" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias
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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Discurso de posse de Nelson Madela


Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida.

É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora. Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser Brilhante, Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?

Na realidade, quem é você para não ser? Você é filho do Universo. Se fazer pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em se encolher, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você.

Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.

E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros."

Do discurso de posse na presidência da República na África do Sul, 1994

terça-feira, 14 de julho de 2015

O origem de alguns nomes ou expressões do seu dia a dia

Você sabe o que é um Epônimo ?

Aposto que você já teve curiosidade de saber a origem de uma palavra ou expressão que você utiliza naturalmente no seu dia a dia e nunca soube porquê, como por exemplo na hora de ferver ou pasteurizar o leite; na hora de parar no posto de combustível e pedir diesel para o seu caminhão ou imaginar que é masoquismo você não comer um belo sanduíche com medo de engordar e estragar sua silhueta
Louis Pasteur, criador do processo de pasteurização

Algumas dessas palavras ou expressões podem ter origem em nomes de personalidades históricas ou lendárias, que emprestaram o seu nome para posteridade, para designar um produto, uma teoria, uma doença ou um lugar por exemplo, ou seja, a palavra que você utiliza pode ser um Epônimo

Epónimo (português europeu) ou epônimo (português brasileiro) (do grego antigo επώνυμους, translit. epónymos, composto de επἰ, translit. epí, 'sobre', e ὀνυμα, translit. ónyma, 'nome') é uma personalidade histórica ou lendária que dá, ou empresta, o seu nome a alguma coisa, um lugar, época, tribo, dinastia, etc. Como herói epónimo designa-se o fundador, real ou mítico, de uma cidade, família, dinastia, etc.


Lugares


Outros


[Fonte: Wikipédia]


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Discurso final do filme: "O Grande Ditador"

Charles Chaplin em "O grande ditador"

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos
 outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. 
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. 
A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá. 
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais, que vos desprezam, que vos escravizam, que arregimentam vossas vidas, que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos. Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão. Não sois máquina. Homens é que sois. E com o amor da humanidade em vossas almas. Não odieis. Só odeiam os que não se fazem amar, os que não se fazem amar e os inumanos. 
Soldados! Não batalheis pela escravidão. Lutai pela liberdade. No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou grupo de homens, mas de todos os homens. Está em vós. Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas; o poder de criar felicidade. Vós o povo tendes o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo, um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. 
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam. Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão. Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e a prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos. 
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos. Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam. Estamos saindo da treva para a luz. Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah. A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah. Ergue os olhos."


sábado, 2 de julho de 2011

Frases famosas de Getúlio Vargas.


Leia abaixo algumas frases atribuídas ao presidente Getúlio Vargas, coletadas pela historiadora Isabel Lustosa  e publicas em seu livro Histórias de Presidentes: a República no Catete. Algumas frases transcritas abaixo são da época da ditadura (1937-1945):

Inimigos não sei se os tenho. Mas se os tiver, não serão jamais tão inimigos que não possam vir a ser amigos.


A constituição é como as virgens, foi feita para ser violada.


Eu não sou um oportunista, sou um homem das oportunidades. Se um cavalo passar encilhado na minha frente, eu monto.


Quem não aguenta o trote, não monta o burro.


A metade dos meus homens de governo não é capaz de nada e a outro metade é capaz de tudo.


Quase sempre é fácil encontrar a verdade. Difícil é, uma vez encontrada, não fugir dela.


Eu sempre desconfiei muito daqueles que nunca me pediram nada. Geralmente os que sentam á mesa sem apetite são os que mais comem.


Os políticos olham muito o passado, se esquecem do presente e, principalmente, do futuro. Mas é perigoso este cacoete, pois quem muito olha para trás acaba torcendo o pescoço.


A lei, ora a lei.


Aos amigos tudo, aos inimigos a lei. 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Manifesto distribuído em Salvador, 1798


No dia 12 de agosto de 1798, foram espalhados diversos panfletos manuscritos pela cidade de Salvado. Um deles anunciava que a revolução e a liberdade estavam para chegar. A responsabilidade por ele e pelos outros manuscritos foi atribuída ao soldado Luiz Gonzaga das Virgens, identificado pela letra como seu autor. Os Soldado Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas, assim como os alfaiates João de Deus Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira, foram condenados à morte na forca por serem responsabilizados pela Conspiração que queria proclamar uma República independente e livre da escravidão na Bahia, outros mulatos e negros, como eles, foram condenados a penas de açoites, prisão perpétua e degredo na África . Os brancos, pertencentes à elite baiana, tiveram penas menores ou foram absolvidos. 

"Aviso ao Povo Bahiense
Ó vós Homens cidadãos; ó vós Povos curvado, e abandonados pelo Rei, pelo seus depotismos [...]
Ó vós Povo que nascesteis para sereis livre e para gozares dos bons efeitos da Liberdade, ó vós Povos que viveis flagelados com o pleno poder do indigno coroado, esse mesmo rei que vós criastes; esse mesmo rei tirano é quem se firma no trono [...] para vos roubar e para vos maltratar.
Homens, o tempo é chegado para a vossa ressurreição, sim para ressuscitareis do abismo da escravidão, para levantareis a sagrada Bandeira da Liberdade. [...]
A França está cada vez mais exaltada [...], as nações do mundo todas têm seus olhos fixos na França, a liberdade é agradável para todos; é tempo povo, povo o tempo é chegado para vós defendereis a vossa Liberdade; o dia da nossa revolução; da nossa Liberdade e de nossa felicidade está para chegar, animais-vos que sereis felizes."

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Auto da Devassa


"Portanto condenam ao réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, alferes que foi da tropa paga da capitania de Minas Gerais, a que com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra de morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde em lugar público será pregada em poste alto até que o tempo a consuma; e o seu corpo será dividido em quatro quartos e pregado em postes, pelos caminhos de Minas, no sítio da Varginha e das cebolas, onde o réu teve suas infames práticas, e os mais nos sítios de maiores povoações até que o tempo também o consuma; declaram o réu infame, e seus filhos e netos, tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique e, não sendo própria, será avaliada e paga ao seu dono pelos bens confiscados e no mesmo chão se levantará um padrão, pelo qual se conserve também a memória desse abominável réu."

Leitura da sentença, do pintor Eduardo de Sá.
Trecho do "Auto da Devassa" da Conuração Mineira, a condenação de Tiradentes. 

Veja também:

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