" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

sexta-feira, 28 de abril de 2017

REVISTA ESCRITA DA HISTÓRIA: DOSSIÊ "REVOLUÇÕES E MOVIMENTO OPERÁRIO NO SÉCULO XX"

Há aproximadamente 100 anos explodiam movimentos sociais de massa, com especial destaque para aqueles ocorridos na Europa e na América Latina. A partir do Velho Continente, a Revolução Russa apavorou capitalistas e impulsionou muitos trabalhadores a fundarem partidos comunistas por todo o planeta. No antigo Novo Mundo, destaca-se a Revolução Mexicana, que colocou na ordem do dia o debate sobre a necessidade da Reforma Agrária, em simultâneo ao movimento bolchevique; e ainda a chamada Greve Geral de 1917, no Brasil, de forte tendência anarquista, que levou algumas de suas principais lideranças, poucos anos depois, a reconheceram nos métodos sovietes o caminho revolucionário para o país. Assim, com a pretensão de contribuir com o árduo debate a propósito desses temas e/ou de seus impactos no desenrolar de outros acontecimentos e processos, a Revista Escrita da História – REH lança a chamada de sua edição de número 8. Esta privilegiará estudos de movimentos sociais e/ou de governos que tinham (ou tem) em pauta o socialismo e a luta dos trabalhadores como horizonte de seus embates, bem como suas ramificações na esfera política, social, econômica, cultural etc., compreendendo seus aspectos históricos, historiográficos e teóricos para compor o Dossiê Revoluções e Movimento Operário no Século XX.
 
Data limite para envio de artigos: 15 de agosto de 2017


ISSN: 2359-0238

Fonte: http://site.anpuh.org/index.php/mais/publicacoes/chamada-de-artigos-sp/item/4063-revista-escrita-da-historia-dossie-revolucoes-e-movimento-operario-no-seculo-xx

sábado, 22 de abril de 2017

Museu virtual Memorial da Democracia



Durante o III Encontro Educadores (as) pela Liberdade (20/04), realizado na cidade histórica de Ouro Preto, a historiadora Heloisa Starling, coordenadora do Projeto República núcleo de pesquisa documentação e memória da UFMG, promoveu a apresentação do Projeto Memorial da Democracia, um portal multimídia interativo do Instituo Lula, um museu virtual dedicado à história das lutas democráticas do povo brasileiro, Concebido por uma equipe de jornalistas, historiadores, artistas e pesquisadores, o Memorial é uma obra em construção. Ao todo serão 11 módulos a respeito da trajetória do povo brasileiro na pela justiça e liberdade. Dois módulos já estão no ar, períodos de 1964-1985 e 1985-2002, durante o Encontro a professora Heloisa Sarling noticiou que em breve novos módulos também estarão disponíveis no site, os quais congregarão os períodos de 1930-1945 e 1945-1964. O portal pode ser acesso pelo endereço www.memorialdademocracia.com.brA navegação está estruturada em dois grandes eixos interativos. Nas linhas do tempo estão ordem cronológica os episódios que marcaram a história. Grandes eventos aparecem sempre marcados em amarelo e ao lado de todos os textos fotos, charges, cartazes, documentos, jornais, músicas, discursos e trechos de filmes e vídeos.
A linha do tempo é complementada pelos Extras, capítulos especiais que levam a um mergulho mais profundo em temas com uma linguagem mais leve e lúdica . É possível encontrar exposições virtuais, listas musicais, navegar entre personagens e conquistas históricas inclusive jogos interativos e divertidos.



terça-feira, 18 de abril de 2017

Divulgação: "Filhos da senzala"




Filhos da senzala é um romance histórico da autora Silvânia Dias que retrata a história de amor desmedido entre um homem livre e uma escrava. Para poder viver esse amor, ele vende doze anos de sua existência ao árduo trabalhado na fazenda Cantareira. O que ninguém imagina, é que o preço da liberdade pode ser alto demais.



