Infográfico sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
As duas cartas de Getúlio Vargas
A história ainda não tem um veredicto sobre as mensagens atribuídas ao presidente, deixadas como testamento político, por ocasião de seu suicídio
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| O adeus: foto publicada em jornais, em agosto de 1954, para anunciar o suicídio/ Enterro em São Borja (RS): comoção popular varreu o país |
Os dois documentos são ainda um libelo pró-nacionalismo e recendem personalismo, uma das marcas registradas do político. Getúlio se colocou, até na hora da morte, como defensor do povo e líder martirizado justamente para libertar os brasileiros. “Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco”, registra a versão datilografada. No manuscrito, há um trecho com recado semelhante. “Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.”
Há quem atribua o estilo do texto “oficial” ao redator dos discursos de Vargas, o jornalista José Soares Maciel Filho. De fato, Maciel Filho confirmou à família do presidente que datilografou a versão lida para a imprensa, mas nada disse sobre tê-la modificado. De todo modo, por causa da carta-testamento, Maciel Filho é conhecido como o ghost-writerque saiu da sombra habitual do redator de aluguel para entrar para a história.
TEXTO MANUSCRITO
“Deixo à sanha dos meus inimigos, o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.Acrescente-se a fraqueza de amigos que não defenderam nas posições que ocupavam à felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.
Se a simples renúncia ao posto a que fui levado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria.
Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me.
Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas.
Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.
Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos.
Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.
Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade.
A resposta do povo virá mais tarde...”
TEXTO DATILOGRAFADO
“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fi z-me chefe de uma revolução e venci.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das
empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”
Fonte: Revista História Viva
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - LINHA DO TEMPO
Vídeo com uma animação interessante representando as fases do sistema de produção fabril, desde o artesanato, passando pela manufatura e chegando à maquinofatura, em um período mais conhecido como Revolução Industrial.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Divulgação do livro: A História da Máfia
Um livro para aqueles que sempre quiseram conhecer as histórias do submundo do crime, onde as personagens parecem ter saído do enredo de filmes ou da imaginação de sarcásticos escritores que se inspiram na crueldade e malícia humana. Mas na verdade o livro A História da Máfia trata do desenvolvimento real das maiores organizações criminosas da história, capazes de levar ao poder ou derrubar governos, inclusive da mais poderosa nação do planeta.
Tenha uma boa leitura!
Informações da Editora: O livro apresenta, da forma mais empolgante, os criminosos e personalidades mais influentes da quadrilha. Os crimes, planos, locais de encontro e a sua cultura e linguagem inigualáveis.
A História da Máfia apresenta os personagens obscuros por trás do mito da Máfia e rastreia a história da organização desde a sua origem no século XIX como sociedade revolucionária camponesa dedicada até a derrubada do poder francês, contando também os tempos modernos, com a conquista de partes do governo italiano e ocupando lugar de destaque em diversos acontecimentos da história dos Estados Unidos.Também traz uma história minuciosa do papel da Máfia na Itália e nos Estados Unidos.Para quem deseja conhecer a verdade sobre o crime organizado e entender as forças violentas que o configuraram no último século, este livro é um guia indispensável.
A narrativa cativante mapeia o crescimento dessa pequena sociedade secreta insular até se tornar um gigantesco “polvo do crime”, com tentáculos que atingiam todos os níveis da sociedade ocidental: além do submundo criminoso, os escalões mais altos da política.
Sobre o autor : Jo Durden Smith - foi repórter, pesquisador, diretor-produtor da TV Granada, além de produtor executivo de Alan King & Associados, em Londres.
Para realizar um sonho, partiu para a América do Norte e assumiu a carreira de escritor, contribuindo para jornais e revistas de renome, tais como o The Village Voice, nos Estados Unidos e o Macleans, no Canadá. Escreveu vários livros, como Moscow: In the Heart of the Empire e 100 Greatest Criminals. Faleceu em 2007.
