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quarta-feira, 6 de março de 2019

As maiores pandemias da História


PESTE NEGRA

50 milhões de mortos (Europa e Ásia) – 1333 a 1351
História: A peste bubônica ganhou o nome de peste negra por causa da pior epidemia que atingiu a Europa, no século 14. Ela foi sendo combatida à medida que se melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo a população de ratos urbanos
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Contaminação: Causada pela bactéria Yersinia pestis, comum em roedores como o rato. É transmitida para o homem pela pulga desses animais contaminados
Sintomas: Inflamação dos gânglios linfáticos, seguida de tremedeiras, dores localizadas, apatia, vertigem e febre alta
Tratamento: À base de antibióticos. Sem tratamento, mata em 60% dos casos

CÓLERA

Centenas de milhares de mortos – 1817 a 1824
 (PIXNIO/Reprodução)
História – Conhecida desde a Antiguidade, teve sua primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio cholerae) sofreu diversas mutações, causando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos
Contaminação – Por meio de água ou alimentos contaminados
Sintomas – A bactéria se multiplica no intestino e elimina uma toxina que provoca diarréia intensa
Tratamento – À base de antibióticos. A vacina disponível é de baixa eficácia (50% de imunização)

TUBERCULOSE

1 bilhão de mortos – 1850 a 1950
 (someone25/iStock)
História – Sinais da doença foram encontrados em esqueletos de 7 000 anos atrás. O combate foi acelerado em 1882, depois da identificação do bacilo de Koch, causador da tuberculose. Nas últimas décadas, ressurgiu com força nos países pobres, incluindo o Brasil, e como doença oportunista nos pacientes de Aids
Contaminação – Altamente contagiosa, transmite-se de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias
Sintomas – Ataca principalmente os pulmões
Tratamento – À base de antibióticos, o paciente é curado em até seis meses

VARÍOLA

300 milhões de mortos – 1896 a 1980
 (CDC/Dr. David Kirsh/Domínio Público)
História – A doença atormentou a humanidade por mais de 3 000 anos. Até figurões como o faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida “bixiga”. A vacina foi descoberta em 1796
Contaminação – O Orthopoxvírus variolae era transmitido de pessoa para pessoa, geralmente por meio das vias respiratórias
Sintomas – Febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Posteriormente, pústulas que podiam deixar cicatrizes no corpo
Tratamento – Erradicada do planeta desde 1980, após campanha de vacinação em massa

GRIPE ESPANHOLA

20 milhões de mortos – 1918 a 1919
 (U.S. Army photographer/Domínio Público)
História – O vírus Influenza é um dos maiores carrascos da humanidade. A mais grave epidemia foi batizada de gripe espanhola, embora tenha feito vítimas no mundo todo. No Brasil, matou o presidente Rodrigues Alves
Contaminação – Propaga-se pelo ar, por meio de gotículas de saliva e espirros
Sintomas – Fortes dores de cabeça e no corpo, calafrios e inchaço dos pulmões
Tratamento – O vírus está em permanente mutação, por isso o homem nunca está imune. As vacinas antigripais previnem a contaminação com formas já conhecidas do vírus

TIFO

3 milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia) – 1918 a 1922
 (Antoine-Jean Gros/Domínio Público)
História – A doença é causada pelas bactérias do gênero Rickettsia. Como a miséria apresenta as condições ideais para a proliferação, o tifo está ligado a países do Terceiro Mundo, campos de refugiados e concentração, ou guerras
Contaminação – O tifo exantemático (ou epidêmico) aparece quando a pessoa coça a picada da pulga e mistura as fezes contaminadas do inseto na própria corrente sangüínea. O tifo murino (ou endêmico) é transmitido pela pulga do rato
Sintomas – Dor de cabeça e nas articulações, febre alta, delírios e erupções cutâneas hemorrágicas
Tratamento – À base de antibióticos

