" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

quinta-feira, 28 de junho de 2018

COMO AS PESSOAS CONTAVAM O TEMPO ANTES DE CRISTO?

 A forma mais comum de contar o tempo, não só no Ocidente como na China e no Japão, era apontar os anos desde o começo do mandato dos líderes – faraós, no caso dos egípcios, cônsules e depois césares, para os romanos, magistrados atenienses, reis espartanos, e imperadores chineses e japoneses.
A maioria das pessoas raramente precisaria falar de um tema além da memória das gerações mais velhas. Mas é fácil ver como isso era um pesadelo para os historiadores. Era preciso consultar longas tabelas de reis e somar manualmente para saber quanto tempo havia se passado entre um evento histórico e o momento atual.
Os historiadores – e somente eles – usavam de soluções praticamente desconhecidas para o público em geral. Os gregos podiam contar desde a primeira Olimpíada, em 776 a.C., datando os anos entre cada Olimpíada como se fossem um reinado. O historiador grego Dionísio de Halicarnasso, por exemplo, datou a fundação de Roma em “1º ano da 7ª Olimpíada”. E os romanos podiam escrever as datas em anno urbis conditae – ano desde a fundação de Roma, em 753 a.C. Mas o problema é que nem todos os historiadores concordavam em quando essa fundação havia acontecido.
Os próprios cristãos não escaparam da bagunça até uma tragédia cair sobre eles: em 284, o imperador Diocleciano ascendeu ao trono, começando a pior perseguição de todas. Surgiu então a ideia de contar os anos desse evento traumático e deixar de lado os césares, que tão mal fizeram. Essa foi a Era dos Mártires, que foi adotada apenas entre clérigos.
Séculos depois, um clérigo, o monge Dionísio, o Exíguo, que vivia na atual Romênia, mostrou-se insatisfeito com cristãos contarem a data a partir de um tirano inimigo. Ele propôs contar-se a partir do nascimento de Jesus, afirmando que fazia 525 anos desde então. Ninguém sabe como o monge chegou a esse número. Só se sabe que errou feio – não se sabe ao certo quando Jesus nasceu, mas é provável que não tenha sido em 25 de dezembro do ano 1.
Mas ninguém notou isso na época – lembre-se da enorme dificuldade em calcular precisamente o tempo dispondo-se apenas de intermináveis tabelas de monarcas. A transição para o ano 1000 causaria um verdadeiro pânico na Idade Média. Em 2000, muitos celebraram os “2000 anos de Jesus”. Mas o aniversário já havia passado.
A ideia de Dionísio demorou para pegar. Só em 731, com as pregações do monge Beda, a datação começou a ser aceita, primeiro na Inglaterra. Portugal seria o último país cristão a adotá-la. Usava-se a idiossincrática Era Hispânica, que começava em 38 a.C. – data obscuramente relacionada à conquista romana da região.

Que ano é hoje?

2018 nos vários calendários do mundo


5779 - Calendário hebraico - marca a criação do mundo calculada pelas genealogias na Bíblia.
2771 - Anno urbis - da fundação de Roma.
2019 - Ano astronômico, no qual 1 d.C. é o chamado ano 0.
2561 - Ano budista, do nascimento de Sidarta Gautama, o Buda original.
5120 - Ano hindu, pela contagem a partir do começo do Kali Yuga - A Era do Mal. A atual.
1440 - Calendário islâmico, medido da Hégira, a fuga de Maomé de Meca para Medina.
1735 - Calendário dos Mártires, ainda hoje usado pela Igreja Ortodoxa Copta do Egito.
12018 - Calendário Holoceno, que conta desde o fim do Paleolítico e começo da civilização.
 Fabio Marton
Dionísio de Halicarnasso datou a fundação de Roma em "1º ano da 7ª Olimpíada" Foto:Shutterstock

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/como-as-pessoas-contavam-o-tempo-antes-de-cristo.phtml



quinta-feira, 14 de junho de 2018

Nas entranhas da terra

Durante a Revolução Industrial, a necessidade de combustível para movimentar as máquinas fez com que um grande número de pessoas fosse trabalhar nas minas de carvão da Europa. Era um trabalho estafante, insalubre e que provocou a morte de milhares de pessoas. Essa dura realidade foi retratada pelo escritor francês Émile Zola (1840-1902) no romance Germinal (1885), um painel das condições de vida e de trabalho dos mineradores do carvão na França do século XIX. A passagem a seguir mostra o personagem Etienne no interior de uma dessas minas.
Trabalho infantil nas minas de carvão

