" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

sábado, 2 de junho de 2012

4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil




Estão abertas as inscrições para a
4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
O Museu Exploratório de Ciências – Unicamp convoca estudantes e professores de todo o país a participarem da 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site até dia 10 de agosto.
A Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa única na área de ciências humanas em todo o Brasil. Em 2011, a Olimpíada contou com mais de 65 mil inscritos, com representantes de todos os estados do território nacional.
Composta por cinco fases online e uma presencial, a competição envolve professores de história e alunos do oitavo e nono anos do Ensino Fundamental e das séries do Ensino Médio em um trabalho coletivo de estudar não apenas o conteúdo das questões propostas, mas de desenvolver um olhar crítico para a história. Dessa forma, é valorizado o processo de aprendizagem e construção do conhecimento. O contato direto com documentos históricos permite aos participantes trabalharem como historiadores, à medida que processam as informações exigidas nas respostas das questões em cada fase.
Este ano, a primeira fase terá início em 20 de agosto e a fase final presencial acontecerá nos dias 20 e 21 de outubro, na Universidade Estadual de Campinas.
O Museu Exploratório de Ciências custeará as passagens de avião de 37 equipes para participarem da final, selecionadas de acordo com sua pontuação nas fases online. Serão selecionadas: para cada estado da federação, a equipe com maior pontuação; a equipe de escola pública com maior pontuação em cada uma das cinco regiões do país (norte, nordeste, sudeste, sul e centro-oeste) e as cinco equipes de escola pública com maior pontuação, independente da região.
Os professores responsáveis por essas equipes serão convidados a permanecer na Unicamp para realizar um curso de capacitação de uma semana, com custos de hospedagem cobertos também pelo Museu, após a final da Olimpíada.
A Olimpíada premiará escolas, alunos e professores, com 60 medalhas de ouro, 100 de prata e 140 de bronze, além de certificados de participação para todos os inscritos e todas as escolas participantes.

  

Gabriela Villen
Assessoria de Imprensa
Museu Exploratório de Ciências
Universidade Estadual de Campinas
www.mc.unicamp.br
imprensamuseu@reitoria.unicamp.br
(19) 3521 1729

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Livro mostra e discute diferentes versões sobre a história de Zumbi dos Palmares

Zumbi em três versões

Historiadores questionam a biografia do líder negro e mostram como o seu perfil mudou em quatro séculos

Ivan Claudio
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Zumbi, o líder negro que no século XVII liderou a maior resistência ao regime escravocrata à frente do Quilombo dos Palmares, em Alagoas, é um dos mitos mais controversos da história brasileira. Da política às artes, sua atuação guerreira inspirou de grupos militantes como o VAR-Palmares a músicos jovens a exemplo de Chico Science, que batizou sua banda de Nação Zumbi. Como herói da cultura afro-brasileira cuja data de morte foi coroada como Dia da Consciência Negra, ele é saudado em músicas, sambas-enredo, peças e filmes. Objeto de uma caudalosa bibliografia iniciada ainda em vida com os relatos oficiais dos governos de Portugal e Holanda, o perfil dessa figura emblemática é agora esquadrinhado pelos historiadores Jean Marcel Carvalho França e Ricardo Alexandre Ferreira no livro “Três Vezes Zumbi” (Três Estrelas), para quem o “Spartacus negro” não tem uma face, mas várias. 

Segundo os autores, podem ser identificados três perfis diferentes para o líder quilombola: o Zumbi dos Colonos (séculos XVII e XVIII), que colocava em xeque o projeto colonizador; o Zumbi do Brasil Independente (século XIX), pintado como grande guerreiro para enaltecer o agente civilizador que o combatia; e o Zumbi dos Oprimidos (século XX em diante), sobre o qual seriam associadas aspirações emancipadoras que desaguariam no movimento das minorias. “O livro é uma espécie de atlas, uma história da história de Zumbi, dos discursos que se fizeram em torno dele ao longo dos séculos”, afirma França. No desenvolvimento da ideia de Zumbi como uma construção ideológica, os autores se defrontaram com dados conflitantes. A multiplicidade de peças que não se encaixam no quebra-cabeça começa com o seu próprio nome. Existem registros de que ele teria também a alcunha de Zambi, Zombi, Zombé e Zumbé – a grafia Zumbi teria sido estabelecida em meados do século XIX. Mais: Zumbi, cujo significado é diabo e Deus das guerras, seria um título na hierarquia do quilombo, e não um nome, hipótese confir­mada nos documentos da época.

Outra controvérsia diz respeito à sua morte. Até o século XVIII, a versão mais conhecida era a de que ele teria se matado, pulando de um penhasco. A partir daí, ficou aceito que Zumbi teria sido morto por um ajudante. “Cartas falam da traição de um mulato, mas é sabido que na época esse termo era malvisto, se preferia a palavra pardo”, diz França, sugerindo que o assassino talvez não pertencesse a Palmares. Os maiores absurdos começaram a pipocar no século passado, quando o chefe dos escravos foi apropriado pelos marxistas, que o tornaram um revolucionário e associaram a sua atuação à luta de classes. O relato mais fantasioso vem do historiador gaúcho Décio de Freitas, que praticamente inventou uma infância romantizada para Zumbi: ele teria sido adotado por um padre, vivido como coroinha e retornado 15 anos mais tarde a Palmares movido por ideais libertários. Freitas teria sacado essas informações de correspondências do missio­nário. “São cartas que nunca foram vistas e, certamente não existem”, afirma França.  