Silvânia Dias retrata a sociedade mineira do século XIX em "Filhos da Senzala"
O amor e a diferença social são temas mais do que clássicos dos livros brasileiros. Com "Filhos da Senzala", da autora mineira Silvânia Dias, não é diferente. Inspirada em um caso real, a história do homem que vende doze anos de sua liberdade por amor a uma escrava marca a estreia da historiadora no cenário da literatura nacional.
Para saber mais: www.fb.com/Silvania.DiasHist

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Tiradentes: a construção do herói


        “Após a Proclamação da República, um processo de transformação de Tiradentes em herói nacional intensificou-se. O dia de seu enforcamento, 21 de abril, ocorrido em 1792, foi transformado em feriado nacional pelo regime republicano em 1890. Aos poucos as imagens de Tiradentes foram se assemelhando cada vez mais com a figura de Jesus Cristo. Até hoje, tanto políticos de direita, quanto de esquerda, reivindicam Tiradentes com herói. Como se deu a criação desse mito?
        A luta em torno do mito de origem da República mostrou a dificuldade de construí um herói para o novo regime. Heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referência, fulcros de identificação coletiva. São, por isso, instrumentos eficazes para atingir a cabeça e o coração dos cidadãos a serviço da legitimação de regimes políticos. Não há regime que não promova o culto a seus heróis e não possua seu panteão cívico. Em alguns, os heróis surgiram quase espontaneamente das lutas que precederam a nova ordem das coisas. Em outros, de menor profundidade popular, foi necessário maior esforço na escolha e na promoção da figura do herói. É exatamente nesses últimos casos que o herói é mais importante.
        No caso brasileiro, foi grande o esforço de transformação dos principais participantes do golpe de 15 de novembro de 1889 em heróis da República, as virtudes de cada um foram cantadas em prosa e verso, em livros e jornais, em manifestações cívicas, em monumentos, em quadros, em leis da República. Seus nomes foram dados a instituições, a ruas e praças das cidades, a navios de guerra.
        Deodoro era o candidato mais óbvio ao papel de herói republicano. Mas contra ele militavam fatores poderosos. A começar por seu incerto republicanismo, manifesto no próprio dia 15, seu jeito de general da monarquia, sua figura física, que lembrava a do outro ilustre velho, o imperador. Era ainda militar demais para que pudesse ter penetração mais ampla. Nas lutas que envolveram o início da República, uma figura tão identificada com o Exército dividia tanto quanto unia.
        Outro candidato era Benjamin Constant. Seu republicanismo era inatacável. Mas o problema com ele é que não tinha figura de herói. Não era líder militar nem líder popular. Candidato mais sério que Benjamin era Floriano Peixoto. Porém, considerado radical demais, Floriano poderia ser o herói de um ripo de república, a jacobina, mas não da República que aos poucos foi se construindo.
        A busca de um herói para a República acabou tendo êxito onde não o imaginavam muitos dos participantes da proclamação. Diante das dificuldades em promover os protagonistas do dia 15, quem as poucos se revelou capaz de atender às exigências da mitificação foi Tiradentes. Mas quais foram as razões da adoção de Tiradentes e que conteúdo teria sua figura de herói?
        Embora fosse viva na memória popular, a Inconfidência Mineira era tema delicado para a elite culta do Segundo Reinado. Afinal, o proclamador da Independência era neto de D. Maria I, contra quem se tinham rebelado os inconfidentes. O bisneto da tainha louca governava o país. O Brasil era um monarquia governada pela casa de Bragança, ao passo que os inconfidentes tinham pregado uma república americana. Não era fácil exaltar os inconfidentes, e Tiradentes em particular, sem de alguma maneira condenar seus algozes e os sistema político vigente. A luta entre a memória de D. Pedro I, promovida pelo governo, e a de Tiradentes, símbolo dos republicanos, tornou-se aos poucos emblemática da batalha entre Monarquia e a República. Havia poderosa simbologia na luta entre Pedro I e Tiradentes. Sua expressão mais forte talvez esteja em artigo do abolicionista e republicano Luís Gama, publicado no primeiro número do jornal comemorativo do 21 de abril editado pelo Clube Tiradentes (1882). O título do artigo “À forca o Cristo da multidão”. Nele, Gama faz um paralelo entre Tiradentes e Cristo. A forca é equiparada à cruz, o Rio de Janeiro a Jerusalém, o Calvário ao Rocio. Porém, não existia nenhum retrato de Tiradentes  feito por quem o tivesse conhecido pessoalmente.
        Em termos populares, Tiradentes também tinha competidores históricos ao título de herói da República, além dos rivais do dia 15 de novembro. Para mencionar os mais óbvios, havia no sul os líderes da Farroupilha, como Bento Gonçalves. No Norte, a figura respeitável de Frei Caneca. Não consta que se tenha tentado transformar Bento Gonçalves em herói republicano nacional. Afinal de contas, havia a suspeita de que a revolta farroupilha queria separar o  Rio Grande do Sul do Brasil. Faltava, portanto, aos heróis gaúchos a característica nacional, indispensável à imagem de um herói republicano. Frei Caneca, um dos líderes da Confederação do Equador, ocorrido no Primeiro Império, era um candidato mais sério. Herói de duas revoltas, uma pela independência, a outra contra o absolutismo de D. Pedro I, morrera como mártir, fuzilado, pois nenhum carrasco se dispusera a enforca-lo.
        Um dos fatores que pode ter levado à vitória de Tiradentes é, sem dúvida, o geográfico. Tiradentes era o herói de uma área que, a partir da metade do século XIX, já podia ser considerada a centro político do país – Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, as três capitanias que ele buscou, num primeiro momento, tornar independentes. Porém não era uma ideia separatista, mas a de um cálculo tático. Libertadas as três, as outras seguiriam com maior facilidade. Já o Nordeste de frei Caneca era uma região em decadência política e econômica. Além disso, a Confederação do Equador apresentara um caráter separatista que a maculavam como movimento nacional.
        No entanto, há ainda outro elemento importante na preferência por Tiradentes. Frei Caneca e seus companheiros tinham-se envolvido em duas lutas que realmente aconteceram, em que houvera sangue e morte. Morreu como herói desafiador, quase arrogante, num ritual seco de fuzilamento. Foi um mártir rebelde, acusador, agressivo. Não morreu como vítima, como portador das dores de um povo. Morreu como líder cívico e não como um mártir religioso, embora, ironicamente, se tratasse de um frade.
        Talvez esteja aí um dos principais segredos do êxito de Tiradentes. O fato de não ter a Inconfidência Mineira passado à ação concreta poupou-lhe ter derramado sangue, ter exercido violência contra as outras pessoas, ter criado inimigos. A violência revolucionária permaneceu potencial. Tiradentes era o mártir ideal, o condenado. A violência real pertenceu aos carrascos. Foi vítima não só do governo português, mas até mesmo de seus amigos. Vítima da traição de Joaquim Silvério, seu amigo pessoal.
        Na figura de Tiradentes todos podiam identificar-se, ele operava a unidade mística dos cidadãos, o sentimento de participação, de união em torno de um ideal, fosse ele a liberdade, a independência ou a república. Era o totem cívico. Não antagonizava ninguém, não dividia as pessoas e as classes sociais, não dividia o país, não separava o presente do passado nem do futuro. Pelo contrário, ligava a república à independência e a projetava para o ideal de crescente liberdade futura. A liberdade ainda que tardia. “


