" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Montagens unem a Segunda Guerra à atualidade


    Montagem mostra Berlim em 1945, com tanques de guerra do tipo Tiger no parque Tiergarten, e em 2010. Clique aqui para ver mais do trabalho do artista Sergey Larenkov
    Reprodução/sergey-larenkov.livejournal.com
     
    Por meio de edição de imagens, o fotógrafo russo Sergey Larenkov mescla antigas fotos da Segunda Guerra Mundial, tiradas em Berlim (Alemanha), Praga (República Checa), Moscou (Rússia) e Viena (Áustria), com imagens atuais dos cenários em que foram tiradas. Clique aqui para ver mais do trabalho do artista
    Reprodução/sergey-larenkov.livejournal.com

    O marechal russo Georgiy Zhukov nas escadarias do edifício Reichstag, na Berlim de 1945. Atualmente o prédio sedia o Parlamento da Alemanha. Clique aqui para ver mais do trabalho do artista Sergey Larenkov
    Reprodução/sergey-larenkov.livejournal.com

    No centro, Moscou se protege dos possíveis ataques da Segunda Guerra em 1941; ao redor, a rua Tverskaya em 2009. Clique aqui para ver mais do trabalho do artista Sergey Larenkov
    Reprodução/sergey-larenkov.livejournal.com

    Soldados à frente do edifício Reichstag, na Berlim de 1945, e o mesmo prédio nos dias atuais. Clique aqui para ver mais do trabalho do artista Sergey Larenkov
    Reprodução/sergey-larenkov.livejournal.com
    Fonte: www.bol.com.br


     

    Veja mais: http://fotos.noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/fotografia-montagem-segunda-guerra_album.jhtm?abrefoto=1

    Aos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais e demais colegas



    CHEGOU A HORA DE MOSTRAR O VALOR DA NOSSA FORÇA!
    Nossa greve, realizada este ano, demonstrou a FORÇA DA NOSSA UNIÃO. Porém, nós precisamos valorizar mais esse nosso poder, não o usando apenas para fazer greve. Até porque nosso desejo é que nunca mais seja necessário fazer greve, pois a nossa luta é justamente para que ninguém mais tenha que protestar contra baixos salários ou más condições de trabalho.
    Muito melhor do que irmos para as ruas “gritar” pelos nossos direitos é termos um parlamentar “lá dentro” do Governo, que se levante e fale a nosso favor, que defenda os interesses da Educação. É isso que, juntos, estamos desejando; é disso que todos nós precisamos.
    VAMOS MOSTRAR O VERDADEIRO VALOR DE NOSSA UNIÃO
    ELEGENDO NOSSOS REPRESENTANTES NO GOVERNO!!!
    Por isso é que convocamos todos os educadores, profissionais da educação em geral, alunos, pais, enfim, todas as pessoas que valorizam a EDUCAÇÃO, para participarem dessa grande e revolucionária campanha anunciada através deste blog:
    VAMOS ELEGER NOSSOS REPRESENTANTES JUNTO AO GOVERNO,
    DEPUTADO ESTADUAL E DEPUTADO FEDERAL!!!
    Trata-se de uma revolução na Educação em Minas Gerais. Isso nunca aconteceu. Nossa classe sempre esteve só, abandonada pelos políticos. No passado, muitas vezes lutamos em vão; gastamos nossas forças para nada, ou quase nada, justamente porque lutávamos sozinhos, sem uma força política a nos apoiar. A Educação mineira nunca teve um representante no Governo, e talvez seja por isso que estamos há cerca de 15 ANOS esquecidos, e as nossas condições de trabalho figuram entre as piores do País.
    Você está satisfeito(a) com essa situação? Claro que não! Mas se você continuar fazendo o que sempre fez, continuará obtendo os mesmos resultados. Então, se você quer fazer algo que realmente contribua para mudar essa situação, chegou a hora: Abrace essa campanha, e ajude a eleger nosso/seu representante no Governo!

