" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Personalidades históricas: Louis Pasteur

Inventor do processo conhecido como pasteurização, o químico e biólogo francês Louis Pasteur realizou uma obra científica notável, que não só abriu novos caminhos aos estudos sobre a origem da vida como contribuiu de forma decisiva para a evolução da indústria. Contam-se entre suas realizações as pesquisas sobre doenças infecciosas, meios de contágio, prevenção e controle.
Louis Pasteur
Pasteur nasceu em 27 de dezembro de 1822, em Dole, Jura. Doutor em química e física pela École Normale Supérieure, de Paris, lecionou química na Universidade de Estrasburgo e em 1854 assumiu a cadeira de química da Universidade de Lille, onde também foi decano da faculdade de ciências.
Em sua primeira pesquisa importante, publicada em 1848, Pasteur associou a cristalografia, a química e a óptica e estabeleceu o paralelismo entre a forma exterior de um cristal, sua constituição molecular e sua ação sobre a luz polarizada. Ao estudar os cristais simétricos e dissimétricos, constatou que os produtos da natureza viva são dissimétricos e ativos sobre a luz polarizada, enquanto o contrário ocorre com os produtos de natureza mineral. Esse trabalho, que forneceu a base da estereoquímica, revelou a linha de demarcação entre o mundo orgânico e o mineral.
Entre 1857 e 1863, Pasteur interessou-se pelo estudo dos fermentos e descobriu que uma substância inativa torna-se ativa sob a influência de uma fermentação. Concluiu então que, se toda substância ativa provém da natureza viva, a fermentação é uma obra da vida. Analisou os processos de fermentação de diversas substâncias, entre elas o leite e o álcool, e constatou em definitivo que eram causados pela ação de microrganismos presentes no ar. Rejeitou, assim, a tradicional teoria da geração espontânea e concluiu que as substâncias não se alteram quando protegidas do contato com os microrganismos que impregnam o ar.
Ao pesquisar as alterações do vinho e da cerveja,  descobriu que o vinho se transforma em vinagre sob a ação do fermento Mycoderma aceti. Para evitar a degeneração, criou o processo chamado pasteurização, que consiste em aquecer o líquido a 55o C, temperatura letal para a maioria dos microrganismos encontrados mas na qual se mantêm as propriedades da bebida. O processo de pasteurização passou a ser usado na conservação de cerveja, leite e outras substâncias (com temperaturas variáveis segundo sua natureza), e tornou-se de importância fundamental para a indústria de alimentos e bebidas fermentadas.
A partir de 1865, Pasteur voltou-se para o estudo das moléstias contagiosas, também causadas pela ação de microrganismos. Descobriu os agentes da pebrina, doença do bicho-da-seda que causava grandes prejuízos aos sericicultores franceses, e do carbúnculo hemático, doença infecciosa do gado e transmissível ao homem, contra a qual obteve imunidade mediante a inoculação de microrganismos com virulência atenuada.
Nos últimos anos de pesquisa, Pasteur obteve os mais importantes resultados de sua produção científica. Identificou a bactéria estafilococo como causadora da osteomielite e dos furúnculos, e a estreptococo, da infecção puerperal. Após 1889 produziu duas vacinas essenciais para proteger o homem de agentes patogênicos: contra a raiva ou hidrofobia, uma doença mortal, e contra a cólera das galinhas. Sua contribuição foi essencial na evolução da medicina preventiva, dos métodos cirúrgicos (com a prevenção das infecções), das técnicas de obstetrícia e dos hábitos de higiene.
O cientista fez carreira acadêmica brilhante. Membro da Academia das Ciências, da Academia de Medicina e da Academia Francesa, fundou e dirigiu em Paris o Instituto Pasteur que, criado em 1888 por subscrição internacional, se tornou um dos mais importantes centros mundiais de pesquisa científica. Pasteur foi um constante defensor da adoção de medidas profiláticas para evitar doenças contagiosas causadas por agentes externos e viu vitoriosas muitas de suas idéias antes de morrer em Saint-Cloud, nos arredores de Paris, em 28 de setembro de 1895.

