" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Fotos históricas adulteradas.




O photoshop é uma criação incrível, que nos permite retocar imagens adicionando ou retirando elementos, dando brilho, escurecendo, alterando formas e cores. Permite montagens, recortes e tem inúmeras ferramentas que qualquer leigo no assunto pode usar, para qualquer fim — inclusive para o mal quando, por exemplo, jornalistas, políticos ou historiadores inescrupulosos alteram fotos que documentam episódios, mentindo, desta forma, por meio das imagens.
Mas a manipulação de fotografias, por várias formas, inclusive artesanais, existe há muito tempo, e tem a idade da invenção da fotografia.
O site Four and six reuniu exemplos eloquentes de fotos históricas que foram manipuladas para atingir determinados propósitos. Como seria impossível relacionar e investigar todas as imagens importantes que, ao longo da história, sofreram alterações, o propósito do site é mostrar e analisar muitas que se tornaram notórias, controvertidas ou desafiaram a ética. Ou tudo isso junto.
Como as de vários líderes politicos que, além de escreverem a história de seu tempo – para bem ou para mal – quiseram alterá-na também nos registros, como Mao Tsé-tung na China e Josef Stalin na falecida União Soviética, que tinham a seu dispor especialistas em apagar das fotos personagens caídos em desgraça.
Este post é uma contribuição do leitor Roger. Confiram algumas fotos manipuladas:
lincoln
O icônico retrato de 1860, em litografia, do presidente americano Abraham Lincoln, acima à esquerda, é uma combinação de sua cabeça com o corpo de John Calhoun, 7º vice-presidente dos Estados Unidos.
stalin-com-e-sem-comissario
Excluir inimigos de fotografias era uma prática comum de Stalin. Aqui, nessa foto de 1930, um comissário foi banido após cair em desgraça com o ditador soviético.
Mao
Nesta fotografia adulterada de 1936, à esquerda, Mao Tsé-tung (que na foto está à direita, de mãos na cintura) removeu o dirigente do Partido Comunista da China Po Ku (o primeiro à esquerda na outra foto)1937-Hitler
Nesta fotografia adulterada, de 1937, Adolf Hitler removeu o ministro da Propaganda, Joseph Goebbels (o primeiro à sua esquerda na foto original). Nunca se soube o motivo.
1939-KingGeorge
Nesta foto de 1939, a exclusão do rei da Inglaterra, George VI (à direita na foto da direita), se deu, provavelmente, para que o primeiro-ministro canadense William Lyon Mackenzie King usasse sua imagem ao lado da rainha Elizabeth num cartaz eleitoral.
1961-cosmonaut.jpg
Aqui, o cosmonauta russo Grigoriy Nelyubov (a cabeça mais alta na foto acima) foi retirado da fotografia, datada de 1961, pois foi expulso do programa – liderada por Yuri Gagarin, o primeiro ser humano a subir ao espaço –, na primeira equipe que saiu da órbita da terra. Supostamente, por mau comportamento.
1968-castro.jpg
Quando, no verão de 1968, Fidel Castro (à direita) aprovou a intervenção soviética na Tchecoslováquia, Carlos Franqui (no meio da foto original) cortou relações com o regime e foi para o exílio na Itália. Sua imagem foi removida dos registros fotográficos. Franqui escreveu sobre o seu sentimento de ser apagado: “eu descubro minha morte fotográfica. Que eu existo? Eu sou um pouco de preto, eu sou um pouco de branco, eu sou um merda, o colete de Fidel”.
Sep1976-gangoffour
A chamada Gangue dos Quatro, uma uma facção política radical composta por quatro dirigentes ultrarradicais do Partido Comunista da China que se destacaram durante a Revolução Cultural e foram posteriormente acusados de uma série de crimes, foi retirada da fotografia original de uma cerimônia em memória de Mao Tsé-tung realizado na Praça da Paz Celestial, em 1976.
1942-Mussolini
Orgulhoso, o ditador fascista da Itália, Benito Mussolini, excluiu da fotografia o tratador do cavalo, a fim de ficar mais heroico, em 1942.
Blair-com e sem alguns
Nesta foto, de 1865, uma inclusão, para variar: o General Sherman é visto posando com seus generais, mas o General Francis P. Blair (extrema direita) foi adicionado posteriormente. A foto acima é outra imagem da mesma sessão, na qual o general Blair não estava presente.
Grant-tres-em-uma1Aqui, nesta montagem de 1864, a ousadia foi maior…
Grant-tres-em-uma2
… o que parece ser o General Ulysses S. Grant na frente das tropas do Norte dos Estados Unidos no City Point, Virginia, durante a Guerra Civil Americana, é resultado de um retrato seu, cavalo e corpo do Major General Alexander M. McCook e ao fundo prisioneiros capturados na batalha de Monte Fisher – e nós podemos saber de sua origem graças ao ótimo trabalho de detetive dos pesquisadores da Biblioteca do Congresso.
1950-TydingsAcredita-se que esta fotografia adulterada contribuiu para a derrota eleitoral do senador Millard Tydings, em 1950. A foto de Tydings (direita) conversando com Earl Browder (à esquerda), líder do Partido Comunista americano, foi a intenção de sugerir que Tydings tinha ligações comunistas.

