" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Carangolense entra para o Guinness como a mulher mais velha do mundo

Maria Gomes Valentim, de 114 anos,
em foto de 11 de março.

Uma moradora de Minas Gerais foi reconhecida pelo Guinness, o livro dos recordes, como a pessoa viva mais velha do mundo nesta quarta-feira (18). Maria Gomes Valentim, de 114 anos, é moradora da cidade de Carangola e tem 48 dias de vida a mais que a antiga detentora do recorde, a norte-americana Besse Cooper.
A equipe do Guinness confirmou a data de nascimento de Maria: 9 de julho de 1896. Com isso, Besse Cooper, que ainda está viva, passa a ser a pessoa mais velha na América da Norte.
A mineira morou durante toda a vida na mesma cidade. Maria Valentim se locomove atualmente em uma cadeira de rodas e recebe o equivalente a um salário mínimo para sobreviver (R$ 545,00). A mineira também depende o sistema público para tratamentos, já que a família não consegue pagar seguro de saúde privado.

Ela se casou com João em 1913, mas seu marido morreu em 1946. Teve apenas um filho, quatro netos, sete bisnetos e cinco trinetos. Conhecida como Vó Quita, a mineira parece ter herdado a longevidade do seu próprio pai, que também viveu muito: 100 anos.
Informações: Guinness World Records

[Fonte: Click Carangola ]                                                                                                                      Leia mais no G1

terça-feira, 17 de maio de 2011

Saindo da rotina...



 O cara termina o segundo grau e não tem vontade de fazer uma faculdade.
O pai, meio mão de ferro, dá um apertão:
- Ahh, não quer estudar? Bem, perfeito. Vadio dentro de casa eu não mantenho, então vai trabalhar...
O velho, que tem muitos amigos, fala com um deles, que fala com outro até que ele consegue uma audiência com um político que foi seu colega lá na época de muito tempo atrás:
- Rodriguez!!!! Meu velho amigo!!! Tu te lembra do meu filho? Pois é, terminou o segundo grau e anda meio à toa, não quer estudar. Será que tu não consegue nada pro rapaz não ficar em casa vagabundeando?
Aos 3 dias, Rodriguez liga:
- Zé, já tenho. Assessor na Comissão de Saúde no Congresso, R$ 9.000,00 por mês, prá começar.
- Tu tá loco!!!!! O guri recém terminou o colégio, não vai querer estudar mais, consegue algo mais abaixo...
Dois dias depois:
- Zé, secretário de um deputado, salário modesto, R$ 5.000,00, tá bom assim?
- Nãooooo, Rodriguez, algo com um salário menor, eu quero que o guri tenha vontade de estudar depois....Consegue outra coisa.
- Olha Zé, a única coisa que eu posso conseguir é um carguinho de ajudante de arquivo, alguma coisa de informática, mas aí o salário é uma merreca, R$ 2.800,00 por mês e nada mais....
- Rodriguez, isso não, por favor, alguma coisa de 500,00 ou 600,00, prá começar.
- Isso é impossível Zé!!!*
- Mas, por que???*
- PORQUE ESSES SÃO POR CONCURSO PARA PROFESSOR, PRECISA TÍTULO SUPERIOR, MESTRADO ETC.... É MUITO DIFÍCIL...



domingo, 15 de maio de 2011

Acervo do Museu Nacional de Belas Artes




O Museu Nacional de Belas Artes é um dos mais importantes e conhecidos centros de cultura do país. Ele foi fundado no Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 1938. O primeiro grande acervo colocado à disposição do público foi o conjunto de obras trazidas por Dom João VI, em 1808.  O local conta atualmente com mais de 16 mil peças entre pinturas, esculturas, desenhos e gravuras brasileiras e estrangeiras.

 Em 17 de fevereiro de 2011, após três anos de restauração, o museu foi reaberto com uma grande exposição de 230 obras produzidas no século XIX por grandes artistas como: Pedro Américo, Vitor Meirelles, Almeida Junior e Rodolfo Amoedo.
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Pedro Américo
Nascido em 1843, o paraibano começou a fazer desenhos com apenas 11 anos de idade. Sua vida acadêmica teve início na Academia Imperial de Belas Artes. Aos 15 anos, Américo recebeu de Dom Pedro II uma bolsa para estudar e se aperfeiçoar em desenho e pintura na França. Sua obra mais conhecida é a ‘Batalha do Avaí’ com 66 metros quadrados. Ele morreu em Florença, na Itália, em 1905.



Vitor Meirelles
Meirelles nasceu em 1832 em Florianópolis, e foi professor de desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Como todo artista da época, ele precisou sair do país para estudar pintura. Morou em Roma e Paris. Entre seus trabalhos mais marcantes estão: ‘Batalha dos Guararapes’ (1879) e ‘Primeira Missa no Brasil’ (1860). Vitor Meirelles morreu na cidade do Rio de Janeiro, aos 71 anos.



Almeida Junior
Esse paulista de Itu, nasceu em 1850 e teve muita importância para cultura e na arte do país. Ele sempre retratou o regionalismo do Brasil em suas obras. Expandindo seu trabalho, Almeida Junior trazia o diferente ao abordar a cultura caipira, até então muito desconhecida pelas pessoas dos centros urbanos. O artista morreu na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, em 1889.



