" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Batalha de Poitiers barrou uma invasão árabe. FALSO!

Nesse famoso embate, travado em 732, Carlos Martel deteve o avanço dos muçulmanos sobre a Europa e acabou de vez com as incursões do Islã nos domínios francos, certo? Errado! 

A Batalha de Poitiers, travada em 732 entre o exército de Carlos Martel e os muçulmanos vindos do emirado de Córdoba, não teve grande importância no período. Na verdade, o rei dos francos simplesmente barrou uma incursão de pilhagem, e não uma invasão árabe. Na época, o embate só serviu de inspiração para cronistas carolíngios que buscavam exaltar a figura do avô de Carlos Magno.

Exatamente um século depois da morte de Maomé, o Islã havia se difundido como um rastilho de pólvora pela bacia do Mediterrâneo. Em 711, os muçulmanos entraram em terras europeias pela Espanha, onde fundaram o emirado de Córdoba, e, em seguida, atravessaram os Pireneus.Nessa época, a colônia árabe da Septimânia, no sul do atual território francês, foi palco de uma revolta contra o poder central do emirado. Liderada pelo berbere Munuza, em aliança com o duque Eudes, da Aquitânia, a rebelião provocou a ira de Abd al-Rahman, emir de Córdoba, que em 732 lançou um assalto contra os insurgentes. As forças muçulmanas esmagaram o levante e, por cobiça, voltaram seus interesses para o santuário de São Martinho de Tours, que supostamente guardava grandes tesouros.Diante dessa ameaça, Eudes foi obrigado a pedir auxílio a seu principal rival, o rei dos francos. Carlos Martel seguiu pelo caminho de Poitiers, juntou seu exército às tropas do duque e, em 19 de outubro de 732, organizou suas fileiras contra os árabes.

Na tarde de 25 de outubro, o primeiro dia do Ramadã, segundo as fontes islâmicas, o exército franco iniciou o combate. A batalha foi brutal e confusa, mas terminou com a morte de Abd al-Rahman e a fuga, no dia seguinte, das tropas enviadas por Córdoba.

Carlos não as perseguiu, aproveitando a vantagem para se apoderar do bispado de Loire e para saquear a região do Midi, no sul da França. Essa pilhagem lhe rendeu o cognome "Martel", que significa “aquele que golpeia como um martelo de guerra”.A Batalha de Poitiers, portanto, não foi nada mais que uma etapa da tomada de poder por Carlos Martel, que buscava unicamente enfraquecer seu rival, o duque da Aquitânia. Uma evidência disso é o fato de que as incursões muçulmanas não se encerraram em 732: três anos depois, os árabes se apoderaram de Avignon e de Arles e saquearam a Borgonha. Esses ataques só acabaram definitivamente com a tomada de Barcelona por Carlos Magno, em 801.Foi no século XIX que o embate ganhou maior importância. Os homens da época lançaram sobre Poitiers um olhar patriótico e colonialista, que exaltava a suposta superioridade do Ocidente sobre as populações muçulmanas e definiam os “grandes eventos” da história nacional francesa. Um dos responsáveis por essa releitura foi o rei Luís Filipe, que governou a França entre 1830 e 1848: o monarca transformou a batalha em ferramenta de propaganda de seu regime para justificar o início da conquista da Argélia.

[Fonte: História Viva]

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Personalidades históricas: Martin Luther King

"Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele." Este é um trecho do famoso discurso de Martin Luther King em Washington, capital dos Estados Unidos, proferido no dia de 28 de agosto de 1963, numa manifestação que reuniu milhares de pessoas pelo fim do preconceito e da discriminação racial.

Martin Luther King Jr. era filho e neto de pastores protestantes batistas. Fez seus primeiros estudos em escolas públicas segregadas e graduou-se no prestigioso Morehouse College, em 1948.

Formou-se em teologia pelo Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston. Lá conheceu sua futura esposa, Coretta Scott, com quem teve quatro filhos.

Em 1954 Martin Luther King iniciou suas atividades como pastor em Montgomery, capital do estado do Alabama. Envolvendo-se no incidente em que Rosa Parks se recusou a ceder seu lugar para um branco num ônibus, King liderou um forte boicote contra a segregação racial. O movimento durou quase um ano, King chegou a ser preso, mas ao final a Suprema Corte decidiu pelo fim da segregação racial nos transportes públicos. 

Em 1957 tornou-se presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul, intensificando sua atuação como defensor dos direitos civis por vias pacíficas, tendo como referência o líder indiano Mahatma Ghandi. 

Em 1959, King voltou para Atlanta para se tornar vice-pastor na igreja de seu pai. Nos anos seguintes participou de inúmeros protestos, marchas e passeatas, sempre lutando pelas liberdades civis dos negros.

Os eventos mais importantes aconteceram nas cidades de Birmingham, no Alabama, St. Augustine, na Flórida, e Selma, também no Alabama. Luther King foi preso e torturado diversas vezes, e sua casa chegou a ser atacada por bombas.