Fonte: Revista Veja

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Capela Sistina completa 500 anos e poderá limitar número de visitantes


O diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci, anunciou que um estudo está sendo feito para avaliar a possibilidade de limitar o número de pessoas que visitam a Capela Sistina diariamente. A famosa capela completa 500 anos neste 31 de outubro de 2012.

Configuração atual da famosa capela completa 500 anos
neste 31 de outubro de 2012. 
Flickr/DanieVDM
"Se não instalarmos rapidamente um novo sistema de climatização, teremos que limitar as visitas para preservar um patrimônio artístico tão valioso", disse A célébre capela faz parte do palácio apostólico do Vaticano e é decorada com afrescos de Michelângelo, Rafael e Botticelli. O local é visitado por cerca de 30 mil pessoas todos os dias durante a alta temporada. Em média cinco milhões de visitantes passam pela Capela Sistina por ano. "A Capela Sistina é a atração fatal, o objeto de desejo, o objetivo ao qual o público internacional que se interessa por museus, não pode ignorar", afirmou Paolucci.
Um sistema de climatização foi instalado na década de noventa, após o fim da restauração da obra O Juízo Final, de Michelângelo. Mas o sistema não é suficiente, por causa do número de visitantes que passam pelo local todos os dias. "A presença de tantos visitantes pode provocar danos pelo pó, pela pressão antrópica, pela umidade dos corpos, pelo anidrido carbônico, pelas temperaturas altas, pelas mudanças climáticas e pela transpiração. Esses elementos que os visitantes produzem alteram o microclima da capela e, a longo prazo, podem afetar os afrescos", explicou Paolucci.
Para evitar que o número de visitantes seja reuzido, o Vaticano contratou um novo sistema de climatização para proteger os afrescos, que eliminará o pó e outros agentes por meio de uma troca rápida do ar e de um controle da temperatura e umidade do local. O sistema será instalado em 2013.

Infográfico: 1808 - A chegada da Família Real ao Brasil

Infográfico baseado no livro 1808 de Laurentino Gomes que relata a transferência da Família Real portuguesa para o Brasil e os acontecimentos que ajudaram na formação do Brasil.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