Rodolfo Amoedo
Em 1857, nasce em salvador um dos grandes pintores brasileiros. Estudante do Liceu de Artes e Ofícios e da Academia de Belas Artes, o artista viu em Vitor Meirelles um grande mestre. Rodolfo  ganhou uma bolsa na Escola de Belas Artes de Paris.Em seu retorno ao Brasil, o artista teve o privilégio de ser professor e, mais tarde, diretor da Escola Nacional de Belas Artes. Muito de seus trabalhos são encontrados no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e no Palácio do Itamaraty.



[Fonte: Globo.com/Faustao]

Armas da Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

Durante a Primeira Guerra, a produção bélica entrou na fase industrial. Conheça alguns destaques
por Fabiano Onça

A Primeira Guerra Mundial teve uma característica marcante em relação a todas as guerras anteriores: foi um campo inigualável de provas. Ali emergiram novas doutrinas, que perduraram por todo o século 20, como o uso intensivo de granadas, o uso de morteiros para acossar posições fortificadas e o emprego de metralhadoras leves para acompanhar os assaltos da infantaria. Acima de tudo, foi um marco na produção de armas em larga escala, de forma industrial.

Metralhadora Lewis
O que era - Esta metralhadora ligeira, feita para apoiar os pelotões em avanço, foi inventada em 1911 pelo coronel americano Isaac Newton Lewis, autor de várias invenções militares. Entretanto, o Exército americano não foi o primeiro a utilizá-la: a arma passou antes pelos belgas e, principalmente, pelos britânicos, que a usaram extensivamente, até substituírem-na pela Bren.
Por que foi importante - A Lewis tinha uma grande vantagem operacional no campo de batalha: pesava 12,7 kg, metade do peso da metralhadora padrão inglesa, a Vickers. Outra vantagem é que, embora idealmente necessitasse de uma dupla, podia ser operada sozinha. Seu custo de produção era um sexto do da Vickers. Não à toa, a arma passou a ser colocada também em tanques e aviões.

Ficha técnica
Peso: 12,7 kg
Comprimento: 96,5 cm
Calibre: .303 polegadas
Ação: operada a gás
Alimentação: tambores de 47 ou 97 cartuchos
Taxa de fogo: 550 tiros por minuto
Velocidade do projétil: 746 m/s

Granada de mão “nº 5”
O que era - Virou um dos maiores ícones da guerra moderna. Projetada por William Mills, em 1915, foi adotada imediatamente pelo Exército britânico. Podia ser tanto arremessada quanto lançada de um rifle, com o auxílio de um “copo” acoplado à boca da arma e o uso de um cartucho vazio para impulsão.
Por que foi importante - Calcula-se que foram produzidas 75 milhões de unidades dessa arma em sua longa existência (permaneceu em uso pelo Exército britânico até 1972). A razão do sucesso estava na sua simplicidade de uso e na eficiência – ela “funcionava” bem, mesmo detonando após longos 7 segundos.

Ficha técnica
Carga explosiva: baratol
Peso: 0,45 kg
Detonador: tempo
Delay: 7 segundos (esse tempo foi posteriormente reduzido para 4 segundos)

Bombardeiro Gotha G
O que era - Operado por um piloto e dois artilheiros, o germânico Gotha foi um dos primeiros bombardeiros pesados a enfrentar serviço constante durante a Primeira Guerra Mundial.
Por que foi importante - A despeito de sua lentidão, de não conseguir manter o vôo em caso de pane de um dos motores e de sua relativa vulnerabilidade (principalmente contra ataques no ventre), os Gotha inauguraram a era do “terror aéreo”, ao realizar várias sortidas contra Londres. As tropas britânicas também sofreram com seus bombardeios no front. Seus dois motores emitiam um barulho característico, apelidado pelas tropas britânicas de “Gotha hum”.

Ficha técnica
Tripulação: 3
Comprimento: 12,4 m
Envergadura: 23,7 m
Altura: 4,5 m
Peso (sem carga): 2,7 ton
Peso (carga máxima): 3,9 ton
Motor: 2x Mercedes D IV, de 260 hp cada
Velocidade máxima: 140 km/h
Autonomia: 840 km
Teto: 6 500 m
Armamento: 2 a 3x 7.92 metralhadoras Parabellum LMG 14

Morteiro Minenwerfer 7.58 cm
O que era - Um morteiro alemão para uso da infantaria, esta versão entrou em serviço em 1916, junto com seus irmãos “maiores” (calibres de 17 e 25 cm). As rodas eram utilizadas apenas para transporte, sendo retiradas durante o uso.
Por que foi importante - Foi o terror das trincheiras aliadas, uma vez que morteiros eram muito mais eficientes do que canhões na devastação de posições defensivas, por causa da trajetória em parábola do projétil. Seu uso foi consagrado pelos alemães, que tiraram lições da guerra nipo-russa em Port Arthur, 1904. Ali, os alemães perceberam que canhões não faziam grandes estragos em fortificações.
Ficha técnica
Peso do projétil: 4,6 kg
Calibre: 76 mm
Elevação: +45º a +78º
Taxa de fogo: 6 projéteis por minuto
Alcance efetivo: 300 a 1 300 metros
Velocidade: 90 metros por segundo

Luger
O que era - Projetada pelo engenheiro austríaco Georg Luger no final do século 19, era uma pistola semi-automática, utilizada pelo oficialato alemão durante a Primeira Guerra. A arma também era empregada por militares que não tinham como portar rifles – como era o caso dos pilotos de aviões.
Por que foi importante - Era uma arma confiável e certeira, fruto do alto padrão de acabamento. No total, foram produzidas mais de 2 milhões de unidades, mas sempre “estava em falta”, dada sua popularidade. Sua fama atravessou as linhas: os soldados aliados tinham um verdadeiro fetiche por esse troféu de guerra.
Ficha técnica
Peso: 0,87 kg
Comprimento: 22 cm
Calibre: 7,65 mm ou 9 mm
Alimentação: tambor com 8 cartuchos

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Abolição, sim. Igualdade, ainda não

Quase um século e meio após a abolição da escravatura, os negros ainda não alcançaram igualdade de oportunidades e sofrem com o racismo institucionalizado, que vai aos poucos sendo superado.

