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sexta-feira, 12 de julho de 2019

História do Rock



Origens do rock
Este gênero musical de grande sucesso surgiu nos Estados Unidos nos anos 50 (década de 1950).. Inovador e diferente de tudo que já tinha ocorrido na música, o rock unia um ritmo rápido com pitadas de música negra do sul dos EUA e o country. Uma das características mais importantes do rock era o acompanhamento de guitarra elétrica, bateria e baixo. Com letras simples e um ritmo dançante, caiu rapidamente no gosto popular. Apareceu pela primeira vez  num programa de rádio no estado de Ohio (EUA), no ano de 1951.

O rock na década de 1950 : primeiros passos
É a fase inicial deste estilo, ganhando a simpatia dos jovens que se identificavam com o estilo rebelde dos cantores e bandas. Surge nos EUA e espalha-se pelo mundo em pouco tempo. No ano de 1954, Bill Haley lança o grande sucesso Shake, Rattle and Roll. No ano seguinte, surge no cenário musical o rei do rock Elvis Presley. Unindo diversos ritmos como a country music e o rhythm & blues. O roqueiro de maior sucesso até então, Elvis Presley lançaria o disco, em 1956, Heartbreaker Hotel, atingindo vendas extraordinárias. Nesta década, outros roqueiros fizeram sucesso como, por exemplo, Chuck Berry e Little Richard.

O rock nos anos 60: rebeldia e transgressão
Esta fase marca a entrada no mundo do rock da banda de maior sucesso de todos os tempo : The Beatles. Os quatro jovens de Liverpool estouram nas paradas da Europa e Estados Unidos, em 1962, com a música Love me do. Os Beatles ganham o mundo e o sucesso aumentava a cada ano desta década.
A década de 1960 ficou conhecida como Anos Rebeldes, graças aos grandes movimentos pacifistas e manifestações contra a Guerra do Vietnã. O rock ganha um caráter político de contestação nas letras de Bob Dylan. Outro grupo inglês começa a fazer grande sucesso : The Rolling Stones.
No final da década, em 1969, o Festival de Woodstock torna-se o símbolo deste período. Sob o lema "paz e amor", meio milhão de jovens comparecem no concerto que contou com a presença de Jimi Hendrix e Janis Joplin.
Bandas de rock que fizeram sucesso nesta época : The Mamas & The Papas, Animals, The Who, Jefferson Airplane, Pink Floyd, The Beatles, Rolling Stones, The Doors.

O rock nos anos 70 : disco music, pop rock e punk rock
Nesta época o rock ganha uma cara mais popular com a massificação da música e o surgimento do videoclipe. Surge também uma batida mais forte e pesada no cenário do rock. É a vez do heavy metal de bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Por outro lado, surge uma batida dançante que toma conta das pistas de dança do mundo todo. A dance music desponta com os sucessos de Frank Zappa, Creedence Clearwater, Capitain Beefheart, Neil Young, Elton John, Brian Ferry e David Bowie.
Bandas de rock com shows grandiosos aparecem nesta época : Pink Floyd Genesis, Queen e Yes.

Anos 80 : um pouco de tudo no rock
A década de 1980 foi marcada pela convivência de vários estilos de rock. O new wave faz sucesso no ritmo dançante das seguintes bandas: Talking Heads, The Clash, The Smith, The Police.
Surge em Nova York uma emissora de TV dedicada à música e que impulsiona ainda mais o rock. Esta emissora é a MTV, dedicada a mostrar videoclipes de bandas e cantores.
Começa a fazer sucesso a banda de rock irlandesa chamada U2 com letras de protesto e com forte caráter político. Seguindo um estilo pop e dançante, aparecem Michael Jackson e Madonna.

Anos 90 : década de fusões e experimentações
Esta década foi marcada por fusões de ritmos diferentes e do sucesso, em nível mundial, do rap e do reggae. Bandas como Red Hot Chili Peppers e Faith no More fundem o heavy metal e o funk, ganhando o gosto dos roqueiros e fazendo grande sucesso.
Surge o movimento grunge em Seattle, na California. O grupo Nirvana, liderado por Kurt Cobain, é o maior representante deste novo estilo. R.E.M., Soundgarden, Pearl Jam e Alice In Chains também fazem sucesso no cenário grunge deste período.
O rock britânico ganha novas bandas como, por exemplo, Oasis, Green Day e Supergrass.