As 13 máquinas de tortura mais terríveis da História




A Revista SUPER INTERESSANTE já mostrou que, em pleno século XXI, homens e mulheres ainda são torturados: espancamento, privação de sono, asfixia e choques elétricos estão entre os métodos de tortura mais comuns, segundo o relatório anual da Anistia Internacional. Ao longo da História, outras ferramentas (tão ou mais assustadoras) foram utilizadas para obter informações, impor medo, castigar ou apenas mostrar poder. Para o psiquiatra Jung, é o torturador que não se resolveu consigo mesmo. “Um homem saudável não tortura os outros. Em geral, é o torturado que se torna o torturador”, afirmou. Nesta lista, você confere quais são as 13 máquinas de tortura mais terríveis da História. Conte para a gente: qual mete mais medo?
 13 Dama de ferro
Reprodução
Método de tortura comum na Idade Média, também é conhecido como Virgem de Ferro ou Donzela de Ferro. O aprisionado era colocado em um sarcófago – com a estampa da Virgem Maria, daí o nome Dama de Ferro – que, em seu interior, continha uma série de cravos de ferro. Quando fechado, os cravos perfuravam a pele da vítima, no entanto, não atingiam nenhum órgão vital. Como penetravam na pessoa, ela morria aos poucos, por insuficiência sanguínea. Detalhe: alguns modelos eram tão grossos que os gritos do prisioneiro nem eram ouvidos pelo torturador.
 12 Pêra
Reprodução
Era um aparelho em forma de pêra formado por quatro folhas. Nas mulheres, era inserido na vagina ou na boca; nos homens – geralmente os castigados eram homossexuais – era inserido no ânus. Depois de inserido na vítima, o aparelho, formado por 4 folhas, começava a se abrir. Como suas extremidades eram cortantes, causavam danos irreparáveis nos torturados.
 11 Roda de despedaçamento
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De Roda Viva este aparelho não tinha nada! Consistia em uma roda na qual o torturado era preso com as costas voltadas para o interior do instrumento. Abaixo da roda, o torturador colocava fogo. A roda, então, era girada. A pessoa assava, aos poucos, como se estivesse em uma churrasqueira, acima da brasa. Em outros casos, o carrasco substituía a brasa por objetos pontiagudos, o que fazia com que, conforme a roda fosse girando, a pessoa fosse sendo mutilada aos poucos.
 10 A máscara da infâmia
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Esse instrumento promovia uma caça às mulheres linguarudas. Isso mesmo, quem fofocasse muito na Escócia do anos 1500 corria o risco de ter a cabeça trancada em uma gaiola de ferro. Presa à gaiola, uma placa de freio às vezes era inserida na boca da mulher (para dominar sua língua). Por serem de ferro cortante, muitas placas causavam sangramentos na boca do torturado. Mas a tortura não parava por aí: na maioria das vezes, as mulheres – geralmente as que mais sofriam com o método – eram levadas a cidades para serem expostas publicamente.
 9 Tubo de crocodilo
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O torturado era obrigado a entrar em um tubo de dentes de crocodilos, que funcionavam como pregos. Dentro, apenas seu rosto e seus pés ficavam expostos. Aí começava a pior parte. Com fogo, o torturador aquecia, gradualmente, o dente de crocodilo, queimando as vítimas. Era o preço por não passar informações. O fogo também podia ser colocado diretamente na face ou nos pés da pessoa. Quem pegava mais pesado obrigava o torturado a se agachar dentro do próprio anel, movimento que acabava perfurando os órgãos vitais da vítima.
 8 Empalação
