" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Álbum de fotografias da Revolução Russa


Em novembro de 1917, James Maxwell Pringle, funcionário do First National Bank, de Nova York, se viu em meio ao turbilhão da Revolução Russa durante uma viagem de negócios. Pringle fotografou tudo com olhar de estrangeiro e turista. Manteve distância dos fatos mas foi atento para registrar o clima e as marcas daquela época.

Pringle chegou a Petrograd (atual São Petersburgo) dias depois Revolução de Outubro, na qual os bolcheviques derrubaram o governo provisório – instaurado depois da deposição do Czar Nicolau II, em fevereiro daquele mesmo ano. Além de cenas comuns do dia a dia, as imagens mostram prédios esburacados por balas, barricadas em algumas ruas e covas sendo feitas para os mortos dos confrontos.
A viagem durou até março de 1918 e Pringle circulou pelas cidades russas de Moscou, São Petersburgo, Vologda, Vereshchagin e Novo-Nikolaevsk – além de ter passado por Japão, Coreia do Sul e China.
Todas as imagens da viagem foram reunidas por James Maxwell Pringle num álbum de fotografias com algumas importantíssimas identificações históricas (foto 21). O álbum foi doado pela família de Pringle à Biblioteca do Congresso Americano que digitalizou algumas páginas e mantém o álbum completo em exposição.


Alexandre Belém

Mais detalhes sobre a Revolução Russa nos arquivos de VEJA:

1.  Parada militar em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

2.  Museu Hermitage em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

3.  Esquina das ruas Litania e Sergiefskaya em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

4.  Rio Neva e o Palácio de Inverno em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

5.  Troitsky Most (ponte Trinity ) no rio Neva em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

6.  Canal Fontanka no rio Veva em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

7.  Rua Furstadtskaya em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

8.  Mulheres esperam para receber pão em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

9.  Manifestações no centro de Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

10.  Manifestações no centro de Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

11.  Café em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

12.  Centro de Moscou, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

13.  População lembra os mortos no centro de Moscou durante a Revolução de 1917, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

14.  Prédio esburacado por balas no centro de Moscou, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

15.  Barricadas no centro de Moscou, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

16.  Covas sendo feitas para os mortos durante a Revolução de 1917, Moscou, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

17.  Mercado de Vereshchagino, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

18.  Mercado de Vereshchagino, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

19.  Mercado de Vereshchagino, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

20.  Mercado de Vereshchagino, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

21.  Página do álbum de James Maxwell Pringle com as fotos e identificações.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Arqueólogos encontram caixa dos tempos do Império no Rio de Janeiro



A caixa foi encontrada em meio às obras de recuperação da Zona Portuária do Rio de Janeiro, e com um tesouro histórico que pesquisadores da Biblioteca Nacional estão tentando recuperar.
André CurvelloRio de Janeiro - RJ

Arqueólogos encontraram uma caixa em meio às obras de recuperação da Zona Portuária do Rio de Janeiro, e com um tesouro histórico que pesquisadores da Biblioteca Nacional estão tentando recuperar.
Fugiu da Rua dos Pescadores, número 35, o escravo Jerônimo. O anúncio estava nos classificados de um jornal de 1871. Hoje, o pedacinho de papel faz parte do quebra-cabeça que a equipe da Biblioteca Nacional tenta montar.
Os pesquisadores dizem que as páginas são de três jornais diferentes; dois ainda desconhecidos, e o diário oficial do Império. Os papéis estavam em uma caixa.
Cápsulas do tempo já foram comuns em grandes obras. Era tradição colocar dentro da pedra fundamental algum material que identificasse a época da construção. Como as velhas mensagens em garrafas que viajavam pelo mar na esperança de que alguém as encontrasse, a cápsula do tempo também viaja pelas décadas, pelos séculos. Muitas delas cumprem o seu papel.
A caixa estava dentro de um bloco de granito, a pedra fundamental da companhia Docas Pedro II, onde eram armazenados os produtos que chegavam pelo mar. Mesmo já modificado, o prédio permanece de pé.
Feita de madeira por fora e de chumbo por dentro, a cápsula do tempo foi encontrada cheia d’água. Os jornais pareciam uma massa de papel, de tão destruídos.
Veio a fase de recuperação. O material agora vai passar por uma etapa de limpeza. Depois, os espaços perdidos serão preenchidos com um papel produzido na própria Biblioteca Nacional.
Os jornais chegaram a ser levados para a Universidade de São Paulo, onde foram esterilizados. Na volta, uma surpresa.
“Até então, a maçaroca estava fechada, o jornal estava fechado, compacto, impossibilitando ver o que tinha dentro. Quando voltou de São Paulo, observamos que tinham umas moedas. Eram nove moedas. E duas parecem ser de ouro”, revela Fernando Menezes Amaro, do Laboratório de Restauração da Biblioteca Nacional.
Mil réis, 500 réis, 200 réis. Tem valor simbólico. Um golpe de sorte. O cara ou coroa da história.
Fonte: G1

