" História, o melhor alimento para quem tem fome de conhecimento" PPDias

sábado, 30 de julho de 2011

EUA devolvem peças arqueológicas da tumba de Tutancâmon ao Egito



Os 19 objetos devolvidos ficarão expostos no Museu Egípcio do Cairo.
Peças foram encontradas na tumba de Tutancâmon, descoberta em 1922.

tutancâmon (Foto: AFP)Ao todo serão devolvidos 19 objetos (Foto: AFP)
O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades Egípcias (CSA), Mohammed Abdel Maqsud, informou neste sábado (3) que o Metropolitan Museum of Art de Nova York, nos Estados Unidos, devolveu ao Egito 19 peças arqueológicas pertencentes à tumba do faraó Tutancâmon (1336-1327 a. C.).
A decisão em devolver os objetos ocorreu após logo período de negociações entre os responsáveis egípcios e norte-americanos. Atef Abul Dahab, subdiretor do Departamento de Arqueologia Egípcia, deve desembarcar no Cairo com as antiguidades nesta terça-feira (2). As peças serão exibidas no Museu Egípcio do Cairo.
Os 19 objetos, todos de pequeno tamanho, foram encontrados na tumba de Tutancâmon, descoberta pelo arqueólogo britânico Howard Carter em 1922 na ribeira oeste do rio Nilo, na localidade monumental de Luxor. Nessa época, o governo do Egito permitia que os arqueólogos que trabalhavam com recursos próprios ficassem com uma parte de suas descobertas.
Abdel Maqsud destacou o gesto do museu nova-iorquino, especialmente após a instituição ter se transformado em uma grande aliada do CSA para recuperar peças arqueológicas levadas ilegalmente do Egito. Nesse sentido, o responsável egípcio lembrou que no passado o Metropolitan proporcionou ao Egito informações que ajudaram a recuperar um pedaço de rocha que fazia parte do templo faraônico de Karnak, também situado em Luxor.
Fonte: G1