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Método mais conhecido, era quando um objeto pontiagudo varava o corpo de uma pessoa. A empalação perfeita para um torturador – se é que um método de tortura pode ser chamado de perfeito… – seria quando a estaca longa entrasse pela boca e saísse pelo ânus da vítima. Em alguns casos, o torturador enfiava as estacas sem causar a morte imediata da vítima. Aí começava a girar o objeto, suspender o corpo ou fazer movimentos que torturavam ainda mais a pessoa.
 7 Esfola
Esfola
Método muito utilizado durante a Idade Média e, sobretudo, na Caça às bruxas. O torturado tinha as mãos e os pés amarrados em uma espécie de poste e ficava totalmente exposto ao carrasco. Esse, então, pegava uma faca e começava a cortar, lentamente, a pele da vítima, deixando seu corpo em carne viva. A tortura, na maioria das vezes, começava pela cabeça e descia em direção dos pés. Geralmente, antes mesmo de chegar à cintura, a vítima já tinha morrido por insuficiência sanguínea.
 6 Banco da tortura
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Imagine dois rolos colocados nas exterminadas de uma mesa. Agora, imagine que, em um desses rolos, a pessoa tivesse seus pés amarrados; no outro, suas mãos. Aí o torturador começava a fazer perguntas. Se a vítima não respondesse, os rolos começavam a girar em direção contrárias, afastando-se. A pessoa, então, era esticada. Depois de um tempo, suas articulações começavam a se descolar e a vítima morria aos poucos.
 5 Tean Zu
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Era um método simples no qual a vítima colocava seus dedos em uma superfície de madeira e tinha seus dedos separados por varas ligadas a cordas. Se não respondesse às perguntas, as cordas de ferro começavam a ser fechadas, esmagando os dedos do torturado que podiam até ter os ossos escancarados para fora da pele.
 4 Forquilha do herege
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Utensílio muito utilizado durante a Inquisição. Era uma vara de metal com um pino em cada uma das extremidades. A parte superior do garfo era colocada na carne do queixo da vítima, enquanto a inferior pressionava o osso do esterno da vítima. O torturado era obrigado a permanecer com a cabeça erguida o tempo todo, sem se deitar, olhar para o lado ou para o próprio corpo. Qualquer movimento ou descuido e o garfo penetrava em sua mandíbula.
 3 Aranha espanhola
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Temor de muitas mulheres durante a idade média, era um objeto com garras de metal compridas e que, depois de serem aquecidas, eram fixadas nas mamas da mulher. O metal quente queimava a pele macia dos seios das mulheres. Mais do que isso: as garras se fechavam e o torturador puxava o objeto, arrancando violentamente o peito da vítima. O método também chegou a ser utilizado em barrigas e nádegas.
 2 Garrote
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O torturador trancava a vítima em uma cadeira, com as costas presas à uma superfície plana e o pescoço amarrado a uma roda. A roda, então, girava e o pescoço era esmagado lentamente, fazendo com que o torturado fosse sufocado aos poucos. No entanto, essa era a forma menos violenta. Havia garrotes com pregos ou lâminas que, conforme viravam, penetravam na coluna da vítima.
1 Manivela intestinal
Reprodução
O método de tortura que encabeça esse TOP 13 é digno de uma nota de prevenção: se já ficou enjoado com um dos anteriores, nem leia esse método. Aqui, o torturado era amarrado em uma mesa e o torturado cortava seu abdômen. Então, separava o intestino delgado da vítima do fundo do estômago e o ligava em uma manivela. Essa, então, começa a tirar centímetro por centímetro o intestino delgado – que podia chegar até 6m – do corpo da vítima (que estava consciente e vendo tudo). Ninguém sobrevivia a esse processo, que matava pela dor que provocava ou por insuficiência sanguínea.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Estudo afirma que "teoria" de Jurassic Park é impossível.