(Adaptado de Carvalho, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, pp. 55-73)


Fonte: Ferreira, João Paulo Hidalgo, Luiz Estevam de Oliveira Fernandes. Nova história integrada: ensino médio volume único – Campinas, SP: Companhia da Escola, 2005. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

"Era uma vez uma História"


A emissora de TV Band anuncia para o mês de abril a exibição de um programa que promete levar os espectadores a uma viagem pelo tempo através da História do Brasil.  O programa será apresentado pelo ator/apresentador Dan Stulbach e pela historiadora Lilia SchwarczA produção pretende apresentar episódios  da História do Brasil pouco explorados pelos livros de História. Em seis capítulos, onde se mistura história e dramaturgia através da dinâmica de um documentário o público poderá conhecer fatos e personagens pitorescos de nossa história. O programa também será apresentado pelo canal de TV fechada Warner.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Revoltas e movimentos sociais na República Velha




A República Velha (1889-1930) foi um período de grande instabilidade política. A difícil situação econômica dos pobres e a insatisfação com o domínio das oligarquias geraram vários movimentos populares.
Ocorreram inúmeras manifestações de rebeldia social e política dos brasileiros durante a República Velha. Camponeses, marinheiros, operários, jovens oficiais do Exército, cada grupo social tinha seus próprios motivos para se rebelar.
Entre os vários movimentos sociais e políticos do Brasil das oligarquias, podemos destacar as guerras das comunidades camponesas do Contestado (SC) e Canudos (BA), os cangaceiros e a atuação do padre Cícero (CE), as revoltas da Vacina e da Chibata e também os jovens oficiais do Exército que nos nos anos 20, lideraram revoltas em quartéis contra o domínio das oligarquias. Foi o chamado movimento tenentista, que gerou a célebre Coluna Prestes.