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Eventos históricos que poderão ser cobrados no Enem
Uma pequena relação de eventos que foram significativos para a história do mundo, ou mesmo do Brasil, que são vistos como destaques para este ano, podendo ser cobrados em concursos, vestibulares e Enem.
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domingo, 27 de julho de 2014
Os doze do Forte
"Na manhã de 5 de julho de 1922, num episódio conhecido como "Os dezoito do Forte", um grupo de tenentes deixou o Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, de armas em punho, desafiando espetacularmente o governo civil do presidente Epitácio Pessoa. No confronto com os 3 mil soldados que compunham as tropas legalistas, na Avenida Atlântica, apenas dois revoltosos sobreviveram: Eduardo Gomes e Siqueira Campos.
Em 1972, para rememorar aquele momento dramático ocorrido há meio século, um repórter procurou o então brigadeiro Eduardo Gomes. Sua primeira pergunta versou, evidentemente sobre o significado histórico dos "dezoito do Forte".
- Mas não foram dezoito - corrigiu o militar. - Foram doze.
- Doze? Mas todos os livros de história falam nos "dezoito do Forte"!
- É, mas está errado, foram doze.
- E o senhor nunca tentou corrigir isso?
- É o que estou tentando fazer agora...
Não adiantou, pois, apesar das contas do brigadeiro, os tenentes de Copacabana continuam, até hoje, sendo dezoito. "
[Fonte: Revista nossa História]
Em 1972, para rememorar aquele momento dramático ocorrido há meio século, um repórter procurou o então brigadeiro Eduardo Gomes. Sua primeira pergunta versou, evidentemente sobre o significado histórico dos "dezoito do Forte".
- Mas não foram dezoito - corrigiu o militar. - Foram doze.
- Doze? Mas todos os livros de história falam nos "dezoito do Forte"!
- É, mas está errado, foram doze.
- E o senhor nunca tentou corrigir isso?
- É o que estou tentando fazer agora...
Não adiantou, pois, apesar das contas do brigadeiro, os tenentes de Copacabana continuam, até hoje, sendo dezoito. "
[Fonte: Revista nossa História]
sábado, 26 de julho de 2014
Como seria a nossa sociedade se o AI-5 ainda vigorasse?
Decretado em 13 de dezembro de 1968, o AI-5 (Ato Institucional nº 5) concedeu amplos poderes ao presidente da República e aumentou a repressão e a censura, marcando o início dos "anos de chumbo" da ditadura militar no país. O ato vigorou durante dez anos. Mas, se ele valesse até hoje, como seria o nosso dia a dia?
[ Fonte: Uol - http://migre.me/kErL3 ]
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quinta-feira, 10 de julho de 2014
História do Brasil por Bóris Fausto - República Velha (1889-1930)
O historiador Bóris Fausto traça um panorama sobre as principais particularidades do período da história do Brasil conhecido como República Velha ou Primeira República (1889-1930), conheça outros vídeos a respeito do assunto, acesse o canal do História Pensante no Youtube: http://migre.me/knG0Y
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Divulgação: História da Primeira Guerra Mundial - Vitória na Frente Ocidetnal
A revolução tecnológica ocorrida durante o período da chamada Segunda Revolução Industrial, entre a segunda metade do século XIX e o início do seculo XX possibilitou um gigantesco avanço em setores como o da comunicação, transporte e produção. Infelizmente a mesma ciência que promoveu avanços em vários campos benéficos à humanidade, promoveu também um grande avanço no setor bélico, armas e outros equipamentos de guerra foram desenvolvidos ou aperfeiçoados, tornando-se mais letais.
Os inúmeros avanços no campo dos armamentos tornaram-se presentes na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Primeira Guerra foi um conflito da sociedade industrial. Os países beligerantes apresentaram ao mundo uma coleção de equipamentos bélicos de última geração: aviões, metralhadoras, lancha-chamas, submarinos e tanques blindados.