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A VOZ DO PROFESSOR



ESTAMOS ATRAVESSANDO um momento histórico muito singular. Encontramo-nos na transição da era moderna para a era pós-moderna. O mundo experimenta uma série de transformações estruturais, sociais, políticas, culturais, estéticas, econômicas, entre outras, que desestabilizam os modelos de referência que ofereciam aos indivíduos um lugar seguro e estável na sociedade. 
          A sociedade moderna caracterizava-se por organizar-se em torno de regras bem definidas, ou, no mínimo, esforçava-se para que assim fosse. Trabalhava-se pela manutenção da ordem e do progresso. Acreditava-se que o progresso seria resultante da ordem, isto é, se cada coisa estivesse no seu devido lugar, se cada cidadão estivesse fazendo o que devesse fazer, mandando quem pudesse mandar e obedecendo quem tivesse juízo, o progresso viria por consequência. Daí a expressão da nossa Bandeira Nacional, ordem e progresso, em evocação ao positivismo francês, que foi o berço dessa ideia. A visão social da modernidade era uma visão voltada para a coletividade. Os valores, as instituições, as tradições precisavam ser preservados em nome da coletividade, pois tudo isso era um patrimônio desta. Manter isto, não só o patrimônio material, mas, principalmente, o patrimônio simbólico, cultural, ideológico, entre outros, significava trabalhar pela manutenção da ordem necessária para que houvesse o consequente progresso. Educar o indivíduo significava trazê-lo para dentro dessa vida social já definida e regulamentada pelos seus antepassados, dignos de toda a reverência e respeito, por quem também houveram sido ditadas todas as regras da moral e dos bons costumes. Se a tarefa de governar era, precipuamente, o ato manter esse patrimônio e zelar dele, educar era não apenas manter ou zelar, mas, sobretudo, transmitir esse patrimônio. Tal tarefa cabia aos pais, em primeiro lugar e, em segundo, aos professores.           Por esse motivo é que, nessa época, havia uma noção bem clara do que significava a figura de autoridade. As pessoas sabiam exatamente quem era autoridade. A autoridade era aquela pessoa investida do poder de manter, proteger e transmitir as tradições e os valores coletivos. Assim, as autoridades eram, além de os pais e os professores, também os políticos, os policiais, os juízes e assim por diante.           A aproximação da grande transformação comportamental da sociedade, que veio a chamá-la de pós-moderna, trouxe com ela o enfraquecimento e a desestabilização gradativos dessas estruturas e desses valores, a ponto de que, em nossos dias, assistimos ao seu quase total desmoronamento. Perderam-se referenciais, perdeu-se a noção de bens da coletividade. Perdeu-se a ideia de quais valores e tradições sejam válidos e devam ser transmitidos. Não mais há uma noção de progresso a que se queira chegar. Simplesmente vive-se um dia após o outro, como se em meio a um turbilhão incessante. Hoje tudo é veloz, mutável, passageiro, obsoleto, e a ideia de manter-se algo caiu de moda quando não é, até mesmo, vista como contraditória. Desse momento em diante, caíram também as figuras de autoridade, pois, se não mais existe um modelo estável de sociedade, nem valores minimamente permanentes que a representem, a serem defendidos e transmitidos, logo, as pessoas que, antes, exerciam esse papel são também aniquiladas. Faz parte do painel pós-moderno, pois, a grande crise de autoridade.          Os professores da geração atual, ou pelo menos uma grande parte deles, foram formados segundo os padrões da antiga sociedade moderna, onde a voz do professor tinha força e sentido, por isso era ouvida. Os professores eram, então, autoridades. Hoje, quando aqueles valores e conceitos caducaram-se, a voz dos professores, se ainda resiste em falar, é um som que ecoa sem encontrar ouvidos dispostos a ouvir. A voz dos professores reverbera entre as paredes de uma sala de aula assim como o faz a luz remanescente de estrelas mortas há milhões de anos. Os alunos com os quais os professores têm de lidar são indivíduos da era pós-moderna que não chegaram sequer a conhecer o modelo de sociedade do tempo de seus mestres e a maneira como ela funcionava, do mesmo modo que muitos dos pais desses alunos, que por tê-los concebido precocemente, ainda na adolescência, são também cidadãos desse mesmo tempo e possuem uma visão de mundo idêntica à dos seus próprios filhos. Esse é o grande problema de ordem sociológica que a educação escolar está enfrentando, e do qual ela não poderia escapar, pois é natural que turbulências dessa natureza ocorram no ponto de transição entre duas épocas.           A referida crise de autoridade faz-nos crer que a sociedade esteja entregue ao caos. Todos os desequilíbrios sociais que se propagam neste período de transição formam um quadro que nos provoca diversos mal-estares, entre os quais o de nos fazer imaginar que aquela expressão é proibido proibir, escrita nos muros de Paris, em 1968, encontrou nos nossos dias o seu tempo de realização. A polícia prende o bandido, mas as leis mandam soltá-lo, quando não o mandam as leis, mandam-no o dinheiro e esse, sim, o faz com inequívoca eficiência e rapidez; outra hora, não é mais o bandido quem vai preso, mas, sim, a própria polícia, que outrora era a autoridade; a figura do político, que era uma das maiores representatividades da ordem e dos bens públicos, agora usurpa-os e torna-se protagonista tragicômica das falcatruas mais escandalosas da nação, resultando em que as instituições governamentais estejam sendo ocupadas, e até mesmo lideradas, por indivíduos gozadores, brincalhões  e oportunistas, eleitos com o voto da indignação de um povo que não mais acredita em quem deveria ser sério.           