Se fôssemos classificar os alunos conforme as suas diferentes temperaturas, poderíamos dividi-los em três grupos: os alunos quentes, os frios e os mornos.
Os alunos quentes são aqueles alunos brilhantes, que passam pela escola e deixam também que a escola passe por eles. Eles não são aprovados apenas porque têm boas notas no boletim, mas, também, porque têm bons conhecimentos na cabeça. O diploma deles é verdadeiro (é preciso esclarecer aqui que, hoje em dia, diplomas podem estar também nas mãos de pessoas semianalfabetas, já que modernamente foram criadas outras maneiras de se conseguir diplomas sem ser, necessariamente, por meio do estudo). Os alunos quentes são precisamente aqueles que estudam de verdade. Mas, diga-se de passagem, eles também sabem descontrair na hora certa e do jeito certo. Sabem dizer algo que provoque risos na turma de modo que até o professor ri, pois seu senso de humor é inteligente e suas piadas ocorrem com naturalidade e de modo oportuno, encaixando-se na aula sem perturbá-la. Quando os alunos quentes vão embora da escola, deixam um vazio enorme. Ficam as saudades e as lembranças boas. Eles jamais são esquecidos! Tornam-se orgulho para os professores, elevam o nome da escola por onde passam e ficam para a posteridade como modelos a serem seguidos.
Os alunos frios são aqueles que passam pela escola recusando que a escola passe por eles. Eles querem a nota alta no boletim, mas não fazem questão do conhecimento na cabeça. Falam muito. Interrompem o professor várias vezes enquanto este explica uma matéria, mas nunca os vemos fazer uma pergunta ou um comentário sério, que acrescente algo de útil à aula ou ao seu próprio esclarecimento enquanto estudantes. Seu objetivo toda vez que erguem a voz é apenas o de provocar risos na turma. Com esse comportamento, o que eles querem é profanar o lugar sagrado da educação, é desdenhar do que o professor apresenta como algo sério. Cada um deles está, no fundo, de modo subliminar, dizendo: “Veja, professor, como eu não estou nem aí para você nem para o que você está ensinando!” Os alunos frios também são lembrados depois que vão embora da escola. Mas é uma lembrança de pesar. Não são orgulhos para os professores, não servem como modelos a serem seguidos e denigrem o nome da escola onde deixaram suas pegadas.
Os alunos mornos são aqueles que ficam quietos no canto deles. Não mexem com ninguém. Não se expressam. Seu olhar não é mais que um vôo rasante que, de vez em quando, passa pela sala. O professor vara o ano quase sem saber como é a voz deles. Eles possuem potenciais a serem explorados, mas, por algum motivo, os mantêm escondidos, bloqueados. Acompanham bem as aulas, tiram boas notas. Mas pecam pela inexpressividade, pela extrema falta de comunicação. Enfim, por um constante isolamento afetivo. Os alunos mornos não são lembrados depois que saem da escola, pois eles não deixam uma marca. Eles não têm a marca brilhante dos alunos quentes, nem a marca cinzenta dos alunos frios. São, portanto, esquecidos. Aos alunos mornos, por quem tenho especial carinho, dirijo um conselho: Lembrem-se do enigma da esfinge: “Preserva-te, e serás esquecido. Expõe-te, e serás devorado!” Você, aluno morno, é o tipo de aluno que se preserva demais em seu próprio mundinho e, por isso, é esquecido. Proponho que você faça a outra parte do que diz o enigma da esfinge: expõe-te! Expor-se, neste caso, significa comunicar-se mais, fazer o seu marketing pessoal diante do professor, significa mostrar seus potenciais, mostrar ao mundo quem você é do que você é capaz. Assim, então, você será devorado. Isto é, todos vão querê-lo, desejá-lo, solicitá-lo. Você será lembrado! Se você ficar excessivamente calado, confabulando só com os seus próprios neurônios, ninguém poderá adivinhar os potenciais que você possui e nem as pessoas terão motivos para acreditar que você seja uma pessoa maravilhosa. Isso porque o mundo classifica-o segundo a sua temperatura. E você está se mostrando morno aos olhos do mundo.
Neste ano de 2012, desejo ter muitos alunos quentes.
Desejo que os mornos aceitem o desafio de se aquecerem um pouco mais.
