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sexta-feira, 19 de março de 2021
terça-feira, 15 de maio de 2018
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Estudo atribui a Napoleão origem europeia, não árabe
Testes genéticos põem fim à teoria de que o imperador francês Napoleão Bonaparte tinha ascendência árabe
Napoleão Bonaparte: teste derruba teoria que dizia que imperador tinha ascendência árabe (Divulgação)
Novos exames de DNA acabam de derrubar a teoria de que o ex-imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821) tinha ascendência árabe. Um estudo genético publicado na última edição do Journal of Molecular Biology Research atribui a Napoleão origem caucasiana, ou seja, da parte oriental da Europa. A pesquisa contradiz indicações históricas de que os ancestrais de Napoleão teriam chegado à Europa durante a expansão do Islã.
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NAPOLEÃO BONAPARTE
Em 1799, um oficial de artilharia do exército francês de apenas 30 anos de idade liderou um golpe de estado e se autoproclamou Primeiro Cônsul. Era Napoleão Bonaparte, que cinco anos mais tarde seria proclamado imperador. A chegada de Napoleão ao poder é o marco histórico que encerra a Revolução Francesa, detonada dez anos antes.
Em 1799, um oficial de artilharia do exército francês de apenas 30 anos de idade liderou um golpe de estado e se autoproclamou Primeiro Cônsul. Era Napoleão Bonaparte, que cinco anos mais tarde seria proclamado imperador. A chegada de Napoleão ao poder é o marco histórico que encerra a Revolução Francesa, detonada dez anos antes.
Napoleão governou a França até abril de 1814 (voltou a ocupar a posição durante alguns meses em 1815). Em seu governo, a França envolveu-se em conflitos com as grandes potências da Europa, as Guerras Napoleônicas. Napoleão conquistou uma hegemonia sem precedentes no Velho Continente. Em 1812, porém, sofreu um grave revés na Campanha da Rússia e viu seu império começar a ruir. A batalha final aconteceu em Waterloo, em junho de 1815, quando o exército de Napoleão foi derrotado pelos britânicos, que o exilaram na ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, onde morreria seis anos depois.
Napoleão nasceu na Córsega, uma ilha no litoral da Itália que é controlada pela França. Seus pais eram descendentes da nobreza italiana, e sua família tinha vínculos de sangue com um mercenário do século XV conhecido como 'Il Moro di Sarzana', ou 'O Mouro de Sarzana', natural de uma cidade mediterrânea frequentemente atacada pelos árabes.
Os exames de DNA foram feitos pelo geneticista francês Gérard Lucotte, que teve acesso a pelos das famosas costeletas de Napoleão. O material estava em um relicário que pertenceu ao fundador do Museu do Louvre e amigo pessoal do ex-imperador, Dominique Vivant Denon. Lucotte conseguiu isolar o perfil do cromossomo Y de Napoleão segundo o jornal francês Le Figaro.
O cientista comparou o DNA dos pelos do ex-imperador com o material genético de Charles Napoleão, descendente de Jerônimo Bonaparte, irmão de Napoleão. As marcas do cromossomo Y nos dois são exatamente iguais. "Conseguimos determinar com precisão: Napoleão não era árabe, mas caucasiano", afirmou Lucotte.
Pesquisas genéticas também podem ajudar a determinar a causa de sua morte. A teoria mais aceita era a de que ele havia sido envenenado com arsênico enquanto cumpria um pena imposta pelos britânicos na ilha de Santa Helena, localizada no Oceano Atlântico. Testes modernos, porém, não encontraram sinais da substância em restos mortais de Napoleão, como fios de barba. Outra versão, atestada por uma autópsia, aponta para um câncer de estômago. Por trás das pesquisas científicas, sugeriu o Le Figaro, esconde-se uma nova tentativa de abrir o túmulo de Napoleão, no Hotel des Invalides, em Paris, e esclarecer se realmente estão ali os restos mortais do imperador, se são de outra pessoa ou se o local está vazio.
Os exames de DNA foram feitos pelo geneticista francês Gérard Lucotte, que teve acesso a pelos das famosas costeletas de Napoleão. O material estava em um relicário que pertenceu ao fundador do Museu do Louvre e amigo pessoal do ex-imperador, Dominique Vivant Denon. Lucotte conseguiu isolar o perfil do cromossomo Y de Napoleão segundo o jornal francês Le Figaro.
O cientista comparou o DNA dos pelos do ex-imperador com o material genético de Charles Napoleão, descendente de Jerônimo Bonaparte, irmão de Napoleão. As marcas do cromossomo Y nos dois são exatamente iguais. "Conseguimos determinar com precisão: Napoleão não era árabe, mas caucasiano", afirmou Lucotte.