Fonte: Revista Istoé

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Google homenageia o arqueólogo Howard Carter


O egiptólogo britânico ficou conhecido por ter descoberto a tumba do faraó Tutankhamon no Vale dos Reis

O Google homenageia o arqueólogo e egiptólogo britânico Howard Carter, que caso estivesse vivo completaria 138 anos nesta quarta-feira. Ele ficou conhecido por ter descoberto a tumba do faraó Tutankhamon no Vale dos Reis - localizado no Egito - e por inovar os métodos de análise dos túmulos.

Para conferir todos os doodles, clique aqui



Conhecedor de vários dialetos árabes, aos 27 anos tornou-se inspetor-chefe dos monumentos do Alto Egito e Núbia.
Sua primeira missão foi em Bani Hassan, onde foi incumbido de gravar e copiar as cenas nas paredes dos túmulos dos príncipes do Médio Egito. Dizem que ele trabalhava ao longo do dia e dormia com os morcegos nos túmulos durante a noite.

Em 1922, Carter encontrou os degraus que o levou ao túmulo de Tutankhamon. O arqueólogo descobriu o túmulo faraónico melhor preservado que já havia sido encontrado. Os meses seguintes foram dedicados a catalogar o conteúdo de antiguidades do Egito. Já em 1923, ele encontrou uma casa mortuária e o sarcófago de Tutankhamon.

Doodles

Os doodles consistem em mudanças no visual do logotipo do Google, geralmente utilizadas para celebrar feriados, aniversários e grandes acontecimentos da história. Até agora, mais de mil intervenções foram criadas.

O Google já utilizou os doodles para homenagear grandes cientistas, artistas e políticos, além de celebrar datas de âmbito nacional e internacional. Muitas das intervenções extrapolam a ideia inicial de homenagem e se tornam logos interativos, como o pequeno jogo de Pac Man, criado em maio de 2011, em homenagem aos 30 anos do clássico game.

Outro doodle que fez sucesso foi a guitarra interativa, em comemoração ao guitarrista americano Les Paul, que faria 96 anos se estivesse vivo, em junho do ano passado. O logo se transformou em uma guitarra interativa, que podia ser tocada ao passar o cursor em cima das cordas. O sucesso foi tão grande que o Google criou uma página permanente para o instrumento virtual.   


[Fonte: www.band.com]

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Aníbal invadiu a Itália com seus elefantes - FALSO!

por Olivier Tosseri
MUSEU PUSHKIN, MOSCOU
Ao contrário dos combates travados na África, na península Itálica o general não contou com seus paquidermes
Durante cerca de um século, Roma e Cartago, duas das principais potências comerciais e militares do mundo antigo, se enfrentaram nas chamadas Guerras Púnicas. De todos os três conflitos, a Segunda Guerra Púnica (218 -202 a.C.) acabou se tornando a mais conhecida, já que dela participaram os dois maiores generais da época: o romano Cipião Africano e o cartaginês Aníbal.

A fama dessa guerra se deve principalmente à impressionante travessia dos Alpes, uma proeza que os cartagineses teriam realizado montados em seus elefantes. Mas essa história não aconteceu bem assim.

Sabendo que sua frota naval era inferior à romana, Aníbal decidiu levar o conflito para o coração do território inimigo, fazendo com que suas tropas cruzassem parte da atual Espanha, o sul da Gália e, finalmente, atravessassem a imensa cordilheira que protege a Itália pelo norte. Ele esperava também poder engrossar suas fileiras com mercenários bárbaros que encontrasse pelo caminho.

O cartaginês reuniu sob suas ordens 70 mil homens de infantaria, 10 mil cavaleiros e 40 elefantes de guerra, um número modesto comparado às centenas de paquidermes usados nas batalhas travadas por Cartago.

A longa marcha começou em maio de 218 a.C. As tropas africanas transpuseram os Pireneus e atravessaram o rio Ródano usando balsas, o que já foi uma proeza e tanto. No meio do caminho, os cartagineses perderam aproximadamente 11 mil homens em conflitos com tribos hostis. Mesmo assim, Aníbal e seus homens chegaram ao sopé dos Alpes em meados de outubro, perto do início do inverno europeu.

A rota que os cartagineses seguiram a partir desse ponto ainda é tema de controvérsias. A façanha foi narrada pelo historiador grego Políbio e pelo romano Tito Lívio, mas ambos os relatos são vagos. Além disso, nenhum vestígio arqueológico permitiu até hoje identificar o itinerário correto.

E o mais importante: nenhuma ossada de elefante foi encontrada nas passagens dos Alpes. A travessia dos cartagineses foi penosa. O frio, a falta de alimento e os ataques das tribos locais assolaram os soldados exaustos. O exército cartaginês chegou à Itália, mas com apenas metade de seu contingente.