sábado, 4 de junho de 2011

DEUSES NÃO GOSTAM DE CRIANÇAS

EM ÉPOCAS REMOTAS, os rituais religiosos escreveram as páginas mais cruéis da história da humanidade. O curioso é notar que as crianças eram as vítimas preferidas.
        Os cananeus, povo que habitou Canaã antes que aí chegassem os israelitas, praticavam rituais de sacrifício humano, entregando seus próprios filhos à morte, como oferenda ao deus Maloque. Esse deus era representado por uma estátua de latão, figurando o corpo de um homem com cabeça de touro. Tinha os braços estendidos para a frente, um pouco abaixados, as mãos em forma de concha, voltadas um pouco para cima. Os pais depunham as crianças nas mãos da estátua, e ali elas permaneciam por um pouco, até que caíssem numa fornalha que se encontrava logo abaixo, onde morriam queimadas. A estátua às vezes era oca e colocava-se fogo no interior da mesma. As crianças, então, eram postas nas mãos metálicas em brasa da estátua, onde eram literalmente fritadas, morrendo de modo extremamente doloroso. Durante essas macabras cerimônias, tocavam-se tambores para abafar o horror dos gritos dos inocentes imolados. Essas são, para nós, cenas de horror inimagináveis, mas, para eles, isso era apenas um aspecto de seu culto religioso. Era tudo feito muito respeitosamente em nome de seus deuses.
        Os israelitas, na intenção de habitar na terra dos cananeus, travaram guerra com o povo local. Quando, de repente, se viram em desvantagem na batalha, tendo alguns de seus homens sido levados cativos pelos seus opositores, rogaram ajuda ao Senhor e, como está relatado na Bíblia, para conseguirem derrotar os cananeus, os israelitas prometeram a esse mesmo Senhor que, se eles fossem ajudados pelas forças do Alto no seu intento de destruir os cananeus, destruiriam, também, depois, toda a cidade, ato este que seria a sua forma de agradecimento ao Senhor pela força. Ao fim, ganharam a guerra. Mataram os cananeus. E, cumprindo o que haviam prometido ao Senhor, destruíram também toda a cidade, (Números 21:1-3). Como se vê, os israelitas, àquele tempo, entendiam que Deus seria um ser beligerante, que não só aprovava resoluções de conflitos por meio de guerras, mas que também ajudava a promovê-las e executá-las. Os israelitas, que nesse período ainda estavam aprendendo a ser monoteístas, e inclusive tinham extrema dificuldade para se adaptar com essa ideia, viviam religiosamente um exclusivismo cruel, tendo sido, por isso mesmo, um povo altamente destrutivo e intolerante. Após conquistar a terra de Canaã, os israelitas adotaram certos costumes dos cananeus, entre eles o de matar queimados os seus próprios filhos em rituais espirituais.
        Para nós, essas são práticas que aviltam o nosso bom senso. Sequer conseguimos imaginar tanto horror, tanta crueldade, tanta ignorância. Mas os israelitas não pensavam assim deles próprios. Ao contrário, acreditavam que não houvesse na face Terra nenhum outro povo que representasse tão bem a vontade do Senhor quanto eles próprios, pois tudo o que praticavam era em nome de sua crença, e nenhuma outra ideia sobre a Divindade, vinda de outros povos, poderia ser mais legítima do que a deles.
        Na Grécia antiga, Zeus era o deus dos deuses e dos homens, o Senhor Supremo. No culto a Zeus também havia, em determinadas circunstâncias, práticas de sacrifícios humanos, em horripilantes espetáculos. O pai ou o avô de uma criança matava o filho ou o neto, deixando-o passar sede prolongada, e depois o oferecia a Zeus. A oferta do filho imolado era chamada “Manjar da Divindade”.
        Quando Cartago estava sendo sitiada, os seus habitantes entenderam que a desgraça se abatia sobre eles pelo fato de o deus Saturno estar irado, por lhe terem oferecido em sacrifício apenas crianças filhas de escravos e estrangeiros. Então, na iminência do ataque dos adversários, os cartagineses sacrificaram cerca de duzentas crianças, todas escolhidas a dedo, filhas das melhores famílias, crianças bonitas e saudáveis, a fim de satisfazerem a divindade ofendida, pois esta, segundo a crença dos cartagineses, não gostava do cheiro de carne queimada de crianças filhas da ralé.
        Entre os povos da América pré-colombiana, os Astecas, localizados onde hoje é o México, adoravam o deus Tlaloc, divindade da chuva, que exigia sacrifício de crianças. A crença reinante era que as lágrimas vertidas pelas crianças imoladas retornariam em forma de chuva para fertilizar os campos cultivados e dar boas colheitas.
        As formas de crenças e manifestações de cultos, acima descritas, constituem expressões antigas do comportamento do homem diante da Divindade. Naturalmente, nos causam estupefação pelo seu inominável absurdo. Porém, não podemos nos deixar aturdir tanto com o esdrúxulo que nos possam parecer esses rituais do passado, a ponto de nos cegarmos para a nossa própria realidade atual, que não é muito diferente. Não podemos nos esquecer que em pleno século XXI, o nosso mundo ainda é um mundo onde milhões de crianças morrem sacrificadas. O leitor está admirado? Ou não acredita? Então, consulte os dados estatísticos oficiais da ONU: Lá você verá que só de fome morrem mais de 5.000.000 (cinco milhões!) de crianças por ano. O que justifica isso? Nada! É simplesmente inadmissível que num mundo comandado por adultos numa era tão desenvolvida tecnologicamente morram cinco milhões de crianças todo ano! Hoje não adotamos mais o método de queimar nossas crianças, mas desenvolvemos outros artifícios não menos cruéis, como, por exemplo, matá-las de fome. Essas crianças são sacrificadas, sim, pois se elas morrem de fome não é por falta de comida, nem por infertilidade de nossas terras ou falta de dinheiro. Basta dizer que a metade de toda a riqueza do mundo está concentrada nas mãos de pouco mais de trezentas pessoas, e então não teremos dúvidas de que as crianças que morrem de fome, hoje, são vítimas do abandono do mundo adulto, onde o dinheiro - deus desse mundo materialista - vale mais do que a vida humana. Mas, contraditoriamente, nunca houve tempos de tanta manifestação de religiosidade como nos nossos dias. Só para ilustrar, os Estados Unidos são a Nação mais poderosa do planeta e ostentam o título de maior país protestante do mundo. A política econômica desse país, entretanto, representa uma das mais cruéis máquinas de segregação dos pobres e seu extermínio, e é responsável pela morte de uma grossa parcela das infelizes cinco milhões de crianças sacrificadas a fome por ano. Isso nos faz concluir, tristemente, que o homem do nosso tempo continua praticando o sacrifício de crianças, só que não mais em nome de Deus. As nossas crianças, hoje, são sacrificadas não a Deus, mas apesar de Deus. 