Pesquisas genéticas também podem ajudar a determinar a causa de sua morte. A teoria mais aceita era a de que ele havia sido envenenado com arsênico enquanto cumpria um pena imposta pelos britânicos na ilha de Santa Helena, localizada no Oceano Atlântico. Testes modernos, porém, não encontraram sinais da substância em restos mortais de Napoleão, como fios de barba. Outra versão, atestada por uma autópsia, aponta para um câncer de estômago. Por trás das pesquisas científicas, sugeriu o Le Figaro, esconde-se uma nova tentativa de abrir o túmulo de Napoleão, no Hotel des Invalides, em Paris, e esclarecer se realmente estão ali os restos mortais do imperador, se são de outra pessoa ou se o local está vazio.
(Com Agência EFE)
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Haiti, uma revolução negra na América.
Colônia francesa nas Antilhas, a ilha de São Domingos, embora habituada a constantes rebeliões de escravos, presenciou uma revolta negra sem precedentes na História. Em agosto de 1791, liderados por um homem de estatura gigantesca chamado boukman, escravos rebeldes tentaram tomar a sede do governo, Cap-Français. A repressão resulta na morte do líder do movimento, porém a revolução já se espalhara por toda a ilha e mulatos livres aderiram à causa, pegando em armas e exigindo a promessa de igualdade entre brancos e negros feita pela Revolução Francesa em setembro 1791.
Toussaint governa o lado francês sob uma Constituição elaborada pelos revoltosos até a chegada de tropas napoleônicas. Preso, L'Ouvert é levado para Paris onde falece dois anos depois.
No entanto, o movimento não cessa e sob o comando de um ex-escravo chamado Dessalines, os insurretos declaram a ilha independente em 1804, rebatizando-a com seu antigo nome indígena: Haiti. O pavor que algo semelhante ocorresse por toda a América alertou a elite colonial e ficou conhecido por haitianismo.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Memorial para uma revolução esquecida
Site reúne documentos e imagens sobre o levante de 1924 em São Paulo, um dos movimentos menos lembrados da história recente do país | ||||||
A mostra, organizada pelo Núcleo de Ação Educativa da instituição, foi dividida em 11 seções que tratam de temas como os antecedentes da revolta, as estratégias políticas e militares adotadas pelos revolucionários e o rastro de destruição que o conflito deixou na capital do estado. Além disso, é possível consultar uma pequena lista de referências bibliográficas sobre o assunto selecionadas também pelo núcleo. Um dos destaques do site fica por conta da seção “Atividades pedagógicas”. Nela, o internauta pode fazer download de 15 propostas educativas voltadas a alunos do ensino fundamental e médio. Em todas elas, o acervo do Arquivo do Estado é usado para promover discussões sobre o mais violento conflito já deflagrado na cidade de São Paulo. | ||||||
Fonte: www.historiaviva.co.br
quarta-feira, 14 de julho de 2010
As grandes frases da Revolução Francesa
"É uma revolta?"
"Não, Majestade, é uma revolução." (diálogo entre Luis XVI e o duque de Liancourt, após a queda da Bastilha)
"O difícil não é fazer, mas controlar uma revolução" (Mirabeau)
"Às armas, às armas" (Desmoulins incitando o povo no Palais-Royal a enfrentar as tropas reais, 12/07/1789)
"A árvore da Liberdade só cresce bem quando regada com o sangue dos reis" (Barrère, justificando a execução de Luís XVI)
"A burguesia e o povo fizeram a Revolução: somente sua união pode defendê-la" (J. Pétion, prefeito de Paris, 1792)
"Os desordeiros são aqueles que tudo querem nivelar, as propriedades, a riqueza, os preços... querem que o trabalho receba a remuneração do legislador... querem nivelar até os talentos, os conhecimentos, as virtudes, porque eles nada têm de tudo isso" (Brissot, atacando os "sans-culottes" e as comunas na Convenção)
"A liberdade não passa de um fantasma quando uma classe de homens pode esfaimar a outra, impunemente." (J. Roux, condenando a Constituição do Ano I)
"É pela violência que se deve estabelecer a liberdade, e este momento exige a organização do despotismo da liberdade" (Marat, defendendo a criação do Comitê da Salvação Pública, 1793)
"O Terror é a luta da liberdade contra seus inimigos" (Robespierre)
"Não se pode fazer uma revolução, sem a revolução" (Robespierre)
"Sem a virtude, o Terror é fatal; sem o Terror, a virtude é impotente" (Robespierre)
"Sejamos terríveis, para que o povo não o seja" (Danton)
"Temo que a Revolução, como Saturno, acabe devorando seus filhos" (Vergniaud, atacando o radicalismo jacobino, 1793)
"Liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome" (Mme. Roland, ao ser presa em 1793)