Os elefantes não suportaram o frio intenso e morreram durante a travessia. Os poucos que sobreviveram foram liquidados pelos pântanos úmidos da planície do rio Pó. Conta-se que o único paquiderme sobrevivente foi utilizado como montaria por Aníbal durante suas vitórias na Batalha de Ticino e na Batalha de Trébia.

Os cartagineses acabaram derro-tados por Roma em 202 a.C., na Bata-lha de Zama, que encerrou a Segunda Guerra Púnica. Mesmo sem elefantes, a travessia dos Alpes realizada por Aníbal e toda a campanha vitoriosa na Itália continuam figurando entre as maiores ações estratégicas e militares de toda a Antiguidade.

Fonte: www.historiaviva.com.br
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sábado, 7 de abril de 2012

"Uhug - Na Serra da Capivara"




A venturosa história de um "cabra das cavernas" lutando e rebolando pela sobrevivência na pré-história brasileira. _ Há, de fato, na Serra da Capivara, interior do Piauí - Estado mais pobre da União - vestígios de uma civilização pré-histórica culturalmente rica. Nossos sítios são numerosos e nossas pinturas rupestres superam em muito as descobertas na Europa, tanto em quantidade, quanto em temática. Divirta-se com essa animação e procure saber mais sobre Os sítios em São Raimundo Nonato, Museu do homem americano, Pedra Furada e Serra da Capivara

domingo, 1 de abril de 2012

Por que 1º de abril é o dia da mentira?


A brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574). Desde o começo do século XVI, o ano- novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando em 1º de abril. Em 1562, porém, o papa Gregório XIII (1502-1585) instituiu um novo calendário para todo o mundo cristão - o chamado calendário gregoriano - em que o ano-novo caía em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data. Alguns gozadores começaram a ridicularizar esse apego enviando aos conservadores adeptos do calendário anterior - apelidados de "bobos de abril" - presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país, de onde, cerca de 200 anos depois, migrou para a Inglaterra e daí para o mundo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Carangolense Victor Nunes Leal figura entre os 50 homens mais importantes do Brasil

Durante a retrospectiva de 2011, a revista Veja, em sua Edição nº 2.249, trouxe uma matéria falando sobre a história do Brasil, onde destacou os "50 grandes nomes do passado e seu legado para o Brasil atual". A matéria foi assinada pelos Jornalistas Diogo Schelp e Júlia Carvalho.
No texto, os autores lembram a importância do passado como referencial para o presente e o futuro do país, destacando as 50 personalidades da história do Brasil que "defenderam conceitos revolucionários em seu tempo e que permanecem atuais neste começo do século XXI".
Para a preparação da matéria, a Revista Veja convidou "22 Historiadores, Economistas, Cientistas Políticos, Sociólogos, Médicos e Advogados para ajudarem na elaboração em questão".
Entre as personalidades apontadas estavam figuras de nossa história como Maurício de Nassau (1604/1679), Padre Manoel da Nóbrega (1517/1570), Frei Caneca (1779/1825), José Bonifácio (1763/1838), Duque de Caxias (1803/1880), Diogo Feijó (1784/1843), D João VI (1767/1826), Floriano Peixoto (1839/1895), D Pedro II (1825/1891), Maria Quitéria (1792/1853), D Pedro I (1798/1934), Vital Brasil (1865/1950), Visconde de Mauá (1813/1889), Cândido Rondon (1865/1958), Carlos Chagas (1878/1934), Prudente de Moraes (1841/1902), Campos Sales (1841/1913), Gilberto Freire (1900/1987), Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902/1976), Barão do Rio Branco (1845/1912), Sérgio Buarque de Holanda (1902/1982), San Tiago Dantas (1911/1964), Princesa Isabel (1846/1921), Oswaldo Cruz (1872/1907) e o carangolense Victor Nunes Leal (1914/1985).
Nascido em Alvorada, Victor Nunes Leal foi Ministro do Supremo Tribunal Federal em 1960, tendo também passado por diversos cargos públicos durante o governo do seu particular amigo, Presidente Juscelino Kubitschek.
O Ministro Victor Nunes Leal, entre as várias atuações e contribuições que teve no mundo jurídico, destacam-se a sistematização e a racionalização das decisões do Supremo Tribunal Federal, segundo narra no texto, Oscar Vilhena Vieira, que também destaca que "o objetivo do Jurista era criar padrões mais elaborados de trabalho e ampliar a transparência do Tribunal".
Oscar Vilhena destaca que o Ministro Victor Nunes Leal "legou ainda sentenças históricas em defesa da liberdade e da democracia, antes de ser forçado a se aposentar pelo AI 5?.
Victor Nunes Leal foi autor de um livro que se tornou clássico sobre o sistema político brasileiro, livro este inspirado em sua vivência em Alvorada e Carangola e em seu conhecimento sobre a política que imperava na região, e que recebeu o título de "Coronelismo, Enxada e Voto", publicado em 1948. Na obra, o Ministro critica a política de troca de favores entre chefes locais e os Governos Estaduais e Federal. Este modelo, baseado no nepotismo, na compra de apoio entre Parlamentares e no voto de cabresto, continua presente na política nacional, nos lembra o autor do texto, Oscar Vilhena Vieira.
A revista Veja, em seu comentário, destaca que Victor Nunes Leal "ficaria desapontado ao tomar conhecimento de escândalos como o mensalão e a falta de consequências para os envolvidos".
O que a revista desconhece é que a admiração do Presidente Juscelino Kubistchek era tanta pelo Ministro Victor Nunes Leal que, ao construir Brasília, Juscelino deu o nome ao Palácio da Alvorada em homenagem ao seu amigo nascido no distrito de Alvorada, em Carangola, Minas Gerais.
Como pode ser verificado pelos nomes as 50 personalidades que marcaram a história do Brasil, Carangola sempre se fez presente na vida de Minas e do País e Victor Nunes Leal é um exemplo disso, e como ele, outros tantos carangolenses destacaram-se e destacam-se ainda hoje na história do nosso País.
A única coisa que se lamenta é que passados 64 anos depois que o grande jurista Victor Nunes Leal escreveu o seu livro, ainda hoje, em sua terra natal, a política continua seguindo o perfil ideológico e retrógrado dos antigos coronéis e aliciadores de votos cujo único fim é o poder e não o bem estar de sua terra e de sua gente. Com informações do Folha da Mata.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Desabafo de um Professor.


