" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O poder das amantes

Elas foram escolhidas por reis, mas não viraram rainhas. Mesmo sem coroa, algumas se tornaram tão poderosas que mudaram o mundo

por FERNANDA DE CASTRO LIMA | 04/10/2011 19h19
Desde pequena, Jeanne-Antoinette Poisson foi criada para ser a favorita de Luís 15. Bem-educada e perspicaz, conseguiu o que queria. Tornou-se a madame de Pompadour, uma das mulheres mais influentes da França. Como os casamentos reais eram fruto de acordos políticos e econômicos, o rei buscar amor e prazer nos braços de outras era natural. "Pais empurravam as filhas mais atraentes para os braços do rei, torcendo para que elas terminassem em sua cama", diz Robin Briggs, historiador da Universidade de Oxford (Inglaterra). "A amante tinha acesso direto ao rei e era vista como a mais interessada em seu bem-estar, além de ser uma fonte segura de informações sobre a corte", diz Kathleen Wellman, da Southern Methodist University, em Dallas (EUA). Daí vinha seu poder.

Panela velha

Nome: Diane de Poitiers (1499-1566)
Principal amante: rei Henrique 2º, da França
Esquisitice: ensinou posições sexuais para a rainha
Influência política: muito grande
Diane de Poitiers nasceu no último dia de 1499. Filha de nobres, casou muito jovem com Luís de Brézé, conde de Maulévrier, de 56 anos. Aos 18, com duas filhas, segurou no colo Henrique, futuro rei da França. Quando ficou viúva, afastou-se da corte por um longo período. Ao retornar, aos 30 anos, estava deslumbrante. O garoto Henrique encantou-se. Não se sabe, segundo a princesa Michael de Kent, o exato momento em que os dois viraram amantes. Henrique venerava aquela mulher quase 19 anos mais velha, mas se casou com a prima dela, Catarina de Médici. Quando ele tinha 17 anos, seu irmão mais velho e sucessor ao trono morreu. Diane, então, preparou o jovem amante para se tornar rei. Quando enfim virou monarca da França, em 1547, pôde assumi-la publicamente. Diane dava conselhos para assuntos de Estado e redigia as cartas oficiais, assinadas como “Henrique Diane”. Ela o encorajou a nomear ministros e tornou-se membro do Conselho Privado. Era tão devotada a Henrique que chegou a ensinar algumas posições sexuais à rainha, desesperada por não conseguir engravidar. Deve ter funcionado - Catarina teve 10 filhos. Henrique deu a Diane o castelo Chenonceau, joias, o título de duquesa de Valentinois e uma homenagem sem precedentes: uma moeda cunhada com a imagem da amada. Em 1559, durante os casamentos de sua irmã e de sua filha, Henrique organizou um duelo. A brincadeira acabou em tragédia: a lança do adversário entrou no olho do rei. Ele tinha 41 anos. Diana perdeu o amante e o poder político e foi banida da corte pela rainha. Morreu aos 67 anos.

Morriam por ela

Nome: Agustina Carolina Otero, La Belle Otero (1868-1965)
Principal amante: todos os reis e príncipes com quem se envolveu
Esquisitice: ganhou o apelido de “sereia dos suicidas”
Influência política: quase nenhuma


É difícil saber o quanto de sua biografia é verdadeira, já que a espanhola Carolina fantasiava histórias para se promover. Certo é que foi umas das dançarinas e cortesãs mais festejadas da Europa na belle époque. Dizia ser filha de uma cigana andaluz e de um soldado grego. Perdeu o pai ainda criança e passou a infância num internato. Aos 12 anos, aparentando muito mais, fazia shows de dança em salões. Foi para Lisboa e, nos teatros, passou a ser conhecida como La Belle Otero. Virou amante de um rico banqueiro e teve vários outros até se casar com um ator italiano - que abandonou ao pegá-lo na cama
com outra. Passou por Alemanha, Mônaco, Áustria, Rússia e Estados Unidos. Mas foi em Paris que alcançou seu auge com as apresentações na casa de espetáculos Folies-Bergère. Por todos os lugares, colecionou amantes reais. Entre eles, o czar Nicolau 2º, o príncipe Albert 1º de Mônaco, o rei Leopoldo da Bélgica, o príncipe Edward 7º do Reino Unido, Guilherme 2º da Alemanha, Alfonso da Espanha e o príncipe Pirievski, da Rússia - um dos 6 homens que teriam se matado por ela, o que rendeu à dançarina
o apelido de “sereia dos suicidas”. La Belle morreu aos 97 anos, de ataque cardíaco, pobre e sozinha.