O Rock no Brasil
O primeiro sucesso no cenário do rock brasileiro apareceu na voz de uma cantora. Celly Campello estourou nas rádios com os sucessos Banho de Lua e Estúpido Cupido, no começo da década de 1960. Em meados desta década, surge a Jovem Guarda com cantores como, por exemplo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Com letras românticas e ritmo acelerado, começa fazer sucesso entre os jovens.
Na década de 1970, surge Raul Seixas e o grupo Secos e Molhados. Na década seguinte, com temas mais urbanos e falando da vida cotidiana, surgem bandas como: Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Blitz e Os Paralamas do Sucesso.






Na década de 1990, fazem sucesso no cenário do rock nacional : Raimundos, Charlie Brown Jr., Jota Quest, Pato Fu, Skank entre outros.


Fonte: www.suapesquisa.com.br

sábado, 20 de abril de 2019

Tiradentes: a construção do herói


        “Após a Proclamação da República, um processo de transformação de Tiradentes em herói nacional intensificou-se. O dia de seu enforcamento, 21 de abril, ocorrido em 1792, foi transformado em feriado nacional pelo regime republicano em 1890. Aos poucos as imagens de Tiradentes foram se assemelhando cada vez mais com a figura de Jesus Cristo. Até hoje, tanto políticos de direita, quanto de esquerda, reivindicam Tiradentes como herói. Como se deu a criação desse mito?
        A luta em torno do mito de origem da República mostrou a dificuldade de construí um herói para o novo regime. Heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referência, fulcros de identificação coletiva. São, por isso, instrumentos eficazes para atingir a cabeça e o coração dos cidadãos a serviço da legitimação de regimes políticos. Não há regime que não promova o culto a seus heróis e não possua seu panteão cívico. Em alguns, os heróis surgiram quase espontaneamente das lutas que precederam a nova ordem das coisas. Em outros, de menor profundidade popular, foi necessário maior esforço na escolha e na promoção da figura do herói. É exatamente nesses últimos casos que o herói é mais importante.
        No caso brasileiro, foi grande o esforço de transformação dos principais participantes do golpe de 15 de novembro de 1889 em heróis da República, as virtudes de cada um foram cantadas em prosa e verso, em livros e jornais, em manifestações cívicas, em monumentos, em quadros, em leis da República. Seus nomes foram dados a instituições, a ruas e praças das cidades, a navios de guerra.
        Deodoro era o candidato mais óbvio ao papel de herói republicano. Mas contra ele militavam fatores poderosos. A começar por seu incerto republicanismo, manifesto no próprio dia 15, seu jeito de general da monarquia, sua figura física, que lembrava a do outro ilustre velho, o imperador. Era ainda militar demais para que pudesse ter penetração mais ampla. Nas lutas que envolveram o início da República, uma figura tão identificada com o Exército dividia tanto quanto unia.
        Outro candidato era Benjamin Constant. Seu republicanismo era inatacável. Mas o problema com ele é que não tinha figura de herói. Não era líder militar nem líder popular. Candidato mais sério que Benjamin era Floriano Peixoto. Porém, considerado radical demais, Floriano poderia ser o herói de um ripo de república, a jacobina, mas não da República que aos poucos foi se construindo.
        A busca de um herói para a República acabou tendo êxito onde não o imaginavam muitos dos participantes da proclamação. Diante das dificuldades em promover os protagonistas do dia 15, quem as poucos se revelou capaz de atender às exigências da mitificação foi Tiradentes. Mas quais foram as razões da adoção de Tiradentes e que conteúdo teria sua figura de herói?
