" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O presente não existe.

Não é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo - o passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o presente? O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo. Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos. Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta. O presente não é um dado imediato da consciência.
Sentimo-nos deslizar pelo tempo, isto é, podemos pensar que passamos do futuro para o passado, ou do passado para o futuro, mas não há um momento em que possamos dizer ao tempo: «Detém-te! És tão belo...!», como dizia Goethe. O presente não se detém. Não poderíamos imaginar um presente puro; seria nulo. O presente contém sempre uma partícula de passado e uma partícula de futuro, e parece que isso é necessário ao tempo.

Jorge Luís Borges, in 'Ensaio: O Tempo'

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Um pouco de reflexão histórica...


Aniversário da morte de Jimi Hendrix


No dia 18 de setembro de 1970 morria o lendário guitarrista, cantor e compositor norte-americano Jimi Hendrix. Ele morreu aos 27 anos, em um hotel em Londres. De acordo com o médico que o atendeu inicialmente, Hendrix tinha se asfixiado em seu próprio vômito, composto principalmente de vinho tinto. Contudo, sua morte é alvo de controvérsias até hoje. 

Nascido no dia 27 de novembro de 1942, na cidade de Seattle, (EUA), Hendrix é considerado por críticos e músicos como o melhor guitarrista da história do rock e um dos mais importantes e influentes músicos do seu tempo, em diferentes estilos musicais. Após fazer sucesso na Europa, conquistou fama nos Estados Unidos depois de uma apresentação em 1967, no Festival Pop de Monterey. Três anos mais tarde, Hendrix foi a principal atração do lendário Festival de Woodstock e do Festival da Ilha de Wight, em 1970.

Sua carreira começou a deslanchar por volta de 1966, quando já tinha a própria banda, Jimmy James and the Blue Flames. Hendrix foi descoberto por Chas Chandler, baixista do grupo britânico The Animals que o levou à Inglaterra, onde Jimmy assinou contrato de produção e agenciamento e também formou uma nova banda, The Jimi Hendrix Experience, com o baixista Noel Redding e o percussionista Mitch Mitchell.

Não demorou muito, suas primeiras apresentações em Londres foram um sucesso. Em seguida, obteve mais fama com "Purple Haze", "The Wind Cries Mary" e "Hey Joe", músicas que, na época, chegaram aos top 10. Em 1967, o grupo lançou seu primeiro álbum, "Are You Experienced", que fez um enorme sucesso. Ao mesmo tempo, as apresentações de Hendrix se tornaram ainda mais explosivas. Em março deste ano, ele foi levado para o hospital com queimaduras depois de pôr fogo em sua guitarra pela primeira vez no Astoria Theatre, em Londres. No Festival Pop de Monterey, Hendrix voltou a incendiar e quebrar sua guitarra. Depois, em dezembro de 1967, lançou o álbum “Axis: Bold as Love”, que seguiu o estilo de “Are You Experienced”.

Nesta época, Hendrix também vivia atritos com Noel Redding e abusava de drogas e álcool. Essa combinação explosiva resultou em sua prisão no começo de 1968, em Estocolmo, ao destruir um quarto de hotel por conta de um ataque de fúria pela embriaguez.

Pouco tempo depois, veio o terceiro álbum, o duplo Electric Ladyland (1968), com a clássica versão da música de Bob Dylan "All Along the Watchtower". Nesta época, Hendrix decidiu retornar aos EUA e criar seu próprio estúdio em Nova Iorque, batizado de "Electric Lady". Ao mesmo tempo que queria abrir seu horizonte musical, seu relacionamento com a banda foi piorando e o Experience acabou em 1969.

Em agosto, formou uma nova banda, Gypsy Suns and Rainbows, para tocar no Festival de Woodstock. Esta formação teve vida curta e Hendrix integrou um novo trio com velhos amigos, o Band of Gypsys. Antes da sua morte, Hendrix iria começar um novo projeto, com a banda chamada HELP (Hendrix, Emerson, Lake & Palmer).

