sábado, 13 de agosto de 2016
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
A evolução do movimento
Clique na imagem abaixo e descubra os meios utilizados pelo homem para se locomover em toda sua História.
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Por que estudar História?
Laura de Mello e Souza é professora
titular de História Moderna da Universidade de São Paulo. É autora de O
Diabo e A Terra de Santa Cruz (1986) e O Sol e a Sombra (2006), entre
outros livros. Organizou e foi co-autora do primeiro volume de A
História da Vida Privada no Brasil.
Para responder esta pergunta, a primeira frase que me ocorre é a
resposta clássica dada pelo grande Marc Bloch a seu neto, quando o
menino lhe perguntou para que servia a História e ele disse que, pelo
menos, servia para divertir. Após 35 anos de vida profissional efetiva,
como pesquisadora durante seis anos e, desde então – 29 anos – também
como docente na Universidade de São Paulo, considero que a diversão é
essencial, entendida no sentido de prazer pessoal: a melhor coisa do
mundo é fazer algo que gostamos de fato, e eu sempre adorei História,
sempre foi minha matéria preferida na escola, junto com as línguas em
geral, sobretudo italiano e português, e sempre mais a literatura que a
gramática.
Mas a História é, tenho certeza disso, uma forma de conhecimento
essencial para o entendimento de tudo quanto diz respeito ao que somos,
aos homens. Os humanistas do renascimento diziam que tudo o que era
humano lhes interessava. A História é a essência de um conhecimento
secularizado, toda reflexão sobre o destino humano passa, de uma forma
ou de outra, pela História. Sociologia, Antropologia, Psicologia,
Política, todas essas disciplinas têm de se reportar à História
incessantemente, e com tal intensidade que o historiador francês Paul
Veyne afirmou, com boa dose de provocação, que como tudo era História, a
História não existia (em Como escrever a História). Quando os homens da
primeira Época Moderna começaram a enfrentar para valer a questão de
uma história secular, que pudesse reconstruir o passado humano
independente da história da criação – dos livros sagrados, sobretudo da
Bíblia – eles desenvolveram a erudição e a preocupação com os detalhes,
os fatos, os vestígios humanos – as escavações arqueológicas, por
exemplo – e criaram as bases dos procedimentos que até hoje norteiam os
historiadores. Mesmo que hoje os historiadores sejam descrentes quanto à
possibilidade de reconstruir o passado tal como ele foi, qualquer
historiador responsável procura compreender o passado do modo mais
cuidadoso e acurado possível, prestando atenção aos filtros que se
interpõem entre ele, historiador, e o passado. Qualquer historiador
digno do nome busca, como aprendi com meu mestre Fernando Novais,
compreender, mesmo se por meio de aproximações. Compreender importa
muito mais do que arquitetar explicações engenhosas ou espetaculares, e
que podem ser datadas, pois cada geração almeja se afirmar com relação
às anteriores ancorando-se numa pseudo-originalidade.
Sem querer provocar meus companheiros das outras humanidades, eu diria
que a Antropologia nasce a partir da História, e porque os homens dos
séculos XVI, XVII e XVIII começaram a perceber que os povos tinham
costumes diferentes uns dos outros, e que esses costumes deviam ser
entendidos nas suas peculiaridades sem serem julgados aprioristicamente.
É justamente a partir desse conhecimento específico que os observadores
podem estabelecer relações gerais comparativas e tecer considerações,
enveredar por reflexões mais abstratas. Portanto, a História permite
lidar com as duas pontas do fio que possibilita a compreensão do que é
humano: o particular e o geral.
A História é fundamental para o pleno exercício da cidadania. Se
conhecermos nosso passado, remoto e recente, teremos melhores condições
de refletir sobre nosso destino coletivo e de tomar decisões. Quando
dizemos que tal povo não tem memória – dizemos isso frequentemente de
nós mesmos, brasileiros – estamos, a meu ver, querendo dizer que não nos
lembramos da nossa história, do que aconteceu, por que aconteceu, e daí
escolhermos nossos representantes de modo um tanto irrefletido – na
história recente do país, o caso de meu estado e de minha cidade são
patéticos - de nos sentirmos livres para demolirmos monumentos
significativos, fazermos uma avenida suspensa que atravessa um dos
trechos mais eloquentes, em termos históricos, da cidade do Rio de
Janeiro, o coração da administração colonial a partir de 1763, o palácio
dos vice-reis. Quando olho para a cidade onde nasci, onde vivo e que
amo profundamente fico perplexa com a destruição sistemática do passado
histórico dela, que foi fundada em 1554 e é dos mais antigos centros
urbanos da América: refiro-me a São Paulo. Se administradores e elites
econômicas tivessem maior consciência histórica talvez São Paulo pudesse
ter um centro antigo como o de cidades mais recentes que ela – Boston,
Quebec, até Washington, para falar das cidades grandes, que são mais
difíceis de preservar.
