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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Livro mostra e discute diferentes versões sobre a história de Zumbi dos Palmares

Zumbi em três versões

Historiadores questionam a biografia do líder negro e mostram como o seu perfil mudou em quatro séculos

Ivan Claudio
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Zumbi, o líder negro que no século XVII liderou a maior resistência ao regime escravocrata à frente do Quilombo dos Palmares, em Alagoas, é um dos mitos mais controversos da história brasileira. Da política às artes, sua atuação guerreira inspirou de grupos militantes como o VAR-Palmares a músicos jovens a exemplo de Chico Science, que batizou sua banda de Nação Zumbi. Como herói da cultura afro-brasileira cuja data de morte foi coroada como Dia da Consciência Negra, ele é saudado em músicas, sambas-enredo, peças e filmes. Objeto de uma caudalosa bibliografia iniciada ainda em vida com os relatos oficiais dos governos de Portugal e Holanda, o perfil dessa figura emblemática é agora esquadrinhado pelos historiadores Jean Marcel Carvalho França e Ricardo Alexandre Ferreira no livro “Três Vezes Zumbi” (Três Estrelas), para quem o “Spartacus negro” não tem uma face, mas várias. 

Segundo os autores, podem ser identificados três perfis diferentes para o líder quilombola: o Zumbi dos Colonos (séculos XVII e XVIII), que colocava em xeque o projeto colonizador; o Zumbi do Brasil Independente (século XIX), pintado como grande guerreiro para enaltecer o agente civilizador que o combatia; e o Zumbi dos Oprimidos (século XX em diante), sobre o qual seriam associadas aspirações emancipadoras que desaguariam no movimento das minorias. “O livro é uma espécie de atlas, uma história da história de Zumbi, dos discursos que se fizeram em torno dele ao longo dos séculos”, afirma França. No desenvolvimento da ideia de Zumbi como uma construção ideológica, os autores se defrontaram com dados conflitantes. A multiplicidade de peças que não se encaixam no quebra-cabeça começa com o seu próprio nome. Existem registros de que ele teria também a alcunha de Zambi, Zombi, Zombé e Zumbé – a grafia Zumbi teria sido estabelecida em meados do século XIX. Mais: Zumbi, cujo significado é diabo e Deus das guerras, seria um título na hierarquia do quilombo, e não um nome, hipótese confir­mada nos documentos da época.

Outra controvérsia diz respeito à sua morte. Até o século XVIII, a versão mais conhecida era a de que ele teria se matado, pulando de um penhasco. A partir daí, ficou aceito que Zumbi teria sido morto por um ajudante. “Cartas falam da traição de um mulato, mas é sabido que na época esse termo era malvisto, se preferia a palavra pardo”, diz França, sugerindo que o assassino talvez não pertencesse a Palmares. Os maiores absurdos começaram a pipocar no século passado, quando o chefe dos escravos foi apropriado pelos marxistas, que o tornaram um revolucionário e associaram a sua atuação à luta de classes. O relato mais fantasioso vem do historiador gaúcho Décio de Freitas, que praticamente inventou uma infância romantizada para Zumbi: ele teria sido adotado por um padre, vivido como coroinha e retornado 15 anos mais tarde a Palmares movido por ideais libertários. Freitas teria sacado essas informações de correspondências do missio­nário. “São cartas que nunca foram vistas e, certamente não existem”, afirma França.  


Fonte: Revista Istoé

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Google homenageia o arqueólogo Howard Carter


O egiptólogo britânico ficou conhecido por ter descoberto a tumba do faraó Tutankhamon no Vale dos Reis

O Google homenageia o arqueólogo e egiptólogo britânico Howard Carter, que caso estivesse vivo completaria 138 anos nesta quarta-feira. Ele ficou conhecido por ter descoberto a tumba do faraó Tutankhamon no Vale dos Reis - localizado no Egito - e por inovar os métodos de análise dos túmulos.

Para conferir todos os doodles, clique aqui



Conhecedor de vários dialetos árabes, aos 27 anos tornou-se inspetor-chefe dos monumentos do Alto Egito e Núbia.
Sua primeira missão foi em Bani Hassan, onde foi incumbido de gravar e copiar as cenas nas paredes dos túmulos dos príncipes do Médio Egito. Dizem que ele trabalhava ao longo do dia e dormia com os morcegos nos túmulos durante a noite.

