" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias
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quarta-feira, 15 de julho de 2020

V Café Filosófico - "Vidas NEGRAS importam"

A Escola Altivo Leopoldino de Souza realiza a quinta edição de seu Café Filosófico. O evento acontece desde 2016 e, por conta da pandemia de Covid-19, a edição desse ano será on-line. Dessa vez o tema é “Vidas Negras Importam: Onde você guarda seu racismo?” e a programação acontecerá entre os dias 20 e 24 de julho.
“A escolha desse tema se dá em um contexto importante, onde o impacto da pandemia do novo coronavírus é muito maior sobre a população negra e pobre do Brasil, somando tudo isso a crescente violência policial contra jovens negros no nosso país e nos Estados Unidos.”, explica o professor Gilberto Junior, um dos organizadores do evento. “As pessoas podem até dizer, ‘mas todas as vidas importam’, isso é verdade! Mas não se pode negar que o racismo é estrutural em nossa sociedade e os negros tem tido suas vidas tratadas como descartáveis, por isso exige que nós nos posicionemos firmemente em defesa delas”, completa.
A organização vai disponibilizar a exibição Ao Vivo das rodas de conversa através do canal da escola no YouTube e, simultaneamente, pelo Facebook. Quem quiser poderá solicitar e receber certificação. Todas elas contam com especialistas na área e serão mediadas por professores da instituição.

Para mais informações sobre o evento, acesse o site https://sites.google.com/view/escolaaltivo/

Fonte: https://www.portalesperafeliz.com.br/noticias/v-cafe-filosofico-da-e-e-altivo-leopoldino-de-souza/








terça-feira, 21 de julho de 2015

Perguntas de um trabalhador que lê

Bertolt Brecht

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis, 
Mas foram os reis que transportaram as pedras?

Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu?

Em que casas Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde foram os seus pedreiros? 
A grande Roma Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu?

Sobre quem Triunfaram os Césares? 
A tão cantada Bizâncio Só tinha palácios Para os seus habitantes? 

Até a legendária Atlântida. 
Na noite em que o mar a engoliu.Viu afogados gritar por seus escravos. 

O jovem Alexandre conquistou as Índias Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço? 

Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha Chorou. 
E ninguém mais? 
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos. 
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.

Quem cozinhava os festins? 

Em cada década um grande homem. 

Quem pagava as despesas? 

Tantas histórias 

Quantas perguntas.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Divulgação: A História da Filosofia

A História da FilosofiaDa Grécia Antiga aos Tempos Modernos    
  
A História da Filosofia traça o pensamento filosófico ocidental desde seus primórdios até tempos atuais, com uma linguagem simples e acessível, para que o leitor possa aprender e desfrutar de novos conhecimentos.

A Historia da Filosofia traça o pensamento na Filosofia Ocidental desde os gregos das Antiguidades aos tempos de hoje. Um relato acessível, fascinante e lindamente ilustrado das primeiras preocupações dos maiores pensadores do mundo, que explora os cinco principais ramos da Filosofia: Metafísica, Epistemologia, Lógica, Ética e Estética.

Como objetivo de encontrar “a verdade que vale pra mim”, ajudou os homens a decidir como viver, como pensar sobre o mundo a sua volta, como relacionar com os outros.

Na Filosofia, fazer perguntas é essencial. Quanto mais indecifráveis, mais atraentes elas são. Assim, A História da Filosofia apresenta com concisas explicações e um grande número de exemplos, as principais questões e tentativas de respostas colocadas pelos filósofos nos últimos 2500 anos.



SOBRE A AUTORA :

Anne Rooney
 é uma autora em tempo integral que vive em Cambridge,Inglaterra. Ela é associada do Royal Literature Fund e membro da Royal Literature Society, Society of Authors,Scattered Authors Society e National Union of Jornalists. Concluiu o mestrado e depois o doutorado em Literatura Medieval na Trinity College, em Cambridge. Depois de lecionar inglês medieval por um tempo e literatura francesa nas Universidades de Cambridge e York, ela saiu para seguir carreira como escritora. Escreveu muitos livros sobre Ciências, Artes e Tecnologia. 