Guerra de Canudos:

A Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos, também conhecida como Guerra dos Canudos em certas regiões do sertão baiano, foi o confronto entre o Exército Brasileiro e integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Brasil.
O episódio foi fruto de uma série de fatores como a grave crise econômica e social pela qual passava a região à época, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico. Milhares de sertanejos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.
Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano, reinstalando a Monarquia. Apesar de não haver nenhuma prova para estes rumores, o Exército foi mandado para Canudos. Três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, inclusive uma comandada pelo Coronel Antônio Moreira César, conhecido como "corta-cabeças" por ter mandado executar mais de cem pessoas a sangue frio na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina. A derrota das tropas do Exército pelos canudenses nestas primeiras expedições apavorou a opinião pública, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as 5.200 casas do arraial.

Dica de links:

Guerra do Contestado:
A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.
Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.
A região fronteiriça entre os estados do Paraná e Santa Catarina recebeu o nome de Contestado devido ao fato de que os agricultores contestaram a doação que o governo brasileiro fez aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company. Como foi uma região de muitos conflitos, ficou conhecida como Contestado, justamente por ser uma região de disputas limítrofes entre os dois estados brasileiros.

Dica de links:

Revolta da Vacina

No início do século XX, a cidade do Rio de Janeiro era a capital do Brasil. Estava crescendo desordenadamente. Sem planejamento, as favelas e cortiços predominavam na paisagem. A rede de esgoto e coleta de lixo era muito precária, as vezes inexistente. Em decorrência disto, dezenas de doenças se proliferavam na população, como Tifo, Febre Amarela, Peste Bubônica, Varíola, entre outras enfermidades.

Oswaldo Cruz
Vendo a situação piorar cada dia mais, o então presidente Rodrigues Alves decide fazer uma reforma no centro do Rio, implementando projetos de saneamento básico e urbanização. Ele designa Oswaldo Cruz, biólogo e sanitarista, para ser chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, que juntamente com o prefeito Pereira Passos, começam a reforma.
A reforma incluía a demolição das favelas e cortiços, expulsando seus moradores para as periferias, a criação das Brigadas Mata-Mosquitos, que eram grupos de funcionários do serviço sanitário e policiais que invadiam as casas, matando os insetos encontratos, etc. Essas medidas tomadas causaram revolta na população, e com a aprovação da Campanha da Vacinação Obrigatória, que obrigava as pessoas a serem vacinadas (os funcionários responsáveis pelo serviço tinham que vacinar as pessoas mesmo que elas não quisessem), a situação piorou. A população começou a fazer ataques à cidade, destruir bondes, prédios, trens, lojas, bases policiais, etc. Esse episódio da história brasileira ficou conhecido então como Revolta da Vacina.
Mais tarde, os cadetes da Escola Militar da Praia Vermelha também se voltaram contra a lei da vacina. A revolta popular fez com que o governo suspendesse a lei, não sendo mais obrigatória. Para finalizar a rebelião, Alves coloca nas ruas o exército, polícia e marinha.
Ao final da revolta, o governo recomeça a vacinação da população, tendo como resultado a erradicação da varíola na cidade

Dica de Links:

Revolta da Chibata:

A Revolta da Chibata foi um movimento de militares da Marinha do Brasil, planejado por cerca de dois anos e que culminou com um motim que se desenrolou de 22 a 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, à época a capital do país, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto.
Na ocasião, mais de dois mil marinheiros rebelaram-se contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos como punição, ameaçando bombardear a cidade. Durante os seis dias do motim seis oficiais foram mortos, entre eles o comandante do Encouraçado Minas Gerais, João Batista das Neves.

Dica de Links:

Cangaço:

O Cangaço foi uma onda de banditismo, crime e violência que se alastrou por quase todo o sertão do Nordeste brasileiro entre o século 18 e meados do século 20. Para alguns especialistas, o cangaço teria nascido como uma forma de defesa dos sertanejos diante da ineficiência do governo em manter a ordem e aplicar a lei. Mas o fato é que os bandos de cangaceiros logo se transformaram em quadrilhas que aterrorizaram o sertão, pilhando, assassinando e estuprando. Para combatê-los, o governo reagia com as "volantes", grupos de policiais disfarçados de cangaceiros, que muitas vezes eram mais brutais que os próprios cangaceiros. O maior de todos os cangaceiros, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, começou a atuar em 1920. Estima-se que sua gangue chegou a matar mais de mil pessoas. As primeiras mulheres juntaram-se ao cangaço a partir de 1930 - a pioneira foi Maria Bonita, companheira de Lampião. O sucesso de seus ataques contra fazendas e vilarejos fez a polícia intensificar os esforços para enfrentá-los, usando armamentos que os cangaceiros jamais conseguiram comprar, como submetralhadoras. Em 1938, Lampião e Maria Bonita foram mortos por uma volante. Um dos sobreviventes, Corisco, tentou assumir o lugar