SOU UM PROFESSOR QUE PENSA...



SOU UM PROFESSOR QUE PENSA...
Pensa em sair correndo toda vez que é convocado para uma reunião, que
certamente o responsabilizará mais uma vez, pelo insucesso do aluno.

SOU UM PROFESSOR QUE LUTA...
Luta dentro da sala de aula, com os alunos, para que eles não matem uns aos outros.
Que luta contra seus próprios princípios de educação, ética e moral.

SOU UM PROFESSOR QUE COMPREENDE....
Compreende que não vale a pena lutar contra as regras do sistema, ele é sempre o lado mais forte.

SOU UM PROFESSOR QUE CRITICA...
Critica a si mesmo por estar fazendo o papel de vários outros profissionais como: psicólogo, médico, assistente social, mas não consegue fazer o próprio papel que é o de ensinar.

SOU UM PROFESSOR QUE TEM ESPERANÇA,
E espera que a qualquer momento chegue um "estranho" que nunca entrou em uma sala de aula, impondo o modo de ensinar e avaliar.

SOU UM PROFESSOR QUE SONHA...
SONHA COM UM ALUNO INTERESSADO,
SONHA COM PAIS RESPONSÁVEIS,
SONHA COM UM SALÁRIO MELHOR, UM MUNDO MELHOR. 
ENFIM, SOU UM PROFESSOR QUE REPRESENTA...
Representa a classe mais desprestigiada e discriminada, e que é incentivada a trabalhar só pelo amor à profissão.
Representa um palhaço para os alunos.
Representa o fantoche nas mãos do sistema concordando com as falsas
metodologias de ensino.
E esse professor, que não sou eu mesmo, mas é uma outra pessoa, representa tão bem, que só não trabalha como ator, porque já é PROFESSOR e não dá para conciliar as duas coisas.

Professores de Niterói/São Gonçalo


quarta-feira, 21 de março de 2012

Uma nova biografia de Getúlio Vargas



Jornalista Lira Neto, que prepara obra em 3 volumes sobre o presidente, também criou um blog com documentos e informações sobre o biografado

por Heloísa Broggiato
Segundo o jornalista cearense Lira Neto, o melhor biografado é aquele que não pode ser definido com uma única palavra, em uma única frase, em um único parágrafo, um único capítulo e, às vezes, nem mesmo em um único livro. Nesses parâmetros, Getúlio Vargas parece ser o personagem ideal.

Lira Neto prepara uma trilogia sobre a vida do ex-presidente. Cada tomo terá 500 páginas e o primeiro tomo tem lançamento previsto para maio pela editora Companhia das Letras.“Ninguém despertou tanta paixão e tanto ódio. No exercício da presidência, ninguém foi mais enigmático, impenetrável, contraditório, ambivalente”, afirma o autor.

Enquanto o livro não sai, o jornalista montou o blog http://biografiagetuliovargas.wordpress.com, que reúne informações publicadas na imprensa, fotos e vídeos sobre o ex-presidente. E faz um convite aos navegantes: ele está em busca de depoimentos pessoais e documentos relacionados ao tema da obra.
Heloísa Broggiato é jornalista, tradutora, cientista política e mestre em política internacional e segurança pela Universidade de Bradford, na Inglaterra

sábado, 17 de março de 2012

O que Dom Pedro realmente disse


Há controvérsias sobre a famosa frase independência ou morte que dom Pedro teria dito às margens do Ipiranga. De acordo com uma testemunha do acontecimento, o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, o príncipe jamais a proferiu. Em sua versão, o episódio foi muito menos glamouroso do que registrou a história oficial.
Independência ou morte!, óleo sobre tela de Pedro Américo (1888)
Segundo o padre, dom Pedro voltava de São Paulo para a Corte montado numa mula - e não no garboso corcel do quadro de Pedro Américo -, atormentado por uma disenteria e com dores, quando recebeu a correspondência vinda de Lisboa, a qual ordenava sua imediata volta a Portugal. Ao tomar ciência de seu conteúdo, atirou os papéis no chão e os pisoteou. Depois, recompôs a farda e dirigiu-se lentamente à estrada onde estacionara sua comitiva.

