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terça-feira, 1 de junho de 2021

Instrumentos usados para medição do tempo

O tempo é uma convenção humana, pelo  menos a forma de contá-lo com certeza foi inventada pelo homem. Durante a História o homem criou variados instrumentos e formas de medir o tempo, utilizando-se desde a sombra que a posição da luz solar emitia em algum objeto na superfície terrestre para se localizar em qual fase do dia ele estava, até o relógio atômico que mede as trocas de energias no interior do átomo, sendo o mais precisa forma de  medir o tempo já criada pela mente humana. Veja alguns instrumentos usados pelo homem através dos tempos para medir o próprio tempo.

O relógio de sol é o mais antigo instrumento de medição do tempo, foi inventado há pelo menos 3.500 anos. Nele, as horas são indicadas pela sombra que o gnômon ( objeto que, pela direção ou comprimento de sua sombra, indica a hora do dia numa superfície horizontal.) faz na superfície do relógio. Essa sombra se move conforme a Terra gira em torno do Sol, mostrando a passagem do tempo.

Ampulheta
O relógio de areia, também conhecido como ampulheta, é um instrumento constituído de dois recipientes em forma de cone que estão interligados por uma pequena passagem. O relógio de areia marca o tempo pela passagem da areia do recipiente de cima para baixo.

Clepsidra
O relógio de água, também é conhecido como clepsidra, é formado por dois recipientes, colocados em níveis diferentes, sendo uma na parte superior, contendo a água, e o outro na parte inferior, com a marcação das horas na parte interna. Por meio de uma abertura no recipiente de cima, o líquido escorre, gradualmente, para o de baixo, ou seja, utilizando-se da força da gravidade. Elas eram utilizadas principalmente durante a noite, quando não era possível se basear no horário pelo sol. A clepsidra mais antiga foi encontrada no Egito. 

Por volta de 1504, Peter Henlein, na cidade de Nuremberga, fabricou o primeiro relógio de bolso, denominado pela forma, tamanho e procedência, de Ovo de Nuremberga.
Relógio de bolso
Era todo de ferro, com corda para quanta horas e precursor da "Mola Espiral", utilizando-se do pêlo de porco; constituía-se de um indicador e de um complexo mecanismo para badalar.
Foi sem dúvida, em muitos países, o acelerador para diversas invenções e melhorias, principalmente na Europa, desenvolvendo-se de maneira vertiginosa à indústria relojeira.


Relógio de pêndulo
O relógio de Pêndulo foi criado no ano de 1656. Utiliza pesos para fornecer a energia necessária para mover os ponteiros. A partir e do século XX, este instrumento foi superado em precisão pelo relógio de quartzo e depois pelo relógio atômico, mas continua a ter certo emprego pelo seu valor estético e artístico. A regularidade no movimento de um pêndulo foi estudada por Galileu Galilei no século XVI, mas a invenção do relógio de pêndulo é atribuída ao holandês Christiaan Huygens.


O relógio de pulso foi inventado pela empresa Patek Philippe no fim do século XIX, embora costume-se atribuir, erroneamente, a Santos Dumont os louros da invenção desta modalidade de relógio.
Relógio de pulso
De facto, a Princesa Isabel, então exilada na França, deu-lhe uma medalha de São João Batista. Preocupado que o uso da medalha no pescoço pudesse machucá-lo, Santos Dumont colocou-a no pulso. Então teve a ideia de amarrar um relógio no pulso para controlar melhor os seus tempos de voo  Não se sabe ao certo, mas outro motivo seria que durante os voos, ele teria dificuldade de tirar o relógio do bolso. Santos Dumont encomendou então a seu amigo joalheiro, Louis Cartier, um relógio que ficasse preso ao pulso, para que ele pudesse cronometrar melhor as suas experiências aéreas.
Em março de 1904 Cartier apresentou o que é considerado erroneamente o primeiro relógio de pulso do mundo, batizado de Santos, com pulseira de couro. No entanto, os relógios de pulso já eram conhecidos e usados anteriormente. O que acontecia é que eram adereços essencialmente femininos e eram geralmente feitos sob encomenda. Na verdade, a Santos Dumont coube a popularização do relógio de pulso entre os homens. A Primeira Guerra Mundial foi o marco definitivo no uso do relógio de pulso, já que os soldados precisavam de uma forma prática de saber as horas.
Relógio digital

O relógio digital foi criado mais recentemente, na década de 1970. Para funcionar, o relógio digital utiliza a energia elétrica, geralmente de uma bateria. O relógio digital é pequeno, preciso e relativamente barato, por isso tornou-se popular. Hoje está integrado a outros equipamentos eletrônicos, como aparelho de som, forno de microondas, telefone celular, etc.