    Direção MOPEMinas

    Fonte: http://mopeminas.blogspot.com/

    Personalidades históricas: Johannes Kepler

    Johannes Kepler
    A revolução que se produziu na astronomia à época do Renascimento e estabeleceu o Sol como centro do universo teve três protagonistas: Copérnico, o autor das hipóteses; Galileu, que as confirmou experimentalmente; e Kepler, seu mais importante teórico e precursor da teoria da gravitação universal de Newton.
    Johannes Kepler nasceu na cidade alemã de Weil der Stadt em 27 de dezembro de 1571. De origem humilde, teve ampla e esmerada educação, graças a sua prodigiosa inteligência e ao apoio econômico dos duques de Württemberg. Graduou-se em astronomia em 1591 pela Universidade de Tübingen e desistiu de seguir a carreira eclesiástica ao ser nomeado professor de matemática na cidade austríaca de Graz, três anos depois.
    Inspirado nos modelos geométricos gregos e na teoria heliocêntrica de Copérnico, Kepler demonstrou as três leis básicas do movimento planetário. A primeira afirma que os planetas do sistema solar giram ao redor do Sol e descrevem órbitas elípticas, aproximadamente circulares. Pela segunda lei, a velocidade do movimento se adapta à posição do planeta na curva elíptica de modo uniforme, ainda que não constante. A terceira lei estabelece uma proporção fixa entre o raio da órbita e o tempo que o planeta leva para descrevê-la.
    Kepler publicou seus cálculos na obra Prodomus dissertationum mathematicarum continens mysterium cosmographicum (1596; Primeiras dissertações matemáticas sobre o mistério do cosmo), da qual enviou um exemplar a Tycho Brahe, matemático oficial do Sacro Império Romano-Germânico. Tornou-se então seu assistente e sucedeu-lhe após sua morte, em 1601. De posse da excelente documentação recolhida por Brahe durante décadas, Kepler aperfeiçoou seus três princípios e fez notáveis observações referentes à órbita de Marte, aos fenômenos ópticos da atmosfera e às estrelas distantes.
    Após longa permanência em Praga, Kepler mudou-se, em 1620, para a cidade austríaca de Linz e, graças à condição de matemático imperial, livrou sua mãe da acusação de bruxaria. Publicou outras obras, entre elas Harmonices mundi (1619; As harmonias do mundo) e Tabulae rudolphinae (1627; Tábuas rudolfinas), usados por mais de um século no cálculo das posições planetárias. Kepler morreu na cidade alemã de Regensburg, em 15 de novembro de 1630.

    quarta-feira, 11 de agosto de 2010

    Guerra da Coreia (1950 - 1953)