A Primeira Guerra Mundial ou Grande Guerra sempre promoveu um certo fascínio entre estudiosos e curiosos sobre os temas que cercam os vários conflitos ocorridos na história da humanidade, especialmente porque com certeza a Primeira Guerra destaca-se por ter entre suas motivações, características e consequências um pouco da trama que ajudou a construir o século XX.
Cem anos após a eclosão do conflito, temos o prazer de podermos entender um pouco mais sobre esta guerra que já foi vista como "a guerra para acabar com todas as guerras" ou até mesmo como o prenúncio do fim do mundo, através do livro do historiador Martin Marix Evans, "História da Primeira Guerra - Vitória na Frente Ocidental", onde o autor destaca relatos de batalhas, fotos raras e as principais características dos armamentos e estratégias empregados na Grande Guerra, tudo isso através de uma narrativa rica e envolvente.
| História da Primeira Guerra Mundial - Vitória na Frente Ocidental. |
No início de 1918, as inovações técnicas na fabricação de tanques e aviões, e a entrada dos Estados Unidos na guerra, foram decisivas para a derrota da Alemanha em algumas frentes de batalha. A vitória só poderia ser conquistada com o uso imediato da nova e poderosa tática de combate: a “fire-waltz”, a barreira de fogo da artilharia, e do ataque das tropas de choque da infantaria.
Este livro traz o relato das batalhas na França no último ano da Primeira Guerra Mundial, em uma narrativa envolvente com depoimentos vívidos das trincheiras e dos campos de batalha feitos pelos soldados e oficiais de todas as nações, que participaram da guerra. À medida que os exércitos opostos avançavam e recuavam em meio a batalhas em lugares inóspitos e em circunstâncias adversas, Martin Evans mostra a importância dos progressos técnicos e das novas estratégias para derrotar o inimigo.
SOBRE O AUTOR: Martin Marix Evans é historiador especialista em temas militares. Além da pesquisa e de trabalhos acadêmicos sobre a Guerra dos Boêres, a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, Martin trabalhou com pesquisadores locais no campo de batalha de Nasaby por mais de uma década. É autor de Passchendale: The Hollow Victory e Somme 1914-1918: Lessons in War, além de livros sobre a experiência dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.
Mais informações: http://www.mbooks.com.br/
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domingo, 29 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
As três bandeiras
"No final do século XIX, um grupo de exploradores ingleses viajou para o Brasil, a bordo do navio Alerte, para procurar um tesouro que piratas teriam enterrado na Ilha de Trindade, na Bahia. Além de não acharem tesouro nenhum, segundo o relato de um tripulante chamado E. F. Knight, os ingleses voltaram à sua pátria sem entender direito os costumes deste nosso exótico país.
Quando chegou a Salvador, em 1889, a tripulação pôde ver muitas bandeiras do Império tremulando sobre os prédios públicos e os navios ancorados no cais. Meses depois, já em 1890, retornaram da Ilha de Trindade e repararam que as bandeiras eram diferentes. É que as autoridades haviam substituído a bandeira imperial pela flâmula da Bahia. Curioso, Knight perguntou a um remador o que acontecera. Este respondeu com um ar de indiferença: "Ah, a República".
Do alto de suas tradições monárquicas, o inglês ficou indignado com a indolência dos brasileiros, que na sua opinião deveriam ter reagido ao golpe que depôs d. Pedro II. Ele viajou então de novo para a ilha atrás do tesouro. ao retornar, dias depois, percebeu que o pavilhão mudara novamente. Desta vez trazia o globo azul ao centro, com dístico "Ordem e progresso. Achou que houvera outra revolução. Mas não. Era apenas mais uma bandeira. "
Gilberto Freire - Ordem e progresso
Fonte: Revista nossa História
quarta-feira, 11 de junho de 2014
A origem do Dia dos Namorados
O dia dos namorados, ou dia de São Valentim, como é chamado em alguns países, é uma das principais datas comemorativas do planeta. A troca de presentes e mensagens entre os casais aquece o comércio e gera cifras colossais em diversos países. No entanto, a celebração nem sempre foi ligada ao comércio. A festividade tem raízes históricas que remontam aos rituais pagãos da Roma antiga.