FEBRE AMARELA

30 000 mortos (Etiópia) – 1960 a 1962
História – O Flavivírus, que tem uma versão urbana e outra silvestre, já causou grandes epidemias na África e nas Américas
Contaminação – A vítima é picada pelo mosquito transmissor, que picou antes uma pessoa infectada com o vírus
Sintomas – Febre alta, mal-estar, cansaço, calafrios, náuseas, vômitos e diarréia. 85% dos pacientes recupera-se em três ou quatro dias. Os outros podem ter sintomas mais graves, que podem levá-los à morte
Tratamento – Existe vacina, que pode ser aplicada a partir dos 12 meses de idade e renovada a cada dez anos

SARAMPO

6 milhões de mortos por ano – Até 1963
 (Dr. Edwin P. Ewing, Jr./Domínio Público)
História – Era uma das causas principais de mortalidade infantil até a descoberta da primeira vacina, em 1963. Com o passar dos anos, a vacina foi aperfeiçoada, e a doença foi erradicada em vários países
Contaminação – Altamente contagioso, o sarampo é causado pelo vírus Morbillivirus, propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes
Sintomas – Pequenas erupções avermelhadas na pele, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias
Tratamento – Existe vacina, aplicada aos nove meses de idade e reaplicada aos 15 meses

MALÁRIA

3 milhões de mortos por ano – Desde 1980
 (The Field Museum Library/Domínio Público)
História – Em 1880, foi descoberto o protozoário Plasmodium, que causa a doença. A OMS considera a malária a pior doença tropical e parasitária da atualidade, perdendo em gravidade apenas para a Aids
Contaminação – Pelo sangue, quando a vítima é picada pelo mosquito Anopheles contaminado com o protozoário da malária
Sintomas – O protozoário destrói as células do fígado e os glóbulos vermelhos e, em alguns casos, as artérias que levam o sangue até o cérebro
Tratamento – Não existe uma vacina eficiente, apenas drogas para tratar e curar os sintomas

AIDS

22 milhões de mortos – Desde 1981
 (C. Goldsmith Content/Domínio Público)
História – A doença foi identificada em 1981, nos Estados Unidos, e desde então foi considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde
Contaminação – O vírus HIV é transmitido através do sangue, do esperma, da secreção vaginal e do leite materno
Sintomas – Destrói o sistema imunológico, deixando o organismo frágil a doenças causadas por outros vírus, bactérias, parasitas e células cancerígenas
Tratamento – Não existe cura. Os soropositivos são tratados com coquetéis de drogas que inibem a multiplicação do vírus, mas não o eliminam do organismo

Fontes: Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundação Oswaldo Cruz´
Fonte: https://super.abril.com.br/saude/as-grandes-epidemias-ao-longo-da-historia/

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Múmias como remédio...



O processo de mumificação desenvolvido pelos egípcios incluía a desidratação do cadáver e a aplicação de betume, substância destinada a conservar o corpo. Durante a Antiguidade, esse produto também era empregado em outras regiões no tratamento de cortes e fraturas.

Múmia do Faraó Ramsés II
Aliando esse possível poder de cura do betume com os mistérios e magias que envolviam as múmias, a partir da Idade Média médicos europeus passaram a prescrever o uso de carne mumificada no tratamento de várias doenças. Como consequência, muitas tumbas egípcias foram saqueadas e traficantes passaram a exportar pedaços de múmias secas ou em pó para o Ocidente. Francisco I (1494-1547), rei da França, por exemplo, tinha sempre consigo um suprimento de carne mumificada para o caso de se ferir nas caçadas.

Adaptado de: JOHNSON, Paul. História ilustrada do Egito antigo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. p. 224-227, 360-361.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Estátuas da Ilha de Páscoa: mistério por trás de sua localização revelado


Localização das estátuas foi baseada em água doce e outros recursos, diz estudo dos EUA
Estátuas Moai da Ilha de Páscoa
 Pesquisadores da Universidade de Binghamton descobriram que as estátuas moai da Ilha de Páscoa foram construídas perto de fontes de água doce. Foto: Alamy