    O conflito entre as duas Coréias, de 1950 a 1953, levou americanos e soviéticos a medirem forças por meio de terceiros, no auge da "guerra fria".
    Tropas Sul-coreanas e tanques americanos.
    As origens da guerra da Coréia, entre forças da República Popular Democrática da Coréia e da China, de um lado, e da República da Coréia e seus aliados do outro, remontam ao fim da segunda guerra mundial, em l945, quando ficou estabelecido que o paralelo 38o dividiria a península da Coréia em duas zonas: a do norte, ocupada por soviéticos, e a do sul, sob controle americano. Fracassadas as negociações para reunificar o país, realizaram-se eleições separadas em l947, instalando-se em cada zona um governo independente, dos quais só o do sul foi reconhecido pelas Nações Unidas. Em l948 constituíram-se dois estados autônomos: a República Popular Democrática da Coréia (Coréia do Norte) e a República da Coréia (Coréia do Sul). No ano seguinte, a maior parte das tropas estrangeiras retirou-se dos dois países.
    Forças comunistas do norte atacaram repetidamente a Coréia do Sul e a invadiram em 25 de junho de l950. Dois dias depois o presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman, enviou tropas para a Coréia do Sul, embora sem autorização do Congresso para declarar guerra.
    As tropas da Coréia do Norte avançaram rapidamente e logo capturaram a capital sul-coreana, Seul, sendo sua ofensiva detida em Taejon. O general Douglas MacArthur, comandante supremo das forças americanas no Extremo Oriente, assumiu a chefia das tropas de uma coalizão internacional sob a égide da ONU, que reconquistou a Coréia do Sul e cruzou o paralelo 38o, até à fronteira da Manchúria.
    Os chineses, preocupados com os avanços dos americanos, advertiram que sua presença na Coréia do Norte obrigaria à entrada da China na guerra. MacArthur ignorou a advertência e lançou em novembro a ofensiva denominada Home by Christmas (em casa no Natal). No mesmo mês, soldados chineses atravessaram o rio Yalu e atacaram toda a extensão da frente. Em fins de dezembro, as tropas chinesas e da Coréia do Norte recapturaram Seul.
    Em fevereiro de l95l, a Assembléia Geral da ONU aprovou resolução pela qual condenava a China como potência agressora. Os chineses responderam com uma segunda ofensiva contra a Coréia do Sul. Em meados de março, as tropas da ONU retomaram Seul e, depois de sucessivos contra-ataques, conseguiram cruzar novamente o paralelo 38o. MacArthur pretendia levar o conflito ao território chinês, mas o perigo de uma nova guerra mundial levou o presidente Truman a substituí-lo pelo general Matthew Ridgway e, em maio de 1952, pelo general Mark W. Clark.
    Civis na Guerra da Coréia 
    Enquanto isso, desde julho de 1951 tentava-se na ONU a suspensão das hostilidades, por meio de conversações de paz. Em 27 de julho de l953 foi assinado o armistício, que fixou as fronteiras entre as duas Coréias segundo as últimas linhas de batalha, na altura do paralelo 38o. Seguiu-se um processo de repatriação de prisioneiros oriundos dos diferentes países envolvidos na guerra.
    Um balanço de perdas mostra que a guerra da Coréia teve grandes proporções: as tropas da ONU tiveram ll8.5l5 mortos, dos quais cerca de setenta mil eram sul-coreanos, 33.729 americanos e 4.786 de outras nacionalidades; e 264.58l feridos. Na ausência de cifras oficiais, estimou-se em 1.600.000 o número de baixas entre norte-coreanos e chineses. Calculou-se ainda que morreram cerca de três milhões de civis norte-coreanos e 500.000 sul-coreanos.

    Dia do Estudante


    Como nasceu o dia do Estudante.

    No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.
    Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 anos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.
    Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.

    Parabéns a todos os estudantes pelo seu dia!

    Começa o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos


    Começa o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos
    Mais de 1 bilhão de pessoas comemora a data no mundo. É um tempo de meditação e de jejum que deve ser respeitado do amanhecer ao por do sol. Líderes religiosos reforçam a importância do período.

    Saindo da rotina...



    Seria hilário se não fosse trágico, apesar de não ser o foco do blog História Pensante, reservo um espaço para o humor, afinal a nossa vida precisa de um pouco de humor, por isso, estou postando um e-mail que recebi de uma colega, relutei em postá-lo, mas infelizmente essa ainda é a realidade da vida do professor brasileiro e precisa ser refletida.

    Recém formada 
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    Pegou 20 aulas e está louca para ampliar sua carga.
    É uma gatinha cheia de sonhos e toda feliz, fala muito, está sempre contando as novidades.
     Nos primeiros dias de trabalho, tudo é maravilhoso
    Depois de 3 anos...
    Está trabalhando em jornada ampliada. 
    Já acompanha os movimentos do dia a dia cheia de novas ideias,
    tem planos para seu trabalho, anda um pouco agitada com tanta expectativa
    Depois de 6 anos
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    Sua agitação aumentou um pouco, suas amigas e a direção estão percebendo.
    Já vira noite e dia tentando se encaixar na profissão. Não sabe o que fazer com a turma de aceleração...
    e só falta plantar bananeira pra aumentar a nota do IDEB.
    Depois de 10 anos...