Jose Fernandes


Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Artigo de autoria do escritor José Fernandes, publicado no site www.escritorjosefernandes.com, no dia 29/05/2011.). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Projeto de Lei 267/11 - Projeto estabelece punições para estudante que desrespeitar professor

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante. 

Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


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Trabalhadores/as em educação decidem paralisar atividades dia 8 de junho


A deliberação foi tirada terça-feira (31/05), por cerca de 5 mil trabalhadores/as em educação, durante Assembleia Estadual da categoria, realizada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A greve, por tempo indeterminado, que começará dia 08 de junho, será deflagrada em Assembleia Estadual, quando a categoria se juntará aos outros movimentos de greve do funcionalismo (Polícias Militar e Civil).
O movimento de paralisação desta terça-feira, segundo a direção do Sind-UTE/MG, teve adesão de aproximadamente 70% da categoria em todo o Estado. Em Belo Horizonte, a mobilização contou com a participação de delegações de todas as regiões de Minas.

Atividades
Pela manhã, o Conselho Geral do Sind-UTE/MG se reuniu no Auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA), para debater as estratégias da campanha salarial e avaliar as reuniões com o Governo do Estado, ocorridas nessa segunda (30/05).
Não houve avanços na reunião entre o Sind-UTE/MG e a Secretaria de Estado da Educação no sentido de se viabilizar uma proposta para o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), de acordo com a Lei 11.738/08. O Governo também não apresentou a minuta de edital do concurso, alegando que está em fase final de elaboração do documento, que será ainda encaminhado ao Sindicato.
A Secretaria Estadual de Educação afirma que o governo já paga o Piso através do subsídio, o que foi contestado pela Comissão de Negociação do Sind-UTE/MG. O Sindicato reforçou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que votou a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.167, estabelecendo exatamente o contrário da interpretação da Secretaria de Educação de Minas Gerais, ou seja, o Piso Salarial é composto apenas do vencimento básico, excluídas quaisquer vantagens e gratificações.
O subsídio, ao contrário do Piso Salarial, é composto de toda a remuneração do profissional da educação. Portanto, subsídio não é Piso Salarial.
A posição do governo foi levada à Assembleia, que mediante a intransigência do Executivo estadual, decidiu deflagrar greve por tempo indeterminado. Para a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, a inércia do Governo Anastasia traz um grande prejuízo à educação mineira. “Novamente os/as profissionais/as da educação se veem diante de um governo incapaz de adotar política de valorização profissional, mesmo quando imposta por uma lei federal, a lei que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional. Por isso, precisamos pressionar o Governo: paga o Piso ou a gente pára a escola!”, afirma.
 
[Fonte: SINDUTE/MG]

segunda-feira, 30 de maio de 2011

3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

Museu Exploratório de Ciências - UNICAMP recebe desta segunda-feira até 9 de agosto, em sua página na internet, as inscrições para a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Composta por cinco fases online e uma presencial, a competição envolve professores e alunos na resolução dos problemas propostos, com o objetivo de estimular o conhecimento e o estudo, despertando talentos e aptidões. A primeira fase da competição começa dia 15 de agosto. A fase presencial acontece no dias 15 e 16 de outubro, na Universidade Estadual de Campinas.
          Podem participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de um professor de história. A taxa de inscrição é de 20 reais para equipes de escolas públicas e 40 para equipes de escolas particulares.
            Como nas edições anteriores, o Museu custeará com o apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a vinda de uma equipe de cada estado brasileiro para participar da fase presencial. Após a final da Olimpíada, os professores responsáveis por essas equipes permanecerão na Unicamp para realizar capacitação de uma semana.
           A ONHB premiará escolas, alunos e professores, com medalhas de ouro, prata e bronze e certificados de participação. A escola receberá doação de livros para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista de História da Biblioteca Nacional por um ano.
Sobre
A Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma realização do Museu Exploratório de Ciências – UNICAMP, concebida e elaborada por historiadores e professores de história do MC e da universidade. Como proposta, os participantes têm a oportunidade de trabalhar com temas fundamentais da história nacional e de conhecer de perto as práticas e metodologias utilizadas pelos historiadores.
 O evento é patrocinado pelo CNPq e conta com o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional, da Azul Linhas Aéreas Brasileira e da TV Globo.
A 1ª Olimpíada, realizada em 2009, inscreveu mais de 16 mil participantes e reuniu cerca de duas mil pessoas na final presencial realizada na Unicamp, nos dias 12 e 13 de dezembro. No ano passado, a 2ª edição cresceu exponencialmente, tendo grande alcance nacional com mais de 43 mil participantes. A estimativa dos organizadores para 2011 é triplicar a quantidade de participantes.
 
CALENDÁRIO
Inscrições
30/05 a 09/08
Fase 1
15/08
Fase 2
22/08
Fase 3
29/08
Fase 4 
05/09
Fase 5
12/09
Fase 6
15 e 16/10
 
 
 
 
 
 
 
 

Contato:
Camila Delmondes
Assessoria de Imprensa
(019) 3521 1816 / (019) 9281 0354 

Um tour pelos mausoléus comunistas.