Toda essa prostituição dos valores, promovida pelos adultos, vai sendo assimilada pelas crianças, adolescentes e jovens, de modo que estes, subconscientemente, passem a orientar seu comportamento conforme esses exemplos a que são ostensivamente expostos. O aluno, em sua sala de aula, ouve a voz do professor sussurrar fraca e tímida, tentando incutir-lhe ideias de ética e cidadania, mas a vida real lá fora, que é muito mais convincente na percepção do educando, faz-lhe parecer que aquilo que o professor está dizendo são apenas teorias vãs ou espécies de ficções românticas. Hoje, pais não mais controlam seus próprios filhos dentro de suas casas e esperam que os professores o façam inteiramente por eles dentro da escola, ao mesmo tempo em que, por lei, cada vez menos os professores podem agir para coibir infrações de alunos. Os governos, não sabendo mais o que fazer para diminuir a presença de menores delinquentes nas ruas, aproveitam a ideia da “escola inclusiva”, que na teoria é uma coisa correta e boa, e convertem-na numa prática perversa, pois tem servido apenas para fazer da escola um curral onde se amontoam, num mesmo espaço, crianças e adolescentes de bem junto com  delinquentes perigosos, bem como submetem estudantes com necessidades especiais a situações de desamparo e abandono, sem o devido cuidado, já que são colocados em salas de aula comuns, lotadas e sem as adaptações necessárias à suas demandas e, ainda, esses alunos têm de contar apenas com professores de formação comum, sem o devido preparo para dar-lhes o atendimento de que precisam e que merecem. Ou seja, está tudo errado. Estamos dentro de uma crise estrutural e ética macrossocial e, tudo isso, sob os auspícios de um sistema político psicopata. O problema educacional origina-se na esfera familiar, consolida-se em virtude das falhas graves da gestão pública da educação escolar, mas, no fim das contas, quando se constata o fracasso do jovem como aluno e como pessoa, os olhos que procuram logo achar um culpado costumam voltar-se em peso apenas na direção dos professores.           Na era pós-moderna, vive-se o tempo do individualismo e do imediatismo. Alinhados com esse pensamento, os pais já não incutem nos filhos a ideia de respeito à figura do professor, pois não mais o veem como modelo ou representante de quaisquer valores que seu filho deva herdar. Nesses tempos de individualismo e imediatismo, aos pais basta que os filhos tenham boas notas bimestrais, e nada mais. Obviamente, esse não é modo de se comportar de todos os pais. Trata-se, aqui, da descrição de um fato social que é a tendência atual, e que não é uma teoria, mas, sim, é o que ocorre concretamente no dia a dia das escolas.           Embora esteja sufocada e desacreditada, a voz do professor ainda não se calou totalmente, pois a educação escolar continua sendo um dos âmbitos sociais menos susceptíveis a aceitar a perda da autoridade, a achincalhação e a presença do caos, mesmo que alguém explique que esse caos seja aparente, e que se trate apenas de um fenômeno de transição entre duas épocas. Enquanto esse estado de coisas permanece, porém, o professor adoece psiquicamente, até mesmo sem perceber. Os consultórios médicos nunca estiveram tão cheios de professores enfermos como ocorre na atualidade. Nos atendimentos psicoterápicos, quando os professores vão contar como são as suas com o trabalho, começam falando de sua felicidade pela escolha que um dia fizeram da profissão, falam do seu verdadeiro prazer em ensinar, de seus velhos ideais com a educação; mas, gradativamente seu discurso vai tomando um tom angustiado e começam a enumerar problemas, até que, quando menos esperam, estão com os olhos banhados de lágrimas, descrevendo a prática docente como uma insuportável experiência de sofrimento diário. O alto grau de frustração, a sensação de inutilidade de seu trabalho, a falta de respeito e desinteresse dos alunos e indiferença por grande parte da sociedade, levam os professores ao esgotamento de suas energias físicas e emocionais, gerando quadros de depressão e doenças psicossomáticas diversas.           Vou encerrar citando o papa João Paulo II, que não viveu para ver os efeitos da transição para a pós-modernidade alcançarem as proporções cataclísmicas de nossos dias, mas que, até ao ponto em que ele conseguiu perceber o rumo das coisas, expressou-se a esse respeito, proferindo as seguintes palavras: “(...) este período de mudanças rápidas e complexas deixa, sobretudo, os jovens, a quem pertence e de quem depende o futuro, com a sensação de estarem privados de pontos de referência autênticos. A necessidade de um alicerce, sobre o qual construir a existência pessoal e social, faz-se sentir de maneira premente, principalmente quando se é obrigado a constatar o caráter fragmentário de propostas que elevam o efêmero ao nível de valor, iludindo, assim, o verdadeiro sentido da existência”[1]. Não tenho dúvida de que a construção desses alicerces, sugeridos por João Paulo II, bem como o vislumbre de um novo e melhor sentido para a nossa existência, só serão alcançados mediante o trabalho sagrado de quem educa e o respeito à sua voz.     