    Engordou um pouco...
    Culpa dos antidepressivos, motivo: stress, alunos, pais de alunos, direção, coordenação, supervisão, filhos, marido ganhando pouco, trabalha longe de casa, ufa!!!!
    Depois de 15 anos...
     ?ui=2&view=att&th=1249b53d5427e045&attid=0.1&disp=attd&realattid=ii_1249b53d5427e045&zwCom muita sorte já está trabalhando perto de casa. mudou todo o guarda-roupa, para se adaptar a nova silhueta. Mas tá feliz, come em casa e tem um caderno já pronto para o início do ano, é só segui-lo...
    Tem ainda uma dorzinha de cabeça, a garganta já era... 
    Se esqueceu do significado de "bom dia", se sente como se tivesse acabado de cair da cama...
    Depois de 20 anos...
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    Tem depressão regularmente.
    Não reconhece a rua onde mora, a memória deu PT (Perda Total), enxerga pouco; escuta pouco; dorme pouco; fala pouco; caga pouco; a única coisa que tem muito são dívidas...
    Está ficando completamente maluca!!! E vê se pode... já quer se aposentar!!! 

    domingo, 8 de agosto de 2010

    Personalidades históricas: Maquiavel

    Gênio da ciência política, Maquiavel inaugurou a astúcia inescrupulosa como método de governo, por detectar e sistematizar pioneiramente a amoralidade peculiar à conquista e ao exercício do poder. Patriota florentino, no exílio de San Casciano contou, em carta, que de dia fazia excursões no campo e, de noite, pesquisava, em livros da antiguidade romana, "como se conquista o poder, como se mantém o poder e como se perde o poder".
    O estadista e escritor Nicolau Maquiavel (em italiano, Niccolò Machiavelli) nasceu em Florença em 3 de maio de 1469. A partir de 1498 serviu como chanceler e, mais tarde, secretário das Relações Exteriores da República de Florença. Tais cargos, apesar dos títulos, eram modestos e limitavam-se a funções de redação de documentos oficiais. Ofereceram-lhe, porém, a oportunidade de vivenciar os bastidores da atividade política. Ocasionalmente, Maquiavel desempenhou missões no exterior (França, Suíça, Alemanha) e em 1502-1503 passou cinco meses como embaixador junto a César Borgia, filho do papa Alexandre VI, cuja política enérgica e sem escrúpulos o encheu de admiração.
    Em 1512, no entanto, quando os Medici derrubaram a república e retomaram o governo de Florença, Maquiavel foi destituído de seu posto e preso. Exilado na propriedade de San Casciano, perto de Florença, ali escreveu Il principe (1513-1516; O príncipe), em que expôs a teoria política que lhe deu fama. Em 1519, anistiado, voltou a Florença para exercer funções político-militares. Durante o exílio, escreveu também L'arte della guerra -- em que preconiza a extinção das forças armadas permanentes, por ameaçarem a república, e a criação de milícias populares -- e os Discorsi sopra la prima deca di Tito Livio (Comentários sobre os primeiros dez livros de Tito Lívio), em que analisa as vicissitudes da história romana e compara-as com as de seu próprio tempo. As duas obras são indispensáveis à correta interpretação do pensamento que percorre as páginas de Il principe.
    Entre 1519 e 1520, Maquiavel escreveu a maior comédia da literatura italiana, La mandragola (1524; A mandrágora), como "divertimento em tempos tristes". Peça de alto teor erótico e humor sarcástico, dela se disse que "é a comédia da sociedade de que Il principe é a tragédia". Em 1520 Maquiavel tornou-se historiador oficial da república e começou a escrever as Istorie fiorentini (1520-1525; Histórias de Florença), tratado em estilo clássico, consagrado como primeira obra da historiografia moderna.