Em 1963 Martin Luther King conseguiu que mais de 200.000 pessoas marchassem pelo fim da segregação racial em Washington. Nesta ocasião proferiu seu discurso mais conhecido, "Eu Tenho um Sonho". Dessas manifestações nasceram a lei dos Direitos Civis, de 1964, e a lei dos Direitos de Voto, de 1965.

Em 1964, Martin Luther King recebeu o Prêmio Nobel da Paz. No início de 1967, King uniu-se aos movimentos contra a Guerra do Vietnã. Em abril de 1968, foi assassinado a tiros por um opositor, num hotel na cidade de Memphis, onde estava em apoio a uma greve de coletores de lixo.

domingo, 26 de junho de 2011

Os casamentos de Henrique VIII.




O rei Henrique VIII é conhecido por ter se casado seis vezes, inclusive, o estopim do rompimento da Inglaterra com a Igreja Católica, que deu início a uma reforma religiosa neste país, criando assim a Igreja Anglicana, teira sido a recusa do papa Clemente VII em anular o casamento do rei com Catarina de Aragão. Henrique VII alegava que seu casamento não era legítimo, já que Catarina era viúva do irmão do rei quando se casou com ele. Na realidade, Henrique VII queria contrair novo matrimônio, pois sua esposa não lhe dera um herdeiro varão (do sexo masculino) para sucedê-lo no trono. Além disso havia também a insatisfação do rei e de diferentes setores da sociedade em relação às práticas abusivas e aos privilégios do clero católico, além da interferência não mais desejada do papa nas questões políticas inglesas. 
Veja os destinos curiosos das esposas de Henrique VIII: 
Catarina de Aragão: filha dos reis Fernando e Isabel da Espanha. Casou-se com Henrique VIII em 1509. Desse casamento, a única criança que sobreviveu foi Mary Stuart (mais tarde coroada rainha). Quando Catarina não tinha mais idade para ter filhos, o rei tentou anular o casamento e depois a convencer a tornar-se freira; como ela recusou, foi banida da Corte e separada da filha. Diz-se que ela morreu de tristeza, quatro anos depois.
Ana Bolena: casou-se com Henrique VIII em 1533 e logo em seguida deu à luz Elizabeth (mais tarde coroada Elizabeth I). Como não gerou filhos do sexo masculino, o rei acusou-a de traição e forjou evidências contra ela. Foi decapitada em 1536. 
Jane Seymour: casou-se com Henrique VIII onze dias após a execução de Ana Bolena. Em 1537, deu ao rei o tão sonhado herdeiro masculino, mais tarde coroado Eduardo VI. Jane morreu doze dias após o nascimento do menino.
Ana de Cleves: casou-se com Henrique VIII quando ele ainda estava de luto pela esposa anterior. Esse casamento selou uma aliança com a Alemanha. No entanto, Henrique VIII não achava Ana de Cleves atraente, então seu casamento durou apenas seis meses. Ambos concordaram com o divórcio e Ana permaneceu na corte até sua morte.
Catarina Howard: casou-se com Henrique VIII em 1540, ela com 19 anos e ele com quase 50 anos. Foi acusada, corretamente, de ter muitos amantes. Foi decapitada com eles em 1542. 
Catrina Parr: Henrique VIII casou-se com Catarina Parr em 1543 para ter alguém que cuidasse dele na velhice. Ela se tornou sua companheira e enfermeira. Também trouxe os três filhos do rei de volta à Corte. Após a morte de Henrique VIII, em 1547, Catarina casou-se com o irmão de Jane Seymour, Thomas Seymor, uma antiga paixão, vindo a falecer em 1548. 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Simulado Enem 2011


O Enem 2011 será realizado apenas em novembro, mas os estudantes do ensino médio de todo o Brasil já estão se preparando para as provas. Para dar uma forcinha nos estudos, o Brasil Escola, um dos maiores sites privados de educação, disponibilizou um simulado das provas, com  as questões aplicadas no Exame Nacional do Ensino Médio dos anos anteriores.
Não há segredo algum na utilização da ferramenta de simulado, e o usuário ainda pode escolher a quantidade de questões por área de conhecimento. Não é necessário nenhum tipo de cadastro para realizar o simulado e ele roda diretamente no navegador.


Leia mais em: http://www.baixaki.com.br/download/simulado-enem-2011.htm#ixzz1QDE5zXDN

Retirada do mar de SC pedra que integra acervo de naufrágio de 1583

Tahiane Stochero 
Do G1, em São Paulo

Pesquisadores do Projeto Barra Sul retiraram do mar de Florianópolis, em Santa Catarina, uma pedra de mais de 800 quilos com o escudo das Forças Armadas da Espanha. O material possivelmente faz parte do acervo do naufrágio da La Provedora, que afundou nas águas catarinenses em 1583.