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Descoberta de tecidos de mamute na Sibéria cria expectativa sobre clonagem de animal extinto

Pesquisadores trabalham nos fragmentos de
fóssil de mamute encontrado na Sibéria
Após a descoberta de pedaço de tecido de mamute no leste da Sibéria, alguns cientistas da Rússia e Coreia do Sul anunciaram a possibilidade de uma possível clonagem deste animal extinto há 4 mil anos. O material, que pode conter células vivas, estava enterrado no permafrost, o solo permanentemente congelado.

A existência destas células ainda precisa se confirmada pelo laboratório sul-coreano envolvido na pesquisa, mas suspeita-se que o número seja insuficiente para a realização do experimento, que vem sendo criticado e recebido com ceticismo por outros cientistas que realizam pesquisas na mesma área.

Diante disso, a equipe envolvida neste trabalho se esforça por obter credibilidade, já que há dúvidas sobre a possibilidade de que algo possa permanecer vivo durante milênios no permafrost. Estima-se que o mamute foi extinto há menos de 4 mil anos. Elevação da temperatura, mudanças na vegetação e os seres humanos teriam contribuído para o desaparecimento definitivo do animal.


Leia Mais: Último Segundo

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O destino dos negros na Alemanha nazista.


Pouco se sabe sobre a pequena comunidade negra que viveu na Alemanha na época do Terceiro Reich. A Deutsche Welle lança um olhar sobre suas estratégias de sobrevivência durante o regime opressor de Hitler.
Entre 20 mil e 25 mil negros viviam na Alemanha durante o regime nazista. Quando questionados sobre os negros no Terceiro Reich, os alemães costumam falar sobre a mostra Afrika Schau. Em seu livro Hitler's Black Victims (As vítimas negras de Hitler, em tradução literal), o pesquisador norte-americano Clarence Lusane descreve Afrika Schau como uma mostra itinerante iniciada em 1936.
Os responsáveis pelo "show" eram Juliette Tipner, cuja mãe era da Libéria, e seu marido branco, Adolph Hillerkus. O objetivo do "espetáculo" era mostrar a cultura africana na Alemanha.
Em 1940, a Afrika Schau foi retomada pela SS e por Joseph Goebbels, que "esperava que isso fosse útil não só para propaganda e fins ideológicos, mas também como maneira de reunir todos os negros no país sob um mesmo teto", escreve Lusane. Para seus participantes, a Afrika Schau tornou-se um meio de sobrevivência na Alemanha nazista.
Negro em prisão nazista
Para a historiadora norte-americana Tina Campt, cuja pesquisa trata da diáspora africana na Alemanha, "era possível que os negros nela envolvidos a usassem para fins não previstos por quem a organizou. Se por um lado a Afrika Schau desumanizou pessoas, por outro lado, para os participantes, era uma oportunidade de ganhar dinheiro, como também um local para se comunicar com outros negros".
Contudo, o show não teve sucesso e foi encerrado em 1941. Além disso, ele não tinha condições de reunir todos os negros no país sob um pavilhão, possivelmente porque ele só aceitava negros de pele mais escura, segundo o estereótipo do que era considerado africano.
Os "bastardos da Renânia"
A maioria dos negros de pele mais clara que vivia na Alemanha durante o Terceiro Reich era formada por mestiços, e um bom número deles eram filhos dos soldados franceses negros das tropas de ocupação com mulheres da Renânia.
A existência dessas crianças é e continua sendo de conhecimento público, porque elas foram mencionadas no livro Minha Luta, de Hitler. Na Alemanha nazista, eles foram descritos com o termo depreciativo "bastardos da Renânia".
A Deutsche Welle conversou com o historiador alemão Reiner Pommerin para descobrir o que aconteceu com estas crianças. "Publiquei um livro nos anos 1970 sobre a esterilização dos mestiços. Foram crianças geradas pelas forças de ocupação – principalmente as francesas", disse.
Seu livro Esterilização dos bastardos da Renânia. O destino de uma minoria negra alemã 1918 - 1937enfoca a esterilização da minoria negra na Alemanha nazista.