E quanto aos frios, quando quiserem dizer-me algo que não seja uma piada, só então estarei aqui para ouvi-los, pois, por enquanto, estou dignamente ocupado com os alunos quentes e os mornos e, por isso, não tenho tempo a perder.
Este artigo pode ser copiado, distribuído, postado em sites e blogs, desde que se cite a fonte e deixe o link para que outros leitores acessem.
Autor: José Fernandes, publicado originalmente no sitehttp://www.escritorjosefernandes.com, em 20 de novembro de 2011.
Este artigo está liberado para uso, no todo ou em parte, desde que seja citada a fonte: Artigo publicado originalmente no site www.portalesperafeliz.com.br , em 10 de fevereiro de 2012.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Expansão marítima e comercial européia
O Comércio com o Oriente era bastante lucrativo para os comerciantes italianos, mas empobrecia a economia européia, pois os produtos orientais eram pagos, em boa parte, com ouro e prata, o que provocava uma “hemorragia de metais preciosos”. Na Europa ocidental, a produção de alimentos não era suficiente para alimentar sua população. Para agravar a situação, a população rural não tinha poder aquisitivo para adquirir a produção artesanal dos burgos. Assim, o excedente artesanal deveria ser colocado em outros mercados. A solução natural para todos esses problemas foi a expansão marítima.
Como Veneza e Gênova dominavam as principais rotas do Mediterrâneo , era necessário encontrar novas rotas. Os europeus, acostumados à navegação no Mediterrâneo e próximo ao litoral atlântico, teriam que desenvolver técnicas mais ousadas, ampliar conhecimentos geográficos e astronômicos para orientação em mar alto, e melhorar a cartografia, essencial para a representação das novas regiões.
As modernas invenções criavam uma perspectiva favorável paras as navegações: a imprensa propiciava a divulgação dos avanços, a pólvora era utilizada para armar os navios com canhões e instrumentos como a bússola e o astrolábio orientavam melhor os navegantes. A introdução do leme e o uso da vela latina propiciaram o aparecimento da caravela, um navio capaz de enfrentar os grandes percursos, as grandes ondas do Atlântico e de carregar muita mercadoria. Somem-se, a tudo isso, o interesse econômico do Estado moderno e a obra missionária da Igreja Católica e temos um plano estimulante das grandes navegações.
A queda de Constantinopla, em 1453, acelerou a expansão marítima, pois com as rotas comerciais no Mediterrâneo oriental sob o controle dos turcos, as mercadorias asiáticas alcançaram um alto preço. Assim, era preciso descobrir novas rotas para evitar o domínio comercial dos turcos e italianos no Mediterrâneo e atingir as índias diretamente, sem intermediação na aquisição dos produtos de luxo como tapetes, sedas, porcelanas e especiarias (pimenta, cravo, canela, gengibre, noz-moscada), tão valiosos e desejados na Europa.
O pioneirismo de Portugal
A grande expansão marítima européia se iniciou com Portugal quando, em 1415, tomou Ceuta, cidade comercial árabe norte-africana, portanto bem antes da queda de Constantinopla. Localiza-se na parte mais ocidental da Europa. É um país voltado naturalmente para o atlântico. Desde o século XIV era comum navios, que ligavam a Itália e para o mar do Norte, aportarem em Lisboa, para abastecimento e reparos, transmitindo para seus tripulantes conhecimentos e propiciando lucros aos portugueses. O interesse da monarquia coincidia com o dos comerciantes na busca de riquezas, e os da nobreza e da Igreja não eram diferentes. A nobreza, pelos saques e terras; o clero, pela expansão do Cristianismo e os benefícios que isto lhe traria. Pode-se, portanto, considerar essa expansão como uma renovação do ideal das Cruzadas. Não esquecendo os esforços do infante D. Henrique, o Navegador, ao fundar em Sagres, 1417, um centro de construção e estudos navais, que reuniu diversos especialistas como cartógrafos, astrônomos e marinheiros que possuíam conhecimento do que de mais avançado se sabia na época sobre a arte de navegar, que juntos passaram a estudar o legado náutico deixado por grandes povos do passado – fenícios, egípcios, gregos, árabes, etc. Foi na Escola de Sagres que foram realizados, em 1418, os primeiros estudos e projetos de viagens oceânicas. Foi nela que foram aprimoradas embarcações como a caravela e aperfeiçoados os instrumentos náuticos necessários a longas viagens, como a bússola e o astrolábio, que haviam sido inventados no Oriente. É importante ressaltar que os estudos desses especialistas não chegaram a tomar a forma de uma instituição educacional permanente, mas mesmo assim ficaram conhecidos Escola de Sagre.