Pedra de 800 quilos com o escudo da Espanha foi retirada do mar
 (Foto: Guto Kuerten/Agência RBS)
"Descobrimos o material submerso em 2009 e desde então estamos trabalhando para identificar a origem de qual naufrágio é. Pelo nosso estudo é do naufrágio mais antigo das Américas, da Nau San Esteban, conhecida como La Provedora e ocorrido em 1583", disse ao G1 Gabriel Corrêa, diretor do projeto.

Segundo o pesquisador, o navio carregava uma carga de materiais provenientes da Espanha que seriam usados na construção de fortalezas militares no Estreito de Magalhães, no Chile. O navio integrava um grupo de 22 embarcações que partiram da Espanha, sendo que 13 afundaram no caminho até a Florianópolis. De Santa Catarina até o Chile, houve mais naufrágios e apenas cinco navios chegaram ao destino final com a carga de material bélico.

No naufrágio em Florianópolis, não houve mortes, diz o pesquisador. Segundo ele, no fundo do mar ainda estão vários canhões e outras pedras.

Desde que o material foi descoberto no fundo do mar, a cerca de 13 metros de profundidade na Praia de Naufragados, em Santa Catarina, os pesquisadores fizeram uma parceria com universidades para identificar e retirar os objetos.

"Na próxima etapa vamos retirar uma pedra triangular e um canhão. Há uma montanha de cerca de 4 metros de altura com fragmentos de madeira e cerâmica. É uma operação difícil, que depende de visibilidade e correnteza favorável", diz Gabriel Corrêa.

[ Fonte: G1.com]

A Guerra e a Arte II

Apesar da repressão contra os opositores  e da censura aos meios de comunicação e à arte, inúmeros intelectuais, artistas e militantes de partidos de esquerda nos deixaram registros de sua crítica às ditaduras nazi-fascistas.
Um desses registros é o quadro Guernica, do pintor espanhol Pablo Picasso, que se tornou símbolo da resistência contra o nazi-fascismo. Picasso representou o cruel bombardeio pela Luftwaffe, a força área alemã, com o objetivo de testar a eficiência da sua aviação de guerra e apoiar os fascistas espanhóis na Guerra Civil Espanhola. (1936-1939). Guernica foi arrasada.
A Guerra Civil foi travada entre os seguidores do general Franco, que tinha idéias próximas às de Hitler, e os republicanos. O bombardeio a Guernica ocorreu em abril de 1937 e antecipou os horrores da Segunda Guerra Mundial.
O general Franco venceu a guerra na Espanha e estabeleceu uma ditadura de partido único, que durou perto de quarenta anos.
Pablo Picasso nunca permitiu que o quadro fosse exposto na Espanha enquanto durasse o regime de Franco, por isso ele ficou guardado no edifício da ONU. Apenas em 1977, quando foram realizadas as primeiras eleições livres na Espanha desde 1936, o quadro Guernica pode retornar ao país. 
Guernica, obra de Pablo Picasso - 1937.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007 - Eu abraço essa ideia...

DETERMINA A OBRIGATORIEDADE DE OS AGENTES PÚBLICOS ELEITOS
MATRICULAREM SEUS FILHOS E DEMAIS DEPENDENTES EM ESCOLAS PÚBLICAS ATÉ 2014.
Senador Cristovam Buarque
Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolaspúblicas. Uma ideia muito boa do Senador Cristovam Buarque. Ele apresentou esse projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado e etc.) sejaobrigado a colocar os filhos em escola pública.
As consequências serão as melhores possíveis.
Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos em escola pública, com certeza a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos nós já sabemos das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil?????

SE VOCÊ CONCORDA COM ESSA IDEIA DO SENADOR,DIVULGUE ESSA MENSAGEM.

Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA. Desde o começo de 2009 ele se encontra parado na CCJ - Comissão de Justiça.Ainda que você ache que não pode fazer nada a respeito, pelo menos passe adiante para que chegue até alguém que possa fazer algo. Pois muito se fala em EDUCAÇÃO no nosso país, mas não tem um filho de prefeito, deputado, senador, estudando na rede pública. Por que? - Porque eles são cientes de que a qualidade da educação é duvidosa.
Vamos juntos lutar?!
educação ainda é a esperança de se ter um futurojustomelhor remunerado e de boa qualidade.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A origem da Festa Junina.

Depois do Carnaval, as Festas Juninas são um dos evento mais consagrados no território nacional. As ruas, praças e escolas de muitas cidades são decoradas com bandeirinhas coloridas e, em barracas montadas ao ar livre, são servidas comidas e bebidas típicas.