domingo, 2 de setembro de 2012

Derretimento de geleira na Itália revela munição da 1ª Guerra Mundial


Mais de 200 peças de munição usadas na 1ª Guerra Mundial surgiram depois do derretimento de geleira no pico de uma montanha em Trentino, na Itália. Cada peça encontrada pesa entre 7 e 10 kg.
Os artefatos de guerra foram descobertos a uma altitude de 3.200 metros, quando a geleira Ago de Nardis foi parcialmente derretida devido a uma recente onda de calor que atingiu em picos mais altos da Itália. A unidade de polícia dos Alpes viu pontos de metal emergirem do gelo espalhados em uma área de 100 metros quadrados.
Especialistas estiveram no local e disseram que as munições não foram descartadas, mas utilizadas durante a série de batalhas entre os exércitos do Império Austro-Húngaro e Itália entre 1915 e 1918.
Munição usada na 1ª Guerra Mundial descoberta na Itália. (Foto: Maffei Glauco/EPA/EFE)Munição usada na 1ª Guerra Mundial descoberta na Itália. (Foto: Maffei Glauco/EPA/EFE) - Fonte: G1.com

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

DNA lança luz sobre primos misteriosos do homem

Um fragmento de osso encontrado em uma caverna da Sibéria lançou luz sobre a odisseia genética de um grupo enigmático de humanoide chamado homem de Denisova, ou denisovaniano, anunciaram cientistas nesta quinta-feira.

A existência dos denisovanianos só veio à tona em 2010, graças a um pedaço do osso do dedo e dois molares escavados na Caverna de Denisova, nas montanhas Altai, no sul da Sibéria, e datados de cerca de 80 mil anos.

Mas como era a aparência destes humanos e o que aconteceu com eles continuou um mistério.

Nada se sabia, a não ser que foram contemporâneos dos neandertais - outra espécie "prima" do 'Homo sapiens', que pode ter sido extinta com a chegada do homem moderno ou, dizem alguns, se miscigenou com ele.

Antropólogos alemães realizaram o que chamam do estudo mais completo e preciso do DNA do homem de Denisova, graças a uma minúscula amostra do osso de um dedo.

Ele mostra que o dedo pertenceu a uma menina e a comparação dos cromossomos herdados de sua mãe e seu pai sugere que os indivíduos pertenciam a um grupo com vínculos muito estreitos, já que há poucos sinais de grande disseminação genética.

Mas uma comparação do genoma com o de 11 humanos modernos de diferentes partes do mundo sugere que eles podem ter se espalhado por regiões da Ásia.

As populações modernas das ilhas do sul da Ásia, incluindo Papua Nova Guiné, compartilham genes com eles, incluindo variações que são associadas a pele escura, cabelos e olhos castanhos.

Mesmo assim, a semelhança genética do homem de Denisova com o 'Homo sapiens' é limitado, segundo o artigo, publicado na revista americana Science.

A comparação aponta para 100.000 mudanças no genoma do 'Homo sapiens' desde o reinado dos denisovanianos.

Muitas delas são associadas com a função cerebral e o desenvolvimento do sistema nervoso, e outras podem afetar a pele, os olhos e a forma dos dentes.

"Esta pesquisa ajudará a determinar como as populações humanas modernas se expandiram dramaticamente em tamanho assim como em complexidade cultural, enquanto os humanos arcaicos foram diminuindo em número e acabaram extintos fisicamente", explicou o chefe das pesquisas, Svante Paabo, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, leste da Alemanha.

Um pouco de reflexão histórica...


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PESQUISADORA TERIA ENCONTRADO DUAS NOVAS PIRÂMIDES NO EGITO EM IMAGENS DO GOOGLE EARTH

A arqueóloga e pesquisadora Angela Micol publicou em seu site que teria encontrado, em imagens do Google Earth, duas pirâmides no Egito que ainda são desconhecidas. De acordo com ela, as imagens são de dois complexos de pirâmides, por causa do formato triangular e formação similar a outros complexos como as Pirâmides de Gizé. As construções teriam sofrido com a erosão ao longo dos anos. As informações foram divulgadas no site da pesquisadora, o Google Earth Anomalies.