Dica de Links:

Padre Cícero:
Cícero Romão Batista nasceu em 1844 na antiga Vila Real do Crato e chegou a Juazeiro em 1872, dando início ao sacerdócio junto a população pobre de sertanejos, numa cidade marcada pela violência e pela prostituição. Teve importante atuação tanto no sentido de aconselhamento espiritual como no trabalho junto às comunidades nas épocas de seca e de fome. Dessa maneira conquistou o respeito da comunidade que passou a lhe atribuir a qualidade de santo e profeta.
O messianismo passou a fazer parte de sua vida em 1891, quando a hóstia ficou vermelha na boca da beata Maria Madalena, fazendo com que o povo considerasse o fato como um milagre.
A partir de então desenvolveu-se grande campanha contra o padre movida pela Igreja católica, que proibiu-o de rezar as missas e forçou sua transferência de Juazeiro. Em 1898 foi chamado à Roma para dar explicações sobre o â??milagre" e é absolvido, retornando a Juazeiro.
Mesmo com a rejeição do milagre pelo padre, o boato se espalha e a cidade torna-se centro de romarias de camponeses que buscam a cura para seus males, ampliando a fama do "Padim Ciço".

Dica de Links:

Tenentismo e Coluna Prestes:

A partir da década de 1920, um movimento de caráter político-militar começou a se organizar no interior dos exércitos do Brasil. Jovens militares que ocupavam as patentes de oficial, tenente e capitão começaram a expressar o seu descontentamento frente aos desmandos do governo das oligarquias. Representando em parte os anseios dos setores médios da população brasileira, esses militares pregavam a moralização e o fim da corrupção no âmbito das práticas políticas da nação.
Entre outros pontos, os tenentes defendiam a instauração do voto secreto e o fim da corrupção eleitoral. Em certa medida, eram defensores de um regime político calcado na ordem democrática e liberal. No entanto, parte desses oficiais do Exército também via que a situação de urgência do país buscava a constituição de um governo forte e centralizado.
Uma das primeiras revoltas organizadas por esses militares começou a se organizar no ano de 1921, realizando oposição ao processo eleitoral da época. Os oficias eram contrários à eleição de Arthur Bernardes, que viria a se tornar presidente. Visando repreender as críticas desses oficiais ao novo governo, Arthur Bernardes ordenou o fechamento do Clube Militar. Inconformados com o decreto autoritário, uma guarnição do forte de Copacabana bombardeou a cidade e exigiu a renúncia do novo presidente.
A rebelião motivou uma violenta reação do governo que acabou desarticulando a maioria de seus participantes. Apenas um pequeno grupo, noticiado pelos jornais da época como “Os Dezoito do Forte”, resistiram às forças oficiais saindo em marcha pelo litoral carioca. As tropas fiéis ao presidente saíram à procura desse grupo resistente, executando a maioria dos envolvidos. O evento acabou potencializando a ocorrência de novas rebeliões militares.
Na data de 5 de julho de 1924, um novo grupo de tenentes paulistas tomaram das armas para enfrentar o governo. Ao longo de quase um mês, o grupo comandado pelo general Isidoro Dias Lopes entrou em confronto com as tropas governamentais. Em pouco tempo, novos levantes tenentistas viriam a se espalhar por outros cantos do Brasil. Uma parte dos militares envolvidos no levante em São Paulo, se refugiaram em Foz do Iguaçu, onde se encontraram com um grupo de tentes gaúchos.
A união desses militares possibilitou a formação da chamada Coluna Prestes. Esse grupo de guerrilheiros, de origem militar e civil, era liderado por Luís Carlos Prestes pregando mudanças por todo o território brasileiro. Ao longo de três anos, os participantes da Coluna Prestes percorreram mais de 24 mil quilômetros fugindo da perseguição dos oficias legalistas e convocando outras pessoas a fazer parte do movimento.
A falta de apelo popular de seus líderes acabou enfraquecendo o movimento, que se dissipou na Bolívia, no ano de 1927. Os participantes do movimento encerraram a sua luta. Alguns dos integrantes, entre eles Luis Carlos Prestes, resolveram militar pelas vias partidárias ao se aproximar do Partido Comunista do Brasil. Mesmo não obtendo resultados concretos, o tenentismo dava sinais de desgaste sofrido pelas teias de dominação estabelecidas pelo regime das oligarquias.