Quando ocorrem as Festas Juninas?História das Festas JuninasA fogueira e os rojões
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Entre os quitutes, estão a paçoca, o pé-de-moleque, rapadura, pipoca, o milho verde, o amendoim torrado, batata doce, canjica, o doce de abóbora, o arroz doce e, para os adultos, quentão e vinho quente. Também são comuns brincadeiras como pescaria, argolas e tiro ao alvo e danças tradicionais, como a quadrilha.
O ciclo das festas juninas começa meados do mês de junho, quando se festejam quatro santos muito conhecidos no Brasil: Santo Antônio, no dia 13; São João, 24; e São Pedro e São Paulo, no dia 29 de junho.
Nos países europeus católicos, a festa era inicialmente chamada de "joanina" (em homenagem a São João). Trazida pelos portugueses para o Brasil, virou festa "junina" e foi incorporada aos costumes locais, com a introdução de alimentos, como o aipim, o milho, o jenipapo, e também os cantos e danças, como o forró, o boi-bumbá e o tambor-de-crioulo.Mas não foi somente a influência portuguesa que caracterizou as comemorações. A quadrilha, por exemplo, foi uma adaptação de uma dança da nobreza européia (quadrille), muito presente nos salões franceses do século 18.Os jesuítas portugueses, a princípio, comemoravam o dia de São João. As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603. As festas de Santo Antônio e de São Pedro só vieram mais tarde, mas como aconteciam no mesmo mês, foram incluídas nas chamadas festas juninas.
Uma lenda católica conta que Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus, na noite do nascimento de João Batista, acendeu uma fogueira para avisar a novidade à Maria. Por isso a fogueira é um elemento fundamental da festa e costuma ser acesa às 18h, hora da Ave Maria. Na festa de Santo Antonio, a fogueira tem formato quadrangular; na de São Pedro, triangular e na de São João possui formato arredondado na base, formando uma pirâmide.Os fogos de artifício eram utilizados na celebração para "despertar" São João e chamá-lo para a comemoração de seu aniversário. O barulho de bombas e rojões podia espantar os maus espíritos. O costume de soltar balões surgiu da idéia de que eles levariam os pedidos dos devotos aos céus e a São João. Essa prática foi proibida devido ao alto risco de os balões provocarem incêndios.A cerimônia de levantamento do mastro de São João é chamada de "Puxada do mastro". Além da bandeira de São João, o mastro pode ter as de Santo Antonio e São Pedro.

[Fonte: Uol Educação]

 Outras histórias: O mês de junho marca, na Europa, o início do verão, de caráter festivo, quando as populações festejavam as colheitas e faziam os sacrifícios para afastar os demônios da esterilidade, pestes dos cereais, estiagens, etc.
 Culto do Fogo: A tradição das fogueiras acesas nos altos dos montes e nas planícies era conhecida de toda a Europa, as danças ao redor do fogo, os saltos sobre as chamas, a colocação nas fogueiras das primícias das colheiras e até mesmo de animais vivos (o gato, encarnação do demônio). O fogo, representação do sol, ilumina, aquece, purifica, assa e coze os alimentos, prepara vestes e armas, enfim, dá segurança e conforto. Daí as superstições: faz mal brincar com fogo, urinar no fogo, cuspir no fogo, arrumar fogueira com os pés, e outras mais.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Acervo do Brasil Nunca Mais é repatriado

Ato público marca a volta do conjunto de documentos dos “anos de chumbo” ao país e o anúncio de projeto de digitalização dos processos
 
Divulgação
por Pietro Henrique Delallibera

Entre os anos de 1979 e 1985, o arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns e o pastor Jaime Wright copiaram clandestinamente processos do Superior Tribunal Militar, na tentativa de preservar a história de nosso país durante os “anos de chumbo” caso os documentos fossem eliminados após o fim da ditadura. O projeto, nomeado de “Brasil Nunca Mais”, resultou em um acervo com centenas de microfilmes que os ativistas enviaram para Chicago, nos Estados Unidos, temendo a perseguição política.

Agora, mais de duas décadas depois, essa coleção de processos vai ser repatriada. Nessa terça-feira, dia 14, o Arquivo Público do Estado de São Paulo, o Ministério Público Federal e o site Armazém Memória realizarão um ato público em São Paulo no qual anunciam o retorno das centenas de microfilmes para o Brasil.

Além disso, as entidades lançarão oficialmente o projeto “Brasil Nunca Mais Digital”, que pretende até junho do próximo ano disponibilizar gratuitamente todo o acervo de processos do Brasil Nunca Mais na internet. Ao todo, são 707 processos datados de 1961 a 1976, o que totaliza cerca de um milhão de páginas, que passarão do microfilme a um suporte virtual. Além deles, aproximadamente 4 mil documentos do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) relacionados ao período da ditadura também serão colocados na rede.

A tarefa ficará a cargo do Arquivo do Estado, que conta com a parceria da OAB do Rio de Janeiro, do Center for Research Libraries, órgão ligado a diversas universidades americanas que guardava até então a coleção de documentos, e do CMI.

[Fonte: História Viva]

terça-feira, 14 de junho de 2011

História de tudo.