De nobres a cocheiros

Nome: Barbara Villiers, condessa de Castlemaine (1641-1709)
Principal amante: rei Charles 2º, da Inglaterra
Esquisitice: era promíscua e tinha boca suja
Influência política: grande
Aos 18 anos, Barbara Villiers casou-se com o inglês Roger Palmer. Mas tornou-se amante de Charles 2º quando ele assumiu o trono, em 1660. Nove meses depois, dava à luz sua primeira filha. Palmer ganhou o título de conde de Castlemaine. No dia em que o rei se casou com a princesa portuguesa Catarina de Bragança, lady Castlemaine, numa afronta à nova rainha, pendurou “as mais finas camisolas e anáguas de linho por galhos e arbustos do jardim real”, conta Leigh Eduardo no livro Amantes. Dava palpites em negociações comerciais e favorecia algumas pessoas para depois cobrar o favor. Num debate com o rei, o premiê Clarendon disse que lady Castlemaine dava palpite demais. Charles o destituiu. Ela se deitava com qualquer um. Falava palavrões e gastava fortunas no jogo. Para pagar uma dívida de 30 mil libras, Charles usou o dinheiro de impostos. O ódio do povo desencadeou uma rebelião que resultou em bordéis queimados e homens condenados à morte. Após 8 anos, Charles a “aposentou”. Deu a ela o palácio de Nonsuch (que ela mandou demolir depois de depená-lo). Barbara morreu pobre aos 68 anos.

A barraqueira da Baviera

Nome: Lola Montez (1818-1861)
Principal amante: rei Ludwig 1º, da Baviera
Esquisitice: chicoteava quem atrapalhasse seu caminho
Influência política: grande – quase causou uma guerra civil


Maria Dolores Eliza Rosanna Gilbert, filha de um militar inglês, fugiu de um casamento arranjado e foi estudar dança na Espanha. Ao voltar para Londres, mudou de identidade: virou Lola Montez. Com direito a sotaque espanhol e cigarrilhas, fez sucesso nos teatros e correu o mundo. Em Berlim, em 1844, teve um romance com o pianista Franz Liszt. Em Paris, ficou amiga de Alexandre Dumas, Chopin, Delacroix e Victor Hugo. Em Munique, não conseguiu se apresentar no teatro local e, irritada, marcou uma audiência com o rei. Cansada de esperar por Ludwig 1º, teve sua blusa rasgada por um guarda ao tentar invadir seus aposentos. Ele a viu com o seio quase de fora - foi o início do relacionamento que chocou a Europa. O governo de Ludwig, até então pautado pela Igreja, balançou com as ideias anticlericais da amante. Ela derrubou o primeiro-ministro, torrava o dinheiro do rei, cuspia e dava chicotadas em quem tivesse ideias contrárias às suas. Ludwig, temendo uma rebelião, pediu que ela deixasse o país. Em 1857, quando a rainha da Baviera morreu, Lola aceitou o pedido de casamento de Ludwig, que abdicara do trono. Mas abandonou o marido ao descobrir que ele tinha sífilis.