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NOTA:

Este artigo está liberado para uso, desde que se veicule o texto sempre acompanhado da presente nota: 

Este artigo pode ser copiado, distribuído, postado em sites e blogs, desde que se cite a fonte e deixe o link para que outros leitores acessem.
Autor: José Fernandes, publicado originalmente no sitehttp://www.escritorjosefernandes.com, em 24 de julho de 2011). 


Não é permitido fazer alterações no texto ou uso comercial do mesmo.


[1] Carta Encíclica Fides et Ratio, do Sumo Pontífice João Paulo II, em 14 de setembro de 1998.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Personalidades históricas: Aristóteles

Se com Platão a filosofia já havia alcançado extraordinário nível conceitual, pode-se afirmar que Aristóteles -- pelo rigor de sua metodologia, pela amplitude dos campos em que atuou e por seu empenho em considerar todas as manifestações do conhecimento humano como ramos de um mesmo tronco -- foi o primeiro pesquisador científico no sentido atual do termo.
Aristóteles nasceu em Estagira (donde ser dito "o Estagirita"), Macedônia, em 384 a.C. Em Atenas desde 367, foi durante vinte anos discípulo de Platão. Com a morte do mestre, instalou-se em Asso, na Eólida, e depois em Lesbos, até ser chamado em 343 à corte de Filipe da Macedônia para encarregar-se da educação de seu filho, que passaria à história como Alexandre o Grande. Em 333 voltou a Atenas, onde fundou o Liceu. Durante 13 anos dedicou-se ao ensino e à elaboração da maior parte de suas obras.

Obra e doutrina.
Perderam-se todas as obras publicadas por Aristóteles, com exceção da Constituição de Atenas, descoberta em 1890. As obras conhecidas resultaram de notas para cursos e conferências do filósofo, ordenadas de início por alguns discípulos e depois, de forma mais sistemática, por Adronico de Rodes (c. 60 a.C.).
As principais obras de Aristóteles, agrupadas por matérias, são: (1) Lógica: Categorias, Da interpretação, Primeira e segunda analítica, Tópicos, Refutações dos sofistas; (2) Filosofia da natureza: Física; (3) Psicologia e antropologia: Sobre a alma, além de um conjunto de pequenos tratados físicos; (4) Zoologia: Sobre a história dos animais; (5) Metafísica: Metafísica; (6) Ética: Ética a Nicômaco, Grande ética, Ética a Eudemo; (7) Política: Política, Econômica; (8) Retórica e poética: Retórica, Poética.
Como nenhum filósofo antes dele, Aristóteles compreendeu a necessidade de integrar o pensamento anterior a sua própria pesquisa. Por isso começa procurando resolver o problema do conhecimento do ser a partir das antinomias acumuladas por seus predecessores: unidade e multiplicidade, percepção intelectual e percepção sensível, identidade e mudança, problemas fundamentais, ao mesmo tempo, do ser e do conhecimento.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Alunos do ensino fundamental participam de acampamento militar na Coreia

Alunos do ensino fundamental da Coreia do Sul descansam após exercícios realizados no Acampamento Militar de Verão, em Cheongryong. Trinta e sete estudantes participam do acampamento de três dias para fortalecer o espírito e o corpo