As descobertas da arqueóloga estão a 145 km uma da outra, na região do Egito Superior, na parte sul do país, perto da cidade de Dimai. As imagens, assim como dados sobre a sua localização, foram enviadas a egiptólogos e investigadores que farão uma análise mais aprofundada destas informações.

Em uma das imagens, Micol explica que uma das obras tem aproximadamente 188 metros de largura e, portanto, seria três vezes maior do que a Grande Pirâmide, a mais famosa do Egito. A outra tem 45 metros de largura e um formato um pouco mais quadrado.

“As imagens falam por si próprias. Mas é claro que deve haver verificações para confirmar se são mesmo pirâmides. Mas acredito que sim. Agora é preciso fazer um trabalho extenso, procurar provas e saber suas origens. Creio que a tecnologia atual pode ajudar muito neste tipo de descoberta”, afirma Micol.

Artigo relacionado Google Earth Anomalies         Fonte: The History Channel

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mais uma novela época da Rede Globo.


Ambientada no início do século 20, no Rio de Janeiro, Lado a Lado, nova novela das seis da Rede Globo vai falar sobre o começo da república, o surgimento do samba, o fim dos cortiços, o início das favelas e trazer como tema principal o nascimento da mulher moderna na sociedade brasileira.

No elenco da trama, escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, estão Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Marjorie Estiano, Thiago Fragoso, Patrícia Pillar, Werner Schunemann, Caio Blat, Cássio Gabus Mendes, Isabela Garcia, Bia Seidl, Rafael Cardoso, Klebber Toledo e Daniel Dalcin, entre outros. A direção de núcleo é de Dennis Carvalho.
Fonte: G1.com

É sempre necessário ressaltar que as obras de ficção (Novelas, Séries, Filmes, Livros, etc.), mesmo que baseadas em fatos reais ou em períodos históricos, não tem o compromisso de reproduzir a verdade histórica, ou melhor falando, os fatos como realmente ocorreram, motivada pela grande dificuldade em reproduzir diálogos que possam fazer a ligação entre os vários personagens de uma mesma história, assim, sempre são criados personagens ou versões para se elaborar um enredo  que possa criar uma história mais romantizada, para ser vendida para o grande público, que na maioria das vezes está mais interessado na trama do que no fundo histórico. É necessário também destacar a importância dessas obras que tentam destacar fatos ou períodos históricos, pois, a disciplina histórica exige que o estudante se transporte mentalmente para o tempo histórico estudado, assim é necessário recriar mentalmente a sociedade que cerca tal período, então, assim novelas, filmes, séries, etc. que reproduzem figurinos, vocabulários, costumes, objetos e outras características de época, podem servir como ótimos exemplos para que os estudantes possam ilustrar mentalmente os textos históricos lidos ou mesmo as explicações dos professores, claro sempre sendo necessários guardar os devidos cuidados contra os ufanismos, simplismos ou anacronismo.


domingo, 19 de agosto de 2012

MÚMIAS “FRANKENSTEIN" DA ESCÓCIA INTRIGAM PESQUISADORES



Cientistas da Universidade de Manchester descobriram que duas múmias de 3 mil anos de idade, que até então pensava-se que eram de um homem e uma mulher, são na verdade uma espécie de "Frankenstein". Exames de DNA mostraram que os dois corpos, em excelente estado de conservação, são formados por partes de seis cadáveres diferentes.

As duas múmias foram descobertas há mais de 10 anos entre as ruínas de uma aldeia pré-histórica de uma ilha na Escócia e até então nunca haviam chamado a atenção para nada muito diferente. Contudo, um dos cientistas reparou que a mandíbula de um dos cadáveres não encaixava no crânio e, partir daí, deu-se início a novas investigações sobre o caso.
 
De acordo com estudos posteriores, estes corpos "Frankenstein" teriam sido desenterrados e depois enterrados novamente no local onde foram encontrados há cerca de 300 ou 600 anos. Está quase descartada a possibilidade de que os ossos de pessoas diferentes tenham caído "por acaso" no mesmo poço, já que eles estavam em uma posição perfeita.