Não acho que se toda a humanidade fosse alimentada desde o berço com
doses maciças de conhecimento histórico o mundo poderia estar muito
melhor do que está. Mas a falta do conhecimento histórico é, a meu ver,
uma limitação grave e, no limite, desumanizadora. Acho interessante o
fato de muitas pesquisas indicarem que, excluindo os historiadores,
obviamente, o segmento profissional mais interessado em História é o dos
médicos. Justamente os médicos, que lidam com pessoas doentes, frágeis e
amedrontadas diante da falibilidade de seu corpo e da inexorabilidade
do destino humano. E que têm que reconstituir a história da vida
daquelas pessoas, com base na anamnese, para poder ajudá-las a enfrentar
seus percalços. Carlo Ginzburg escreveu um ensaio verdadeiramente
genial, sobre as afinidades do conhecimento médico e do conhecimento
histórico, ambos assentados num paradigma indiciário (refiro-me ao
ensaio “Sinais – raízes de um paradigma indiciário”, que faz parte do
livro Mitos – emblemas – sinais). Portanto, volto ao início, à diversão,
e acrescento: o conhecimento histórico humaniza no sentido mais amplo,
porque ajuda a enxergar os outros homens, a enfrentar a própria condição
humana.
Fonte: A Folha de Gragoatá
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016
A História da cerveja no Brasil
Infográfico mostra a história da cerveja no Brasil do início até a popularização
Entre expulsão dos holandeses, produções artesanais, fusões e até fuga da Família Real, entenda como a bebida se estabeleceu e virou paixão nacional.
Fonte: G1
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Museu Imperial lança Projeto História nas mãos.
O Museu Imperial lança o projeto HISTÓRIA NAS MÃOS no dia 5 de agosto, com a disponibilização de informações sobre ambientes e peças dispostas ao longo do circuito de exposição permanente do Museu Imperial. Essa iniciativa conta com o apoio da Sociedade de Amigos do Museu Imperial – SAMI.
O aplicativo estará disponível para os sistemas Android e iOS, que o interessado poderá baixar através do seu celular antes da visita, ou se preferir, fazê-lo com um pouco mais de antecedência, pelo site do Museu utilizando o link www.museuimperial.gov.br/app e assim realizar sua visita ao Palácio Imperial de Petrópolis de forma independente. O visitante deverá aproximar seu smartphone do código que estará afixado na sala de interesse para obter imagens, textos e demais informações sobre os ambientes e peças que pertenceram à Família Imperial Brasileira. Disponível em dois idiomas: português e inglês, a ferramenta visa atender, igualmente, ao público com necessidades especiais: de audição e de visão.
QR Code – É um código de barras que pode ser escaneado através de um celular equipado por câmera. No caso do Museu Imperial, o visitante poderá obter maiores informações sobre 20 ambientes desejados.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Zumbi dos Palmares em quadrinhos
A história de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, contada em forma de história em quadrinhos como nunca antes se viu. O Quilombo dos Palmares, localizado na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos Palmares, Alagoas, era uma comunidade, um reino formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas. Confira a história completa:http://goo.gl/3nc46w
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Bucéfalo, o cavalo de Alexandre
"Aos 12 anos, Alexandre iniciou um dos principais relacionamentos de sua vida, com um cavalo. O amigo Demarato ofereceu a Felipe um enorme garanhão preto por 13 talentos, mais de três vezes a quantia já paga por um cavalo. Felipe deu ordens para levarem o cavalo, mas o animal empinou e recuou, recusando-se a obedecer. Felipe estava preste a desistir de comprá-lo, quando Alexandre se ofereceu para domar o garanhão. Alexandre segurou-o pelo cabresto, lhe fez uma carícia e o acalmou. Em seguida, montou o cavalo e partiu a galope diante do aplauso geral. Felipe disse orgulhoso que a Macedônia nunca conseguiria reprimir um menino como ele. Ou assim conta a história. Alexandre percebera que o cavalo tinha medo de sua sombra. ao virar sua cabeça em direção ao sol, ele superou o medo do cavalo.