The History of Everything é uma canção da banda canadense Barenaked Ladies que descreve o desenvolvimento do universo e as mudanças que a Terra e os seres humanos têm sofrido desde o início dos tempos. Ficou conhecida por ser o tema de abertura do seriado "The Big Bang Theory". Este vídeo é indicação do aluno e amigo Gilberto Júnior, valeu!

Comissão do Senado aprova projeto de combate ao bullying nas escolas


Matéria foi votada na Comissão de Educação e vai à Câmara.
Escolas terão de promover práticas de prevenção ao bullying.



A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça (14) projeto de lei que prevê a inclusão do combate ao bullying na Lei de Diretrizes de Bases da Educação (LDB). Na prática, a nova norma vai obrigar estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, a adotarem estratégias de prevenção e combate a práticas de intimidação e agressão entre estudantes.
Apreciada em caráter terminativo, quando não precisa passar pelo plenário, a matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados .
O autor da proposta, senador Gim Argello (PTB-DF), sustenta que o bullying provoca “enorme sofrimento às vítimas" e tem efeitos mais devastadores quando ocorre dentro das escolas porque afeta “indivíduos de tenra idade”. O senador petebista argumenta que a própria personalidade da criança vítima de bullying é colocada em risco.
Na justificativa da matéria, o autor sustenta que o combate ao bullying é um tema recente e por isso deve ser inserido na LDB. Já o relator do texto na comissão, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), apresentou sugestões ao projeto como a capacitação técnica e pedagógica de todos os profissionais da educação para combater o bullying.
O senador do PSDB também ressaltou a importância da interação entre educadores e pais de alunos, além da maior articulação entre gestores educacionais e os encarregados da segurança das cidades para atuarem na conscientização das crianças, adolescentes e jovens sobre as consequências "nefastas” do bullying.

[ Fonte: G1 ]

sábado, 11 de junho de 2011

Saindo da rotina... Eduardo e Mônica - O filme



Uma homenagem a todos os namorados do Brasil. Vale a pena assistir!

Enem fecha inscrições com mais de 6,2 milhões de candidatos, diz MEC

  O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve mais de 6,2 milhões de inscrições, segundo informações do Ministério da Educação (MEC). O exame anterior teve 4,6 milhões de inscritos.
As inscrições acabaram à zero hora deste sábado (11). Somente no último dia, 850 mil se inscreveram, de acordo com o ministério.
Quem se inscreveu deve pagar a taxa de R$ 35 até a próxima segunda-feira (13). Segundo o Inep, o boleto poderá ser gerado por todos os candidatos pela internet até as 16h de segunda-feira (link para a página do Enem).
O pagamento do boleto pode ser feito em qualquer agência do Banco do Brasil até as 16h. Correntistas do banco podem fazer o pagamento pela internet ou em caixa eletrônico até as 22h (horário oficial de Brasília), desde que tenham gerado o boleto até as 16h no site do Enem.
O Enem é usado por universidades públicas e privadas para o acesso ao ensino superior. Também pode ser usado para se obter a certificação do ensino médio.

Provas
As provas, em 22 e 23 de outubro, serão realizadas em 12 mil locais, 140 mil salas de aula, ocorrendo em 1.599 municípios e mais de 6 mil escolas estão no processo. O Inep já marcou outro Enem para o primeiro semestre do ano que vem, nos dias 28 e 29 de abril de 2012.

O candidato deverá guardar o número da inscrição e a senha. Elas são indispensáveis para todo o processo do Enem, como realização da prova, obtenção dos resultados e participação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona os melhores classificados no Enem para vagas em universidades públicas cadastradas. Também serão usados nos programas de bolsa de estudos (ProUni) e de financiamento estudantil (Fies), entre outros programas do Ministério da Educação.


Provas
O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação. As provas vão tratar de quatro áreas de conhecimento do ensino médio:
- ciências humanas e suas tecnologias: história, geografia, filosofia e sociologia;
- ciências da natureza e suas tecnologias: química, física e biologia;
- Linguagens, códigos e suas tecnologias e redação: língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação;
- Matemática e suas tecnologias: matemática.

Para a realização das provas o candidato deverá usar somente caneta com tinta esferográfica preta.
As provas começam às 13h. Em 22 de outubro, serão realizadas as provas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. No dia 23, serão realizadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias. As provas terão cinco horas e meia de duração. O candidato só pode entregar o gabarito e deixar a sala após duas horas de prova.
O Inep recomenda que os candidatos cheguem ao local de prova ao meio-dia (horário de Brasília). É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto para a realização das provas. Quem não tiver o documento deverá apresentar Boletim de Ocorrência emitido no máximo 90 dias antes da data da prova e se submeter a uma identificação especial e preenchimento de formulário próprio.


Você deverá conferir os dados antes de iniciar a prova
De acordo com o edital, antes de começar a prova o candidato deverá verificar se o seu caderno de questões contém a quantidade de questões indicadas no seu cartão-resposta e se contém qualquer defeito gráfico que impossibilite a resposta às questões.