Em 1922, Carter encontrou os degraus que o levou ao túmulo de Tutankhamon. O arqueólogo descobriu o túmulo faraónico melhor preservado que já havia sido encontrado. Os meses seguintes foram dedicados a catalogar o conteúdo de antiguidades do Egito. Já em 1923, ele encontrou uma casa mortuária e o sarcófago de Tutankhamon.

Doodles

Os doodles consistem em mudanças no visual do logotipo do Google, geralmente utilizadas para celebrar feriados, aniversários e grandes acontecimentos da história. Até agora, mais de mil intervenções foram criadas.

O Google já utilizou os doodles para homenagear grandes cientistas, artistas e políticos, além de celebrar datas de âmbito nacional e internacional. Muitas das intervenções extrapolam a ideia inicial de homenagem e se tornam logos interativos, como o pequeno jogo de Pac Man, criado em maio de 2011, em homenagem aos 30 anos do clássico game.

Outro doodle que fez sucesso foi a guitarra interativa, em comemoração ao guitarrista americano Les Paul, que faria 96 anos se estivesse vivo, em junho do ano passado. O logo se transformou em uma guitarra interativa, que podia ser tocada ao passar o cursor em cima das cordas. O sucesso foi tão grande que o Google criou uma página permanente para o instrumento virtual.   


[Fonte: www.band.com]

terça-feira, 1 de maio de 2012

O Dia do Trabalho


Em julho de 1889 a Segunda Internacional instituiu o Dia do Trabalhador, que deveria ser celebrado anualmente no dia 1º de maio. A data escolhida pretendia comemorar os fatos ocorridos três anos antes em Chicago, quando uma bomba causou a morte de vários policiais em uma manifestação operária. Os autores deste atentado nunca foram encontrados, mas quatro líderes anarquistas foram julgados como responsáveis pelo atentado e executados em 11 de novembro de 1887. Um desses líderes, Albert Spies, deixou escrito: "Se pensam que enforcando-nos poderão acabar com o movimento dos trabalhadores... o movimento, do qual os milhões de oprimidos, milhões que trabalham na miséria e na necessidade, aguardam a sua salvação; se essa é a sua opinião, então enforquem-nos! Porque aqui, apenas estará pisando numa fagulha, mas ali e acolá, por detrás de você, na sua frente, e por toda a parte, as chamas surgirão. É um fogo subterrâneo. Jamais poderão apagá-lo!".
"Operários" de Tarsila do Amaral
"Operários" de Tarsila do Amaral


O trabalho humano, em todas as suas formas, possui uma dignidade inalienável, por ser atividade de criaturas racionais livres, seu valor não se medindo apenas pela categoria a que pertence cada um, mas principalmente pela perfeição com que é realizado. O termo "trabalho" tem sua raiz no latim "trans, trabis" - trave ou carga que se impunha aos escravos para obrigá-los ao serviço.
Os  povos dominados pelos romanos conservaram a raiz latina associada à ideia do trabalho escravo: "travail", "trabalho". Os povos imperiais, italianos ou não dominados, conservaram a raiz latina associada às atividades nobres: "larbor" em latim, que deu "lavoro" em italiano, "labour", em inglês e que, em português, aparece na forma de labor, laborioso.
em quase todos os países do mundo comemora-se nesta data - 1º de maio - o Dia do Trabalho, as comemorações sendo feitas em certos países com pequenas variantes quanto à data.
Nos Estados Unidos, o governo transferiu a comemoração para a primeira segunda-feira de setembro; na Inglaterra, é o primeiro domingo depois do dia 1º de maio; no Japão, 23 de novembro; na Espanha, 18 de julho; na Nova Zelândia, 18 de outubro. 
No Brasil, a primeira tentativa de celebrar o 1º de maio, data de 1893. encontrou violenta repressão do governo, mas já a partir de 1895, a data passou a ser celebrada sem maiores alterações.
o trabalho é um dever, mas também um direito, reconhecido aliás, solenemente, na Declaração universal dos Direitos Humanos. Todo homem tem direito inalienável de procurar, pelo trabalho, os meios de se realizar como homem e de prover a sua subsistência e a daqueles por quem é responsável.

Fonte: Livro Escola Viva

Veja também:

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