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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A Independência do Brasil e suas versões.


Há controvérsias sobre a famosa frase "Independência ou morte" que dom Pedro teria dito às margens do Ipiranga. De acordo com uma testemunha do acontecimento, o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, o príncipe jamais a proferiu. Em sua versão, o episódio foi muto menos glamouroso do que registrou a história oficial.
Segundo o padre, dom Pedro voltava de São Paulo para Corte montando numa mula - e não no garboso corcel do quadro de Pedro Américo -, atormentado por uma disenteria e com dores, quando recebeu a correspondência vinda de Lisboa. Ao tomar ciência de seu conteúdo, atirou os papeis no chão e os pisoteou. Depois, recompôs a farda e dirigiu-se lentamente à estrada onde estacionara sua comitiva. 
Parou repentinamente e disse a Belchior: "Nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!". Arrancou então do chapéu o laço azul e branco que simbolizava o governo português e jogou-o fora, dizendo em seguida: "pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro a liberdade do Brasil."

(Adaptado de: O que dom Pedro disse realmente às margens do Ipiranga. Nossa História, ano I, n. 7, maio 2004.)

Independência ou Morte!, óleo sobre tela de Pedro Américo (1843-1905), executado em 1888.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Aprenda brincando ... Jogo da Independência do Brasil

Jogo da Independência

Teste agora seus conhecimentos no jogo respondendo perguntas sobre Dom Pedro I e a Independência do Brasil e leia curiosidades sobre a História do país.

[Fonte: www.ig.com.br]

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Entenda o que significa a exumação do corpo de Dom Pedro I e suas mulheres

A História do Brasil está sendo exumada. O corpo de Dom Pedro I e das duas mulheres que ele teve durante a vida foram retirados da cripta em que estavam para serem submetidos à uma análise tão meticulosa quanto à tecnologia atual permite. Esse é um daqueles raros momentos que obrigam os próximos livros de História a serem revistos e reeditados.
Mas o que foi descoberto de tão novo? Bastante coisa. O que mais chamou atenção dos pesquisadores foi o fato de haver uma múmia entre os cadáveres. Dona Amélia, segunda mulher de Dom Pedro, foi mumificada antes de ser enterrada – fato que não consta em nenhum registro histórico até então. Unhas, globos oculares, cabelos, cílios… tudo está ali, tudo tão bem conservado que ela já é apontada como uma das múmias bem preservadas do Brasil. Até o seu útero resistiu ao tempo. Os historiadores creditam a excelente preservação a um pequeno corte na jugular da imperatriz: foi através dele que aromáticos como cânfora e mirra foram despejados, retardando a decomposição. A urna em que ela foi sepultada foi lacrada de maneira tão hermética que os microrganismos simplesmente não foram capazes de deteriorar sua carne.
Editora Globo
O trabalho, sem precedentes no Brasil, é fruto da obstinação de uma mulher: Valdirene do Carmo Ambiel convenceu os descendentes do imperador a liberarem a exumação em 2010 e desde então vem estudando os corpos no local onde eles estavam enterrados, uma cripta no Parque da Independência, na zona sul de São Paulo. Na apresentação da sua dissertação de mestrado no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, Valdirene mostrou ao mundo o resultado da pesquisa.
Outro fato curioso é que nosso primeiro imperador não levou para a posteridade nenhum adereço que remetesse no país. Para todos os fins, ele foi enterrado como um militar português: todos os adereços encontrados em seu caixão faziam referência exclusivamente à Portugal. O cadáver de Dom Pedro I também deflagra uma obsessão por velocidade, cavalos e acidentes. Ele apresenta fraturas em quatro costelas, decorrentes de imprevistos com carruagens nas ladeiras do Rio de Janeiro. Dona Amélia passou os últimos 137 anos segurando uma cruz de metal entre os dedos. E Dona Leopoldina, a primeira esposa do monarca, com quem teve sete filhos, não era gordinha como os quadros históricos e o imaginário nacional acreditavam, sua ossatura indica uma pessoa esguia, que ganhou a fama devido às nove gestações seguidas (dois filhos do casal tiveram que ser abortados).
Editora Globo
A análise dos corpos no Hospital das Clínicas, em São Paulo, teve ares cinematográficos. O transporte foi feito durante três madrugadas e, chegando ao hospital, os três eram submetidos a sessões de tomografia e ressonância magnética –os médicos até tiveram que preencher uma ficha cadastral pra cada um. Com a repercussão positiva da exumação, o plano é ousar. Os cientistas envolvidos cogitam a possibilidade de analisar o DNA do trio – um instituto americano já foi contactado e o processo deve custar cerca de 40 mil dólares e demorar até 6 meses para ser finalizado. O futuro também guarda a parte mais surreal do projeto: reconstruir os seios da face, a laringe, a faringe, a amplitude do pulmão e a caixa torácica de Dom Pedro I para reconstituir o timbre exato de sua voz.

domingo, 14 de outubro de 2012

A origem do dia dos Professores.