Mais informações acesse: www.mbooks.com.br

domingo, 14 de abril de 2013

A Alegoria da Caverna

mito da caverna, também conhecido como alegoria da cavernaprisioneiros da caverna ou parábola da caverna, foi escrito pelo filósofo grego Platão e encontra-se na obra intitulada no Livro VII de A República. Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade, onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.


Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder mover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Imagine que um dos prisioneiros consiga se libertar e, aos poucos, vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.
Caso ele decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá, segundo Platão, sérios riscos - desde o simples ser ignorado até, caso consigam, ser agarrado e morto por eles, que o tomaram por louco e inventor de mentiras.
Platão não buscava as verdadeiras essências na simplesmente Phýsis, como buscavam Demócrito e seus seguidores. Sob a influência de Sócrates, ele buscava a essência das coisas para além do mundo sensível. E o personagem da caverna, que acaso se liberte, como Sócrates correria o risco de ser morto por expressar seu pensamento e querer mostrar um mundo totalmente diferente. Transpondo para a nossa realidade, é como se você acreditasse, desde que nasceu, que o mundo é de determinado modo, e então vem alguém e diz que quase tudo aquilo é falso, é parcial, e tenta te mostrar novos conceitos, totalmente diferentes. Foi justamente por razões como essa que Sócrates foi morto pelos cidadãos de Atenas, inspirando Platão à escrita da Alegoria da Caverna pela qual Platão nos convida a imaginar que as coisas se passassem, na existência humana, comparavelmente à situação da caverna: ilusoriamente, com os homens acorrentados a falsas crenças, preconceitos, ideias enganosas e, por isso tudo, inertes em suas poucas possibilidades.

Fonte: wikipedia

A "alegoria da caverna" na visão de Maurício de Souza






quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O presente não existe.

Não é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo - o passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o presente? O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo. Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos. Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta. O presente não é um dado imediato da consciência.
Sentimo-nos deslizar pelo tempo, isto é, podemos pensar que passamos do futuro para o passado, ou do passado para o futuro, mas não há um momento em que possamos dizer ao tempo: «Detém-te! És tão belo...!», como dizia Goethe. O presente não se detém. Não poderíamos imaginar um presente puro; seria nulo. O presente contém sempre uma partícula de passado e uma partícula de futuro, e parece que isso é necessário ao tempo.

Jorge Luís Borges, in 'Ensaio: O Tempo'

terça-feira, 26 de julho de 2011

Personalidades históricas: Aristóteles

Se com Platão a filosofia já havia alcançado extraordinário nível conceitual, pode-se afirmar que Aristóteles -- pelo rigor de sua metodologia, pela amplitude dos campos em que atuou e por seu empenho em considerar todas as manifestações do conhecimento humano como ramos de um mesmo tronco -- foi o primeiro pesquisador científico no sentido atual do termo.
Aristóteles nasceu em Estagira (donde ser dito "o Estagirita"), Macedônia, em 384 a.C. Em Atenas desde 367, foi durante vinte anos discípulo de Platão. Com a morte do mestre, instalou-se em Asso, na Eólida, e depois em Lesbos, até ser chamado em 343 à corte de Filipe da Macedônia para encarregar-se da educação de seu filho, que passaria à história como Alexandre o Grande. Em 333 voltou a Atenas, onde fundou o Liceu. Durante 13 anos dedicou-se ao ensino e à elaboração da maior parte de suas obras.

Obra e doutrina.
Perderam-se todas as obras publicadas por Aristóteles, com exceção da Constituição de Atenas, descoberta em 1890. As obras conhecidas resultaram de notas para cursos e conferências do filósofo, ordenadas de início por alguns discípulos e depois, de forma mais sistemática, por Adronico de Rodes (c. 60 a.C.).
As principais obras de Aristóteles, agrupadas por matérias, são: (1) Lógica: Categorias, Da interpretação, Primeira e segunda analítica, Tópicos, Refutações dos sofistas; (2) Filosofia da natureza: Física; (3) Psicologia e antropologia: Sobre a alma, além de um conjunto de pequenos tratados físicos; (4) Zoologia: Sobre a história dos animais; (5) Metafísica: Metafísica; (6) Ética: Ética a Nicômaco, Grande ética, Ética a Eudemo; (7) Política: Política, Econômica; (8) Retórica e poética: Retórica, Poética.
Como nenhum filósofo antes dele, Aristóteles compreendeu a necessidade de integrar o pensamento anterior a sua própria pesquisa. Por isso começa procurando resolver o problema do conhecimento do ser a partir das antinomias acumuladas por seus predecessores: unidade e multiplicidade, percepção intelectual e percepção sensível, identidade e mudança, problemas fundamentais, ao mesmo tempo, do ser e do conhecimento.