[...] à medida que avançavam, a galeria ficava mais baixa, com o teto cheio de saliências. Forçando as espinhas dorsais a dobrarem-se constantemente. Etienne bateu violentamente com a cabeça. Se não fosse o chapéu de couro, teria quebrado a cabeça. [...] 
O rapaz tinha ainda problemas com o solo escorregadio. Cada vez mais alagado. Em certos trechos atravessava verdadeiros charcos que só o chapinhar lamacento dos pés revelava. Mas o maior motivo de espanto eram, sobretudo, as bruscas mudanças de temperatura. No fundo do poço estava muito fresco e na galeria de tração, por onde passava todo o ar da mina, soprava um vento gelado, cuja violência parecia de tempestade, entre os muros apertados. A seguir, à medida que se penetrava nas outras galerias, que recebiam somente seu quinhão muito racionado de ventilação, o vento diminuía e era substituído por um calor sufocante, pesado como chumbo. [...] 
Etienne estertorava, como se o peso das rochas lhe tivesse triturado os membros, mãos dilaceradas, pernas arranhadas, principalmente com falta de ar, a ponto de sentir que o sangue ia jorrar pela pele [...]. Ainda lhe faltava galgar a altura de suas zonas de corte! O suor o cegava, lutava desesperadamente para alcançar os outros [...].
Pouco a pouco, os veios enchiam-se de gente, o corte começava em todos os andares, no extremo de cada caverna. O poço devorador tinha engolido sua ração diária de homens, cerca de setecentos operários que trabalhavam nesse horário no formigueiro gigante, furando a terra em todos os sentidos, esburacando-a como uma madeira velha atingida pelo caruncho.
Extraído de: ZOLA, Émile. Germinal. São Paulo: Abril Cultural, 1972. p. 43-45.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

EXPLICANDO THIS IS AMERICA (frame a frame)







"This is América", o vídeo clipe mais aclamado do momento destaca o racismo e outras mazelas da sociedade estadunidense.
De modo geral, a canção teve ampla recepção da crítica musical. Stephen Kearse, da revista Pitchfork, classificou a canção como "Best New Track" e salientou: "a canção "This Is America" é um reinício. Na obra, utiliza a recepção ambivalente da arte negra para representar a problemática de ser negro na América. Construída com base no contraste melódico e no sincretismo cadente, a música mostra Childish Gambino de modo confiante e cortante. Os vocais de fundo embelezam ambos os ambientes da canção, evocando gritos em êxtase e murmurações angelicais, apoiados por 21 Savage, Young Thug, Quavo, Slim Jxmmi e BlocBoy JB. [...] O vídeo de "This Is America", dirigido pelo colaborador frequente de Glover, Hiro Murai, transforma a tensão contextual em sátira. Despido e alegre, Glover atravessa um depósito dançando e atirando nas pessoas; transição esta que é escondida atrás de um sorriso. A ambivalência presente na música e no videoclipe delineiam a situação negra nos Estados Unidos."
Israel Daramola, da revista Spin, afirma que "[This Is America] serve para lembrar o quanto a morte de pessoas negras — seja pela captura em câmeras ou em vídeos de celulares — torna-se viral em nossa cultura a ponto de cercear a sensibilidade popular. Nem o videoclipe nem a canção estão cientes do escopo. Em primazia, a canção lida com o choque e com a violência para distraí-lo, capitalizando a crescente dormência cultural em ver pessoas negras sendo assassinadas. Glover, portanto, retrata a violência negra de forma detalhada e explícita – em um momento, faz alusão ao massacre da igreja de Charleston em 2015 – enquanto fala sobre o rap e a ostentação relacionada. A justaposição reflete o seu argumento contra o tratamento de morte de negros como insensível e inconsequente, fazendo, desse modo, uma descrição insensível e inconsequente."

sábado, 9 de junho de 2018

Como eram as minas de carvão na Revolução Industrial?

As jornadas de trabalho chegavam a 14 horas e crianças de até 5 anos eram usadas para abrir túneis profundos


Eram galerias subterrâneas exploradas nos séculos XVIII e XIX para abastecer a indústria inglesa que estava nascendo. Extraindo cerca de 100 milhões de toneladas de carvão por ano, a Inglaterra trocou o esforço humano por locomotivas, teares e máquinas de fiação, impulsionando a Revolução Industrial. As minas de carvão não são apenas consequência da Era das Máquinas mas também uma causa. Nas primeiras jazidas, usavam-se bombas de água para retirar a água que se acumulava. “Essa tecnologia rudimentar foi adaptada pelo escocês James Watt para os teares, criando seu motor a vapor, que desencadeou a revolução”, diz José Jobson de Andrade Arruda, especialista em história econômica, da Unicamp.


1) Força animal
Apesar de abastecer as máquinas da Revolução Industrial, as minas contavam com pouca tecnologia. Pôneis e mulas, animais baixos e resistentes, puxavam pequenos vagões cheios de carvão e moviam elevadores. Uma mina de tamanho médio tinha cerca de 50 animais trabalhando

2) Carga explosiva
Para abrir túneis e extrair o carvão da terra, os mineiros usavam dinamite – criada graças à invenção chinesa da pólvora, que chegou à Europa no século 16. Vigas de madeira sustentavam galerias com pouco mais de 1 m de altura. A profundidade total de uma mina chegava a 400 m

3) Enterrados vivos
Umidade, calor e gases gerados pela queima de lampiões deixavam o ambiente insuportável, colocando a vida dos mineiros em risco. Além disso, erros na dosagem da dinamite ou problemas na estrutura que sustentava as paredes transformavam a mina, com frequência, em sepultura