O site Atlas Obscura alega fazer compêndios de coisas maravilhosas, curiosas e exóticas. Bem, esse é realmente exótico: um guia dos túmulos de líderes comunistas. Mas se você der uma chance, irá descobrir diversos fatos históricos interessantes e nós selecionamos alguns para você (por lá tem muito mais, só que em inglês):

Lênin – União Soviética 
Editora Globo
O corpo de Lênin embalsamado// Crédito: Reprodução

“O cadáver de Lênin só deixou seu mausoléu na Praça Vermelha em Moscou uma vez. Tirou férias – se assim você quiser – para Tymen, na Sibéria (juntos com seus embalsamadores, que tinham que mantê-lo “fresco”), quando Moscou estava no meio da invasão nazista. Em março de 1945, uma operação soviética chamada “Objeto nº 1” transferiu Lênin da Sibéria de volta para seu mausoléu em Moscou”


Ho Chi Minh – Vietnã 
Editora Globo
O mausoléu de Ho Chi Minh// Crédito: Reprodução

Na verdade, o corpo de Ho está tão bem conservado que gera controvérsias. O consenso geral é que mesmo um corpo perfeitamente embalsamado teria mais marcas de decadência que o corpo do líder vietnamita. Logo após o aniversário de 40 anos de sua morte, o mausoléu foi fechado para “renovação” para que especialistas russos trabalhassem na preservação do corpo. Com isso tudo, as pessoas quem prestavam homenagens diárias a Ho Chi Minh passaram a expressar dúvidas...”


Mao Tsé-Tung - China 
Editora Globo
O corpo de Mao Tsé-Tung embalsamado// Crédito: Reprodução

“Um caixão de cristal era necessário, mas a técnica de construção para uma peça assim era bem guardada pelos soviéticos, inimigos políticos da China. Assim, uma competição para construir o caixão de Mão foi iniciada e cada competidor era forçado a colocar sua testar sua criação por meio de testes de desastres ambientais, incluindo terremotos

“Após sua morte, suas orelhas ficaram em posições engraçadas, seu corpo inchou e os embalsamadores foram forçados a cortar seu terno para que o corpo de Mão não estourasse a roupa.”

Kim Il Sung - Coreia do Norte 
Editora Globo
O mausoléu de Kim Il Sung// Crédito: Reprodução

“Um estrangeiro, que presenciou tudo, relatou que o processo de prestar homenagem a Kim Il Sung em sua data de nascimento foi uma das experiências mais surreais de sua vida. Consiste em uma parada com toda pompa e circunstância que dura metade de um dia e faz um tour completo pelo mausoléu, passando por túneis de vento e rolos de borracha para retirar toda a sujeira dos sapatos, tudo pulsando ao som triste da música Realismo Socialista”
 [ Fonte: Revista Galileu]

domingo, 29 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Breve história da Tatuagem.


A tatuagem já foi usada para identificar bandidos e enfeitar poderosos; para juntar tribos e afugentar inimigos; para mostrar preferências e esconder imperfeições. O que não mudou quase nada foi a técnica de aplicação de tinta na pele. Passados mais de 4 mil anos, ela ainda é feita por meio de agulhas que perfuram a derme. Perseguida em vários momentos da história, a prática foi banida por decreto papal no século 8 e na Nova York do século 20. Apesar disso, é difícil encontrar quem nunca tenha pensado em fazer uma.


>> Entre 2160 a.C e 1994 a.C.
Múmias de mulheres egípcias, como a Amunet, possuem traços e inscrições na região do abdome

>>> Há mais de 2.400 anos
Múmias encontradas nas montanhas de Altais, na Sibéria, apresentam ombros tatuados com animais, reais e imaginários

>>> Entre 509 aC e 27 aC
Os imperadores romanos determinam que, para não serem confundidos com súditos mais bem afortunados, prisioneiros e escravos sejam tatuados

>>> 787
Sob a alegação de ser coisa do demônio, o papa Adriano I proíbe as pessoas de se tatuarem

>>> Entre os séculos 15 e 17
Durante a invasão da Bósnia e Herzegovina pelos turcos otomanos, os católicos tatuavam cruzes como forma de evitar ter de rezar para Alá

>>> 1600
Com o fim das guerras feudais no Japão, os serviços dos samurais tornaram-se desnecessários. Surge, então, a Yakuza, a máfia japonesa

>>> 1769
Em expedição à Polinésia, o navegador inglês James Cook nota a tradição local de marcar o corpo com tinta. Na língua local, chamam isso de "tatao"

>>> Entre 1831 a 1836
A bordo do HMS Beagle, Charles Darwin registra que a maioria dos povos do planeta conheciam ou utilizavam algum tipo de tatuagem

>>> 1891
O americano Samuel O’Reilly patenteia a máquina de tatuar. Trata-se de uma adaptação de uma invenção de Thomas Edison

>>> 1928
Em Chicago, um caminhão com peles tatuadas é roubado. A coleção pertencia a Masaichi Fukushi, médico japonês que estudava como a tatuagem ajudava a preservar a pele

>>> 1942
Durante a Segunda Guerra, os nazistas tatuavam um número no corpo dos judeus para identificá-los como prisioneiros nos campos de concentração

>>> 1959
Chega ao Brasil o dinamarquês Knud Gegersen, o primeiro tatuador profissional a atuar por aqui

>>> 1961
Depois de um surto de hepatite B, a Secretaria da Saúde de Nova York proíbe a realização de novas tatuagens na cidade

>>> 1999
A empresa de brinquedos Mattel lança a Barbie Butterfly Art, boneca que vinha com uma tatuagem lavável

>>> dezembro de 2009
Ao passar 52 horas tatuando o corpo de Nick Thunberg, o americano Jeremy Brown bateu o recorde mundial de sessão mais longa, que era de 43h50min, estabelecido em 2006

[ Fonte: Revista Galileu ]

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Manifesto distribuído em Salvador, 1798


No dia 12 de agosto de 1798, foram espalhados diversos panfletos manuscritos pela cidade de Salvado. Um deles anunciava que a revolução e a liberdade estavam para chegar. A responsabilidade por ele e pelos outros manuscritos foi atribuída ao soldado Luiz Gonzaga das Virgens, identificado pela letra como seu autor. Os Soldado Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas, assim como os alfaiates João de Deus Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira, foram condenados à morte na forca por serem responsabilizados pela Conspiração que queria proclamar uma República independente e livre da escravidão na Bahia, outros mulatos e negros, como eles, foram condenados a penas de açoites, prisão perpétua e degredo na África . Os brancos, pertencentes à elite baiana, tiveram penas menores ou foram absolvidos. 