Encantos de bruxa

Nome: Françoise Athénaïs, madame de Montespan (1641-1707)
Principal amante: rei Luís 14
Esquisitice: acusada de praticar magia negra
Influência política: pouca
Françoise-Athénaïs era bonita, tinha um belo corpo e postura impecável. Conheceu Luís 14 em 1661, no esplendor de seus 20 anos. O rei estava casado com Maria Teresa de Espanha, mas tinha um apetite sexual famoso no reino. Françoise, casada com o marquês de Montespan, estava insatisfeita com as jogatinas e com a arrogância do marido. O “encaixe” entre a bela e o monarca, entretanto, não foi imediato. Em 1664, Françoise foi escolhida como uma das damas de honra da rainha Maria Teresa. Em 1667, aí sim, virou amante de Luís 14. Inconformado, o marquês de Montespan pôs-se em luto, colocou enormes chifres em sua carruagem e adornou sua própria cabeça. Motivo de chacota, o rei o baniu de Paris. Em 1678, uma vidente embriagada falou de poções de envenenamento. Teve início uma investigação, chamada de “Câmara Ardente”, que revelou uma rede de bruxas e feiticeiras envolvendo nobres e padres. Françoise foi acusada de ter feito magia (com sacrifício de crianças e outras barbaridades) contra o rei e suas novas amantes. Em 1691, ela foi convidada a se retirar de Versalhes. Deixou o castelo insultando o rei, dizendo que fora obrigada a aguentar o cheiro dele por 12 anos - Luís tinha fama de não ser chegado a banhos e de exalar um odor infernal. //
Fonte: O poder das amantes - Guia do Estudante

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Cristo Redentor completa 80 anos.




O Cristo Redentor, uma das imagens símbolo do Rio de Janeiro, completa 80 anos nesta quarta-feira. A estátua foi inaugurada em 12 de outubro de 1931. Segundo a Arquidiocese do Rio de Janeiro, detentora dos direitos autorais do monumento, a construção do Cristo Redentor do Corcovado é considerada um grande marco da engenharia civil brasileira.

A construção do Cristo Redentor foi sugerida pela primeira vez em 1859, para a princesa Izabel, mas a ideia realmente começou a se tornar realidade em 1921, quando uma primeira assembleia foi feita para discutir onde a estátua seria construída. Na época, foi sugerido o Corcovado, o Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio. O Corcovado foi o escolhido pela localização e visualização de várias zonas da cidade.

O monumento foi todo construído no Brasil. As obras começaram em 1926. O projeto foi erguido em concreto aramado e revestido em mosaico de pedra-sabão, originária da região de Carandaí, em Minas Gerais. O desenho final do monumento é de autoria do artista plástico Carlos Oswald e a execução da escultura é responsabilidade do estatuário francês Paul Landowski.

O Cristo Redentor, com 30 metros e três centímetros de altura e base de 80 metros, abriga a capela de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Em 2007, o monumento foi eleito e apresentado publicamente como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, ao lado da Muralha da China, Coliseu na Itália, Machu Picchu no Peru, Petra na Jordânia, Taj Mahal na Índia e Chichén Itzá no México. A escolha, promovida pela New Open World Foundation, contou com mais de cem milhões de votos.

Além disso, em 2009, foi considerado pelo Guinness World Records (o Livro dos Recordes) a maior estátua de Cristo do mundo. 