Parou repentinamente e disse a Belchior: "Nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!". Arrancou então do chapéu o laço azul e branco que simbolizava o governo português e jogou-o fora, dizendo em seguida: "pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu deus, juro fazer a liberdade do Brasil".
(Adaptado de: O que D. Pedro disse realmente às margens do Ipiranga.Nossa História, ano I, n. 7, maio 2004.)

sábado, 10 de março de 2012

Um memorial do holocausto no Brasil

cervo da instituição, a primeira do gênero em nosso país, aborda a perseguição aos judeus na Europa no século XX e os fluxos migratórios para o Brasil
por Heloísa Broggiato
Divulgação
Fragmento da Torá salvo das perseguições dos anos 1930 e réplica da boneca de Zofia Burowska, menina que sobreviveu a dois campos de concentração
Curitiba entrou na lista das cidades do mundo que contam com uma instituição dedicada ao tema das perseguições aos judeus no século XX. Este mês o Museu do Holocausto será aberto à visitação e conta com uma exposição de longa duração que abrange um período que vai da década de 1920 até os dias de hoje. A mostra aborda desde a época pré-nazista na Europa até as consequências do Holocausto para a comunidade mundial, incluindo os fluxos migratórios para vários países, entre os quais o Brasil.

O acervo inclui documentos, objetos pessoais e simbólicos relacionados ao tema, graças às parcerias com instituições museológicas nacionais e internacionais, além de doações feitas pela comunidade judaica. Um dos exemplos é um fragmento da Torá, o livro sagrado do judaísmo, doado pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, e um cartão de racionamento alimentar usado no campo de Buchenwald, na Alemanha.

Outro objeto curioso é uma réplica da boneca de Zofia Burowska, que viveu nos guetos de Wolbrum e Cracóvia, na Polônia. Depois de passar por vários campos de concentração, ela acabou libertada na Alemanha e recuperou a boneca, que havia sido guardada por amigos não judeus em Cracóvia.

Durante a visita, as histórias contadas são tristes e há imagens duras, porém não faltam elementos curiosos como o violino exposto em uma das salas do museu. Ele pertenceu ao garoto Mordechai Schlein, que aos 12 anos encantou nazistas com o som do instrumento. Eles não sabiam, porém, que Mordechai, ou Motele como era chamado, roubava explosivos e guardava no estojo do violino. Foi convidado para divertir os oficiais durante semanas e, um dia, depois de tocar acabou explodindo o local com os nazistas dentro, em 1941. O garoto morreu dois anos depois em uma batalha.

“São cenas difíceis de serem vistas. Mas foram atos cometidos por seres humanos. Então, a ideia é lutar contra a intolerância e fazer com que a gente consiga viver em um mundo melhor”, diz Miguel Krigsner, idealizador do museu. A família do pai do empresário, de origem polonesa, conseguiu escapar do nazismo. Miguel vive no Brasil desde 1961.

Além de colocar à disposição do público material audiovisual, o museu abre espaço para a discussão e reflexão sobre o preconceito e a violência, tomando a questão judaica como exemplo e abordando também outros exemplos de genocídios ocorridos ao longo do século XX. A coordenação da instituição conseguiu reunir depoimentos de 14 judeus sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, que mais tarde se estabeleceram em Curitiba. Entre elas está a polonesa Bunia Finkel, que passou 495 dias dentro de um buraco cavado em um celeiro. “Meu pai marcava cada dia com um risco”, conta.
MUSEU DO HOLOCAUSTO. ONDE: Rua Coronel Agostinho Macedo, 248, Curitiba (PR). QUANDO:Visitas a partir de 12 de fevereiro de 2012, mediante agendamento, de terça a domingo. CONTATO:www.museudoholocausto.org.br
Heloísa Broggiato é jornalista, tradutora, cientista política e mestre em política internacional e segurança pela Universidade de Bradford, na Inglaterra
Fonte: www.historiaviva.com.br

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DOS ALUNOS E SUAS “TEMPERATURAS”

 Se fôssemos classificar os alunos conforme as suas diferentes temperaturas, poderíamos dividi-los em três grupos: os alunos quentes, os frios e os mornos.
          
Os alunos quentes são aqueles alunos brilhantes, que passam pela escola e deixam também que a escola passe por eles. Eles não são aprovados apenas porque têm boas notas no boletim, mas, também, porque têm bons conhecimentos na cabeça. O diploma deles é verdadeiro (é preciso esclarecer aqui que, hoje em dia, diplomas podem estar também nas mãos de pessoas semianalfabetas, já que modernamente foram criadas outras maneiras de se conseguir diplomas sem ser, necessariamente, por meio do estudo). Os alunos quentes são precisamente aqueles que estudam de verdade. Mas, diga-se de passagem, eles também sabem descontrair na hora certa e do jeito certo. Sabem dizer algo que provoque risos na turma de modo que até o professor ri, pois seu senso de humor é inteligente e suas piadas ocorrem com naturalidade e de modo oportuno, encaixando-se na aula sem perturbá-la. Quando os alunos quentes vão embora da escola, deixam um vazio enorme. Ficam as saudades e as lembranças boas. Eles jamais são esquecidos! Tornam-se orgulho para os professores, elevam o nome da escola por onde passam e ficam para a posteridade como modelos a serem seguidos.
          