"Aviso ao Povo Bahiense
Ó vós Homens cidadãos; ó vós Povos curvado, e abandonados pelo Rei, pelo seus depotismos [...]
Ó vós Povo que nascesteis para sereis livre e para gozares dos bons efeitos da Liberdade, ó vós Povos que viveis flagelados com o pleno poder do indigno coroado, esse mesmo rei que vós criastes; esse mesmo rei tirano é quem se firma no trono [...] para vos roubar e para vos maltratar.
Homens, o tempo é chegado para a vossa ressurreição, sim para ressuscitareis do abismo da escravidão, para levantareis a sagrada Bandeira da Liberdade. [...]
A França está cada vez mais exaltada [...], as nações do mundo todas têm seus olhos fixos na França, a liberdade é agradável para todos; é tempo povo, povo o tempo é chegado para vós defendereis a vossa Liberdade; o dia da nossa revolução; da nossa Liberdade e de nossa felicidade está para chegar, animais-vos que sereis felizes."

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Saindo da rotina...

MENSAGEM CRIATIVA DE UMA ESCOLA DA CALIFÓRNIA

Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia decidiram gravar na secretária eletrônica. 
A escola cobra responsabilidade dos alunos e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa e, por isso, ela e os professores estão sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares. 

 
Eis a mensagem gravada: 
 
- Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções: 
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecle 1. 
- Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa - tecle 2. 
- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecle 3. 
- Para insultar os professores - tecle 4. 
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos - tecle 5. 
- Se quiser que criemos o seu filho - tecle 6. 
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecle 7. 
- Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano - tecle 8. 
- Para se queixar do transporte escolar - tecle 9. 
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecle 0. 
- Mas se você já compreendeu que este é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!"

domingo, 22 de maio de 2011

Excursão à UFV.



Os alunos dos segundos e terceiros anos do Ensino Médio E. E. Altivo Leopoldino de Souza de Espera Feliz, realizaram uma excursão   à Universidade Federal de Viçosa ( UFV ), para participarem do evento "A Graduação na UFV", que visa  demonstrar aos estudantes do 9º ano do Ensino fundamental e Ensino Médio, sua grade de cursos universitários, o campus da UFV é aberto para os estudantes participarem de vários eventos como palestras, visitação a estandes, apresentações de danças e músicas,  é uma grande oportunidade para criar uma perspectiva de futuro para nossos estudantes, que possam entender que a EDUCAÇÃO é o melhor meio para levá-los a trilhar as carreiras que desejam. Foi um belo dia com muita descontração, alegria e aprendizado.

Tratados de Paz: Tratado de Versalhes

Aliados e Alemanha assinam Tratado de Versailles – Documento 
obriga derrotados a assumir total e única responsabilidade pela guerra
– Caráter excessivamente punitivo traz críticas e desconfiança
Autoridades reunidas: Lloyd George, Vittorio Emanuele Orlando, Georges Clemenceau e o americano Woodrow Wilson

m 1871, o Palácio de Versailles abria, constrangido, sua famosa Galeria dos Espelhos para as solenidades em comemoração à acachapante vitória germânica na Guerra Franco-Prussiana. Ali, em pleno coração da derrotada França, Otto von Bismarck finalizava a unificação do estado alemão e proclamava o Império Germânico, rascunhando o destino de uma nação cujo poderio militar parecia não conhecer limites – mas que a História, quatro décadas depois, trataria de estabelecer. Em 28 de junho de 1919, os alemães, agora solapados pelo fracasso na Grande Guerra, voltaram a Versailles cabisbaixos, para assumir toda a culpa pelas hostilidades militares e para mostrar sua disposição em reparar territorial e financeiramente todo o estrago causado em quatro anos de batalhas. Humilhados, também concordaram em ter sua brilhante máquina de guerra desmobilizada e seu exército tosado e marginalizado, limitado em número e amansado pelos inimigos. Assinado por vencedores e vencidos, o Tratado de Versalhes decreta oficialmente o final da guerra – mas não o término do vexame germânico.