Alexandre batizou-o de Bucéfalo, por causa da "cabeça semelhante à de um boi", com uma marca branca. Bucéfalo foi amigo inseparável de Alexandre e o acompanhou nas campanhas pelo mundo distante. Alexandre montou-o em todas as principais batalhas e ensinou-o a se ajoelhar à sua frente, mesmo com a armadura. Quando as tribos das montanhas perto do Mar Cáspio raptaram o cavalo, a raiva de Alexandre foi tão terrível que elas o devolveram imediatamente.
Alexandre Montou pela última vez em Bucéfalo na batalha contra o rajá indiano Poro em 326 a.C. Logo depois Bucéfalo morreu em razão da idade avançada, talvez com 30 anos. (Os gregos não sabiam calcular a idade de um cavalo pelos dente, um método padrão.) Alexandre homenageou seu adorado garanhão com a fundação da cidade de Bucéfala no norte do atual Paquistão."
Fonte: RODGERS, Nigel - A Extraordinária História de Alexandre, o Grande; São Paulo - 2015 - M. Books do Brasil Editora Ltda.
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quinta-feira, 14 de julho de 2016
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Dia mundial do Rock

Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
Foi transimtido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof oragnizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.
Desde então o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.
Clique na imagem abaixo e vejo um infográfico da História do Rock
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sábado, 9 de julho de 2016
Documentário - Menino 23
SÃO PAULO (Reuters) - Apoiado numa pesquisa de doutorado do historiador Sidney Aguilar Filho, o documentário de Belisário Franca, “Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil”, denuncia uma clandestina experiência de virtual escravização de um grupo de 50 garotos negros e órfãos, retirados em meados dos anos 1930 de um orfanato carioca (Romão de Mattos Duarte), para uma fazenda no interior paulista, em Campina do Monte Alegre.
O criminoso experimento de limpeza étnico-social estava enraizado numa política eugenista, que acontecia no Brasil no contexto internacional de crescimento do nazismo e do fascismo, que no país se expressava também pela vertente integralista.
Tijolos com a suástica, aliás, ainda hoje podem ser encontrados nas imediações da fazenda, então de propriedade da família Rocha Miranda – cujos integrantes foram procurados mas não quiseram manifestar-se no filme. De todo modo, as provas mais evidentes são mesmo os documentos do orfanato, que contêm os nomes dos garotos – todos entregues aos cuidados de um único tutor, da família Rocha Miranda – e mais ainda os relatos em primeira pessoa de dois sobreviventes, Aloísio Silva e Argemiro Santos, ambos nonagenários, e da família de um terceiro, José Alves de Almeida, que era chamado de “Dois”.
Ser chamado por um número – como acontecia aos prisioneiros de campos de concentração -, aliás, era a regra. O próprio sr. Aloísio era o “23” que dá título ao documentário. É dele o depoimento mais doloroso sobre os tempos passados na fazenda, em que os garotos eram submetidos a uma estafante rotina diária, que incluía trabalho na roça e com animais, sem recebimento de qualquer remuneração, banhos frios, castigos físicos e nenhum contato externo. Qualquer semelhança com uma prisão, portanto, não era mera coincidência. Era uma experiência de aguda desumanização, cujos efeitos se fazem sentir até hoje nestes sobreviventes e mesmo em seus familiares.
A primeira pista da história surgiu, justamente, quando uma das alunas de Sidney Aguilar lhe trouxe um dos tijolos com a suástica – um símbolo que aparecia também no gado da fazenda, marcado com ele, como se descobriu em imagens da época. O contato com o cineasta Belisário Franca deu-se bem depois, quando o historiador pesquisava para o seu doutorado e já havia descoberto o sr. Aloísio, na época com 89 anos, o que deu a medida da urgência de filmá-lo.