Fonte: www.band.com.br


Obras nas alturas

O projeto do monumento consumiu cinco anos e a construção, outros cinco
Braços abertos
No projeto original do engenheiro Heitor da Silva Costa, o Cristo estaria carregando um globo. O desenho dos braços abertos é de Carlos Oswald, que fazia parte da equipe de Heitor.
Mosaico voluntário
O Cristo é feito de concreto sobre uma tela de aço, que foi colocada sobre o molde original de gesso, pedaço por pedaço. Na argamassa, usaram areia, açúcar e óleo de baleia. Para revesti-lo, donas-de-casa voluntárias cortaram triângulos de três centímetros de tecido, sobre os quais foram colados pedaços de pedra-sabão – material resistente a intempéries.
Olhos bem abertos
Antes da execução do modelo final da estátua, o escultor francês Maxmilien Paul Landowski, a quem foi encomendado o trabalho, fez diversos moldes, todos na França. Já em tamanho definitivo, as peças feitas de gesso foram divididas em dezenas de partes numeradas e transportadas de Paris ao Rio – só a cabeça tinha 50 partes.
Estrada de ferro
As peças do Cristo foram reunidas na Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, e levadas aos pedaços para o alto do Corcovado, onde a camada de concreto foi aplicada. Elas, junto com cimento, areia e até água, foram transportadas pelos trens da Estrada de Ferro do Corcovado, a primeira eletrificada do país, construída em 1884.
Bate coração
O pedestal da imagem, com 8 metros de altura, abriga uma capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, com capacidade para 20 pessoas sentadas. O interior da estátua tem escadas em ziguezague. À medida que se sobe, a altura dos corredores diminui. Para se chegar aos braços, é preciso andar agachado. O Cristo tem um coração, instalado, claro, na altura do peito.
Esforço milagroso
Não há registro da quantidade de operários que trabalharam nas obras do Cristo Redentor durante os cinco anos que elas duraram. Apesar da altura e dos ventos fortes, não houve nenhum acidente grave durante a construção – quase um milagre, já que os empregados ficavam pendurados em andaimes sem qualquer segurança.


Saiba mais



O Analfabeto Político



Bertold Brecht
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.



Bertold Brecht



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Museu Virtual da Memória da Educação



Museu Virtual da Memória da Educação quer conhecê-lo.
Site do Museu Virtual da Memória da Educação
A Secretaria de Estado de Educação, por meio do Centro de Referência Virtual do Professor (CRV), deseja conhecer o acervo histórico das escolas mineiras. Caso haja mobiliário, recursos didáticos (atlas, equipamentos etc), uniformes, fotografias, pinturas, esculturas ou outros bens de valor histórico, favor fotografá-los, preencher as fichas de catalogação dos objetos e enviar o material ao CRV, para que possamos inserir as imagens no Museu Virtual da Memória da Educação.

Muitos objetos antigos que podem ajudar a resgatar parte significativa  do passado da educação em nosso Estado, e até em nosso País, podem estar, neste momento, sem o reconhecimento merecido em sua escola. Vamos valorizar o patrimônio da educação. Participe desta campanha e veja a sua escola no site do Museu Virtual/CRV.

.: As fotos dos bens históricos e as informações sobre os mesmos poderão ser enviadas por e-mail ou pelos Correios.

.: Solicitamos que visite o site do Museu Virtual da Memória da Educação para conhecer como as peças estão expostas.

.: Veja a ficha de catalogação do objeto histórico para preenchimento da escola (não há problema se não tiver todas as informações que são solicitadas no formulário). Exemplo: escultura sacra, representando Nossa Senhora da Conceição, do início do século XX, procedência desconhecida, altura 85 cm, largura 19 cm, de gesso e madeira. Outros exemplos no site do Museu.

Fonte: www.educacao.mg.gov.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A "missão civilizatória" e o Imperialismo norte-americano.