Uma pesquisa científica tratou de mostrar que existem barreiras bem definidas entre a ficção e a realidade. Um grupo de cientistas australianos concluiu que é impossível fazer a clonagem de dinossauros por conta de sua informação genética segundo a “teoria” do filme Jurassic Park – no qual o DNA usado para recriar os dinossauros era de insetos conservados em âmbar. O trabalho foi publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.


Cena do filme Jurassic Park
Liderado pelo pesquisador Mike Bunce, o estudo afirma que o DNA não sobrevive mais do que 7 milhões de anos e, portanto, é impossível clonar dinossauros extintos há 65 milhões de anos. A pesquisa foi fundamentada no estudo da taxa de conservação dos dados genéticos do “moa”, uma espécie de ave gigante neozelandesa já extinta. Do estudo, chegou-se à conclusão de que fragmentos de ossos podem guardar o DNA, em uma temperatura ideal de -5 graus Celsius, durante 6,8 milhões de anos. Tempo que não chega a ser suficiente para tornar possível a “teoria” do Jurassic Park.

domingo, 14 de outubro de 2012

A origem do dia dos Professores.

No Brasil, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro.
D. Pedro I - Imperador do Brasil
Nesta data, por lei de 15 de outubro de 1827, D. Pedro I criou as primeiras escolas primárias do Brasil independente.
Por essa lei "criavam-se em todas cidades, vilas e lugares populosos do Império, com o programa de ensinar a ler, escrever, contar, geometria, gramática, moral e doutrina cristã".
Essa lei, de 15 outubro, firmou também o princípio da valorização do Mestre, estabelecendo que "os professores seriam nomeados mediante um exame público, mesmo aqueles que, já em exercício, quisessem reger uma das novas escolas".
No mesmo ano em que criou o ensino oficial primário, D. Pedro I criou também o ensino jurídico no Brasil. Por lei de 11 de agosto de 1827, foram criadas as Faculdades de Direito de São Paulo e Olinda, ambas instaladas no ano seguinte.
até hoje a Faculdade de Direito integrada na Universidade de São Paulo, que foi criada em 1934, ainda funciona no mesmo Largo de São Francisco, onde estava outrora o convento em que se instalou.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como "Caetaninho". O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça - inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a ideia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase " Professor é profissão. Educador é missão". Com a participação dos professores Alfredo Gomes,Antônio Pereira e Claudino Busko, a ideia estava lançada.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

sábado, 13 de outubro de 2012

A pintura naturalista de Albert Eckhout

O pintor holandês Albert Eckhout integrou a comitiva de artistas e cientistas trazida ao Brasil pelo conde Maurício de Nassau na primeira metade do século XVII.
Com uma pintura de características naturalistas, descritivas e paisagísticas, Eckhout nos deixou valiosos registros da visão européia do novo Mundo e dos tipos humanos no Nordeste colonial.
O artista pintou oito grandes telas representando os habitantes da colônia. Nessas telas, Eckhout expressou a classificação europeia de povos civilizados, relativamente civilizados e completamente selvagens.
Logicamente, nessa escala evolutiva, os europeus estavam no topo da civilização. Assim, quanto mais próximos dos europeus estivessem os outros povos, mais civilizados eles seriam.  
Conheça algumas de suas obras:



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A origem do "Dia das Crianças"

SIR THOMAS LAWRENCE – 1769/1830

Na década de 1920, o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a ideia de "criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.
Mas somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes.
Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto. A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos no Brasil.
Dia Mundial da Criança é oficialmente 20 de novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança. Porém, a data efectiva de comemoração varia de país para país.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Aprenda brincando.... Verdades e mitos sobre os Piratas.

Conheça um aplicativo do site do Canal National Geographic intitulado "Verdade ou mito" com algumas curiosidades sobre os piratas. Por exemplo: “Existiram mulheres piratas. Verdade ou mito?”, e logo você conhecerá a resposta, com dados históricos e curiosidades. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Mensagem conjunta para o Dia Mundial do Professor (5 de outubro)


Por Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO; Anthony Lake, diretor executivo do UNICEF; Helen Clark, administradora do PNUD; Guy Ryder, diretor-geral da OIT; e Fred van Leeuwen, secretário-geral do Education International.

Mensagem dos dirigentes da UNESCO, do PNUD, do UNICEF, da OIT e do Education International por ocasião do Dia Mundial do Professor, 5 de outubro de 2012
Neste Dia Mundial do Professor, posicionamo-nos em favor dos professores. Professores são a base de boas escolas e boas escolas são os pilares de comunidades sadias e democráticas.
Professores são a chave para alcançar os objetivos de Educação para Todos.
Estima-se que 1,7 milhão de novas vagas para professores são necessárias para alcançar os objetivos de Educação Primária Universal até 2015. Enquanto recrutamos novos professores, devemos continuar a melhorar a qualidade do ensino e do aprendizado. Exortamos os governos a dar acesso aos professores a oportunidades de capacitação e desenvolvimento professional baseados em qualificações adequadas. Atrair professores comprometidos e diversificados requer ambientes que valorizem a autonomia professional e a igualdade.
Os professores devem receber apoio ao cumprir com suas responsabilidades quanto aos alunos e suas vozes devem ser ouvidas por líderes de escolas, sistemas educacionais e autoridades públicas. Os salários devem ser determinados de maneira justa e objetiva, além de ser condizentes com a importância da profissão, além das qualificações e responsabilidades individuais dos professores.
Os professores, por sua vez, devem ser responsáveis para com os estudantes e a comunidade. O ofício do ensino deve incluir o planejamento e a implementação de códigos de conduta de professores baseados nos mais altos padrões de ética professional, além de ser orientado pelo objetivo de ensinar todos os estudantes de maneira efetiva e igualitária. 
Este Dia Mundial do Professor é uma oportunidade de honrar os homens e mulheres que nos inspiram, desafiam e educam. Neste dia, pedimos pela criação de ambientes motivadores de ensino, capacitação adequada de professores e garantias para os direitos dos professores. Devemos quebrar o ciclo de condições profissionais decadentes para professores de maneira a melhorar a qualidade do aprendizado para todos. O mundo espera muito dos professores e eles, em troca, esperam muito de nós. Este Dia Mundial dos Professores é uma oportunidade de posicionar-se em favor de todos os professores.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Historiador Eric Hobsbawm morre aos 95 anos