Dica de Links:

Apoio didático para a apresentação dos seminários dos alunos do 9º ano da E. M. Dr. Xenofonte Mercadante.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Telefone de Hitler será leiloado nos EUA

O telefone vermelho de Adolf Hitler, que ele usava para emitir ordens e apresentado como "a arma mais destrutiva" da História, será leiloado no domingo nos Estados Unidos, anunciou a empresa que organiza a venda.
O aparelho encontrado no bunker de Hitler tem seu nome gravado, assim como uma suástica com uma águia em cima, símbolo do Terceiro Reich, e foi avaliado entre US$ 200 mil e US$ 300 mil pela casa de leilões Alexander Historical.


A venda, que será realizada em Maryland, incluirá mais de mil objetos e será aberta a compradores de todo o mundo.
Foi levado em conta a "raridade e o aspecto único" do telefone para fixar seu valor, disse à AFP o representante da casa de leilões, Andreas Kornfeld, assegurando que espera que o preço final super a cifra estimada.
Com este telefone, o líder nazista deu a maior parte de suas ordens durante os dois últimos anos da Segunda Guerra Mundial, indicou a Alexander Historical.
"Provavelmente" trata-se da "arma mais destrutiva de todos os tempos, que enviou milhões (de pessoas) para a morte em todo o mundo", comentou a Alexander.
"Foi o aparelho portátil da destruição de Hitler, utilizado em carros, trens e quartéis-generais", explicou a casa de leilões.
Fonte: www.noticias.uol.com.br

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Divulgação: Minicurso - Histórias em Quadrinhos e História Política: usos e leituras


O minicurso tem como objetivo refletir sobre os usos políticos das Histórias em quadrinhos, nas mais diferentes abordagens e nos mais variados contextos históricos. Em outras palavras, problematizamos os quadrinhos (também conhecidos pela sigla HQs) como fonte para a História Política. Para tanto, consideramos as HQs como uma forma de manifestação política, na medida em que elas acabam, em maior ou menor grau, levantando polêmicas, hasteando bandeiras e engendrando opiniões nos contextos em que foram produzidos e veiculados. Deste modo, tal gênero de leitura presente de forma inegável nas sociedades contemporâneas será apresentado não apenas como suporte de ideias e valores, mas como resultado de práticas culturais elaboradas em diferentes conjunturas. O recorte temporal do minicurso é centrado em produções quadrinísticas de variados espectros ideológicos, nacionais e estrangeiras, produzidas desde antes da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais. Haverá ainda espaço para tratar tanto das peculiaridades construtivas quanto da recepção das HQs.

Inscrições de 02/01/2017 a 05/02/2017​ através do site http://www.ephisufmg.com.br/mini-cursos/inscricao/





Historiador - Uma profissão, uma paixão


Gosto pela leitura é fundamental para o historiador

Carreira procura traçar os caminhos da humanidade.
Rigor e crítica para a investigação são qualidades exigidas.


Heródoto (século V a.C.),
um dos primeiros historiadores
cuja obra sobreviveu até
 os dias de hoje.
Quem somos nós? E para onde vamos? Talvez, analisando de um jeito bem simples, é a estas perguntas que um historiador pretende responder. Esse profissional estuda as implicações do passado no presente e novas formas de escrever o futuro. E os especialistas afirmam que para fazer o curso de história, é preciso muita paixão pelo conhecimento. 
 A faculdade de história, mais do que qualquer coisa, exige paciência e disciplina com os livros. “O gosto pela leitura é uma condição para fazer a faculdade”, afirma a coordenadora do curso na Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg), no Rio Grande do Sul, Doracina Alves Campos Sosa. “Percebemos que nossos alunos são muito exigidos em termo de leitura. Carregam muitos livros embaixo do braço”, brinca a professora. 
Mas, segundo ela, quem vai para a história tem de ter interesse por descobrir coisas; ser curioso na investigação, no reconhecimento do passado, e nas ligações entre o passado e o presente. Em resumo, o estudante tem de ser criterioso e crítico para não aceitar qualquer explicação sobre os rumos da sociedade.

 Há que se ter ainda um certo gosto pela educação, pois grande parte dos profissionais acaba se destinando a lecionar em escolas de ensino fundamental e médio. 

 Cursos
Como a docência é que abre mais postos de trabalho, existem no país, segundo dados de 2005 do Ministério da Educação (MEC), 346 cursos para a formação de professores de história e outros 91 para a graduação de bacharéis.