No decorrer da produção do filme, que durou mais de quatro anos, a primeira providência foi foi filmar esses sobreviventes – o sr. Argemiro, localizado depois, também contava 89 anos. Depois disso é que foram realizadas outras pesquisas que permitiram, como o diretor pretendia, dar mais consistência e contexto à espantosa história.
A contextualização é bem realizada no documentário, que recorre a imagens da época, bem como a pesquisas dando conta de que a Constituição de 1934 continha até mesmo um artigo eugenista (o de número 138).
O planejado encontro entre os sobreviventes Aloísio (que morreu depois do filme) e Argemiro acabou não acontecendo devido a dificuldades extremas de locomoção de Argemiro, um ex-marinheiro residente em Foz do Iguaçu.
(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb
Fonte: Reuters
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segunda-feira, 4 de julho de 2016
Vestuário e higiene no Brasil colônia.
Da imposição de vestuário europeu a populações habituadas à pura nudez ou a cobrirem-se apenas o bastante para lhes decorar o corpo ou protegê-lo do sol, do frio ou dos insetos conhecem-se hoje os imediatos e profundos efeitos disgênicos. Atribui-se ao seu uso forçado influência não pequena no desenvolvimento das doenças da pele e dos pulmões que tanto concorrem para dizimar populações selvagens logo depois de submetidas ao domínio dos "civilizados"; doenças que no Brasil dos séculos XVI e XVII foram terríveis.
O vestuário imposto aos indígenas pelos missionários europeus vem afetar neles noções tradicionais de moral e higiene, difíceis de se substituírem por novas. É assim que se observa a tendência, em muitos dos indivíduos de tribos acostumados à nudez, para só se desfazerem da roupa européia quando esta só falta largar de podre ou de suja. Entretanto são povos de um asseio corporal e até de uma moral sexual às vezes superior à daqueles que o pudor cristão faz cobrirem-se de pesadas vestes.
![]() |
| Banhos públicos romanos. Pompeianas no Frigidarium, pintado por Pedro Weingartner 1897. |
Pela Europa os banhos à romana, ou de rio, às vezes promíscuos, contra os quais por muito tempo a voz da Igreja clamara em vão, haviam cessado quase de todo, depois das Cruzadas e dos contatos comerciais mais íntimos com o Oriente. O europeu se contagiara de sífilis e de outras doenças, transmissíveis e repugnantes. Daí resultara o medo ao banho e o horror à nudez.
Em contraste com tudo isso é que surpreendeu aos primeiros portugueses e franceses chegados nesta parte da América um povo ao que parece sem mancha de sífilis na pele; e cuja maior delícia era o banho de rio. Que se lavava constantemente da cabeça aos pés; que se conservava em asseada nudez; que fazia uso de folhas de árvores, como os europeus ainda mais limpos de toalhas de enxugar as mãos e de panos de limpar menino novo; que ia lavar no rio a sua roupa suja, isto é, as redes de algodão - trabalho esse, a cargo dos homens.
Adaptado de: FREYRE, Gilberto, Casa-grande e senzala, São Paulo, Circulo do Livro, p. 143-7. 1. ed., 1933.
Leia também: http://www.fatoscuriososdahistoria.com/2016/06/habitos-higiene-brasileiros.html
segunda-feira, 20 de junho de 2016
sábado, 4 de junho de 2016
HISTORY estreia a superprodução "Gigantes do Brasil"
Primeira produção original brasileira do History Channel, a minissérie Gigantes do Brasil estreia neste sábado, às 21h45, para contar a trajetória de quatro empreendedores que trabalharam para mudar o país: Francesco Matarazzo, Percival Farquhar, Giuseppe Martinelli e Guilherme Guinle. Cada episódio concentra-se na história de cada um.
Desenvolvida pela Boutique Filmes, a trama se passa no fim do século 19 e metade do século 20. Com quatro capítulos, retoma a transformação de um Brasil rural em uma nação industrializada. Na série, o agricultor italiano Matarazzo desembarca no país, quando conhece Percival, Martinelli e Guinle. Uma das histórias narradas não consta em biografias, como a briga entre Martinelli e o filho de Matarazzo.
A equipe da produção se concentrou em uma pesquisa histórica para a elaboração do roteiro, com acervo de jornais italianos e livros, e composição do cenário e caracterização dos personagens. Também houve entrevistas com familiares dos homens de negócios. Gigantes do Brasil relembra o surgimento das primeiras indústrias e as estradas de ferro, a navegação e a urbanização das cidades e a exploração do petróleo.