As principais etapas do avanço marítimo português foram:
a) 1415 – Conquista de Ceuta, no norte da África, primeiro passo na expansão.
b) 1434 – Alcance do Cabo Bojador, por Gil Eanes. Região de arrecifes pontiagudos, o cabo era considerado um obstáculo intransponível pelos portugueses. Quando chegavam ali, as caravelas sofriam sérias avarias ou afundavam. Em poucos anos, cerca de vinte embarcações foram a pique. Para os supersticiosos, a destruição dos barcos no Bojador devia-se aos monstros que habitavam o oceano ou à fúria divina.
c) 1488 – Alcance do Cabo da Boa Esperança (Cabo das Tormentas), no extremo sul da África, por Bartolomeu Dias.
d) 1498 – Chegada de Vasco da Gama às Índias, por navegação, contornando o continente africano; a mais longa viagem marítima até então.
e) 1500 – chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em sua viagem ás índias.
Feitorias comerciais e militares foram estabelecidas no litoral africano e asiático, como em Calicute, Goa, Timor e Malaca. Em 1520, os portugueses atingiam a China e o Japão. Para consolidar o seu domínio no comércio das especiarias, Portugal edificou um império na Ásia, que enriquecia mais especificamente a nobreza e o Estado. Lisboa era, nas primeiras décadas do século XVI, a principal praça comercial européia.
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Resumo
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Novo calendário faria o 'tempo parar'
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, descobriram uma maneira de fazer o tempo parar, pelo menos no caso da variação dos dias da semana que as datas caem de ano a ano. Com ajuda de programas de computador e fórmulas matemáticas, o astrofísico Richard Conn Henry e o economista Steve H. Hanke, criaram um novo calenário em que cada período de 12 meses seria exatamente igual ao anterior. Assim, se o Natal deste ano caiu em um domingo, ele continuaria a ser comemorado no mesmo dia da semana pelo resto da eternidade. No novo calendário, os meses de março, junho, setembro e dezembro teriam 31 dias, enquanto todos os demais ficariam com 30.
- Nossa proposta oferece um calendário estável que é absolutamente idêntico de ano a ano e permite um planejamento permanente e racional das atividades, desde os anos letivos até os feriados – defende Henry. - Imagine o tempo e esforço despendidos todo ano no planejamento de cada organização no mundo e fica claro que nosso calendário tornaria a vida mais simples, com benefícios dignos de nota.
Além das vantagens práticas de aniversários e feriados caírem sempre no mesmo dia da semana, os benefícios econômicos seriam ainda maiores, considera Hanke, especialista em economia internacional e política monetária.
- Nosso calendário simplificaria os cálculos financeiros – conta. - A contagem diária é necessária para determinar os juros acumulados por hipotecas, títulos e outros instrumentos e nosso calendário atual está cheio de anomalias que levaram ao estabelecimento de várias convenções numa tentativa de simplificar esses cálculos. Já nosso calendário permanente tem um padrão trimestral previsível de 91 dias, com dois meses de 30 dias e um terceiro de 31 dias, que nos livra destas convenções artificiais na contagem diária.
Segundo Hanke e Henry, seu calendário é uma melhoria de vários outros apresentados por indivíduos e organizações ao longo do último século.
- As tentativas de reforma fracassaram no passado porque todas elas envolviam a quebra do ciclo de sete dias da semana, o que não é aceitável por muitas pessoas por violar o mandamento de guardar os sábados e nossa versão nunca quebra este ciclo – explica Henry.
Segundo ele, o novo calendário é mais conveniente e fácil de usar que o o atual gregoriano, instituído há mais de quatro séculos, quando em 1582 o Papa Gregório alterou o calendário instituído por Júlio César em 46 a.C.. Numa tentativa de sincronizar o calendário juliano com as estações, o papa removeu 11 dias de outubro naquele ano, com o dia 15 se seguindo ao dia 4. Esse ajuste foi necessário para lidar com o mesmo problema complexo que faz tão grande desafio a criação de um novo calendário: o fato de que cada ano terrestre dura exatamente 365,2422 dias.
