sexta-feira, 16 de setembro de 2016
"Meu nome é Kunta Kinte"
Em outubro o History Channel exibirá a regravação da premiada série da TV americana #Roots, exibida originalmente em 1977, a qual fez um grande sucesso também quando transmitida no Brasil com o nome #Raízes..
A produção da minissérie Raízes realizada pela TV americana em 1977 é Baseada no livro de mesmo nome: Raízes/Roots: the Saga of an American Family , publicado em 1976, de Alex Haley, que mescla ficção e alguns fatos reais. A história conta a saga do africano guerreiro mandinka Kunta Kinte, capturado na África, enviado pros EUA como escravo, e sua luta para manter a tradição africana passada de geração pra geração.
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domingo, 11 de setembro de 2016
Candidato Caô Caô
Dizem que o brasileiro é um dos poucos povos que riem de sua desgraça. Passadas as eleições, os ânimos começam a esfriar, permitindo-nos mais uma vez refletir e "brincar" com a nossa situação sócio-cultural.
A música exposta abaixo reflete uma situação que provavelmente nós vimos nestes últimos meses nas campanhas eleitorais, esta música de Bezerra da Silva, pode até ser considerado um hino de revolta do cancioneiro popular, que mostra como o "político" usufrui dos mais carentes.
Acredito que esta música serve para representar políticos de inúmeras legendas, vitoriosas ou vencidas nestas últimas eleições
Candidato Caô Caô
Caô Caô Caô Caô..
A justiça chegou!
A justiça chegou!
Ai malandragem..se liga!
Bezerra da Silva provando e comprovando a sua versatilidade!
"Sai pra lá caozada..Oh o rappa na área!"
Bezerra da Silva provando e comprovando a sua versatilidade!
"Sai pra lá caozada..Oh o rappa na área!"
Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha
Bebeu cachaça
E até bagulho fumou
Jantou no meu barracão
E lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi
É mais um candidato
Às próximas eleições (3x)
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha
Bebeu cachaça
E até bagulho fumou
Jantou no meu barracão
E lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi
É mais um candidato
Às próximas eleições (3x)
Fez questão de beber água da chuva
Foi lá no terreiro pediu ajuda
E bateu cabeça no congá
Mais ele não se deu bem
Porque o guia que estava incorporado
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar
Foi lá no terreiro pediu ajuda
E bateu cabeça no congá
Mais ele não se deu bem
Porque o guia que estava incorporado
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar
Também disse:
Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater
Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda os homem lhe prender
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda os homem lhe prender
Hoje ele pede o seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater.
Amanhã manda a polícia lhe bater.
Eu falei pra você viuuuuu..
Esse político é safadão oh ai cumpade!
Nesse país que se divide em quem tem e quem não tem,
Sinto o sacrifício que há no braço operário
Eu olho para um lado
Eu olho para o outro
Vejo o desemprego
Vejo quem manda no jogo
E você vem, vem
Pede mais de mim
Diz que tudo mudou
E que agora vai ter fim
Mas eu sei quem você é
Ainda confia em mim?
Sinto o sacrifício que há no braço operário
Eu olho para um lado
Eu olho para o outro
Vejo o desemprego
Vejo quem manda no jogo
E você vem, vem
Pede mais de mim
Diz que tudo mudou
E que agora vai ter fim
Mas eu sei quem você é
Ainda confia em mim?
Esse jogo é muito sujo
Mas eu não desisto assim
Você me deve..haha haha
Malandro é malandro
Mané é mané
Você me deve...
Você me deve seu canalha
Você me deve malandragem
Mas eu não desisto assim
Você me deve..haha haha
Malandro é malandro
Mané é mané
Você me deve...
Você me deve seu canalha
Você me deve malandragem
Você ganhou duzentas vezes na loteria malandro?
Duzentas vezes cumpade?
É
Duzentas vezes cumpade?