Ricardo Ampudia
Em uma assinatura, fomos de um passado vergonhoso de dor e humilhação de centenas de milhares de negros para uma pré-democracia com igualdade de direitos e oportunidades, no dia 13 de maio de 1888. 

Essa é a história conhecida sobre a abolição da escravatura no Brasil, a última colônia nas Américas a abrir mão do trabalho forçado, mas pouco se fala sobre as verdadeiras intenções do ato de Princesa Isabel - que seguiu um movimento de pressão externa e interna contra a Coroa portuguesa, sendo um fato mais político que humanitário - e das verdadeiras mudanças, refletidas até os dias de hoje.

Mais de um século após a assinatura da Lei Áurea, muita coisa mudou, a população negra soma hoje 50,1% dos cidadãos brasileiros, mas ainda existe um fosso entre negros e brancos no país difícil de transpor e a democracia racial continua sendo um mito. 

De acordo com especialistas, essa diferença entre brancos e negros no Brasil tem reflexos basicamente econômicos - na renda e no emprego - mas podem ser notadas também no acesso a serviços básicos, como saúde, Educação Superior, saneamento básico e previdência. Para o professor Marcelo Paixão, coordenador do Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, avaliar o tamanho do fosso entre brancos e negros depende de qual aspecto se analisa. "Se vamos analisar mercado de trabalho, renda e emprego, tivemos redução das disparidades. Se falamos em mortalidade materna e taxa de homicídios, o índice ainda assusta", comenta ele. O especialista alerta também para a Previdência Social, que não cobre nem metade da população negra feminina no país.

Outro aspecto que evidencia as desigualdades no país pode ser visto ao analisar a distribuição de renda. Segundo dados do Censo de 2010, o Brasil tem hoje 16,3 milhões de miseráveis (renda inferior a R$70 mensais). Destes, cerca de 70% são negros. Mesmo assim, houve a ascensão de uma classe média negra nos últimos oito anos, que hoje engloba 53,5% dos negros e 47,3% dos mestiços, centrados nas classes A, B e C.

Edson Cardoso, assessor especial da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SPPIR) observa também que a população negra capturada pelo Censo cresceu, indo de encontro a uma taxa de natalidade decrescente da população brasileira. Essa mudança, segundo ele, não reflete um aumento real, mas sim uma mudança de atitude. "Houve uma conscientização, empreendida principalmente pelo movimento negro no país, que fez com que essa população se autoafirmasse. Aquelas pessoas que anteriormente se diziam brancas, agora se sentem à vontade para se declarar pretas ou pardas", explica.

O acesso à Educação é outro bom parâmetro para entender a questão do negro no Brasil. "Quando analisamos os dados de quase 100 anos após a abolição, tínhamos 40% da população negra de analfabetos. Hoje, 20 anos depois desse estudo, não conseguimos superar o quadro. A população de negros analfabetos, em números absolutos, ainda é quase o dobro da de brancos", afirma Marcelo Paixão. 

O problema se reflete no Ensino Superior. Apesar dos investimentos feitos nos últimos dez anos, com a adoção de políticas afirmativas para a área, os números indicam que ainda há muito por fazer. Cardoso acredita que é preciso uma combinação entre as políticas afirmativas e uma discussão na sociedade. 

"Precisamos entender como funcionam certas instituições, para entender porque determinados grupos ficam de fora", diz. Para o pesquisador, a própria reação negativa inicial gerada em determinados setores da sociedade com as políticas afirmativas beneficiou o debate sobre a função da universidade e o racismo no Brasil. "A demanda pelo acesso dos negros ao terceiro grau beneficiou toda a sociedade, pois acabou abrindo discussões sobre o aluno do sistema público, sobre o indígena. Quando paramos para discutir, vimos que estávamos criando um terceiro grau muito excludente", afirma.

O especialista acredita que somente uma tomada de consciência para excluir o racismo da cultura e Educação vai trazer eficácia a qualquer política pública para diversidade. "Uma parcela da sociedade acha que quando você usa a palavra racismo, ela é tarefa dos negros, mas na verdade é de toda a sociedade brasileira", resume.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Livro: O Mensageiro da Regeneração



Lançamento do Livro: O Mensageiro da Regeneração do escritor Rossano Sobrinho
 - Editora Chico Xavier -

Dia 21 de maio de 2011 às 17:00, na Sociedade Espírita Paz, Amor e Caridade em Espera Feliz - MG

A história do Tabaco.