sábado, 31 de julho de 2010

Sociedades secretas: Maçonaria

Modelo de altar maçônico
A liberdade de pensamento e o racionalismo são princípios fundamentais da maçonaria, sociedade com adeptos em todo o mundo que em muitos países e diferentes épocas apoiaram as lutas pela independência e outros movimentos políticos progressistas, como a própria revolução francesa.
A maçonaria é uma instituição filosófica, filantrópica e evolucionista, que proclama a prevalência do espírito sobre a matéria e empenha-se no aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade. Proclama como princípios a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Reúne homens de crenças e opiniões diversas, mas não se identifica com nenhuma religião em particular. Em alguns ritos maçônicos, exige-se dos membros que professem a crença em Deus, embora algumas religiões proíbam seus fiéis de participarem da instituição.

Origem. As lojas maçônicas tiveram origem nas associações medievais dos pedreiros que construíam as catedrais. Esses pedreiros mantinham em segredo certos conhecimentos profissionais, e daí nasceu a crença nos "segredos maçônicos", que já a partir do século XVIII existiam apenas de maneira simbólica. Alguns de seus símbolos (martelo, colherão, avental etc.) ainda lembram a origem profissional da maçonaria, assim como a designação de Deus como Supremo Arquiteto do Universo. Os pedreiros medievais não se submetiam à autoridade dos bispos, e desse fato deriva a designação "pedreiros-livres" que se aplica aos membros da maçonaria.
A partir do século XVI, as associações de pedreiros-livres, na Inglaterra, passaram a admitir como membros honorários gente da nobreza, do clero anglicano, intelectuais e outros profissionais liberais, que logo chegaram a constituir a grande maioria dos membros. Em 1717 foi fundada a Grande Loja de Londres, modelo para as demais.

Ritos. A maçonaria é universal e internacional, mas as Grandes Lojas ou Orientes de cada país são independentes. Os ritos, que se formaram durante o século XVIII, também variam de um país para outro ou mesmo num mesmo país. Os membros do rito escocês, que domina as maçonarias inglesa, francesa e latino-americana, formam uma complexa sociedade com 33 graus de iniciação, que vão do aprendiz ao soberano-grande-inspetor-geral). Outros ritos são menos complicados e têm menor número de graus, como o rito de York, o rito francês, o rito prussiano etc. Toda loja tem, pelo menos, o venerável mestre, dois vigilantes, o orador, o secretário, o companheiro e o aprendiz.

Atuação política. No século XVIII, graças à ascensão da burguesia e à difusão das idéias iluministas, a maçonaria desenvolveu-se e adquiriu prestígio na Europa. Aliada aos movimentos liberais, procurou marcar sua presença efetiva nos grandes acontecimentos políticos. Na América Latina, desempenhou papel decisivo nas lutas da independência e, no século XIX, nas lutas dos liberais contra os conservadores clericais, sobretudo no México, Colômbia e Chile.
Na Itália, os maçons participaram do movimento de unificação nacional da península (Risorgimento). Na Suíça, a Grande Loja Alpina defende desde 1847 os cantões protestantes contra a oposição dos cantões católicos. Também na Bélgica e na Espanha do século XIX os maçons combateram a influência da igreja. Foi na França, porém, que a maçonaria conquistou grande força política e de lá se irradiou para os países latinos. Seu período áureo começou depois de 1870, na III República. Infiltrada em todos os partidos políticos de centro, de esquerda e até de direita, a maçonaria francesa dedicou-se a persistentes lutas contra a Igreja, com as quais conseguiu a abolição do ensino religioso nas escolas, o divórcio, a expulsão das ordens e congregações (1902) e a separação de estado e igreja (1905). Só após a primeira guerra mundial a influência da maçonaria francesa começou a declinar. Em Portugal, as lojas maçônicas difundiram o pensamento liberal, propagaram os princípios da revolução francesa e, como a maçonaria francesa, combateram as ordens religiosas e o clero.