No Brasil, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro.
D. Pedro I - Imperador do Brasil
Nesta data, por lei de 15 de outubro de 1827, D. Pedro I criou as primeiras escolas primárias do Brasil independente.
Por essa lei "criavam-se em todas cidades, vilas e lugares populosos do Império, com o programa de ensinar a ler, escrever, contar, geometria, gramática, moral e doutrina cristã".
Essa lei, de 15 outubro, firmou também o princípio da valorização do Mestre, estabelecendo que "os professores seriam nomeados mediante um exame público, mesmo aqueles que, já em exercício, quisessem reger uma das novas escolas".
No mesmo ano em que criou o ensino oficial primário, D. Pedro I criou também o ensino jurídico no Brasil. Por lei de 11 de agosto de 1827, foram criadas as Faculdades de Direito de São Paulo e Olinda, ambas instaladas no ano seguinte.
até hoje a Faculdade de Direito integrada na Universidade de São Paulo, que foi criada em 1934, ainda funciona no mesmo Largo de São Francisco, onde estava outrora o convento em que se instalou.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como "Caetaninho". O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça - inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a ideia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase " Professor é profissão. Educador é missão". Com a participação dos professores Alfredo Gomes,Antônio Pereira e Claudino Busko, a ideia estava lançada.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

sábado, 17 de março de 2012

O que Dom Pedro realmente disse


Há controvérsias sobre a famosa frase independência ou morte que dom Pedro teria dito às margens do Ipiranga. De acordo com uma testemunha do acontecimento, o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, o príncipe jamais a proferiu. Em sua versão, o episódio foi muito menos glamouroso do que registrou a história oficial.
Independência ou morte!, óleo sobre tela de Pedro Américo (1888)
Segundo o padre, dom Pedro voltava de São Paulo para a Corte montado numa mula - e não no garboso corcel do quadro de Pedro Américo -, atormentado por uma disenteria e com dores, quando recebeu a correspondência vinda de Lisboa, a qual ordenava sua imediata volta a Portugal. Ao tomar ciência de seu conteúdo, atirou os papéis no chão e os pisoteou. Depois, recompôs a farda e dirigiu-se lentamente à estrada onde estacionara sua comitiva.

Parou repentinamente e disse a Belchior: "Nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!". Arrancou então do chapéu o laço azul e branco que simbolizava o governo português e jogou-o fora, dizendo em seguida: "pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu deus, juro fazer a liberdade do Brasil".
(Adaptado de: O que D. Pedro disse realmente às margens do Ipiranga.Nossa História, ano I, n. 7, maio 2004.)

sábado, 10 de dezembro de 2011

As Constituições brasileiras

Uma relação com algumas características das setes Constituições do Brasil, do Império à República.

Constituição de 1824
Constituição imperial do Brasil, promulgada em 25 de março de 1824. Parlamentarista e calcada no modelo inglês, acrescentou aos três poderes clássicos o poder moderador. Permitia a escravidão e negava os direitos políticos, vinculados à renda mínima anual, às mulheres, criados e religiosos.

Constituição de 1891
Primeira constituição republicana do Brasil, promulgada em 24 de fevereiro de 1891. Representou o pensamento liberal americano e levou ao estabelecimento do presidencialismo e do federalismo. Impôs a divisão de poderes, aboliu o poder moderador e instituiu o sufrágio universal masculino. Permitiu o voto a descoberto, fonte de muitas das fraudes eleitorais da República Velha e nenhuma referência fez às garantias sociais dos trabalhadores.

Constituição de 1934
Segunda constituição republicana do Brasil, promulgada em 16 de julho de 1934. Primeira a considerar a posição social dos trabalhadores, instituiu a justiça trabalhista. Inspirada nas constituições alemã e espanhola.