Desconhecido dos europeus até a viagem de Colombo, em 1492, o tabaco já era utilizado pelos nativos da América desde tempos remotos. Os índios que viviam no atual território brasileiro acreditavam que, pelo fumo, podiam entrar em contato com os espíritos e fazer adivinhações. empregavam também a planta para curar feridas, dores de estômago, fístulas e outras doenças. O produto poderia ser comido, bebido em fusão, mascado e fumado. Encantado com a planta, Luís de Góes, que veio com Martim Afonso de Sousa em 1530, levou as primeiras mudas para Portugal.
Índios fumam tabaco em gravura que retrata o descobrimento
da América por Cristóvão Colombo em 1492.
Na França, o sucesso do fumo começou depois que Jean Nicot, embaixador francês em Lisboa, presenteou sua rainha, Catarina de Medici, com certa quantidade do produto. Quando ela passou a atribuir ao tabaco a cura de  suas enxaquecas, o consumo do produto se tornou comum na alta sociedade francesa e caiu no gosto da população.  
Já na Inglaterra, o hábito de fumar e mascar fumo foi introduzido na década de 1580, quando os corsários de Francis Drake e Wlater Raleigh, de volta de viagens à América do Norte, levaram para lá mudas de tabaco.

No século XX, a indústria cinematográfica norte-americana associou o ato de fumar ao charme, à beleza e ao sucesso, e o cigarro espalhou-se por todo o mundo. a partir das últimas décadas do século, porém, o poder de sedução do tabaco diminuiu com a divulgação de pesquisas médicas que o apontam como responsável por inúmeras doenças, entre elas o câncer, que pode ser fatal. 

domingo, 8 de maio de 2011

O Dia das Mães

 Dia das Mães também designado de Dia da Mãe teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio.

A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Reia, a Mãe dos deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Julia Ward Howe, autora de O Hino de Batalha da República.
No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
Em Portugal, o Dia da Mãe é celebrado no primeiro domingo de Maio.
Em Israel o Dia da Mãe deixou de ser celebrado, passando a existir o Dia da Família em Fevereiro.

Feliz Dia a todas Mães do mundo!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

De Vitória a William, confira a árvore genealógica da família real britânica



Família no trono tem raízes germânicas, na Casa de Saxe-Coburgo-Gota. 
Ramo britânico mudou de nome para Windsor na 1ª Guerra Mundial

Brasil, Terra de profetas

Condenados ou não pelas autoridades religiosas, muitos brasileiros e portugueses ousaram prever o futuro ao longo de nossa história
Jacqueline Hermann
Ilustração - Antônio Conselheiro
“Em verdade vos digo, quando as nações brigam com as nações, o Brasil com o Brasil, a Inglaterra com a Inglaterra, a Prússia com a Prússia, das ondas do mar D. Sebastião sairá com todo o seu exército”, teria dito Antônio Conselheiro, líder do arraial de Canudos de 1893 a 1897. Entre as muitas profecias que lhe foram atribuídas, teria previsto a guerra iniciada em 1896 – “Nação com a mesma Nação” – contra o Império do Belo Monte e as quatro expedições militares enfrentadas pelo arraial onde ele se reuniu com um grupo crescente de seguidores. Divulgadas por Euclides da Cunha no clássico Os Sertões (1902), essas profecias forjaram a imagem misteriosa do Conselheiro, ora beato, ora profeta, por vezes o próprio messias, mas também fanático e bárbaro, oscilando da santidade ao crime, da pureza da fé católica ao comando de uma cidadela insubordinada.

Protótipo do “profeta” popular, Antônio Conselheiro encarna ainda hoje o exemplo máximo de um tipo social que encontramos no Brasil desde os primeiros anos de nossa vida colonial. Se ainda não temos prova dessas “previsões”, em nada a aura de santo ou de visionário fica alterada. Muitos aspectos ligam o Conselheiro às profundas e antigas raízes do profetismo luso-brasileiro, entre as quais sua adesão ao sebastianismo, também indicada por Euclides da Cunha, baseado na crença de que a chegada do rei D. Sebastião poria fim às guerras e iniciaria um novo tempo de paz e harmonia. Desaparecido na batalha de Alcácer Quibir em 1578, o rei português passou a ser esperado como um novo messias capaz de restaurar a unidade católica do mundo. O fenômeno surgido dessa espera – o sebastianismo – teria tido também seu profeta, Gonçalo Annes Bandarra, cujas trovas foram tomadas como profecia, pois previram a volta de um rei Encoberto para restaurar a grandeza e a glória de Portugal.

Com as grandes levas de cristãos-novos – judeus convertidos ao cristianismo – que chegaram no início da colonização do Brasil, também vieram a espera messiânica, as previsões proféticas, o sebastianismo e o sapateiro Bandarra. Seus versos aparecem em documentos desde o final do século XVI. Na Primeira Visitação às Partes do Brasil, entre 1591 e 1595, o Santo Ofício registrou alguns casos de candidatos a profetas e messias, além de numerosas denúncias de práticas judaizantes reproduzidas na América. No conjunto, no entanto, foram poucos os profetas de origem cristã-nova encontrados em solo brasílico, mas as previsões sobre a espera do Messias deixaram aqui sua semente.

Esse messianismo ibérico encontrou outras formas de religiosidade indígena a desafiar os jesuítas que aqui chegaram em 1549. Os “soldados de Cristo” viram-se diante de rituais e cerimônias desconhecidos e indecifráveis. Para o padre Manoel da Nóbrega (1517-1570), o líder espiritual indígena que visitava as aldeias em dia de festa “fingia trazer santidade” quando praticava antigos rituais tupi-guaranis, comandados por caraíbas. Muitas foram as interpretações sobre os sentidos dessas práticas, mas não parece haver dúvida sobre sua base profética: os “profetas” dos tupis eram os caraíbas, pajés superiores com poder de comunicação com os espíritos e de transmitir esse dom por meio da defumação com a “erva santa”, ou tabaco, como entenderam os jesuítas.

