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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Estátua milenar do deus Hermes é encontrada em esgoto em Atenas

 



Trabalhadores de Atenas, capital da Grécia, encontraram a cabeça de uma estátua de mármore de Hermes, deus grego dos viajantes e mensageiro dos deuses do Olimpo, enquanto escavavam a região para aperfeiçoar o sistema de esgoto local. 

De acordo com o governo, a obra de arte teria sido esculpida entre os séculos IV e III antes de Cristo. Comunicados oficiais afirmam que a obra está em boas condições. 




quarta-feira, 20 de julho de 2016

Bucéfalo, o cavalo de Alexandre


"Aos 12 anos, Alexandre iniciou um dos principais relacionamentos de sua vida, com um cavalo. O amigo Demarato ofereceu a Felipe um enorme garanhão preto por 13 talentos, mais de três vezes a quantia já paga por um cavalo. Felipe deu ordens para levarem o cavalo, mas o animal empinou e recuou, recusando-se a obedecer. Felipe estava preste a desistir de comprá-lo, quando Alexandre se ofereceu para domar o garanhão. Alexandre segurou-o pelo cabresto, lhe fez uma carícia e o acalmou. Em seguida, montou o cavalo e partiu a galope diante do aplauso geral. Felipe disse orgulhoso que a Macedônia nunca conseguiria reprimir um menino como ele. Ou assim conta a história. Alexandre percebera que o cavalo tinha medo de sua sombra. ao virar sua cabeça em direção ao sol, ele superou o medo do cavalo.
Alexandre batizou-o de Bucéfalo, por causa da "cabeça semelhante à de um boi", com uma marca branca. Bucéfalo foi amigo inseparável de Alexandre e o acompanhou nas campanhas pelo mundo distante. Alexandre montou-o em todas as principais batalhas e ensinou-o a se ajoelhar à sua frente, mesmo com a armadura. Quando as tribos das montanhas perto do Mar Cáspio raptaram o cavalo, a raiva de Alexandre foi tão terrível que elas o devolveram imediatamente. 
Alexandre Montou pela última vez em Bucéfalo na batalha contra o rajá indiano Poro em 326 a.C. Logo depois Bucéfalo morreu em razão da idade avançada, talvez com 30 anos. (Os gregos não sabiam calcular a idade de um cavalo pelos dente, um método padrão.) Alexandre homenageou seu adorado garanhão com a fundação da cidade de Bucéfala no norte do atual Paquistão." 

Fonte: RODGERS, Nigel - A Extraordinária História de Alexandre, o Grande;  São Paulo - 2015 - M. Books do Brasil Editora Ltda.





domingo, 29 de julho de 2012

DOSSIÊ OLIMPÍADAS


Entenda as origens e os símbolos desse evento que surgiu na antiga Grécia, passou séculos esquecido e ressurgiu em 1896 com o propósito de difundir o esporte e unir os povos do mundo

  
Entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012 a cidade de Londres será palco do mais antigo evento esportivo do mundo. Realizados oficialmente a partir de 776 a.C., os Jogos Olímpicos surgiram, ao que tudo indica, como um festival que acompanhava os funerais dos heróis da Grécia antiga. Um exemplo remoto dessa prática aparece já na Ilíada, quando Aquiles organiza um festival de arqueiros, lançadores de dardos, corredores e lutadores para homenagear Pátroclo, morto em combate. Essa simbologia está na origem dos Jogos: em uma época em que as várias cidades gregas viviam em guerra, a cada quatro anos era decretada uma trégua geral durante a qual as batalhas davam lugar às competições. Extintas em 393 d.C., as Olimpíadas só renasceriam em 1896, quando o barão francês Pierre de Coubertin ressuscitou um antigo sonho: que a cada quatro anos o mundo esquecesse suas guerras para celebrar o esporte.