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pegadas em MS podem ser de dinossauros, dizem pesquisadores

Hélder Rafael Do G1 MS

Pegadas em MS podem ser de  dinossauros, dizem pesquisadores (Foto: Divulgação/SPU-MS)
Pegadas fossilizadas em rochas estão às margens
do rio Nioaque, em MS (Foto: Divulgação/SPU-MS)
Pegadas que podem ter sido deixadas por dinossauros há cerca de 140 milhões de anos estão despertando o interesse de estudiosos, que visitaram no dia 12 de julho um sítio paleontológico em Nioaque, cidade a 170 quilômetros de Campo Grande. Os vestígios pré-históricos também chamam a atenção do poder público para a necessidade de preservação da área, que integra o roteiro de um geoparque em fase de implantação.

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Sandro Marcelo Scheffler, contou ao G1 como ocorrem os rastros fossilizados nas rochas. "São dezenas de pegadas na margem do rio, mas poucas estão bem preservadas. A maioria constitui-se de undertracks, ou seja, a camada de terra compactada que se formou debaixo da pegada já erodida pelo tempo", relata. Scheffler esteve no local quatro anos atrás com o colega pesquisador Rafael Costa da Silva em busca de informações, e ambos observaram à época que a maioria dos vestígios sofreu desgaste pela ação da água do rio.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Começa a ser exibido Heróis, filme sobre recrutas mineiros que combateram na Segunda Guerra




Eles eram três mineiros que nunca haviam usado armas. Mesmo assim, foram recrutados para lutar contra os alemães na Segunda Guerra Mundial. Muito longe de casa, nas colinas da cidade de Montese, combateram bravamente e, às custas das próprias vidas, contribuíram para o término do confronto, enobrecendo a atuação da Força Expedicionária Brasileira.

 Assista ao primeiro episódio!

Geraldo Baêta da Cruz, de Entre Rios de Minas, Arlindo Lúcio da Silva, de São João del-Rei, e Geraldo Rodrigues de Sousa, de Rio Preto, foram surpreendidos pelos inimigos durante patrulha. Ignoraram ordens de rendição e, mesmo em menor número, lutaram até a morte. Admirados com a coragem dos mineiros, os alemães providenciaram enterro com honrarias àqueles que consideraram heróis.

PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO FAZEM MANIFESTAÇÃO EM FRENTE À SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE CARANGOLA.

O COMBATENTE: PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO FAZEM MANIF...: "OS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO FAZEM UMA MANIFESTAÇÃO EM FRENTE À SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE CARANGOLA COM UM APITAÇO..."