É
Fez questão de beber água da chuva
Foi lá na macumba pediu ajuda
E bateu cabeça no congá
Deu azar..
A entidade que estava incorporada
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar
Foi lá na macumba pediu ajuda
E bateu cabeça no congá
Deu azar..
A entidade que estava incorporada
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar
Também disse:
Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater
Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe prender
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe prender
Hoje ele pede o seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater.
Amanhã manda a polícia lhe bater.
Ai ai perai cumpade..perai perai perai
Sujôooo..
Ae malandragem se liga na missão
Fica atento
Político é cerol fininho
Sujôooo..
Ae malandragem se liga na missão
Fica atento
Político é cerol fininho
Político engana todo mundo..
Menos o caboco..ele deu azar na macumba do malandro..ah lá
O caboco caguetou ele
Menos o caboco..ele deu azar na macumba do malandro..ah lá
O caboco caguetou ele
Hoje ele pede, pede, pede de você ..
Amanhã vai vai te fudê..
Amanhã vai vai te fudê..
Hoje ele pede, pede, pede de você ..
Amanhã vai vai.. ohhh
Amanhã vai vai.. ohhh
E amanhã vai se fu..
É cumpade...
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
A Independência do Brasil e suas versões.
Há controvérsias sobre a famosa frase "Independência ou morte" que dom Pedro teria dito às margens do Ipiranga. De acordo com uma testemunha do acontecimento, o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, o príncipe jamais a proferiu. Em sua versão, o episódio foi muto menos glamouroso do que registrou a história oficial.
Segundo o padre, dom Pedro voltava de São Paulo para Corte montando numa mula - e não no garboso corcel do quadro de Pedro Américo -, atormentado por uma disenteria e com dores, quando recebeu a correspondência vinda de Lisboa. Ao tomar ciência de seu conteúdo, atirou os papeis no chão e os pisoteou. Depois, recompôs a farda e dirigiu-se lentamente à estrada onde estacionara sua comitiva.
Parou repentinamente e disse a Belchior: "Nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!". Arrancou então do chapéu o laço azul e branco que simbolizava o governo português e jogou-o fora, dizendo em seguida: "pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro a liberdade do Brasil."
(Adaptado de: O que dom Pedro disse realmente às margens do Ipiranga. Nossa História, ano I, n. 7, maio 2004.)
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
A História do Mundo
Mais um clipe musical que usa como tema a evolução do mundo, vídeo muito criativo e engraçado, que tenta contar a História com algumas pitadas de imaginação e humor. Vale a pena dar uma olhada. Vídeo indicado pelo amigo Gilberto, valeu !
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Divulgação: A História da Psicologia
Dos espíritos à psicoterapia: compreendendo a mente através dos tempos
O que o faz ser "você"? O que produz suas preferências e antipatias, medos e fantasias? O que o distingue dos outros e o faz semelhante a eles?
Durante milênios, as pessoas tentaram identificar a essência do espírito, da alma e da mente que caracteriza o homem e constitui sua identidade. As respostas abrangem um amplo campo da fisiologia à psicologia, a influência das experiências precoces e da educação.
O estudo da psicologia, que se originou da filosofia no século XIX, dedicou-se a responder perguntas referentes à formação da individualidade, ao processo de aprendizado e da razão, à discussão do conhecimento inato e da mente como uma página em branco, do livre-arbítrio e do equilíbrio da natureza e da educação na formação da personalidade.
As experiências no campo da psicologia frequentemente sondam as partes mais obscuras da mente: Quão cruéis podemos ser? Qual a importância de se adequar? O quanto a mente pode se iludir?
Neste livro, Anne Rooney reuniu os diversos elementos que constituem a história da psicologia, desde o pensamento da Grécia Antiga às descobertas da ressonância magnética. História da Psicologia é a narrativa da curiosidade do homem em conhecer a essência de sua unicidade.