Hitler usava cocaína e tomava injeções de sêmen


Adolf Hitler soltava gases de forma incontrolável, usava cocaína para descongestionar o nariz, ingeria cerca de 28 drogas ao mesmo tempo e tomava injeções de sêmen de búfalo para melhorar seu desempenho sexual.
Crédito da foto: Photos.com
As revelações surpreendentes estão nos prontuários médicos de Hitler, cujos itens serão leiloados pela casa Alexander Historical Auctions de Stamford, Connecticut.
O material inclui dez radiografias de vários ângulos do crânio do ditador, os resultados de vários eletroencefalogramas (EEG) e desenhos do interior de seu nariz. Também constam um documento de 47 páginas, reunindo relatórios elaborados por seis psiquiatras, cada um especializado em um tipo de tratamento, e um relatório de 178 páginas datado de 12 de junho de 1945, escrito pelo Dr. Erwin Giesing enquanto permaneceu detido por forças americanas.
O exército americano disponibilizou os relatórios fornecidos pelos médicos pessoais de Hitler, afirmou Bill Panagopulos, presidente da Alexander Autographs, ao New York Daily News.
Embora nenhum documento oficial mencione o fraco de Hitler por cocaína, Giesing escreveu que o ditador inalava a droga para “limpar as cavidades nasais” e “aliviar” a garganta. Quando começou a se viciar na droga, sua dosagem teve que ser reduzida, escreveu Giesing.
Os documentos revelam outro aspecto constrangedor da vida de Hitler: o Führer "sofria de flatulência incontrolável".
Para tentar controlar a doença, ele ingeria regularmente um coquetel de 28 drogas, incluindo comprimidos contra gases à base de estricnina, um veneno que pode ter causado danos a seu estômago e fígado.
Um dos médicos, Theodore Morrell, relatou que o ditador tomava injeções de extratos das vesículas seminais, testículos e próstata de búfalos jovens.
Segundo um dos documentos, "Morrell acreditava que Hitler, embora não se demonstrasse nenhuma tendência à atividade sexual, mantinha relações com Eva Braun. No entanto, eles dormiam em camas separadas”.
Cada histórico médico deve ser vendidos por no mínimo 2 mil dólares.

Fonte: Discovery

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Hugo Chávez revela reconstituição digital do rosto de Simón Bolívar


Imagem parece com a maioria dos retratos do ex-líder latino-americano.
Estudos sobre possível causa da morte estão sendo feitos por especialistas.


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, revelou nesta terça-feira (24) em seu perfil no microblog Twitter uma imagem digitalizada do que seria o rosto de Simón Bolívar, feito a partir de estudos forenses e antropológicos, segundo reportagem do jornal local 'El Universal'. A imagem coincide com a maioria dos retratos do ex-líder latino-americano, expostos nas salas do Palácio de Miraflores, sede do governo, em Caracas.
No ato transmitido pela rádio e televisão, Chávez disse que não seriam informadas as causas da morte do ideólogo da união latino-americana, mas adiantou que "descobertas importantes" estão sendo feitas.
Segundo o periódico venezuelano, a doutora Yanocemis García indicou que os estudos feitos com restos de Bolívar mostram que ele pode ter sofrido de uma doença que tenha sintomas parecidos com a tuberculose. Ainda de acordo com o 'El Universal', esses primeiros achados derrubariam a versão, até então sustentada pelo presidente, de que Bolívar havia sido assassinado.
Fonte: G1

domingo, 29 de julho de 2012

DOSSIÊ OLIMPÍADAS


Entenda as origens e os símbolos desse evento que surgiu na antiga Grécia, passou séculos esquecido e ressurgiu em 1896 com o propósito de difundir o esporte e unir os povos do mundo

  
Entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012 a cidade de Londres será palco do mais antigo evento esportivo do mundo. Realizados oficialmente a partir de 776 a.C., os Jogos Olímpicos surgiram, ao que tudo indica, como um festival que acompanhava os funerais dos heróis da Grécia antiga. Um exemplo remoto dessa prática aparece já na Ilíada, quando Aquiles organiza um festival de arqueiros, lançadores de dardos, corredores e lutadores para homenagear Pátroclo, morto em combate. Essa simbologia está na origem dos Jogos: em uma época em que as várias cidades gregas viviam em guerra, a cada quatro anos era decretada uma trégua geral durante a qual as batalhas davam lugar às competições. Extintas em 393 d.C., as Olimpíadas só renasceriam em 1896, quando o barão francês Pierre de Coubertin ressuscitou um antigo sonho: que a cada quatro anos o mundo esquecesse suas guerras para celebrar o esporte.

Índice

- Em Olímpia, a corrupção já manchava os Jogos

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A origem da Micareta



La Mi-Carême: Terceira Quinta-feira da Quaresma (séc. XIX).
Pintura de 
Zuber Fritz Buhler. 
Dizem que, na Bahia, o carnaval dura o ano inteiro. Pura maldade. Mas o estado inventou a folia carnavalesca fora de época, que acontece em todo o país em datas diversas. Em 1937, uma forte chuva causou estragos na cidade de Feira de Santa, obrigando as autoridades municipais a transferir a festa para depois da Semana Santa - afinal, fazer um carnaval em plena Quaresma não seria uma atitude muito católica. Os baianos logo deram um nome ao evento, parodiando uma festa francesa que acontece na semana Santa desde o final da Idade Média, a Mi-Carême. Gaiatos, eles juntaram ao nome francês o "careta", ou seja, o folião mascarado, e inventaram a "micareta", que dá aos brasileiros a alegria de Momo de março a janeiro. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Estudo atribui a Napoleão origem europeia, não árabe


Testes genéticos põem fim à teoria de que o imperador francês Napoleão Bonaparte tinha ascendência árabe

Napoleão Bonaparte, na França
Napoleão Bonaparte: teste derruba teoria que dizia que imperador tinha ascendência árabe (Divulgação)
Novos exames de DNA acabam de derrubar a teoria de que o ex-imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821) tinha ascendência árabe. Um estudo genético publicado na última edição do Journal of Molecular Biology Research atribui a Napoleão origem caucasiana, ou seja, da parte oriental da Europa. A pesquisa contradiz indicações históricas de que os ancestrais de Napoleão teriam chegado à Europa durante a expansão do Islã.