Personalidades históricas: Arquimedes

Conta-se que Arquimedes estava entrando numa banheira enquanto meditava sobre o problema que o rei lhe havia apresentado: como distinguir uma coroa de ouro puro de outra que contivesse prata. Ao observar a água que derramava à medida que seu corpo submergia, descobriu um dos princípios fundamentais da hidrostática: a coroa não conteria outro metal se, ao submergir, deslocasse uma quantidade de água equivalente a seu peso em ouro. Entusiasmado pela descoberta, correu nu para a rua aos gritos de heureka, expressão que significa "achei".
Arquimedes nasceu na cidade-estado grega de Siracusa, na ilha da Sicília, em 287 a.C. Reinava então Híeron II, com quem Arquimedes era provavelmente aparentado. Estudou na cidade egípcia de Alexandria, grande centro cultural da época, e depois voltou a Siracusa, onde permaneceu até a morte. Seus engenhos de guerra, suas máquinas e as lendas que circulavam sobre suas invenções tornaram-no conhecido em todo o mundo antigo.
Muitas das descobertas fundamentais para a mecânica foram realizadas por Arquimedes. Em Sobre o equilíbrio dos planos descreveu o método para determinar o centro de gravidade dos corpos geométricos e esboçou os princípios da alavanca, sobre a qual disse a famosa frase: "Dêem-me um ponto de apoio e moverei o mundo". Arquimedes é considerado o fundador da hidrostática, ramo da física que estuda os corpos líquidos em repouso, cujos princípios enunciou no livro Tratado dos corpos flutuantes. Nele formulou o chamado princípio de Arquimedes, segundo o qual um corpo imerso num líquido sofre a ação de uma força, de baixo para cima, igual ao peso da quantidade de líquido que desloca.
Os trabalhos matemáticos de Arquimedes foram os que ele mesmo considerou mais importantes. Enunciou a relação entre área e volume dos sólidos geométricos; estabeleceu a relação entre o comprimento da circunferência e seu diâmetro (número pi); demonstrou que a área de um segmento de parábola é igual a 4/3 da área de um triângulo com base e altura iguais aos do segmento; e determinou a área da elipse e os volumes dos elipsóides e parabolóides de revolução. No livro Arenário empregou um sistema de notação numérica baseado nos expoentes, o que evitava as desvantagens do sistema grego de numeração e permitia operar com grandes quantidades.
Depois da morte de Híeron, em 216 a.C., Siracusa foi sitiada pelas tropas romanas mas pôde resistir durante mais de três anos, graças aos engenhos bélicos de Arquimedes, que construiu poderosas catapultas, com as quais os soldados gregos atacavam os invasores. Finalmente, após cruentas lutas, Siracusa rendeu-se às tropas romanas, comandadas pelo cônsul Marcelo. Durante o massacre que se seguiu à tomada da cidade, em 212 a.C., contrariando as ordens de Marcelo, um soldado romano aproximou-se de Arquimedes e o matou. Em atenção a um desejo seu, serviu-lhe de epitáfio a figura de uma esfera inscrita num cilindro, em honra do que ele considerava sua mais importante descoberta: a relação entre os volumes dos dois sólidos.

Os pregos usados na cruz de Cristo

Cineasta afirma que dois cravos de metal do século I encontrados em Jerusalém são os utilizados na crucificação de Jesus
por Graziella Beting

Vinte anos depois de descobertos por arqueólogos durante escavações em Jerusalém, dois pregos em ferro, de 8 cm cada um, voltaram ao centro das discussões em Israel. Isso porque um cineasta sugere que eles tenham sido usados na crucificação de Cristo.

A interpretação foi feita pelo documentarista israelo-canadense Simcha Jacobovici para anunciar o lançamento de seu novo filme, Os pregos da cruz, baseado no achado arqueológico. Apesar de reconhecer que não pode ter 100% de certeza do que afirma, sua teoria se apoia em algumas evidências, como a datação dos objetos, de 2 mil anos, e o fato de que eles estariam retorcidos nas extremidades, indicando que possivelmente foram cravados em uma mão. Segundo Jacobovici, os pregos estavam na sepultura identificada por arqueólogos como sendo possivelmente a de Caifás, o sacerdote que ordenou a crucificação de Jesus.

Arqueólogos israelenses estão reticentes, mas reconhecem que a teoria de Jacobovici tem sentido e que os pregos datam mesmo do século I a.C., apesar de não terem sido encontrados vestígios de ossos neles. Simcha Jacobovici já havia lançado o mesmo tipo de polêmica em outro filme, quando afirmava ter identificado a sepultura de Cristo, em Jerusalém.

Fonte: www.historiavia.com.br
Graziella Beting é jornalista e tradutora

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A medicina entre a ciência e a fé.