Hanke e Henry resolveram o problema dos pedaços extras de dias abandonando os anos bissextos em favor de uma semana extra a ser adicionada ao fim de dezembro a cada cinco ou seis anos, sincronizando o calendário à mudança das estações enquanto a Terra orbita o Sol.
Além de defenderem a adoção do novo calendário, Hanke e Henry querem abolir os fusos horários em favor de uma “hora universal” de forma a sincronizar datas e horas em todo mundo, favorecendo os negócios internacionais.
- Uma mesma hora e uma mesma data em todo o mundo – argumentam em artigo a ser publicado em janeiro do ano que vem no periódico “Global Asia”. - Reuniões de negócios, tabelas de campeonatos e anos letivos seriam idênticos todos os anos. A cacofonia de fusos horários, horários de verão e flutuações de calendários de hoje estaria encerrada. A economia – e todos nós – receberia um dividendo de harmonização permanente.
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
Foto histórica - Uma atitude contra o nazismo
A coragem de dizer não
Foto histórica de um homem que se recusou a fazer a saudação nazista cai na internet e faz sucesso nas redes sociais

Contrariando a atração à frivolidade das mensagens virais que tomam a internet, uma antiga foto de um homem que se recusou a fazer o cumprimento nazista se espalha pelo Facebook e faz sucesso na rede mundial de computadores. Enquanto dezenas de pessoas saúdam o Terceiro Reich, o homem permanece de braços cruzados e com um semblante de desdém.
A imagem foi feita em 1936 – em plena Alemanha Nazista – no Porto de Hamburgo, onde a multidão se aglomerava para assistir ao lançamento de um navio militar. O cidadão se chamava August Landmesse e era operário do estaleiro de Hamburgo. Apesar de ter ingressado no Partido Nazista em 1931, ele foi expulso em 1935 por ser casado com uma judia. A união lhe valeu duas filhas e a prisão por “desonrar a raça ariana”. Em 1941, August foi libertado e enviado à guerra. Em pouco tempo no campo de batalha foi dado como desaparecido em combate e declarado morto. Já a mulher de August teria sido presa pela Gestapo, a polícia secreta nazista, e depois desaparecido.
A história veio à tona apenas em 1991, quando August foi identificado. Ao ver a foto num jornal alemão, Irene, uma de suas filhas, o reconheceu. Enquanto sua irmã foi morar com a avó materna, Irene foi enviada a um orfanato e depois adotada. Em 1996, ela escreveu um livro contando a história da família.
A imagem, que já foi curtida quase 100 mil vezes e compartilhada outras 40 mil, foi publicada no último sábado (dia 4) na página do Facebook do movimento Senri No Michi – uma organização criada após o terremoto e o tsunami de 2011 do Japão, com o objetivo de divulgar ações de caridade.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
Exposição: "Carnaval é História"
O Museu Municipal de Carangola realizará uma exposição fotográfica sobre o Carnaval Carangolense entre os dias 06 e 10 de fevereiro de 2012.
No primeiro dia de exposição (06/02), às 19 horas, no Salão Nobre "Jayro Motta Hosken", nas dependências do Museu, haverá uma mesa redonda com especialistas do carnaval carangolense, debatendo importantes assuntos desta festividade e relembrando momentos inesquecíveis.
A Prefeitura de Carangola e a Secretaria de Cultura por intermédio do Museu Municipal convidam toda a população para participarem e visitarem a exposição.
Fonte: Prefeitura de Carangola
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Infográfico: O homem nunca pisou na Lua !?
Será que tudo não passou de uma megaprodução de TV? Dá-lhe efeitos visuais para enganar todo mundo
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O Messianismo no Brasil.
| Rei dom Sebastião |
Canudos e Contestado não foram os únicos movimentos sociais de fundo religioso ocorridos no Brasil. No século XIX, aconteceram outros movimentos messiânicos, como a Revolta da Serra do Rodeador (1817-1820) e a Revolta da Pedra Bonita (1838), ambas em Pernambuco, e a Revolta dos Mucker (1868-1874), no Rio Grande do Sul.
As revoltas de Pernambuco tiveram uma característica em comum: ambas podem ser consideradas manifestações sebastianistas nas quais os envolvidos buscavam alcançar a glória e a bem-aventurança.