Contudo, as razões para o uso de diferentes partes de cadáveres em uma múmia ainda são um mistério. Segundo os cientistas envolvidos na investigação, a tendência é que com o aprofundamento das investigações e com o estudo de múmias cada vez mais antigas serão encontrados outros sinais de rituais ainda mais difíceis de compreender.

Artigo relacionado


Journal of Archaeological Science

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fotografias da Guerra do Vietnã


Larry Burrows


A fotografia de guerra sempre está envolta numa aura de aventura. A tragédia dos grandes conflitos, no entanto, sempre atingiu os jornalistas e, principalmente, os fotógrafos.
Grandes nomes da fotografia mundial estão relacionados às coberturas de conflitos. É o caso de Roger Fenton com a Guerra da Crimeia (1853-1856) e Robert Capa com a guerra Civil Espanhola (1936-1939) e a Segunda Guerra Mundial (1938-1945).
Na história recente, a Guerra do Vietnã foi, provavelmente, a experiência mais avassaladora e trágica para o fotojornalismo. Pelas características do conflito – a liberdade e mobilidade dos fotógrafos –, mais de 120 fotojornalistas morreram trabalhando. O sacrifício não foi em vão. Muitas imagens desses fotojornalistas foram fundamentais para que a opinião pública tomasse conhecimento do terror da guerra.
Das centenas de fotógrafos em solo vietnamita, um dos mais importantes foi o britânico Larry Burrows (1926-1971). Ele entra na fotografia aos dezesseis anos, durante a Segunda Guerra Mundial, como um “faz tudo” e laboratorista do escritório da revista LIFE em Londres. Para a mesma revista, ficou no Vietnã de 1962 até 1971, quando morreu  após o helicóptero no qual viajava, com mais três fotojornalistas, foi derrubado no Laos.
Larry Burrows é o autor de imagens vigorosas do Vietnã.  Seu livro Larry Burrows: Vietnam (Knopf, 2002, 244 pg.) é uma referência para o fotojornalismo mundial.
Alexandre Belém


1.  Infantaria vietnamita passa por vilarejo incendiado, Vietnã – 1962. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

2.  Soldados vietnamitas passam por arrozais, Vietnã – 1962. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

3.  Soldado vietnamita tenta ajudar companheiro atolado na lama, Vietnã – 1962. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

4.  Soldado vietnamita ameaça vietcong capturado, Vietnã – 1962. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

5.  Soldados americanos usam iluminação noturna durante patrulha, Vietnã – 1964. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

6.  Soldado americano fala com a base enquanto soldados vietnamitas queimam esconderijo vietcong, Vietnã – 1964. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

7.  Esconderijo vietcong é esvaziado após ser destruído pelos soldados americanos e vietnamitas, Vietnã – 1964. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

8.  Tropas americanas desembarcam na praia de Da Nang, Vietnã – 1965. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

9.  Membro da tripulação de helicóptero americano morre durante missão, Vietnã – 1965. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

10.  Missão americana perto de Da Nang, Vietnã – 1965. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

11.  Sargento Jeremiah Purdie (centro) após ser ferido durante batalha no Vietnã do Sul, 1966. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

12.  Soldados durante a Guerra do Vietnã, 1966. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

13.  Soldado americano recebendo os primeiros socorros durante a Guerra do Vietnã, 1966. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

14.  Missão americana, Vietnã – 1966. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

15.  Militares feridos durante batalha no Vietnã do Sul – 1966. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

16.  Soldados carregam colega morto durante batalha no Vietnã do Sul. Ao fundo, a fotógrafa francesa Catherine LeRoy – 1966. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

17.  Soldado ferido durante batalha no Vietnã do Sul – 1966. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

18.  Soldado ferido durante batalha no Vietnã do Sul – 1966. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

19.  Soldados durante batalha no Vietnã do Sul – 1966. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

20.  Soldado vietnamita aguarda socorro médico para mulher ferida durante ataque vietcong, Vietnã – 1968. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

21.  Soldados americanos durante a Guerra do Vietnã – 1968. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

22.  Soldado ferido durante batalha no Vietnã do Sul – 1969. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

23.  Vietnamita chora ao receber restos mortais do marido, Vietnã – 1969. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