O estudante deverá ler e conferir todas as informações registradas no caderno de questões, no cartão-resposta, na folha de redação, na lista de presença e demais documentos do exame. Se notar alguma coisa errada, o candidato deverá imediatamente comunicar ao aplicador de sua sala para que ele tome as providências cabíveis no momento da aplicação da prova.
De acordo com o edital, a capa do caderno de questões trará informações sobre a cor do mesmo e uma frase em destaque, e caberá obrigatoriamente ao candidato marcar nos cartões-resposta, a opção correspondente à cor da capa do caderno de questões; transcrever nos cartões-resposta a frase apresentada na capa de seu caderno de questões. As respostas das provas objetivas e o texto da redação do deverão ser transcritos, com caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente, nos respectivos cartões-resposta e folha de redação, que deverão ser entregues ao aplicador ao terminar o exame.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Guerra e a Arte

Jogadores de cartas mutilados
durante a guerra
Rua de Praga
O alemão OTTO Dix, viveu de 1891a 1969, foi soldado no front ocidental da Primeira Guerra Mundial por quatro anos.
As experiências vividas na frente de batalha deixaram marcas profundas em Otto Dix. Ao longo da década de 1920, suas obras representaram todo o desprezo e crueldade da sociedade com os mortos, feridos e mutilados. A proximidade da morte tornou comum a presença de cadáveres e suicidas em suas obras.
Seus trabalhos mais marcantes sobre a tragédia da guerra foram reunidos em cinco álbuns de gravuras em metal, publicadas em 1924. Neles, a fuligem, a névoa, os tons de cinza procuram retratar um mundo em decomposição, um mundo deformado pela indiferença ao sofrimento e à morte. Os sentimentos de melancolia e angústia são inevitáveis diante destas imagens.
Soldado ferido - Outono de 1916
O vendedor de fósforos.
Conheça outras obras do artista em: www.ottodix.org 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Enem já bate recorde de inscritos. Prazo se esgota na sexta

A dois dias do encerramento das inscrições, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 bateu nesta quarta-feira o recorde de inscrições. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 4.633.081 pessoas foram inscritas para as provas a serem realizadas nos dias 22 e 23 de outubro próximo. No ano passado, foram 4.611.411 no total.
Foto: ReproduçãoAmpliar
Inscrições estão abertas até sexta-feira
É esperado um pico de acesso no site para cadastramento na reta final. Segundo o Ministério da Educação (MEC) o sistema de inscrição suporta até 300 mil acessos simultâneos. Do total, 947.491 são alunos da rede pública de ensino e foram automaticamente isentos do pagamento da taxa de R$ 35,00. Outros 1.993.994 inscritos tiveram aceita sua declaração de baixa renda no questionário sócio-econômico e também estão liberados do pagamento.
Ao preencher o formulário da inscrição, 2.760.393 declararam que já concluíram o ensino médio, 1.197.371 disseram que irão concluir até o final deste ano e outros 463.535 concluirão após 2011.
Outro dado apontado pelo sistema do Inep é que 3.542.057 inscritos cursam ou cursaram o ensino regular, 389.395, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 32.189, a Educação Especial. Do total de inscritos, 434.345 pretendem obter a certificação do ensino médio pelo resultado da prova.
As inscrições encerram nesta sexta-feira (10), às 23h59 e não haverá prorrogação. Os inscritos pagantes devem efetuar o pagamento da taxa de R$ 35,00 até a próxima segunda-feira (13). O pagamento da taxa deve ser feito somente no Banco do Brasil.