A revolta da Serra do Rodeador é considerada a primeira manifestação sebastianista coletiva do Brasil. Sua liderança coube a dois ex-soldados das milícias de Pernambuco, Silvestre José dos Santos e Manuel Gomes das Virgens. Ela aconteceu no povoado de Bonito, na Serra do Rodeador, em pernambuco, e envolveu de 200 e 400 pessoas que, armadas, aguardavam o retorno do rei dom Sebastião. Os fiéis acreditavam que o rei ressurgiria quando o movimento reunisse mil pessoas. Temendo uma ameaça às forças legais, o governo reagiu e a população foi massacrada por tropas governamentais em 1820.
Já a Revolta do Reino da Pedra Bonita (1838) aconteceu na comarca de Vila Bela, no interior de Pernambuco, onde cerca de 200 a 300 pessoas prestavam adoração a duas enormes pedras "encantadas". Eles acreditavam que delas sairia o rei dom Sebastião, que lhes traria fartura e felicidade. Essas pessoas eram lideradas por João Ferreira, que se coroou rei do Reino da Pedra e promoveu a prática de sacrifícios humanos, pois, segundo ele, isso promoveria a volta de dom Sebastião. Tropas militares foram enviadas para Vila Bela e boa parte dos sebastianistas morreu no confronto, que pôs fim ao movimento.
A Revolta dos Mucker foi um movimento messiânico ocorrido a partir de 1873 no município gaúcho de São Leopoldo, habitado principalmente por migrantes europeus vindos da atual Alemanha.
Mucker era o nome dado aso seguidores de Jacobina Mentz Maurer - que se julgava uma reencarnação de Cristo e que prometia a vida eterna a seus discípulos. Ela e seu marido, João Maurer, que tinha fama de curandeiro, formaram uma comunidade cujos membros deveriam obedecer a regras rígidas: não podiam beber, fumar nem ir a festas.
A hostilidade entre os membros da comunidade e a população local culminou em uma onda de violência em meados de 1874. Tropas do Exército e da Guarda Nacional foram enviadas para São Leopoldo. Muitos fiéis foram presos e outros morreram nos combates armados. Entre os mortos estavam Jacobina e sue marido.
Sebastianismo: Crença surgida em Portugal após o desaparecimento do rei dom Sebastião, na batalha de Alcácer Quibir, em 1578. Os seguidores dessa crença acreditavam que o rei ressurgiria para resgatar o reino português dos castelhanos e recuperaria a honra e a soberania que o país perdera depois de ter sido anexado pelo reino de Castela em 1580, na chamada União Ibérica (1580-1640).
[Fonte: Cardoso, Oldimar. Tudo é História, Editora Ática.]
sábado, 14 de janeiro de 2012
Fotografias históricas em novas versões.
Uma série de fotos, algumas históricas, feitas originalmente em preto e branco ganharam uma nova versão com o apoio da tecnologia , agora em cores retratam com ainda mais vida algumas personagens e passagens da História:
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| Chê Guevara |
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| Anne Frank |
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| Winston Churchhill |
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| Abraham Lincoln |
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| Albert Einstein |
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| Charles Darwin |
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| Monge em chamas |
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| O beijo pós guerra |
Veja outras fotos clicando aqui Sugestão: Gilberto Júnior
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Que matérias já foram obrigatórias nas escolas brasileiras?
por Luiz Fujita
Desde educação moral e cívica até bordado e horticultura, os alunos brasileiros já foram obrigados a estudar todo tipo de coisa na escola. A variedade de matérias adotadas - e descartadas - no currículo é fruto da própria variação do contexto sócio-econômico no país e do direcionamento político dos governos que se sucederam ao longo da história. Vale lembrar que, na verdade, o currículo básico definido pelo governo não é totalmente rígido. Ele estipula o que deve constituir a base do ensino, mas dá certa liberdade para as escolas montarem suas grades. A lei atual, por exemplo, diz que são obrigatórias aulas de educação física. Porém, cada escola pode escolher como serão essas aulas. Assim, enquanto um colégio pode ficar no feijão-com-arroz do futebol e basquete, outro pode optar por esgrima, badminton ou outro esporte diferentão.
PROFESSOR ALOPRADO
Veja algumas das disciplinas mais inusitadas já ensinadas no Brasil
CURSO BÍBLICO (1549-1827)
No Brasil colonial, se nem havia escolas direito, imagine então um currículo! O que rolava de ensino obrigatório era, na verdade, uma catequização. Os padres jesuítas ensinavam doutrina cristã e língua portuguesa aos índios para que, assim, eles pudessem ler a Bíblia e converter-se ao catolicismo.