"Já vimos que o expansionismo fez parte da política e da cultura norte-americana desde o o período colonial. A intenção de ocupar territórios considerados "vazios", mas que na verdade eram habitados por culturas diferentes da norte-americana, era pautada na justificativa de que os norte-americanos eram um povo excepcional, uma espécie de povo eleito que tinha o Direito Natural à propriedade da terra. Segundo essa perspectiva, os "enérgicos norte-americanos" apenas "cumpriam um destino já traçado pela Providência":  o de ocupar os territórios além das suas fronteiras e levar a "civilização" (leia-se valores do cristianismo protestante, da economia capitalista, do conhecimento tecnológico e os princípios da democracia) a outros locais. Na verdade, isso era apenas uma justificativa para a açã hegemônica dos norte-americanos sobre outras culturas. 
Como foi visto, essa crença de que havia uma excepcionalidade norte-americana serviu como impulso à conquista dos territórios do Oeste e à anexação de metade do território mexicano. Serviu também de estímulo para que se expandisse "uma nova fronteira" de comércio para o Oriente - especialmente com a China e o Japão - e legitimou a ação norte-americana no Caribe no final do século XIX e início do século XX. 
Não faltou a justificativa missionária para a expansão. Ainda em 1885, o pastor protestante Josiah Strong publicou um livro, que rapidamente se tornou um sucesso de vendas, chamado Our country  (Nosso país), o qual garantia que os Estados Unidos haviam adquirido o seu particular "gênio anglo-saxão para a colonização" e que portanto tinham como missão: 
"[...] espalhar as bençãos da democracia e do protestantismo na direção do México, América Central e do Sul, para as ilhas do mar, para África e além [...] pois as implicações do processo civilizatório criam mais e mais nobres necessidades, e o comércio segue o missionário."
O reverendo Strong unia a ação do missionário protestante aos interesses do comércio. O missionário entraria primeiro nos países que considerava "selvagens e bárbaros" e, em seguida, o comércio norte-americano atuaria também como elemento civilizatório das regiões. 
A imprensa também colaborou para justificar o imperialismo norte-americano. No caso de Cuba, por exemplo, os jornalistas William Randolph Hearst e Joseph Pulitzer - que davam início à construção de duas influentes cadeias de jornais -  manipulavam informações, tratavam o episódio de forma sensacionalista e estimulavam os Estados Unidos a entrarem na guerra contra a Espanha a favor da libertação de Cuba. 
José Martí - líder do movimento de independência cubano - denunciava os discursos dos jornais sensacionalistas e dos políticos que enalteciam as "virtudes norte-americanas" em contraposição à "inferioridade latino-americanas". Justificativa que, segundo Martí, serviu para legitimar a intervenção dos Estados Unidos na região. Martí rejeitava a ideia de superioridade dos norte-americanos com relação a outros povos e criticava tanto norte-americano quanto latino-americanos que acreditavam no discurso ideológico dos Estados Unidos. 
"É preciso que se conheça em nossa América (Latina), a verdade sobre os Estados Unidos. Não devemos propositadamente exagerar seus erros ou celebrá-los como se fossem virtude. Não existem raças, existem apenas diversas modificações do homem, em detalhes de hábitos e de formas que não lhes mudam o idêntico e essencial [...] aquelas qualidades de constituição que, por sua constância e autoridade, demonstrem as das variedades úteis à nossa América: o caráter cruel, desigual e decadente dos Estados Unidos e a existência contínua de todas as violências, discórdias, imoralidades e desordens de que se culpa os povos hispânico-americanos." 

JUNQUEIRA, Mary A. Estados Unidos: a consolidação da nação. São Paulo: Contexto, 2001. p.103-105.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Museu exibe carta inédita de Hitler


Documento é de 1919, quando Adolf Hitler era um cabo do Exército alemão.

Sobreviventes do holocausto foram os primeiros a ver a carta.

Do G1, com informações da Globo News
O Museu de Tolerância de Los Angeles, nos Estados Unidos, começou a exibir uma carta inédita de Adolf Hitler, datada de 1919. O documento mostra que o ódio pelos judeus já fazia parte do mentor do holocausto desde que ele era apenas um cabo do Exército alemão.
A veracidade da carta, de quatro páginas, assinada por Hitler, na época um sobrevivente da 1ª Guerra Mundial, foi comprovada por um especialista em caligrafia.
Na carta, o futuro ditador alemão afirma que um governo poderoso poderia reduzir a ameaça dos judeus se negasse a eles os seus direitos. Mas o objetivo final seria a eliminação de todos os judeus juntos.
Sobreviventes do holocausto foram os primeiros a ver a carta exibida no museu.

sábado, 1 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rock & cinema no CCBB

Em tempos de Rock'n'Rio, quem quiser se aprofundar mais no rock brazuca - e, de quebra, curtir um cinema - pode ir ao CCBB no Rio de Janeiro conferir a mostra "O cinema rock’n’roll – filmes brasileiros da jovem guarda aos dias de hoje", que fica em cartaz até 6 de outubro. Serão 19 longas-metragens exibidos em sessões regulares e também quatro curtas e videoclipes em sessões especiais, durante o horário de almoço.
Os filmes retratam a revolução cultural no país do rock em versão nacional e a febre dos ídolos na época da Jovem Guarda. A mostra revela também que, na época, a presença dos ídolos lotou as salas de cinema ajudou a formar um novo público frequentador.