        Embora fosse viva na memória popular, a Inconfidência Mineira era tema delicado para a elite culta do Segundo Reinado. Afinal, o proclamador da Independência era neto de D. Maria I, contra quem se tinham rebelado os inconfidentes. O bisneto da tainha louca governava o país. O Brasil era um monarquia governada pela casa de Bragança, ao passo que os inconfidentes tinham pregado uma república americana. Não era fácil exaltar os inconfidentes, e Tiradentes em particular, sem de alguma maneira condenar seus algozes e os sistema político vigente. A luta entre a memória de D. Pedro I, promovida pelo governo, e a de Tiradentes, símbolo dos republicanos, tornou-se aos poucos emblemática da batalha entre Monarquia e a República. Havia poderosa simbologia na luta entre Pedro I e Tiradentes. Sua expressão mais forte talvez esteja em artigo do abolicionista e republicano Luís Gama, publicado no primeiro número do jornal comemorativo do 21 de abril editado pelo Clube Tiradentes (1882). O título do artigo “À forca o Cristo da multidão”. Nele, Gama faz um paralelo entre Tiradentes e Cristo. A forca é equiparada à cruz, o Rio de Janeiro a Jerusalém, o Calvário ao Rocio. Porém, não existia nenhum retrato de Tiradentes  feito por quem o tivesse conhecido pessoalmente.
        Em termos populares, Tiradentes também tinha competidores históricos ao título de herói da República, além dos rivais do dia 15 de novembro. Para mencionar os mais óbvios, havia no sul os líderes da Farroupilha, como Bento Gonçalves. No Norte, a figura respeitável de Frei Caneca. Não consta que se tenha tentado transformar Bento Gonçalves em herói republicano nacional. Afinal de contas, havia a suspeita de que a revolta farroupilha queria separar o  Rio Grande do Sul do Brasil. Faltava, portanto, aos heróis gaúchos a característica nacional, indispensável à imagem de um herói republicano. Frei Caneca, um dos líderes da Confederação do Equador, ocorrido no Primeiro Império, era um candidato mais sério. Herói de duas revoltas, uma pela independência, a outra contra o absolutismo de D. Pedro I, morrera como mártir, fuzilado, pois nenhum carrasco se dispusera a enforca-lo.
        Um dos fatores que pode ter levado à vitória de Tiradentes é, sem dúvida, o geográfico. Tiradentes era o herói de uma área que, a partir da metade do século XIX, já podia ser considerada a centro político do país – Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, as três capitanias que ele buscou, num primeiro momento, tornar independentes. Porém não era uma ideia separatista, mas a de um cálculo tático. Libertadas as três, as outras seguiriam com maior facilidade. Já o Nordeste de frei Caneca era uma região em decadência política e econômica. Além disso, a Confederação do Equador apresentara um caráter separatista que a maculavam como movimento nacional.
        No entanto, há ainda outro elemento importante na preferência por Tiradentes. Frei Caneca e seus companheiros tinham-se envolvido em duas lutas que realmente aconteceram, em que houvera sangue e morte. Morreu como herói desafiador, quase arrogante, num ritual seco de fuzilamento. Foi um mártir rebelde, acusador, agressivo. Não morreu como vítima, como portador das dores de um povo. Morreu como líder cívico e não como um mártir religioso, embora, ironicamente, se tratasse de um frade.
        Talvez esteja aí um dos principais segredos do êxito de Tiradentes. O fato de não ter a Inconfidência Mineira passado à ação concreta poupou-lhe ter derramado sangue, ter exercido violência contra as outras pessoas, ter criado inimigos. A violência revolucionária permaneceu potencial. Tiradentes era o mártir ideal, o condenado. A violência real pertenceu aos carrascos. Foi vítima não só do governo português, mas até mesmo de seus amigos. Vítima da traição de Joaquim Silvério, seu amigo pessoal.
        Na figura de Tiradentes todos podiam identificar-se, ele operava a unidade mística dos cidadãos, o sentimento de participação, de união em torno de um ideal, fosse ele a liberdade, a independência ou a república. Era o totem cívico. Não antagonizava ninguém, não dividia as pessoas e as classes sociais, não dividia o país, não separava o presente do passado nem do futuro. Pelo contrário, ligava a república à independência e a projetava para o ideal de crescente liberdade futura. A liberdade ainda que tardia. “


(Adaptado de Carvalho, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, pp. 55-73)