Essa base mística indígena foi somada à espera messiânica de origem judaica. E diversas outras manifestações da religiosidade popular se irradiaram a partir de lideranças individuais. As visionárias Joana da Cruz e Luzia de Jesus afirmaram ter contato direto com o Criador e as almas, além de terem sido eleitas por Ele para continuar Sua obra na terra. Condenadas pelo Santo Ofício na segunda metade do século XVII, foram degredadas para o Brasil, onde provavelmente continuaram a exercitar suas predições.

Do século XVIII, pelo menos mais dois casos merecem destaque. O de Pedro de Rates Hanequim, português que trabalhou nas Minas Gerais por cerca de vinte anos e elaborou um ousado “tratado” de 101 teses, no qual afirmava ser o Brasil lugar de realização do Quinto Império na terra. Algumas de suas ideias se assemelham às do célebre jesuíta Antônio Vieira (1608-1697), preso e condenado pela Inquisição portuguesa nos anos 1660. Foi contemporâneo das visionárias Joana e Luzia e inspirador de projetos messiânicos cuja extensão é difícil medir [ver “O visionário da Amazônia”, p. 22]. Para Hanequim era diferente: ele mesmo era o autor das previsões que fariam do Brasil a sede do novo e derradeiro império [ver “Mártires da heresia”, p. 25].

O outro caso é o de Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz, precioso por indicar o quanto a mescla de elementos variados se combinou nas visões dessa “profetisa” negra. Africana da Costa da Mina, chegou ao Brasil como escrava em 1725. Vendida para Minas Gerais, prostituiu-se, e desde 1750 passou a ter visões místicas. Tornou-se beata e reconhecida por brancos, negros e padres. Acreditava ser a encarnação do próprio messias, ter encontrado D. Sebastião em uma nau, e que com ele se casaria e criaria um Império mestiço. Foi presa e processada pela Inquisição em 1762.

Do século XIX, os exemplos são numerosos. No agreste pernambucano, cerca de 200 a 400 pessoas se reuniram em torno dos ex-milicianos Silvestre José dos Santos e Manoel Gomes das Virgens para esperar D. Sebastião e inaugurar um novo tempo de paz, riqueza e harmonia. Os líderes recebiam mensagens de uma santa, guardada numa pedra, que profetizava a volta do Encoberto. Denunciado, o grupo foi debelado em 1820. Em 1836, também em Pernambuco, o mameluco João Antônio dos Santos pregou a volta do mesmo rei, guardado na gruta da Pedra Bonita, de onde sairia o rei trazendo imensas riquezas. Vários líderes sucederam a João Antônio e se disseram reis-profetas, prevendo a chegada de D. Sebastião depois que a pedra fosse banhada de sangue. No final de 1838, o grupo foi dissolvido pelas forças militares.

Houve também profetas não sebastianistas, como o sacerdote negro Antônio Sodré.  Nascido em 1797 na Nigéria, foi alforriado em 1836 e se notabilizou como adivinho e curandeiro em Salvador. Atendia brancos e negros até ser preso em 1862, acusado de “amansar” senhores e promover eventos relacionados ao candomblé. No Rio Grande do Sul, um grupo de imigrantes alemães seguiu a “profetisa” Jacobina, que anunciou grandes acontecimentos e afirmou ser a reencarnação de Cristo. Como tantos outros, foram combatidos pelas forças legais.

Em 1872, instalou-se em Juazeiro o padre Cícero Romão Batista (1844-1934), o futuro “Padim Ciço”, que não foi “profeta”, mas considerado verdadeiro santo no Nordeste. Ganhou fama através dos milagres de suas beatas, sobretudo Maria de Araújo (1863-1914), que recebeu uma hóstia que teria se transformado em sangue em 1889. O caso, primeiro validado e depois condenado como embuste pelas autoridades religiosas, não impediu que a fama de “santidade” de Cícero se espalhasse. Se não foi profeta, foi intermediário entre a hóstia e Maria.  

Profetas, visionárias, místicos, adivinhos, santos – muitos foram os candidatos a intermediários dos desígnios de deuses das mais variadas crenças. Marginalizados e perseguidos, foram seguidos, reverenciados, esquecidos. O catolicismo do Brasil deixou sua marca, mas foi sempre desafiado por inusitadas combinações sincréticas. As histórias aqui contadas, mesmo fragmentadas, ajudam a compreender parte da riqueza do Brasil mestiço.

Jacqueline Hermann é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de No reino do Desejado – A construção do sebastianismo em Portugal, séculos XVI e XVII. (Companhia das Letras, 1998).

[Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional]

quinta-feira, 5 de maio de 2011

9º Semana Nacional de Museus em Carangola


A Equipe do Museu Municipal e Arquivo Histórico de Carangola, através do novo diretor, o Professor Randolpho Radsack, anuncia uma série de reformas no espaço físico do museu no que se refere à conservação do Prédio da firma Barbosa & Marques e diversas inaugurações com relação às exposições permanentes e itinerantes.
Segundo o Prof. Randolpho a reinauguração do Arquivo Histórico é a grande novidade de sua gestão. A organização do espaço físico, dos documentos históricos, a catalogação e a informatização foram realizadas de acordo com as normas do Arquivo Nacional. Com base nesta reestruturação, o Arquivo Histórico estabeleceu um convênio com escolas da cidade para que alunos do Ensino Médio recebam um curso de Técnicas e Organização de Acervo Documental Histórico, podendo os mesmos contribuir na reorganização do Arquivo.
Um dos primeiros eventos sob a sua administração será a 9ª Semana Nacional de Museus, com o tema ‘‘Museu e Memória’’, que contará com a participação de todos os seguimentos da cidade.
A equipe do Museu informa que o telefone para contato e agendamento de visitas guiadas é 32-3741-7884 e email museucarangola@ymail.com
Segue abaixo a programação da 9ª Semana Nacional de Museus:

Programação da 9ª Semana Nacional de Museus
16/05/2011 – Segunda-Feira – 19h30min às 21hs.
* · Inauguração da Tecnologia de Ponta que o Museu Municipal de Carangola – MG adquiriu através do Projeto FEC (Fundo Estadual de Cultura),
* · Inauguração da sala de Acervo Médico e Hospitalar,
Mini-Palestra realizada pelo Dr. Fernando Quintão Hosken Filho, caracterizando o acervo deixado pelo seu pai e demais médicos.
* · Inauguração do quarto da saudosa pianista Corália D’Ávila Hosken, com uma pequena fala de seu filho Francisco Samuel Hosken.
* · Reinauguração do Arquivo Histórico Municipal – CDH – Centro de Documentação Histórica, com uma singela homenagem ao Professor Rogério Carelli (um dos grandes incentivadores da manutenção do acervo documental),
Apresentação do projeto em andamento ‘‘Reorganização do Arquivo Histórico Municipal’’,
* · Inauguração do Salão Nobre do Museu, Nome escolhido: Jayro Motta Hosken,
Singela homenagem póstuma – Convidado: Professor Renato Nacaratti,
* · Comunicação sobre a incrementação do Setor de Biodiversidade pela Bióloga Fabyolla Belan – Coordenadora do Setor.
Local: Museu Municipal
17/05/2011 – Terça-feira – 20h30 às 21h30min
* · Apresentação dos Patrimônios Imateriais Banda Lyra 21 de Abril, Caxambú e Boi Pintadinho.
* · Mini-Palestra proferida pelo Historiador Randolpho Radsack – Diretor de Museu e Arquivo Histórico Municipal de Carangola – MG. Membro do Conselho do Patrimônio Histórico do município.
Local: Pátio Externo do Museu Municipal.
18/05/2011- Quarta-feira- 19h30min às 20h30min
* · Palestra: “Preservação e Importância dos Sítios Arqueológicos para nossa História”, com o Palestrante Leandro Mageste integrante da Equipe do MAEA.
Local: Salão Nobre do Museu Municipal
19/05/2011 – Quinta-feira – 19h30min às 20h30min
* · Apresentação de Poemas sobre a Preservação os Patrimônios Históricos Materiais e Imateriais – Autor: Carlos Henrique Rangel, Amaro Vaz e outros.
Poesias Declamadas por alunos das Escolas de Carangola – MG
Local: Salão Nobre do Museu Municipal
20/05/2011 – Sexta-feira – 19h30min às 20h
* · Palestra: ‘‘A importância da Biodiversidade no Museu’’ proferida pela Professora Vanilsa Bevilaqua.
Local: Salão Nobre do Museu Municipal
21/05/2011 – Sábado – 21h às 22h30min
Noite Cultural:
* · Apresentação dos Alunos da Escola de Música – LC Music.
* · Apresentação de Tango e Bolero pela Escola ‘‘Arte da Dança’’.
* · Apresentação de Samba de Gafieira pela Escola de Dança ‘‘Passo a Passo’’.
Local: Salão Nobre do Museu Municipal
22/05/2011 – Domingo – 8h às 17h
* · Filme apresentando Carangola e seus bens Patrimoniais.
* · Apresentação dos Trabalhos realizados durante as oficinas de Educação Patrimonial.
* · Encerrando com a apresentação da Escola de Dança Meia Ponta – Márcia Valladão
Local: Salão Nobre do Museu Municipal
Obs: Informamos que do dia 18 ao dia 20, a partir das 13hs haverá no Museu oficinas de Educação Patrimonial com o seguinte tema: Conscientização dos Patrimônios Históricos Materiais e Imateriais que possuem Carangola e região.
Atenção: É de suma importância que para melhor atendimento, as visitas guiadas sejam marcadas antecipadamente.

domingo, 1 de maio de 2011

Independência das Treze Colônias da América

Parte da grande revolução que mudou os destinos da civilização ocidental no final do século XVIII, a guerra da independência dos Estados Unidos (revolução americana) abriu uma nova era na história da humanidade. E o país surgido desse movimento libertário tornou-se modelo e inspiração para as colônias ibero-americanas em seu desejo de emancipação das potências colonizadoras.
Origens. Dá-se o nome de revolução americana à luta das colônias estabelecidas na América do Norte, para se tornar independentes da Grã-Bretanha. Vitoriosas, as colônias passaram a constituir uma república independente, estabelecida com base em princípios democráticos que, pela primeira vez, ganhavam forma estatal.
Iniciada em 1607, a emigração inglesa para a América do Norte deu origem à formação de colônias, que em 1732 já eram 13. Entre as causas que concorreram para a guerra de independência (de 1775 a 1781) figura o abandono em que estas se encontravam. Os colonos tinham, por isso, que resolver sozinhos seus problemas, o que lhes dava uma posição de autonomia em relação ao governo metropolitano. Além disso, os ingleses não estavam bem a par das condições das colônias e, preocupados com os próprios problemas, não lhes dedicavam muita atenção.