    O príncipe. Foi, porém, com o pequeno livro Il principe que Maquiavel revolucionou a teoria do estado e criou as bases da ciência política. Homem do Renascimento, ao romper com a moral cristã medieval,  estudou com objetividade os meios e fins da ação política, com base na observação estrita de sua realidade. Elaborou assim uma teoria política realista e sistemática, em que pela primeira vez se separava a moral dos indivíduos da moral (ou razão) de estado. Maquiavel foi, desse modo, o primeiro teórico moderno, o primeiro técnico da política.
    Indignado com a decadência política e moral de sua terra, o autor dirige conselhos a um príncipe imaginário, retrato algo fantasioso de César Borgia, para conquistar o poder absoluto, acabar com as dissensões internas e expulsar os "bárbaros" estrangeiros do país. Prosador admirável, de estilo um tanto latinizante e seco, embora irônico,  recomenda todos os meios, inclusive a mentira, a fraude e a violência. No complexo de sugestões apresentadas ao príncipe originaram-se as práticas políticas conhecidas como maquiavelismo. É necessário, porém, distinguir entre essa noção vulgar que se passou a ter de "maquiavelismo" e a teoria de Maquiavel. Nesta, o que sobressai é o realismo iniludível de quem se pautou pelos fatos, documentos e experiências, não nas idéias ou ideais filosóficos.
    Desde a antiguidade o poder foi freqüentemente tomado, mantido ou perdido segundo os meios apontados por Maquiavel, mas antes dele ninguém tomou consciência real e prática das características inerentes ao fenômeno político e suas manifestações. De seu trabalho se depreende o princípio segundo o qual, em política, os fins justificam os meios e a ética do estado é a do bem público: em sua obra, o príncipe tudo pode, e tudo deve fazer, se tiver por meta a felicidade de seu povo. Caso aja de outra forma, é derrotado por outro príncipe.
    Em 1527, o saque de Roma pelo imperador Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico, restabeleceu a república em Florença. Maquiavel, visto como favorito dos Medici, foi excluído de toda atividade política. Pobre, desiludido e amargurado, morreu na cidade natal em 22 de junho de 1527.

    quarta-feira, 4 de agosto de 2010

    Cofre de universidade em Pernambuco guarda relíquias da época da colonização


    A documentação é resultado de dez anos de pesquisas feitas para resgatar em Portugal os documentos relativos às 14 capitanias do Brasil. Mais de 400 mil cópias já estão no país e foram distribuídos aos estados de origem.


    Um cofre do departamento de história da Universidade Federal de Pernambuco guarda em condições ideais de temperatura e umidade uma relíquia do tempo das capitanias. São mais de 33 mil documentos de 1590 a 1825 - todos microfilmados e gravados em CD. Os originais estão no arquivo ultramarino, em Lisboa, Portugal.
    "O acervo tem muita importância para a memória da capitania, para história não só da capitania de Pernambuco, mas para a história do Brasil”, destaca a coordenadora do Projeto Resgate Maria do Socorro Ferraz.
    A documentação é resultado de dez anos de pesquisas feitas para resgatar em Portugal os documentos relativos às 14 capitanias do Brasil. Mais de 400 mil cópias já estão no país e foram distribuídos aos estados de origem.
    O único documento original da época das capitanias é uma carta de 30 de janeiro de 1654 - quatro dias depois da rendição dos holandeses. Foi enviada ao rei de Portugal por João Fernandes Vieira - um mestre de campo - uma espécie de comandante-geral das tropas brasileiras e portuguesas que pedia recompensa pelo feito.
    A especialista em transcrição de documentos antigos Vera Lúcia Costa Acioli mostra em que termos o militar de dirigia ao monarca. Ele não conseguiu a recompensa como pretendia. Seu maior interesse era conquistar o governo da capitania e isto não lhe foi cedido.
    O acervo conta ainda com dezenas de cópias de mapas, desenhos dos figurinos militares - que eram diferentes para brancos e negros. Toda a documentação que revela parte do passado de Pernambuco e do Brasil já está à disposição dos pesquisadores. Um tesouro que ficará para o futuro.
    Fonte: www.globo.com/bomdiabrasil