SOBRE A AUTORA:
ANNE ROONEY é mestre e doutora pelo Trinity College, de Cambridge. Após lecionar nas universidades de Cambridge e York, decidiu dedicar-se à literatura. Seus livros abordam temas de história, filosofia da ciência e tecnologia. Anne Rooney vive em Cambridge e é membro do Royal Literary Fund no Newnham College, Cambridge.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Dia do Historiador

LEI Nº 12.130, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009.
Institui o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.
O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É instituído o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
e escalpelar os mortos, as condecorações, as liturgias, as espadas, o espectro das fazendas submergidas,
o muro de pedra entre membros da família,
o ardido queixume das solteironas, os negócios de trapaça,
as ilusões jamais confirmadas
nem desfeitas.
Veio para contar o que não faz jus a ser glorificado e se deposita, grânulo, no poço vazio da memória. É importuno, sabe-se importuno e insiste, rancoroso, fiel.
Carlos Drummond de Andrade
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Curiosidades sobre a Teoria da Evolução.
Se o homem veio do macaco, por que ainda existem macacos?
por Diogo Antonio Rodriguez
"Porque, na verdade, não evoluímos do macaco atual, e sim de um antepassado em comum", explica Neuza Reja Wille de Lima, professora de biologia evolutiva da Universidade Federal Fluminense. Ainda não se sabe exatamente como era esse primata ancestral, apelidado na cultura pop de "elo perdido". Apenas que ele existiu há 80 milhões de anos e que, a partir dele, seguindo a teoria da seleção natural de Charles Darwin (1809-1882), desenvolveram-se paralelamente o ser humano e todos os macacos que conhecemos. Assim como o homem, os macacos sofreram uma série de evoluções para chegar às espécies atuais.
Cada macaco no seu galho
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Conheça algumas espécies na evolução dos primatas
A árvore da vida
Este esquema, utilizado na biologia, se chama árvore filogenética. Ele simplifica* o processo evolutivo de uma ou mais espécies. Cada bifurcação na linha indica um momento (nem sempre definido com precisão pela ciência) em que indivíduos de uma espécie sofreram uma mutação e, ao longo de milhares de anos, acabaram gerando outra espécie distinta.
Tatatatatataravô
O Dryopithecus foi um gênero de primatas que viveu há 26 milhões de anos e originou tanto hominídeos (antepassados do ser humano atual) quanto macacos. Tinha dentes caninos maiores do que os do homem, mas menores do que os de outros primatas. Seus membros eram mais curtos e o crânio menos desenvolvido que o dos macacos atuais. Habitava florestas na África.
O impostor
Provavelmente parecido com o orangotango, o Ramapithecus existiu entre 16 e 5 milhões de anos atrás. Só foi identificado nos anos 60, apesar de seus fósseis terem sido encontrados em 1932, na Índia. Por causa dos dentes pequenos, pensou-se que era uma espécie de "transição" entre homens e macacos. Mas essa distinção só ocorreu entre 6 e 8 milhões de anos atrás.
Quase humanos
O Australopithecus é, provavelmente, o parente mais próximo dos humanos atuais. Esse gênero de hominídeo englobava diversas espécies que viveram entre 5 milhões e 11 mil anos atrás. Como nós, andavam em duas pernas e tinham caninos pequenos, mas eram baixos (1,50 m) e seu cérebro era menor. O fóssil mais famoso se chama Lucy e foi achado na Etiópia, em 1974.
Segunda divisão
Por algumas décadas, cientistas achavam que o Homo neanderthalensis (acima) também era um Homo sapiens. Após pesquisas, ele foi reclassificado como outro tipo de hominídeo, que conviveu com o sapiens (e, suspeita-se, até cruzou com ele). Era baixo (1,64 m, em média), com rosto anguloso e comprido e um grande nariz. Surgiu há 300 mil anos, na Europa e na Ásia.