Saiba mais

NAPOLEÃO BONAPARTE
Em 1799, um oficial de artilharia do exército francês de apenas 30 anos de idade liderou um golpe de estado e se autoproclamou Primeiro Cônsul. Era Napoleão Bonaparte, que cinco anos mais tarde seria proclamado imperador. A chegada de Napoleão ao poder é o marco histórico que encerra a Revolução Francesa, detonada dez anos antes.
Napoleão governou a França até abril de 1814 (voltou a ocupar a posição durante alguns meses em 1815). Em seu governo, a França envolveu-se em conflitos com as grandes potências da Europa, as Guerras Napoleônicas. Napoleão conquistou uma hegemonia sem precedentes no Velho Continente. Em 1812, porém, sofreu um grave revés na Campanha da Rússia e viu seu império começar a ruir. A batalha final aconteceu em Waterloo, em junho de 1815, quando o exército de Napoleão foi derrotado pelos britânicos, que o exilaram na ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, onde morreria seis anos depois.
Napoleão nasceu na Córsega, uma ilha no litoral da Itália que é controlada pela França. Seus pais eram descendentes da nobreza italiana, e sua família tinha vínculos de sangue com um mercenário do século XV conhecido como 'Il Moro di Sarzana', ou 'O Mouro de Sarzana', natural de uma cidade mediterrânea frequentemente atacada pelos árabes. 

Os exames de DNA foram feitos pelo geneticista francês Gérard Lucotte, que teve acesso a pelos das famosas costeletas de Napoleão. O material estava em um relicário que pertenceu ao fundador do Museu do Louvre e amigo pessoal do ex-imperador, Dominique Vivant Denon. Lucotte conseguiu isolar o perfil do cromossomo Y de Napoleão segundo o jornal francês Le Figaro.

O cientista comparou o DNA dos pelos do ex-imperador com o material genético de Charles Napoleão, descendente de Jerônimo Bonaparte, irmão de Napoleão. As marcas do cromossomo Y nos dois são exatamente iguais. "Conseguimos determinar com precisão: Napoleão não era árabe, mas caucasiano", afirmou Lucotte.

Pesquisas genéticas também podem ajudar a determinar a causa de sua morte. A teoria mais aceita era a de que ele havia sido envenenado com arsênico enquanto cumpria um pena imposta pelos britânicos na ilha de Santa Helena, localizada no Oceano Atlântico. Testes modernos, porém, não encontraram sinais da substância em restos mortais de Napoleão, como fios de barba. Outra versão, atestada por uma autópsia, aponta para um câncer de estômago. Por trás das pesquisas científicas, sugeriu o Le Figaro, esconde-se uma nova tentativa de abrir o túmulo de Napoleão, no Hotel des Invalides, em Paris, e esclarecer se realmente estão ali os restos mortais do imperador, se são de outra pessoa ou se o local está vazio.
(Com Agência EFE)

Um resumo da Historia do Estados Unidos - Michael Moore




Conheça um pouco da História dos Estados Unidos da América, na visão crítica e divertida do diretor de cinema Michael Moore.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Documentário sobre o carangolense Victor Nunes Leal



Victor Nunes Leal foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por decreto de 26 de novembro de 1960, do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, na vaga decorrente da aposentadoria do ministro Francisco de Paula Rocha Lagôa, tendo tomado posse em 7 do mês seguinte. Eleito vice-presidente, em 11 de dezembro de 1968, foi empossado na data imediata. Autor do Livro "Coronelismo, enxada e voto", uma das maiores referências sobre as ações do Coronelismo durante a República Velha.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mundo das Marcas - A História através das marcas.









"A propaganda é a alma do negócio", esta frase já foi utilizada inúmeras vezes, especialmente quando uma pessoa quer ressaltar a importância de se divulgar um produto ou uma ideia, em uma sociedade capitalista esta frase torna-se um verdadeiro lema, a divulgação dos produtos, serviços ou ideias que se queira vender é crucial para a sobrevivência de qualquer indústria, por isso desde o surgimento da grandes indústrias, no remoto século XVIII, surge também a necessidade de se destacar entre os demais competidores, torna-se importante incorporar valor ao produto, relacionar o produto à um determinado nome, criar o que entendemos hoje por marca. (Marca é a representação simbólica de uma entidade, qualquer que ela seja, algo que permite identificá-la de um modo imediato como, por exemplo, um sinal de presença, uma simples pegada. Na teoria da comunicação, pode ser um signo, um símbolo ou um ícone. Uma simples palavra pode referir uma marca.)
Atualmente é praticamente impossível pensarmos em comer ou beber algo, ouvir uma música, locomover-se, divertir-se ou mesmo descansar, sem, em algum momento, vir o nome, slogan ou imagem de alguma marca em nossas mentes, afinal a todo momento as vemos nas ruas, TVs, em casa ou no trabalho. As marcas representam fases das nossa História, elas foram criadas, incorporadas ou expandidas em diversas épocas e representam a sociedade, as necessidades ou ou os interesses de seu tempo.
O blog Mundo das Marcas, desde de 2006, traz a História e as características  de incontáveis marcas espalhadas por esse mundo cada vez mais globalizado, uma ótima fonte de informações para todos aqueles que já tiveram uma curiosidade sobre uma determinada marca ou produto, para aqueles que já estão estreitamente ligados ou até mesmo dependentes de alguma marca, e claro, para todos os interessados em conhecer uma das grandes características da nossa História Contemporânea.