    Obra sobre História da África é traduzida para uso em licenciaturas

    O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) concluiu a tradução e atualização ortográfica dos oito volumes da coleção História Geral da África. De acordo com Valter Silvério, coordenador do núcleo, a coleção é reconhecida como a principal obra de referência internacional sobre o continente africano.
    As obras serão usadas nos cursos de formação de professores em História da África e relações etnicorraciais e em cursos de graduação, especialmente nas licenciaturas e pedagogia. Foram publicadas pela primeira vez no final da década de 1980, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
    Agora, explica Silvério, a coleção será publicada pelo MEC e distribuída para os centros de formação de professores da educação básica das universidades e para pesquisa em bibliotecas. A expectativa de Silvério é que o MEC publique a coleção em novembro deste ano.
    Durante dois anos, a pedido do Ministério da Educação, a UFSCar coordenou a atualização ortográfica dos volumes da coleção já traduzidos pela Unesco: Metodologia e Pré-História, Antiga Civilização, África dos Séculos XII a XVI e A Dominação Colonial de 1880 a 1935.
    No mesmo período, contratou tradutores da língua francesa para o português, que trabalharam nos outros quatro livros: África do século VII ao XI, África dos séculos XVI ao XVIII, África dos séculos XIX a 1880, e África de 1935 em diante, que é o oitavo volume.
    Na avaliação do professor Valter Silvério, a coleção vai ajudar a suprir uma lacuna em nossa formação sobre o legado africano. A dimensão dos conteúdos, diz, vai além da história europeia. “Abrange a história mundial dos povos originários”. Atende, ainda, a questão política atual de aproximação e aprofundamento do diálogo Sul-Sul, do estreitamento das relações do Brasil com o continente africano, além de ser útil para os países da África portuguesa.
     A Universidade Federal de São Carlos também desenvolve outro projeto encomendado pelo MEC. Brasil-África – histórias cruzadas é um material para uso pedagógico de estudantes da educação básica pública, para professores e alunos das licenciaturas. Valter Silvério explica que os materiais abordam a cultura brasileira e a cultura africana com conteúdos e ilustrações apropriados para cada etapa da educação básica.
    *Com informações do Ministério da Educação
    Fonte: UOL 

    domingo, 1 de agosto de 2010

    Sociedades secretas: Rosacruz: Guardiães do saber oculto


    A irmandade mística que pode ter suas raízes no Egito antigo e se espalhou pelo mundo pregando a busca do conhecimento, a tolerância religiosa e a harmonia entre os homens de bem.