4) O buraco é mais embaixo
O fosso pelo qual passavam o elevador e a mangueira da bomba que retirava o excesso de água servia como referência espacial. Para ele, convergiam as principais galerias, equipadas com trilhos para o transporte do carvão mineral extraído

5) Despertar violento
Assim como na maioria das fábricas do século 18, os castigos corporais eram frequentes. A função da chibata não era punir, mas manter o trabalhador acordado durante o extenso expediente, que chegava a 14 horas diárias

6) Sobrevivendo no inferno
Quanto mais os mineiros se aprofundavam na terra, mais o termômetro subia. A partir dos 300 m de profundidade, a temperatura subia 1o oC a cada 33 m. O ar intoxicado das galerias provocava uma inflamação nos pulmões que ficou conhecida como “doença negra”

7) Trabalho infantil
Túneis profundos eram mais difíceis de abrir. Nesse caso, fazia-se um pequeno buraco e colocava-se uma criança, de 5 a 7 anos, para escavá-lo. Para recolher o carvão extraído, o pequeno funcionário levava um carrinho amarrado ao pé.

Por Maria Carolina Maia

A escravidão retratada no cinema



Pequena relação de filmes e séries que retratam alguns aspectos da escravidão de africanos em território americano.



Filme: "O nascimento de uma nação" - 2016 - 115 min.: Filme conta a história de Nat Turner, um escravo alfabetizado e pregador, cujo proprietário Samuel Turner aceita uma oferta para usar sua forma de pregar para subjugar os escravos rebeldes. Após testemunhar inúmeras atrocidades - contra si e outros escravos - ele organiza uma revolta na esperança de conduzir seu povo para a liberdade.







Filme: "12 anos de escravidão" - 2013 - 133 min.: 1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.







Filme: "Um estado de liberdade" - 2016 - 139 min.: Durante a Guerra Civil Americana, o fazendeiro Newton Knight (Matthew McConaughey) forma um grupo de rebeldes contra a Confederação. Ele é contrário à escravidão, mas também à secessão. Assim, reunindo pobres fazendeiros, o pequeno condado de Jones rompe com o grupo majoritário e forma um pequeno estado livre. Ao longo dos anos, Knight combate a influência racista do Ku Klux Klan e forma a primeira comunidade interracial do sul, casando-se com a ex-escrava Rachel (Gugu Mbatha-Raw).


Filme: "Amistad" - 1997 - 148 min.: Costa de Cuba, 1839. Dezenas de escravos negros se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad. Eles sonham retornar para a África, mas desconhecem navegação e se vêem obrigados a confiar em dois tripulantes sobreviventes, que os enganam e fazem com que, após dois meses, sejam capturados por um navio americano, quando desordenadamente navegaram até a costa de Connecticut. Os africanos são inicialmente julgados pelo assassinato da tripulação, mas o caso toma vulto e o presidente americano Martin Van Buren (Nigel Hawthorn), que sonha ser reeleito, tenta a condenação dos escravos, pois agradaria aos estados do sul e também fortaleceria os laços com a Espanha, pois a jovem Rainha Isabella II (Anna Paquin) alega que tanto os escravos quanto o navio são seus e devem ser devolvidos. Mas os abolicionistas vencem, e no entanto o governo apela e a causa chega a Suprema Corte Americana. Este quadro faz o ex-presidente John Quincy Adams (Anthony Hopkins), um abolicionista não-assumido, sair da sua aposentadoria voluntária, para defender os africanos.

Filme: "Django Livre" - 2013 - 164 min.: Ambientado no Sul dos Estados Unidos, Antes da Guerra Civil, Django (Jamie Foxx) é um escravo conhecido pelo histórico brutal com os seus ex-senhores. Isso o coloca diante do caçador de recompensas alemão, dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está nos EUA a procura dos sanguinários irmãos Brittle, e Django é o único que pode levá-lo à sua recompensa. O heterodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo assim que capturar os Brittle – mortos ou vivos. Mesmo com o objetivo alcançado, e a promessa cumprida, os dois permanecem juntos, caçando os criminosos mais perigosos dos EUA. Enquanto isso Django está a procura de sua esposa, levada pelo tráfico de escravos.

Filme: "Quanto vale ou é por quilo"? - 2005 - 110 min.: Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver




Filme: "Vazante" - 2017 - 100 min.: Início do século XIX. Em uma fazenda imponente e decadente, situada na região dos diamantes em Minas Gerais, brancos, negros nativos e recém-chegados da África sofrem com os conflitos e a incomunicabilidade gerada pela solidão e pelas tensões raciais e de gênero em um país que passa por um forte período de mudança.








Filme: "Cafundó" - 2005 - 102 min.: João de Camargo (Lázaro Ramos) viveu nas senzalas em pleno século XIX. Após deixar de ser escravo ele fica deslumbrado com o mundo em transformação ao seu redor e desesperado para viver nele. O choque é tanto que faz com que João tenha alucinações, acreditando ser capaz de ver Deus. Misturando suas raízes negras com a glória da civilização judaico-cristã, João passa a acreditar que seja capaz de curar e realmente acaba curando. Ele torna-se então uma das lendas brasileiras, se popularizando como o Preto Velho.