Índice

- Em Olímpia, a corrupção já manchava os Jogos

terça-feira, 26 de julho de 2011

Personalidades históricas: Aristóteles

Se com Platão a filosofia já havia alcançado extraordinário nível conceitual, pode-se afirmar que Aristóteles -- pelo rigor de sua metodologia, pela amplitude dos campos em que atuou e por seu empenho em considerar todas as manifestações do conhecimento humano como ramos de um mesmo tronco -- foi o primeiro pesquisador científico no sentido atual do termo.
Aristóteles nasceu em Estagira (donde ser dito "o Estagirita"), Macedônia, em 384 a.C. Em Atenas desde 367, foi durante vinte anos discípulo de Platão. Com a morte do mestre, instalou-se em Asso, na Eólida, e depois em Lesbos, até ser chamado em 343 à corte de Filipe da Macedônia para encarregar-se da educação de seu filho, que passaria à história como Alexandre o Grande. Em 333 voltou a Atenas, onde fundou o Liceu. Durante 13 anos dedicou-se ao ensino e à elaboração da maior parte de suas obras.

Obra e doutrina.
Perderam-se todas as obras publicadas por Aristóteles, com exceção da Constituição de Atenas, descoberta em 1890. As obras conhecidas resultaram de notas para cursos e conferências do filósofo, ordenadas de início por alguns discípulos e depois, de forma mais sistemática, por Adronico de Rodes (c. 60 a.C.).
As principais obras de Aristóteles, agrupadas por matérias, são: (1) Lógica: Categorias, Da interpretação, Primeira e segunda analítica, Tópicos, Refutações dos sofistas; (2) Filosofia da natureza: Física; (3) Psicologia e antropologia: Sobre a alma, além de um conjunto de pequenos tratados físicos; (4) Zoologia: Sobre a história dos animais; (5) Metafísica: Metafísica; (6) Ética: Ética a Nicômaco, Grande ética, Ética a Eudemo; (7) Política: Política, Econômica; (8) Retórica e poética: Retórica, Poética.
Como nenhum filósofo antes dele, Aristóteles compreendeu a necessidade de integrar o pensamento anterior a sua própria pesquisa. Por isso começa procurando resolver o problema do conhecimento do ser a partir das antinomias acumuladas por seus predecessores: unidade e multiplicidade, percepção intelectual e percepção sensível, identidade e mudança, problemas fundamentais, ao mesmo tempo, do ser e do conhecimento.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Robô da Grécia Antiga era movido a trigo




(Reportagem antiga (2007), mas interessante) 


Aparelho de sábio de Alexandria do século 1 era 'programável' com corda. 

Máquina andava e apresentava show; robótica pode ser ainda mais antiga.
Reinaldo José Lopes

Do G1, em São Paulo

Foto: Divulgação
O cientista da computação Noel Sharkey, da Universidade de Sheffield (Foto: Divulgação)
Já era de esperar que o robô mais antigo do mundo não tivesse cérebro de silício ou fosse movido a eletricidade, mas nem a mente mais familiarizada com a Antigüidade seria capaz de imaginar que ele andasse e até apresentasse um teatrinho com a ajuda de... grãos de trigo.

Quem está desenterrando detalhes sobre o autômato do século 1 d.C. é o cientista da computação britânico Noel Sharkey, da Universidade de Sheffield. Sharkey vasculhou as obras teóricas de Heron de Alexandria, o legendário criador do autômato, e diz ter descoberto que ele é a primeira máquina guiada por um programa -- tal como os computadores modernos -- cujos registros chegaram até nós.

Sem disco rígido ou memória RAM, a programação tinha de ser incorporada ao robô por meio de cordas, que eram enroladas em determinada seqüência em torno dos eixos de suas rodas dianteiras. O trigo ajudava a controlar a força motriz: na parte de trás do autômato, a cordinha que estava enrolada em torno dos eixos ficava presa a um peso. Esse peso, por sua vez, ficava no alto de um tubo cheio de grãos de trigo. O tubo tinha um furo, do qual os grãos iam caindo devagarzinho: assim, o peso ia baixando cada vez mais, fazendo os eixos rodarem e o robô inteiro se mover (veja animação abaixo).


