda que os controles para uma operação manual da Vostok 1 estivessem disponíveis ao piloto soviético.
Durante os 108 minutos de duração da missão, Gagarin deu uma volta inteira em torno da Terra. Os relatos do cosmonauta narram a sensação de estar sob o efeito de uma gravidade menor, além de uma preocupação constante sobre os dados do voo – ao solicitá-los à equipe responsável na Terra.
O cosmonauta retornou ao solo terrestre às 10h55 em uma área de plantação em Smelovka, na província de Saratov, a 300 km de onde deveria ter pousado. De volta ao planeta, Gagarin recebeu seu terceiro café-da-manhã naquele dia: leite e pão de Anna Takhtarova, uma avó espantada com a figura de um homem vestido em trajes laranjas e com um capacete, vindo do espaço.
Vostok 1a (Foto: ESA)A cápsula Vostok 1, com apenas 2,3 m de diâmetro,
após aterrissar de volta na Terra. (Foto: ESA)
Legado
Gagarin virou um herói soviético após retornar ao planeta que ele observou - pela primeira vez - de fora. Foi poupado de outras missões pelo medo de um acidente encerrar a vida de um dos principais ícones soviéticos durante a Guerra Fria.
Ironicamente, o temor se justificou em 28 de maio de 1968, quando em um acidente ainda envolto em mistério, Gagarin morreu durante testes em um avião MiG.
Após a tragédia, uma cratera na Lua e um asteroide foram nomeados em homenagem ao cosmonauta.
Depois de Gagarin, mais de 400 pessoas – de 30 países diferentes – já estiveram no espaço. A maior distância já percorrida por humanos foi pouco maior que 400 mil quilômetros, durante a quase fatal missão Apollo 13, da Nasa.
[ Fonte: G1

Novo plano federal para o setor de educação exclui lei que pune gestor por mau uso de recursos

Mecanismo que poderia ajudar a punir fraudes nos gastos dos governos com educação, a chamada Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) foi retirada do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai definir justamente as prioridades para o setor nos próximos dez anos. A LRE, que cria uma "ação civil pública de responsabilidade educacional" e fazia parte das discussões do plano, foi retirada para não atrapalhar o andamento do projeto de lei do PNE. Passou a integrar outro PL, de número 8.039/2010. Com tramitação separada, o texto já começa a enfrentar obstáculos no Congresso, como o pedido, na última semana, de apensamento de pelo menos outros sete projetos.
INFOGRÁFICO:As 20 metas do novo plano nacional de educação

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