De acordo com a tradição, o dia 14 de fevereiro, data em que o dia dos namorados é comemorado em países como os Estados Unidos, relembra o aniversário de morte de São Valentim, mártir cristão que provavelmente viveu durante o século III. Nesse período, o imperador romano Claudio II proibira os casamentos, por acreditar que os homens solteiros e sem responsabilidades familiares eram melhores soldados. Valentim se opôs a essa decisão, concedendo as bênçãos matrimoniais a jovens noivos de forma clandestina.
A rebeldia do santo o levou à prisão e ele acabou decapitado no ano de 270. Durante o período em que esteve trancafiado, Valentim teria se apaixonado por uma jovem, filha do carcereiro, com quem manteve um romance secreto. Antes de sua morte, o religioso lhe escreveu uma mensagem em que assinou “do seu Valentim”, criando aquilo que se tornaria o primeiro cartão de dia dos namorados.
Dois séculos depois, no ano de 496, o papa Gelásio I escolheu Valentim como símbolo dos namorados. No entanto, toda a saga do mártir é incerta. Há pelo menos três religiosos com o nome de Valentim, dois deles sepultados em Roma e um terceiro que teria sido morto na África. A própria Igreja Católica, em 1969, deixou de celebrar o aniversário do santo por considerar suas origens – e mesmo sua existência – incertas.
Instituto de Arte de Detroit
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| Detalhe da obra A dança da noiva ao ar livre, de Pieter Brueghel (1566). Os festivais medievais como o São Valentim era espaços de quebra das regras morais |
Apesar dessas dúvidas sobre a verdadeira história do mártir, a data que relembra sua morte se consolidou durante o período medieval, mas de uma maneira muito diferente da que conhecemos hoje. Ligadas a rituais de fertilidade e renovação da terra que remontam ao período romano, as comemorações do dia de São Valentim eram o momento em que as rígidas condutas morais impostas pela Igreja Católica eram quebradas. Nessas festividades, as mulheres casadas reconquistavam as liberdades do tempo de solteiras e ficavam livres para flertar com quem quisessem, podendo até cometer adultério com a tolerância de seus maridos.
Esse tipo de conduta, que desafiava o sagrado dever da fidelidade, foi duramente combatido pela Igreja, especialmente após o século XVII, durante a chamada Contra-Reforma. Essas tradições se mantiveram por algum tempo em regiões como Turim e Gênova, mas a partir do século XX já haviam desaparecido por completo. A partir de então, a comemoração do dia de São Valentim abandonou suas raízes libertinas e se tornou uma ocasião para as demonstrações de afeto entre casais de todo o planeta.
No Brasil, a história do dia dos namorados começou em 1949. Na época, o empresário João Dória trouxe do exterior a ideia de celebrar uma data em homenagem aos jovens casais. No entanto, a festa passou por algumas adaptações para se encaixar melhor nas tradições do país. Em primeiro lugar, a referência a São Valentim, santo nada popular na cultura brasileira, foi abandonada. Em seguida, trocou-se o dia 14 de fevereiro pelo 12 de junho. A nova data, véspera do dia do “santo casamenteiro”, Santo Antônio, foi escolhida para que a festividade pudesse animar o fraco comércio no sexto mês do ano. E deu certo.
Fonte: Revista História Viva
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Divulgação de livro: "Uma Nova História do Mundo"
Considero a História como o melhor alimento para quem fome de conhecimento, a história sempre fascinou estudiosos, intelectuais e com certeza também aqueles que se consideram leigos nesta área do conhecimento humano. O homem sempre esteve em busca de informações sobre o seu passado, assim como o passado de tudo que o cerca, família; comunidade; país e mundo. Diante disso, o livro do historiador britânico Alex Woolf, "Uma Nova História do Mundo", da Editora M.Books, traz para o público em geral, uma abrangente, ágil e acessível obra sobre a História da humanidade, Uma leitura leve, agradável e muito informativa, que pode trazer a todos os interessados pela História do mundo, subsídios para alimentar o seu conhecimento.