Raridades
Há, por exemplo, algumas preciosidades, como “Minha Sogra é da Polícia, que traz o trio formado por Roberto Carlos – na época com apenas 17 anos –, Erasmo Carlos e Carlos Imperial que aparecem como banda de apoio para o astro Cauby Peixoto durante uma apresentação de Let’s rock.
Outra raridade é "Geração Bendita", lançado em 1971. O longa foi rodado em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, em uma comunidade hippie que de fato existiu e foi proclamado como o “primeiro filme hippie brasileiro”. Recuperado em 2002, o filme teve trilha sonora da banda Spectrum – cujo disco em vinil é um dos mais cultuados e caros no mundo inteiro. 

Evolução do rock
A mostra vai traçar a evolução do rock de forma cronológica a partir de sua inclusão nas chanchadas – quando Carlos Manga, em 1957, dirige “De Vento em Popa” – até os filmes pós-retomada dos anos de 1990, como “Baile Perfumado”,de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, sem esquecer a tendência saudosista com a qual o rock é tratado no início do século XXI em “Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll”.
Para mostrar essa trajetória, serão exibidos ainda filmes como “Juventude e Ternura”, estrelado por Wanderléa,“Meteorango Kid”, de André Luiz Oliveira e “Abismu” de Rogério Sganzerla, lançados nas décadas de 1960 e 1970. Os longas-metragens que marcaram a geração dos anos de 1980 também fazem parte da programação, com apresentações do Barão Vermelho, em “Bete Balanço”, e dos Titãs em “Areias Escaldantes”.
Mais informações no telefone (21) 3808-2020 ou no site do Centro Cultural Banco do Brasil.

Download: Projeto Canta Carangola - Brasil 500 anos

A Prefeitura de Carangola, através da Secretaria Municipal de Educação, em comemoração aos 500 anos da chegada dos portugueses no Brasil, realizou o trabalho "Brasil 500 anos - Projeto Canta Carangola", o projeto consistiu na gravação de um cd, o qual trazia as músicas escritas pelos alunos da rede municipal de ensino e cantadas por artistas de Carangola e algumas pelos próprios alunos. Mesmo 11 anos depois da gravação, as músicas permanecem atuais, ou seja, podem muito bem serem utilizadas em sala de aula ou mesmo para apreciação pessoal. Vale a pena baixar o arquivo e conhecer a obra, afinal, o que é bom deve ser divulgado.



Link para download: http://www.megaupload.com/?d=S1F4OBVW

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Saindo da rotina... Nem o Senhor Jesus agüentaria ser um professor nos dias de hoje....


O Sermão da montanha 
(*versão para educadores*)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado
sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.

Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.

Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:

- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Felizes os misericordiosos, porque eles...?

Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André perguntou:
- É pra copiar?

Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!

Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?

João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?

Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?

Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!

Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?

Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.

Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?

Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
- Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
- Quais são os objetivos gerais e específicos?
- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?
- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
- E vê lá se não vai reprovar alguém!

E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, por que me abandonastes..."

sábado, 24 de setembro de 2011

Comissão da verdade: Governo enrola, entidades civis pressionam


Entidades de direitos humanos reivindicam alterações no projeto da Comissão da Verdade e pedem cumprimento da Sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que prevê punição aos torturadores da ditadura militar.
Por Tatiana Merlino

Demanda antiga de ex-presos, torturados e familiares de mortos e desaparecidos durante a ditadura civil-militar (1964-1985), a instalação da Comissão Nacional da Verdade caminha a passos lentos.