Santos Dumont é homenageado pelo Google em logotipo



O Google mudou seu logotipo para homenagear o inventor brasileiro Santos Dumont, que nesta sexta-feira completaria 139 anos. O doodle mostra um desenho do mineiro ao lado de sua mais importante invenção: o 14-Bis, avião híbrido testado na França em 1906.
O mineiro é responsável por projetar, construir e pilotar o primeiro balão dirígivel com motor a gasolina. Apesar de os brasileiros considerarem Santos Dumont como o responsável pelo primeiro voo em um avião, na maior parte do mundo o crédito à invenção é dado aos irmãos Wright.

Os doodles do Google
O Google costuma comemorar datas importantes para a humanidade, como aniversários de invenções e personalidades ligadas à cultura e à política, por exemplo, com customizações do logo na página inicial do site de buscas. O primeiro doodle surgiu em 1998, quando os fundadores do Google criaram um logotipo especial para informar aos usuários do site que eles estavam participando do Burning Man, um festival de contracultura realizado anualmente nos Estados Unidos.
O sucesso foi tão grande que hoje a companhia tem uma equipe de designers voltada especialmente para a criação dos logotipos especiais. Já foram criados mais de 300 doodles nos Estados Unidos e mais de 700 para o resto do mundo.
Para ver alguns dos doodles do segundo trimestre de 2012, clique aqui.
[Fonte: Terra]

terça-feira, 17 de julho de 2012

Fotos antigas e seus locais contemporâneos.

Conheça uma interessante série de fotografias do artista Jason E. Powell, que combinam fotografias antigas com os seus respectivos locais na atualidade, o resultado dessas obras remetem a uma bela viagem ao passado.  











segunda-feira, 16 de julho de 2012

5 cartas de amor escritas por personagens históricos


Beethoven declarou-se a uma amada imortal, desconhecida até hoje. Napoleão errou a mira e escreveu cartas de amor para uma pretendente infiel. Marx trocou mensagens românticas com sua noiva para driblar as proibições dos pais da moça. Lewis Carroll, escritor de Alice no país das maravilhas, declarou-se para uma menina que conheceu quando ela tinha 9 anos e ele já estava na casa dos 30. Yoko Ono continuou declarando seu amor para John Lennon 27 anos após o cantor ser assassinado.
O História sem fim reuniu cinco cartas de amor de quem marcou a História. São documentos de diferentes épocas, escritos por personagens de diferentes áreas, vivendo em contextos diferentes. Confira como cada um expressou seu amor e conte: qual é sua favorita?
1. De Beethoven para sua Amada Imortal

Após a morte do gênio em 1827, seu assistente, Anton Schindler, encontrou uma carta de amor guardada entre os pertences do compositor. Em 1840, Schindler publicou uma biografia sobre Beethoven e divulgou o material. Somente o dia e o mês estão registrados na carta. O local em que a carta foi escrita e o nome da destinatária – identificada na carta como “Amada Imortal” – não aparecem. A história inspirou o filme “Minha Amada Imortal”, de 1995.

Em 1880, a carta foi comprada pela Biblioteca Estatal de Berlim, onde permanece até hoje. Leia:
“Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser – Hoje apenas algumas palavras à caneta (à tua caneta). Só amanhã os meus alugueres estarão definidos – que desperdício de tempo… Por que sinto essa tristeza profunda se é a necessidade quem manda? Pode o teu amor resistir a todo sacrifício embora não exijamos tudo um do outro? Podes tu mudar o fato de que és completamente minha e eu completamente teu? Oh Deus! Olha para as belezas da natureza e conforta o teu coração. O amor exige tudo, assim sou como tu, e tu és comigo. Mas esqueces-te tão facilmente que eu vivo por ti e por mim. Se estivéssemos completamente unidos, tu sentirias essa dor assim como eu a sinto. [...] Nós provavelmente devemos nos ver em breve, entretanto, hoje eu não posso dividir contigo os pensamentos que tive nos últimos dias sobre minha própria vida – Se os nossos corações estivessem sempre juntos, eu não teria nenhum… O meu coração está cheio de coisas que eu gostaria de te dizer – ah – há momentos em que sinto que esse discurso é tão vazio – Alegra-te – Lembra-te da minha verdade, o meu único tesouro, o meu tudo como eu sou o teu. Os deuses devem-nos mandar paz… Teu fiel Ludwig”
2. De Napoleão Bonaparte para Josefina

É como dizem: sorte no front, seca no amor. Napoleão era desses. Até que conheceu Josefina de Beauharnais, viúva de um visconde e seis anos mais velha que ele. Não demorou muito até que o baixinho subisse ao altar com a dama. Enviado para o campo de batalhas, Napoleão declarava em cartas o seu amor pela esposa. O problema é que Josefina não estava na mesma vibe que o cara: além de não retribuir as correspondências, começou a traí-lo. Ao tomar conhecimento do chifre, Napoleão decidiu dar o troco: começou a se relacionar com uma mulher que se disfarçava de homem para lutar. Confira a carta que Napoleão escrevia, enquanto Josefina o traía…
“Já não te amo: ao contrário, detesto-te. És uma desgraçada, verdadeiramente perversa, verdadeiramente tola, uma verdadeira Cinderela. Nunca me escreves; não amas o teu marido; sabes quanto prazer tuas cartas dão a ele e ainda assim não podes sequer escrever-lhe meia dúzia de linhas, rabiscadas apressadamente. Que fazes o dia todo, Madame? Que negócio é assim tão importante que te rouba o tempo para escrever ao teu devotado amante? Que afeição abala e põe de lado o amor, o terno e constante amor que lhe prometeste? Quem será esse maravilhoso novo amante que te ocupa todos os momentos, tiraniza seus dias e te impede de dedicar qualquer atenção ao teu esposo? Cuidado, Josefina: alguma bela noite as portas se abrirão e eu surgirei. Na verdade, meu amor, estou preocupado por não receber notícias tuas; escreve-me neste instante quatro páginas plenas daquelas palavras agradáveis que me enchem o coração de emoção e alegria. Espero poder em breve segurar-te em meus braços e cobrir-te com um milhão de beijos, candentes como o sol do Equador. Bonaparte”
3. De Karl Marx para sua esposa Jenny von Westphalen