Os alunos frios são aqueles que passam pela escola recusando que a escola passe por eles. Eles querem a nota alta no boletim, mas não fazem questão do conhecimento na cabeça. Falam muito. Interrompem o professor várias vezes enquanto este explica uma matéria, mas nunca os vemos fazer uma pergunta ou um comentário sério, que acrescente algo de útil à aula ou ao seu próprio esclarecimento enquanto estudantes. Seu objetivo toda vez que erguem a voz é apenas o de provocar risos na turma. Com esse comportamento, o que eles querem é profanar o lugar sagrado da educação, é desdenhar do que o professor apresenta como algo sério. Cada um deles está, no fundo, de modo subliminar, dizendo: “Veja, professor, como eu não estou nem aí para você nem para o que você está ensinando!” Os alunos frios também são lembrados depois que vão embora da escola. Mas é uma lembrança de pesar. Não são orgulhos para os professores, não servem como modelos a serem seguidos e denigrem o nome da escola onde deixaram suas pegadas.
          
Os alunos mornos são aqueles que ficam quietos no canto deles. Não mexem com ninguém. Não se expressam. Seu olhar não é mais que um vôo rasante que, de vez em quando, passa pela sala. O professor vara o ano quase sem saber como é a voz deles. Eles possuem potenciais a serem explorados, mas, por algum motivo, os mantêm escondidos, bloqueados. Acompanham bem as aulas, tiram boas notas. Mas pecam pela inexpressividade, pela extrema falta de comunicação. Enfim, por um constante isolamento afetivo. Os alunos mornos não são lembrados depois que saem da escola, pois eles não deixam uma marca. Eles não têm a marca brilhante dos alunos quentes, nem a marca cinzenta dos alunos frios. São, portanto, esquecidos. Aos alunos mornos, por quem tenho especial carinho, dirijo um conselho: Lembrem-se do enigma da esfinge: “Preserva-te, e serás esquecido. Expõe-te, e serás devorado!” Você, aluno morno, é o tipo de aluno que se preserva demais em seu próprio mundinho e, por isso, é esquecido. Proponho que você faça a outra parte do que diz o enigma da esfinge: expõe-te! Expor-se, neste caso, significa comunicar-se mais, fazer o seu marketing pessoal diante do professor, significa mostrar seus potenciais, mostrar ao mundo quem você é do que você é capaz. Assim, então, você será devorado. Isto é, todos vão querê-lo, desejá-lo, solicitá-lo. Você será lembrado! Se você ficar excessivamente calado, confabulando só com os seus próprios neurônios, ninguém poderá adivinhar os potenciais que você possui e nem as pessoas terão motivos para acreditar que você seja uma pessoa maravilhosa. Isso porque o mundo classifica-o segundo a sua temperatura. E você está se mostrando morno aos olhos do mundo.
          
Neste ano de 2012, desejo ter muitos alunos quentes.
          
Desejo que os mornos aceitem o desafio de se aquecerem um pouco mais.
          
E quanto aos frios, quando quiserem dizer-me algo que não seja uma piada, só então estarei aqui para ouvi-los, pois, por enquanto, estou dignamente ocupado com os alunos quentes e os mornos e, por isso, não tenho tempo a perder. 

 




Este artigo pode ser copiado, distribuído, postado em sites e blogs, desde que se cite a fonte e deixe o link para que outros leitores acessem.
Autor: José Fernandes, publicado originalmente no sitehttp://www.escritorjosefernandes.com, em 20 de novembro de 2011. 


Este artigo está liberado para uso, no todo ou em parte, desde que seja citada a fonte: Artigo publicado originalmente no site www.portalesperafeliz.com.br , em 10 de fevereiro de 2012.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Expansão marítima e comercial européia


O Comércio com o Oriente era bastante lucrativo para os comerciantes italianos, mas empobrecia a economia européia, pois os produtos orientais eram pagos, em boa parte, com ouro e prata, o que provocava uma “hemorragia de metais preciosos”. Na Europa ocidental, a produção de alimentos não era suficiente para alimentar sua população. Para agravar a situação, a população rural não tinha poder aquisitivo para adquirir a produção artesanal dos burgos. Assim, o excedente artesanal deveria ser colocado em outros mercados. A solução natural para todos esses problemas foi a expansão marítima.
         Como Veneza e Gênova dominavam as principais rotas do Mediterrâneo , era necessário encontrar novas rotas. Os europeus, acostumados à navegação no Mediterrâneo e próximo ao litoral atlântico, teriam que desenvolver técnicas mais ousadas, ampliar conhecimentos geográficos e astronômicos para orientação em mar alto, e melhorar a cartografia, essencial para a representação das novas regiões.
         As modernas invenções criavam uma perspectiva favorável paras as navegações: a imprensa propiciava a divulgação dos avanços, a pólvora era utilizada para armar os navios com canhões e instrumentos como a bússola e o astrolábio orientavam melhor os navegantes. A introdução do leme e o uso da vela latina propiciaram o aparecimento da caravela, um navio capaz de enfrentar os grandes percursos, as grandes ondas do Atlântico e de carregar muita mercadoria. Somem-se, a tudo isso, o interesse econômico do Estado moderno e a obra missionária da Igreja Católica e temos um plano estimulante das grandes navegações.
         A queda de Constantinopla, em 1453, acelerou a expansão marítima, pois com as rotas comerciais no Mediterrâneo oriental sob o controle dos turcos, as mercadorias asiáticas alcançaram um alto preço. Assim, era preciso descobrir novas rotas para evitar o domínio comercial dos turcos e italianos no Mediterrâneo e atingir as índias diretamente, sem intermediação na aquisição dos produtos de luxo como tapetes, sedas, porcelanas e especiarias (pimenta, cravo, canela, gengibre, noz-moscada), tão valiosos e desejados na Europa.