Filme: "Lincoln" - 2012 - 149 min.: Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o filme se passa durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.







Série: "Raízes" - 2016 - 8 capítulos: A trama acompanha a linhagem de uma família escravizada, começando pelo retrato do corajoso Kunta Kinte (LeVar Burton), um guerreiro que nunca abandona a sua fé. A história segue por gerações, mostrando a visão de seus descendentes em momentos importantes da história americana, como a Guerra Civil, até ao fim da escravidão.





Filme: "A ilha dos escravos" - 2008 - Inspirado no romance "O Escravo", escrito em 1856 por José Evaristo de Almeida, um português desterrado em Cabo Verde.
A ação desenrola-se no século XIX, durante uma revolta dos apoiantes de D. Miguel, exilados em Cabo Verde, e centra-se num triângulo amoroso que envolve a filha de um poderoso dono de terras, um escravo e um oficial miguelista.





Filme: "Quilombo" - 1984 - 210 min.: Em torno de 1650, um grupo de escravos se rebela num engenho de Pernambuco e ruma ao Quilombo dos Palmares, onde uma nação de ex-escravos fugidos resiste ao cerco colonial. Entre eles, está Ganga Zumba, príncipe africano e futuro líder de Palmares, durante muitos anos. Mais tarde, seu herdeiro e afilhado, Zumbi, contestará as idéias conciliatórias de Ganga Zumba, enfrentando o maior exército jamais visto na história colonial brasileira.




Filme: 'Xica da Silva" - 1976 - 137 min.: Segunda metade do século XVIII. Xica da Silva (Zezé Motta) era uma escrava que, após seduzir o milionário João Fernandes (Walmor Chagas), se tornou uma dama na sociedade de Diamantina. Ela passou a promover luxuosas festas e banquetes, algumas contando com a exibição de grupos de teatro europeus. Sua ostentação fez com que sua fama chegasse até a corte portuguesa.








Filme: "Tempos de Glória" - 1989 - 122 min.: Baseado numa história real, o filme conta a história de um regimento de soldados negros na Guerra Civil americana. Liderados por um oficial branco, os soldados lutam contra os Confederados e contra o preconceito de seus superiores e precisam provar seu valor no campo de batalha.






Homem nenhum é suficientemente bom para ser o senhor de outro.”
George Bernard Shaw

segunda-feira, 28 de maio de 2018

"Uma viagem no tempo através da fotografia "

“O carangolense é por natureza, um nostálgico dos fatos ocorridos em sua terra natal.” Rogério Carelli , in Efemérides Carangolenses

Os alunos do sexto ano da E. E. dr. Jonas de Faria Castro, localizada em Carangola no estado de Minas Gerais,  foram incentivados a participarem de um projeto escolar para unir fotografia, oralidade e história local. Inspirado em diversos trabalhos de fotógrafos estrangeiros que circulam pela internet, como: Zoltan KerenyiSergey LarenkovTaylor JonesNick Sullivan, que sobrepuseram fotos antigas aos seus locais contemporâneos, promovendo assim uma interessante viagem ao passado
Ao preparar as aulas do sexto ano para a introdução aos estudos da História surge a ideia de usar a técnica de sobrepor fotografias  para recontar um pouco da história de nossa cidade de Carangola, e, também observar algumas mudanças e permanências pela qual nossas construções teriam passado. 
Os alunos foram instruídos a  unirem as fotografias antigas aos seus locais de origem e se possível entrevistar alguma pessoa que conheça a história do local registrado na foto. Alguns resultados  talvez não tenham se aproximado do trabalho realizado pelos profissionais citados, mas com certeza tiveram um aproveitamento educacional de grande importância para a compreensão do estudo de História e de suas fontes.

“Se o interesse pela memória é algo negligenciado neste país e o brasileiro é classificado como um povo sem memória, nós carangolenses nos incluímos numa honrosa exceção.”  Rogério Carelli,  in Efemérides Carangolenses





















A História é o estudo das ações humanas no passado e no presente. Conhecer o passado nos permite compreender melhor a realidade em que vivemos, descobrir os limites, as potencialidades e as consequências dos atos humanos.
O conhecimento das ações humanas no decorrer do tempo se dá por meio da seleção, da análise e da interpretação de objetos e vestígios deixados pelas diferentes sociedades. Todos os vestígios que nos informam algo sobre as ações humanas ao longo do tempo tornam-se documentos e fontes de investigação para os estudos históricos: documentos oficiais, livros, depoimentos orais, fotografias, desenhos, filmes, objetos, roupas e inúmeras outras evidências da vida de um povo e de uma época.
Dentre as variadas fontes históricas, talvez, a mais popular seja a fotografia, considerada uma forma de expressão; de arte; de registro e de comunicação social. Através da perspectiva de seu autor a fotografia pode registrar momentos, lugares e pessoas que antes estariam apenas em sua memória de expectador.
Outra modalidade de fonte histórica utilizada pelo historiador é a História Oral. A história oral é o trabalho de pesquisa que faz uso de fontes orais, coletadas por meio de entrevista oral gravada, em diferentes modalidades. Voltada para o passado, a história oral se engaja na produção de memória a partir dos vestígios que podem ser encontrados no presente.
O referido projeto consiste em possibilitar ao aluno, dentre outras coisas, a competência de compreender como o espaço e tempo são elementos essenciais para o trabalho do historiador, assim como as transformações urbanas são as formas mais visíveis de se perceber como o tempo e ação humana transforma o ambiente, assim como o ambiente transforma o homem. 