O intelectual alemão escreveu cartas à mulher que viria a ser sua esposa e mãe de seus filhos, Jenny von Westphalen, filha de um barão da Prússia. Os dois se conheceram ainda na universidade e, para driblar a proibição familiar de namorar, mantiveram durante anos uma relação de amor por meio de cartas. Confira uma delas.
“Meu amor, enquanto nos separa um espaço, estou convencido de que o tempo é para o meu amor como o sol e a chuva são para uma planta: fazem crescer. Basta você ir, meu amor por você apresenta-se a mim como ele realmente é: gigantesco; e nele se concentra toda minha energia espiritual e toda a força dos meus sentidos …. Você vai sorrir, meu amor, e te perguntarás por que eu caí na retórica. Mas se eu pudesse pressionar contra o meu coração o seu, puro e delicado, guardaria em silêncio e não deixaria escapar nem uma só palavra.”
4. De Lewis Carroll para Gertrude Chataway

Gertrude Chataway foi a mais importante criança que o escritor Lewis Carroll teve como amiga. O poema A caça ao Snark, inclusive, é dedicado a ela e aberto com um acróstico com seu nome. Biógrafos de Carroll, conhecido por escrever Alice no país das maravilhas, revelam que ele conheceu a garota quando ela tinha apenas 9 anos e que, desde então, os dois mantiveram uma amizade que se estendeu até a vida adulta. Meio estranho? Espere até ler a carta.
“Minha querida Gertrude, você vai ficar admirada, surpresa, desolada ao saber que terrível indisposição eu senti quando você partiu. Mandei chamar um médico e lhe disse: ‘Dê-me um remédio contra o cansaço porque eu estou cansado’. Ele me respondeu: ‘Nunca! Você não precisa de remédio! Se você está cansado, vá para a cama!’ ‘Não’, repliquei, ‘não se trata desse tipo de cansaço que passa quando se deita. Eu estou cansado no rosto.’ Ele ficou muito sério e depois disse: ‘Sim, estou vendo, é seu nariz que está cansado; e isso acontece por que você mete o nariz em tudo’. E eu respondi: ‘Não, não é bem o nariz. Talvez tenha sido um gole de ar’. Então ele fez uma expressão de espanto e disse: ‘Agora estou entendendo: naturalmente você tocou muitas árias em seu piano’. ‘De forma nenhuma, protestei. Nada de árias, mas de alguma coisa que fica entre o meu nariz e o meu queixo’. Aí ele ficou muito sério e perguntou: ‘Ultimamente você tem andado muito com seu queixo?’ Eu disse: ‘Não’. ‘Bem!’ disse ele, ‘isso me preocupa muito. Não sente alguma coisa nos lábios? ‘Claro!’ exclamei. É exatamente isso que eu sinto!’ Então ele ficou mais sério do que nunca e disse: ‘Acho que você andou dando muitos beijos’. ‘Bem’, respondi, ‘na verdade eu dei um beijo numa menininha que é muito minha amiga.’ ‘Pense bem’. disse ele, ‘você tem certeza de que foi somente um?’ Eu pensei bem e disse: ‘Talvez tenham sido onze’. Então o doutor respondeu: ‘Você não deve dar nenhum beijo até que seus lábios tenham descansado bastante’. ‘Mas o que devo fazer’, repliquei, ‘se ainda estou devendo a ela cento e oitenta e dois beijos?’ Nessa hora ele ficou tão triste, mas tão triste, que as lágrimas começaram a rolar em seu rosto. E ele disse: ‘Você pode enviálos numa caixa’. Então eu me lembrei de uma pequena caixa que eu havia comprado em Dover, pensando em poder um dia oferecê-la a uma menininha. Por isso é que eu lhe envio essa caixa depois de ter colocado nela todos os meus beijos. Diga-me se eles chegaram bem, ou se algum se perdeu pelo caminho.”
5. De Yoko Ono para John Lennon