Entrementes, aumentava a importância econômica das colônias, sobretudo depois que a Grã-Bretanha, vitoriosa na guerra contra a França (Guerra dos Sete anos), acrescentou às suas possessões americanas todo o Canadá e as terras situadas entre os montes Apalaches e o rio Mississippi. Após o conflito, encontrando-se em difícil situação econômico-financeira, a Grã-Bretanha decidiu exigir das colônias a observância da Lei de Navegação (Navigation Act), que limitava grande parte do intercâmbio comercial destas exclusivamente à metrópole. Reprimia-se também o contrabando. Além disso, a Lei do Açúcar (Sugar Act), de 1764, que regulamentava o comércio do açúcar, aumentava o descontentamento dos colonos. E os que especulavam com a terra foram atingidos em seus interesses pelo decreto que proibia a colonização de áreas situadas além dos montes Apalaches.
Diante da necessidade de manter dez mil soldados ingleses para a defesa das colônias, o Parlamento aprovou em 1765 a Lei do Selo (Stamp Act), que estabelecia várias taxas a serem pagas por documentos legais e oficiais, através dos quais os colonos iriam cobrir as despesas de manutenção das tropas britânicas. A reação foi tamanha que o Parlamento teve de tornar sem efeito o decreto no ano seguinte. Mas aprovou, em seguida, o Declaratory Act, em que afirmava ter "pleno poder e autoridade" para legislar sobre as colônias.
Massacre de Boston. Em 1767, um novo decreto, o Townshend Act, tornou ainda mais tensas as relações entre a metrópole e as colônias. Esse decreto estabelecia impostos sobre o chá, o chumbo, o papel e o vidro, importados pelas possessões americanas. O dinheiro assim obtido destinar-se-ia a pagar os funcionários britânicos das colônias. Estes eram muito mal vistos, pela maneira como agiam: apreendiam mercadorias de comerciantes honestos e, muitas vezes, praticavam contrabando. A reação dos colonos recrudesceu. Os comerciantes negaram-se a importar mercadorias britânicas, e o líder revolucionário Samuel Adams levantou a população de Massachusetts.
Em 5 de março de 1770 ocorreu o chamado massacre de Boston. Dois regimentos britânicos que tinham sido enviados para conter os radicais daquela cidade entraram em choque com uma multidão, matando várias pessoas. As notícias espalharam-se por todas as demais colônias, e novamente o Parlamento britânico foi obrigado a recuar e anulou, meses mais tarde, o Townshend Act.
A Festa do chá de Boston
Crise do chá. Após três anos de relativa paz, em 1773 foi aprovada a Lei do Chá (Tea Act), com o objetivo de ajudar a Companhia das Índias Orientais a vender seus excedentes de chá nas colônias. Além do elevado preço do produto, os compradores ainda teriam de pagar impostos, e o lucro de sua comercialização reverteria, em grande parte, em favor dos agentes da companhia. Em represália, os navios que transportavam chá para as colônias deixaram de ser descarregados, e tiveram de regressar à metrópole. Foi novamente em Boston que os acontecimentos assumiram caráter mais grave. No dia 16 de dezembro de 1773, vários colonos disfarçados de índios atacaram três navios no porto e jogaram ao mar toda sua carga de chá. Esse incidente, conhecido como Boston Tea Party, foi o estopim da revolução.
A Grã-Bretanha viu-se então diante de duas alternativas: ceder mais uma vez ou adotar severas medidas de repressão. Decidindo por estas últimas, votou o que os colonos denominaram Leis Intoleráveis (Intolerable Acts), a mais enérgica das quais determinava o fechamento do porto de Boston até que os proprietários do chá fossem indenizados.
Os colonos uniram-se para enfrentar a metrópole e, em 1774, realizou-se em Filadélfia o I Congresso Continental, com a presença de delegados de todas as colônias, à exceção da Geórgia. Foi aprovada, então, a Declaração de Direitos e Agravos (Declaration of Rights and Grievances), que exigia a revogação das Intolerable Acts. O congresso tentou entrar em acordo com o governo inglês, mas fracassou. Com o assentimento do rei Jorge III, o governo decidiu reforçar as tropas britânicas nas colônias, a fim de garantir o cumprimento das decisões parlamentares.
Luta armada. Em abril de 1775, o general Thomas Gage, comandante das tropas britânicas em Boston, decidiu prender dois dos principais líderes americanos, Samuel Adams e John Hancock, e apoderar-se do material bélico reunido pelos colonos em Concord. Em Lexington, as forças de Gage entraram em choque com grupos armados e, depois de uma troca de tiros, os britânicos seguiram para Concord, onde destruíram a munição ali existente. De volta a Boston, enfrentaram novamente os colonos e foram por eles dispersados. Era o início da revolução americana.
O II Congresso Continental, reunido em Filadélfia, designou George Washington para comandar as forças dos colonos. Ainda havia esperanças de que a coroa fizesse concessões para evitar a separação. Mas por toda parte a autoridade real entrava em colapso: vários governadores refugiaram-se a bordo de navios ingleses e voltaram para Londres; outros foram aprisionados. A situação tornava-se de fato inconciliável: a saída era a submissão total ou a independência. A pregação libertadora encontrou um vigoroso apóstolo em Thomas Paine, cujo panfleto Common Sense (1776; O bom senso) atacava o princípio mesmo da monarquia hereditária, afirmando que um só homem honesto vale mais para a sociedade "do que todos os bandidos coroados que já existiram".