Grandes idéias em grandes crises

A dor ensina a gemer

Crises e guerras devastaram exércitos e mergulharam impérios na recessão e no caos. Mas também serviram de estímulo para inventos que mudaram a história da humanidade

por Bianca Nunes
Louis Braille (1809-1852) tinha só 3 anos quando, brincando na oficina do pai artesão, cortou o olho direito com um furador de couro. A família tratou o machucado em casa - eles moravam num pequeno vilarejo da França de 1812. Logo o ferimento infeccionou e passou para o outro olho. Dois anos mais tarde, Louis estava completamente cego.

A deficiência não impediu que ele fosse educado. Tão logo aprendeu a ler com o tato, Louis foi enviado a uma escola para cegos de Paris - a primeira do tipo na época. Aluno dedicado, impressionou-se quando, em uma das aulas, aprendeu um código sem som criado no Exército para comunicação de soldados durante a noite. Louis gostou da ideia e incrementou o código, que tinha pontos em alto relevo. Até então, quase tudo na escola era feito por memorização.

Aos 15 anos, ele criou um sistema que é usado até hoje por cegos de qualquer país para se comunicarem com o mundo. A invenção que levou seu nome veio de uma necessidade pessoal de Louis: ele queria aprender de uma forma simples. A angústia e a dedicação fizeram com que o jovem descobrisse um jeito de melhorar sua própria vida e a dos deficientes que viviam como ele, no escuro.

Muitas outras descobertas também ocorreram durante crises, em momentos sofridos e cruciais para seus inventores, quando o mundo exigia deles uma saída. Às vezes para sua própria sobrevivência e conforto.

"A crise provoca a mudança, que pode ser ‘boa’ ou ‘má’ para a humanidade. Algumas pessoas se adaptam aos momentos difíceis ou têm habilidades específicas que ajudam a fazer da crise algo positivo. Em muitas ocasiões críticas, como a situação econômica atual, há oportunidades que podem beneficiar alguns", afirma Lisa Rosner, professora de história da ciência da Universidade de Stockton (EUA), pesquisarora e autora de The Technological Fix: How People Use Technology to Create and Solve Problems ("O Conserto Tecnológico: Como as Pessoas Usam a Tecnologia para Criar e Resolver Problemas", sem tradução para o português).

Quem dá outro exemplo de superação em tempos de turbulência é Edward Tenner, especialista em história da tecnologia. "Com certeza, a Dinamarca, após perder a Noruega, a Islândia e a região de Schleswig-Holstein, se tornou mais próspera do que nunca. Criou novas indústrias que incluíam a produção de manteiga e queijo, móveis de madeira e turbinas eólicas. Eles passaram de uma cultura hierárquica, que vivia como satélite da aristocracia do norte da Alemanha, para uma sociedade que era capaz de exportar produtos de maneira igualitária e atingiu níveis de vida ótimos. Hoje, os dinamarqueses são, de acordo com pesquisas, as pessoas mais felizes da Europa - em um paradoxal resultado por terem perdido muitas guerras."

Mas por que isso acontece? Como momentos dramáticos podem despertar soluções inovadoras? Historiadores chegaram a algumas conclusões estudando esse comportamento. Primeiro: "ideias brilhantes" não surgem do nada. Segundo Lisa Rosner, "elas acontecem porque os inventores entendem a necessidade que passam e pesquisam sobre o assunto. Eles têm acesso às soluções propostas por outros e eles tentam muito".

Traumas criativos e invenções
Necessidades que levaram a grandes soluções

Feridas abertas
Assombrado pelas cenas terríveis que testemunhou como voluntário num centro médico do Exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial, o pesquisador Alexander Fleming (1881-1955) procurou outras formas de tratar ferimentos infeccionados. Até então, não era possível curar as feridas mais graves sem remover pelo menos parte do tecido atingido das vítimas. Ao ver de perto o sofrimento dos doentes, se dispôs a buscar um tratamento eficaz. Descobriu a penicilina, o primeiro antibiótico, em 1928.

Sangue no armário
A falta de sangue para transfusões durante a Segunda Guerra levou o médico americano Charles Drew a encontrar um modo de transportar o material por longas distâncias sem que se estragasse. Ele separou o sangue entre plasma (a parte líquida) e células vermelhas, o que permitia o armazenamento prolongado. No início dos anos 1940, a Inglaterra pediu ajuda aos EUA para atender vítimas civis e militares. Drew coordenou um projeto da Cruz Vermelha para coletar e enviar o sangue salvador à Grã-Bretanha.