Enfim, nós
O Homo sapiens (homem sábio, em latim) foi a única espécie de hominídeos que não se extinguiu. Sim, somos nós! Os "sabichões" surgiram há cerca de 300 mil anos e consolidaram os traços físicos atuais há 50 mil anos. Têm o cérebro altamente desenvolvido, andam em duas pernas, têm dentes pequenos, adoram bacon e ainda não compreendem as mulheres.
Nossos brothers
Há muitas evidências de que compartilhamos um ancestral com os macacos. Por exemplo, os chimpanzés africanos têm a mesma disposição de órgãos internos, o mesmo número de ossos e quase a mesma configuração genética que o homem (98% de semelhança). E, claro, o polegar opositor, que permite segurar objetos com precisão e transformá-los em ferramentas.
*Esta é uma árvore filogenética resumida, porque não inclui todas as espécies de primatas conhecidas
Fonte Livros A Origem das Espécies, de Charles Darwin, e Biologia para Leigos, de Donna Rae Sigfried; sites Encyclopedia Britannica, Revista Pesquisa Fapesp, PBS, BBC,Universidade de Berkeley e Smithsonian Natural History Museum
Consultoria Marcus Aguiar, pesquisador do Instituto de Física da Unicamp, Ayana B. Martins, pesquisadora do Instituto de Biociências da USP
Fonte: Revista Mundo Estranho
Fonte: Revista Mundo Estranho
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sábado, 13 de agosto de 2016
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
A evolução do movimento
Clique na imagem abaixo e descubra os meios utilizados pelo homem para se locomover em toda sua História.
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Por que estudar História?
Laura de Mello e Souza é professora
titular de História Moderna da Universidade de São Paulo. É autora de O
Diabo e A Terra de Santa Cruz (1986) e O Sol e a Sombra (2006), entre
outros livros. Organizou e foi co-autora do primeiro volume de A
História da Vida Privada no Brasil.
Para responder esta pergunta, a primeira frase que me ocorre é a
resposta clássica dada pelo grande Marc Bloch a seu neto, quando o
menino lhe perguntou para que servia a História e ele disse que, pelo
menos, servia para divertir. Após 35 anos de vida profissional efetiva,
como pesquisadora durante seis anos e, desde então – 29 anos – também
como docente na Universidade de São Paulo, considero que a diversão é
essencial, entendida no sentido de prazer pessoal: a melhor coisa do
mundo é fazer algo que gostamos de fato, e eu sempre adorei História,
sempre foi minha matéria preferida na escola, junto com as línguas em
geral, sobretudo italiano e português, e sempre mais a literatura que a
gramática.
Mas a História é, tenho certeza disso, uma forma de conhecimento
essencial para o entendimento de tudo quanto diz respeito ao que somos,
aos homens. Os humanistas do renascimento diziam que tudo o que era
humano lhes interessava. A História é a essência de um conhecimento
secularizado, toda reflexão sobre o destino humano passa, de uma forma
ou de outra, pela História. Sociologia, Antropologia, Psicologia,
Política, todas essas disciplinas têm de se reportar à História
incessantemente, e com tal intensidade que o historiador francês Paul
Veyne afirmou, com boa dose de provocação, que como tudo era História, a
História não existia (em Como escrever a História). Quando os homens da
primeira Época Moderna começaram a enfrentar para valer a questão de
uma história secular, que pudesse reconstruir o passado humano
independente da história da criação – dos livros sagrados, sobretudo da
Bíblia – eles desenvolveram a erudição e a preocupação com os detalhes,
os fatos, os vestígios humanos – as escavações arqueológicas, por
exemplo – e criaram as bases dos procedimentos que até hoje norteiam os
historiadores. Mesmo que hoje os historiadores sejam descrentes quanto à
possibilidade de reconstruir o passado tal como ele foi, qualquer
historiador responsável procura compreender o passado do modo mais
cuidadoso e acurado possível, prestando atenção aos filtros que se
interpõem entre ele, historiador, e o passado. Qualquer historiador
digno do nome busca, como aprendi com meu mestre Fernando Novais,
compreender, mesmo se por meio de aproximações. Compreender importa
muito mais do que arquitetar explicações engenhosas ou espetaculares, e
que podem ser datadas, pois cada geração almeja se afirmar com relação
às anteriores ancorando-se numa pseudo-originalidade.