Punitivo, o calhamaço tem 440 artigos e mais um florilégio de apêndices, anunciando de alguma forma a responsabilidade da Alemanha por todas as agruras sofridas no planeta nestes últimos anos. O documento também redefine as fronteiras da Europa, obrigando os germânicos a devolver territórios anexados e a ceder alguns rincões como compensação. A lista de exigências é longa; a seguir, alguns dos principais pontos do tratado, que versa apenas sobre a Alemanha – a negociação com as outras nações das Potências Centrais (Áustria, Bulgária, Hungria e Turquia) será feita separadamente e em datas ainda a serem definidas.
  • Admissão de culpa e responsabilidade única da Alemanha pela ocorrência da Grande Guerra
  • Proibição da união entre Alemanha e Áustria
  • Compromisso de reparações financeiras a definir (especialistas falam em uma quantia superior a 20 bilhões de dólares)
  • Concordância com julgamento internacional do Kaiser e de outros líderes de guerra
  • Devolução da Alsácia e da Lorena à França
  • Cessão de Eupen-Malmedy à Bélgica, de Memel à Lituânia e do distrito de Hultschin à Checoslováquia
  • Entrega da Poznania, Silésua setentrional e Prússia oriental à Polônia restabelecida
  • Entrega das possessões ultramarinas na China, África e Pacífico
  • Transformação de Danzig em cidade livre
  • Desmilitarização permanente e ocupação aliada por 15 anos da província do Reno
  • Limitação do Exército Alemão a 100.000 homens, para segurança interna, sem tanques, sem artilharia pesada, sem suprimentos de gás, sem navios ou aviões
  • Limitação da Marinha Alemã a belonaves inferiores a 100.000 toneladas e proibição de submarinos
Impossível – Finalizado pelos aliados em abril, após quatro meses de deliberações de 70 delegados de 27 países – nenhum dos derrotados –, o documento foi entregue às autoridades alemãs no dia 7 de maio, com um prazo de resposta de três semanas. Ao chegar à delegação de paz germânica, liderada pelo conde Brockdorff-Rantzau, os termos do pacto causaram revolta. “Perdemos o fôlego quando lemos as exigências que nos foram feitas, a violência vitoriosa de nosso inimigos. Quando mais penetramos no espírito desse tratado, mais nos convencemos que é impossível levá-lo adiante”, respondeu o conde, devolvendo aos aliados uma contraproposta com nove itens e requisitando ainda uma audiência para discutir outros termos detalhadamente. Inflexíveis, os vencedores, em documento assinado pelo primeiro-ministro francês Georges Clemenceau, rejeitaram o pedido de encontro e ignoraram a absoluta maioria das ponderações tedescas. “O protesto da delegação germânica mostra que eles não entendem a posição que está a Alemanha hoje”, disparou Clemenceau.
Contudo, os alemães se mantinham firmes na decisão de não assinar o documento, justificando ser um peso que a população não poderia suportar. No início do mês de junho, as negociações chegaram a um preocupante impasse, o que fez, no dia 16, os aliados soltarem uma ameaça que aterrorizou os germânicos: caso os derrotados não subscrevessem o tratado no prazo de uma semana, Estados Unidos, França e Grã-Bretanha retomariam as ações militares contra a Alemanha. O conde Brockdorff-Rantzau, então, aconselhou as autoridades provisórias, que se reuniam na Assembleia Nacional em Weimar para criar uma nova e democrática Constituição para o país, a autorizar a ratificação dos termos dos aliados. Dito e feito, estabeleceu-se para a assinatura do tratado o dia de 28 de junho. Simbólica, é a mesma data em que, na folhinha de 1914, o estudante sérvio Gavrilo Princip alvejou o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do hoje defunto Império Austro-Húngaro – balázio que acendeu a fagulha da Grande Guerra.
Insatisfação generalizada – Curiosamente, o Tratado de Versalhes desagradou igualmente vencidos, vencedores e observadores neutros. Para os especialistas independentes, o documento, punitivo em excesso, teria se distanciado demais da aclamada proposta de catorze pontos do presidente Woodrow Wilson, que fundamentou o armistício. Para os franceses, porém, todo o castigo ainda foi pequeno. O Tratado de Versalhes não atendeu por completo a sede de vingança dos gauleses, que sofreram a invasão alemã em seu território, vitimando mais de 400.000 civis. Clemenceau, por exemplo, queria que a província do Reno, de indústria historicamente pujante, fosse retirada da Alemanha para evitar um novo fortalecimento do país. Wilson e o primeiro-ministro britânico David Lloyd George vetaram a proposta, determinando, em contrapartida, uma ocupação militar aliada na região durante 15 anos.
Mesmo com o veto às exigências de Clemenceau (a quem apelidou de “Napoleão” e “Jesus Cristo”), Lloyd George achou a carta em demasiado pesada – suas exigências poderiam, ao invés de apaziguar a Alemanha, incitá-la ainda mais contra os aliados. E é esse o único ponto que parece ter se tornado unanimidade em Versalhes. O indefinido futuro europeu ao fim da “guerra para acabar com todas as guerras” toma ares sombrios. Seja nas palavras de Lloyd George, já antecipando novos problemas com a Alemanha, ou no clamor da publicação holandesa Algemeen Handelsblad, cujo editorial grita que “a Alemanha acorrentada e escravizada será sempre uma ameaça à Europa”, todos têm em mente um só pensamento – e ninguém melhor que o supremo comandante aliado, marechal Ferdinand Foch, para externá-lo. Com seu pragmatismo característico, ele sentenciou, após a notícia da assinatura do Tratado de Versailles: “Isto não é a paz. É apenas um armistício válido pelos próximos vinte anos.”
Dia histórico em Versalhes
Autoridades chegam para a assinatura do tratado e
multidões tentam acompanhar a ocasião marcante.


[Fonte: Veja da História]

sábado, 21 de maio de 2011

Depoimento da Professora Amanda Gurgel - a Educação no Brasil



Discurso de professora vira hit na web e ganha apoio de secretária do RN
'Não basta mobilização virtual', diz Amanda Gurgel, que leciona português.
Ela resumiu a realidade do professor pelos números do seu salário: R$ 930.