Personalidades históricas: Louis Pasteur

Inventor do processo conhecido como pasteurização, o químico e biólogo francês Louis Pasteur realizou uma obra científica notável, que não só abriu novos caminhos aos estudos sobre a origem da vida como contribuiu de forma decisiva para a evolução da indústria. Contam-se entre suas realizações as pesquisas sobre doenças infecciosas, meios de contágio, prevenção e controle.
Louis Pasteur
Pasteur nasceu em 27 de dezembro de 1822, em Dole, Jura. Doutor em química e física pela École Normale Supérieure, de Paris, lecionou química na Universidade de Estrasburgo e em 1854 assumiu a cadeira de química da Universidade de Lille, onde também foi decano da faculdade de ciências.
Em sua primeira pesquisa importante, publicada em 1848, Pasteur associou a cristalografia, a química e a óptica e estabeleceu o paralelismo entre a forma exterior de um cristal, sua constituição molecular e sua ação sobre a luz polarizada. Ao estudar os cristais simétricos e dissimétricos, constatou que os produtos da natureza viva são dissimétricos e ativos sobre a luz polarizada, enquanto o contrário ocorre com os produtos de natureza mineral. Esse trabalho, que forneceu a base da estereoquímica, revelou a linha de demarcação entre o mundo orgânico e o mineral.
Entre 1857 e 1863, Pasteur interessou-se pelo estudo dos fermentos e descobriu que uma substância inativa torna-se ativa sob a influência de uma fermentação. Concluiu então que, se toda substância ativa provém da natureza viva, a fermentação é uma obra da vida. Analisou os processos de fermentação de diversas substâncias, entre elas o leite e o álcool, e constatou em definitivo que eram causados pela ação de microrganismos presentes no ar. Rejeitou, assim, a tradicional teoria da geração espontânea e concluiu que as substâncias não se alteram quando protegidas do contato com os microrganismos que impregnam o ar.
Ao pesquisar as alterações do vinho e da cerveja,  descobriu que o vinho se transforma em vinagre sob a ação do fermento Mycoderma aceti. Para evitar a degeneração, criou o processo chamado pasteurização, que consiste em aquecer o líquido a 55o C, temperatura letal para a maioria dos microrganismos encontrados mas na qual se mantêm as propriedades da bebida. O processo de pasteurização passou a ser usado na conservação de cerveja, leite e outras substâncias (com temperaturas variáveis segundo sua natureza), e tornou-se de importância fundamental para a indústria de alimentos e bebidas fermentadas.
A partir de 1865, Pasteur voltou-se para o estudo das moléstias contagiosas, também causadas pela ação de microrganismos. Descobriu os agentes da pebrina, doença do bicho-da-seda que causava grandes prejuízos aos sericicultores franceses, e do carbúnculo hemático, doença infecciosa do gado e transmissível ao homem, contra a qual obteve imunidade mediante a inoculação de microrganismos com virulência atenuada.
Nos últimos anos de pesquisa, Pasteur obteve os mais importantes resultados de sua produção científica. Identificou a bactéria estafilococo como causadora da osteomielite e dos furúnculos, e a estreptococo, da infecção puerperal. Após 1889 produziu duas vacinas essenciais para proteger o homem de agentes patogênicos: contra a raiva ou hidrofobia, uma doença mortal, e contra a cólera das galinhas. Sua contribuição foi essencial na evolução da medicina preventiva, dos métodos cirúrgicos (com a prevenção das infecções), das técnicas de obstetrícia e dos hábitos de higiene.
O cientista fez carreira acadêmica brilhante. Membro da Academia das Ciências, da Academia de Medicina e da Academia Francesa, fundou e dirigiu em Paris o Instituto Pasteur que, criado em 1888 por subscrição internacional, se tornou um dos mais importantes centros mundiais de pesquisa científica. Pasteur foi um constante defensor da adoção de medidas profiláticas para evitar doenças contagiosas causadas por agentes externos e viu vitoriosas muitas de suas idéias antes de morrer em Saint-Cloud, nos arredores de Paris, em 28 de setembro de 1895.