    por Texto Eduardo Szklarz

    Poucas sociedades precisaram tanto do segredo para sobreviver como aRosacruz. Na Idade Média, enquanto a Inquisição jogava na fogueira quem ousasse questionar os dogmas católicos, os integrantes da confraria se reuniam a fim de penetrar nos mistérios religiosos mais profundos. Para isso, recorriam a fontes diversas: gnosticismo (que buscava o conhecimento à margem do que dizia a Igreja), cabala (misticismo judaico), esoterismo islâmico, filosofia, mitologia egípcia, astrologia e alquimia.
    Era com esse repertório tão vasto que os rosacrucianos acreditavam ser possível sair das trevas da ignorância e caminhar rumo à sabedoria. Diziam que o autoconhecimento era a chave para a “paz do indivíduo” e, a partir dela, o bem-estar da humanidade. Até hoje, os grupos que se dizem herdeiros daRosacruz pregam a tolerância religiosa, a harmonia e a paz. O que ninguém sabe direito é como essa sociedade surgiu.
    Não faltam teorias para a origem da ordem. Uns dizem que ela foi criada em Alexandria, no Egito, no ano 46, quando o sábio gnóstico Ormus e seus seguidores foram convertidos ao cristianismo. Outros afirmam que a Rosacruzsurgiu no século 17, no vácuo da Reforma Protestante. De acordo com a lenda mais popular, no entanto, seu criador foi o monge Christian Rosenkreuz (ou Frater C.R.C.), nascido na Alemanha em 1378. Aos 16 anos, Rosenkreuz viajou ao Oriente Médio e estudou artes ocultas com mestres muçulmanos. Ao voltar para a Alemanha, construiu a Spiritus Sanctum (“Casa do Espírito Santo”), para celebrar seus rituais secretos.
    Rosenkreuz teria morrido em 1484, aos 106 anos, mas sua tumba só foi encontrada 120 anos depois – o que motivou a retomada das atividades daRosacruz, agora sob a liderança do pastor luterano Johann Andrae. Foi ele quem publicou 3 manifestos que mencionaram a ordem pela primeira vez: Fama Fraternitatis Rosae Crucis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Químicas de Christian Rosenkreuz (1616). Os textos tiveram enorme impacto entre os europeus e não demorou para que os rosacrucianos se espalhassem pelo Velho Mundo.
    Para as fraternidades modernas que se dizem herdeiras da Rosacruz, não importa se Rosenkreuz realmente existiu. O importante é o valor simbólico dessa história. Suas andanças pelo mundo, incorporando elementos de várias tradições, aludem à chamada Religião Universal da Sabedoria. Ser cristão, por exemplo, iria além de seguir a figura bíblica de Jesus: faria parte da busca do conhecimento oculto e esotérico.
    Dê uma boa olhada na ilustração das páginas 12 e 13. Você verá que o grau 18 da maçonaria é o Cavaleiro Rosacruz. Não se trata de mera coincidência: nos séculos 17 e 18, maçons e rosacrucianos trocaram muitas figurinhas. Eles buscavam uma sociedade tolerante, livre de dogmas e que pudesse se aperfeiçoar à medida que os homens ficassem mais sábios. A estrutura das duas fraternidades também era similar. Mas havia diferenças importantes: a Ordem Rosacruz enveredava pelo cristianismo e por caminhos místicos, enquanto a maçonaria se guiava pelo pensamento racional.
    “No século 18, a Rosacruz fazia rituais de admissão usando diversos símbolos. Um deles era um globo de vidro num pedestal que tinha 7 degraus e era dividido em duas partes, representando a luz e a escuridão”, diz Sylvia Browne, autora do livro Sociedades Secretas. “E também usavam 9 copos, simbolizando qualidades masculinas e femininas.”
    Segundo a pesquisadora, a Rosacruz contava com o Colégio dos Invisíveis, espécie de fonte de informação por trás do movimento. Seus integrantes acreditavam que o significado do Universo estava explicado no símbolo da ordem. “Como a flor que brota no meio da cruz, os seres humanos deveriam desenvolver a capacidade de amar de forma irrestrita, compreender as leis que regem o mundo e agir por meio da intuição e da inteligência amorosa do coração.”
    HERDEIROS
    Hoje, diversas sociedades se declaram descendentes da confraria inicial. Entre elas, a Fraternidade Rosacruz de Max Heindel, a Fraternitas Rosacruciana Antiqua e a Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz (Amorc). A julgar pelo que cada uma diz em seu site na internet, todas procuram despertar o potencial interior do ser humano pela busca da verdade.
    A Amorc do Brasil, localizada em Curitiba, garante que seu método de orientação para o autoconhecimento “está à disposição de toda pessoa sincera e de mente aberta”. Já a Fraternitas Rosacruciana, com sede no Rio, afirma que sua finalidade é “buscar a felicidade sem distinção de castas, cor, sexo, nacionalidade ou condição social”.

    Passado nebuloso

    A história da Rosacruz segundo a lenda mais popular
    1394
    Rosenkreuz vai ao Oriente Médio para estudar artes ocultas com mestres muçulmanos.
    1484
    O fundador da Rosacruz morre na Alemanha (segundo a lenda, aos 106 anos de idade).
    1604
    A tumba de Rosenkreuz é encontrada, levando ao ressurgimento da ordem.
    1614-1616
    Johann Andrae publica manifestos rosacrucianos, os primeiros documentos a citar a ordem.
    Séc. 18
    Maçons e rosacrucianos se aproximam enquanto a ordem se espalha por toda a Europa.
    Séc. 20
    Grupos como a Amorc declaram-se herdeiros dos segredos acumulados pela Rosacruz original.

    Para saber mais

    • Sociedades Secretas
    Sylvia Browne, Prumo, 2008

    Veja também:

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