Maçonaria no Brasil. Há evidências da presença de maçons no Brasil desde o final do século XVIII, país em que o movimento assumiu as mesmas posições libertadoras que manifestara nas demais colônias americanas. A ideologia da inconfidência mineira coincidiu, de modo geral, com a da maçonaria da época. Quando se iniciou o ciclo das conspirações nordestinas, a rede de sociedades secretas formou a base das comunicações entre os núcleos de intelectuais influenciados pelas novas idéias européias.
Selo comemorativo aos 150 anos
de morte de José Bonifácio,
nota-se os símbolos da
Maçonaria.
Nas lutas pela independência, a maçonaria passou a ser o centro mais ativo do trabalho e propaganda emancipadora. Sua missão libertadora continuou até a república. A maçonaria brasileira foi regida por mais de vinte constituições, a última das quais aprovada em 24 de junho de 1990. A federação, denominada Grande Oriente do Brasil, permanece como autoridade suprema da maçonaria simbólica (os três primeiros graus). Os demais graus estão sujeitos aos órgãos supremos dos diversos ritos, que devem permanecer em comunhão com o Grande Oriente.
Há, contudo, uma profunda distinção entre as lojas que seguem o Rito Escocês Antigo e Aceito, que enfatiza a existência de um Ser Supremo (o Supremo Arquiteto do Universo), com o primado do espírito sobre a matéria, e o rito francês moderno, de sete graus, professadamente laico e materialista. Além desses, há no Grande Oriente do Brasil os ritos York, Schroeder, adoniramita e brasileiro. Os membros dos ritos York, Schroeder e adoniramita reúnem-se em assembléias denominadas capítulos, enquanto as reuniões do rito brasileiro classificam-se hierarquicamente em capítulos, conselhos filosóficos, altos colégios e supremo conclave.


Os graus da maçonaria
Rito Escocês   Rito de York
33º grau - Soberano grão-inspetor geralOrdem dos Cavaleiros Templários
32º grau - Sublime príncipe do real segredo
31º grau - Grãos inspetor inquisidor comendador
30º grau - Cavaleiro kadosh
29º grau - Cavaleiro de Santo AndréOrdem dos Cavaleiros de Malta
28º grau - Cavaleiro do sol
27º grau - Comendador do templo
26º grau - Príncipe da mercê
25º grau - Cavaleiro da serpente de bronze
Ordem da Cruz Vermelha:
• Mestre superexcelente
• Mestre eleito
• Mestre real
24º grau - Príncipe do tabernáculo
23º grau - Chefe do tabernáculo
22º grau - Príncipe do Líbano
21º grau - Patriarca noaquita
20º grau - Mestre ad Vitam
19º grau - Grão-pontífice
18º grau - Cavaleiro Rosacruz
17º grau - Cavaleiro do Oriente e do OcidenteMaçom do real arco
16º grau - Príncipe de Jerusalém
15º grau - Cavaleiro do Oriente
14º grau - Grão-eleito perfeito e sublime
13º grau - Mestre do 9º arcoMui excelente mestre
12º grau - Grão-mestre arquiteto
11º grau - Cavaleiro eleito dos 12
10º grau - Mestre eleito dos 15
9º grau - Mestre eleitos dos 9Past master (Virtual)
8º grau - Intendente dos edifícios
7º grau - Preboste e juiz
6º grau - Secretário íntimo
5º grau - Mestre perfeitoMestre de Marca
4º grau - Mestre secreto
3º grau - Mestre maçomMestre maçom
2º grau - Companheiro de ofícioCompanheiro de ofício
1º grau - Aprendiz iniciado

Aprendiz iniciado

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