Sem querer provocar meus companheiros das outras humanidades, eu diria
que a Antropologia nasce a partir da História, e porque os homens dos
séculos XVI, XVII e XVIII começaram a perceber que os povos tinham
costumes diferentes uns dos outros, e que esses costumes deviam ser
entendidos nas suas peculiaridades sem serem julgados aprioristicamente.
É justamente a partir desse conhecimento específico que os observadores
podem estabelecer relações gerais comparativas e tecer considerações,
enveredar por reflexões mais abstratas. Portanto, a História permite
lidar com as duas pontas do fio que possibilita a compreensão do que é
humano: o particular e o geral.
A História é fundamental para o pleno exercício da cidadania. Se
conhecermos nosso passado, remoto e recente, teremos melhores condições
de refletir sobre nosso destino coletivo e de tomar decisões. Quando
dizemos que tal povo não tem memória – dizemos isso frequentemente de
nós mesmos, brasileiros – estamos, a meu ver, querendo dizer que não nos
lembramos da nossa história, do que aconteceu, por que aconteceu, e daí
escolhermos nossos representantes de modo um tanto irrefletido – na
história recente do país, o caso de meu estado e de minha cidade são
patéticos - de nos sentirmos livres para demolirmos monumentos
significativos, fazermos uma avenida suspensa que atravessa um dos
trechos mais eloquentes, em termos históricos, da cidade do Rio de
Janeiro, o coração da administração colonial a partir de 1763, o palácio
dos vice-reis. Quando olho para a cidade onde nasci, onde vivo e que
amo profundamente fico perplexa com a destruição sistemática do passado
histórico dela, que foi fundada em 1554 e é dos mais antigos centros
urbanos da América: refiro-me a São Paulo. Se administradores e elites
econômicas tivessem maior consciência histórica talvez São Paulo pudesse
ter um centro antigo como o de cidades mais recentes que ela – Boston,
Quebec, até Washington, para falar das cidades grandes, que são mais
difíceis de preservar.
Não acho que se toda a humanidade fosse alimentada desde o berço com
doses maciças de conhecimento histórico o mundo poderia estar muito
melhor do que está. Mas a falta do conhecimento histórico é, a meu ver,
uma limitação grave e, no limite, desumanizadora. Acho interessante o
fato de muitas pesquisas indicarem que, excluindo os historiadores,
obviamente, o segmento profissional mais interessado em História é o dos
médicos. Justamente os médicos, que lidam com pessoas doentes, frágeis e
amedrontadas diante da falibilidade de seu corpo e da inexorabilidade
do destino humano. E que têm que reconstituir a história da vida
daquelas pessoas, com base na anamnese, para poder ajudá-las a enfrentar
seus percalços. Carlo Ginzburg escreveu um ensaio verdadeiramente
genial, sobre as afinidades do conhecimento médico e do conhecimento
histórico, ambos assentados num paradigma indiciário (refiro-me ao
ensaio “Sinais – raízes de um paradigma indiciário”, que faz parte do
livro Mitos – emblemas – sinais). Portanto, volto ao início, à diversão,
e acrescento: o conhecimento histórico humaniza no sentido mais amplo,
porque ajuda a enxergar os outros homens, a enfrentar a própria condição
humana.
Fonte: A Folha de Gragoatá
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016
A História da cerveja no Brasil
Infográfico mostra a história da cerveja no Brasil do início até a popularização
Entre expulsão dos holandeses, produções artesanais, fusões e até fuga da Família Real, entenda como a bebida se estabeleceu e virou paixão nacional.