Fonte: Ferreira, João Paulo Hidalgo, Luiz Estevam de Oliveira Fernandes. Nova história integrada: ensino médio volume único – Campinas, SP: Companhia da Escola, 2005. 

quarta-feira, 6 de março de 2019

As maiores pandemias da História


PESTE NEGRA

50 milhões de mortos (Europa e Ásia) – 1333 a 1351
História: A peste bubônica ganhou o nome de peste negra por causa da pior epidemia que atingiu a Europa, no século 14. Ela foi sendo combatida à medida que se melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo a população de ratos urbanos
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Contaminação: Causada pela bactéria Yersinia pestis, comum em roedores como o rato. É transmitida para o homem pela pulga desses animais contaminados
Sintomas: Inflamação dos gânglios linfáticos, seguida de tremedeiras, dores localizadas, apatia, vertigem e febre alta
Tratamento: À base de antibióticos. Sem tratamento, mata em 60% dos casos

CÓLERA

Centenas de milhares de mortos – 1817 a 1824
 (PIXNIO/Reprodução)
História – Conhecida desde a Antiguidade, teve sua primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio cholerae) sofreu diversas mutações, causando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos
Contaminação – Por meio de água ou alimentos contaminados
Sintomas – A bactéria se multiplica no intestino e elimina uma toxina que provoca diarréia intensa
Tratamento – À base de antibióticos. A vacina disponível é de baixa eficácia (50% de imunização)

TUBERCULOSE

1 bilhão de mortos – 1850 a 1950
 (someone25/iStock)
História – Sinais da doença foram encontrados em esqueletos de 7 000 anos atrás. O combate foi acelerado em 1882, depois da identificação do bacilo de Koch, causador da tuberculose. Nas últimas décadas, ressurgiu com força nos países pobres, incluindo o Brasil, e como doença oportunista nos pacientes de Aids
Contaminação – Altamente contagiosa, transmite-se de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias
Sintomas – Ataca principalmente os pulmões
Tratamento – À base de antibióticos, o paciente é curado em até seis meses

VARÍOLA

300 milhões de mortos – 1896 a 1980
 (CDC/Dr. David Kirsh/Domínio Público)
História – A doença atormentou a humanidade por mais de 3 000 anos. Até figurões como o faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida “bixiga”. A vacina foi descoberta em 1796
Contaminação – O Orthopoxvírus variolae era transmitido de pessoa para pessoa, geralmente por meio das vias respiratórias
Sintomas – Febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Posteriormente, pústulas que podiam deixar cicatrizes no corpo
Tratamento – Erradicada do planeta desde 1980, após campanha de vacinação em massa

GRIPE ESPANHOLA

20 milhões de mortos – 1918 a 1919
 (U.S. Army photographer/Domínio Público)
História – O vírus Influenza é um dos maiores carrascos da humanidade. A mais grave epidemia foi batizada de gripe espanhola, embora tenha feito vítimas no mundo todo. No Brasil, matou o presidente Rodrigues Alves
Contaminação – Propaga-se pelo ar, por meio de gotículas de saliva e espirros
Sintomas – Fortes dores de cabeça e no corpo, calafrios e inchaço dos pulmões
Tratamento – O vírus está em permanente mutação, por isso o homem nunca está imune. As vacinas antigripais previnem a contaminação com formas já conhecidas do vírus

TIFO

3 milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia) – 1918 a 1922
 (Antoine-Jean Gros/Domínio Público)
História – A doença é causada pelas bactérias do gênero Rickettsia. Como a miséria apresenta as condições ideais para a proliferação, o tifo está ligado a países do Terceiro Mundo, campos de refugiados e concentração, ou guerras
Contaminação – O tifo exantemático (ou epidêmico) aparece quando a pessoa coça a picada da pulga e mistura as fezes contaminadas do inseto na própria corrente sangüínea. O tifo murino (ou endêmico) é transmitido pela pulga do rato
Sintomas – Dor de cabeça e nas articulações, febre alta, delírios e erupções cutâneas hemorrágicas
Tratamento – À base de antibióticos