Ponto de divergências dentro do governo Lula, em 20 de maio de 2010 o Poder Executivo apresentou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) nº 7.376, que “cria a Comissão Nacional da Verdade, no âmbito da Casa Civil da Presidência da República”. O projeto será composto por sete pessoas designadas pelo presidente da República e terá dois anos para averiguar as violações de direitos humanos praticadas no período de 1946 a 1988, “a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional”. O PL está na Câmara dos Deputados e ainda precisa passar pelo Senado.

A proposta sofre pressões de militares da reserva, que querem incluir no texto a investigação de supostos crimes cometidos por militantes da luta armada contra a ditadura. Porém, em ato ocorrido em 11 de agosto em apoio ao PL que cria a Comissão da Verdade, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Maria do Rosário disse que o projeto não sofre mais resistência dos militares e que sua votação ainda não ocorreu por conta da “morosidade” do Congresso. Segundo ela, apesar de a pauta parlamentar estar travada com outros temas, o tema deve ser votado ainda este ano.

Com tantos anos de atraso, a instalação da Comissão seria motivo de comemoração entre ex-presos, familiares de mortos e desaparecidos e militantes de direitos humanos, que há décadas lutam pelo direito à memória, verdade e justiça. Porém, embora uma comissão para esclarecer os crimes da ditadura seja bem-vinda, há, com diferentes intensidades, um clima de decepção entre setores da sociedade civil em relação ao texto do projeto. “Ele é bom, mas deixa algumas lacunas, que poderiam ser aperfeiçoadas para garantir mais independência e imparcialidade para a comissão”, acredita Marlon Weichert, procurador regional da República e coordenador do Grupo de Trabalho Memória e Verdade, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF).

Weichert critica a ausência de um processo de participação democrática da sociedade civil na definição dos membros da comissão: “o projeto deixa essa escolha a inteiro critério da Presidência da República. Com base na experiência de outros países que já tiveram comissões de verdade, sabemos que um dos elementos essenciais é a legitimidade social dos membros que as compõem”, explica.

A ausência de diálogo com a sociedade civil durante a elaboração do projeto também é alvo de críticas. Segundo Beatriz Affonso, diretora para o Brasil do Centro pela Justiça e Direito Internacional (Cejil), as organizações que trabalham com o tema da dívida histórica da ditadura tentaram dialogar com o grupo que elaborou o projeto de lei. “O Cejil e o Grupo Tortura Nunca Mais oficializaram um pedido de reunião com o professor Paulo Sérgio Pinheiro, que era o representante da sociedade civil, e ele não a concedeu. Não houve diálogo para que esses responsáveis por elaborar o projeto conhecessem quais eram as necessidades e expectativas dos ex-presos”, lamenta.

Para ler a matéria completa e outras matérias confira edição de setembro da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou clique aqui e compre a versão digital da Caros Amigos.

*Esta charge não consta na matéria.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