No século XVI, era comum dizer que as doenças eram provocadas pelo diabo ou por feitiços de inimigos. Receitavam-se poções variadas, mas em muitos casos os curandeiros conheciam o valor medicinal de plantas e ervas.
A prática da medicina, na vida cotidiana dos menos favorecidos, estava muito ligada a um saber empírico misturado com religião; presumia-se que os fenômenos biológicos, assim como as manifestações da natureza (tempestades, secas, etc.) dependiam da vontade de Deus. Se havia uma epidemia, por exemplo, o melhor remédio era rezar, fazer jejuns ou procissões dedicadas a Deus e aos santos. 
Mas nem toda medicina da época era mágica ou subordinada à religião. Desde a Antiguidade grega, nos séculos V e IV A. C.; Hipócrates e Aristóteles se dedicaram muito ao estudo do corpo humano, sua anatomia e seus humores. Durante a Idade Média, boa parte desses conhecimentos se perdeu, embora tenha sido recuperado e aprimorado pelos muçulmanos. Avicena, por exemplo, filósofo e médico persa que viveu entre os séculos X e XI, tornou-se seguidor das teorias dos gregos Hipócrates e Galeno, cujos conhecimentos acabaram influenciando os estudiosos europeus. Na península Ibérica, em particular, foi grande a contribuição dos médicos muçulmanos e judeus. 
Os estudos médicos e as descobertas biológicas da época moderna eram vistos com desconfiança pela Igreja. Muitos temiam as perseguições inquisitoriais por se dedicarem ao estudo científico. um exemplo desse receio encontra-se na dissecação de cadáveres, que acabou se tornando comum no estudo da Medicina, mas naquela época era condenada. Leonardo da Vinci, grande artista e sábio do renascimento, era um dos que praticava a dissecação de cadáveres em seus estudos de anatomia.  

Família Schurmann acha submarino que afundou na II Guerra


Durante a II Guerra Mundial, dez submarinos alemães e um italiano foram bombardeados e afundaram na costa brasileira. O U-513 foi o primeiro e único encontrado até hoje.

Há 68 anos, durante a Segunda Guerra Mundial, um avião americano localizava, em águas brasileiras, um submarino alemão. Esta semana uma descoberta histórica, uma família de velejadores encontrou o U-513 no fundo do mar.

Velas ao vento. Missão: encontrar o U-513, um submarino alemão que foi bombardeado e afundou em águas brasileiras durante a Segunda Guerra Mundial. O Fantástico acompanhou o início desta história.

Em 2009, a equipe do Fantástico acompanhou a família Schurmann em mais uma aventura. Depois de dois anos de buscas, o flagrante da grande descoberta. “O leme tem cinco metros na planta e aqui tem cinco metros. Achamos”, comemora o comandante da expedição, Vilfredo Shurmann.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O COMBATENTE: Minerioduto MINAS RIO da ANGLO AMERICAN irá acabar com dois patrimônios históricos de Carangola.

O COMBATENTE: Minerioduto MINAS RIO da ANGLO AMERICAN irá acabar com dois patrimônios históricos de Carangola.: "A obra de construção do Minerioduto Minas Rio da Empresa Anglo American que vem causando inúmeros danos ao meio ambiente por onde passa e em Carangola, mais especificamente no Distrito de Alvorada - Sítio Maranhão, irá acabar com 2 símbolos históricos da cultura e da história de nossa gente e de nossos antepassados..."

Hinos nacionais.



O Hino nacional que conhecemos hoje tem a mesma melodia desde o Império, mas a letra já foi bem diferente. A música foi composta em 1831 por Francisco Manuel da Silva, que utilizou como letra versos de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Executada pela primeira vez em 13 de abril, na festa de despedida de Pedro I, a marcha patriótica ficou conhecida como Hino 7 de Abril. 
A letra não fez sucesso, mas o hino passou a ser tocado em todas as solenidades públicas. Em 1841, para a coroação de Pedro II, o Hino ao 7 de Abril recebeu novos versos, de sautor desconhecido, mas manteve o antigo refrão. Mais uma vez a letra não agradou, mas a música tornou-se o Hino do Império, executado em todas as aparições de Pedro II.

Hino 7 de Abril, 1831

Os bronzes da tirania
Já no Brasil não se rouquejam
Os monstros que os escravizaram
Já entre nós não vicejam
Arranque-se aos nossos filhos
Nomes e idéias dos lusos...
Monstros que sempre em traições
Nos envolvem confusos


Da Pátria o grito
Eis se desata
Desde o Amazonas
Até o Prata


Hino do Império, 1841


Quando vens, faustoso dia,
Entre nós raiar feliz, 
Vemos só na liberdade
A figura do Brasil.