FEBRE AMARELA

30 000 mortos (Etiópia) – 1960 a 1962
História – O Flavivírus, que tem uma versão urbana e outra silvestre, já causou grandes epidemias na África e nas Américas
Contaminação – A vítima é picada pelo mosquito transmissor, que picou antes uma pessoa infectada com o vírus
Sintomas – Febre alta, mal-estar, cansaço, calafrios, náuseas, vômitos e diarréia. 85% dos pacientes recupera-se em três ou quatro dias. Os outros podem ter sintomas mais graves, que podem levá-los à morte
Tratamento – Existe vacina, que pode ser aplicada a partir dos 12 meses de idade e renovada a cada dez anos

SARAMPO

6 milhões de mortos por ano – Até 1963
 (Dr. Edwin P. Ewing, Jr./Domínio Público)
História – Era uma das causas principais de mortalidade infantil até a descoberta da primeira vacina, em 1963. Com o passar dos anos, a vacina foi aperfeiçoada, e a doença foi erradicada em vários países
Contaminação – Altamente contagioso, o sarampo é causado pelo vírus Morbillivirus, propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes
Sintomas – Pequenas erupções avermelhadas na pele, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias
Tratamento – Existe vacina, aplicada aos nove meses de idade e reaplicada aos 15 meses

MALÁRIA

3 milhões de mortos por ano – Desde 1980
 (The Field Museum Library/Domínio Público)
História – Em 1880, foi descoberto o protozoário Plasmodium, que causa a doença. A OMS considera a malária a pior doença tropical e parasitária da atualidade, perdendo em gravidade apenas para a Aids
Contaminação – Pelo sangue, quando a vítima é picada pelo mosquito Anopheles contaminado com o protozoário da malária
Sintomas – O protozoário destrói as células do fígado e os glóbulos vermelhos e, em alguns casos, as artérias que levam o sangue até o cérebro
Tratamento – Não existe uma vacina eficiente, apenas drogas para tratar e curar os sintomas

AIDS

22 milhões de mortos – Desde 1981
 (C. Goldsmith Content/Domínio Público)
História – A doença foi identificada em 1981, nos Estados Unidos, e desde então foi considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde
Contaminação – O vírus HIV é transmitido através do sangue, do esperma, da secreção vaginal e do leite materno
Sintomas – Destrói o sistema imunológico, deixando o organismo frágil a doenças causadas por outros vírus, bactérias, parasitas e células cancerígenas
Tratamento – Não existe cura. Os soropositivos são tratados com coquetéis de drogas que inibem a multiplicação do vírus, mas não o eliminam do organismo

Fontes: Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundação Oswaldo Cruz´
Fonte: https://super.abril.com.br/saude/as-grandes-epidemias-ao-longo-da-historia/

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Múmias como remédio...



O processo de mumificação desenvolvido pelos egípcios incluía a desidratação do cadáver e a aplicação de betume, substância destinada a conservar o corpo. Durante a Antiguidade, esse produto também era empregado em outras regiões no tratamento de cortes e fraturas.

Múmia do Faraó Ramsés II
Aliando esse possível poder de cura do betume com os mistérios e magias que envolviam as múmias, a partir da Idade Média médicos europeus passaram a prescrever o uso de carne mumificada no tratamento de várias doenças. Como consequência, muitas tumbas egípcias foram saqueadas e traficantes passaram a exportar pedaços de múmias secas ou em pó para o Ocidente. Francisco I (1494-1547), rei da França, por exemplo, tinha sempre consigo um suprimento de carne mumificada para o caso de se ferir nas caçadas.