Enquanto isso, a luta prosseguia. Ethan Allen, de Vermont, e Benedict Arnold, de Connecticut, expulsaram os britânicos do forte Ticonderoga, às margens do lago Champlain, onde dois dias depois Crown Point foi tomada. Essas vitórias deram aos colonos uma passagem de comunicação com o Canadá.
Designado comandante das tropas britânicas, em substituição a Gage, o general William Howe decidiu tomar os montes Bunker e Breed, próximos a Boston, para fortalecer sua posição. A batalha de Bunker Hill (monte Bunker) foi travada em junho de 1775, e custou tantas perdas aos britânicos que os colonos, embora derrotados, consideraram-na uma vitória.
George Washington assumiu o comando das tropas que cercavam Boston, e treinou-as com rigor durante 1775. Nesse mesmo ano, no Canadá, o general Richard Montgomery, comandando as tropas americanas, ocupou Montreal e seguiu para Quebec. O ataque a esta última cidade fracassou, e Montgomery foi morto. A retirada dos americanos foi desastrosa, e os britânicos passaram então à ofensiva. No ano seguinte (1776), Washington cercou Dorchester Heights, acima de Boston, o que levou o inimigo a abandonar a cidade sem luta, deixando armas e munições. As tropas desalojadas seguiram para Halifax, e Washington concentrou suas forças em Nova York, à espera da ofensiva britânica.
Declaração de Independência. Depois de um ano de debates, em 4 de julho de 1776 o Congresso aprovou finalmente a Declaração de Independência, redigida por Thomas Jefferson, John Adams e Benjamin Franklin. Esse documento de importância histórica universal inspirou-se nas idéias avançadas de pensadores franceses e ingleses. Diz a declaração em seu preâmbulo:
"Consideramos evidentes por si mesmas as seguintes verdades: todos os homens foram criados iguais e dotados por seu criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais a vida, a liberdade e a busca da felicidade; para assegurar esses direitos, constituem-se entre os homens governos cujos poderes decorrem do consentimento dos governados; sempre que uma forma de governo se torna destrutiva desse fim, o povo tem o direito de aboli-la e de estabelecer um novo governo..."
Mais concretamente, a declaração estipulava o direito das colônias a se tornarem "estados livres e independentes", desligados de qualquer compromisso de obediência à coroa da Grã-Bretanha, com a qual ficava rompida toda união política.
Em agosto do mesmo ano, Howe atacou Nova York, onde se travaram violentas batalhas. As tropas de Washington tiveram, no entanto, de bater em retirada, atravessando Nova Jersey, até Delaware. No ano seguinte, os britânicos ameaçaram Filadélfia. Washington tentou defender a cidade mas foi batido, e novamente derrotado em Germantown, Pensilvânia. Paralelamente, o general britânico John Burgoyne invadiu as colônias do Canadá. Retomou Ticonderoga e Crown Point, mas perdeu a batalha de Saratoga. Decisiva para os americanos, essa vitória ajudou Benjamin Franklin a conseguir o auxílio da França. Logo depois, a Espanha entrou na guerra contra a Grã-Bretanha. Na guerra naval destacou-se John Paul Jones. No comando do Bon Homme Richard, bateu-se contra o navio britânico Serapis, episódio que constituiu a maior batalha naval da guerra.
Capitulação dos britânicos. Em 1778, a luta estendeu-se para o sul. Henry Clinton, o novo comandante das tropas britânicas, tomou a Geórgia e dois anos depois apoderou-se de Charleston, Carolina do Sul, aprisionando o exército de cinco mil homens do general Benjamin Lincoln. Os ingleses controlavam quase todo o sul, mas tinham de enfrentar freqüentes ataques de guerrilheiros americanos. As forças da metrópole tentaram uma ofensiva contra a Carolina do Norte, mas foram derrotadas em King's Mountain.
Daniel Morgan venceu tropas britânicas em Cowpens, (1781), mas o marquês de Cornwallis derrotou o general Nathanael Greene, comandante das tropas americanas no sul, em Guilford Court House. Cornwallis seguiu para a Virgínia em perseguição de uma tropa de colonos sob o comando do marquês de Lafayette e tomou Yorktown, concentrando aí seus contingentes militares. George Washington, à frente de um exército de 16 mil homens, atacou o inimigo por terra, enquanto o almirante francês François de Grasse lhe dava cobertura naval. Ao final de várias semanas de lutas, Cornwallis rendeu-se com todos os seus efetivos. A guerra estava praticamente terminada.
Em março de 1782, o chefe do governo inglês Lord North, renunciou. A paz de Versalhes foi ratificada formalmente em 3 de setembro de 1783, com o reconhecimento da independência dos Estados Unidos da América. Nesse mesmo ano, a Grã-Bretanha cedeu a península da Flórida à coroa espanhola, sem, no entanto, delimitar as fronteiras, fato que motivaria intensas disputas territoriais no sul dos Estados Unidos durante muitos anos.

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