A diferença básica entre os dois tipos é que, para lecionar no ensino fundamental e médio, é preciso obter o título de licenciado em história. Já para a pesquisa científica ou lecionar nas universidades, é preciso obter o título de bacharel em história.

Muitas instituições oferecem os dois tipos de curso, e basta ao estudante complementar os estudos para obter os dois títulos. Mas nem sempre é assim. Por isso, na hora de escolher a faculdade, vale ficar de olho na modalidade oferecida.

Há ainda outros aspectos importantes na hora de escolher o curso. “É fundamental observar a formação do corpo docente: a qualificação, a produção, a inserção na área”, afirma o presidente da Associação Nacional de História (Anpuh), Manoel Luiz Salgado Guimarães. “O capital humano será o fundamental para a boa formação do profissional e deve orientar sua escolha pela universidade”. O site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), permite conhecer o currículo dos docentes.

O tempo de graduação, de acordo com uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) deve ser de, no mínimo três ou quatro anos. O currículo, em geral, é composto por disciplinas como história do Brasil, da América, teoria da história, história das idéias, antropologia, história da arte.
 Quem quer ser historiador
O perfil dos ingressantes, segundo o vice-chefe do departamento de história da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Napolitano, é bem variado. “Existem expectativas de ordem política, para ‘conhecer as sociedades humanas e seus conflitos’; motivações ligadas à busca de cultura histórica geral; expectativas ligadas ao gosto pelo patrimônio cultural da humanidade e pelas sociedades distantes no tempo”, diz.

“E também é comum alunos que já possuem alguma formação superior, por exemplo, economistas, advogados ou jornalistas, que buscam o curso de história para aumentar sua cultura humanística”, afirma.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Edição crítica de “Mein Kampf” vende 85 mil exemplares em um ano


Berlim – O Instituto de História Contemporânea de Munique (IfZ) informou nesta terça-feira que em um ano foram vendidos 85 mil exemplares da edição crítica de “Mein Kampf” (“Minha luta”), o ideário político de Adolf Hitler cuja publicação foi proibida durante 70 anos na Alemanha.
No final de janeiro chegará às livrarias a sexta edição da obra, dois volumes de 1.948 páginas que reúnem o texto original e Hitler, com seus pensamentos antissemitas e nacionalistas, e comentários que questionam e contextualizam suas afirmações.
Esta versão crítica começou a ser vendida na Alemanha em janeiro do ano passado após a liberação dos direitos de propriedade intelectual, que tinham ficado sob a custódia do Estado da Baviera depois da morte de Hitler, em 30 de abril de 1945.
As autoridades bávaras vetaram durante 70 anos a reedição do livro com o temor de que se transformasse em objeto de culto dos neonazistas e que fosse instrumentalizado pela extrema-direita, embora nunca tenha desaparecido completamente.
A obra, que teve impressa 12 milhões de exemplares até a capitulação do Terceiro Reich, era acessível tanto em edições estrangeiras como em sebos, já que sua venda nunca esteve estritamente proibida.
Com a liberação dos direitos de propriedade intelectual, a primeira versão colocada à venda foi a do IfZ, que rapidamente esgotou os primeiros quatro mil exemplares impressos.
Em comunicado, o diretor do IfZ, Andreas Wirsching, mostrou nesta terça-feira sua satisfação por conseguir um “equilíbrio” entre o trabalho científico básico e a contextualização histórico-política da obra e por fechar a lacuna existente nas pesquisas sobre o nazismo.
O objetivo da equipe editorial do Instituto, dirigida por Christian Hartmann, foi oferecer uma edição científica comentada e sólida da obra antes que alguém a colocasse à venda com interesses “propagantistas” e dar ferramentas para enfrentar de forma crítica a “demagogia” de Hitler.
O IfZ, afirmou Wirsching, era consciente que, além de um desafio científico, havia implicações sociais e políticas, por isso escolheu a própria editora do Instituto e fixou um preço justo (59 euros) para deixar claro que o objetivo não era ganhar dinheiro.
A versão comentada chegou a liderar a lista semanal da revista “Der Spiegel” com os livros de não ficção mais vendidos na Alemanha.
O Instituto, fundado em 1949 com o propósito inicial de investigar os fatores que possibilitaram o auge do nacional-socialismo, destacou os vários pedidos de instituições e universidades interessadas em organizar apresentações e debates em torno de sua obra.
Segundo o IfZ, a preocupação inicial perante a possibilidade de a obra ser instrumentalizada e impulsionar o ideário neonazista era infundada.
A edição comentada, destacou Wirsching, permite conhecer precisamente “as raízes sinistras e as consequências das ideologias totalitárias”.
Fonte: EXAME.com

sábado, 19 de novembro de 2016

História do Samba


O nome samba é, provavelmente, originário do nome angolano semba, um ritmo religioso, cujo nome significa umbigada, devido à forma como era dançado.