Da Pátria o grito
Eis que desata
Do Amazonas até o Prata


Negar de Pedro as virtudes
Seu talento escurecer;
É negar como é sublime
Da bela aurora romper.



Da Pátria o grito
Eis que desata
Do Amazonas até o Prata

Exultai, brasílio povo,
Cheio de santa alegria
Vede de Pedro o exemplo
Festejando neste dia.

Da Pátria o grito
Eis que desata
Do Amazonas até o Prata



sexta-feira, 8 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011

Frases famosas de Getúlio Vargas.


Leia abaixo algumas frases atribuídas ao presidente Getúlio Vargas, coletadas pela historiadora Isabel Lustosa  e publicas em seu livro Histórias de Presidentes: a República no Catete. Algumas frases transcritas abaixo são da época da ditadura (1937-1945):

Inimigos não sei se os tenho. Mas se os tiver, não serão jamais tão inimigos que não possam vir a ser amigos.


A constituição é como as virgens, foi feita para ser violada.


Eu não sou um oportunista, sou um homem das oportunidades. Se um cavalo passar encilhado na minha frente, eu monto.


Quem não aguenta o trote, não monta o burro.


A metade dos meus homens de governo não é capaz de nada e a outro metade é capaz de tudo.


Quase sempre é fácil encontrar a verdade. Difícil é, uma vez encontrada, não fugir dela.


Eu sempre desconfiei muito daqueles que nunca me pediram nada. Geralmente os que sentam á mesa sem apetite são os que mais comem.


Os políticos olham muito o passado, se esquecem do presente e, principalmente, do futuro. Mas é perigoso este cacoete, pois quem muito olha para trás acaba torcendo o pescoço.


A lei, ora a lei.


Aos amigos tudo, aos inimigos a lei. 

Banco Central lança moeda comemorativa de Ouro Preto



A cidade de Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, comemora 300 anos de fundação e para comemorar a data o Banco Central lançou uma moeda homenageando o município histórico. O lançamento foi realizado, nesta sexta-feira (1º), na Casa dos Contos, antiga casa da moeda durante o Brasil Império. No século XIX, todo o dinheiro que circulava no país era produzido no local.

Em um dos lados da moeda, há uma composição representando a arquitetura da cidade destacando-se a igreja de São Francisco de Assis, ao centro, e Nossa Senhora das Mercês e Perdões. Contorna a orla, a legenda "Patrimônio da Humanidade - Unesco". No reverso, um conjunto de três anjos e ornamentos tipicamente barrocos, retirado do medalhão da fachada da igreja de São Francisco de Assis.

As moedas com o valor comercial de R$ 5 podem ser adquiridas por R$ 140. A venda vai ser realizada, a partir desta segunda-feira (4), nas regionais do Banco Central ou pela internet. Para mais informações acesse o site do BC.
[Fonte: G1]

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Santinho do pau oco.

Os colonos eram extremamente imaginativos na criação de meios para burlar o fisco. Um deles era esconder o dinheiro, o ouro e as pedras preciosas no interior das esculturas de madeiras que representavam os santos católicos, aproveitando ainda que os membros do clero não eram revistados. Assim surgiu a expressão popular de "santinho de pau oco". Os escravos também o eram em relação aos seus proprietários. Qualquer orifício do corpo humano poderia ser o esconderijo de alguma pepita ou algum diamante. Daí a necessidade de "examiná-los".
Uma outra curiosidade: o ouro em pó se impregnava nos cabelos. Ao lavá-los, ele era recolhido para o proprietário. Mas desenvolveu-se o hábito de lavá-los em pias nas igrejas. Nesse caso o ouro recolhido ficava para as irmandades religiosas.  

Veja também:

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