As imensas figuras de pedra da Ilha de Páscoa enganaram os exploradores, pesquisadores e o resto do mundo durante séculos, mas agora os especialistas dizem ter quebrado um dos maiores mistérios: por que as estátuas estão onde estão.
Pesquisadores dizem que analisaram a localização das plataformas megalíticas, ou ahu , nas quais muitas das estátuas conhecidas como moai se sentam, bem como examinam locais dos recursos da ilha, e descobriram que as estruturas são normalmente encontradas perto de fontes de água doce. .
Eles dizem que a descoberta reforça a ideia de que aspectos da construção de plataformas e estátuas, como seu tamanho, poderiam estar ligados à abundância e à qualidade de tais suprimentos.
“O importante é que isso demonstra que os próprios locais das estatuetas não são um lugar ritual estranho - [os ahu e os moais] representam o ritual no sentido de que há um significado simbólico para eles, mas estão integrados nas vidas da comunidade. ”, Disse o professor Carl Lipo, da Universidade Binghamton, em Nova York, co-autor da pesquisa.
A Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, tem mais de 300 plataformas megalíticas, cada uma das quais pode ter sido feita por uma comunidade separada. Acredita-se que o primeiro deles tenha sido construído no século XIII, e muitos são encontrados ao redor da costa.


Acredita-se que os monumentos representem ancestrais e estejam ligados à atividade ritual, formando um ponto focal para as comunidades, mas o motivo de suas localizações era antes um mistério. Embora estudos tenham sugerido que os sites poderiam ter sido escolhidos por causa de um link para os principais recursos, a equipe diz que a pesquisa mais recente é a primeira tentativa de examinar tais alegações.
A equipe concentrou-se no leste da ilha, onde vários recursos foram bem mapeados, e analisou a distribuição de 93 plataformas megalíticas construídas antes que marinheiros europeus aparecessem no século XVIII.
Depois de descobrirem nenhuma ligação com a proximidade da rocha usada para ferramentas ou monumentos, eles observaram se os ahu foram encontrados perto de outros recursos importantes: jardins espalhados com pedras nas quais culturas como batata-doce eram cultivadas, locais ligados à pesca e fontes de água doce.

Uma estátua de pedra moai na pedreira de Hanga Roa.
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 Uma estátua de pedra moai na pedreira de Hanga Roa. Foto: Joe Carter / Ministério da Defesa Britânico / Apostila / EPA
Lipo disse que ficou interessado no segundo depois que ele e seus colegas começaram a investigar de onde os moradores de Rapa Nui tiravam a água potável. A ilha não tem córregos permanentes, e há pouca evidência de que os moradores dependiam dos lagos da ilha.
No entanto, a água doce passa através do solo em aquíferos, infiltrando-se em cavernas e emergindo ao longo da costa. "É incrível quando a maré baixa, de repente, há riachos correndo em diferentes pontos da costa que são apenas água doce pura", disse Lipo. “Percebemos isso, na verdade, quando estávamos fazendo uma pesquisa na ilha, que veríamos cavalos bebendo do oceano.” Registros históricos revelam que os habitantes da ilha bebiam essa água salgada, enquanto estudos sugerem que eles também faziam poços para capturar água potável.
Os resultados da nova pesquisa, publicada na revista Plos One , revelam que a proximidade de locais de água doce é a melhor explicação para os locais de ahu - e explica por que eles surgem no interior e na costa.
“As exceções à regra sobre ser na costa onde a água sai realmente são atendidas pelo fato de também há água lá - ela é encontrada através de locais caverna”, disse Lipo, acrescentando poços históricos foram encontrados para explicar algumas ahu locais aparentemente sem água fresca.
Lipo disse que os resultados combinaram com as experiências da equipe no chão. "Toda vez que víamos grandes quantidades de água fresca, víamos estátuas gigantes", disse ele. "Era ridiculamente previsível", acrescentou.
Os resultados, disse Lipo, faziam sentido, já que a água potável é essencial para as comunidades e é impraticável ter que caminhar quilômetros para um rápido gole. "Você faria coisas perto da água doce", disse ele.
Estátuas de Moai em Ahu Tongariki, na Ilha de Páscoa.
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 Estátuas de Moai

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