Nota da editora:
| Uma Nova História do MundoUma Nova História do Mundo é uma visão abrangente, ágil e acessível da história da humanidade. |
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Este livro conta a história da humanidade,desde seu início, há seis ou sete milhões de anos na África, até o mundo complexo e globalizado do século XXI. A história dos homens passa aos nossos olhos com uma profundidade de conhecimento, que nos permite acompanhar página a página os acontecimentos que construíram o mundo atual.
Uma Nova História do Mundo é um livro inovador em sua apresentação gráfica, na inclusão de 350 ilustrações e na simplicidade de contar a História.
O autor Alex Woolf, com uma linguagem objetiva e abrangente, proporciona ao leitor total compreensão dos termos e dos elementos que compõem este livro.
SOBRE O AUTOR: Alex Woolf - estudou História na Universidade de Essex. Foi editor durante 15 anos e é escritor há seis. Resultado: mais de 30 livros escritos sobre uma grande variedade de tópicos, como os romanos, os vikings, a Idade Média, a quebra de Wall Street, a Alemanha nazista, as batalhas britânicas e os conflitos árabe-israelenses.
Mais informações em: http://www.mbooks.com.br
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quinta-feira, 17 de abril de 2014
Passado, presente e futuro...
“ ..., passado, presente
e futuro constituem um continuum. Todos os seres humanos e sociedades estão enraizados
no passado – o de suas famílias, comunidades, nações ou outros grupos de
referencias, ou mesmo de memória pessoal – e todos definem sua posição em
relação a ele, positiva ou negativamente. Tanto hoje como sempre: somos quase
tentados a dizer “hoje mais que nunca”. E mais, a maior parte da ação humana
consciente, baseada em aprendizado, memória e experiência, constitui um vasto
mecanismo para comparar constantemente passado, presente e futuro. As pessoas não podem evitar a tentativa de antever
o futuro mediante alguma forma de leitura do passado. Elas precisam fazer isto.
Os processos comuns da vida humana consciente, para não falar das políticas
públicas, assim o exigem. E é claro que as pessoas o fazem com base na
suposição justificada de que, em geral, o futuro está sistematicamente
vinculado ao passado, que, por sua vez, não é uma concatenação arbitrária de
circunstancias e eventos. As estruturas das sociedades humanas, seus processos
e mecanismos de reprodução, mudança e transformação, estão voltadas a
restringir o numero de coisas passiveis de acontecer, determinar algumas das
coisas que acontecerão e possibilitar a indicação de probabilidades maiores ou
menores para grande parte das restantes.”
Eric Hobsbawm - Historiador britânico
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Reflexão
Infográfico: Golpe Civil-Militar de 1964.
Veja como foi o movimento de tropas militares entre os dias 31 de março e 1º de abril, que causou a queda do presidente João Goulart. Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/multimidia/infografico-golpe-de-1964 ![]() |
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domingo, 30 de março de 2014
Infográfico: 50 anos do golpe: a ação militar que mergulhou o País em 21 anos de ditadura.
Em 31 de março de 1964, tropas partiram de Minas em direção ao Rio para depor Jango, que se viu isolado. Golpistas tinham ainda ao seu lado os Estados Unidos, com a Operação Brother Sam.
Acesse: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-03-29/50-anos-do-golpe-a-acao-militar-que-mergulhou-o-pais-em-21-anos-de-ditadura.html
quinta-feira, 20 de março de 2014
Infográfico: Usos do Pau-brasil.
[Fonte: http://www.oguialegal.com/08-opaubrasil.htm] |
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quarta-feira, 19 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
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