Na falta de cão acaba o sabão
A base dos detergentes sintéticos apareceu na Alemanha, em 1917, quando os suprimentos de gordura animal estavam em falta por causa das batalhas da Primeira Guerra Mundial. A gordura era, então, a principal matéria-prima do sabão. Chamado de Nekal, o produto desenvolvido pelos químicos H. Gunther e M. Hetzer, a partir de uma ideia original do fim do século 19, só circulou nos tempos de guerra, mas foi um sucesso comercial. Aprimorado, está hoje em todas as cozinhas. E os cães agora podem perambular tranquilos.

A imprensa e a peste negra
Há quem diga que a peste negra, no fim da Idade Média, ajudou no desenvolvimento do Ocidente. Os historiadores David Herlihy e Samuel Cohn argumentam que a pandemia que dizimou quase um terço da Europa deu início a uma onda de descobertas tecnológicas que levaram à Revolução Industrial. Um dos exemplos citados é a invenção da prensa de Gutenberg, em 1453. Eles sugerem que os tipos móveis vieram a substituir o exército de monges copistas que teriam sido mais rapidamente atingidos pela peste do que o resto da população.

O rádio é do povo
As primeiras transmissões de rádio são do século 19, mas só depois da Primeira Guerra a radiodifusão chegou, de fato, à população civil. A Westinghouse, empresa americana que fabricava aparelhos para as tropas europeias, se viu com um excedente encalhado. A fim de evitar o prejuízo, a empresa instalou uma grande antena no pátio da fábrica e transmitiu música para os moradores de um bairro de Pittsburgh. O golpe de marketing funcionou e os aparelhos foram vendidos.

Blues para amenizar a dor
O blues nasceu no Mississippi (EUA), no delta do rio Yazoo, uma região de inundações, própria para a plantação de algodão. Lá viviam escravos negros, que cantavam para aliviar o sofrimento do trabalho. Eram lamentos em forma de gritos melancólicos. Como os escravos eram proibidos de usar instrumentos, a voz era o único recurso musical. Depois veio o ritmo sincopado, a marcação nos pés, o falsete nos vocais e, claro, a marcação típica do violão. O primeiro blues - gíria da época para definir a tristeza - foi gravado em 1914.

A explosão dos Fertilizantes
O uso de substâncias para adubar o solo data dos primórdios da agricultura. Os fazendeiros da Antiguidade sabiam que a terra envelhecia. Em vez de buscar novas áreas de cultivo, eles passaram a incrementar o terreno. Os egípcios espalhavam cinzas de sementes, e há relatos de que gregos e romanos fertilizavam a terra com excremento animal. A indústria de fertilizantes sintéticos surgiu depois da Primeira Guerra, para dar fim ao excedente de explosivos de nitrogênio (TNT) que já não tinham serventia.

Mais forte que a seda
Devido às dificuldades no comércio mundial depois da quebra da bolsa de valores, em 1929, o preço da seda disparou. O Japão era, naquele momento, o principal exportador para os Estados Unidos e um dos maiores fabricantes mundiais do produto. Em busca de um tecido leve, resistente e mais barato, a empresa DuPont decidiu investir no desenvolvimento de uma fibra sintética que substituísse a seda. Foi assim que o funcionário Wallace Carothers produziu uma fibra forte e elástica que não derrete a menos de 195 graus Celsius. Criado em 1930, o náilon não é só usado para fazer roupas. Serve para fabricar linhas de pesca, tapetes e carpetes, entre outras utilidades.
Sem gasolina? Vai de álcool
Crise do petróleo abriu espaço para outros combustíveis

Em 1973, a decisão de alguns países de diminuir a produção de petróleo e aumentar seu preço foi catastrófica para o resto do mundo. Não havia alternativa viável, e as pesquisas sobre outros tipos de combustíveis estavam engatinhando. Em apenas três meses, o preço de um barril passou de US$ 2,90 para impressionantes US$ 11,65 e as vendas para a Europa e os EUA foram embargadas por causa do apoio a Israel na Guerra do Yom Kippur (1973). A oferta do produto despencou e alguma coisa precisava ser feita.

O Brasil inovou. Em 14 de novembro de 1975, o governo assinou um decreto implantando o Programa Nacional do Álcool, o Proálcool, que estimulava a produção do etanol para a substituição de combustíveis fósseis. "O Proálcool foi implantado quando o Brasil gastava, anualmente, mais de US$ 10 bilhões na importação de petróleo e derivados. Foi a única nação que encontrou um substituto adequado e menos poluente para o petróleo", diz Luiz Gonzaga Bertelli, autor de Crise Energética.

Segundo ele, hoje, o volume do etanol de cana comercializado já é superior ao da gasolina automotiva. "O programa colaborou, decisivamente, para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Mais de 1 milhão de empregos diretos e 4 milhões de indiretos dependem da indústria sucroalcooleira. Se considerarmos todo o petróleo e a gasolina que deixamos de queimar desde 1977, quando ocorreu o início da efetiva produção do etanol no país, economizamos US$ 234 bilhões em valores atualizados."