O historiador Eric Hobsbawm, 95, morreu na manhã desta segunda-feira (1º), em Londres, de acordo com a família. O historiador marxista e escritor estava internado no hospital Royal Free, em Londres, depois de um longo período doente.
"Sua falta será sentida não apenas pela sua mulher há 50 anos, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também pelos milhares de leitores e estudantes em todo o mundo", disse a família em um comunicado".
Nascido em 1917, na Alexandria, no Egito, Hobsbawm se tornou conhecido por obras como a "História do século 20" e "A Era dos Extremos", traduzida para mais de 40 idiomas.
Filho de pai britânico e de mãe austríaca, mudou-se para Viena quando tinha dois anos, e depois para Berlim. Aos 14 anos, ingressou no Partido Comunista.
Tornou-se membro da Academia Britânica, em 1978, e foi premiado com a Ordem dos Companheiros de Honra, em 1998.
Seu último livro foi "Como Mudar o Mundo - Marx e o Marxismo", lançado em 2011.

domingo, 30 de setembro de 2012

Caixões de pedra de mil anos são encontrados em região das Filipinas


Sítio arqueológico foi descoberto no meio de floresta na região de Mulanay.
Segundo pesquisadores, local já foi saqueado algumas vezes.


Arqueólogos encontraram na cidade de Mulanay, nas Filipinas, um cemitério com mais de mil anos de idade encravado na floresta tropical. De acordo com a agência de notícias "France Presse", o sítio arqueológico continha vários caixões feitos com pedra calcária, que mediam cerca de seis metros de comprimento.
O anúncio sobre a descoberta do sítio foi feito há uma semana, mas nesta quinta-feira (27) foram divulgadas imagens do local.

Funcionários do governo local conseguiram encontrar restos mortais dentro dos túmulos, como mandíbulas e outras partes de ossos. Entretanto, os pesquisadores afirmam que o local já passou por diversos saques de artefatos valiosos, que teriam sido roubado há muito tempo por "caçadores de tesouros".
Imagem de sítio arqueológico com caixões feitos com pedra calcária, encravado na floresta tropical. (Foto: Ted Aljibe/AFP)
Imagem de sítio arqueológico com caixões feitos com pedra calcária, encravado na floresta tropical (Foto: Ted Aljibe/AFP)
Fonte: G1

Um pouco de reflexão histórica...


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

20 Anos do impeachment de Collor.

Já se passaram 20 anos do movimento que levou ao impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo. Saiba o que aconteceu com cada um dos personagens envolvidos neste episódio recente da História da República brasileira. 

Clique na imagem e abra um infográfico sobre o assunto.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Um encontro de personalidades históricas.

Conheça a origem e os personagens históricos de uma das pinturas mais interessante e criativa dos últimos tempos.
Pintada por artitas Chineses, Dai Dudu, Li Tiezi y Zhang An, pintura a oleo, 2006. 

 
Esta pintura é verdadeiramente surpreendente.