LÁPIS E BORDADO (1827-1879)
Nesse período, o currículo começou a ter o formato que conhecemos hoje, com aulas de matemática, ciências e ginástica. Porém, a escola refletia o machismo da sociedade: as meninas só aprendiam a ler, a escrever e a fazer as contas básicas de matemática - além disso, tinham aulas de bordado e outras prendas domésticas.
JE SUIS BRÉSILIEN (1890-1946)
Com a República, a influência francesa aumentou e o idioma do biquinho passou a ser obrigatório. Os alunos também passaram a ter aulas"disciplinadoras", como caligrafia, voltadas para difundir entre a população os princípios burgueses de valorização da família e do trabalho para o progresso do país.
TRABALHO INFANTIL (1879-1890)
Na ebulição política que antecedeu a Proclamação da República, o currículo incorporou matérias voltadas para atividades produtivas, como uma espécie de ensino técnico. Havia aulas de noções de lavoura e horticultura, além de marcenaria e economia, para os meninos, e, para as meninas, costura e economia doméstica.
APRENDENDO A NÃO PENSAR... (1946-1986)
Nesse período, as meninas chegaram a ter aulas de puericultura, em que aprendiam a cuidar de bebês. A partir do golpe militar, em 1964, disciplinas reflexivas, como filosofia, cederam lugar para coisas como organização social e política brasileira (OSPB), tudo para formar cidadãos comprometidos com a máquina verde-amarela - mas, claro, que não pensassem muito sobre isso...
BOTANDO PINGOS NOS IS (1986-1996)
A redemocratização do país foi acompanhada de um ajuste no currículo, que ficou mais específico. Por exemplo, no lugar de comunicação e expressão, nasceram português e literatura; em vez de estudos sociais, história e geografia; e a matemática virou matéria própria, destacada do vasto campo das ciências.
PENSO, LOGO, EXISTO (1996-HOJE)
Em tempos de globalização - e pra não ficar no "enrolation" do "la garantia soy jo" -, a galera também passou a aprender ao menos uma língua estrangeira moderna. E, desde 2008, filosofia e sociologia, que haviam sido banidas pelos militares, voltaram ao ensino médio.
O QUE ROLA DE MAIS DIFERENTÃO HOJE
Em colégios no Brasil...
Cansou de futebol nas aulas de educação física? É só ir para Vila Nova do Piauí: nas escolas municipais de lá, os alunos jogam é xadrez! Já em Guaíra e Barretos, cidades do interior de São Paulo, a galera tem aula de cultura pela paz, em que aprendem a ser compreensivos, dialogar com o próximo, controlar as emoções e - ufa! - relaxar...
... e no mundo
Em algumas províncias do Japão, os alunos - todos! - têm aulas de técnicas domésticas básicas, para aprender a cozinhar ou a costurar um botão de calça. Para a turma do paz-e-amor, nas escolas públicas do estado de Himachal, na Índia, é obrigatório praticar ioga. Já em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, a onda não está tão zen: a galera de lá tem aulas de jiu-jítsu!
[Fonte: Revista Mundo Estranho]
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sábado, 7 de janeiro de 2012
130 anos de emancipação política de Carangola.
Carangola - um pouco de sua História.
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| Mapa de Carangola - dados de 1920. |
Situado na Zona da Mata de Minas Gerais, na confluência com os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o município teve seus primórdios de colonização na primeira metade do Século XIX. A colonização tardia se deve ao fato da região se situar nas chamadas "áreas proibidas" interditadas à penetração, visando coibir o contrabando de ouro no período colonial. A afluência à região se deve à procura de novas lavras auríferas e não sendo encontrado ouro, os colonizadores foram forçados a optar pela agricultura, inicialmente a de subsistência e, pouco mais tarde, para a cultura cafeeira, que se tornou a base econômica de toda a região e fator de seu crescimento.
O Distrito da cidade de Carangola não teve um fundador, pois constituiu-se numa obra de grandes fazendeiros que se estbeleceram nos arredores, algumas décadas antes do início da formação do povoado, na década de 1840. Durante o período citado ocorreu a derrubada de grande parte da mata que cobria o atual perímetro urbano, situado na margem esquerda do rio Carangola. Os primitivos habitantes foram os índios da tribo Purís-Coroados, tangidos do litoral pela civilização e tribos hostís.