Saiba mais

LIVROS
The Technological Fix: How People Use Technology to Create and Solve Problems, Lisa Rosner, Routledge, 2004
Ensaios sobre a necessidade de o homem recorrer à tecnologia para enfrentar desafios.

A Vingança da Tecnologia, Edward Tenner. Campus, 1997
As irônicas consequências das inovações mecânicas, químicas, biológicas e médicas.

Fonte: Aventuras na História

quinta-feira, 22 de março de 2018

XXI Encontro Regional de História

Em tempos de crise, a História pode ser vista como uma das formas de resistência visando a continuidade e amadurecimento de nossa experiência democrática. O tema do XX Encontro Regional de História da ANPUH-MG, ocorrido em 2016, na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) em Uberaba, Minas Gerais, já prenunciava o momento vivenciado pela nossa área do conhecimento quando abordou a "História em tempos de crise". Naquele encontro acadêmico, citou-se: "Crise política, ambiental, econômica, moral e epistemológica. Crise dos refugiados, dos paradigmas e das universidades. A Crise, esta filha direta da Modernidade apresenta-se na aurora do século XXI enquanto objeto sedento pela atenção da História. Cabe, então, transformá-la em algo para além do algoz que deseja nos manter cativo, e sim motor para análise, ações e criações".
Na continuidade do proposto pelos encontros acadêmicos dessa Associação Nacional de História, ANPUH-MG, é que a XXI edição propõe elencar a própria área do conhecimento, ampla e abrangente, para pensar as formas de resistências a partir do papel do historiador e da historiografia. O XXI Encontro Regional de História (XXI ERH) será realizado entre os dias 01 a 03 de agosto de 2018, na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Campus Darcy Ribeiro, localizada em Montes Claros.
A temática do evento é de grande relevância para a instrumentalização das ações e do pensamento sobre as questões que nos envolvem na atualidade. A História do Tempo Presente tem se caracterizado pela rápida transformação e mesmo pela perda de valores e conquistas que foram outrora tão caros às gerações anteriores. Entender o papel do historiador, em suas diversas atuações (ensino, pesquisa e extensão), frente a uma sociedade que precisa ser mais dinâmica, mais inclusiva, mais justa e que ao mesmo tempo sofre a ação de retrocessos promovidos por diferentes tipos de fundamentalismos, torna-se o grande desafio desse Encontro Regional. Entendemos que o diálogo e o debate sejam instrumentos poderosos para o combate ao estranhamento e ao preconceito, reações que são fruto do desconhecimento do outro. A partir do exposto, pretendemos contar com pesquisas que abordem, mesmo que de forma implícita, suportes teóricos, metodológicos, éticos e políticos que este recorte, voltado às formas de resistências, impõe ao campo histórico e às atuações do historiador e do professor de História.

Diretoria ANPUH-MG
 Gestão 2016/2018

Para mais informações acesse: http://www.encontro2018.mg.anpuh.org/apresentacao

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher



Parabéns às Joanas Darc, às Anitas, às Madres Terezas, às Anastácias, às Marias Quitérias, às Chiquinas Gonzagas, às Marias Bonitas, às Olgas, às Rosas Luxembrugos, às Evitas, às Pagus, às Zuzus, às Princesas Isabel, às Indiras, às Joanas, , às Marias, às Anas, às Antônias, ou seja, um grande parabéns a todas as MULHERES desse mundo, de hoje e de sempre. 

Nos últimos anos, em quase todo o mundo, ganharam destaque as comemorações do Dia internacional da Mulher. Depois de milhares de anos em que a mulher permaneceu em posição familiar, social e profissional inferior à do homem, finalmente passaram a ser reconhecidas como iguais e parceiras do homem na direção de empresas, da família e até de países. A mulher deixou de ser valorizada apenas por suas funções de mãe, de responsável pelo lar e pela família, quanto ao conforto dentro de casa: passou a assumir postos de mando e de decisão, o que representa um grande progresso. Infelizmente, em muitos países da África e da Ásia, subsistem condições de desigualdade, e de humilhação, o mesmo acontecendo nas regiões pobres da América Latina, onde a mulher padece o peso de preconceitos, injustiças dentro de casa e das empresas, e sofre violências que começam já na infância. Essa repressão sexual e social ainda é um fato que devemos combater com vigor.  
Em Nova York, Estados Unidos, no dia 8 de março de 1857, um grupo de operárias ocupam a fábrica onde trabalham, reivindicando diminuição da jornada de trabalho que era de 14 a 16 horas, condições saudáveis de trabalho e salários menos miseráveis. Depois de serem confinadas em um lugar isolado da fábrica, todas morreram queimadas em um incêndio. Depois, na Dinamarca, em 1910, realiza-se o 1º congresso internacional de Mulheres. Em homenagem às 129 operárias mortas, passou-se a comemorar no dia 8 março, o Dia internacional da Mulher.