O primeiro registro da palavra "samba" aparece na Revista O Carapuceiro, de Pernambuco, em 3 de fevereiro de 1838, quando Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama, escreve contra o que chamou de "samba d'almocreve". O Samba é a principal forma de música de raízes africanas surgida no Brasil.

Em meados do século 19, a palavra samba definia diferentes tipos de música introduzidas pelos escravos africanos, desde o Maranhão até São Paulo. O samba carioca provavelmente recebeu muita influência de ritmos da Bahia, com a transferência de grande quantidade de escravos para as plantações de café no Estado do Rio, onde ganhou novos contornos, instrumentos e histórico próprio, de forma tal que, o samba moderno, como gênero musical, surgiu no início do século 20 na cidade do Rio de Janeiro (a capital brasileira de então).

Muitos pesquisadores apontam para os ritmos do maxixe, do lundu e da modinha como fontes que, quando sintetizadas, deram origem a ao samba moderno.

O termo "escola de samba" é originário deste período de formação do gênero. O termo foi adotado por grandes grupos de sambistas numa tentativa de ganhar aceitação para o samba e para a suas manifestações artísticas; o morro era o terreno onde o samba nascia e a "escola" dava aos músicos um senso de legitimidade e organização que permitia romper com as barreiras sociais.

O samba-amaxixado Pelo telefone, de domínio público mas registrado por Donga e Mauro Almeida, é considerado o primeiro samba gravado, embora Bahiano e Ernesto Nazaré tenham gravado pela Casa Édison desde 1903. É deles o samba "A viola está magoada". Há registros também do samba "Em casa de Baiana" (1913), de autoria de Alfredo Carlos Brício. Porém ambos não fizeram muito sucesso, e foi a composição registrada por Donga que levou o gênero para além dos morros. Donga chegou a anunciar "Pelo telefone" como "tango-samba", no Jornal do Brasil de 8 de janeiro de 1917.

Nos anos trinta, um grupo de músicos liderados por Ismael Silva fundou, na vizinhança do bairro de Estácio de Sá, a primeira escola de samba, Deixa Falar. Eles transformaram o gênero, dando-lhe os contornos atuais, inclusive coma introdução de novos instrumentos, como o surdo e a cuíca, para que melhor se adequasse ao desfile de carnaval. Nesta mesma época, um importante personagem também foi muito importante para a popularização do samba: Noel Rosa. Noel é responsável pela união do samba do morro com o do asfalto. É considerado o primeiro cronista da música popular brasileira. Nesta época, a rádio difundiu a popularidade do samba por todo o país, e com o suporte do presidente Getúlio Vargas, o samba ganhou status de "música oficial" do Brasil.

Nos anos seguintes o samba se desenvolveu em várias direções, do samba canção às baterias de escolas de samba. Um dos novos estilos foi a bossa nova, criado por membros da classe média, dentre eles João Gilberto e Antonio Carlos Jobim.

Nos anos sessenta os músicos da bossa nova iniciaram um movimento de resgate dos grandes mestres do samba. Muitos artistas foram descobertos pelo grande público neste momento. Nomes como Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti e Clementina de Jesus gravaram os seus primeiros discos.

Nos anos setenta o samba era muito tocado nas rádios. Compositores e cantores como Martinho da Vila, Bezerra da Silva, Clara Nunes e Beth Carvalho dominavam as paradas de sucesso.

No início da década de 1980, depois de um período de esquecimento onde as rádios eram dominadas pela música de discoteca e pelo rock brasileiro, o samba reapareceu no cenário brasileiro com um novo movimento chamado de pagode. Nascido nos subúrbios cariocas, o pagode era um samba renovado, que utilizava novos instrumentos, como o banjo e o tantã, e uma linguagem mais popular. Os nomes mais famosos foram Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Martinho da Vila, Grupo Fundo de Quintal, Jorge Aragão e Jovelina Pérola Negra.

Atualmente o samba é um dos gêneros musicais mais populares no Brasil e sem dúvida é o ritmo que melhor representa a imagem do Brasil e do carioca.

Fonte: Wikipédia.org

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