 Teatro divino
Não é a primeira vez que Heron ganha fama de pioneiro tecnológico. Relatos sobre o inventor, que viveu entre os anos 10 e 70 da Era Cristã (contemporâneo, portanto, de Jesus e dos primeiros apóstolos, como Pedro e Paulo), dão conta de que ele criou até a primeira máquina de vender bebidas da história. (A pessoa colocava uma moeda nela e recebia um jato de água benta.) Segundo os relatos, o robozinho estudado por Sharkey, além de se mover por um palco, também apresentava automaticamente um pequeno espetáculo de fantoches, envolvendo o deus grego Dioniso, senhor do vinho e do teatro.

Outros mecanismos mirabolantes são conhecidos antes da revolução da informática no século 20. Leonardo da Vinci, por exemplo, projetou um leão mecânico que caminhava e apresentava flores, usando o bicho para homenagear o rei da França em 1515. O diferencial do robô de Leonardo é que ele era programável: em vez de desmontar o bicho inteiro para que ele funcionasse de maneira diferente, bastava modificar a posição de alguns elementos internos -- no caso, braços que faziam rodar certas engrenagens, sistema parecido com o de uma caixinha de música.

Em busca de robôs programáveis ainda mais antigos, Sharkey traduziu o tratado Perí automatopoietikés (Sobre a fabricação de autômatos), escrito por Heron. No trabalho, Heron cita alguns de seus predecessores, como Ctesíbio, que viveu dois séculos antes dele, e explica parte de sua técnica. Segundo Sharkey, os fabricantes de robôs tinham uma longa escola em Alexandria, cidade que, embora ficasse no Egito, foi fundada por Alexandre, o Grande e tinha cultura profundamente grega.

"Eles estavam ligados ao grande museu e biblioteca de Alexandria. A cidade estava cheia de pesquisadores, e havia financiamento do governo [primeiro a dinastia grega dos Ptolomeus, depois os romanos] para a atividade deles", contou Sharkey ao G1. "Não sabemos sobre a vida ou posição social deles, mas eles parecem ter tido grande prestígio e escreveram muitos livros. Ctesíbio era filho de um barbeiro e mostrou seu talento logo cedo, construindo uma espécie de espelho hi-tech para seu pai."

Ao que tudo indica, porém, Heron foi muito além de todos eles ao criar a sua programação de corda. Ele dividiu o eixo das rodas dianteiras do robozinho, de forma a permitir que cada uma delas se movesse de forma independente, facilitando a execução de movimentos complexos. Cada giro da corda em volta dos eixos equivalia exatamente a uma volta completa das rodas. Assim, por exemplo, dez voltas da corda em torno de uma metade do eixo e cinco em torno de outra levaria uma das rodas a dar dez voltas para a frente e a outra, cinco para trás.

De quebra, havia até um comando de "pausa": pedaços da corda podiam ser presos com cera à lateral do robô. Enquanto o pedaço enrolado era puxado e desenrolado, o autômato ficava sem se mexer. A flexibilidade era muito grande se comparada à simplicidade de design.      

 Robótica homérica
A pergunta que fica inevitavelmente no ar é: até que ponto do passado a tradição de fazedores de robôs pode recuar? Sharkey cita uma passagem do poeta épico grego Homero (que provavelmente viveu por volta do ano 800 a.C.), no qual são descritas trípodes (uma espécie de tripé) criadas pelo deus Hefesto, o ferreiro do Olimpo. Tais trípodes teriam rodas de ouro "que as permitiam ir sozinhas para as assembléias dos deuses, uma maravilha de se contemplar", diz Homero.

"É claro que essa referência é ficcional, mas o intrigante disso tudo é que robôs em forma de trípode têm um design excelente, usado ainda hoje. Homero não tinha fama de engenheiro; portanto, é possível que ele tenha tirado a idéia de algo que já existia. Ou foi pura sorte. De qualquer maneira, acho que vale a pena investigar, e é o que estou fazendo", conclui Sharkey.

Veja também:

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