Mais surpreendente ainda, por sua tela ter sido computadorizada.
Quando clicar no link mais abaixo, 
uma versão maior da pintura aparecerá. Passe o cursor do mouse por cima das pessoas e o programa dirá quem é cada um deles. Se clicar sobre a pessoa, terá sua biografia e história. 
Quando a história aparecer, do lado esquerdo, há a possibilidade de traduzir o texto para vários idiomas.

Escolha o seu preferido e boa leitura!

sábado, 22 de setembro de 2012

Gibis retratam o conflito entre EUA e URSS



Reprodução
O Quarteto Fantástico 
enfrenta o Doutor Destino
Guerra Fria foi uma disputa travada durante quase cinco décadas pelas duas superpotências vencedoras da Segunda Guerra Mundial: os Estados Unidos e a União Soviética. Foi um período marcado por muita espionagem e propaganda política, tanto do lado norte-americano quanto do soviético. Não bastasse tudo isso, armas atômicas seriam usadas caso as duas superpotências partissem para o conflito militar direto.

Foi durante a Guerra Fria que uma nova onda de super-heróis surgiu nos gibis norte-americanos, especialmente nos da Marvel Comics (hoje a maior editora de quadrinhos do mundo). Você certamente já ouviu falar dessas personagens, pois várias foram adaptadas para o cinema nos últimos anos, com grande sucesso de bilheteria. Dentre essas personagens, podemos destacar o Homem-Aranha, os X-Men, o Hulk e o Quarteto Fantástico.

Aqui, falaremos da relação delas com a Guerra Fria. Afinal, embora sejam fictícias e tenham sido criadas apenas para entretenimento, seus criadores se inspiraram na época que viviam. Começaremos pelo Quarteto Fantástico, o primeiro gibi da Marvel em que o escritor-editor Stan Lee fez parceria com o desenhista Jack Kirby.

O Quarteto Fantástico

O primeiro gibi do Quarteto Fantástico foi publicado em novembro de 1961 -ou seja, poucos meses depois de o cosmonauta soviético Yuri Gagarin ter-se tornado o primeiro ser humano a viajar para o espaço, realizando um voo orbital (12 de abril de 1961), e quase uma década antes de o astronauta norte-americano Neil Armstrong ter sido o primeiro homem a pisar na Lua (20 de julho de 1969). Assim, o Quarteto Fantástico foi lançado na mesma época em que os EUA e a URSS disputavam a corrida espacial.

O próprio surgimento desse grupo de heróis faz alusão à Guerra Fria: no início da história, pouco antes de os quatro futuros heróis viajarem para o espaço, a narração menciona que os EUA estão numa "corrida espacial" com "uma potência estrangeira". Claro que a tal "potência estrangeira" era a URSS, mas, diferentemente do que tinha acontecido durante a Segunda Guerra Mundial, os autores dos gibis da Guerra Fria preferiam não dar nome aos bois quando se referiam aos "inimigos da América".

No gibi, o Quarteto Fantástico tem origem um pouquinho diferente daquela contada no filme de 2005: quatro amigos - o cientista Reed Richards; sua noiva, Sue Storm; o irmão adolescente dela, Johnny Storm; e o piloto de foguetes Ben Grimm - embarcam num foguete experimental, voam para o espaço e são bombardeados por raios cósmicos. Ao voltarem para a Terra, descobrem que os raios cósmicos os afetaram, dando-lhes superpoderes.

Richards consegue esticar partes de seu corpo e assume o codinome Senhor Fantástico (qualquer semelhança com outro super-herói, o Homem-Borracha, não é mera coincidência); Sue se torna a Garota Invisível (anos depois, mudará o nome para Mulher Invisível, pois em nossos tempos "politicamente corretos" é considerado machismo chamar de "garota" uma mulher adulta); Johnny vira o Tocha Humana; e Ben, o monstruoso Coisa. Os raios cósmicos existem mesmo, mas na vida real eles matam, como seu professor ou professora de ciências poderá lhe explicar. 

A corrida espacial não é a única alusão à Guerra Fria que encontramos nos primeiros gibis do Quarteto Fantástico. O principal inimigo do Quarteto era o Doutor Destino, que governava literalmente com mãos de ferro um pequeno país do Leste Europeu, bem na região onde se concentravam os países do bloco socialista.