Fonte: G1
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Museu Imperial lança Projeto História nas mãos.
O Museu Imperial lança o projeto HISTÓRIA NAS MÃOS no dia 5 de agosto, com a disponibilização de informações sobre ambientes e peças dispostas ao longo do circuito de exposição permanente do Museu Imperial. Essa iniciativa conta com o apoio da Sociedade de Amigos do Museu Imperial – SAMI.
O aplicativo estará disponível para os sistemas Android e iOS, que o interessado poderá baixar através do seu celular antes da visita, ou se preferir, fazê-lo com um pouco mais de antecedência, pelo site do Museu utilizando o link www.museuimperial.gov.br/app e assim realizar sua visita ao Palácio Imperial de Petrópolis de forma independente. O visitante deverá aproximar seu smartphone do código que estará afixado na sala de interesse para obter imagens, textos e demais informações sobre os ambientes e peças que pertenceram à Família Imperial Brasileira. Disponível em dois idiomas: português e inglês, a ferramenta visa atender, igualmente, ao público com necessidades especiais: de audição e de visão.
QR Code – É um código de barras que pode ser escaneado através de um celular equipado por câmera. No caso do Museu Imperial, o visitante poderá obter maiores informações sobre 20 ambientes desejados.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Zumbi dos Palmares em quadrinhos
A história de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, contada em forma de história em quadrinhos como nunca antes se viu. O Quilombo dos Palmares, localizado na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos Palmares, Alagoas, era uma comunidade, um reino formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas. Confira a história completa:http://goo.gl/3nc46w
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Bucéfalo, o cavalo de Alexandre
"Aos 12 anos, Alexandre iniciou um dos principais relacionamentos de sua vida, com um cavalo. O amigo Demarato ofereceu a Felipe um enorme garanhão preto por 13 talentos, mais de três vezes a quantia já paga por um cavalo. Felipe deu ordens para levarem o cavalo, mas o animal empinou e recuou, recusando-se a obedecer. Felipe estava preste a desistir de comprá-lo, quando Alexandre se ofereceu para domar o garanhão. Alexandre segurou-o pelo cabresto, lhe fez uma carícia e o acalmou. Em seguida, montou o cavalo e partiu a galope diante do aplauso geral. Felipe disse orgulhoso que a Macedônia nunca conseguiria reprimir um menino como ele. Ou assim conta a história. Alexandre percebera que o cavalo tinha medo de sua sombra. ao virar sua cabeça em direção ao sol, ele superou o medo do cavalo.
Alexandre batizou-o de Bucéfalo, por causa da "cabeça semelhante à de um boi", com uma marca branca. Bucéfalo foi amigo inseparável de Alexandre e o acompanhou nas campanhas pelo mundo distante. Alexandre montou-o em todas as principais batalhas e ensinou-o a se ajoelhar à sua frente, mesmo com a armadura. Quando as tribos das montanhas perto do Mar Cáspio raptaram o cavalo, a raiva de Alexandre foi tão terrível que elas o devolveram imediatamente.
Alexandre Montou pela última vez em Bucéfalo na batalha contra o rajá indiano Poro em 326 a.C. Logo depois Bucéfalo morreu em razão da idade avançada, talvez com 30 anos. (Os gregos não sabiam calcular a idade de um cavalo pelos dente, um método padrão.) Alexandre homenageou seu adorado garanhão com a fundação da cidade de Bucéfala no norte do atual Paquistão."
Fonte: RODGERS, Nigel - A Extraordinária História de Alexandre, o Grande; São Paulo - 2015 - M. Books do Brasil Editora Ltda.
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quinta-feira, 14 de julho de 2016
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Dia mundial do Rock

Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
Foi transimtido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof oragnizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.
Desde então o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.
Clique na imagem abaixo e vejo um infográfico da História do Rock
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