| A história de Elisa Lynch, cortesã irlandesa, companheira de Solano López, que um dia sonhou tornar-se a imperatriz da América do Sul. |
Suas estratégias, suas ambições e sua influência sobre Solano López precipitaram um conflito bélico, que colocou fogo na América do Sul e, por fim, dizimou grande parte da população do Paraguai. Uma descrição, passo a passo, do envolvimento político de diversas nações e a vaidade pessoal de vários de seus líderes. O livro narra, ainda, como após muitos anos o general Stroessner, tentando reviver o mito de Evita Perón, traz da França o corpo de Elisa Lynch e o coloca em uma cripta de heróis nacionais. Estava, assim, sendo reescrita uma nova história do Paraguai, um novo mito, uma nova heroína. Este livro narra a história da criação de um mito: a transformação extraordinária de uma mulher, na personificação da virtude feminina e do martírio. O corpo de Elisa foi levado para o Paraguai, para que a história do país fosse reescrita. Elisa, em morte, atingiu a posição que sempre sonhar.
SOBRE O AUTOR: Nigel Cawthorne estudou na Universidade College, em Londres, onde obteve Grau de Honra em Física, antes de escrever profissionalmente. É escritor e editor há mais de 25 anos - os últimos 21 como freelance. Escreveu, contribuiu e editou mais de sessenta livros, incluindo Fighting them on the Beaches: D-Day, 6 June 1944; Turning the Tide: Decisive Battle of the Second World War; The Bamboo Cage e The Encyclopaedia of World Terrorism. Seu trabalho apareceu também em mais de cento e cinquenta jornais, revistas e outras publicações em ambos os lados do Atlântico - do Sun ao Financial Times, e inclui contribuições a Nam, Eyewitness Nam e The Falklands War. Nigel também visitou o Vietnã com o lendário Tim Page, onde pesquisou o material para Nam, Eyewitness Nam e The Bamboo Cage. Além disso, criou websites sobre a Batalha de Hastings e Pearl Harbor.
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" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias
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domingo, 7 de junho de 2015
Divulgação de livro: Uma nova história da Guerra do Paraguai
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A "missão civilizatória" e o Imperialismo norte-americano.
"Já vimos que o expansionismo fez parte da política e da cultura norte-americana desde o o período colonial. A intenção de ocupar territórios considerados "vazios", mas que na verdade eram habitados por culturas diferentes da norte-americana, era pautada na justificativa de que os norte-americanos eram um povo excepcional, uma espécie de povo eleito que tinha o Direito Natural à propriedade da terra. Segundo essa perspectiva, os "enérgicos norte-americanos" apenas "cumpriam um destino já traçado pela Providência": o de ocupar os territórios além das suas fronteiras e levar a "civilização" (leia-se valores do cristianismo protestante, da economia capitalista, do conhecimento tecnológico e os princípios da democracia) a outros locais. Na verdade, isso era apenas uma justificativa para a açã hegemônica dos norte-americanos sobre outras culturas.
Como foi visto, essa crença de que havia uma excepcionalidade norte-americana serviu como impulso à conquista dos territórios do Oeste e à anexação de metade do território mexicano. Serviu também de estímulo para que se expandisse "uma nova fronteira" de comércio para o Oriente - especialmente com a China e o Japão - e legitimou a ação norte-americana no Caribe no final do século XIX e início do século XX.
"[...] espalhar as bençãos da democracia e do protestantismo na direção do México, América Central e do Sul, para as ilhas do mar, para África e além [...] pois as implicações do processo civilizatório criam mais e mais nobres necessidades, e o comércio segue o missionário."
O reverendo Strong unia a ação do missionário protestante aos interesses do comércio. O missionário entraria primeiro nos países que considerava "selvagens e bárbaros" e, em seguida, o comércio norte-americano atuaria também como elemento civilizatório das regiões.
A imprensa também colaborou para justificar o imperialismo norte-americano. No caso de Cuba, por exemplo, os jornalistas William Randolph Hearst e Joseph Pulitzer - que davam início à construção de duas influentes cadeias de jornais - manipulavam informações, tratavam o episódio de forma sensacionalista e estimulavam os Estados Unidos a entrarem na guerra contra a Espanha a favor da libertação de Cuba.
José Martí - líder do movimento de independência cubano - denunciava os discursos dos jornais sensacionalistas e dos políticos que enalteciam as "virtudes norte-americanas" em contraposição à "inferioridade latino-americanas". Justificativa que, segundo Martí, serviu para legitimar a intervenção dos Estados Unidos na região. Martí rejeitava a ideia de superioridade dos norte-americanos com relação a outros povos e criticava tanto norte-americano quanto latino-americanos que acreditavam no discurso ideológico dos Estados Unidos.
"É preciso que se conheça em nossa América (Latina), a verdade sobre os Estados Unidos. Não devemos propositadamente exagerar seus erros ou celebrá-los como se fossem virtude. Não existem raças, existem apenas diversas modificações do homem, em detalhes de hábitos e de formas que não lhes mudam o idêntico e essencial [...] aquelas qualidades de constituição que, por sua constância e autoridade, demonstrem as das variedades úteis à nossa América: o caráter cruel, desigual e decadente dos Estados Unidos e a existência contínua de todas as violências, discórdias, imoralidades e desordens de que se culpa os povos hispânico-americanos."
JUNQUEIRA, Mary A. Estados Unidos: a consolidação da nação. São Paulo: Contexto, 2001. p.103-105.
sábado, 16 de outubro de 2010
Origem do nome de alguns países sul-americanos.
Argentina: Seus descobridores encontraram lá muita prata, que em latim se chama argentum - uma das riquezas do solo, inspirou o nome do país.
Bolívia: Homenageia Simon Bolivar, herói sul-americano responsável pela independência de vários países inclusive a Bolívia.
Brasil: Nome da árvore que era abundante na região. Produto extremamente lucrativo do qual se extraia um corante vermelho-brasa, daí o nome.
Chile: A palavra Clilli, na língua de uma tribo chamada aimarás significa "onde acaba a terra" por sua localização era considerada final do continente.
Colômbia: Homenageia o italiano Cristovão Colombo descobridor do continente americano em 1492.
Equador: Alusão à linha imaginária que corta o país, a Linha do Equador, que divide a superfície da terra em dois hemisférios, Norte e Sul.
Guiana e Guiana Francesa: Palavra indígena guyana que significa "terra de muitas águas"
Paraguai: Os índios que viviam nesta região eram os payaguaes, que viviam às margens do rio que tinha o mesmo nome da tribo.
Peru: Na língua inca quíchua, a palavra peru significa "terra de riquezas e esperanças". Outra versão aponta uma adaptação do nome de um cacique inca, Birú.
Suriname: Derivação da palavra surinen, nome da tribo que habitava originalmente a região.
Uruguai: O nome faz referência a um dos principais rios do continente, o Uruguai, que em tupi significa "rio dos pássaros", ou "rio dos caracóis".
Venezuela: Foi o navegador italiano Américo Vespúcio quem batizou a região de Venezuela - pequena Veneza - por associar a imagem das casas dos índios construídas em palafitas sobre as águas do lago Maracaibo, às casas de Veneza.
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