Constituição de 1937
Terceira constituição republicana do Brasil, outorgada em 10 de novembro de 1937 por Getúlio Vargas. Ampliou o poder e o mandato do presidente da república, restringiu a autonomia do judiciário, dissolveu os órgãos legislativos e declarou o estado de emergência. Inspirada nas constituições ditatoriais e anticomunistas da Europa da época, serviu de estrutura legal ao regime ditatorial.

Constituição de 1946
Quarta constituição republicana do Brasil, promulgada em 18 de setembro de 1946. Baseou-se na de 1934. De caráter liberal, evidenciou as múltiplas tendências políticas representadas na constituinte. Admitiu o exercício, pela União, do monopólio de indústrias e atividades, manteve o regime federativo e o sistema presidencial. Garantiu o direito de propriedade e ampliou as conquistas trabalhistas do Estado Novo. Foi revogada em 1967 pela ditadura militar.

Constituição de 1967
Quinta constituição republicana do Brasil, promulgada em 24 de janeiro de 1967. Preparada pelo governo militar e aprovada pelo Congresso sem discussão, foi praticamente revogada pelo Ato Institucional nº 5, de 1968, e modificada a partir da emenda constitucional nº 1, de 1969.

Constituição de 1988
Sexta constituição republicana do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988. Restringiu o conceito de empresa nacional e criou novas garantias constitucionais, como o mandado de injunção e o habeas data. Qualificou como crimes inafiançáveis a tortura e as ações armadas contra o estado democrático e a ordem constitucional, determinou a eleição direta do presidente, governadores e prefeitos e ampliou os poderes do Congresso. Sofreu revisão a partir de 1995.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O grito da independência do Brasil foi como no quadro?


A imagem de D.Pedro I às margens do Ipiranga, montado num cavalo, segurando uma espada e gritando "Independência ou morte!" em meio a uma enorme comitiva é conhecida por quase todos os brasileiros que estudam um pouco da história do país. Mas nem todos sabem que essa cena foi, na verdade, criada por um homem: Pedro Américo, o pintor do quadro "Independência ou Morte", hoje exposto no Museu Paulista (mais conhecido como Museu do Ipiranga), em São Paulo.

A imagem que consagrou o 7 de Setembro é verossímil, mas não relata com exatidão o ocorrido no Dia da Independência. "Foi uma cena produzida pela imaginação do pintor. O próprio Pedro Américo reconheceu que seria impossível fazer uma relação entre a pintura e o episódio. Não apenas porque havia uma grande diferença de tempo [a tela foi pintada em 1888, e a Independência ocorreu em 1822], mas também porque não seria possível reconstituir minuciosamente o acontecido, faltavam relatos", explicou em entrevista ao G1 a historiadora e professora da USP Cecília Helena de Salles, coautora do livro "O Brado do Ipiranga".

As diferenças são significativas (veja no infográfico abaixo). Primeiro, não era comum usar cavalos, mas sim mulas, para fazer o trajeto da Serra do Mar. Os uniformes também eram galantes demais para o tipo de viagem que D. Pedro I estava fazendo. Sua comitiva também nem era tão numerosa - no máximo levava 14 pessoas. "A pintura histórica retrata o episódio de maneira grandiosa, e Américo criou toda uma situação na tela para ressaltar esse aspecto", diz a professora Cecília. D. Pedro I estava voltando a São Paulo quando recebeu documentos vindos de Portugal e, depois de os ler, declarou o Brasil independente.



Pedro Américo se ofereceu para fazer a obra, 66 anos após o grito, e ganhou uma boa quantia pela encomenda: 30 contos de réis - como comparação, em 1888, o governo de São Paulo aplicou 22 contos de réis na área da saúde. Na época, muitos políticos achavam que não seria preciso pedir a alguém de fora para fazer o quadro (Américo já vivia na Itália), mas, como tinha amigos influentes, ele conseguiu a indicação.

Assim que soube que faria a tela, ele veio ao Brasil e fez uma pesquisa histórica intensa. "Ele recolheu todas as informações posssíveis e, com base no que descobriu, nos retratos, nas roupas, objetos de época, ele fez um arranjo da imaginação dele. Sob esse aspecto, a tela é muito criativa, e talvez esteja aí a grande razão pelo qual ela seja tão impactante ainda hoje. A imagem não tem um centro, o centro é um vazio, mas toda a composição está voltada para mostrar um episódio que ninguém viu."