"Não, Majestade, é uma revolução." (diálogo entre Luis XVI e o duque de Liancourt, após a queda da Bastilha)
"O difícil não é fazer, mas controlar uma revolução" (Mirabeau)
"Às armas, às armas" (Desmoulins incitando o povo no Palais-Royal a enfrentar as tropas reais, 12/07/1789)
"A árvore da Liberdade só cresce bem quando regada com o sangue dos reis" (Barrère, justificando a execução de Luís XVI)
"A burguesia e o povo fizeram a Revolução: somente sua união pode defendê-la" (J. Pétion, prefeito de Paris, 1792)
"Os desordeiros são aqueles que tudo querem nivelar, as propriedades, a riqueza, os preços... querem que o trabalho receba a remuneração do legislador... querem nivelar até os talentos, os conhecimentos, as virtudes, porque eles nada têm de tudo isso" (Brissot, atacando os "sans-culottes" e as comunas na Convenção)
"A liberdade não passa de um fantasma quando uma classe de homens pode esfaimar a outra, impunemente." (J. Roux, condenando a Constituição do Ano I)
"É pela violência que se deve estabelecer a liberdade, e este momento exige a organização do despotismo da liberdade" (Marat, defendendo a criação do Comitê da Salvação Pública, 1793)
"O Terror é a luta da liberdade contra seus inimigos" (Robespierre)
"Não se pode fazer uma revolução, sem a revolução" (Robespierre)
"Sem a virtude, o Terror é fatal; sem o Terror, a virtude é impotente" (Robespierre)
"Sejamos terríveis, para que o povo não o seja" (Danton)
"Temo que a Revolução, como Saturno, acabe devorando seus filhos" (Vergniaud, atacando o radicalismo jacobino, 1793)
"Liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome" (Mme. Roland, ao ser presa em 1793)
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
O 14 de julho não comemora a queda da Bastilha
| Há mais de dois séculos os franceses param nesse dia para celebrar a tomada da histórica prisão por revolucionários, em frontal desacato ao poder real. Certo? Errado! por Olivier Tosseri | ||||||
A escolha do evento a ser celebrado foi feita no fim do século XIX, quando a Terceira República da França buscava consolidar o novo regime e construir um imaginário nacional próprio. Em 1880, o deputado Benjamin Raspail propôs o dia da tomada da Bastilha como data da festa nacional. Alguns parlamentares, no entanto, lembraram a violência que havia marcado aquela jornada revolucionária, quando o povo de Paris cortou a cabeça do governador da prisão e linchou os veteranos encarregados de vigiar os prisioneiros. Por conta do caráter polêmico da tomada da Bastilha, os deputados preferiram escolher a manifestação de 1790, por ser mais consensual. A Festa da Federação marcou o momento em que, após os enfrentamentos do ano anterior, o povo francês se reconciliou. A partir do dia 1º de junho de 1790, operários trabalharam ao lado de burgueses para transformar o Campo de Marte, em Paris, em um imenso circo com capacidade para 100 mil pessoas, no centro do qual se erguia o Altar da Pátria. A reforma, para a qual se recorreu à boa vontade dos parisienses, foi realizada em um clima de fraternidade e entusiasmo. Até mesmo o rei Luís XVI foi visto empunhando uma enxada, assim como o marquês de La Fayette, nobre que apoiava a revolução, apareceu em mangas de camisa. Naquele momento a França ainda não era uma República. A agitação social do ano anterior havia levado a monarquia a aceitar uma Constituição. Até ali, os franceses ainda respeitavam seu rei, contanto que ele observasse as leis e a autoridade emanadas do povo. A Festa da Federação foi organizada justamente para celebrar uma decisão da Assembleia Constituinte de 7 de junho de 1790, que reunia as diversas milícias de cidadãos formadas nas províncias. Assim, no dia 14 de julho de 1790, cerca de 100 mil soldados federados entraram em Paris e desfilaram da Bastilha ao Campo de Marte. Luís XVI, a rainha Maria Antonieta e o delfim (príncipe herdeiro) instalaram-se no pavilhão montado em frente à Escola Militar. Do outro lado, haviam erigido um arco triunfal. Nas tribunas, acotovelavam-se 260 mil parisienses. Por fim, no ponto alto da celebração, La Fayette jurou fidelidade à nação, ao rei e à lei, juramento repetido pela multidão. Luís XVI jurou fidelidade à Constituição. Um Te Deum (hino litúrgico) encerrou a jornada, que terminou em vivas e abraços. Não se contestou a monarquia, ratificou-se a revolução e se celebrou a união nacional. Foi esse espírito que os deputados do século XIX quiseram associar ao 14 de julho. Na memória coletiva, porém, a data sempre será lembrada como o dia em que o povo tomou a Bastilha, o maior símbolo do absolutismo francês. Fonte: História Viva | ||||||
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