Às vésperas do 27º aniversário de morte de Lennon, Yoko Ono escreveu em seu blog uma declaração de amor para o músico. Ora dirigindo-se a John, ora ao leitor, Ono pediu Paz, como fizera anos antes ao lado do cantor, lutando pelos direitos das mulheres, dos trabalhadores e pelo fim da Guerra do Vietnã. Falou das saudades, do vazio ao olhar para a cama vazia, do filho órfão. Falou da dor de amar quem não está ao nosso lado.
“Sinto saudades, John. 27 anos se passaram e ainda desejo poder voltar no tempo até aquele verão de 1980. Lembro-me de tudo – dividindo nosso café da manhã, caminhando juntos no parque em um dia bonito, e ver sua mão pegando a minha – que me garantia que não deveria me preocupar com nada, porque nossa vida era boa. Não tinha ideia de que a vida estava a ponto de me ensinar a lição mais dura de todas. Aprendi a intensa dor de perder um ser amado de repente, sem aviso prévio, e sem ter o tempo para um último abraço e a oportunidade de dizer “Te amo” uma última vez. A dor e o choque de perder você tão de repente está comigo a cada momento de cada dia. Quando toquei o lado de John na nossa cama na noite de 08 de dezembro de 1980, percebi que ainda estava quente. Esse momento ficou comigo nos últimos 27 anos – e vai ficar comigo para sempre. Ainda mais difícil foi ver o que foi tirado de nosso lindo filho Sean. Ele vive com uma raiva silenciosa por não ter seu pai, a quem ele tanto amava e com quem compartilhou sua vida. Eu sei que não estamos sozinhos. Nossa dor é compartilhada com muitas outras famílias que sofrem por serem vítimas de violência sem sentido. Esta dor tem de parar. Não percamos as vidas daqueles que perdemos. Juntos, façamos o mundo um lugar de amor e alegria e não um lugar de medo e raiva. Este dia em que se comemora a morte de John, tornou-se cada vez mais importante para muitas pessoas ao redor do mundo como um dia para lembrar a sua mensagem de Paz e Amor e fazer o que cada um de nós podemos fazer para curar este planeta que nos acolhe. Pensem em Paz. Atuem em paz. Compartilhem a Paz. John trabalhou para ele toda a sua vida. Ele costumava dizer: “Sem problemas, somente soluções”. Lembre-se, estamos todos juntos. Podemos fazê-lo, devemos. Eu te amo! Yoko Ono Lennon.”
 E aí, quem mais mexeu com seu coração?


[Fonte: Revista SuperInteressante]

domingo, 15 de julho de 2012

Criminoso nazista mais procurado pode ter sido achado na Hungria

Grupo israelense acredita ter localizado Laszlo Csatary em Budapeste.
Húngaro, 95, teria ajudado a deportar 15.700 judeus para Auschwitz.


O criminoso de guerra nazista mais procurado do mundo atualmente, Laszlo Csatary, pode ter sido encontrado em Budapeste, capital da Hungria, segundo o Centro Weisenthal. A notícia foi trazida pelo jornal inglês "The Sun", que diz ter localizado o acusado.
O húngaro Csatary, de 97 anos, é acusado de ter ajudado a organizar a deportação de 15.700 judeus para o campo de concentração de Auschwitz a partir da cidade eslovaca de Kosice, que então era parte da Hungria, em 1944.

"Confirmo que Laszlo Csatary foi identificado em Budapeste", declarou à AFP Efraim Zuroff, do Centro Wisenthal. "O 'The Sun' pôde fotografá-lo e filmá-lo graças a informações que fornecemos em setembro de 2011", acrescentou.
"Há 10 meses, um informante nos deu elementos que nos permitiram localizar Laszlo Csatary em Budapeste. Este informante recebeu 25 mil dólares que prometemos em troca de informações que permitam encontrar criminosos nazistas", disse Zuroff.
As informações sobre o paradeiro de Csatary foram enviadas em setembro de 2011 à promotoria da capital húngara. O vice-procurador de Budapeste, Jeno Varga, não confirmou a informação, limitando-se a declarar que "existe uma investigação em andamento. A promotoria está estudando as informações recebidas."
Em abril, o Centro Wiesenthal colocou Csatary no topo da lista dos criminosos de guerra mais procurados do mundo. Csatary foi condenado à morte à revelia em 1948, por um tribunal tcheco, mas desapareceu misteriosamente após se esconder nas cidades canadenses de Montreal e Toronto. Posteriormente, com uma identidade falsa, dedicou-se a comercializar objetos de arte.
Há cerca de 15 anos, autoridades canadenses descobriram a verdadeira identidade de Csatary, e, por isso, ele voltou a desaparecer, desta vez escondendo-se na Hungria, segundo Zuroff.
As autoridades russas afirmaram que estão coletando informações sobre o caso.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Confira os bastidores das principais disputadas da história da ciência


Fofocas, tramoias e... progresso. Os bastidores surpreendentes de algumas das disputas mais importantes da história da ciência e da tecnologia desde o século XVII, de Isaac Newton a Bill Gates

Rodrigo Rezende | 20/06/2012 16h31
Insultos, trapaças, intrigas e muita, muita confusão. Embora pouca gente desconfie, a trama secreta que se passa dentro dos laboratórios é capaz de botar no chinelo um enredo de novela mexicana. Em meio a tubos de ensaio e lousas abarrotadas de equações, pode haver um(a) verdadeiro(a) chiliquento(a) de jaleco. "O cientista é um brigão inveterado, um indivíduo que se abala por um nada", afirma o historiador Michael White em Rivalidades Produtivas.

Vista de perto, a ciência pode ser quase tão competitiva, cheia de rixas e picuinhas quanto um concurso de beleza. "As pessoas geralmente imaginam que os cientistas têm um grau de santidade quase inalcançável", já disse o físico vencedor do Prêmio Nobel Leon Lederman. "A coisa não funciona bem assim. A competição existe em todos os níveis: o internacional, o nacional, o institucional e, finalmente, com o cara do outro lado da sala."