Outras versões:

O Dia Internacional da Mulher é uma data mundialmente conhecida e comemorada. Hoje em dia, quando chega 8 de março as mulheres ganham flores, jóias e os presentes mais variados. Acontece que o Dia Internacional da Mulher foi criado em circunstâncias bem mais trágicas, e nós não devemos nunca nos esquecer do real sentido desta data.  
           A ideia de criar um dia para as mulheres surgiu no contexto da Segunda Revolução Industrial com a incorporação da mão de obra feminina às indústrias. As péssimas condições de trabalho eram alvo de frequentes protestos, especialmente nas cidades de Nova Iorque, Berlim e Viena.    
          O Dia Internacional da Mulher foi celebrado pela primeira vez no dia 28 de fevereiro de 1909 por  iniciativa do Partido Socialista da América em memória a um protesto realizado nos Estados Unidos por melhores condições de trabalho. Um ano depois ocorreu a primeira conferência Internacional de Mulheres e em 1911 o Dia Internacional da Mulher foi celebrado na Áustria, Dinamarca, Suiça e Alemanha.  
dia internacional da mulher 8 de marco 3 8 de Março Dia Internacional da Mulher  A História e o Sentido da Data  
          Alguns dias depois, um incendio na fábrica da Triangle Shirtwaist matou mais de 146 trabalhadores, sendo a grande maioria formada por costureiras. Um dos principais fatores para o grande número de mortes foi a falta de equipamentos de segurança e as más condições do edifício.     
          O primeiro Dia Internacional da Mulher foi comemorado de fato na Rússia e serviram como estopim para a eclosão da Revolução de 1917. O motivo foi uma greve de operárias de uma indústria  téxtil que lutavam contra o czar Nicolau II, a fome e a participação da Russia na Primeira Guerra Mundial. A manifestação se realizou no dia 8 de março de 1917 e foi relatada por Leon Trotsky. Veja a seguir um trecho do relato:  
          “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução.” 

quarta-feira, 7 de março de 2018

Canción Por La Unidad de Latino América


Autores: Pablo Milanes e Chico Buarque de Hollanda
El nacimiento de un mundo
Se aplazó por un momento
Fue un breve lapso del tiempo
Del universo un segundo
Sin embargo parecia
Que todo se iba a acabar
Con la distancia mortal
Que separó nuestras vidas
Realizavan la labor
De desunir nossas mãos
E fazer com que os irmãos
Se mirassem com temor
Cunado passaron los años
Se acumularam rancores
Se olvidaram os amores
Parecíamos estraños
Que distância tão sofrida
Que mundo tão separado
Jamás se hubiera encontrado
Sin aportar nuevas vidas
E quem garante que a História
É carroça abandonada
Numa beira de estrada
Ou numa estação inglória
A História é um carro alegre
Cheio de um povo contente
Que atropela indiferente
Todo aquele que a negue
É um trem riscando trilhos
Abrindo novos espaços
Acenando muitos braços
Balançando nossos filhos
Lo que brilla con luz propia
Nadie lo puede apagar
Su brillo puede alcanzar
La oscuridad de otras costas
Quem vai impedir que a chama
Saia iluminando o cenário
Saia incendiando o plenário
Saia inventando outra trama
Quem vai evitar que os ventos
Batam portas mal fechadas
Revirem terras mal socadas
E espalhem nossos lamentos
E enfim quem paga o pesar
Do tempo que se gastou
De las vidas que costó
De las que puede costar
Já foi lançada uma estrela
Pra quem souber enxergar
Pra quem quiser alcançar
E andar abraçado nela
Já foi lançada um estrela
Pra quem souber enxergar
Pra quem quiser alcançar
E andar abraçado nela

sábado, 3 de março de 2018

A descoberta em duas múmias de 5 mil anos que revoluciona o que sabemos sobre o Egito Antigo

Pesquisadores encontraram as tatuagens mais antigas do mundo em múmia de homem; antes, acreditava-se que só as mulheres tinham desenhos na pele.

BBC BRASIL.com



Pesquisadores consideram ter encontrado as mais antigas tatuagens do mundo em duas múmias do Egito que datam de cinco mil anos atrás. As ilustrações incluem um touro selvagem e uma ovelha no braço de um cadáver homem e desenhos em formato da letra "S" no braço e no ombro de uma mulher mumificada.


Segundo o estudo, publicado no "Journal of Archaelogical Science", a descoberta antecipa em mil anos a idade da prática das tatuagens na África. Um dos autores da pesquisa, Daniel Antoine explicou à "BBC News" que a constatação dos desenhos na pele das múmias "transforma" o entendimento da ciência sobre como as pessoas viviam nesta era.
"Apenas agora nós temos pistas da vida desses indivíduos notavelmente preservados. Incrivelmente, com mais de cinco mil anos de idade, eles antecipam as evidências de tatuagem na África em um milênio", destacou o curador da Antropologia Física do British Museum.


Leia mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/tatuagens-mais-antigas-do-mundo-sao-encontradas-em-mumias-do-egito-22444729#ixzz58jGxTTm9 

Veja também:

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