Amanda Gurgel, professora de português da rede pública do Rio Grande do Norte, virou nos últimos dias uma "celebridade" na internet depois que o vídeo com seu discurso na Assembléia Legislativa daquele estado, feito em audiência pública na semana passada, foi postado na rede. No seu pronunciamento, Amanda resume a situação da vida de um professor de escola pública em três algarismos: nove, três zero. "São os números do meu salário: R$ 930", discursou a professora. A secretária da educação do estado, Betânia Ramalho, se disse solidária à posição da professora. "Que grito de indignação desperte a sociedade por um novo projeto de educação para o país", afirmou a secretária.
O vídeo se multiplicou na web e o nome de Amanda Gurgel surgiu entre os mais citados do Twitter. Em quatro dias, o vídeo já teve mais de 200 mil exibições. A repercussão surpreendeu a professora. Em entrevista ao programa "RN TV", da InterTV, afiliada da Rede Globo, Amanda disse que falou apenas o que vive diariamente em seu trabalho. "Falei de forma esportânea. É o que comentamos diariamente nas escolas. No intevalo é só o que a gente fala do cansaço, da rotina, diário, aula trabalho, ônibus para pegar", afirmou a docente, que já tem perfis fakes nos sites de rede social. "Não participo dessas redes por falta de tempo. Não faço parte do mundo da internet."

A professora espera que este sucesso na internet possa de alguma forma mobilizar a população a exigir melhores condições de trabalho para os professores. "Não basta uma mobilização apenas no espaço virtual. Se todas as pessoas estão se identificando com o que eu falei naquele vídeo elas precisam transformar este sentimento em uma ação coletiva."
Veja ao lado a entrevista de Amanda Gurgel ao RNTV e imagens do discurso na Assembléia Legislativa do RN
No discurso para os deputados estaduais, a professora criticou a política educacional do governo. Ela fez um apelo aos deputados potiguares: "Parem de associar qualidade de educação com professor dentro de sala de aula. Porque não tem condição de ter qualidade em educação com professores tendo de multiplicar o que ganha trabalhando em três horários em sala de aula: R$ 930 de manhã, R$ 930 à tarde e R$ 930 à noite".
Estão me colocando dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil? Não posso, não tenho condições. Muito menos com o salário que recebo"
Amanda Gurgel, professora
Após mostrar o contra-cheque e exaltar seu salário, Amanda declarou: "Só quem está em sala de aula e pega três ônibus por dia para chegar em seu local de trabalho é que pode falar com propriedade sobre isso. Fora isso, qualquer colocação que seja feita aqui é apenas para mascarar uma verdade: em nenhum governo, em nenhum momento a educação foi uma prioridade".
Ela reclamou da forma em que os governos relevam a situação dos professores de escolas públicas e o discurso de que cabe à categoria trabalhar pela melhoria do ensino no país. "Estão me colocando dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil? Salas de aulas superlotadas com alunos entrando com carteira na cabeça porque não têm carteiras nas salas. Sou eu a redentora do país? Não posso, não tenho condições. Muito menos com o salário que recebo."
Secretária do RN se diz solidária
Em entrevista ao G1, a secretária de educação do Rio Grande do Norte afirmou que o pronunciamento emocionado de Amanda Gurgel revelou a realidade do professor brasileiro. Betânia Ramalho criticou a falta de uma política consolidada de educação no estado. "Foram dez secretários de educação em oito anos, é a face perversa de política descontinuada", disse a secretária, que é professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e está há quatro meses no cargo.
"Nós secretários de estado conversamos com Fernando Haddad (ministro da Educação) no mês passado falando dessas questões que afligem os estados. Precisamos saber como podemos fazer uma revolução na educação pública. Estamos reestruturando a secretaria, investindo na parte pedagógica. Mas temos muitas escolas em situação precária. O problema é da educação pública nacional. Aqui temos escolas que funcionam muito bem e escolas que precisam avançar muito."
Sobre o salário de R$ 930 revelado pela professora Amanda, a secretária disse que é uma luta da categoria que se arrasta há muitos anos. "Podemos dizer que o salário dela está acima do piso nacional para 30 horas, que é de R$ 890. É preciso construir uma carreira docente que coloque professores no mesmo pé de igualdade dos demais profissionais. Mas isto é uma trajetória longa."

Origens da bicicleta.



A Bicicleta, veículo tão simples e popular, teve de esperar mais de 100 anos para ter uma tecnologia eficiente. Apesar da origem bastante discutível, ainda no século XVIII apareceu um veículo de duas rodas movido sem a ajuda de animais, denominado celerífero. Era um engenho rudimentar, todo feito de madeira, com duas rodas e direção fixa, movimentado pelo impulso das pernas. Andava somente em linha reta e exigia grande esforço do usuário. 
Na segunda metade do século XIX, o celífero passou por um aprimoramento, feito pelo barão alemão Karl Dreis von Sauerbron, com a adaptação de uma direção, embora seu funcionamento continuasse sendo feito com os pés, sem pedais. A nova bicicleta se chamava "draisiana".
Na década de 1860 foram acrescentados pedais e freios, mas o veículo se tornou eficiente somente no final do século, com a utilização de pneus de borracha. Inicialmente muito cara, acessível apenas aos ricos, a bicicleta tornou-se moda no início do século XX, quando havia mais de meio milhão delas circulando pela inglaterra. 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um pouco de mineiridade...

Carangolense entra para o Guinness como a mulher mais velha do mundo

Maria Gomes Valentim, de 114 anos,
em foto de 11 de março.