24.  Americanos e vietnamitas durante batalha em Dak To, Vietnã – 1969. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

25.  Soldados americanos na fronteira com o Cambodja, Vietnã – 1970. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

26.  Soldados cambojanos tentam recuperar vila em poder de vietcongues, Vietnã – 1970. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

27.  Soldados americanos na fronteira com o Cambodja, Vietnã – 1970. (Larry Burrows/Time Life Pictures/Getty Images)

28.  Fotógrafo Larry Burrows, Vietnã – 1968. (Express Newspapers/Getty Images)

domingo, 12 de agosto de 2012

A origem do Dia dos Pais

Evoca-se como origem dessa data a Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.
Entretanto, a institucionalização dessa data é bem mais recente. Em 1909, nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar um dia dedicado aos pais, motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o "Dia do Pai" (Father's Day).
 Seguindo a tradição, nos Estados Unidos, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de Março, seguindo a tradição da Igreja católica, que neste dia celebra São José, marido de Maria (a mãe de Jesus Cristo).
No Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto. Relata-se que o publicitário Sylvio Bhering propôs a primeira celebração do Dia dos Pais no Brasil para o dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família Bhering.

Datas do Dia dos Pais nos outros países


Na Itália e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no dia 19 de março. Essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.
Inglaterra - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.
Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes. 
Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho. 
Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração. 
Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial. 
Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique. 
Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes. 
Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles. 
Austrália - A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade. 
África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional. 
Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva). 


Feliz Dia dos Pais!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Álbum de fotografias da Revolução Russa


Em novembro de 1917, James Maxwell Pringle, funcionário do First National Bank, de Nova York, se viu em meio ao turbilhão da Revolução Russa durante uma viagem de negócios. Pringle fotografou tudo com olhar de estrangeiro e turista. Manteve distância dos fatos mas foi atento para registrar o clima e as marcas daquela época.

Pringle chegou a Petrograd (atual São Petersburgo) dias depois Revolução de Outubro, na qual os bolcheviques derrubaram o governo provisório – instaurado depois da deposição do Czar Nicolau II, em fevereiro daquele mesmo ano. Além de cenas comuns do dia a dia, as imagens mostram prédios esburacados por balas, barricadas em algumas ruas e covas sendo feitas para os mortos dos confrontos.
A viagem durou até março de 1918 e Pringle circulou pelas cidades russas de Moscou, São Petersburgo, Vologda, Vereshchagin e Novo-Nikolaevsk – além de ter passado por Japão, Coreia do Sul e China.
Todas as imagens da viagem foram reunidas por James Maxwell Pringle num álbum de fotografias com algumas importantíssimas identificações históricas (foto 21). O álbum foi doado pela família de Pringle à Biblioteca do Congresso Americano que digitalizou algumas páginas e mantém o álbum completo em exposição.


Alexandre Belém

Mais detalhes sobre a Revolução Russa nos arquivos de VEJA:

1.  Parada militar em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

2.  Museu Hermitage em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

3.  Esquina das ruas Litania e Sergiefskaya em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

4.  Rio Neva e o Palácio de Inverno em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

5.  Troitsky Most (ponte Trinity ) no rio Neva em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

6.  Canal Fontanka no rio Veva em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

7.  Rua Furstadtskaya em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

8.  Mulheres esperam para receber pão em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

9.  Manifestações no centro de Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

10.  Manifestações no centro de Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

11.  Café em Petrograd (São Petersburgo), Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

12.  Centro de Moscou, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

13.  População lembra os mortos no centro de Moscou durante a Revolução de 1917, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

14.  Prédio esburacado por balas no centro de Moscou, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

15.  Barricadas no centro de Moscou, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

16.  Covas sendo feitas para os mortos durante a Revolução de 1917, Moscou, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

17.  Mercado de Vereshchagino, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

18.  Mercado de Vereshchagino, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

19.  Mercado de Vereshchagino, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

20.  Mercado de Vereshchagino, Rússia – 1917/1918. (James Maxwell Pringle/Libray of Congress)

21.  Página do álbum de James Maxwell Pringle com as fotos e identificações.

Veja também:

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