O formato mistura linguagem narrativa biográfica com depoimentos de historiadores e empresários da indústria nacional, a exemplo de Luiza Trajano (Magazine Luiza). Apesar de curta, o History não economizou no investimento da série: foram 228 horas de gravação, em mais de 50 locações, com 99 atores e 422 figurantes. No elenco, Tadeu Di Pietro (Matarazzo), Renan Paini (Matarazzo jovem), Alexandre Barros (Farquhar), Fernando Nitsch (Martinelli) e Ricardo Monastero (Guinle).
Fonte: Diário de Pernambuco
Acesse também: http://seuhistory.com/microsite/gigantes-do-brasil/home
quarta-feira, 11 de maio de 2016
O funcionamento de uma Câmara de gás da Segunda Guerra Mundial.
Nos campos de concentração nazistas, oficiais alemães trancavam prisioneiros em salas que eram infestadas de pesticida. As câmaras não foram o primeiro método de extermínio em massa usado pela Alemanha. Até 1941, oficiais da SS (a polícia militar de Hitler) eliminavam pequenos grupos de prisioneiros em caminhões de transporte, trancando-os em caçambas seladas que recebiam monóxido de carbono do escapamento. A técnica foi adaptada a salas trancadas e logo a fumaça de caminhão foi trocada por pesticida, mais barato e eficiente. A primeira aplicação em humanos rolou em agosto de 1941. As vítimas foram um grupo de prisioneiros russos. Para não serem acusados de crime de guerra, os alemães deixaram de enterrar os corpos em valas comuns e passaram a queimá-los.
por Danilo Cezar Cabral
INDÚSTRIA DA MORTE
O extermínio nas câmaras de gás era rápido, eficiente e não deixava vestígios.
Último banho
Idosos, crianças, pessoas doentes ou com limitações físicas não serviam para o trabalho nos campos de concentração e eram encaminhados para execução. A fim de evitar o pânico, soldados e médicos diziam aos prisioneiros que eles passariam por um banho e receberiam roupas limpas para se juntar a amigos e familiars
Terrível contra os humanos
O Zyklon B era usado principalmente para eliminar piolhos e insetos dos presos. Em Auschwitz, o maior campo de concentração nazista, apenas 5% da remessa do produto era usada nas câmaras de gás. Para não desesperar as vítimas, o veneno foi manipulado quimicamente para não emitir odor Dando um gás Equipamentos para ativação e exaustão do gás eram instalados em salas ao lado das câmaras. O Zyklon era colocado em um compartimento de metal para ser aquecido e gerar vapor. Após 30 minutos de queima, com todos nas câmaras já mortos, os exaustores sugavam o gás, permitindo a retirada dos corpos
Agonia coletiva
As câmaras de Auschwitz comportavam 800 pessoas – se houvesse lotação, quem sobrava era executado a tiros na hora. Quando o veneno começava a fazer efeito, as pessoas se distanciavam das saídas de gás e se amontoavam nas portas. Crianças e idosos eram esmagados por causa do pânico geral
Nuvem letal
O gás venenoso, baseado em cianeto de hidrogênio, interferia na respiração celular, tornando as vítimas carentes de oxigênio. O resultado era morte por sufocamento após crises convulsivas, sangramento e perda das funções fisiológicas. A morte era lenta e dolorida. Em média, da inalação ao óbito, o processo durava 20 minutos
De volta ao pó
Os sonderkommando limpavam as câmaras. Eles verificavam a arcada dentária, em busca de dentes de ouro e objetos de valor, como joias escondidas na boca das vítimas. Depois, queimavam os corpos em fornos gigantes para eliminar qualquer vestígio do processo de extermínio
A arquitetura da destruição
As câmaras, geralmente construídas no subsolo, eram interligadas para facilitar o fluxo e a retirada dos corpos. Os sonderkommando, prisioneiros encarregados de auxiliar no processo de extermínio, ficavam alojados no mesmo piso das câmaras e isolados dos demais trabalhadores
Fontes:
Livros
Five Chimneys: The Story of Auschwitz, de Olga Lengyel; Eyewitness Auschwitz: Three years in the Gas Chambers, de Flip Müller; e Inside de GasChambers: Eight Months in the Sonderkommando of Auschwitz, de Shlomo Venezia.