África, e tudo mais

Por Rachel Bertol | Para o Valor, do Rio
Ana Carolina Fernandes/FolhapressAlberto da Costa e Silva, poeta, ensaísta, historiador, diplomata e membro da Academia Brasileira de Letras: aos 80 anos, terceiro volume de memórias está a caminho
Histórias surpreendentes despontam durante a conversa com Alberto da Costa e Silva: são memórias da avó cafuza, da tia que mandou matar o marido no Ceará, dos jantares mensais com o amigo José Saramago, dos bate-papos sobre África com Jorge Amado e de momentos inusitados ao lado de Guimarães Rosa. A vida extraordinária do poeta, ensaísta, historiador e diplomata, que comemorou 80 anos recentemente, seria tema para uma vasta coleção de livros. São tantos amigos, entre eles tantos escritores, que Costa e Silva poderia escrever muitas histórias saborosas sobre cada um deles, como reconhece.
Parte dessas histórias encontra-se em "A Invenção do Desenho - Ficções da Memória", que a Nova Fronteira acaba de reeditar, com nova introdução do historiador José Murilo de Carvalho. O livro retrata 15 anos da vida de Costa e Silva, desde os tempos da mocidade até o período em que se tornou diplomata em Lisboa. A editora está reeditando toda sua obra e iniciou a série, este ano, com o monumental "A Enxada e a Lança - A África Antes dos Portugueses", de quase mil páginas, o primeiro livro publicado no Brasil com tamanho fôlego sobre a história antiga do continente. Lançado em 1992, chegou à 5ª edição, acrescida de introdução do jornalista Laurentino Gomes. No momento, Costa e Silva prepara o terceiro volume de suas memórias. O primeiro, "Espelho do Príncipe" - que considera seu melhor livro -, sobre a infância em Fortaleza, também será reeditado.
"Quase todos os estudiosos do negro no Brasil não enxergavam nele toda sua vestimenta cultural africana, inclusive Freyre"
Nesta entrevista, concedida em seu apartamento do bairro de Laranjeiras, no Rio, repleto de esculturas africanas e belos quadros, o imortal da Academia Brasileira de Letras conta um pouco de suas histórias, especialmente as de sua epopeia africana. Costa e Silva foi embaixador na Nigéria e na República do Benim. Sua obra é pioneira ao despertar no país um interesse renovado pela região. A relação dos brasileiros com a África é marcada por um distanciamento, que Costa e Silva aponta na obra de autores que falam de negros e escravos, como Gilberto Freyre e Castro Alves.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Violência contra educadores e contra a educação em Minas

É hora de parar de olhar para o dedo e prestar atenção para onde a greve das/os professoras/res aponta
19/09/2011
Frei Gilvander Moreira

"Do rio que tudo arrasta, se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.” (Bertold Brecht)

A greve dos professores da Rede Estadual de Minas Gerais, como uma ocupação de propriedade que não cumpre a função social, revelou uma grande ferida: um problema social que com certeza não existiria se o povo mineiro tivesse recebido, historicamente falando, uma educação pública de qualidade.

Uma professora, cujo nome fictício é Maria (é melhor não citar o nome para evitar retaliação), escreveu-me dizendo:

“Tenho estado em sala de aula há 24 anos, desde 1987. Fui parar numa sala de aula da Rede Estadual de Educação de Minas Gerais por amor à profissão e por incentivo salarial, pois quando comecei a lecionar, em 1987, o nosso Salário Base (vencimento básico) correspondia a três salários mínimos (hoje, R$1.635,00) para quem lecionava de 5ª à 8ª série, e cinco salários mínimos (hoje, R$2.725,00) para quem lecionava para o Ensino Médio. Tinha perspectiva de carreira profissional. Com o tempo, vi a nossa situação piorando ano a ano, suportável durante algum tempo, mas há 9 anos sinto-me no fundo do poço. Sou mãe e tenho dificuldades para manter as despesas da casa. Moro de aluguel, não consigo viajar de férias há uns seis anos, dependo de um Plano de Saúde que não funciona  (IPSEMG), gasto dinheiro com antidepressivos para conseguir trabalhar dois horários em condições que não carecem de serem descritas aqui. Sei que existem outras/os professoras/res em situações piores e me firmo nisso para não cair no desespero diante das consequências dessa nossa luta que é justíssima.”

Essa é a realidade da maioria esmagadora das/os professoras/res em Minas. É isso que sustenta a mais longa greve de Minas. Não é a direção do SINDUTE e alguns deputados, como alegam os que não ouvem os clamores ensurdecedores de milhares de professoras/res, como o descrito acima.

É insensatez o governador Antonio Anastasia, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça de Minas pensarem que vão resolver um grave problema social como o suscitado pela greve dos professores com repressão, com canetada judicial mandando voltar para a sala de aula, com propagandas mentirosas nas TVs (em horário nobre), jornais e rádios. Injustiça como a que estamos vendo com os trabalhadores e com a própria educação em Minas não pode ser jogada para debaixo do tapete.

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