Relógio atômico
O Relógio Atômico foi criado em 1955. Seu funcionamento depende das propriedades do átomo. Desde 1967, a definição internacional do tempo baseia-se num relógio atômico, assim como os relógios, satélites e aparelhos de última geração. o Relógio Atômico é o mais preciso de todos que existem atualmente. Ele mede as diminutas trocas de energia do interior dos átomos do metal Césio. Por serem muito regulares, as trocas criam um padrão preciso para medir o tempo. O Relógio Atômico mede as vibrações naturais dos átomos de Césio. Eles vibram mais de 9 bilhões de vezes por segundo, com isso, o Relógio Atômico atrasará poucos segundos a cada 100.000 anos.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

COMO AS PESSOAS CONTAVAM O TEMPO ANTES DE CRISTO?

 A forma mais comum de contar o tempo, não só no Ocidente como na China e no Japão, era apontar os anos desde o começo do mandato dos líderes – faraós, no caso dos egípcios, cônsules e depois césares, para os romanos, magistrados atenienses, reis espartanos, e imperadores chineses e japoneses.
A maioria das pessoas raramente precisaria falar de um tema além da memória das gerações mais velhas. Mas é fácil ver como isso era um pesadelo para os historiadores. Era preciso consultar longas tabelas de reis e somar manualmente para saber quanto tempo havia se passado entre um evento histórico e o momento atual.
Os historiadores – e somente eles – usavam de soluções praticamente desconhecidas para o público em geral. Os gregos podiam contar desde a primeira Olimpíada, em 776 a.C., datando os anos entre cada Olimpíada como se fossem um reinado. O historiador grego Dionísio de Halicarnasso, por exemplo, datou a fundação de Roma em “1º ano da 7ª Olimpíada”. E os romanos podiam escrever as datas em anno urbis conditae – ano desde a fundação de Roma, em 753 a.C. Mas o problema é que nem todos os historiadores concordavam em quando essa fundação havia acontecido.
Os próprios cristãos não escaparam da bagunça até uma tragédia cair sobre eles: em 284, o imperador Diocleciano ascendeu ao trono, começando a pior perseguição de todas. Surgiu então a ideia de contar os anos desse evento traumático e deixar de lado os césares, que tão mal fizeram. Essa foi a Era dos Mártires, que foi adotada apenas entre clérigos.
Séculos depois, um clérigo, o monge Dionísio, o Exíguo, que vivia na atual Romênia, mostrou-se insatisfeito com cristãos contarem a data a partir de um tirano inimigo. Ele propôs contar-se a partir do nascimento de Jesus, afirmando que fazia 525 anos desde então. Ninguém sabe como o monge chegou a esse número. Só se sabe que errou feio – não se sabe ao certo quando Jesus nasceu, mas é provável que não tenha sido em 25 de dezembro do ano 1.
Mas ninguém notou isso na época – lembre-se da enorme dificuldade em calcular precisamente o tempo dispondo-se apenas de intermináveis tabelas de monarcas. A transição para o ano 1000 causaria um verdadeiro pânico na Idade Média. Em 2000, muitos celebraram os “2000 anos de Jesus”. Mas o aniversário já havia passado.
A ideia de Dionísio demorou para pegar. Só em 731, com as pregações do monge Beda, a datação começou a ser aceita, primeiro na Inglaterra. Portugal seria o último país cristão a adotá-la. Usava-se a idiossincrática Era Hispânica, que começava em 38 a.C. – data obscuramente relacionada à conquista romana da região.

Que ano é hoje?

2018 nos vários calendários do mundo


5779 - Calendário hebraico - marca a criação do mundo calculada pelas genealogias na Bíblia.
2771 - Anno urbis - da fundação de Roma.
2019 - Ano astronômico, no qual 1 d.C. é o chamado ano 0.
2561 - Ano budista, do nascimento de Sidarta Gautama, o Buda original.
5120 - Ano hindu, pela contagem a partir do começo do Kali Yuga - A Era do Mal. A atual.
1440 - Calendário islâmico, medido da Hégira, a fuga de Maomé de Meca para Medina.
1735 - Calendário dos Mártires, ainda hoje usado pela Igreja Ortodoxa Copta do Egito.
12018 - Calendário Holoceno, que conta desde o fim do Paleolítico e começo da civilização.
 Fabio Marton
Dionísio de Halicarnasso datou a fundação de Roma em "1º ano da 7ª Olimpíada" Foto:Shutterstock

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/como-as-pessoas-contavam-o-tempo-antes-de-cristo.phtml



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