Na tradução feita no Brasil, o nome dado ao país do Doutor Destino era "Latvéria", o que poderia levar a concluir que se tratava de uma terra imaginária. Mas, no original, o nome era "Latvia" - cuja tradução correta para o português é Letônia, na época uma das repúblicas que compunham a URSS. O próprio visual do vilão, com sua armadura de ferro, pode ser referência à "Cortina de Ferro", a expressão popularizada pelo ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill para se referir aos países da Europa oriental que ficaram sob influência da URSS após a Segunda Guerra Mundial. 

O Incrível Hulk

O Incrível Hulk, segunda criação da parceria Stan Lee-Jack Kirby, também refletia o contexto da Guerra Fria. No primeiro número do gibi, lançado em maio de 1962, ficamos sabendo como o cientista Bruce Banner se tornou o Hulk: ele tenta salvar um adolescente que invadiu o local onde se testará pela primeira vez a "bomba gama" (projetada pelo próprio Banner) e fica exposto aos raios gama quando a bomba é detonada propositalmente por seu assistente, um espião iugoslavo disfarçado.

reprodução
Capa do n. 1 de O Incrível Hulk
Banner, em vez de morrer de leucemia ou queimaduras radiativas (que é o que aconteceria na vida real), descobre que os raios gama alteraram a química de seu corpo. Agora, sempre que se enfurece, é humilhado ou entra em pânico, ele se transforma no Hulk, um brutamontes capaz de levantar toneladas. Curiosamente, o Hulk era para ser cinzento, mas falhas de impressão no primeiro número do gibi fizeram que ele aparecesse esverdeado em alguns quadrinhos. Assim, o verde se tornou sua cor definitiva. 
Até o fato de Banner ser físico nuclear tinha relação com a Guerra Fria. Desde o Projeto Manhattan (o qual desenvolveu as bombas atômicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki), os físicos nucleares tinham "importância estratégica" para o governo dos EUA. Vale recordar que, segundo alguns historiadores, as bombas atômicas usadas contra o Japão marcaram não apenas o fim da Segunda Guerra Mundial, mas o começo da Guerra Fria.

Segundo tal interpretação, o ataque a Hiroshima e Nagasaki teria sido a forma que os EUA encontraram de mandar o seguinte recado à URSS: "Cuidado conosco! Nós temos a bomba!" Depois disso, a procura por carreiras científicas, sobretudo em física nuclear, aumentou consideravelmente nas universidades norte-americanas. Bruce Banner, assim como os físicos do Projeto Manhattan, trabalha para os militares; e a "bomba gama" explode no deserto do Novo México, região dos EUA onde foram mesmo realizados os primeiros testes atômicos.

Outro elemento da Guerra Fria presente na saga do Hulk é o espião iugoslavo. Naquela época, histórias de espionagem eram comuns tanto na ficção quanto na realidade. Além disso, a Iugoslávia era um dos países do Leste Europeu onde os comunistas haviam chegado ao poder. (No entanto, os iugoslavos eram um caso à parte: o então governante do país, o marechal Tito, principal líder da resistência contra os invasores alemães durante a Segunda Guerra Mundial, não seguia todos os ditames da União Soviética; por isso, o modelo socialista adotado na Iugoslávia era um pouco diferente daquele que predominava nos outros países do Leste.)

Em suas primeiras aventuras, o Hulk enfrentou vários vilões comunistas, mas havia igualmente críticas aos EUA. Em primeiro lugar, porque o principal inimigo do Hulk era o general Ross, também pai da namorada de Banner. Ou seja, em muitas histórias do Hulk, o inimigo era o próprio Exército norte-americano, sempre perseguindo o gigante verde. E não se deve esquecer que o Hulk era um monstro criado pelo horror atômico. Ao conceberem a história, Stan Lee e Jack Kirby pretenderam transmitir uma lição de moral: Banner é vítima de uma arma que ele mesmo projetou, e o cientista sente remorsos por isso.
Túlio Vilela*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

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