Uma moradora de Minas Gerais foi reconhecida pelo Guinness, o livro dos recordes, como a pessoa viva mais velha do mundo nesta quarta-feira (18). Maria Gomes Valentim, de 114 anos, é moradora da cidade de Carangola e tem 48 dias de vida a mais que a antiga detentora do recorde, a norte-americana Besse Cooper.
A equipe do Guinness confirmou a data de nascimento de Maria: 9 de julho de 1896. Com isso, Besse Cooper, que ainda está viva, passa a ser a pessoa mais velha na América da Norte.
A mineira morou durante toda a vida na mesma cidade. Maria Valentim se locomove atualmente em uma cadeira de rodas e recebe o equivalente a um salário mínimo para sobreviver (R$ 545,00). A mineira também depende o sistema público para tratamentos, já que a família não consegue pagar seguro de saúde privado.

Ela se casou com João em 1913, mas seu marido morreu em 1946. Teve apenas um filho, quatro netos, sete bisnetos e cinco trinetos. Conhecida como Vó Quita, a mineira parece ter herdado a longevidade do seu próprio pai, que também viveu muito: 100 anos.
Informações: Guinness World Records

[Fonte: Click Carangola ]                                                                                                                      Leia mais no G1

terça-feira, 17 de maio de 2011

Saindo da rotina...



 O cara termina o segundo grau e não tem vontade de fazer uma faculdade.
O pai, meio mão de ferro, dá um apertão:
- Ahh, não quer estudar? Bem, perfeito. Vadio dentro de casa eu não mantenho, então vai trabalhar...
O velho, que tem muitos amigos, fala com um deles, que fala com outro até que ele consegue uma audiência com um político que foi seu colega lá na época de muito tempo atrás:
- Rodriguez!!!! Meu velho amigo!!! Tu te lembra do meu filho? Pois é, terminou o segundo grau e anda meio à toa, não quer estudar. Será que tu não consegue nada pro rapaz não ficar em casa vagabundeando?
Aos 3 dias, Rodriguez liga:
- Zé, já tenho. Assessor na Comissão de Saúde no Congresso, R$ 9.000,00 por mês, prá começar.
- Tu tá loco!!!!! O guri recém terminou o colégio, não vai querer estudar mais, consegue algo mais abaixo...
Dois dias depois:
- Zé, secretário de um deputado, salário modesto, R$ 5.000,00, tá bom assim?
- Nãooooo, Rodriguez, algo com um salário menor, eu quero que o guri tenha vontade de estudar depois....Consegue outra coisa.
- Olha Zé, a única coisa que eu posso conseguir é um carguinho de ajudante de arquivo, alguma coisa de informática, mas aí o salário é uma merreca, R$ 2.800,00 por mês e nada mais....
- Rodriguez, isso não, por favor, alguma coisa de 500,00 ou 600,00, prá começar.
- Isso é impossível Zé!!!*
- Mas, por que???*
- PORQUE ESSES SÃO POR CONCURSO PARA PROFESSOR, PRECISA TÍTULO SUPERIOR, MESTRADO ETC.... É MUITO DIFÍCIL...



domingo, 15 de maio de 2011

Acervo do Museu Nacional de Belas Artes




O Museu Nacional de Belas Artes é um dos mais importantes e conhecidos centros de cultura do país. Ele foi fundado no Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 1938. O primeiro grande acervo colocado à disposição do público foi o conjunto de obras trazidas por Dom João VI, em 1808.  O local conta atualmente com mais de 16 mil peças entre pinturas, esculturas, desenhos e gravuras brasileiras e estrangeiras.

 Em 17 de fevereiro de 2011, após três anos de restauração, o museu foi reaberto com uma grande exposição de 230 obras produzidas no século XIX por grandes artistas como: Pedro Américo, Vitor Meirelles, Almeida Junior e Rodolfo Amoedo.
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Pedro Américo
Nascido em 1843, o paraibano começou a fazer desenhos com apenas 11 anos de idade. Sua vida acadêmica teve início na Academia Imperial de Belas Artes. Aos 15 anos, Américo recebeu de Dom Pedro II uma bolsa para estudar e se aperfeiçoar em desenho e pintura na França. Sua obra mais conhecida é a ‘Batalha do Avaí’ com 66 metros quadrados. Ele morreu em Florença, na Itália, em 1905.



Vitor Meirelles
Meirelles nasceu em 1832 em Florianópolis, e foi professor de desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Como todo artista da época, ele precisou sair do país para estudar pintura. Morou em Roma e Paris. Entre seus trabalhos mais marcantes estão: ‘Batalha dos Guararapes’ (1879) e ‘Primeira Missa no Brasil’ (1860). Vitor Meirelles morreu na cidade do Rio de Janeiro, aos 71 anos.



Almeida Junior
Esse paulista de Itu, nasceu em 1850 e teve muita importância para cultura e na arte do país. Ele sempre retratou o regionalismo do Brasil em suas obras. Expandindo seu trabalho, Almeida Junior trazia o diferente ao abordar a cultura caipira, até então muito desconhecida pelas pessoas dos centros urbanos. O artista morreu na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, em 1889.



Rodolfo Amoedo
Em 1857, nasce em salvador um dos grandes pintores brasileiros. Estudante do Liceu de Artes e Ofícios e da Academia de Belas Artes, o artista viu em Vitor Meirelles um grande mestre. Rodolfo  ganhou uma bolsa na Escola de Belas Artes de Paris.Em seu retorno ao Brasil, o artista teve o privilégio de ser professor e, mais tarde, diretor da Escola Nacional de Belas Artes. Muito de seus trabalhos são encontrados no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e no Palácio do Itamaraty.



[Fonte: Globo.com/Faustao]

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