O pioneirismo de Portugal

         A grande expansão marítima européia se iniciou com Portugal quando, em 1415, tomou Ceuta, cidade comercial árabe norte-africana, portanto bem antes da queda de Constantinopla. Localiza-se na parte mais ocidental da Europa. É um país voltado naturalmente para o atlântico. Desde o século XIV era comum navios, que ligavam a Itália e para o mar do Norte, aportarem em Lisboa, para abastecimento e reparos, transmitindo para seus tripulantes conhecimentos e propiciando lucros aos portugueses. O interesse da monarquia coincidia com o dos comerciantes na busca de riquezas, e os da nobreza e da Igreja não eram diferentes. A nobreza, pelos saques e terras; o clero, pela expansão do Cristianismo e os benefícios que isto lhe traria. Pode-se, portanto, considerar essa expansão como uma renovação do ideal das Cruzadas. Não esquecendo os esforços do infante D. Henrique, o Navegador, ao fundar em Sagres, 1417, um centro de construção e estudos navais, que reuniu diversos especialistas como cartógrafos, astrônomos e marinheiros que possuíam conhecimento do que de mais avançado se sabia na época sobre a arte de navegar, que juntos passaram a estudar  o legado náutico deixado por grandes povos do passado – fenícios, egípcios, gregos, árabes, etc.  Foi na Escola de Sagres que foram realizados, em 1418, os primeiros estudos e projetos de viagens oceânicas. Foi nela que foram aprimoradas embarcações como a caravela e aperfeiçoados os instrumentos náuticos necessários a longas viagens, como a bússola e o astrolábio, que haviam sido inventados no Oriente. É importante ressaltar que os estudos desses especialistas não chegaram a tomar a forma de uma instituição educacional permanente, mas mesmo assim ficaram conhecidos Escola de Sagre.
         As principais etapas do avanço marítimo português foram:
a)       1415 – Conquista de Ceuta, no norte da África, primeiro passo na expansão.
b)       1434 – Alcance do Cabo Bojador, por Gil Eanes. Região de arrecifes pontiagudos, o cabo era considerado um obstáculo intransponível pelos portugueses. Quando chegavam ali, as caravelas sofriam sérias avarias ou afundavam. Em poucos anos, cerca de vinte embarcações foram a pique. Para os supersticiosos, a destruição dos barcos no Bojador devia-se aos monstros que habitavam o oceano ou à fúria divina.
c)       1488 – Alcance do Cabo da Boa Esperança (Cabo das Tormentas), no extremo sul da África, por Bartolomeu Dias.
d)       1498 – Chegada de Vasco da Gama às Índias, por navegação, contornando o continente africano; a mais longa viagem marítima até então.
e)       1500 – chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em sua viagem ás índias.
Feitorias comerciais e militares foram estabelecidas no litoral africano e asiático, como em Calicute, Goa, Timor e Malaca. Em 1520, os portugueses atingiam a China e o Japão. Para consolidar o seu domínio no comércio das especiarias, Portugal edificou um império na Ásia, que enriquecia mais especificamente a nobreza e o Estado. Lisboa era, nas primeiras décadas do século XVI, a principal praça comercial européia.

Carnaval de Carangola e o "frevo mineiro"

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novo calendário faria o 'tempo parar'