Fonte: G1

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A Noite das Garrafadas

Na noite de 20 de novembro de 1830, o jornalista João Batista Líbero Badaró foi assassinado em São Paulo por quatro desconhecidos, que depois se descobriu serem alemães contratados para aquela empreitada. 

Fundador do Observador Constitucional, periódico paulista liberal, ele era um denunciante mordaz e costumeiro do autoritarismo de D. Pedro I, e por isso o acontecimento infeliz fez correr pelas ruas a versão de que isso tinha acontecido a mando do próprio governante, o que, para muitos, acabou sendo aceito como verdade. 

O ouvidor da comarca, Cândido Jupiassu, foi preso como mandante do assassinato, mas levado para o Rio de Janeiro, acabou sendo absolvido por falta de provas que comprovassem sua cumplicidade no crime.

Em 1830, no plano internacional, as forças absolutistas estavam sendo derrotadas, e a queda de Carlos X, rei da França, provocou uma reação eufórica entre os liberais brasileiros. A imprensa difundiu amplamente esses fatos com claras intenções críticas a D. Pedro I, e isso só fez aumentar a agitação nos maiores centros urbanos do país, situação que se agravou com a notícia da morte do jornalista. Em fevereiro de 1831 o imperador viajou para Minas Gerais, mas em cada uma das cidades por onde passou, não teve como deixar de ouvir com desprazer os sinos repicando o toque de finados pela morte de Libero Badaró, ao mesmo tempo em que parte da população o hostilizava murmurando à meia voz que após sua saída das vilas visitadas, as casas que o haviam recebido seriam apedrejadas, enquanto os cidadãos que porventura o houvessem recebido com atenção e deferência, receberiam vaias e apupos quando saíssem às ruas. A insatisfação chegara a tal ponto que John Armitage, (1806-1856), historiador inglês autor de “História do Brasil - da chegada da Família de Bragança em 1808 até a abdicação de D. Pedro”, publicado tempos depois em Londres, afirmava que "bastava alguém aceitar cargo no Governo para ficar impopular." 

A morte de Badaró, glorificado pela imprensa liberal como mártir da liberdade, aumentou a agitação reinante no país. Em dezembro de 1830 o jornalista Borges da Fonseca escrevia: "O Brasil quer ser monárquico-constitucional e jamais sofrerá que um ladrão coroado se sente no trono que a Nação ergueu para assento de um monarca constitucional".

Entre os dias 12, 13 e 14 de março de 1831, aconteceram conflitos no Rio de Janeiro envolvendo brasileiros constitucionalistas, simpatizantes e defensores de uma Assembléia geral, e portugueses absolutistas, adeptos intransigentes da idéia de que o exercício do poder deveria ser concentrado na vontade de uma só pessoa. Estes últimos haviam preparado uma festa para receber o imperador D. Pedro I, que regressava da viagem à província de Minas Gerais, mas os nacionais os recriminaram por essa manifestação de apoio e simpatia e passaram a destruir as luminárias que ornamentavam algumas ruas por onde a caravana real deveria passar. 

Os portugueses reagiram inconformados, refugiaram-se em suas residências, e de lá, entrincheirados, passaram a atirar pedras e garrafas quebradas em seus adversários, prolongando por três dias um conflito que acirrou de forma generalizada os ânimos na cidade. Pretendendo conter os radicais D. Pedro formou em 19 de março de 1931 um ministério composto por brasileiros natos, mas sem prestígio político, o que não evitou que novos conflitos eclodissem entre as facções contrárias. Por isso, em 5 de abril D. Pedro dissolveu novamente o ministério e organizou outro francamente absolutista, o célebre Ministério dos Marqueses. Nova manifestação popular no Rio de Janeiro exigia a reintegração do ministério deposto, mas apesar da insistência de setores civis e militares, D. Pedro manteve-se irredutível. Porém, sentindo-se isolado e sem contar com o apoio das tropas para reprimir as manifestações de rua, não lhe restou alternativa senão abdicar. E foi o que fez, em favor de seu filho D. Pedro de Alcântara, então com apenas cinco anos de idade. No dia 7 de abril, D. Pedro I deixou de ser imperador do Brasil e, em seguida, abandonou o país.

Fonte: Recanto das Letras

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