Duvida? Então examine os episódios em que a ciência foi usada como arma de guerra e instrumento de propaganda. Na corrida para desenvolver a bomba atômica, na Segunda Guerra, os Estados Unidos gastaram 22 bilhões de dólares e empregaram quase 130 mil cientistas no projeto Manhattan. Mas o chefe do projeto, Robert Oppenheimer (dir.), foi falsamente denunciado como espião comunista pelo ex-companheiro Edward Teller (esq.), e só continuou no mundo científico graças à intervenção de Albert Einstein (centro). No calor da Guerra Fria entre EUA e União Soviética, o biólogo predileto de Josef Stalin abdicou da lógica para espinafrar a ciência do Ocidente. "Tudo isso de DNA, DNA...", disse Trofim Lysenko. "Todo mundo fala, mas ninguém nunca viu!"

Disputas como essas e as das próximas páginas não raro são o motor do progresso e da tecnologia. E o conflito é parte constante do diálogo entre pesquisadores. "Na ciência, você não precisa ser gentil. Precisa apenas estar certo", afirmou o ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill. Os cientistas podem se tornar tão passionais "quanto um fanático político ou poeta", diz White. Quando isso acontece, é melhor correr do laboratório.

Gênio de mau gênio

Um soco no estômago. Foi o que despertou a obsessão por conhecimento do garoto inglês que viria a se tornar um dos maiores gênios científicos da história. O rapaz de 13 anos prometeu ao valentão que o agrediu: "Não descansarei até ser o melhor aluno da escola". Após tirar sangue do nariz do colega, ainda quis humilhá-lo naquilo em que sabia ser superior: o intelecto. Em um ano, Isaac Newton (dir.) cumpriu a promessa. Em dez, revolucionaria a ciência. Só que a fama não sossegou seu espírito de rivalidade. Mesmo quando aparentava ser modesto, como na frase "Se enxerguei mais longe, é por estar de pé sobre os ombros de gigantes", destilava ironia. Seu alvo de escárnio era o cientista Robert Hooke, um anão.

O descobridor da gravidade usava seu poder para esmagar inimigos. O principal, o alemão Gottfried Leibniz, elaborou um método alternativo para o cálculo, uma das mais relevantes invenções do rival. "Eles publicaram suas obras sobre cálculo na década de 1670. Mas Newton concluiu: ‘Ah, sou o primeiro mesmo! Pensei antes’", diz o físico e historiador Steven Goldman, da Lehig University (EUA). A ferramenta, essencial na engenharia, permite calcular volumes com exatidão e, por exemplo, projetar estruturas 3D a partir de formas planas. Newton ficou tão transtornado que instaurou um tribunal na Royal Society de Londres e realizou um julgamento fajuto para definir o alemão como plagiador. Não contente, passou o resto da vida manchando a reputação do colega. E sabe qual a notação de cálculo que os engenheiros usam hoje? A de Leibniz.

Macaco é a sua avó!


"É por parte de avô ou avó que você descende do macaco?", disse o bispo Samuel Wilberforce (centro) após um inflamado discurso contra a teoria da evolução no museu da Universidade de Oxford, onde mais de mil pessoas assistiam ao debate. Mas quem respondeu à pergunta naquele 30 de junho de 1860 não foi o pai da teoria. "Eu gostaria tanto de estar morto quanto de responder ao bispo numa assembleia", afirmou o reservado Charles Darwin (dir.), que nunca falou publicamente sobre sua descoberta. Mas até um gentleman como ele, que concedeu a coautoria de sua tese a Alfred Wallace ao saber que o colega havia pensado numa versão alternativa da teoria, tinha seus desafetos. Darwin não engolia o naturalista e professor do Real Colégio de Cirurgiões Richard Owen (esq.) . Também pudera: Wilberforce era só um títere nas mãos de Owen, rival persistente que usou sua influência para impedir que Darwin recebesse o título de "sir". A defesa do evolucionismo no debate de Oxford coube ao chamado "buldogue de Darwin", tão fiel que era ao amigo. "O que eu preferiria como avô? Um homem altamente dotado pela natureza, mas que utiliza suas faculdades com o mero propósito de introduzir o ridículo numa discussão científica, ou um miserável macaco? Sem hesitar, escolho o macaco", disse Thomas Huxley ao bispo.

O tom duro de discussões como essa teve efeito positivo ao despertar o interesse público sobre a ciência. A teoria da evolução, apesar de sofrer preconceito por contrariar preceitos religiosos, é um exemplo típico de como a disputa pode favorecer o conhecimento. Huxley usava a polêmica para difundir a tese em conferências para trabalhadores. "Eles me seguem maravilhosamente. Na próxima sexta-feira todos estarão convencidos de que são macacos", escreveu. O bispo conhecido como "Sam Ensaboado" atacou Darwin até o fim da vida. Só que acabou caindo do cavalo - literalmente. Enquanto exibia suas habilidades para o presidente da Câmara dos Lordes, levou um tombo, rachou o crânio numa pedra e morreu. Huxley não perdoou. "Por uma única vez, a realidade e seu cérebro entraram em contato. E o resultado foi fatal", afirmou em carta a John Tyndall, em 1873.

domingo, 17 de junho de 2012

Documentos revelam detalhes da tortura sofrida por Dilma em Minas na ditadura

Em outubro de 2011, a mulher que usava codinome e que seria alçada nove anos mais tarde ao posto de presidente do Brasil revelou em depoimento, até agora inédito, o sofrimento vivido nos porões da ditadura em Minas