Adaptado de: JOHNSON, Paul. História ilustrada do Egito antigo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. p. 224-227, 360-361.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Estátuas da Ilha de Páscoa: mistério por trás de sua localização revelado


Localização das estátuas foi baseada em água doce e outros recursos, diz estudo dos EUA
Estátuas Moai da Ilha de Páscoa
 Pesquisadores da Universidade de Binghamton descobriram que as estátuas moai da Ilha de Páscoa foram construídas perto de fontes de água doce. Foto: Alamy

As imensas figuras de pedra da Ilha de Páscoa enganaram os exploradores, pesquisadores e o resto do mundo durante séculos, mas agora os especialistas dizem ter quebrado um dos maiores mistérios: por que as estátuas estão onde estão.
Pesquisadores dizem que analisaram a localização das plataformas megalíticas, ou ahu , nas quais muitas das estátuas conhecidas como moai se sentam, bem como examinam locais dos recursos da ilha, e descobriram que as estruturas são normalmente encontradas perto de fontes de água doce. .
Eles dizem que a descoberta reforça a ideia de que aspectos da construção de plataformas e estátuas, como seu tamanho, poderiam estar ligados à abundância e à qualidade de tais suprimentos.
“O importante é que isso demonstra que os próprios locais das estatuetas não são um lugar ritual estranho - [os ahu e os moais] representam o ritual no sentido de que há um significado simbólico para eles, mas estão integrados nas vidas da comunidade. ”, Disse o professor Carl Lipo, da Universidade Binghamton, em Nova York, co-autor da pesquisa.
A Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, tem mais de 300 plataformas megalíticas, cada uma das quais pode ter sido feita por uma comunidade separada. Acredita-se que o primeiro deles tenha sido construído no século XIII, e muitos são encontrados ao redor da costa.


Acredita-se que os monumentos representem ancestrais e estejam ligados à atividade ritual, formando um ponto focal para as comunidades, mas o motivo de suas localizações era antes um mistério. Embora estudos tenham sugerido que os sites poderiam ter sido escolhidos por causa de um link para os principais recursos, a equipe diz que a pesquisa mais recente é a primeira tentativa de examinar tais alegações.
A equipe concentrou-se no leste da ilha, onde vários recursos foram bem mapeados, e analisou a distribuição de 93 plataformas megalíticas construídas antes que marinheiros europeus aparecessem no século XVIII.
Depois de descobrirem nenhuma ligação com a proximidade da rocha usada para ferramentas ou monumentos, eles observaram se os ahu foram encontrados perto de outros recursos importantes: jardins espalhados com pedras nas quais culturas como batata-doce eram cultivadas, locais ligados à pesca e fontes de água doce.

Uma estátua de pedra moai na pedreira de Hanga Roa.
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 Uma estátua de pedra moai na pedreira de Hanga Roa. Foto: Joe Carter / Ministério da Defesa Britânico / Apostila / EPA
Lipo disse que ficou interessado no segundo depois que ele e seus colegas começaram a investigar de onde os moradores de Rapa Nui tiravam a água potável. A ilha não tem córregos permanentes, e há pouca evidência de que os moradores dependiam dos lagos da ilha.
No entanto, a água doce passa através do solo em aquíferos, infiltrando-se em cavernas e emergindo ao longo da costa. "É incrível quando a maré baixa, de repente, há riachos correndo em diferentes pontos da costa que são apenas água doce pura", disse Lipo. “Percebemos isso, na verdade, quando estávamos fazendo uma pesquisa na ilha, que veríamos cavalos bebendo do oceano.” Registros históricos revelam que os habitantes da ilha bebiam essa água salgada, enquanto estudos sugerem que eles também faziam poços para capturar água potável.
Os resultados da nova pesquisa, publicada na revista Plos One , revelam que a proximidade de locais de água doce é a melhor explicação para os locais de ahu - e explica por que eles surgem no interior e na costa.
“As exceções à regra sobre ser na costa onde a água sai realmente são atendidas pelo fato de também há água lá - ela é encontrada através de locais caverna”, disse Lipo, acrescentando poços históricos foram encontrados para explicar algumas ahu locais aparentemente sem água fresca.
Lipo disse que os resultados combinaram com as experiências da equipe no chão. "Toda vez que víamos grandes quantidades de água fresca, víamos estátuas gigantes", disse ele. "Era ridiculamente previsível", acrescentou.
Os resultados, disse Lipo, faziam sentido, já que a água potável é essencial para as comunidades e é impraticável ter que caminhar quilômetros para um rápido gole. "Você faria coisas perto da água doce", disse ele.
Estátuas de Moai em Ahu Tongariki, na Ilha de Páscoa.
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 Estátuas de Moai

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