O topônimo local, "Carangola", provém do rio do mesmo nome, sendo que a denominação já constava nos mapas da Capitania de Minas Gerais datados de 1780, bem antes da presença do homem branco na região. Quanto ao seu significado existem mais de 10 versões imaginárias, conflitantes, não tendo sido encontrada, até hoje, de onde o cartógrafo obteve a denominação para o rio. Todas as referências existentes não conseguiram convencer os pesquisadores que se dedicam ao assunto.
Existe uma versão que relata a chegada de João Fernandes de Lannes, no ano de 1805, tendo este acampado no local da atual Praça Cel. Maximiano, sem contudo ter alí se fixado. Os primeiros contatos com os selvícolas foram pacíficos, tendo os colonizadores comerciado com estes a troco da extração da poáia, muito comum na região, naquela época, de cujas virtudes medicinais se obtinha bons lucros em Campos dos Goytcazes, Estado do Rio de Janeiro.
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| Pça. Cel. Maximiano - 1906 |
O devassamento da região limítrofe ocorreu a partir de 1822 quando Antônio Dutra de Carvalho (Cel. Dutrão) se apossou de 25 sesmarias na região do Caparaó. Em 1826 o Guarda-Mor Manoel Esteves de Lima se apossou de uma área de 800 alqueires na região de Papagaio, tendo fixado sua sede no local onde mais tarde se denominou Córrego dos Freitas.
Em 1833 o Tenente-Coronel José Baptista da Cunha e Castro desbravou a região de Divino. As terras situadas nas margens do rio Carangola, entre Porciúncula e Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro, foram desbravadas por José de Lannes Dantas Brandão, incluindo as terras banhadas pelo rio São Mateus.
A área geográfica do município de Carangola pertenceu, sucessivamente, desde o período colonial, aos municípios de Mariana, Pomba, Visconde do Rio Branco, Ubá e Muriaé. Os primeiros proprietários da área onde hoje se encontra o perímetro urbano da cidade foram Francisco Pereira de Souza e Marciano Pereira de Souza.
Na evolução histórica da região, um marco relevante foi a Primeira Eleição para Eleitores Especiais, ocorrida em 02 de novembro de 1856. Em 07 de outubro de 1857 foi benzida a primeira capela do povoado, tendo por orago Nossa Senhora do Rosário, capela esta construída por Francisco de Souza Romano. Em 06 de janeiro de 1859, numa reunião presidida pelo padre Antônio Bento Machado, vigário da Freguesia de Tombos, foi decidida a construção de uma capela, tendo por orago Santa Luzia, destinada a ser a futura Igreja Matriz do lugar. Dentro das exigências da época para a formação do "castrum" da futura Freguesia, incluía-se a doação de uma gleba de terras para a formação do Patrimônio, sendo que a capela tinha de ser construída defronte a um retângulo, para a formação do chamado Largo da Matriz. Coube aos Srs. José Moreira Carneiro, português natural de Funchal, na Ilha da Madeira, e seu sogro Manoel José da Silva Novaes, adquirir de Francisco de Souza Romano a área necessária e efetuar a doação do terreno à Mitra Diocesana de Mariana. Esta doação foi a origem da disposição das ruas do centro da cidade.
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Folia de Reis - Origens e características.
Na antiguidade, muitas festas pagãs comemoravam as divindades celebradas por diversos povos, como os romanos, por exemplo, que cultuavam o Deus-Sol Invencível em festejos que depois foram adotados pelos egípcios. As festas eram realizadas em datas diferentes, como não tinha um dia certo para as comemorações, em 378 o papa Júlio I fixou a data de 25 de dezembro para celebrar o nascimento de Jesus Cristo, ficando o 6 de janeiro como dia de Rei. A partir daí as festas da Natividade pouco a pouco foram sendo acrescidas de elementos diversos, como as figuras de Gaspar, Melchior e Baltasar, os três reis magos que, segundo a lenda, foram do Oriente à Judéia para adorar Jesus Cristo, e que por volta do ano 1600 passaram a fazer parte das comemorações.
No Brasil, a festa foi trazida pelos portugueses que comemoravam e sua terra como divertimento. Entre nós ela adquiriu o espírito religioso que conserva até hoje, sendo desenvolvida com características próprias e transformando-se em manifestação folclórica de rara beleza.