A presidente Dilma Vana Rousseff foi torturada nos porões da ditadura em Juiz de Fora, Zona da Mata mineira, e não apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro, como se pensava até agora. Em Minas, ela foi colocada no pau de arara, apanhou de palmatória, levou choques e socos que causaram problemas graves na sua arcada dentária. É o que revelam documentos obtidos com exclusividade pelo Estado de Minas , que até então mofavam na última sala do Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG). As instalações do conselho ocupam o quinto andar do Edifício Maletta, no Centro de Belo Horizonte. Um tanto decadente, sujeito a incêndios e infiltrações, o velho Maletta foi reduto da militância estudantil nas décadas de 1960 e 70.
 (Reprodução)

Perdido entre caixas-arquivo de papelão, empilhadas até o teto, repousa o depoimento pessoal de Dilma, o único que mereceu uma cópia xerox entre os mais de 700 processos de presos políticos mineiros analisados pelo Conedh-MG. Pela primeira vez na história, vem à tona o testemunho de Dilma relatando todo o sofrimento vivido em Minas na pele da militante política de codinomes Estela, Stela, Vanda, Luíza, Mariza e também Ana (menos conhecido, que ressurge neste processo mineiro). Ela contava então com 22 anos e militava no setor estudantil do Comando de Libertação Nacional (Colina), que mais tarde se fundiria com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), dando origem à VAR-Palmares.

As terríveis sessões de tortura enfrentadas pela então jovem estudante subversiva já foram ditas e repisadas ao longo dos últimos anos, mas os relatos sempre se referiam ao eixo Rio-São Paulo, envolvendo a Operação Bandeirantes, a temida Oban de São Paulo, e a cargeragem na capital fluminense. Já o episódio da tortura sofrida por Dilma em Minas, onde, segundo ela própria, exerceu 90% de sua militância durante a ditadura, tinha ficado no esquecimento. Até agora.

Com a palavra, a presidente: “Algumas características da tortura. No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite. Geralmente, o básico era o choque”. Ela continua: “(...) se o interrogatório é de longa duração, com interrogador experiente, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes usava palmatória; usaram em mim muita palmatória. Em São Paulo, usaram pouco este ‘método’”.


Bilhetes Dilma foi transferida em janeiro de 1972 para Juiz de Fora, ficando presa possivelmente no quartel da Polícia do Exército, a 4ª Companhia da PE. Nesse ponto do depoimento, falham as memórias do cárcere de Dilma e ela crava apenas não ter sido levada ao Departamento de Ordem e Política Social (Dops) de BH. Como já era presa antiga, a militante deveria ter ido a Juiz de Fora somente para ser ouvida pela auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM). Dilma pensou que, como havia ocorrido das outras vezes, estava vindo de São Paulo a Minas para a nova fase do julgamento no processo mineiro. Chegando a Juiz de Fora, porém, ela afirma ter sido novamente torturada e submetida a péssimas condições carcerárias, possivelmente por dois meses.

Nesse período, foi mantida na clandestinidade e jogada em uma cela, onde permaneceu na maior parte do tempo sozinha e em outra na companhia de uma única presa, Terezinha, de identidade desconhecida. Dilma voltou a apanhar dos agentes da repressão em Minas porque havia a suspeita de que Estela teria organizado, no fim de 1969, um plano para dar fuga a Ângelo Pezzuti, ex-companheiro da organização Colina, que havia sido preso na ex-Colônia Magalhães Pinto, hoje Penitenciária de Neves. Os militares haviam conseguido interceptar bilhetinhos trocados entre Estela (Stela nos bilhetes, codinome de Dilma) e Cabral (Ângelo), contendo inclusive o croqui do mapa do presídio, desenhado à mão (veja reproduções ao lado).

Seja por discrição ou por precaução, Dilma sempre evitou falar sobre a tortura. Não consta o depoimento dela nos arquivos do grupo Tortura Nunca Mais, nem no livro Mulheres que foram à luta armada, de Luiz Maklouf, de 1998. Só mais tarde, em 2003, ele conseguiria que Dilma contasse detalhes sobre a tortura que sofrera nas prisões do Rio e de São Paulo. Em 2005, trechos da entrevista foram publicados. Naquela época, a então ministra acabava de ser indicada para ocupar a Casa Civil.

O relato pessoal de Dilma, que agora se torna público, é anterior a isso. Data de 25 de outubro de 2001, quando ela ainda era secretária das Minas e Energia no Rio Grande do Sul, filiada ao PDT e nem sonhava em ocupar a cadeira da Presidência da República. Diante do jovem filósofo Robson Sávio, que atuava na coordenação da Comissão Estadual de Indenização às Vítimas de Tortura (Ceivt) do Conedh-MG, sem remuneração, Dilma revelou pormenores das sessões de humilhação sofridas em Minas. “O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente pelo resto da vida”, disse.

Humilde Apesar de ser ainda apenas a secretária das Minas e Energia, a postura de Dilma impressionou Robson: “A secretária tinha fama de durona. Ela já chegou ao corredor com um jeito impositivo, firme, muito decidida. À medida que foi contando os fatos no seu depoimento, ela foi se emocionando. Nós interrompemos o depoimento e ela deixou a sala com uma postura diferente em relação ao momento em que entrou. Saiu cabisbaixa”, conta ele, que teve três dias de prazo para colher sete depoimentos na capital gaúcha. Na avaliação de Robson, Dilma teve uma postura humilde para a época ao concordar em prestar depoimento perante a comissão. “Com ou sem o depoimento dela, a comissão iria aprovar a indenização de qualquer jeito, porque já tinha provas suficientes. Mas a gente insistia em colher os testemunhos, pois tinha a noção de estar fazendo algo histórico”, afirma o filósofo.

Publicação: 17/06/2012 07:05 Atualização: 17/06/2012 16:18

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