Site: holocaustresearchproject.org
Fonte: Revista Mundo Estranho
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quinta-feira, 5 de maio de 2016
Filmes de fundo histórico ideais para dar uma boa risada.

Conheça uma pequena lista de filmes (nunca definitiva) baseados em fatos, períodos ou personagens históricos, mas que na verdade só servem para darmos uma boa risada, pois o expectador não precisa esperar algum sentido histórico, nexo ou compromisso com a realidade.
Ele está de volta - Baseado no livro de mesmo título, Adolf Hitler acorda em um terreno baldio em Berlin, no ano de 2011, sem memória alguma do que aconteceu depois de 1945. Perdido, ele se vê em uma sociedade completamente diferente, onde não há partido nazista, a guerra e o país é governado por uma mulher. Ele é reconhecido pelas pessoas que acreditam que seja apenas um artista que não consegue sair do seu personagem. Mas, um discurso de Hitler é viralizado na internet, e a partir daí todos querem ouvi-lo, saber sobre ele, até que ganha um programa de televisão onde propaga suas ideias ao mesmo tempo em que tenta convencer a todos que ele é quem realmente diz ser.
Rrrrrrr! - Na Idade da Pedra - 35.000 A.C., em plena pré-história. A tribo dos Cabelos Limpos passa os dias de forma tranquila, guardando para si a fórmula secreta do xampu, enquanto que a tribo dos Cabelos Sujos passa o dia a se coçar e queixar. Até que um dia ocorre na tribo dos Cabelos Limpos o 1º crime da história da humanidade: a morte de uma mulher. Intrigados nos motivos que fariam alguém matar uma pessoa que morreria de qualquer forma, os integrantes da tribo tentam descobrir quem foi o autor do crime.
Nazistas no centro da Terra - Um grupo de cientista de uma base na antártica saem à procura de colegas desaparecidos, encontram um túnel que os leva ao centro da Terra, onde, descobrem uma base militar e científica nazista, neste local, soldados nazistas liderados pelo Dr. Josef Mengele fazem experiências para regenerar os seus próprios corpos e se manterem vivos, e, além disso, dar a vida novamente a Adolf Hitler.
Deu a louca nos Nazis (Iron Sky) - Iron Sky é um filme futurístico ambientado em 2018, que trata de temas como nazistas espaciais e invasão à Terra.
Quando a Segunda Guerra Mundial chega ao fim em 1945, Hans Kammler e outros cientistas alemães fazem uma revolução na investigação da antigravidade. Partindo de uma base secreta na Antártica, as espaçonaves nazistas são enviadas para a Lua (mais especificamente no lado negro da Lua) para fundar a base espacial secreta de Schwarze Sonne (em português: "Sol negro"). Desde então seu plano é construir uma poderosa frota para, no futuro, voltar a conquistar a Terra. Em 2018, 73 anos depois, os nazistas retornam a Terra.
Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros - O filme tem como foco o personagem real de Abraham Lincoln, o 16º Presidente dos Estados Unidos (1861–1865), mas no livro e no filme ele é, secretamente, um caçador de vampiros, a mãe do presidente Abraham Lincoln foi assassinada por uma criatura sobrenatural. Incorfomado com o fato, ele declara uma guerra sem piedade contra os seres das trevas e começa a destruir todos os vampiros e os escravos que os ajudam. A caça aos vampiros leva os Estados Unidos da América á Guerra Civil.
Piratas do Caribe - Um série de filmes de fantasia e aventura. Os filmes seguem as aventuras do Capitão Jack Sparrow e muitos outros personagens que se aventuram em busca de tesouros e poder pelos mares e que constantemente lidam com seres sobrenaturais. A franquia rendeu uma legião de fãs pelo mundo inteiro, além de gigantescas bilheterias, tanto que o quinto filme da saga já está a caminho.

Dead Snow - Um grupo de amigos vão a uma estação de esqui isolada pela neve e encontra um velho que conta uma história de horror sobre nazistas. Ao encontrar um baú cheio de ouro eles inadvertidamente erguem um exército de zumbis nazistas que haviam morrido ali.
