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domingo, 12 de setembro de 2010

História e Cinema: Guerra Fria


Mesmo não sendo propriamente um conflito, a Guerra Fria manteve o mundo em tensão desde o fim da Segunda Guerra Mundial, na década de 1940, até a queda do Muro de Berlim, no final dos anos 1980. E é sobre o tema que o GUIA escolheu três filmes. Jogos de Poder mostra como os EUA armaram as milícias islâmicas do Afeganistão, numa tentativa de barrar a influência comunista daUnião Soviética na região. Boa Noite e Boa Sorte retrata a perseguição aos supostos comunistas norte-americanos, durante o chamado “macarthismo”. Já Adeus, Lênin! traz a história de uma alemã, habitante da Alemanha Oriental, que entra em coma um pouco antes da queda do Muro. Ao acordar, anos depois, ela teria que encarar a realidade de um país já integrado ao mundo capitalista.

Filme: Jogos de Poder
Mike Nichols (
EUA, 2007)
Em 1979, a União Soviética invade o Afeganistão. Para barrar a presença comunista na região, os EUA decidem agir. E aí que entra o deputado Charlie Wilson. Ele é convidado por Joanne, uma milionária cristã conservadora, a angariar fundos para armar as milícias islâmicas do Afeganistão, em luta contra os invasores. Na companhia de um agente da CIA, Wilson convence governantes islâmicos a ajudar a recrutar homens para lutar nas montanhas afegãs. 

As negociações dão certo, e o apoio militar dos 
EUA se concretiza com o envio de dinheiro, a compra de armas e o treinamento de guerrilheiros afegãos. Uma adaptação do livro Charlie Wilson’s War, de George Crile, baseado em fatos reais, o filme permite tomar contato com dez anos de história afegã, período de disseminação dos mujahedins (milícias islâmicas)



Filme: Boa Noite e Boa Sorte
George Clooney (
EUA, 2005)
Em plena Guerra Fria, em 1953, o jornalista Edward R. Murrow revela as estratégias e mentiras que o senador Joseph McCarthy usava para perseguir supostos comunistas norte-americanos, no período batizado de “macarthismo”. Como resposta a Murrow, o senador passa a pressionar o jornalista, ignorando os direitos de resposta a eles oferecidos no jornal.

Mais do que mostrar a guerra de ideologias e a perseguição a quem pensasse diferente, o longa levanta questões importantes, como a própria liberdade de expressão e o papel das comunicações na formação de uma nação. Também é uma amostra de como a liberdade é um conceito subjetivo em mídias que são mantidas com dinheiro proveniente de empresas anunciantes. 




Filme: Adeus, Lênin!
Wolfganger Becker (Alemanha, 2003)
Pouco antes da queda do Muro de Berlim, em 1989, Christine Keller, uma comunista devota, nascida na Alemanha Oriental, entra em coma. Ela desperta anos depois, em meados dos anos 1990, quando o país já vivia a realidade do capitalismo. O filho de Christine, Alexander, preocupado que sua mãe adoeça novamente ao descobrir a nova situação política da Alemanha, elabora um plano para que ela acredite que tudo continua como antes.

Com a ajuda de amigos, Alex, como é chamado, troca embalagens de alimentos, usa roupas diferentes e até cria um telejornal, tudo para reviver os tempos do comunismo. O filme mostra as mudanças que o país enfrentou com o fim do regime comunista da Alemanha oriental e a reunificação da Alemanha.





Fonte: www.guiadoestudante.abril.com.br



Dica do História Pensante:


Filme: Treze dias que abalaram o mundo



Em outubro de 1962 um avião U-2, que fazia vigilância de rotina, tira fotos que revelam que a União Soviética está em processo de colocar uma plataforma de lançamento de armas nucleares em Cuba. Estas armas terão a capacidade de destruir em minutos a maior parte do leste e sul dos Estados Unidos quando ficarem operacionais. O presidente John F. Kennedy (Bruce Greenwood) e seus assessores têm de pôr um plano de ação contra os soviéticos. Kennedy está determinado em mostrar que ele é forte o bastante para resistir a ameaça e o Pentágono aconselha o exército dos Estados Unidos a contra-golpear, o que poderia levar a uma outra invasão norte-americana em Cuba. Entretanto, Kennedy está receoso em levar a cabo esta operação, pois uma invasão norte-americana poderia fazer com que os soviéticos partissem para a retaliação na Europa. Por treze dias o destino da humanidade esteve nas mãos de um grupo reunido no salão oval na Casa Branca, pois a possibilidade de uma guerra nuclear era real e navios soviéticos rumavam para Cuba levando o material que faltava para terminar a plataforma  de lançamento, que estava sendo construída em ritmo acelerado. Com a situação cada vez mais tensa, qualquer ato impensado poderia provocar um conflito armado de conseqüências devastadoras.
Leia também: Descrição 1 , Descrição 2.

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