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, descobriram uma maneira de fazer o tempo parar, pelo menos no caso da variação dos dias da semana que as datas caem de ano a ano. Com ajuda de programas de computador e fórmulas matemáticas, o astrofísico Richard Conn Henry e o economista Steve H. Hanke, criaram um novo calenário em que cada período de 12 meses seria exatamente igual ao anterior. Assim, se o Natal deste ano caiu em um domingo, ele continuaria a ser comemorado no mesmo dia da semana pelo resto da eternidade. No novo calendário, os meses de março, junho, setembro e dezembro teriam 31 dias, enquanto todos os demais ficariam com 30.
- Nossa proposta oferece um calendário estável que é absolutamente idêntico de ano a ano e permite um planejamento permanente e racional das atividades, desde os anos letivos até os feriados – defende Henry. - Imagine o tempo e esforço despendidos todo ano no planejamento de cada organização no mundo e fica claro que nosso calendário tornaria a vida mais simples, com benefícios dignos de nota.
Além das vantagens práticas de aniversários e feriados caírem sempre no mesmo dia da semana, os benefícios econômicos seriam ainda maiores, considera Hanke, especialista em economia internacional e política monetária.
- Nosso calendário simplificaria os cálculos financeiros – conta. - A contagem diária é necessária para determinar os juros acumulados por hipotecas, títulos e outros instrumentos e nosso calendário atual está cheio de anomalias que levaram ao estabelecimento de várias convenções numa tentativa de simplificar esses cálculos. Já nosso calendário permanente tem um padrão trimestral previsível de 91 dias, com dois meses de 30 dias e um terceiro de 31 dias, que nos livra destas convenções artificiais na contagem diária.
Segundo Hanke e Henry, seu calendário é uma melhoria de vários outros apresentados por indivíduos e organizações ao longo do último século.
- As tentativas de reforma fracassaram no passado porque todas elas envolviam a quebra do ciclo de sete dias da semana, o que não é aceitável por muitas pessoas por violar o mandamento de guardar os sábados e nossa versão nunca quebra este ciclo – explica Henry.
Segundo ele, o novo calendário é mais conveniente e fácil de usar que o o atual gregoriano, instituído há mais de quatro séculos, quando em 1582 o Papa Gregório alterou o calendário instituído por Júlio César em 46 a.C.. Numa tentativa de sincronizar o calendário juliano com as estações, o papa removeu 11 dias de outubro naquele ano, com o dia 15 se seguindo ao dia 4. Esse ajuste foi necessário para lidar com o mesmo problema complexo que faz tão grande desafio a criação de um novo calendário: o fato de que cada ano terrestre dura exatamente 365,2422 dias.
Hanke e Henry resolveram o problema dos pedaços extras de dias abandonando os anos bissextos em favor de uma semana extra a ser adicionada ao fim de dezembro a cada cinco ou seis anos, sincronizando o calendário à mudança das estações enquanto a Terra orbita o Sol.
Além de defenderem a adoção do novo calendário, Hanke e Henry querem abolir os fusos horários em favor de uma “hora universal” de forma a sincronizar datas e horas em todo mundo, favorecendo os negócios internacionais.
- Uma mesma hora e uma mesma data em todo o mundo – argumentam em artigo a ser publicado em janeiro do ano que vem no periódico “Global Asia”. - Reuniões de negócios, tabelas de campeonatos e anos letivos seriam idênticos todos os anos. A cacofonia de fusos horários, horários de verão e flutuações de calendários de hoje estaria encerrada. A economia – e todos nós – receberia um dividendo de harmonização permanente.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/calendario-faria-natal-sempre-cair-no-mesmo-dia-da-semana-3521516#ixzz1nJOZnupV 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Foto histórica - Uma atitude contra o nazismo

A coragem de dizer não

Foto histórica de um homem que se recusou a fazer a saudação nazista cai na internet e faz sucesso nas redes sociais


Contrariando a atração à frivolidade das mensagens virais que tomam a internet, uma antiga foto de um homem que se recusou a fazer o cumprimento nazista se espalha pelo Facebook e faz sucesso na rede mundial de computadores. Enquanto dezenas de pessoas saúdam o Terceiro Reich, o homem permanece de braços cruzados e com um semblante de desdém.
A imagem foi feita em 1936 – em plena Alemanha Nazista – no Porto de Hamburgo, onde a multidão se aglomerava para assistir ao lançamento de um navio militar. O cidadão se chamava August Landmesse e era operário do estaleiro de Hamburgo. Apesar de ter ingressado no Partido Nazista em 1931, ele foi expulso em 1935 por ser casado com uma judia. A união lhe valeu duas filhas e a prisão por “desonrar a raça ariana”. Em 1941, August foi libertado e enviado à guerra. Em pouco tempo no campo de batalha foi dado como desaparecido em combate e declarado morto. Já a mulher de August teria sido presa pela Gestapo, a polícia secreta nazista, e depois desaparecido.
A história veio à tona apenas em 1991, quando August foi identificado. Ao ver a foto num jornal alemão, Irene, uma de suas filhas, o reconheceu. Enquanto sua irmã foi morar com a avó materna, Irene foi enviada a um orfanato e depois adotada. Em 1996, ela escreveu um livro contando a história da família.
A imagem, que já foi curtida quase 100 mil vezes e compartilhada outras 40 mil, foi publicada no último sábado (dia 4) na página do Facebook do movimento Senri No Michi – uma organização criada após o terremoto e o tsunami de 2011 do Japão, com o objetivo de divulgar ações de caridade.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Exposição: "Carnaval é História"

O Museu Municipal de Carangola realizará uma exposição fotográfica sobre o Carnaval Carangolense entre os dias 06 e 10 de fevereiro de 2012.

No primeiro dia de exposição (06/02), às 19 horas, no Salão Nobre "Jayro Motta Hosken", nas dependências do Museu, haverá uma mesa redonda com especialistas do carnaval carangolense, debatendo importantes assuntos desta festividade e relembrando momentos inesquecíveis.

Prefeitura de Carangola e a Secretaria de Cultura por intermédio do Museu Municipal convidam toda a população para participarem e visitarem a exposição.

Saindo da rotina...Carnaval em Carangola

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

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