Elementos que compõem a Folia de Reis
O Altar
É o local de maior respeito, o mais sagrado, o mais relevante da folia, onde acontece a alvorada, a despedida, os cartórios, as ladainhas, pagamento de promessas etc.
É o símbolo de um povo e traz em si os seus signos e significados, a bandeira é símbolo maior da folia. E para cada folia existe, apenas, uma bandeira.
A Coroa
Símbolo da realeza, os reis usavam uma coroa de ouro encrustada de pedras preciosas. A coroa de reis foi confeccionada em cobre e encrustada com miçangas e tem o mesmo significado de realeza, de grandiosidade, e fé e esperança em Cristo.
Alferes
É a pessoa responsável para fazer acontecer a folia (Alvorada, Giro e Entrega). Responsável pela bandeira, coroa e instrumentos, bem como pela organização dos pousos e retido da folia; pela entrega da bandeira ao novo pretendente.É o festeiro de reis que leva a devoção, a palavra de Cristo de casa em casa como um peregrino.
Guia da Folia
Pessoa responsável pela alvorada, giro e entrega da folia. É o guia que determina quem deverá fazer as obrigações (rezar, benditos, pedidos de agasalho, benção do cruzeiro, saudação do altar etc.) É uma pessoa de reverência, de respeito, de dignidade que aprendeu a guiar a folia com geração passada e ensina a geração imatura.
Contra guia
É uma pessoa de respeito que ajuda o guia no cumprimento das suas obrigações.
O Regente
Pessoa responsável pela organização dos foliões no giro e pouso da folia, no memento da comida, das ladainhas, das rezas, dos benditos, na chegada e despedida da bandeira. Os foliões que não atendem às suas obrigações são multados pelo regente e pode até ser desligado da companhia.
Procurador
Pessoa de respeito, honesta, correta, responsável pelas oferendas dos devotos. Normalmente, é um folião antigo, de frente de destaque.
Os Violeiros
Pessoa de respeito, responsável pelos cantorios, saudações, rezas e catira. São foliões de frente.
O Caixeiro
Pessoa responsável pela reunião dos foliões. Ao som da caixa os foliões estão sendo chamados para as suas obrigações. É a pessoa que acorda seus companheiros (serve de brincadeira para os foliões).
Alvorada
É o primeiro ato da folia, é por onde se inicia. É o momento em que o guia e seus acompanhantes passam as obrigações para cada pretendente. Desde os Alferes até as cozinheiras. Na alvorada cantam-se todos os componentes da folia. A divindade, os participantes e os instrumentos.
O Palhaço
Usando vestimentas colorida deve proteger o Menino Jesus confundido os soldados de Herodes, sendo o seu jeito alegre e descontraído motivo de distração e divertimento dos assistentes.
[Fonte: www.encontrodefoliadereis.com.br ]
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A origem do Dia de Reis.
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| Adoração dos Magos por Giotto di Bondone (1267–1337). A Estrela de Belém é mostrada como um cometa acima da criança. Giotto testemunhou a aparição do Cometa Halley em 1301. |
O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do Oriente" que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis".
A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.
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| Gallete de rois |
Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com capim (erva) antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar viagem. Em troca os Reis magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar do capim após acordar. A tradição também consiste em comer Bolo-Rei, no interior do qual se encontra uma fava e um brinde escondidos. A pessoa que encontra a fava deve "pagar" o Bolo-Rei no ano seguinte. Em frança (agora também noutros paises) come-se "Galette des rois" onde também encontram um brinde no seu interior, a galette também costuma trazer uma coroa, quem encontrar o brinde será rei e será coroado. Em Portugal e também em outros paises as pessoas que moram em pequenas terras costumam ir cantar os reis de porta em porta, as pessoas dão-lhes doces, salgados etc... No Brasil esta tradição é comemorada com festas onde é servido doces e comidas típicas das regiões. Há ainda festivais com Companhias de Reis (grupo de músicos e dançarinos) que cantam músicas referentes ao evento.
[Fonte: Wikipédia]
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
2011 um ano realmente para a História
2011 realmente foi um ano marcante, a terra tremeu, o mar se levantou, a natureza revoltou-se, ditadores caíram, economias caíram, líderes morreram e o povo não se calou. 2011 foi como alguns diriam, "tudo ao mesmo tempo agora". Quem sabe daqui algum tempo poderemos falar que 2011 foi um segundo 1968.
sábado, 24 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
O fim da União Soviética
15/12/2011
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