sábado, 4 de junho de 2011

DEUSES NÃO GOSTAM DE CRIANÇAS

EM ÉPOCAS REMOTAS, os rituais religiosos escreveram as páginas mais cruéis da história da humanidade. O curioso é notar que as crianças eram as vítimas preferidas.
        Os cananeus, povo que habitou Canaã antes que aí chegassem os israelitas, praticavam rituais de sacrifício humano, entregando seus próprios filhos à morte, como oferenda ao deus Maloque. Esse deus era representado por uma estátua de latão, figurando o corpo de um homem com cabeça de touro. Tinha os braços estendidos para a frente, um pouco abaixados, as mãos em forma de concha, voltadas um pouco para cima. Os pais depunham as crianças nas mãos da estátua, e ali elas permaneciam por um pouco, até que caíssem numa fornalha que se encontrava logo abaixo, onde morriam queimadas. A estátua às vezes era oca e colocava-se fogo no interior da mesma. As crianças, então, eram postas nas mãos metálicas em brasa da estátua, onde eram literalmente fritadas, morrendo de modo extremamente doloroso. Durante essas macabras cerimônias, tocavam-se tambores para abafar o horror dos gritos dos inocentes imolados. Essas são, para nós, cenas de horror inimagináveis, mas, para eles, isso era apenas um aspecto de seu culto religioso. Era tudo feito muito respeitosamente em nome de seus deuses.
        Os israelitas, na intenção de habitar na terra dos cananeus, travaram guerra com o povo local. Quando, de repente, se viram em desvantagem na batalha, tendo alguns de seus homens sido levados cativos pelos seus opositores, rogaram ajuda ao Senhor e, como está relatado na Bíblia, para conseguirem derrotar os cananeus, os israelitas prometeram a esse mesmo Senhor que, se eles fossem ajudados pelas forças do Alto no seu intento de destruir os cananeus, destruiriam, também, depois, toda a cidade, ato este que seria a sua forma de agradecimento ao Senhor pela força. Ao fim, ganharam a guerra. Mataram os cananeus. E, cumprindo o que haviam prometido ao Senhor, destruíram também toda a cidade, (Números 21:1-3). Como se vê, os israelitas, àquele tempo, entendiam que Deus seria um ser beligerante, que não só aprovava resoluções de conflitos por meio de guerras, mas que também ajudava a promovê-las e executá-las. Os israelitas, que nesse período ainda estavam aprendendo a ser monoteístas, e inclusive tinham extrema dificuldade para se adaptar com essa ideia, viviam religiosamente um exclusivismo cruel, tendo sido, por isso mesmo, um povo altamente destrutivo e intolerante. Após conquistar a terra de Canaã, os israelitas adotaram certos costumes dos cananeus, entre eles o de matar queimados os seus próprios filhos em rituais espirituais.
        Para nós, essas são práticas que aviltam o nosso bom senso. Sequer conseguimos imaginar tanto horror, tanta crueldade, tanta ignorância. Mas os israelitas não pensavam assim deles próprios. Ao contrário, acreditavam que não houvesse na face Terra nenhum outro povo que representasse tão bem a vontade do Senhor quanto eles próprios, pois tudo o que praticavam era em nome de sua crença, e nenhuma outra ideia sobre a Divindade, vinda de outros povos, poderia ser mais legítima do que a deles.
        Na Grécia antiga, Zeus era o deus dos deuses e dos homens, o Senhor Supremo. No culto a Zeus também havia, em determinadas circunstâncias, práticas de sacrifícios humanos, em horripilantes espetáculos. O pai ou o avô de uma criança matava o filho ou o neto, deixando-o passar sede prolongada, e depois o oferecia a Zeus. A oferta do filho imolado era chamada “Manjar da Divindade”.
        Quando Cartago estava sendo sitiada, os seus habitantes entenderam que a desgraça se abatia sobre eles pelo fato de o deus Saturno estar irado, por lhe terem oferecido em sacrifício apenas crianças filhas de escravos e estrangeiros. Então, na iminência do ataque dos adversários, os cartagineses sacrificaram cerca de duzentas crianças, todas escolhidas a dedo, filhas das melhores famílias, crianças bonitas e saudáveis, a fim de satisfazerem a divindade ofendida, pois esta, segundo a crença dos cartagineses, não gostava do cheiro de carne queimada de crianças filhas da ralé.
        Entre os povos da América pré-colombiana, os Astecas, localizados onde hoje é o México, adoravam o deus Tlaloc, divindade da chuva, que exigia sacrifício de crianças. A crença reinante era que as lágrimas vertidas pelas crianças imoladas retornariam em forma de chuva para fertilizar os campos cultivados e dar boas colheitas.
        As formas de crenças e manifestações de cultos, acima descritas, constituem expressões antigas do comportamento do homem diante da Divindade. Naturalmente, nos causam estupefação pelo seu inominável absurdo. Porém, não podemos nos deixar aturdir tanto com o esdrúxulo que nos possam parecer esses rituais do passado, a ponto de nos cegarmos para a nossa própria realidade atual, que não é muito diferente. Não podemos nos esquecer que em pleno século XXI, o nosso mundo ainda é um mundo onde milhões de crianças morrem sacrificadas. O leitor está admirado? Ou não acredita? Então, consulte os dados estatísticos oficiais da ONU: Lá você verá que só de fome morrem mais de 5.000.000 (cinco milhões!) de crianças por ano. O que justifica isso? Nada! É simplesmente inadmissível que num mundo comandado por adultos numa era tão desenvolvida tecnologicamente morram cinco milhões de crianças todo ano! Hoje não adotamos mais o método de queimar nossas crianças, mas desenvolvemos outros artifícios não menos cruéis, como, por exemplo, matá-las de fome. Essas crianças são sacrificadas, sim, pois se elas morrem de fome não é por falta de comida, nem por infertilidade de nossas terras ou falta de dinheiro. Basta dizer que a metade de toda a riqueza do mundo está concentrada nas mãos de pouco mais de trezentas pessoas, e então não teremos dúvidas de que as crianças que morrem de fome, hoje, são vítimas do abandono do mundo adulto, onde o dinheiro - deus desse mundo materialista - vale mais do que a vida humana. Mas, contraditoriamente, nunca houve tempos de tanta manifestação de religiosidade como nos nossos dias. Só para ilustrar, os Estados Unidos são a Nação mais poderosa do planeta e ostentam o título de maior país protestante do mundo. A política econômica desse país, entretanto, representa uma das mais cruéis máquinas de segregação dos pobres e seu extermínio, e é responsável pela morte de uma grossa parcela das infelizes cinco milhões de crianças sacrificadas a fome por ano. Isso nos faz concluir, tristemente, que o homem do nosso tempo continua praticando o sacrifício de crianças, só que não mais em nome de Deus. As nossas crianças, hoje, são sacrificadas não a Deus, mas apesar de Deus. 

Jose Fernandes


Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Artigo de autoria do escritor José Fernandes, publicado no site www.escritorjosefernandes.com, no dia 29/05/2011.). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Projeto de Lei 267/11 - Projeto estabelece punições para estudante que desrespeitar professor

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante. 

Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


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