O cinema é uma das mais revolucionárias e enriquecedoras invenções humanas, o cinema é uma expressão artística muito importante para a sociedade, a qual pode unir conhecimento e entretenimento. Assim como a literatura, a música e as artes plásticas, o cinema, cada vez mais, vem se tornando uma fonte de conhecimento para todos os conteúdos escolares. Especialmente na disciplina de História, o cinema tem se destacado como uma ferramenta de trabalho de ampla utilização pelos professores. A utilização de filmes como estratégia de ensino-aprendizagem estimula os alunos e proporciona aulas mais interessantes e reflexivas.
Professores, estudantes ou amantes da História tem a disposição um gigantesco número de filmes que podem servir-lhes como ferramenta para entenderem as características de uma determinada época ou do fato em destaque.
É sempre necessário ressaltar que as obras de ficção (Novelas, Séries, Filmes, Livros, etc.), mesmo que baseadas em fatos reais ou em períodos históricos, não tem o compromisso de reproduzir a verdade histórica, ou melhor falando, os fatos como realmente ocorreram, motivada pela grande dificuldade em reproduzir diálogos que possam fazer a ligação entre os vários personagens de uma mesma história, assim, sempre são criados personagens ou versões para se elaborar um enredo que possa criar uma história mais romantizada, para ser vendida para o grande público, que na maioria das vezes está mais interessado na trama do que no fundo histórico.
É necessário também destacar a importância dessas obras que tentam destacar fatos ou períodos históricos, pois, a disciplina de história exige que o estudante se transporte mentalmente para o tempo histórico estudado, assim é necessário recriar mentalmente a sociedade que cerca tal período, então, assim novelas, filmes, séries, etc. que reproduzem figurinos, vocabulários, costumes, objetos e outras características de época, podem servir como ótimos exemplos para que os estudantes possam ilustrar mentalmente os textos históricos lidos ou mesmo as explicações dos professores, claro sempre sendo necessários guardar os devidos cuidados contra os ufanismos, simplismos ou anacronismo.
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domingo, 13 de março de 2016
DOCUMENTÁRIO - Victor Nunes Leal
Documentário em homenagem ao jurista e escritor carangolense Victor Nunes Leal, autor de "Coronelismo, enxada e voto".
sábado, 5 de março de 2016
As Dez Estratégias de Manipulação das Massas de Noam Chomsky
1. A estratégia da distracção. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, presa a temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
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2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-reacção-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reacção no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam que sejam aceites. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja quem pede leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4. A estratégia do diferimento. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacríficio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregue imediatamente. Logo, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adoptar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão de factores de sugestão, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeia entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e se culpabiliza, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de agir. E sem acção, não há revolução!
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
VIA: Adital (com alterações)
Fonte: Portal Anarquista
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Divulgação de livro: "Um francês no Vale do Carangola"
por: Heloísa Azevedo da Costa
Um francês no vale do Carangola faz um estudo econômico e social do Brasil dos meados do século XIX, principalmente do leste da Mata mineira e do noroeste do Rio de Janeiro, ou seja, o vale do rio Carangola, a partir das cartas do imigrante francês Alexandre Bréthel. Essas cartas são registros de fontes primárias valiosos para os estudos da História.
Publicada originalmente em 1977, a obra chega, quase quarenta anos depois, ao público de língua portuguesa e aos aficionados pela historiografia brasileira em particular.
Foram quase 4 anos desde meu primeiro contato com a autora. Meu empenho para o trabalho se deveu ao fascínio que senti ao conhecer o livro de Françoise Massa sobre Alexandre Bréthel.
O leitor tem em mãos um livro que seduz. Sedução pela envergadura do trabalho de Françoise Massa e por aquilo que nos revela; sobremaneira, a sensibilidade de Bréthel para se identificar com o outro em contraponto a sua solidão existencial. Trajetória deveras inusitada. Um francês no vale do Carangola chega com crivo e chancela de Oseias Ferraz da Editora Crisalida e está disponível em www.crisalida.com.br ou www.estantevirtual.com.br.
O livro é um mergulho na história de Carangola e região. Além das cartas, o livro oferece ao leitor farta documentação, fruto de pesquisas realizadas na Europa e no Brasil pela jornalista Heloísa Azevedo da Costa.
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